TODOS OS ESTADOS ASSUMIRÃO OS PREJUÍZOS DO VAZAMENTO DA CHEVRON?

A primeira vez que tomei conhecimento do conceito de “royalties” do petróleo, lá pelos idos dos anos 80, eu achei estranho ter que compensar municípios produtores de petróleo pelos prejuízos advindos desta produção…

Recém saído da faculdade de engenharia, eu pensava: “Se produzir petróleo gera riqueza, emprego e desenvolvimento econômico para a região produtora, a ideia é compensar o quê?”

Muitos anos depois, tivemos a oportunidade de abrir uma filial de nossa agência em Macaé – RJ, para atender a explosão econômica provocada pela exploração de petróleo na Bacia de Campos, que tem na vizinha Macaé uma de suas principais bases operacionais.

Hoje está claro para nós, e penso que para toda a sociedade, que o desenvolvimento econômico abrupto, explosivo mesmo e não planejado, gera também crescimento desordenado, problemas de saúde pública, alta criminalidade, demanda de educação básica, carência de capacitação profissional, migração de oportunidades (incluindo empresas como a nossa filial), falta de habitação decente (proliferação de favelas), problemas de infraestrutura de transportes etc, demandando investimentos do poder público em escala e velocidade muitas vezes superiores à dos resultados positivos do crescimento econômico esperado.

Digo isso ainda sem considerar o aspecto ambiental, tanto do ponto de vista dos reais prejuízos causados à natureza no entorno da região explorada, quanto do permanente e inexorável risco de tragédias ambientais, como a que se abate neste momento no campo do Frade, explorado pela Chevron, terceira maior companhia petrolífera do mundo, à frente da Petrobras.

Por isso pergunto: Será que todos os estados da federação estão dispostos e compartilhar os prejuízos de acidentes como este, com o mesmo fervor com que defendem a divisão dos “royalties” do petróleo dos estados produtores?

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SUCESSO

Antes de mais nada, este texto refere-se a sucesso como o resultado positivo de um acontecimento, de um planejamento, de um projeto, tanto do ponto de vista pessoal, quanto profissional.

Existem algumas linhas do pensamento filosófico que tentam explicar o sucesso (ou o fracasso) de alguém ou de alguma coisa.

Segundo o fatalismo, o sucesso, como resultado de um acontecimento, é produzido de modo irrevogável, sem interferência da vontade ou da ação humana.

O fatalista encara os fatos de modo passivo, sem acreditar que as pessoas possam exercer algum papel na alteração dos acontecimentos, sequer na busca de ser bem sucedido na vida.

Para esse sujeito, há pouco a fazer, a não ser aguardar para ver, um dia, se o destino o premiou com o sucesso.

Pelo misticismo, que busca a comunhão ou identidade consigo mesmo, a consciência da realidade, do divino e da verdade espiritual, a intuição ou “insight” são o motor do sucesso, pois sua crença representa o elemento subjetivo do conhecimento.

O místico acredita no sucesso como consequência de seu instinto, de sua intuição, de sua percepção sensorial de decidir qual o melhor caminho a seguir, desconsiderando evidências ou comprovações da verdade.

Para esta pessoa, seu estado de espírito é fundamental para a busca do sucesso, uma vez que influencia diretamente a sua capacidade de perceber, sentir e intuir a realidade à sua volta.

De acordo com o determinismo, um objetivo alcançado (ou sucesso), é um acontecimento positivo explicado por relações de causalidade (não confundir com casualidade).

O determinista acredita que os acontecimentos são sempre decorrentes de uma ação anterior, numa corrente incessante de causas e efeitos.

Para o indivíduo determinista, ele é o senhor de seu destino e, quando bem sucedido, tem certeza que foi pelo seu esforço, empenho e determinação.

Da mesma forma, quando não alcança o sucesso, ele tem certeza que deveria ter feito mais…

Em nosso mercado de turismo, encontramos exemplos e mais exemplos de pessoas fatalistas, místicas e deterministas.

E você? Em sua busca particular pelo sucesso, em qual destas categorias você se enquadra?

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FANFARRÃO

É incrível a capacidade de algumas pessoas de, com a simples aparição de sua figura, provocar um sentimento de desconfiança e, ao mesmo tempo, rejeição.

Não me refiro à realidade aqui, mas tão somente à percepção que tenho quanto à imagem do Ministro do Trabalho, em especial quando ele tenta ser convincente…

Sua atitude teatral, sua verborragia onipotente e sua figura, que não me inspira a menor confiança, me fazem temer não apenas pela condução da pasta e das políticas trabalhistas mas, em especial, pela capacidade do ministério em promover trabalho, estimular a criação de empregos e preparar o trabalhador para fazer frente às novas oportunidades geradas pelo crescimento econômico do país.

Toda vez que o vejo na TV, lembro da clássica pergunta que fazem aos eleitores norteamericanos, em época de eleições, a respeito de um determinado político suspeito de envolvimento em corrupção.

Repito esta pergunta a você agora:

Você compraria um carro usado deste homem?

Ministro do Trabalho Carlos Lupi
Foto de Sérgio Dutti - Revista Veja

Talvez eu seja purista demais, dizem meus amigos, acrescentando que “não vivemos na Suíça”, mas um ministro que usa expressões, típicas bravatas, como “Morro, mas não jogo a toalha” e “Só saio do ministério abatido a bala…”, não merece o cargo, independentemente de seu “preparo e formação política” para a função…

Para se ter uma ideia do que declarações desse tipo representam aos ouvidos da sociedade, basta lembrar que estas expressões foram as mesmas utilizadas pelo chefe do tráfico da favela da Rocinha, quando de sua iminente retomada pelo governo do estado e implantação da Unidade de Polícia Pacificadora, tudo isso poucos dias antes de sua captura.

Por tudo isso, caso as forças de apoio político do PDT o mantenham no cargo (afinal, tudo é possível), como contribuinte e eleitor, e em respeito ao cargo que pertence à Presidência da República, eu sugiro:

“Menos, ministro, menos…”

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