Arquivo de fevereiro de 2012

BISSEXTO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aproveite o 29 de fevereiro. Ainda dá tempo. Outro, somente daqui a quatro anos.

O que é bissexto na sua vida? Aumento de salário? Elogio do chefe? Sexo com amor?

Ah, não pense em nada isso. Coma seu nhoque da fortuna bissexto e já projete seus próximos quatro anos. Nossa mente nos surpreende e com certeza ela vai guardar algo de bom e obrigá-lo a cumprir o planejado.

No próximo 29 de fevereiro já será 2016, ano da Olimpíada do Rio. Já teremos passado pela Copa… Esperemos que com louvor, dentro e, mais importante, fora de campo.

Feliz 29 de fevereiro. Um dia que termina daqui a quatro anos.

E parabéns ao Edmar Bull, novo presidente da Abracorp. Além de vice-presidente da Abav Nacional, Bull tem empresas modernas e antenadas, é querido por todos os segmentos e transita bem entre a política associativa e o lado empresarial. O cara certo, no lugar certo. E com um conselho renovado. Parabéns.

CUIDADO COM AS PALAVRAS

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tenho “apanhado” um pouco ultimamente, no campo pessoal e profissional, por causa de algumas escolhas erradas ou equivocadas de palavras… Como escrevo muito rapidamente e tenho facilidade, às vezes acabo sendo mais duro que o necessário ou impreciso, dando margem a dubiedades e interpretações erradas. E o que tem de gente querendo interpretar errado por aí…

Ainda agora coloquei uma nota sobre o falecimento da Patricia Rasore, uma pessoa muito gentil e querida nas poucas vezes que encontrei, e bem humorada, apesar de estar tratando de um câncer (sem que muitos soubessem). Na nota no site acabei falando que a Phocuswright, onde ela trabalhava, estava procurando alguém pra seu lugar, pois iria continuar investindo na América Latina. Alguns leitores viram como insensibilidade e eu avaliei que foi sim e tirei a última informação, deixando para uma notícia amanhã. É fato que a vaga surgiu por causa de uma notícia triste, mas juntá-las não foi uma boa ideia…

O mesmo em uma notícia sobre a Hotelbeds. A Tui vai abrir no Brasil a venda de hotéis para agentes de viagens. E eu deduzi lendo uma entrevista de Peter Long, presidente da Tui Travel, que seria com a marca Hotelbeds. Mas não vai ser. Nesse caso fui impreciso e corrigi na hora, a pedido do Eduardo Bittencourt. Hotelbeds vende só para operadores. E outra marca venderá só para agentes, assim como poderá haver uma terceira, vendendo para o público final. Uma holding como a Tui tem produtos e marcas (mais de 250) para todos os gostos, bolsos, canais… É esse o futuro? É disso, também, que Long tratará no Fórum PANROTAS.

Lembro também das escolhas para as matérias e fotos de nossas edições especiais. Nesse caso, eu tenho de assumir que sempre há escolhas e que não dá para contemplar todos. Na edição 1.000 contamos vários casos e histórias, e mostramos inúmeras fotos. Na edição do Fórum PANROTAS serão outras, algumas se repetirão, novas surgirão… Na de 20 anos, na da Abav, na Retrospectiva o mesmo. São escolhas difíceis e que nem adianta explicar depois, pois a percepção pessoa de cada um está acima de critérios frios e mais ou menos lógicos. O jeito é tentar mostrar que o turismo é múltiplo e que boas históriassão contadas a cada edição.

Muitos também não gostam da palavra “ex” quando designamos que alguém saiu de uma empresa. Aliás, nunca falamos que fulano ou beltrano foi desligados, e a palavra “ex” visa contextualizar e é mais enxuta em um título. Além de atraente. Dizer: “Ex-diretor da XX assume vendas na XY” é mais direto que “José da Silva, que trabalhou na XX, é novo diretor da XY”. Nesse caso usar o ex e não dizer o nome atrai o leitor para a notícia… Mas não acho que denigre dizer ex-Varig (olha o post do Cássio bombando direto), ex-Blue Tree, ex-Atlantica, ex-PANROTAS…

Mas cada um lê as palavras de uma forma diferente. Não estamos dizendo ao vivo e sim escrevendo e até “meu amor” pode ser um deboche, uma declaração, uma falsidade, um carinho… Eu procuro ser bem simples e direto na hora de escrever e raramente tenho problemas de interpretação… Já quando o assunto são sentimentos… Bom, esse post já está grande demais.

Boa semana a todos e aguardem ainda esta semana a volta de Paulo Salvador ao time de blogueiros PANROTAS. Mas o Augusto Rocha, que entrou no seu lugar quando ele tirou período sabático, claro, fica conosco. Sempre cabe mais um… em nosso coração. Melhor explicitar. E o Portal PANROTAS está sempre aberto às boas ideias e debates.

MAIOR SHOW DA TERRA

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

É o carnaval do Rio, claro. Por todo o Brasil temos excelentes carnavais. Excelentes mesmo. Mas show, espetáculo, visual, samba original… só no Rio. E agora com um Sambódromo maior, ao qual ainda estamos nos adaptando…

O primeiro dia de desfile do Grupo Especial foi dominado pela Beija-Flor e pela reverência das grandes escolas a seus quadros mais tradicionais. A Portela colocou Paulinho da Viola e Marisa Monte no abre-alas e ainda homenageou Clara Nunes. A Mocidade trouxe Elza Soares. Elymar Santos e Luiza Brunet marcaram presença na Imperatriz e a Beija-Flor fez a Sapucaí ficar com um nó na garganta com a justíssima homenagem a Joãosinho Trinta. E ainda trouxe a Marrom.

Hoje à noite tem mais. Muito mais. Nove da matina e é hora de dormir. Pra quem virou a noite. E como sempre, valeu a pena.

Joãosinho Trinta de braços abertos sobre o carro que lembrou o censurado enredo Ratos e Urubus, que deu um injusto vice-campeonato à escola.

Carioca aqui, só eu: Rhaiane é de Niterói, Biaphra, de Sampa, Fabíola de Volta Redonda, e Sávia de Teresina.

Peguei essa mania de fazer olhar Jack Nicholson… E Fabíola quase abriu o olho na foto, milagre…

Saí do metrô, em direção ao Rio Othon Palace e eis que o sol estava nascendo bem na direção na rua Xavier da Silveira… Louco.

MAPA DO CARNAVAL

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Redação PANROTAS está quase em ritmo de festa já… O Rio de Janeiro é o destino predileto, com quatro adesões (Eu, Fabíola, Sávia e Biaphra — nos juntaremos às cariocas Darlene, Rhaiane e Marluce). Danilo Alves já está em Salvador, se acabando atrás dos trios. Alex Souza foi para Porto Alegre. Bah! Heloisa Prass segue amanhã para lá. Claudio Schapochnik fica em Sampa. Izabel Reigada foi para Minas, com direito a trekking, acampamento…

Bom carnaval a todos… Estamos com o pé na folia, mas de olhos e ouvidos abertos. E 100% on-line.

OBRIGADO

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Estamos recebendo mensagens muito legais sobre nossa edição 1.000. Muito legal ver o carinho de todos e mais que tudo que são muitos que entendem onde queremos chegar, o que queremos mostrar e como caminhamos com o trade. Separei algumas das mensagens. Obrigado a todos, a família PANROTAS agradece.

“Amigo Artur,

Hoje é sábado, levantei às 5h30 como de costume e o dia esta chuvoso, silencioso, mas bonito, afinal de contas estou aqui na praia e o mar é solução para muitos problemas, no mínimo um bom ombro amigo. Hora de ver relatórios, números da semana e algumas pendências.

Mas, como ligar meu computador e não me ligar no Portal PANROTAS? Acho que fiquei viciado nisso. Durante minha trajetória profissional tinha outros vícios: Exame, Gazeta Mercantil, Valor e agora, como pode um veículo segmentado ter me viciado…? Enfim, cliquei nos meus favoritos: PANROTAS.

Vi a edição 1.000 e resolvi abrir a versão digital para dar uma olhadinha.

Bem, fiquei acorrentado às matérias e “causos” e fui virando as páginas, virando, virando e acabou. Muito legal! Parabéns!

Parabéns pela iniciativa, pelo carinho, o envolvimento com que vocês fazem as coisas, pela busca incessante da notícia e, fundamentalmente, pelo “algo mais” que está estampado no sorriso do Guillermo, no entusiasmo da Heloisa, nos flashes do Emerson e no seu olhar aguçado.

Luís Paulo Luppa

Trend Operadora

“Artur, 

Vocês conseguiram sintetizar as 1.000 edições em uma. Ficou completa, retratou bem a nossa indústria e me deu orgulho fazer parte dessa história. Parabéns!

Goiaci Alves Guimarães

Rextur

“Caros amigos da PANROTAS,

Parabéns pela edição 1.000 e pelas 1.000 edições do Jornal PANROTAS. Uma história, literalmente, escrita linha a linha.

Luiz Sales

São Paulo Turismo

“Artur,

Sem dúvida, o feito de alcançar 1.000 edições é digno de muito orgulho e prazer… é olhar pro passado e ver a história de muitos, contada em capítulos… ou até arriscar alguns prognósticos para o futuro. Poucos conseguem marcar este placar! Parabéns família PANROTAS.

Solange Vabo

Reserve (RJ)”

“Artur,

Li a edição 1.000 inteira, fiz questão de não perder um detalhe. Lá se vão 19 anos…”Back to the past at a glance”. Ficou bárbara.

Maria Verônica Bastos

Sixt Rent a Car (RJ)”

“Prezados Guillermo e equipe,

Parabéns pelo trabalho e grande contribuição dada ao turismo ao longo destes anos. Sabemos o quão difícil é manter uma empresa em destaque como é a PANROTAS. Portanto, aproveitem e festejem muito este marco de edição 1.000.

Carlos Prado

Tour House

“Artur, 

Parabéns pelo trabalho maravilhoso da edição 1.000 do Jornal PANROTAS. Ficou maravilhosa e a linha do tempo nos deixou uma saudade grande dos tempos mais áureos do turismo. Adorei me rever mais gordinho e momentos marcantes de toda história da nossa indústria. Agora tem que começar a preparar a edição dos 20 anos… Ah, o conteúdo para iPad ficou bárbaro… Parabéns mais uma vez.

Cássio Oliveira

Rextur

“Grande Artur!

Estou lendo a edição 1.000 no meu computador e não poderia deixar de elogiar a qualidade da mesma! Lendo esta retrospectiva lembro-me de quase todos os fatos, fazendo uma verdadeira reativação da memória. Afinal, farei 30 anos de turismo e por incrível que pareça, foi ontem! Parabéns a toda equipe PANROTAS!

Paulo Martins

High Light (RS)”

“Olá Artur,

Parabéns pela belíssima edição número 1.000 do Jornal PANROTAS.

Ao ver a capa lembrei-me da propaganda da Nissan (http://www.youtube.com/watch?v=bN3YM26ztrg), na qual o personagem da televisão se levanta e abraça o cliente. Deixo aqui o meu abraço a todos que fizeram deste veículo o melhor do nosso setor.

José Candido de Oliveira Neto

Pega Eventos

“Guillermo,

 Parabéns pela edição 1.000 do Jornal PANROTAS. Acompanho vocês desde a época que o saudoso e supercapaz Joel Loes foi seu editor-chefe, passando  pelo inesquecível Luiz Sales. Foram tempos muito bonitos, de conquistas, crescimento e consolidação de credibilidade. Desejo-lhe felicidades, sucesso e mais crescimento, com o apoio de seu editor atual Artur Andrade, e de toda sua equipe. Um abraço e congratulações veementes a você, extensivos a sua valorosa equipe.

Rodolpho Gerstner

RCA

“Artur,

Parabéns pela edição 1.000! Muito bem trabalhada. Continue com este sucesso.

Marco Loes

Rextur

“Sr. Guillermo e Artur,

Já tinha visto a edição 1.000 pela internet, mas foi com emoção que hoje recebi a versão impressa. Parabéns, ela está linda e “rechonchuda” e cheia de conteúdo interessante. Fico feliz de fazer parte desta equipe e espero ficar junto pelos próximos muitos anos.

Simone Lara

PANROTAS Rio

 “Querido amigo Guillermo,

Gostaria de parabenizá-lo pela milésima edição do Jornal PANROTAS, afinal, este número é, sem dúvida, uma primazia para poucos. Somente quem faz um jornalismo sério, ético e com competência consegue atingi-lo. Aproveito para cumprimentá-lo também pela qualidade desta edição que ficou muito bonita e cheia de recordações. Aceite e transmita a toda sua equipe o meu abraço e de toda equipe Ancoradouro e os nossos parabéns por mais essa grande conquista.

Juarez Cintra

Ancoradouro

“Caro Guillermo,

Parabéns a toda equipe por trazerem o Jornal PANROTAS até a edição 1.000. Com certeza vocês chegarão a outras 1.000. Sei dos grandes desafios e lutas para chegarem até aqui. Me orgulho de ter feito parte desta história de sucesso. Com muito respeito e consideração.

Luis Borges

RCA

“Sr. Guillermo,

Estou escrevendo para parabenizá-lo pela edição 1.000 do Jornal PANROTAS. Que venham as próximas 1.000 com muita informação relevante para o nosso mercado. Parabéns e muito sucesso para a família PANROTAS!

Edilaine Gomes

São Paulo

HOJE É DIA DE…

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

São Valentim.

Valentine’s day.

Do amigo, no México.

Então abre esse coração e deixa de rancor…

E beije muito. Na boca, de preferência.

Feliz dia de São Valentim!!!!

Ciclos da vida

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Escrevi esse artigo para a Edição 1.000 do Jornal PANROTAS, que está no ar. Mas usamos apenas como enriquecimento para as edições digitais. Ou seja, o acesso é apenas nos computadores e tablets. Para acessá-lo, ao ver o artigo do Luiz Sales, ex-editor do JP, basta clicar no ícone que indica que há material extra… Achei interessante mostrar a visão de dois editores, dois jornalistas e dois amigos.

Para quem ainda não viu, segue abaixo. E desde já obrigado a todos que estão enviando e-mails ou telefonando para falar da edição 1.000. Sei que nem todos apareceram ou foram citados, mas há desde a limitação de espaço até o fato de termos analisado apenas as primeiras páginas de cada edição.

Boa leitura.

“Não sou muito de me apegar ao passado, acredito mais em ciclos em nossas vidas. Aproveitar cada um deles e valorizar as pessoas e acontecimentos de cada fase. É claro que alguns amigos ou fatos te acompanham a vida toda, mas a maioria fica “presa” em uma fase e é sempre fonte de boas lembranças. O reencontro em outros ciclos à frente, às vezes estranhos, podem render boas surpresas.

Há 20 anos na PANROTAS (21 em maio), se for olhar para trás não consigo analisar a extensão desses anos e sim observar os ciclos dentro da empresa, marcados por produtos, pessoas que vieram e foram embora, momento, eventos, cenários.

Uma de minhas qualidades é ser um bom observador. O que leva alguns a acharem que sou um bom ouvinte e não dá outra: seja no táxi ou em uma entrevista, eu falo pouco e ouço, ouço, ouço. Mais que isso, eu observo.

E antes de assumir o comando do jornalismo da PANROTAS observei bastante, além de ir fazendo meu trabalho, claro. Observei o trade, como funcionava, o peso dos relacionamentos, o que as pessoas esperam, a relação do dono da PANROTAS com os outros editores, com os funcionários, o objetivo da empresa. Não assumi o comando cru, ou sem saber onde estava pisando. E muito disso se deve ao tempo em que trabalhei com o Luiz Sales, um dos editores do Jornal PANROTAS. Luiz tem várias qualidades que tento ter: é trabalhador, se dedica, é justo, inteligente, sabe separar relações profissionais das pessoais (e em determinados momentos elas se misturam mesmo, então é bom ter consciência do todo), é bem humorado, se dedica à família, é atencioso com todos e tem paciência para explicar e passar adiante o conhecimento. Mesmo que ele não diga que está fazendo isso.

Já peguei o Jornal PANROTAS testado e amaciado por ele e pelo Joel Loes, com quem convivi pouco, pois eu morava no Rio. Mas foi graças ao Joel que fiz dois perfis que me ensinaram muito do turismo: Mayer Ambar e Carlo Gherardi. Foi quando o Jornal PANROTAS surgiu que eu escolhi me aproximar dos profissionais de aviação, enquanto a Fabíola (Bemfeito), que adorava política, acabou indo por esse caminho e foi parar na Abav Nacional.

Tenho, claro, dúvidas, medos, questionamentos… Será que o entrevistado vai ler o que realmente disse? As críticas estão no caminho correto? Esta capa tem bom gosto? Mas os exemplos dos jornalistas com quem convivi (não posso deixar de citar o Mário Toledo, do Globo, que por anos foi um ótimo professor e também colega para aprender junto, e os bons papos anuais com o William Waack no Fórum PANROTAS — já são dez anos), tanto novos como antigos (aqui não vou citar, para não acusar ciúmes), a confiança e a relação com o dono da PANROTAS (Guillermo Alcorta – relação que adapto aos momentos: aqui melhor só ouvir, ali melhor opinar, concordar, discordar ou simplesmente aproveitar boas situações), o entrosamento com os jornalistas que passaram pela Redação enquanto fui ou estou chefe, são mais que provas que não estou só, não quero estar só, e devo ter aprendido um pouquinho com o Luiz, o Joel e tantos outros, a ouvir mais ainda. E a conhecer o meio onde vivo, trabalho e pelo qual brigo para que cresça como merece.

Acompanhei as mil edições e, parece que não, mas foram muitas as mudanças em mim, na empresa, nos funcionários dela (vou citar aqui a herdeira Marianna e o genro do homem, o Ricardo, como exemplos de evolução), no trade e no Jornal PANROTAS que busca ser não um espelho, mas um registro inteligente (com leveza, ironia e profundidade, dependendo do que nos é pedido pelas situações) de nossa indústria.

Sempre é bom agradecer a confiança de todos vocês (adoro os e-mails ou comentários de todo o País, de gente que nunca conheci pessoalmente), e aqui vou repetir o agradecimento que fiz ao completar 20 anos de casa aos amigos (que sabem quem são), às equipes e aos três gurus, que, coincidência, começam com a letra G: Goiaci Guimarães, Guilherme Paulus e Guillermo Alcorta.

Mesmo com a cabeça no JP 1.001, 1.002, 1.003 e no Fórum PANROTAS, vamos celebrar juntos essas 1.000 edições do Jornal PANROTAS, que tanto nos enche de orgulho do lado de cá.”

RIO SÃO PAULO MARINA CHICO – NÃO SE AFOBE NÃO

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Em São Paulo, corra, seja rápido. Ou pague ágio. Tentei comprar ingressos para a temporada de Chico Buarque, que será depois do carnaval, e nada. Tudo lotado. Isso há tempos já. Pesquisei se havia lugar no Rio e, com a temporada já iniciada, e comprei com facilidade.

São Paulo é sim a grande força consumidora do País, mas há de se levar em conta que o interior também ajuda nessa compra, enquanto no Rio, o carioca pensa duas vezes antes de desembolsar R$ 320 por um ingresso e espera o boa a boca. Claro, estava lotado o Vivo Rio, com suas cadeiras apertadas, algo que não passaria por uma inspeção de segurança nos Estados Unidos. O som estava meia boca, Chico cantou uma hora e meia, voltou duas vezes e cantou mais cinco no bis. E foi mais um show memorável. Até as novas canções, que conheci ao vivo, ali, na hora, soaram como velhas conhecidas.

A gente fica esperando que ele volte e cante aquela, e aquela, e aquela… Mas se ele cantasse todas aquelas ainda estaria lá, ouvindo, embasbacado, pois é o maior ídolo vivo da música brasileira (ok, há quem ache que é a Ivete Sangalo, mas depois que ela assassinou algumas pérolas da MPB no especial com Caetano e Gil, prefiro ficar com a animação da baiana, nisso é insubstituível). E foram muitas as surpresas no Rio nesse final de semana.

A começar pelo hotel. Fugi de Copacabana. Quase um milagre, pois geralmente fico por lá, pois foi onde cresci e onde mora minha família. Mas encontrei o Carlão no Lacte e ele falou que eu tinha de experimentar o Marina All Suites, no Leblon, que só conhecia por causa do Bar d`Hotel, um restaurante bem badalado já há alguns anos. Agora tem também o Bar do Lado, no térreo, que continua a linhagem de locais descolados do hotel. O Marina All Suites fica em um prédio estreito, bem fino, na esquina da Praia do Leblon com a Bartolomeu Mitre, é o miolo do Leblon, o filé mignon. O diferencial do hotel, além da localização e dos restaurantes, são as suítes design, herança de uma Casa Cor. Fiquei na suíte rubi, bem aconchegante e bonita, com decoração que me agrada bastante e os confortos de uma supercama, amenidades de qualidade, chuveiro perfeito e aparatos tecnológicos. Me senti muito bem no hotel, em estilo butique, com pouco movimento, apesar do badalado Bar d`Hotel.

O tempo estava nublado, mas verão é sempre calor no Rio, não tem essas aberrações de 14 graus, como ocorreu em Sampa (e eu adoro frio, vou logo falando). Cheguei no hotel e um bloco estava passando na praia: era o Imaginô? Agora amassa. Resolvi seguir o bloco à distância (sem máquina, devido à greve da PM, mas não vi qualquer incidente). Aliás, havia muitos policiais e a guarda municipal nas ruas. E também proteção para os jardins, sinalização para os motoristas, banheiros públicos bem indicados e latas de lixo abundantes. Claro, a rua fica suja, há gente fazendo xixi na rua, mas é assim que se começa.

Grande problema: por que todos os homens no Rio não usam camiseta? E desfilam barrigas tanquinho ou no mínimo lisinhas pra cima e pra baixo. Decidi fazer exercícios na segunda-feira (claro, já desisti…). Ainda bem que há os fãs dos gordinhos, mas preciso dar uma afinada pro carnaval hein Muita gente na rua, gente entrando no cinema para ver O Artista, outros bebendo entre o Jobi e o Bracarense, gente passeando, gente buscando táxi, gente pra lá, gente pra cá, em um clima muito legal, de pré-carnaval.

A vontade é ficar andando, andando, andando… E, claro, arrumar uma fantasia. Pra coroar o final de semana, fui com minha esposa Fabíola Bemfeito (não sabia que somos casados? Perguntem ao Goiaci… nosso padrinho) assistir ao Chico. E quer fim melhor para um final de semana solar, mesmo sem sol, de que os versos de Chico? Não se afobe não, que nada é pra já, amores serão sempre amáveis, futuros amantes quiçá se amarão sem saber, do amor que um dia deixei pra você (acho que é isso). Eu que só queria dormir o fds (ressaca da edição 1.000), me reenergizei.

Boa semana a todos.

VER PARA CRER

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

É o que os investidores querem antes de aportarem dinheiro na Brasil Travel. Falei com o Paulo Castello Branco hoje pela manhã, e ele estava desembarcando de Nova York. Vai se reunir com os sócios das empresas que compõesm a BT, mas garante que o feedback é que todos querem continuar. Então o negócio agora é acelerar as sinergias e fazer a Brasil Travel funcionar e dar resultados para então voltar à bolsa. Não há previsão para isso. Paulo ficou de contar como isso será feito e está confiante pois suas conversas com diversos investidores mostram que há muito interesse no turismo e no Brasil. “Eles acham o projeto excepcional, mas querem ver antes”, disse ele. O que muitos do turismo, não acostumados a trabalhar com o mercado financeiro, também querem.

É um novo modelo. Mas não é o unico e nem á primeira ou última consolidação do mercado. Este está dando recados, mostrando caminhos. O turismo e o Brasil são a bola da vez em muitas situações…

Lamentável mesmo são essas greves de PMs e bombeiros… Mas isso é outra história, de um outro Brasil. Ou será o mesmo?

Brasil Travel: queimou filme ou ainda tem chance?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O que os 35 donos de empresas que estão dentro da holding Brasil Travel estão pensando agora, depois desse adiamento do IPO? Com certeza deve ter a turma do “eu te disse” no ouvido deles, outros lamentando que isso queime o filme do turismo (havia muitos se dizendo a favor do sucesso deles por isso) e os neste momento apavorados com a decisão que tomaram — podem até desistir, mas ficarão vinculados para sempre como do “grupo da Brasil Travel”.

A maioria de nós não entende do mercado financeiro, mas fontes de mercado e os sites de notícia indicam que as ações, que seriam vendidas entre R$ 1.250 e R$ 1.650, teriam sido oferecidas, hoje, por até R$ 700. Não precisa ser um gênio matemático ou especialista em bolsa para saber que não havia demanda para o projeto. E que baixar tanto o preço é uma medida polêmica.

Conversei com algumas fontes e a informação é de que havia apenas de 25% a 30% de demanda para o projeto, a grande maioria de estrangeiros. Ou seja, há investidores de fora interessados no turismo, mas muitos daqui desconfiados, talvez por não haver um âncora com nome forte junto ao público. É diferente nós do turismo sabermos da força de uma Gapnet, única com real alcance nacional no grupo, ou os investidores verem 40 marcas que os bancos dizem serem fortes (a maioria localmente). Marcas como CVC, Tam Viagens (por estar ligada à Tam), Localiza, Gol, Tam… Aí sim são mais conhecidas dos “leigos em turismo” e poderiam atrair dinheiro mais abrangente.

De qualquer forma, o projeto pode ter sido ofuscado pela iminência da CVC fazer seu IPO (é a maior empresa do Brasil no turismo e fatura mais que as 41 da Brasil Travel juntas) e pela aparência um tanto híbrida da holding (os detratores do mercado e de fora dele a chamam de Frankestein…). Investidores chegaram a dizer para Pedro Guimarães que o valor das ações estava alto, mas a redução chegou tarde.

A falta de brasileiros (geralmente representam de 30% a 50% de uma operação como essa) também demonstrava que o rumo não era dos melhores. Segundo os estatísticos do mercado financeiro, é muito difícil uma empresa que chega nesse estágio e desiste, voltar com sucesso. Mas não é impossível. Cerca de 10% conseguem. Matérias em jornais econômicos falando dos ganhos de Pedro Guimarães e Paulo Castello Branco também assustaram os investidores.

E a mudança dessa semana, em que os sócios ou funcionários poderiam comprar ações (praticamente tirar do bolso dinheiro que voltaria para o mesmo bolso), deixou alguns com o pé atrás e hoje alguns investidores desistiram. A captação de recursos, que era almejada em mais de R$ 1 bilhão, seria de menos de R$ 500 milhões.

A expectativa agora é em relação a uma possível volta da Brasil Travel, se vai haver desistências das empresas que hoje a compõem, e se o IPO da CVC vai esvaziar qualquer possibilidade de retorno. A CVC não precisa de dinheiro da bolsa para se viabilizar, como a Brasil Travel, o que é um diferencial. E o Carlyle sabe que esperar o mercado ter o melhor momento é fundamental. Há outros grupos de olho na bolsa, ou até em se juntar à CVC, que deve fazer seu IPO ainda neste semestre. De qualquer forma, o turismo tem de se acostumar a estar nas páginas que cobrem o mercado financeiro nos jornais. Esse é o caminho. E alguém tinha de começá-lo.

O mercado acha que o turismo não ficou chamuscado, pois todos sabem de seu potencial de crescimento, com tantos eventos e com a economia forte. Para a CVC, talvez tenha havido até um impacto positivo. Muitos que eram abordados pela BT também jogavam indiretas para a CVC e o Calyle… E esses dois continuam negando que compraram empresas de turismo. Mas que há negociações, isso há.

Para a Brasil Travel, qual o impacto? O mercado aguarda explicações e considerações. Estamos tentando falar com o Paulo Castello Branco. Já as empresas da holding não podiam falar nada antes. Será que podem agora?