Arquivo de abril de 2011

SOBRE ROMBOS E GASTOS NO EXTERIOR

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O uso da palavra rombo em uma notícia sobre a balança turística do País gerou quase uma comoção entre alguns leitores. Nick Abreu, da Trade Tours, com medo de ações do governo para retrair o consumo no Exterior, e as viagens estariam inclusas, quer saber detalhes da conta do Banco Central. Se entram compras na internet, por exemplo. Nick, e daí se entram as compras na internet? A gente sabe que brasileiros no  Exterior compram mesmo, pois é mais vantajoso e os produtos de lá, muitas vezes melhores, não têm o tal do custo Brasil. O próprio governo abrandou a política do que se pode trazer do Exterior. Hoje, máquinas fotográficas, celulares e laptops para uso pessoal nem são mais registrados…

O fato é que há uma defasagem, déficit, diferença, rombo, buraco, cratera, desnível, desajuste, … usem a palavra que mais lhes aprouver…, na conta do que sai e do que entra. Qualquer país faz essa conta e os EUA se orgulham de receber bem mais que o queos americanos gastam no Exterior, apesar de a quantidade de turistas se equivaler entre os que entram e os que saem.

No Brasil NÃO PODE SER DIFERENTE. Como não é em qualquer indústria. Nós queremos que entre mais do que saia. Que mais divisas entrem. O que NÃO QUER DIZER (e o medo do Nick vem de governos passados que adoravam taxar e inibir o turismo) que os brasileiros tenham de viajar menos para fora ou gastar menos por lá. Temos de atrair mais turistas, sermos mais competitivos, termos mais a oferecer ao estrangeiros. Nos promovermos mais. Sermos mais criativos. Assim como são os destinos que têm atraído os brasileiros.

O turismo emissivo é importante para a economia do País. O MTur está em seu papel de olhar para o receptivo e o turismo interno, mas a venda de passagens e pacotes para o Exterior, além do óbvio intercâmbio, que é fundamental para qualquer ser humano, gera empregos, impostos, desenvolvimento… Só que, como sempre, ninguém faz essa conta… Os brasileiros gastam muito no Exterior mas esse segmento do turismo, o emissivo, deixa muito para o próprio Brasil. Quantos funcionários de empresas aéreas, agências de viagens, operadoras, casas de câmbio, lojas de mala, ou de roupa, e tantas outras, não estão empregados graças ao turismo emissivo? Quanto de impostos não pagam as empresas que enviam turistas ao Exterior aos governos municipal, estadual e federal? Que percentual da receita de Guarulhos ou Galeão vem desse turismo emissivo? Ou Tam e Gol sustentam a Infraero por si só? Quanto das taxas de embarque de voos internacionais não entram nos cofres do governo a cada ano?

Precisamos receber mais turistas e mais receita de fora? SIM.

Precisamos continuar com um turismo emissivo pujante e cada vez mais profissional e diversificado? SIM

O resto é choro, política ou incompetência.

CVC RINDO À TOA

terça-feira, 26 de abril de 2011

O período de 20 de março a 20 de abril foi o segundo melhor dos últimos 12 meses para a CVC. Meta batida com louvor. Ficou apenas R$ 2 milhões atrás de novembro de 2010, ainda melhor mês em vendas na operadora presidida por Valter Patriani.

RIO _ O DESENHO. Queria ter gostado mais

domingo, 24 de abril de 2011

Taí um filme (desenho) de que já gostamos antes mesmo de assistir. O trailer, com um voo panorâmico de asa delta sobre a Praia do Pepino, era de arrepiar. E o resultado, que vi neste final de semana, é bom. Lindo. Exuberante. Mas com uma pontinha de decepção.

Mas vamos começar pelo turismo. Turisticamente, o desenho Rio é bom para a Cidade Maravilhosa? Para o País?

RIO E TURISMO

O Rio de Janeiro, destino, ganhou um de seus melhores materiais de divulgação. Só de dar nome ao desenho, e ter essa nova marca exposta no mundo todo, a cidade, emocionada, agradece.

O Rio está belíssimamente pintado na tela. As imagens são deslumbrantes e clássicas. Parece que o diretor Carlos Saldanha (de origem gaúcha mas criado no Rio – e que hoje mora nos EUA), quis fazer não à moda Pixar, sucesso atualmente, mas no estilo Walt Disney. Como Disney faria um filme sobre aves brasileiras se vivesse atualmente. Visualmente, Rio é a resposta.

A cidade está linda, deslumbrante (mesmo na favela) e sedutora. Mas também muito tradicional. E do ponto de vista turístico (o que foge das obrigações de Saldanha, que é a de contar uma boa história), Rio não acrescenta nada à imagem que muitos têm do Rio real lá fora: samba (se passa na semana do carnaval), futebol (há uma misteriosa partida entre Brasil e Argentina em pleno carnaval, que acaba distraindo os bandidos contrabandistas de aves), mulheres bonitas (numa rápida e ousada cena, um dos pássaros bate como uma bola na bunda de uma mulata na praia), praia e belezas naturais. A exceção fica para a Lapa, mas a trilha sonora é tradicional também, pois foi entregue ao veterano Sérgio Mendes. Uma crítica americana disse que há bons momentos de bossa nova no desenho, mas que são poucos. Ou seja, não fomos além da bossa nova.

É mais do mesmo, mas é muito bom e bonito. Então, o salto é positivo. Faltou ousadia? Sem dúvida. Mas mais que tudo Rio, o desenho, carece de uma boa história.

FALTOU RIR MAIS

O roteiro de Rio não é dos melhores, o que é uma característica da produtora Blue Sky. Enquanto em Up, Toy story 3 e Procurando Nemo a gente gargalha o filme inteiro e chora aqui e ali; ou enquanto em Shrek a mão pesa em favor dos adultos; em Rio tudo é muito singelo e as imagens falam mais que qualquer frase ou piada sem graça. O humor é mais pastelão (como em A Era do Gelo), com piruetas mil, mais infantil e sobram uma ou duas piadas inteligentes (como vi a cópia dublada, acho que há uma piada sobre fio dental, mas não posso assegurar). Quase não ri. Mas fiquei extasiado com as imagens e me emocionei com o final, quando Blu finalmente resgata seu passado e se assume como ave selvagem.

Também achei duvidosa a escolha de macacos para o papel de malandros, assaltantes, integrantes de uma gangue que assalta os turistas.

Bom, faltou mostrar mais o Rio. Ser menos careta.

Mas Rio não podia ser mais bem feito e bonito. No mínimo ajudará a atrair quem quer ver esse Rio cartão-postal, que é realmente espetacular. Agora, se os bird watchers chegarem aqui querendo ver todas essas aves… vão ter de enfrentar nossa realidade aeroportuária e encarar voos para a Amazônia, o Pantanal, Foz do Iguaçu… Todas as aves do Brasil estão voando livremente em Rio. Mas a realidade é bem diferente.

Ainda quero ver Rio legendado, com as vozes originais. Especialmente as canções, que falam em Vem pro Rio, Experimente esse Rio… Como isso está em inglês.

O filme é campeão de bilheteria em todo o mundo e deve ultrapassar os US$ 500 milhões em arrecadação global. Bem menos que os primos de A Era do Gelo, ou os da Pixar. Mas tudo depende também do boca a boca. Vai que é esse o Rio que todos querem ver.  Eu queria mais. Mas fiquei orgulhoso em ver a Cidade Maravilhosa tão bem pintada nas telas de cinema de todo o mundo. Que venham mais Rios… E muitos visitantes.

ELEIÇÃO NA ABAV – COM EDUCAÇÃO

terça-feira, 19 de abril de 2011

Enquanto alguns “líderes” do setor me mandam recados, como direi?, grosseiros (as famosas palavras com f…, como dizem os americanos) outros sabem debater, trocar ideias, informar, com elegância e educação. Antonio Azevedo, homem do Iccabav na Abav Nacional, ex-presidente da Abav-PR, e um dos mais cordiais empresários de turismo, admitiu que está pensando sim em candidatar-se à sucessão de Carlos Alberto Ferreira, o Kaká, na Abav Nacional.

A próxima viagem internacional dos presidentes de Abavs, em Portugal, terra de Kaká e Azevedo, promete ter um cunho bastante político. E também técnico. Kaká também se manifestou, educadamente como sempre, mesmo às vezes não concordando com o que falo (que bom que é assim, aliás, pois o debate é importante), e prometeu boas revelações em Portugal. Fabíola Bemfeito estará lá cobrindo tudo. E nós aqui, de olho, curiosíssimos. Haverá outros candidatos, por exemplo? Quem sairá nas regionais? Verdade que William Périco (da Aviesp) pode ser o nome da Abav-SP, sucedendo o bem sucedido (desculpem o trocadilho) Edmar Bull? Fabíola, é com você, hein…

Veja abaixo o comentário de Azevedo: 

“Agradeço a lembrança e a menção de meu nome, no seu blog, como possível candidato à Presidência da ABAV.

Em relação à sua interrogação,  posso lhe dizer que nunca concorri a cargo eletivo por iniciativa pessoal e sim por incentivo e apoio de amigos e companheiros.

Nesse sentido, tenho pensado e estudado essa possibilidade,  em função de indicação de grupo muito representativo, atuante  e respeitado,  do sistema ABAV.

No momento, estou em fase de maturação e de decisão.  

Se tal vier a ocorrer, certamente conversarei consigo, já que acompanho com muita atenção suas observações e comentários, sobre nossa veterana entidade.

Uma coisa é certa, a resposta final será do colégio eleitoral, seja quem forem os candidatos.

 Abraços

Antonio Azevedo

Abraços, Kaká e Azevedo. Bom trabalho em Portugal e até a Feira da Abav, que tem grande expectativa este ano. Até o evento, aliás, a maioria das Abavs já terá seus novos líderes e conselheiros, que elegerão, em novembro, o sucessor de Kaká.

AVIESTUR: NÃO FUI E GOSTEI

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Não pude ir à Aviestur 2011, em Campos do Jordão, mas só ouvi e li (no Portal PANROTAS) coisas muito boas.

Primeiro uma correção: disse que tinha 600 estandes por lá, mas são 600 empresas representadas. Mesmo assim continuo achando que se é uma feira estadual e um dia, por falta de alternativa, resolver acontecer na capital paulista, vai incomodar a Feira da Abav. Por motivos que debateremos um outro dia…

O único senão em relação ao evento da Aviesp foi quanto aos restaurantes de Campos do Jordão. Caros, com serviço ruim e ignorando uma feira que tanto pode trazer para um destino que vive mesmo a alta temporada uma vez por ano.

No mais, de aplaudir de pé e com trompetes e cornetas a divulgação do perfil do agente de viagens que vai ao evento. Quando a moda é mascarar números, apostar em quantidade e crescer 10% por ano, a Aviesp parte para a qualidade. Parabéns.

Debates úteis para o dia a dia dos agentes, presença de diretores, organização muito boa e uma coordenação impecável de Danilo Gonçalves, que mostrou serviço. Parabéns também à diretoria da entidade, por estar aberta a mudanças: cancelou seu segundo evento do ano, substituindo por um seminário com bom conteúdo, trouxe a organização do evento para dentro de casa (acabando com a terceirização que durava anos), e aparentemente pelo menos (não conheço a entidade a fundo) aposta numa gestão mais participativa e menos coronelista.

Há o que melhorar? Sempre. Mas a Aviesp, com sua Aviestur 2011, mostrou que é das entidades que estão no caminho certo. Não fui e gostei. Em 2012 preciso ver ao vivo…

BRASIL PERDE TURISTAS DE LONGA DISTÂNCIA

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Que no mundo todo o turismo regional é fundamental para o sucesso de um país como destinos turístico, todo mundo sabe e age nesse sentido. Por isso, é mesmo para comemorar termos chegado a 1,4 milhão de turistas argentinos no ano passado, além de termos acusado ótimo crescimento de chilenos, uruguaios e paraguaios. A Argentina é nosso maior emissor, o Uruguai o quarto e o Chile já é o sexto. A Embratur sinaliza que deve continuar investindo na América do Sul, que compensa no volume a média mais baixa de gastos em relação ao turista de longa distância, o que também é comum em diversos destinos.

É na longa distância, aliás, que estão os principais gargalos brasileiros. Quebra da Varig, encarecimento do País, que perdeu competitividade para outros destinos, aquecimento do emissivo (o que compromete os lugares nos voos internacionais para o Brasil), crise mundial de 2008/2009, crises pontuais de alguns mercados, como Portugal… São muitas as explicações. A pergunta é: há jeito de recuperar os turistas perdidos?

Em 2005, o Brasil recebeu 793,6 mil americanos. Em 2009, foram 603,7 mil. Só houve recuperação, modesta, em 2010, chegando a 641,4 mil. Ou seja, comparando com 2005, ainda estamos defasados em 150 mil turistas americanos. E nós já somos 1,2 milhão de brasileiros nos Estados Unidos. Também chegamos ao fundo do poço, com 300 mil brasileiros no país, mas os EUA, mesmo com um visto difícil de ser tirado, conseguiram recuperar. Fora que somos os turistas que mais gastam individualmente nos Estados Unidos, o que comprova outra tática dos destinos: o dia a dia e o vlume são garantidos pelos vizinhos, mas o turistas de qualidade, que gasta mais, está na longa distância. Não dá, portanto, para abandonar mercados nobres, mesmo com os vizinhos em crescimento.

Em 2005, os italianos eram também um dos principais emissores para o Brasil, como no ano passado. Mas se em 2010 recebemos 245,5 mil italianos, há seis anos eram 303 mil. Quase 60 mil a mais.

Com os alemães, o mesmo. Em 2010 fora 226,6 mil. Em 2005 eram 308 mil. Uma defasagem de 80 mil. Ou seja, ainda não recuperamos os alemães perdidos ao longo do caminho.

Em 2005 recebíamos 263 mil franceses e 357 mil portugueses. Em 2010 os franceses foram 199,7 mil e os portugueses 189 mil. Perdemos metade dos portugueses em seis anos. E com a crise atual no país será mais difícil ainda recuperar isso.

Entre os espanhóis uma boa notícia: eram 173 mil em 2005 e foram 179,3 mil em 2010. Um crescimento pequeno, mas ainda assim um índice positivo. A Inglaterra teve o mesmo comportamento (169,5 mil em 2005 e 172,6 mil no ano passado) e a Holanda segue a regra de queda: 75,5 mil em 2010 contra 109,9 mil em 2005.

O número de canadenses também caiu em cinco anos: de 75,1 mil em 2005 para 63,2 mil em 2010.

Todos os números constam no site da Embratur, de onde retiramos os dados.

RAPIDINHAS

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dia 15 e a Anac ainda não divulgou os dados da aviação brasileira em março. É grande a expectativa em relação ao comportamento de Tam e Gol, já que a empresa laranja passou a vermelha no doméstico em fevereiro…

Meses depois e a Abav Nacional ainda não substituiu Isa Garbin na estrutura da associação. Ano de eleição… Kaká deixa a reestruturação (necessária) da Abav para o próximo presidente. Fala-se em Antonio Azevedo, do Paraná. Será?

A Aviesp inicia hoje sua feira e William Périco fez questão de frisar que é 100% realizada pela entidade. Na contramão do que faz a Abav, a Aviesp desterceirizou e controla tudo em seu evento. Anteriormente, a empresa Vertical era co-organizadora da feira do interior.

A Aviesp, aliás, se uniu ao Sindetur-SP, Abav-SP e Abracorp, para tornar a feira uma referência estadual. Se o evento, que já conta com 600 expositores, finca os pés na capital paulista (levando os agentes do interior em caravanas), a Abav Nacional pode começar a ficar preocupada… Fica a dica, para ambos os lados.

Hoje é dia de Brite, no Rio, e o receptivo internacional volta ao debate. Mas o País continua sem um grande evento receptivo, coordenado pelo governo federal.

Muita gente se manifestou em relação à saída de Érico Cestarolli da Gol. Gente boa e superprofissional agora é grande a expectativa sobre seu futuro. O danado ainda faz suspense…

Sabem qual o aeroporto mais sobrecarregado do País? É o de Goiânia, que está com ocupação de 392%. Tem capacidade anual para 600 mil passageiros e movimentou em 2010 2,34 milhões.

Já o mais ocioso é o Galeão. Sua capacidade é para 18 milhões/ano e ficou com 12,2 milhões no ano passado. Ocupação de 68%.

Vitória (472% de ocupação) é outro destaque no extremo da superocupação, e Salvador (72%) na ociosidade.

AINDA CINCO MILHÕES

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Embratur divulgou hoje alguns números em relação aos turistas estrangeiros que estiveram no País em 2010. Foram 5,16 milhões, com 1,4 milhão da Argentina e cerca de 640 mil americanos. Ou seja, dois mercados respondem por cerca de 40% do total. No comunicado, bastante vago e sem detalhes ou análises mais profundas, a Embratur diz que Chile, Uruguai e Paraguai também cresceram e que São Paulo domina como portão de entrada, com dois milhões de visitantes, seguido do Rio, com menos de um milhão e do Paraná, com destaque para a entrada terrestre.

Só isso que se tem a dizer sobre o ano de 2010? O crescimento de sul-americanos fez a média de gastos por turista despencar? Esses turistas que entram em São Paulo ficam em São Paulo? Segundo o release, 27% dos turistas vieram a negócios… Donde se conclui que São Paulo é apenas o local da primeira parada. Há várias perguntas, dúvidas, análises a serem feitas e o comunicado da Embratur é bem sucinto, como que dizendo: não queremos discutir isso agora (a “íntegra” está no Plantão de Notícias do Portal PANROTAS).

O receptivo do Rio e do País vive uma crise sem precedentes e não se vê uma discussão a respeito. Apenas se comemora o crescimento!!! Como assim? O país está caro e nada se faz para melhorar isso. Hotéis voltam-se para o dinheiro dos turistas nacionais, dos eventos, dos viajantes de negócios e há muito tempo o estrangeiro não é mais prioridade… O modo de fazer negócios também mudou e os empresários de receptivo não viram. Acordaram com a água já no pescoço e têm de ser rápidos e ter ajuda.

O receptivo brasileiro precisa ser debatido, discutido, analisado, esmiuçado… Nesse ritmo chegaremos em 2014 com cerca de sete milhões de turistas estrangeiros. O que já será um problema para nossa infraestrutura receptiva.

Hoje começa a Brite, no Rio. Vamos ver o teor dos discursos. Tá tudo bem? Tá tudo ótimo? Ou alguém apontará uma luz no fim desse túnel descascado e cheio de goteiras? Será um trem bala chinês essa luz no fim do túnel? Nossa presidenta esteve por lá esses dias. Tomara que tenha visto a realidade que se aproxima.

Enquanto isso… cinco milhões de turistas. A barreira continua intacta.

O QUE HOUVE NA ABRACORP?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quanto mais declarações ouvimos sobre a saída de Faustino Pereira da Abracorp, mas ficamos sem saber o que deu errado… O modelo sugerido por uma consultoria milionária não deu certo? Os associados se ressentiram de não serem eles mesmos o porta-voz do grupo – ou seja, um executivo ganhava destaque e não um empresário? A escolha do executivo foi errada? O modelo é mesmo para um diretor ou gerente e não para um presidente?

Por enquanto, nas palavras oficiais, apenas generalidades… Mas o modelo está posto em xeque (pelos próprios associados, que decidiram tirar Faustino, afinal). Definir o modelo e levar associados de peso que estão de fora do clube (e não estamos falando da Alatur, antes que atirem a primeira pedra – isso é um assunto que virou pessoal e que ainda cicatriza) são ações que precisam de urgência… Falta tempo para participar de comitês? Com tantos eventos, viagens e confraternizações, realmente é difícil se divirir. O turismo precisa enxugar seus eventos e otimizar as ações… Ou a consequência pode ser a desarticulação, a fragmentação, a desunião… O que não é bom.

Aguardemos.

E quem tiver alguma luz… pode nos apontar…por favor.

SÃO PAULO COMEMORA O QUE MESMO???

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quem acompanha empresários e líderes do turismo paulistano no Twitter, vira e mexe vê comemorações sobre a ocupação hoteleira, a quantidade de eventos, o calendário cada vez melhor da cidade… Neste final de semana não foi diferente e nos próximos dias também a cidade estará lotada, como já é bastante comum. São Paulo sofreu muito com taxas de ocupação hoteleira, com diárias defasadas, produtos ruins, falta de um calendário e mesmo de uma marca para a cidade.

Mas será que a SP Turis, o SPCVB e o empresariado da cidade (nos campos cultural, turístico, esportivo, de negócios em geral) trabalharam rapidamente demais? Não deram tempo para a cidade se adaptar a essa demanda… Uma das recentes edições da Veja S. Paulo isso é muito bem retratado. A cidade não anda.

Não há mais vaga de hotel em algumas datas;

o trânsito impede um transfer em tempo razoável a um evento ou aeroporto;

as filas de táxi em Congonhas são absurdas, assim como o tempo da espera da bagagem;

em Guarulhos, graças ao brasileiro que vai ao Exterior, estamos em ritmo de rodoviária e não há estacionamento, espaço, conforto, eficiência;

quando há um show como o do U2, falta táxi tanto na cidade, quanto nos arredores do show e o que se vê são pessoas andando quilômetros, numa romaria de quinto mundo (mesmo pagando caro pelo ingresso e mais ainda pelos táxis disponíveis – ali, dinheiro não salva);

ainda não temos estádio para a Copa do Mundo de 2014 (daqui a TRÊS ANOS);

em um dia como ontem, com muita chuva, a cidade tem vários pontos de alagamento, o que atravanca ainda mais o trânsito;

nos hospitais, filas e mais filas (tanto privados quanto públicos);

nas rodovias, obras incompletas e promessas futuras (e São Paulo ainda tem as melhores estradas do País);

a quantidade de carros bate recorde e talvez um rodízio mais rígido seja necessário;

ou seja… a cidade se arrasta. Melhor parar de captar eventos enquanto Kassab, Alckmin, a Infraero e demais autoridades arruma a casa? Ou continuamos trazendo turistas e viajantes a negócios e os tratando com dessa forma tão “acolhedora”?

Hoje não está chovendo. Apressem seus transfers antes que São Pedro se revolte… com São Paulo.

São Paulo cresceu demais ou sua infraestrutura