O movimento de fusões, parcerias, holdings etc. entre agências este ano está superando o já bem agitado ano de 2011, já que nesses 4 primeiros meses do ano é que aconteceu muito do que foi anunciado ano passado.
Mas não vejo grande quebra de paradigma no fato de se juntarem agências corporativas, de lazer, de intercâmbio e de câmbio debaixo do mesmo chapéu, ou mesmo de consolidadores e operadoras trabalharem sob a mesma sigla.
Do ponto de vista da distribuição, nada disso muda o cenário, a não ser o fato de que, em grupo, essas empresas terão mais força nos mercados em que atuam, lei básica do mercado, seja o de turismo ou qualquer outro.
O detalhe fundamental, ainda falando de distribuição, será a estratégia de abordagem do mercado consumidor de produtos turísticos, que pode ser acessado de diversas formas, mas uma destaca-se no DNA das grandes empresas de turismo:
1 – Vender somente ao agente de viagens.
2 – Vender somente ao cliente final.
3 – Vender ao agente de viagens e ao cliente final.
Ao se posicionar claramente, abertamente, transparentemente, por qualquer uma dessas 3 estratégias (bem diferentes entre si), a empresa de turismo estabelece uma relação honesta com o mercado consumidor, que fará negócios (ou não) tendo conhecimento claro das regras do jogo daquele fornecedor de serviços.
Mais do que uma decisão inteligente, trata-se de uma resolução de como deseja ser encarado pelos agentes de viagens, pelos concorrentes e pelo cliente final.
Num mar cheio de tubarões, pode fazer enorme diferença saber com quem você poderá contar a seu lado e com quem você poderá ter que disputar os mesmos peixes.
Mas fique esperto, pois em mar agitado, tubarão e golfinho são muito parecidos…
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