Muitos dos grandes gênios da humanidade tinham um temperamento difícil, coisa de quem sabe que é um ponto fora da curva do ser humano médio, mas não consegue fingir que não está nem aí.
Casos do Einstein, do Pelé, do Steve Jobs, para citar o topo, e do Stephen Hawking, do Romário (ou Maradona) ou do Mark Zuckerberg, mais recentemente, todos são insuportáveis no trato pessoal, por saberem que são (ou foram) gênios e, por isso, se julgam (ou julgavam) maiores ainda do que são (ou foram).
A verdade é que a soberba inebria, e foi isso que derrubou Anderson Silva esta madrugada em Las Vegas.
Detentor do recorde de defesas do cinturão de campeão mundial dos médios do MMA, Silva já deveria saber que nenhum lutador que entra no “octagon” é um neófito e, portanto, deve ser respeitado.
Eu me pergunto: com qual objetivo um lutador de 38 anos fica fazendo presepadas diante de outro 9 anos mais jovem, invicto e motivado?
A arrogância e a prepotência nocautearam uma lenda viva do esporte romano nesta madrugada em Las Vegas.
Sim, o UFC é uma versão moderna das arenas romanas, com um pouco mais de hipocrisia…
Afinal, para justificar que dois seres humanos se engalfinhem numa jaula, um com o objetivo de golpear o outro até tirar-lhe a consciência, algumas “regras” foram estabelecidas e um juiz acompanha de perto a contenda, com o principal objetivo de evitar um assassinato em cadeia nacional e, assim, preservar o “esporte” e os ganhos milionários que ele proporciona a todos (incluindo os lutadores).
O curioso é que aquilo que atraiu 16 mil pessoas ao MGM neste sábado (a “performance” autossuficiente de Anderson Silva) foi justamente o que essas 16 mil pessoas vaiaram no ex-campeão.
Por mais à frente que você esteja, jamais deve subestimar seu adversário, pois ele certamente vai surpreendê-lo em algum momento, e este momento será insubstituível.
O brasileiro Anderson Silva descobriu isto da pior forma possível…
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