MUITO CACIQUE PRA POUCO ÍNDIO

A Net-Rio é uma das operadoras de TV digital no Rio de Janeiro.

Campeã de qualidade de imagem e com boa programação, é também imbatível no quesito alto preço e péssimo serviço: call center lento, equipe de atendimento despreparada para lidar com o cliente, equipe de serviço técnico com muitos monitores, supervisores e gerentes, mas com poucos técnicos.

Técnicos são aqueles que botam a mão na massa, fazem instalações, passam cabos e fazem o trabalho pesado, para depois virem os configuradores de rede, que são especialistas em apertar botões, mas que não pegam numa chave de fenda…

Percebo essa síndrome em muitas empresas: muitos gerentes, coordenadores, supervisores, líderes de equipe, chefes…, todos estudiosos, formados, preparados para novos desafios, mas comandando pequena equipe de gerenciados, coordenados ou supervisionados.

É um dos efeitos colaterais do crescimento econômico e social, que os países desenvolvidos convivem desde sempre: a falta de mão-de-obra para fazer, operar, realizar uma tarefa considerada “simples”, mas que, na maioria das vezes, é o cerne do trabalho.

Todos desejam ser gestores, aliás, atualmente, todos desejam ser empreendedores (e proliferam escolas e cursos em universidades para ensinar a ser empreendedor).

Um ambiente propício à ascensão profissional é importante sinal de evolução da sociedade, mas deve ocorrer em todas as classes econômicas, de modo a oferecer oportunidades para todos e popular a cadeia produtiva com os recursos necessários a fazer a roda girar.

Afinal, nem só de líderes vivem as empresas, a economia e a sociedade.

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PAULO SALVADOR

Em outras 3 oportunidades, homenageei pessoas neste blog, algumas em ocasiões especiais, como o Tony Garcia da Ancoradouro, quando, ainda na TAM, completou 35 anos de mercado, outras, como a Adriana Cavalcanti, pela sua bela carreira como executiva de primeira linha em uma cia. aérea europeia, e o Edmar Bull, pelo empreendedorismo multi-facetado e participativo como poucos que conheço.

Hoje, escrevo sobre o Paulo Salvador, que continua o mesmo: um executivo brasileiro que se destacou no mercado, saiu do país para estudar ainda mais, especializou-se e continua a se destacar no exterior, mas sem jamais abdicar de suas raízes, seus amigos e suas referências.

O Paulo tem o dom da palavra e, quando conhece o assunto (e conhece muitos), é ótimo palestrante, debatedor, moderador ou painelista, mas melhor mesmo é quando sua veia multicutural é exposta num bate-papo descomprometido (como todo bate-papo), numa conversa descontraída que envereda por assuntos relacionados a comportamentos sociais, atitudes profissionais ou estratégias corporativas.

Paulo Salvador, Solange e Luis Vabo
Paulo Salvador, Solange e Luís Vabo, papo entre amigos

Encontrá-lo em período de férias, no Rio de Janeiro e, ainda por cima, na Barra da Tijuca, (seguramente o melhor bairro do Rio atualmente) é dar oportunidade para um papo leve, inteligente e agradável, como também ocorreu há 2 anos, em 29/07/10, quando PS visitou o Reserve pela primeira vez e reportei aqui, num post que chamei Distribuindo Viagens, Tendências e Tecnologia, numa citação aos Blogs que escrevemos aqui no Portal Panrotas.

Desta vez, entre tantos assuntos, falamos de crise econômica internacional, oportunidades de investimentos no Brasil, estratégias de marketing da hotelaria, globalização de empresas brasileiras, fusões de agências, grupos de agências, associações, centrais de compras, comoditização da tecnologia, inovação tecnológica, blogs, blogueiros, amigos, estilos, vinhos, história, Rio de Janeiro, São Paulo, Frankfurt, München, família, filhos, futuros netos, tempo, vida, distribuição de viagens, tendências e tecnologia…

Assim como ocorreu em 2010, continua muito boa a conversa com o Paulo…

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* 7 PRÁTICAS QUESTIONÁVEIS DO MERCADO DE VIAGENS E TURISMO

No início do mês de julho iniciei a publicação de uma série de textos sobre atos e fatos estranhos de nossa indústria de viagens e turismo.

Esta série de textos é identificada pelo marcador: “Até quando?”, sobre processos que deveriam ser aprimorados, corrigidos ou, em alguns casos, eliminados da indústria de viagens.

Veja abaixo a descrição resumida dos textos da série “Até quando?”, com a quantidade de comentários (incluindo os meus) e com o link para cada post, onde sua opinião e comentário são sempre muito bem-vindos:

ENXURRADA DE ADMs: INSTRUMENTO DE PRESSÃO OU RECEITA ADICIONAL? iniciou a série abordando a verdadeira “indústria de multas” criada pelas cias. aéreas e recebeu 24 comentários, confirmando que este é um assunto que incomoda muito o agente de viagens.

AGÊNCIAS FANTASMAS… foi o segundo texto, sobre a abertura de agências de viagens fantasmas, com o propósito de auferir benefício da Lei Complementar 123 nas disputas de concorrência por órgãos de governo. Este texto recebeu somente 6 comentários.

MAQUIAR BILHETE…! ISSO AINDA EXISTE??? abordou a prática de envio de bilhetes aéreos através de email, cujo valor de face pode ser facilmente adulterado, lesando empresas e órgãos de governo que conferem a fatura da agência de viagens a partir do valor impresso no E-Tkt. Este tema recebeu 11 comentários dos leitores.

SERVIÇO ACESSÓRIO OU RECEITA ACESSÓRIA? comentou a criação de novos serviços pelas cias. aéreas e da cobrança por serviços que sempre estiveram embutidos no bilhete aéreo, recebendo também 11 comentários dos leitores.

FARRA DAS PASSAGENS NO CONGRESSO FAZ 3 ANOS E PODE VOLTAR A ACONTECER… foi o quinto post da série e reapresentou um artigo publicado no Jornal do Brasil e Correio Brasiliense, há cerca de 3 anos, por ocasião do escândalo das passagens aéreas no congresso nacional. Este assunto recebeu 6 comentários.

TARIFA DE OPERADORA NO CORPORATIVO. ISSO PODE? analisou a prática da distribuição caótica de tarifas aéreas por mercados segmentados, sem a acuidade necessária à adequada regulação do mercado e recebeu 10 comentários.

ESTÁ CERTO UM FORNECEDOR PREMIAR FUNCIONÁRIOS DA SUA AGÊNCIA? acendeu um debate acalorado entre empresários de turismo e vendedores de agências de viagens, todos defendendo seu ponto de vista de forma legítima, sobre a prática de fornecedores remunerarem diretamente os colaboradores das agências de viagens. Termos duros como gorjeta, propina, guelta, suborno, prática perniciosa, atitude leviana e corrupção foram utilizados para expressar repúdio à essa prática tão corriqueira em nosso mercado. Este tema foi o campeão da série “Até quando?” e recebeu 25 comentários.

Com este texto-resumo, encerramos (pelo menos por enquanto) a série “Até quando?”, que foi criada para provocar a reflexão e o debate entre os diversos players da indústria de viagens e turismo.

Agradeço a você que leu todos ou alguns textos da série e, em especial, aos que participaram do debate, incluindo seus pontos de vista em comentários publicados.

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