NOVA TECNOLOGIA… EM 2030

Resumo da longa descrição de tecnologia da Wikipedia: “Tecnologia é o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e utilizados a partir deste conhecimento. É o conjunto de técnicas, métodos, materiais, ferramentas, máquinas, recursos e processos que serve para resolver problemas”.

Mas gosto de sintetizar como “Tecnologia… serve para resolver problemas”.

Mas o conceito de tecnologia varia ao longo do tempo e o que era tecnologia ontem, deixa de ser amanhã.

Por isso, pensei num longínquo ano de 2030, em que uma nova tecnologia será relançada, com o mote:

“Mais moderno do que o Notebook, mais atual do que o Netbook e mais inovador do que o E-book, conheça a inovação tecnológica da década !

A tecnologia incorporada a esta incrível ferramenta faz dela a única que reúne todas as seguintes vantagens sobre suas antecessoras:

1 – Mais portátil: de 500g a 1 kg mais leve, dependendo do modelo e capacidade.

2 – Mais simples: sem botões, é operado totalmente pelo toque dos dedos.

3 – Mais agradável: pode ser utilizado por longos períodos, de forma confortável, sem ofuscar a vista.

4 – Mais resistente: quando desligado, não há risco de “corromper o arquivo”.

5 – Mais durável: o conteúdo não se perde, não muda de mídia ao longo dos anos e não deprecia por pelo menos 100 anos (há registros de casos de uso com 2011 anos… ou mais).

6 – Mais autônomo: não depende de energia elétrica para funcionar.

7 – Mais ecológico: construído com material biodegradável, sem fonte de energia poluente.

8 – Mais socialmente responsável: você empresta aos amigos e eles, geralmente, devolvem.

9 – Mais sustentável: uma única árvore de reflorestamento produz milhares de unidades, com material reciclável.

Seguindo a evolução dos nomes de seus antecessores, associado a todas essas 9 vantagens e, principalmente, ao minimalismo e simplicidade que a ideia carrega, o nome desta futura inovação não poderá ser outro: Book.

Para ilustrar melhor essa maravilha tecnológica que o mundo nos reserva, veja o vídeo futurista (!?) clicando em: BOOK

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INTEGRAÇÃO…

Voltando para o tema principal deste Blog…

Não se fala em outra coisa nas grandes corporações consumidoras de viagens.

Já não basta um bom sistema de gestāo de viagens corporativas, que ofereça integração de conteúdos variados associada a recursos de gestāo, política de viagens, fluxo de autorizaçāo, self-booking, relatórios, blá, blá, blá…

As grandes empresas desejam ferramentas que estejam integrados aos seus sistemas internos, ERPs, sistemas de RH, backoffices, etc, para agilizar a gestāo do “travel manager” e facilitar a aderência da ferramenta no ambiente interno.

Nada diferente de outros aplicativos, desenvolvidos por todo tipo de empresas de tecnologia ou mesmo “soft-houses”, que, por mais úteis e vantajosas as suas funcionalidades, acabam encontrando na integraçāo com os principais ERPs do mercado, a porta de entrada para o grande consumidor corporativo.

Nāo deixa de ser um outro curioso “hub”, pois como os ERPs nāo conseguem desenvolver módulos de gestāo de viagens eficazes ou que sejam aplicáveis ao nosso mercado (já vimos este filme…), os SGVC nacionais acabam por desenvolver interfaces para integração, que permite sua utilização dentro do mesmíssimo ambiente de controle de processos (e financeiro) da empresa.

A questão é que, na maioria das vezes, a licença do ERP é da empresa e a licença do SGVC é da agência e, por isso, sua integração envolve pelo menos 5 diferentes “players”:
– a empresa cliente
– o ERP
– o integrador do ERP
– a agência
– o SGVC

Se, entre estes atores do desenvolvimento de uma integração SGVC/ERP houver um único que, por motivos estratégicos, não tenha tanto interesse assim no projeto, o famoso “corpo mole” entra em campo… e aí, o cronograma vai mesmo pro saco…

Quando isso não ocorre ou quando esta etapa é vencida, atinge-se o nobre objetivo da empresa cliente dispor de um completo sistema de gestão de viagens corporativas operando, de forma integrada e transparente aos usuários, dentro de seu sistema ERP, com todas as vantagens advindas disso:
– unificação de sistemas
– padronização de processos
– controle centralizado
– eliminação de erros manuais
– doutrina dos usuários à boas práticas
– redução de custos de viagens e processos

No final das contas, os benefícios justificam o esforço no projeto e, na totalidade dos casos, todas as partes saem satisfeitas.

Legenda (a pedido de leitores do blog):
– ERP = Enterprise Resource Plannig (Sistema Integrado de Gestão Empresarial)
– SGVC = Sistema de Gestão de Viagens Corporativas
– Travel Manager = Gestor de Viagens Corporativas
– Soft-house = Empresa desenvolvedora de programas de computador
– Hub = Ponto de passagem obrigatória de um determinado processo
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VALEU A PENA APOSTAR NO CONGRESSO DA ABAV

Entre tantos assuntos que aqueceram a Feira das Américas deste ano (alguns polêmicos, outros nem tanto), a decisão de fortalecer o Congresso foi, sem dúvida, a mais acertada.

Independentemente do resultado final desta ação, em termos da qualidade das palestras e da quantidade de participantes presentes, o grande fator foi justamente o passo dado no sentido da profissionalização do evento.

Antes que venham com o surrado discurso de que “a Feira da ABAV é só oba-oba”, lembro que toda feira de qualquer segmento econômico, em qualquer país, envolve relacionamentos, negócios e eventos complementares (= festas).

Se considerarmos então o espírito festivo do brasileiro, associado ao fato do turismo ser um segmento ligado à alegria, ao prazer e à felicidade, o “oba-oba” é perfeitamente aceitável, compreensível e até desejável.

Da mesma forma, incluir um congresso numa feira, com temas variados, debates importantes e bons palestrantes (novos e experientes), empresta ao evento a nota de capacitação, conhecimento e, no final das contas, de trabalho, que um evento corporativo deve ter.

Portanto, não tenho dúvida quanto ao acerto da decisão da ABAV em fortalecer o Congresso pois, como comentei no post do Artur, “atrair, motivar, estimular, incentivar, mandar buscar, trazer o agente de viagens é fundamental para a sobrevivência e crescimento do evento e da própria ABAV, pois feira e entidade são indissoluvelmente interdependentes.”

E a todos que me perguntam sobre a decisão de nossa empresa em produzir no Congresso da ABAV a 6a. edição anual de nosso workshop de tecnologia, informo que recebemos cerca de 450 pessoas, que assistiram e debateram nas 6 palestras ao longo de um dia inteiro de trabalho, superando nossas melhores expectativas.

Ou seja, apesar da incerteza que cercava esta iniciativa da ABAV, de um workshop privado dentro do Congresso, ela acabou revelando-se uma excelente oportunidade para todos, empresas, agentes e entidade, que deverão considerá-la nas próximas edições do Congresso.

A novidade, que gerou estranheza em alguns, também provocou curiosidade em muitos, que lá estiveram para presenciar “in loco” a inovação (ver fotos abaixo), um novo conceito que difere da feira e seus estandes (também privados), apenas nos objetivos da ação de marketing.

Afinal, os expositores investem na Feira da ABAV há anos e, agora, nada impede que o façam também no Congresso da ABAV, ajudando a levar ao nosso maior evento, um mix homogêneo de:

– Exposição de produtos, reuniões, network, negócios (na Feira)

– Treinamento, debates e conhecimento (no Congresso)

– Festas, jantares e comemorações (nos eventos complementares)

Acredito que quando conseguirmos a dosagem ideal entre esses componentes, a Feira e o Congresso, juntos, terão sido transformados no Evento da ABAV, verdadeiramente o acontecimento corporativo mais desejado do turismo.

Seguem algumas fotos dos visitantes e palestrantes do 6o. Workshop de Tecnologia Reserve, realizado dentro do 39o. Congresso Brasileiro de Agências de Viagens:

Eduardo Bernardes, da GOL fez a abertura do workshop e Klaus Kuhnast, da TAM foi cumprimentar os Reservistas (Foto Panrotas)
Goiacy Guimarães e Edmar Bull, da ABAV/SP, passaram no workshop para brincar com minha “24a. posição” na lista do Artur
Eduardo e Marcelo Matera, da AVIESP, assistiram as palestras ao lado do Marcelo Oliveira, advogado e colega blogueiro Panrotas
Marcus Tannuri, da CMNet e Eduardo Hansel, da Cielo mostraram nova solução para pagamento de hotéis
Solange Vabo e eu mostramos a segunda geração do Reserve Mobile
Solange demonstrou o Reserve Mobile num Big iPhone, com apoio do Walter Staeblein, do Reserve
Luís Vabo Jr palestrou sobre a tecnologia Sieve, utilizada por grandes redes de varejo online
Marcus Moraes, da Arcon e Tadeu Cunha, do Reserve debateram segurança da informação
Bruno Ciancio e Álvaro Pinto, do Reserve, mostraram como a tecnologia baixou de preço
Eu debati com Julio Vasconcellos, do Peixe Urbano, se os sites de compras coletivas fazem e-commerce ou são somente mais um canal de marketing
A equipe Reserve no workshop coordenado por Graziela Longotano (a 3a. da esq. em cima)
A plateia de Reservistas e não-Reservistas participou dos debates em todas as 6 palestras