FACEBOOK, CELULAR E CARRO À ÁLCOOL

Recebi um email de uma amiga bem próxima, pedindo para eu confirmar o número do meu celular (não lembro bem o motivo), o qual vinha transcrito no texto do email.

Estranhei a mensagem, pois havia conversado com ela pelo celular no dia anterior, mas respondi:

“Confirmado. Tenho este mesmo número de celular há mais de 18 anos !”

Minha amiga respondeu afirmando que ela também tinha o mesmo número há mais ou menos o mesmo tempo, mas que seu marido, um dos primeiros assinantes de telefone celular do Brasil, havia aderido ao celular 1 ano antes dela…

E ela complementou: “Demorei a admitir que eu andaria com um aparelho que me colocava acessível todo o tempo. Hoje não consigo me imaginar sem ele…”

Lembrei do Artur que, volta e meia, avisa que não aderiu ao Facebook até hoje e postou em seu Blog: “…ainda não tenho Facebook, mas sei que desse ano não passo – ninguém vai inventar algo melhor, não?…”

Fiquei pensando se, assim como aconteceu com o celular e (há mais tempo ainda) com o carro a álcool, será mesmo inevitável?

“Redes sociais, um dia você ainda vai ter uma”…?!

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SERVIÇO DE BORDO RESPONSÁVEL…!?

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Sempre recebi o serviço de bordo na ponte aérea com um certo questionamento interior sobre a real necessidade de sermos “alimentados” pela cia. aérea num voo de 45 minutos…

Eu consigo passar 45 minutos (ou 90 minutos, contando embarque e desembarque), sem sentir fome ou mesmo sem querer me distrair comendo alguma coisa e acredito que a grande maioria das pessoas não come, necessariamente, de hora em hora, a não ser por recomendação médica.

Então pra quê o lanchinho?

Não sou especialista no assunto, mas não consigo imaginar que o lanchinho seja considerado um “diferencial” no serviço, ao ponto do passageiro escolher uma cia. aérea, baseado no que vai comer durante o curto voo.

Voando para São Paulo na semana passada, fiquei especialmente incomodado com o serviço de bordo, pelo fato do total desprezo pelo meio ambiente contido na bandeja.

Além da toalha de papel, do guardanapo e do copo plástico, uma rápida análise do conteúdo indicava:
– 1 bandeja plástica
– 1 embalagem metálica com 8 snacks
– 1 embalagem metálica com 2 biscoitos
– 1 embalagem metálica com 1 queijinho
– 1 invólucro metálico para todo o lanche

Assusta a discrepância entre o que se come efetivamente (8 minisnacks, 2 minibiscoitos e 1 queijinho) e o que é usado como embalagem não degradável, quando tentamos imaginar para onde vai tanto lixo…!?

Independentemente do desperdício de oferecer um lanche para um tempo de voo inferior a 1 hora, fico pensando se a despreocupação com o meio ambiente num serviço de bordo reflete na percepção do passageiro ou se sou eu o único incomodado (ou chato) com isso…

Em nome do bom senso e do meio ambiente, já não está passando da hora de rever estes conceitos?

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CARGA TRIBUTÁRIA

Os impostos federais atingiram arrecadação recorde em janeiro no Brasil, superando a barreira dos R$ 100 Bi. 

Isso mesmo: R$ 100 bilhões arrecadados em um único mês !

Lembrei de um artigo escrito por um medalhão da política nacional, o senador Francisco Dornelles, publicado no sábado de carnaval n’O Globo, a respeito da tributação das atividades no exterior de empresas brasileiras.

Discorrendo sobre os 3 princípios definidores do poder tributário, o senador, estudioso do tema, afirma que são a nacionalidade, a residência e a fonte (produtora ou pagadora) os critérios para a aplicação de um imposto.

Esclarecendo ainda que o Brasil adota os critérios da residência e da fonte pagadora, o senador defende o reconhecimento, por parte da Receita Federal, dos acordos internacionais assinados pelo Brasil, para evitar dupla tributação e afirma que o STF vem analisando a matéria há mais de 10 anos, ainda sem uma decisão final.

Pensei nas empresas de turismo que, hoje, estão na fase de expansão de suas atividades para mercados externos e buscam recolher o tributo correto, entre tantas variáveis possíveis e entendimentos diferentes, no cipoal de leis, portarias, resoluções, acordos internacionais, regionais e bilaterais, jurisprudências, pareceres de tributaristas, entre outros…

Buscando trilhar o caminho da legalidade, mas na dúvida de como fazer, o empresário tende a optar pela alíquota mais cara, o que pode tornar menos competitivo o seu negócio, em especial frente a quem já opera nos mercados multinacionais há mais tempo.

Sinto que falta em nosso mercado de viagens e turismo, uma consultoria tributária internacional, com experiência no especial momento que os pequenos e médios empresários brasileiros estão vivendo, buscando a expansão de suas atividades no exterior, em especial na América Latina.

Parece-me um filão em crescimento.

Alguém se habilita?

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