Já está no ar a pesquisa que reúne informações de parques e atrações turísticas para a elaboração do Panorama Setorial da indústria. Idealizado pelo Sindepat e pela Adibra e realizado pela Noctua, o estudo chega a sua quarta edição reunindo os principais dados do setor, como visitação, faturamento, tíquete médio, perfil dos visitantes e, também, investimentos (para responder, clique aqui). O estudo identifica os novos investimentos – novos parques e atrações a serem inaugurados – e também os investimentos programados pela oferta já instalada… E, este mês de janeiro, tem sido um prato cheio de anúncios de reinvestimentos nos parques em operação.
É o caso do Beto Carrero World, em Penha (SC), que anunciou nesta semana R$ 2 bilhões em investimentos até 2030. O presidente do parque, Alex Murad, explicou em entrevista à revista Exame como a expansão ocorrerá: com novas áreas temáticas e a construção de três hotéis, cada um deles com 200 apartamentos. As novas áreas temáticas são resultado da aposta do parque no licenciamento de marcas: a primeira delas com a Paramount e o personagem Bob Esponja; e a segunda, para crianças menores, com a brasileiríssima Galinha Pintadinha, área estimada em R$ 50 milhões.
O parque anunciou também a aquisição da montanha-russa mais cara e tecnológica do Hemisfério Sul, com inauguração prevista para 2028. Tudo isso para dobrar o número de visitantes até 2030 – no ano passado foram 2,9 milhões, segundo informações da entrevista. As receitas do parque chegaram a R$ 600 milhões em 2025, resultado 14% superior ao do ano anterior.

Mas o Beto Carrero não foi o único parque que saiu do noticiário de viagens e turismo para a seção de economia. O Hopi Hari, em Itupeva (SP), também fez esse movimento ao anunciar uma provável abertura de capital (IPO) no ‘médio prazo’. O anúncio foi feito em entrevista, também para a Exame, do Chief Visionary Officer do parque, Nuno Vasconcellos. Ele comemora a redução da dívida de R$ 1,4 bilhão do parque para R$ 600 milhões ao mesmo tempo em que anuncia investimentos em um shopping a céu aberto, novas atrações e integração de transporte na região, destacando a população de 30 milhões a uma hora e meia de carro do Hopi Hari.
O projeto é para entre cinco e dez anos, mas já dará sinais ao longo deste ano, quando a Montezuma, principal montanha-russa do parque, passará por retrofit de aproximadamente R$ 20 milhões, e outras duas atrações serão entregues. Ao lado do parque temático, o aquático Wet´n Wild também anunciou investimentos para os próximos quatro anos. Ao todo, serão R$ 500 milhões que incluem novas atrações e a possível expansão da franquia para outros Estados. O anúncio foi feito na coluna Radar Econômico, da revista Veja.
Um dos principais cartões-postais brasileiros, o Parque Nacional do Iguaçu também entra nessa lista de investimentos massivos. O parque apresentou no último dia 10, quando comemorou 87 anos de criação, o Plano Nacional do Iguaçu 2030, contemplando R$ 600 milhões em investimentos realizados pela concessionária Urbia+Cataratas. No caso do Parque Nacional do Iguaçu, parte dos investimentos já está sendo realizado e o plano detalhado pode ser encontrado no www.cataratasdoiguacu.com.br/novo-tempo.
As próximas novidades incluem o Circuito de Aventura, com trilhas suspensas, tirolesas, trenós e torres de observação às margens do Rio Iguaçu; a nova Trilha das Cataratas, que será totalmente revitalizada, com novos mirantes, trechos duplicados e ampliação da passarela com vista para a Garganta do Diabo; a revitalização do Espaço Porto Canoas, que ganhará conceito arquitetônico renovado, deque panorâmico e áreas para eventos; entre outras.

Há muitos mais investimentos em curso, tanto nos parques e atrações instalados quanto nas novidades que devem ser inauguradas nos próximos anos, com destaque para o parque aquático que a Aviva está construindo na Costa do Sauípe (BA), e os grupos instalados no Polo Cabo Branco, em João Pessoa. Na última edição do Panorama Setorial, ao menos 78 novos projetos foram mapeados, entre eles o Cacau Park, no interior de São Paulo, que também tem colocado o setor no noticiário econômico e anunciou ainda nesta semana sua inauguração para final de 2027.
Os parques e as atrações turísticas são diversão, lazer e entretenimento, mas são também os principais indutores de desenvolvimento turístico e econômico em muitos destinos. Se você é gestor de algum parque aquático, temático, FEC ou atração turística, clique aqui para participar do estudo e contribuir para que tenhamos dados cada vez mais abrangentes do setor. Para conhecer a edição anterior do Panorama, clique aqui. Obrigada,