MAR DE TUBARÕES…

O movimento de fusões, parcerias, holdings etc. entre agências este ano está superando o já bem agitado ano de 2011, já que nesses 4 primeiros meses do ano é que aconteceu muito do que foi anunciado ano passado.

Mas não vejo grande quebra de paradigma no fato de se juntarem agências corporativas, de lazer, de intercâmbio e de câmbio debaixo do mesmo chapéu, ou mesmo de consolidadores e operadoras trabalharem sob a mesma sigla.

Do ponto de vista da distribuição, nada disso muda o cenário, a não ser o fato de que, em grupo, essas empresas terão mais força nos mercados em que atuam, lei básica do mercado, seja o de turismo ou qualquer outro.

O detalhe fundamental, ainda falando de distribuição, será a estratégia de abordagem do mercado consumidor de produtos turísticos, que pode ser acessado de diversas formas, mas uma destaca-se no DNA das grandes empresas de turismo:

1 – Vender somente ao agente de viagens.

2 – Vender somente ao cliente final.

3 – Vender ao agente de viagens e ao cliente final.

Ao se posicionar claramente, abertamente, transparentemente, por qualquer uma dessas 3 estratégias (bem diferentes entre si), a empresa de turismo estabelece uma relação honesta com o mercado consumidor, que fará negócios (ou não) tendo conhecimento claro das regras do jogo daquele fornecedor de serviços.

Mais do que uma decisão inteligente, trata-se de  uma resolução de como deseja ser encarado pelos agentes de viagens, pelos concorrentes e pelo cliente final.

Num mar cheio de tubarões, pode fazer enorme diferença saber com quem você poderá contar a seu lado e com quem você poderá ter que disputar os mesmos peixes.

Mas fique esperto, pois em mar agitado, tubarão e golfinho são muito parecidos…

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EDMAR BULL É O PRESIDENTE DA BRASIL TRAVEL

Em 13/02/12, postei um texto sobre PODER x CAPITAL x TRABALHO em que afirmei, no penúltimo parágrafo, a importância de uma organização como a Brasil Travel ter um corpo diretivo (e um presidente) experientes no mercado de viagens e turismo.

Cheguei a citar alguns profissionais (entre os que conheço) que faziam parte daquele primeiro grupo de agências, e afirmei: “Estes nomes é que são o principal ativo da Brasil Travel, que darão ao investidor mais bem informado, as garantias de que criatividade e esforço se juntarão à experiência, correção e conhecimento do mercado, em prol dos resultados da nova companhia.”

Penso que agora, com Edmar Bull confirmado na presidência da Brasil Travel, o mercado de viagens e turismo entenderá que a nova empresa terá um corpo de profissionais especialistas na definição das estratégias e no comando das operações.

E, como se sabe, o mercado financeiro é bastante sensível a tudo que represente sinal de resultado positivo e de crescimento futuro de uma organização…

Com profissionais do mercado à frente, empresários que sabem transformar esforço em resultado, eu afirmo: como investidor, agora eu compraria ações da Brasil Travel.

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O QUE LUIZ STRAUSS, PEDRO MATTOS, SÉRGIO TAVARES E SOLANGE VABO TÊM EM COMUM

Foi na segunda-feira chuvosa, véspera do feriado de 1o. de maio, que esses empresários do turismo se encontraram na entrada do Citibank Hall, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, para assistir ao show da banda inglesa Duran Duran.

Todos cinquentões, estavam lá acompanhados dos cônjuges e amigos, para assistir, no gargarejo, a uma das bandas ícones do new wave e do pop-rock, um grupo pra lá de experiente em cantar e encantar a plateia.

Durante quase 2 horas, os gringos arrebataram os fans com canções-hino como “Save a Prayer”  e “Notorious”, apesar de repetir algumas fórmulas surradas, como usar a fatídica bandeira brasileira como capa de Super-Homem e convidar uma cantora brasileira, em geral uma fan da banda, para cantar em dueto com o vocalista.

Clichês que funcionaram, pois o público gostou da bandeira e Fernanda Takai representou bem o papel e cantou, com talento e emoção, ao lado de seu ídolo Simon Le Bon, bastante inspirado nesta apresentação única no Rio de Janeiro.

Mas o que mais me ocorria era o fato de que o Citibank Hall estava lotado de senhores e senhoras de meia idade, que tentavam acompanhar o ritmo frenético das músicas e das luzes no palco, ao mesmo tempo em que não perdiam a oportunidade de fotografar e filmar os trechos que mais gostavam do show.

Todos praticamente adolescentes (inclusive eu), permaneceram de pé todo o show, tentando lembrar as letras (simulando cantar) e balançando ligeiramente o corpo (simulando dançar), comprovando o real motivo das boas bandas internacionais permanecerem firmes, tantos anos na estrada.

Além da qualidade das músicas, arranjos e letras, do grande sucesso que alcançaram no passado (que garante hoje um importante “recall” do público contemporâneo da banda), do alegado autocontrole no consumo de drogas pelos artistas, o item fundamental para este fenômeno social é mesmo a tão propalada longevidade da população, que faz com que apresentações como esta, com 100% do público em pé, não sejam mais exclusividade da garotada e consigam atrair a resistente geração nascida nos anos 60.

Um público com renda superior à média da população, que faz com que artistas também cinquentões movimentem toda uma indústria, e que não ligam para o fato da “garotada” responder “Quem eh? Never heard” para um SMS em que anunciei “Duran Duran no Citibank Hall, hoje agora online real time”.

Sinal dos tempos, choque de gerações ou gosto não se discute…?

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