COMENTÁRIOS

Artur escreveu um editorial incrível para a primeira edição de 2012 do Jornal Panrotas, um texto que também pode ser lido no Blog Sem Reservas, com o título bem direto “O medo na hora do pênalti”, o qual, apesar de sua atualidade e veracidade (ou talvez por isso), não recebeu muitos comentários dos leitores do Blog.

Fiquei matutando sobre que tipo de assunto estimula o leitor a comentar um post…, mesmo compreendendo que um assunto tão espinhoso como este, e que gera certa insegurança, não motive comentários escritos, da mesma forma que os posts “NÃO TEM JEITO. 2012 AFETARÁ O SEU NEGÓCIO…” e “CABEÇA DE LAGARTIXA OU PÉ DE JACARÉ”, que versam sobre o mesmo tema, também não geraram reação escrita dos leitores no Blog, mas somente referências e citaçōes verbais, por email, por skype e pelo twitter…

Mudança é algo que incomoda, isso é natural… e mudanças do porte das que se avizinham em 2012 nos levam à condição de observadores, alertas com os fatos e com os movimentos dos grandes “players”, que induzirão uma nova configuração de forças concorrentes nos diversos segmentos do mercado de viagens e turismo.

Depois de um ano em que todo mundo ganhou (alguns muito, outros mais ainda) no mercado brasileiro de viagens e turismo, é mesmo difícil encarar o fato de que o novo ano oferece tantas novas oportunidades, quanto velhas ameaças…

Por isso, para aqueles que ainda não concluíram o planejamento estratégico 2012, sugiro revisitar as notícias sobre o assunto, todas aqui mesmo, no Portal Panrotas.

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NÃO TEM JEITO. 2012 AFETARÁ O SEU NEGÓCIO…

Todo mundo concorda que 2011 foi um ano de crescimento no mercado de viagens e turismo brasileiro e que sinalizou importantes mudanças para os próximos anos, como bem postou o Cássio.

E também parece claro que 2012 é que será o ano que ficará marcado como o divisor de águas entre um mercado dominado por “ajustes, acordos e parcerias” e um novo mercado, cujas principais características serão a “consolidação de empresas, joint-ventures e IPOs”.

Algumas empresas parceiras (desde criancinha), poderão fundir-se ou, como muitos acreditam, passarão a concorrentes ferozes… Parceria comercial entre empresas é como casamento: quando se divorciam, viram inimigos ferrenhos e ninguém quer dar espaço ao outro.

As disputas comerciais anunciadas, na busca por maior volume, market share, rentabilidade e controle estratégico sobre determinados mercados, entre:

– Brasil Travel, CVC, Flytour Viagens, TAM Viagens, Trend e as médias Operadoras;

– Alatur, BCD/Avipam, Brasil Travel, CWT, Flytour/Amex e as médias TMCs;

– Advance, Ancoradouro, Brasil Travel, Esferatur, Flytour, Rextur e as médias Consolidadoras;

– Brasil Travel, Decolar, Submarino Viagens, Viajanet e os agentes novos entrantes no mercado online…

…farão nosso mercado tremer, mudar ou amadurecer?

Em 2010 vaticinei que nossos negócios estariam completamente diferentes no final de 2011 e acho que cheguei perto…

Dessa vez, sugiro que você esqueça o que aconteceu este ano.

2012 revolucionará tudo, outra vez…

Feliz Ano Novo !

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6º MAIOR DO MUNDO

Quem poderia imaginar, há somente 10 anos, que o PIB do Brasil ultrapassaria o da poderosa Inglaterra e demais países do Reino Unido somados?

Eu li essa notícia e fiquei me perguntando se alcançamos este feito, ainda no começo desta década, devido ao nosso próprio crescimento ou graças à crise internacional, que prejudicou o desempenho econômico dos demais países.

Essa dúvida me lembrou a persistência com que FHC perseguiu, sem sucesso, um salário mínimo de USD 100, durante seus dois mandatos.

Hoje, batendo na casa dos USD 350 e sem grandes impactos na economia, a pergunta é se o salário mínimo chegou a este patamar porque a economia brasileira estabilizou, porque o dollar desvalorizou (ou o Real valorizou) ou ainda porque continuamos crescendo, ao contrário da maioria dos demais países…

O fato é que, contrariando muitos especialistas, os programas sociais baseados na distribuição de renda trouxeram, e continuam trazendo, um contingente de milhões de brasileiros ao mercado consumidor.

São poucos os países, na atualidade, que podem se dar ao luxo de distribuir renda como política social e, ao mesmo tempo, como política econômica, catalisando o crescimento da produção através desta mesma renda distribuída, gerando novos consumidores, melhorando a qualidade de vida da população e resgatando um passivo social que, apesar de imenso, torna-se menor a cada ano…

Tento evitar o excesso de otimismo, mas teremos encontrado um círculo virtuoso, uma fórmula mágica nova, exclusiva ou específica para a realidade brasileira?

Ou eu estou sucumbindo ao espírito festivo da virada de ano?

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