PROFUSÃO DE OPORTUNIDADES

Penso que gasta-se muito tempo e esforço reagindo contra realidades inexoráveis, quando o mercado consumidor tratará de resolver o que é melhor ou pior para o cliente e/ou para o empresário.

O mais importante corolário da economia de livre mercado ensina que cada um deve escolher o que, onde, como, quando, com quem e por quanto deve adquirir um produto ou serviço, da mesma forma que o empresário deve estar atento e perceber as ameaças ao seu negócio e preparar-se ou mesmo antecipar-se a elas.

Mas acredito que, mais importante que blindar-se contra ameaças, numa posição de defesa, é vislumbrar oportunidades, e elas estão por toda parte…

Em nosso mercado de viagens e turismo, há muitos anos debatem-se temas relacionados à internet, um assunto já velho e desgastado, mas que ainda hoje, mesmo com a totalidade das empresas utilizando-a cotidianamente (de uma forma ou de outra), ainda há quem se incomode com as oportunidades aproveitadas por alguns, apesar de elas estarem ainda hoje, e mais do que nunca, ao alcance de todos.

Afirmo categoricamente: não há negócio de viagens e turismo que possa funcionar hoje sem a internet.

O que cada empresário de nosso mercado terá que decidir (não é mais opcional) é qual a profundidade que a internet terá em seu modelo de negócio.

Resumidamente, estamos todos, sem exceção, envolvidos com a internet.

Para aderir às novas oportunidades, você também terá que decidir, em algum momento, se deseja estar mais do que envolvido e tornar o seu negócio comprometido com ela…

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MAIOR DO MUNDO

Quando iniciei no mercado de viagens e turismo, pelas mãos (espírito, corpo e inspiração) da Solange Vabo, no final dos anos 70 (pronto, falei…!), a Panam era referência de cia. aérea internacional e a Varig era imbatível no mercado nacional.

De lá pra cá, com a falência da Panam e da Varig, muita coisa mudou e outras verdades absolutas passaram a povoar o imaginário do profissional de viagens e turismo, no Brasil e no mundo.

Uma dessas verdades era que a American Airlines era a maior cia. aérea do mundo, e assim foi por muitos anos (pelo menos 2 décadas), até que o advento das “low cost low fare”, associado ao descontrole dos preços dos combustíveis, ao aumento dos custos de distribuição e, em especial, às mudanças em todas as regras do jogo provocada pela internet, fizeram com que o modelo de cia. aérea preconizado pela AA sucumbisse a uma nova realidade do mercado consumidor.

Fusões e aquisições de concorrentes, em velocidade surpreendente, entre gigantes, na Europa e nos EUA (também na América Latina), além de embates com GDS, problemas com sindicatos dos aeronautas e conflitos com a expectativa do novo consumidor, deixassem a endividada American pra trás e o chapter 11 foi a tábua de salvação do então símbolo norteamericano.

Até que surge, em 14 de fevereiro de 2013, a fusão da American Airlines com a US Airways, devolvendo à cia. resultante, o título de maior cia. aérea do mundo, com 6.700 voos diários para 336 destinos em 56 países.

Acredito que a consolidação do mercado aéreo norteamericano esteja concluída com esta operação, a última entre grandes cias. após Delta/Northwest em 2008, United/Continental em 2010 e Southwest/AirTran em 2011.

Pelo que temos visto, a mudança será para melhor, com novos equipamentos, nova malha, novo conceito, tudo isso simbolizado num novo logo e uma nova marca de um mesmo ícone: American Airlines.

Assisti a uma apresentação do Trinca e gostei do que vi e ouvi.

Welcome back, American !

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“EXPENSE MANAGEMENT” É A BOLA DA VEZ NO LACTE8

Tenho escrito sobre isso desde o LACTE7, em fevereiro de 2012, quando lançamos o conceito do Reserve Expense Manager, que evoluímos em outubro de 2012 na ABAV, com o Reserve Travel&Expense.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu, empresas nacionais passaram a desenvolver suas ferramentas, empresas multinacionais planejam oferecer aqui seus produtos e novos sistemas híbridos também podem aparecer em nosso mercado.

Considero tudo isso muito bom e tenho que admitir um certo “déjà vu” com o que ocorreu no Brasil, quando lançamos o self-booking, a partir de 2004.

O mais fantástico é o novo mercado que está sendo criado, não somente para as empresas de tecnologia, mas principalmente para as TMCs (ou agências de viagens corporativas), que terão uma nova especialidade em seu portfolio de serviços de consultoria.

Sim, é isso mesmo.

Diferentemente (outra vez) do que acontece no exterior, em que os sistemas de “expense management” são contratados diretamente pelas empresas, o modelo de implantação no Brasil tende a ocorrer também através das TMCs, exatamente como ocorreu (e ainda ocorre) com os “self-booking tools”.

Daí a extraordinária oportunidade para os agentes de viagens que saíram na frente e já estão implantando o primeiro sistema de “expense manager” desenvolvido no Brasil.

Para conhecer de perto os sistemas e aplicativos de controle de despesas já lançados (alguns nesta semana) no Brasil, venha ao LACTE8, de 24 a 26 de fevereiro, no Grand Hyatt São Paulo.

Você terá a oportunidade de verificar as diferenças de conceito, de interface, de aderência e, principalmente, de tecnologia, entre aplicativo e sistema completo de controle de despesas integrado ao sistema de gestão de viagens corporativas.

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