O Maior Evento de Gestão de Viagens Corporativas do Rio?

O Congresso e Feira da ABAV é, seguramente, o maior evento do turismo da América Latina, que atrai agentes de viagens e demais empresários de turismo de todo o Brasil e do mundo.

No primeiro dia da Feira da ABAV, após o encerramento dos trabalhos no Riocentro, costumamos receber nossos clientes, amigos e parceiros para um encontro, à noite, no Rio de Janeiro.

Este encontro, que iniciou em 2004, numa recepção familiar em nossa casa, transformou-se, ao longo dos anos, num grande evento focado em gestão de viagens corporativas e sua evolução é uma amostra da força do setor, de como as viagens corporativas são mesmo a mola propulsora de nossa indústria de viagens, apesar dela ser mais lembrada pelas viagens de turismo e lazer.

Às vezes me pergunto como uma pequena reunião entre amigos acabou se tornando um evento deste porte, com esse nível de interesse e com esta qualidade de palestrantes… Confira como o Encontro dos Reservistas vem evoluindo ao longo dos anos:

• Em 2004 fizemos uma pequena recepção em casa, para 20 pessoas.

• Em 2005 recebemos 40 pessoas, num evento um pouco maior.

• Em 2006 oferecemos um jantar italiano, para 80 pessoas.

• Em 2007 produzimos uma festa (show de Alex Cohen), para 160 pessoas.

• Em 2008 organizamos o evento numa casa de shows, com apresentação dos Garçons Cantores, para 250 pessoas.

• Em 2009 inventamos uma festa carioca na quadra da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, com bateria da escola, show de mulatas, mestre-sala e porta bandeira, e ainda um show de Diogo Nogueira, em que compareceram 450 pessoas.

• Em 2010 receberemos convidados para um jantar no Restaurante Fratelli com show de Stand-Up Comedy com Marcos Veras (do Zorra Total e Comédia em Pé).

De 2007 para cá, recebemos o apoio de fornecedores e parceiros do trade, que copatrocinam o evento e, desde o ano passado, contamos com o especial reforço do Panrotas, que passou a coproduzir e também a batizar o evento, naquilo que chamamos de parceria entre amigos (agradeço o Guillermo e todos os nossos amigos do Panrotas).

Este ano, o 2o. Evento Reserve Panrotas também inclui, além do jantar e show mencionados acima, o 5o. Workshop Reserve de Tecnologia, que receberá palestras de um timaço de especialistas, como Claudia Pagnano, VP de Mercados da Gol, Luis Paulo Luppa, Presidente da Trend, Henrik Kjellberg, CEO da Expedia Affiliates Network e Mario Ponticelli, Country Manager do Amadeus no Brasil, entre outros.

O workshop será dia 20/10, 4ª feira, mas já recebemos alguns feed-backs sobre o programa e os palestrantes:

“Parabéns !! Talvez o melhor programa de palestras em tecnologia de turismo de 2010” (Hélio Matsuoka, diretor da Voetur de Brasilia).

“O Reserve está chegando ao nível de Governança Corporativa com participação direta do cliente. Isso é maturidade e poucas empresas o fazem” (Régis Abreu, diretor da Casablanca de Fortaleza).

“Muito bem acertado este palestrante. O Luppa é muito bom!” (Luiz Strauss, presidente da ABAV-RJ e da Promotional do Rio de Janeiro).

Agradecemos o apoio de todos e estamos prontos para corresponder a toda esta expectativa, dia 20 de outubro, 4ª feira agora, na Cidade Maravilhosa.

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E o futuro chegou…

Não me recordo outra época em que o ambiente de negócios do turismo no Brasil demandou tantas análises, debates e negociações.

Associado a esse momento, percebi nesta reta final para a semana da ABAV, que meu interesse e participação nos assuntos do mercado de viagens e, em especial, sobre distribuição neste mercado, acabaram por me envolver em várias palestras e debates relacionados ao tema, os quais preparo e participo com imenso prazer.

Alguns são eventos para convidados, mas os 2 últimos tem inscrição aberta a todos os interessados, para os quais gostaria de convidar os leitores e amigos do Blog Distribuindo Viagens:

– Dia 18/10: Debate sobre “Distribuição de Hotelaria no Brasil” com diretores de vendas do Sofitel na América Latina

– Dia 19/10: Apresentação sobre “Reserva de Hotéis no sistema Reserve” para a equipe de vendas da TREND

– Dia 20/10: Apresentação sobre o ”Cheaptravel, motor para OTAs” (online travel agencies) no 5o. Workshop Reserve de Tecnologia

– Dia 20/10: Debate sobre “Governança Corporativa e Conselho de Clientes” no 5o. Workshop Reserve de Tecnologia

– Dia 21/10: Apresentação e debate sobre “A Agência de Viagens Ideal – O presente e futuro da Tecnologia no Turismo” no Congresso da ABAV

– Dia 22/10: Apresentação e debate sobre “A Agência de Viagens Ideal – O presente e futuro da Tecnologia no Turismo” no Congresso da ABAV

Convido e aguardo vocês na ABAV, onde pretendemos mostrar, com a ajuda de importantes players da distribuição e da tecnologia, como o agente de viagens deve se preparar para… o presente, pois o futuro acaba de chegar.

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Maquiavel aprovaria

Tenho essa mania de antecipar (ou tentar antecipar) os fatos e confesso: é mais forte do que eu…

Escrevi um post em 17/09/10 – DU no internacional – sobre as novidades (ou falta de novidades) que o congresso da ABAV este ano nos traria e, como procuro fazer, fui direto ao assunto e arrisquei uma previsão:

“Este ano, ao que tudo indica, a grande novidade não será (ainda) a TASF, nem o fim da remuneração do agente embutida no bilhete aéreo e nem mesmo a equiparação das tarifas dos portais das cias. aéreas com as oferecidas pelas agências de viagens.

A grande surpresa (nem tão surpreendente assim) deverá ser a criação da taxa DU (oooops…, da RAV) nos bilhetes internacionais.”

De lá para cá, a DU no internacional foi mesmo anunciada, mas as discussões indicavam que o tema principal se resumiria ao debate sobre a TASF (que a ABAV já percebeu que não atende o interesse dos agentes de viagens), assunto também abordado aqui com certa antecedência, em post de 29/06/10: TASF: adivinha quem vai pagar esta conta…

Mas aí vem uma cia. aérea, a escolhida da vez, e corta a comissão no internacional às vésperas do Congresso da ABAV…!

O fato de ter sido anunciado às vésperas do Congresso da ABAV me lembra uma das máximas do italiano Maquiavel: ”É preciso fazer todo o mal de uma só vez a fim de que, provado em menos tempo, pareça menos amargo, e o bem pouco a pouco, a fim de que seja mais bem saboreado”.

A Alitalia faz o papel de “bad cop” da vez, como fez a American Airlines em 2003, ao ser a primeira a reduzir a comissão de 9% para 6% e a Air France em 2006, ao iniciar a cobrança, em seu website, de tarifas mais baratas do que as vendidas pelos agentes de viagens.

Nada de novo nisso: as cias. aéreas internacionais decidem em bloco, pois em bloco são mais fortes, mas agem de forma isolada, com uma delas sempre puxando o fio da meada (ou abrindo a porteira) para as demais.

Estratégia? Espírito de corpo? Ou espírito de sobrevivência?

A parceria entre cias. aéreas e agentes de viagens perdura até quando for interessante para ambos os parceiros, como qualquer parceria.

Como as cias. aéreas acreditam que precisam cada vez menos das agências de viagens, esta relação de parceria deixa de existir, para se tornar uma relação de dependência… e, é claro, os agentes de viagens, como empresários, não desejam depender de ninguém.

A realidade é que trata-se do início do ato final da morte da comissão, que nos fará, no médio prazo, entender e aceitar que se o agente de viagens presta um serviço ao cliente, este é quem deve remunerá-lo.

Mas penso que, neste caso, não é a cia. aérea internacional que deve definir quanto, quando e nem como o agente de viagens deve cobrar pelo seu serviço, pois esta é uma relação entre o agente e seu cliente e, portanto, independe do fornecedor.

Por isso, acho que os agentes de viagens devem encontrar sua própria solução de cobrança aos seus clientes e libertar-se dos TASF, RAV, DU e outras siglas e formatos estabelecidos pelos fornecedores ou, pior, pela sua associação internacional ou, ainda pior, por uma empresa com fins lucrativos criada por uma associação sem fins lucrativos…

Nosso mercado está suficientemente maduro e é capaz de encontrar esta solução, se os agentes de viagens dirigirem o foco dos debates para a outra parte envolvida nesta cobrança: o seu cliente.

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