Arquivo de setembro de 2011

A DISPUTA ESTÁ FICANDO BOA

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Operadoras tradicionais crescendo. Braztoa forte. Associadas idem. Vendas internacionais muito boas. Grandes eventos vindo por aí. Imagem do País positiva – é só aproveitar BEM. E DIREITO.

No Lazer, mais uma boa notícia hoje. A Flytour contratou diversos ex-CVC (Michael Barkoczy à frente) e criou a Flytour Viagens, operadora do grupo, que pretende ser a maior do País em cinco anos.

Potencial tem. Afinal, são milhões de novos consumidores, ou de potenciais viajantes de todas as classes.

Mais uma empresa bilionária na briga do lazer. CVC lidera com seus quase R$ 4 bi de faturamento. A Trend tem seu mais de R$ 1 bilhão (no corporativo/hotelaria). E agora a Flytour com seus quase R$ 3 bilhões/ano (grupo).

E também prometendo foco no agente de viagens.

Perguntei a Elói Oliveira, elogiado por todos os contratados, que disseram ser um sonho de vida trabalhar com ele, qual é seu maior objetivo com tudo isso: “chegar a cinco mil empregos gerados”, disse ele, emocionado. Hoje são 2,6 mil.

Alguém duvida que ele consegue?

Elói Oliveira, fundador e presidente da Flytour

DO LAZER À CONSOLIDAÇÃO

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Com o lazer (leiam-se movimentações na Trend e na CVC) dominando os temas da semana, fora minha ida a Brasília para ver nosso outro País, agora cá estou no Guarujá, Hotel Casagrande, no Top 10 da Flytour Consolidadora. Cada base da empresa pelo País trouxe dez melhores clientes, com acompanhantes.

Nesse momento, os diretores da Flytour, Elói Oliveira à frente, recebem os que chegam em um check-in privativo, inclusive carregando as malas do ônibus ou carro até a sala reservada. Daqui a pouco tem Jantar da Delta Air Lines, em clima de cassino. Amanhã é a vez de novidades (incluindo uma grande, guardada a sete chaves, mas que será anunciada pela manhã), palestras, workshop e jantar da Tam. Hoje pela manhã, aliás, já houve uma reunião das bases Flytour com a diretoria da aérea nacional.

Além da consolidação, haverá novidades também no corporativo da Flytour. Além de Elói, recebem os convidados sua esposa Toni, seus filhos Fábio e Christiano, e o presidente da Flytour Consolidação, Domingos Amorim.

O fim de semana promete.

AND THE WINNER IS… VITOR BAUAB

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A CVC deve anunciar muito em breve a nomeação de Vitor Bauab (foto acima) para o lugar de Clayton Armelin no Comercial Nacional e em Vendas Nacionais da operadora.

Houve uma concorrência interna, com pelo menos mais dois nomes, e Bauab foi o escolhido por Valter Patriani, presidente da CVC.

Promoção merecida. Bauab levou muita criatividade para a CVC Eventos. É articulado, querido pelo trade e até joga futebol na Copa Sauípe… Parabéns, Vítor.

DEI UM PULO EM MARTE E VOLTEI

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Segunda ida a Brasília em menos de uma semana… Parece que estive em outro planeta. Nem bom nem ruim, nem melhor nem pior que o nosso (basta vermos os comentários de meu post anterior, aliás, cheio de diferenças, pontos de vista…). Brasília é um mundo diferente. E distante. Mas que nos afeta como o sol, talvez.

A impressão é que é um outro mundo. Tão distante da nossa realidade (do turismo), tão paralelo (não há quase interseções, toques, impacto)… que impressiona.

Tem gente querendo fazer contato. Tem gente séria. Tem gente querendo “aconselhar” os novos dirigentes e garantir seu quinhão. Tem gente que não está nem aí… Tem gente interessada na aproximação. Tem gente competente e há os espertalhões de sempre, que nós conhecemos de longa data pois, também circulam por nosso planeta.

Mas olhando apenas o lado positivo: temos um Ministério do Turismo, comissões de Turismo, deputados interessados na causa do setor (amanhã será votado um PL que pode incluir o receptivo entre os beneficiados como os do setor de exportação – autoria do deputado Otávio Leite), os novos dirigentes (Gastão Vieira, ministro, e Flávio Dino, Embratur, são políticos inteligentes e articulados)… Ou seja, o trade tem como se aproximar e colher bons resultados. Mas vai ter também que eleger seus representantes. Não dá para ensinar turismo. Dá para conscientizar, mostrar que um hotel beneficia diversas outras indústrias, que um agente de viagens multiplica vendas, que os destinos geram empregos em todos os níveis… Dá para convencer, mas não para torná-los experts e apaixonados em turismo. Daí a distância entre o discurso do lado de lá e a realidade do lado de cá.

Como fazer do turismo uma prioridade no Congresso? Um lugar difícil, cheio de conexões e alianças, onde a disputa política às vezes fala mais alto que o tema a ser votado…

Com políticos habilidosos, o trade sério presente e com cobrança. Cobrança do governo e dos parlamentares e também de nossos líderes. Alguns sequer merecem esse título mas estão lá, sedentos por dinheiro, favores, continuismo…

Vamos aproximar Brasília do Turismo. Precisamos. Mas isso só será feito com líderes (de nossa parte) fortes e bem intencionados. Com plíticos abertos e que entendam que o turismo toca praticamente toda a economia do País, e pode ser um grande aliado na hora da crise, como alternativa à crise de outras idnústrias e como alavanca de desenvolvimento regional e nacional. E com muitas idas a Brasília. Precisamos de mais empresários por lá. Vocês sabem o tamanho do imposto pago, dos investimentos, das frustrações, dos empregos que geram, do que precisam para continuar movento o turismo, como sempre o fizeram. O governo pode ajudar e muito. Mas o turismo não depende dele para sobreviver.

Por uma política de turismo sadia e saudável, pujante e que gere resultados e não apenas discursos.

Há potencial. Quem se habilita?

(texto corrigido e aumentado na madrugada de 29/9)

EMPRESA DE HEADHUNTING “ATACA” DIRETORES DA TREND

sábado, 24 de setembro de 2011

Foi uma investida em massa: Daniel Santos, Alexandre Camargo, Gabriela Cavalheiro, Roberto Araújo e mais dois diretores da Trend receberam ligações de uma empresa de head hunters. Havia alguém interessado nos passes de todos eles (TODOS) de uma uma só vez. Estaria a Trend provando do mesmo veneno, afinal levou 45 funcionários de outras empresas para montar seu aguardado departamento de Lazer?

Todos disseram não à empresa. Segundo o presidente da Trend, o Luppa, que foi quem me contou a história do assédio a seus executivos, um deles explicou aos head hunters que ganhava muito bem na Trend, sentia-se em uma família e estava na empresa que mais iria crescer nos próximos anos no turismo. Isso é que é acreditar.

Mas um deles, a pedido de Luppa, foi mais além e aceitou conversar com os caçadores de cabeça.

Quer saber que empresa havia encomendado a operação? Ah… perguntem pro Luppa. Quem sabe pra vocês ele conta. Pra mim não contou não.

O lançamento da Operação Lazer da Trend será na segunda-feira para a imprensa e no sábado, 1 de outubro, durante o Workshop Trend, em Atibaia, para os agentes de viagens.

Aguardem, portanto, uma semana de muitas frases bombásticas, números grandiosos (a Trend investiu alguns bons milhões de reais nos últimos dois anos nessa operação de lazer), provocações e possivelmente reações da concorrência.

BRIGA PELA LIDERANÇA

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Para ser a maior, a aquisição de concorrentes é uma velha e eficaz prática… A Alatur já assumiu estar negociando a compra de uma tradicional TMC paulistana… E a CWT estaria prestes a fechar com a Net Tour, nada menos que a agência da Vale.

A distância entre os líderes (que, aliás, não necessariamente quer dizer maior em vendas) e as demais vai ficando cada vez maior. Um dos passos mais aguardados do mercado, aliás, é a expansão da Flytour com a marca Amex, em lojas pelo País.

Mercado aquecido e com muitas novidades. Brasil é a bola da vez definitivamente.

UMA ALATUR QUE SABE SE VENDER INCOMODA MUITA GENTE

sábado, 17 de setembro de 2011

E parece que ela gosta mesmo de incomodar.

Ferreira, Francisco, Balsamão e Cavalcanti: nem anjos e nem demônios, mas gigantes que sabem ousar (e provocar…)

Passei o dia ontem no (excelente) Fórum Alatur, que chegou a sua quarta edição. O evento aos poucos está tomando cara do que deve ser: um showcase da TMC, com conteúdos leves e diferenciados voltados ao cliente final, uma pitada de técnica e tecnologia, e muito relacionamento, de preferência entre gerentes Alatur e clientes e não clientes. O foco não é o fornecedor, que a Alatur tem outras armas para conquistar, mas é visível a atenção desses com a TMC e dela com alguns em especial, como a Tam, queridinha sem meias palavras.

A Alatur continua sua ascensão vertiginosa, agora mais consistente e profissional, depois da tranformação em S.A. e da entrada do VP Glauco Cavalcanti. Incrível como ele dominou o setor em tão pouco tempo. E como é entrosado com o trio mais antigo: o presidente Francisco Carpinelli (não gosta muito de aparecer mas seu dedo está em TUDO), e os vices Marcos Balsamão, o RP e homem do comercial, e Ricardo Ferreira, o homem dos desafios, do planejamento, da visão de futuro e das frases provocativas.

Ricardo Ferreira abre o Fórum Alatur, muito bem organizado pela Imaginadora, a mesma do Fórum PANROTAS (e a Alatur fez bem em se distanciar do modelo de nosso fórum, apesar de ter se inspirado nele), e dispara: “somos líderes de mercado, e ser líder significa que mais empresas querem trabalhar com você”.

Quem há de duvidar?

Eu, claro. No primeiro intervalo, bati no ombro dele e perguntei: em um mercado tão carente de números e estatísticas, onde cada um chuta um número para aparecer bonito no press release, como a Alatur tem certeza de que é a maior do mercado de viagens corporativas? A CWT me disse o mesmo há poucas semanas. Ele titubeia mas não perde a pose: “fontes de mercado, inclusive de concorrentes, confirmam que somos os maiores”. “Mas liderança não é só volume de vendas”, acrescenta. E um evento como foi apresentado ontem, misturando, ousando, criando novidades nesse tipo de encontro, realmente é coisa para líderes. Algo que se não inomoda a concorrência, deveria.

A Alatur saiu na frente com seu evento e nesta quarta edição mostrou que achou seu caminho e está liderando discussões e tendências. Onde está o grande evento de viagens corporativas para clientes? O Fórum Alatur, por enquanto, é esse evento, o que não é bom, pois como o próprio Ferreira disse, é um evento muito simpático e amigo da Alatur. O setor deveria ter um evento mais neutro como seu farol. Não é o Lactte, que investe em cópia de um modelo americano e reúne muitos fornecedores, não é nenhum outro, pois a principal associação, a Abracorp, não realiza um (apesar de ter capacidade e cabeças pensantes).

A Alatur, então, nada de braçada e posa de líder (com consistência). E ainda anunciou a contratação de uma ex-diretora da CWT. Perguntei a Dayse de Marco qual a maior TMC do Brasil: um mês depois de me dizer que era a CWT, corrigiu-se – “vi os números e é a Alatur”.

Estavam lá também os novos funcionários da Alatur, como Alberto Moane, ex-Accor, André Weber, ex-Tour House, e vários outros ex. Vem mais contratações por aí? Parece que não. Mas aquisições sim.

Apertei os quatro (diretores) o quanto pude, mas só consegui saber que a Alatur estuda comprar uma TMC e a MCI Brasil (parceria da MCI com a Alatur) uma empresa de eventos brasileira.

Voltar à Abracorp? Em meio a aplausos e casa cheia, claro que a resposta foi “não”, “já passou esse momento”. Mas será que não faz falta mesmo fazer parte de um grupo? A Alatur aposta nas suas associações com a HRG e a MCI e não à toa os dois presidentes mundiais estiveram no Brasil prestigiando o evento. Dois craques e visionários, dois grandes executivos que ensinaram muito à plateia, assim como as participações de Marilia Pera, Irene Ravache, Clarice Niskier, José Mário Caprioli, Klaus Kuhnast, Paulo Gaudêncio, Larry Rohter, Roberto da Mata e tantos outros.

O sucesso do Fórum Alatur deu mais gás ao time da empresa, a sua vaidade, a seu poder de fogo, a sua liderança tão alardeada… A volta de clientes como a Iveco, a conquista de outros como a AGCO, e o recorde de vendas de agosto (melhor mês da história da empresa), com crescimento de 20% sobre agosto de 2010… também foram comemorados pelo time Alatur. Mais gás.

E para finalizar, o que mostra a visão de futuro e a ousadia da empresa: a Alatur anunciou que passa a vender a seus clientes muito mais que viagens. A partir de agora também oferece gestão de frotas, eventos virtuais, expense management, gestão de expatriados e consultoria.

Pode ser (e deve ser) que outras empresas façam o mesmo. Mas a Alatur sabe se vender como poucos. É showcase e mostra resultados. E está com um time mais simpático no mercado do que em tempos atrás…

A concorrência que durma com um barulho desse. Ou melhor, não durma. E faça barulhos tão bons e tão eficazes, afinal, o mercado é de todos e não apenas de um, como quer fazer crer a Alatur (mas, lembremos, é o seu evento…não poderia ser diferente).

Parabéns pelo evento, pelo posicionamento e pela coragem. Pois toda ação geralmente envolve uma reação. E esperamos que o setor de viagens corporativas ganhe com isso. Com esse exemplo de evento e iniciativa com certeza já ganhamos todos.

SAIU SEM TER CHEGADO

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Ministério do Turismo continua com sua árdua tarefa de mostrar que é realmente necessário e não apenas um cabide de empregos e, recentemente descobrimos, também de falcatruas. Lamentável.

Hoje leio que o ministro Pedro Novais pediu demissão. Saiu do cargo depois vários escândalos envolvendo seu nome e de diretores e afins. Saiu, mas na verdade nunca chegou. Nunca falou ou fez algo de impacto para o setor. O ministério nas suas mão regrediu. Nem sua experiência na Câmara lhe serviu.

OK, aceito que o cargo de ministro seja entregue sim a um político. Mas esse tem de mergulhar fundo na pasta e ser assessorado por gente do setor, capaz, que entende do negócio. Eu, jornalista, especializado em turismo, me sentiria envergonhado, para dizer o mínimo, se de repente um amigo meu que virasse ministro da Saúde me convidasse para ser secretário de qualquer coisa lá dentro. Mas não é o que ocorre hoje. Do segundo ao trilionésimo escalão caem de paraquedas tudo que é tipo de amigos de amigos. Não à toa os técnicos que o MTur havia amealhado no começo do governo se mandaram de mala e cuia para a iniciativa privada. Que é quem toca o turismo nesse País.

O MTur ainda não disse a que veio. Teve um começo promissor, com Mares Guia, mas completamente perdido, basta ver as metas fora da realidade que foram desenhadas por ele e por sua equipe. Ok, isso é comum, primeiro ministério. Lembro de ter brigado bastante, em alto nível, com o Caio Luiz de Carvalho, que era contra a existência do ministério exclusivo para o Turismo.

Apesar de ele quase ter se convencido, no final da gestão Mares Guia, quando as coisas pareciam que iam dar certo, hoje vejo que desse jeito ele tem razão. Responda rápido: que medida do MTur, que ação do ministério teve um impacto positivo no seu negócio desde 2003? Cite apenas uma. Com meia eu já fico satisfeito.

Temos projetos de lei importantes parados na Câmara, um receptivo internacional empacado e com o empresariado EXTREMAMENTE (ou seja, não é pouco) insatisfeito, uma política interna de turismo confusa, muito projeto para pouco resultado, e um descaso com a pasta, basta ver que o MTur está alijado das principais decisões da Copa e Olimpíada e que quase não tem dinheiro. E quando tem a gente vê o que ocorre…

O ministro foi sem nunca ter entrado e era motivo de chacota e vergonha no setor.

Flávio Dino é uma boa promessa e poderia ser testado no comando da pasta.

Mário Moysés, que eu achava muito bom, nos surpreendeu com essa suspeita, que tomara seja falsa.

O Turismo precisa de um nome forte e alguém com vontade de fazer a diferença. Entre Marta Suplicy e Barretto, por exemplo, fico com Marta, pois tinha mais exposição política e fez pelo menos um programa que deu resultados, o Viaja Mais Melhor Idade.

O PMDB está se mexendo para ter o novo nome. E o trade? Continua omisso, calado, com medo de ter um nome envolvido em escândalos, esperando a verba para seu evento ou feira, falando mal pelas costas mas oferecendo jantares amigos para homenagear ministros, secretários e qualquer autoridade, simplesmente por estarem no cargo e não por fazerem algo por nosso setor.

O trade deveria ter gritado na nomeação de Novais – ou logo quando ele mostrou que de onde menos se espera é que não sai nada mesmo.

Ou o Ministério do Turismo servirá apenas para termos uma autoridade que em nada impacta o negócio do turismo. Não é o que queremos. Ainda mais em um momento que outros estão aproveitando as oportunidades de nossa economia e dos eventos que virão, mas não o turismo.

Que venha o próximo, mas acredite que não temos a menor expectativa com relação ao futuro do MTur. Ou seja, seu desafio será maior ainda.

I AM SOOOOOO SORRY

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Será que está mesmo? Duvido.

As pessoas que trabalham com serviço nos Estados Unidos e que têm de dar explicações e resolver pepinos cara a cara ou por telefone com passageiros irritados têm aquela mesma entonação mecânica, algo entre falar com uma criança de colo e com um pobre coitado que acabou de perder tudo na enchente. “I am so sorry”, diz a moça franzindo um pouco a testa.

Tá nada. Sou apenas mais um na lista.

Em resumo: o voo da United Las Vegas-Washington atrasou mais de 1h40. O tempo de conexão era exatamente esse. Quando cheguei em Dulles, o voo de São Paulo já havia saído. Uma hora de fila e a mocinha (uma latina, que perdeu as raízes tadinha; mas nossas atendentes estão indo pro mesmo caminho) diz com aquela cara de Maria do Bairro sofredora consolando a vizinha que perdeu a mãe, que eu já estou confirmado para amanhã, mas que a empresa não tem mais hotel disponível. Eu que ligue para uma central ou veja com os hotéis das redondezas. Depois, com as notas na mão, entro no ua.com e sigo o procedimento de reembolso… I beg your pardon!!!!! Eu que não vou discutir com um rotweiller de voz mansa 11h30 da noite. Ela querendo ir comer seu macarrão gelado e dormir o quanto antes e eu querendo um quarto de hotel.

Cá estou (e ainda arrebatei um casal de mineiros na mesma situação), no Marriott do aeroporto. US$ 159. Vai levar alguns meses para receber, mas não dá para esperar algo mais do serviço das empresas americanas em geral. É assim no táxi, no restaurante… Quando pegamos uma Miss Simpatia pela frente, dobramos até a gorjeta. No mais é aquela voz de entonação irritante. Ainda bem que americano odeia contato físico, ou ainda ganharíamos um tapinha nas costas além do I am soooo sorry.

Pelo menos conheci a nova ala do aeroporto…o Marriott e amanhã talvez ainda dê uma voltinha na casa de Obama…

Ah, todas as lojas do aeroporto fechadas, room service encerrado no hotel. Mas o rapaz da recepção foi atencioso e educadíssimo, arrumou os quartos na hora e com uma boa tarifa e ainda se prontificou a nos levar a um posto de gasolina 24h, onde há uma loja de conveniência com sanduíches. Nem tudo está perdido.

Enquanto isso, também sentimos muito… Tá fazendo eu fazer a cara de Esmeralda triste pois perdeu o namorado para a vilã da novale? Pois é… assim caminha a humanidade. Nós ainda temos como nos virar, mas vimos vários sentados no próprio aeroporto, esperando o próximo voo…

E ainda bem que eu não estava em um dia de fazer barraco… Não vale a pena. A regra é clara. Perdeu, freguês.

VEM ATIRAR COMIGO

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Las Vegas é mesmo uma cidade surpreendente, que vai MUITO além do jogo, e espero estar mostrando isso nos posts já colocados e nos que virão. Até crianças se divertem por aqui, como comprovou a Dani Roman, que trouxe o pequeno Pedro pela primeira vez. Depois vamos pedir suas dicas…

Já estou no aeroporto, esperando o voo da United para Washington, D.C. Um aeroporto bem amplo, como todos no país, com segurança rígida e demorada, muitas opções para comer e comprar… Mas é a primeira vez que vejo um cartaz como o abaixo, convidando os visitantes a dar uns tiros em armas de verdade. The Gun Store… This is soooooo America.

Cartaz dentro do aeroporto de Las Vegas. Tudo por dinheiro ou tudo pela liberdade? E o sorriso de Sarah Connors? Ela está com uma arma na mão mas pela envergadura da boca podia ser diet shake ou um aspirador de pó novo…

Best buys, best decisions?