UMA SEMANA É POUCO…
O que você acha de fazer turismo em um destino com cerejeiras carregadas, montanhas de granito, um santuário com um dos mais belos testemunhos da Era Cristã, hotéis em palácios, boas opções para compras, estações de esqui, vinícolas e bons vinhos, ninhos de cegonhas pelas estradas, doces de dar água na boca e uma história riquíssima com boa parte conhecida e identificada com o Brasil? Tudo falado em português. E na Europa.
Assim é Portugal. Pequeno, porém grande… Na variedade, nas atrações, na tradição e capacidade de ser um destino mais do que interessante. O brasileiro não sabe disso. Costuma reservar poucos dias para ele – isso quando inclui o país –, em suas viagens à Europa.
É preciso quebrar paradigmas. Eu sabia que seria enriquecedor, mas não imaginava que veria tanto em tão pouco espaço. Admito a minha ignorância. E a certeza de que quero voltar logo. Porque uma semana em Portugal foi pouco…
FABIOLA BEMFEITO
Castelo de São Jorge visto do Rossio

Belém e o Tejo, com o Monumento dos Descobrimentos ao fundo, a partir do Pestana Palace em Lisboa

A medieval Viseu: 900 anos

O Mosteiro de Santa Clara-a-velha, em Coimbra, submergiu e foi “resgatado” há poucos anos. Marca da água pode ser vista nas paredes

Paço dos Cunhas, nos arredores de Viseu

Santar: a Portugal muito típica

Teatro Éden, em Lisboa

Eu, Fabiola, e o presidente da Abav, Kaká, cuja família é portuguesa, falando de fotografia…

… e S. Guillermo (Alcorta), presidente da PANROTAS, aprimorando suas técnicas no tema em um tripé improvisado

Viagem a convite da Abav, Tap, Turismo de Portugal, Dom Pedro Hotels e Pestana Hotels, com assistência internacional Travel Ace
3 comentários »DESCOBRINDO PORTUGAL. OU ACHO QUE ENTENDI O ENGENHEIRO…
Uma das coisas mais inesperadas e sinceras que testemunhei, mas diria que típica de seu interlocutor, veio do vice-presidente executivo da Tap, Luiz da Gama Mór, em uma entrevista concedida ao editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, durante a Abav 2008, em outubro, no Rio de Janeiro. E de que, inevitavelmente, tive de lembrar agora ao visitar Portugal.
Brasileiro, gaúcho e ex-vice-presidente da Varig, para compor a cúpula da companhia no final da década de 90, ele precisou morar na capital fluminense. A entrevista era para o programa PANROTAS em Foco, da TV PANROTAS, em que Artur conversa com líderes do setor. O cenário escolhido para a gravação era inspirador – o terraço do Windsor Barra.
Sentados na varanda, de frente para a praia da Barra da Tijuca, a primeira pergunta do Artur, que é carioca da gema, nascido em Copacabana (mesmo que não pareça e muito mais que eu, que nasci no interior do Rio, em Volta Redonda), para o engenheiro Mór foi: “olhando para essa vista, dá saudades do Brasil?”.
E Mór, com a sinceridade e objetividade que lhe são peculiares, respondeu “não”. Não se desculpou, o que nem tinha de fazer, mas é como vários em sua posição agiriam. Não mentiu, como já não faz. Mesmo se vendo cercado de cariocas e não sendo esta a resposta mais esperada, não só pela beleza da cidade, mas por ele ser brasileiro e estar fora do País, mesmo que vindo ao Brasil com frequência.
Artur continuou a entrevista e, por mais umas duas vezes, repetiu a pergunta de forma inesperada, imaginando que o tempo e a beleza carioca poderiam ter seduzido o executivo. Nada disso. A resposta continuou a mesma, o programa inteiro. Um decidido “não”, o que, para mim, confesso, foi uma surpresa.
Afinal, adoro o Rio e considero sua paisagem tão linda que chega a ser “quase ofensiva”. Ainda que sigam judiando da cidade, meio que abusando da beleza. Perguntado depois sobre a resposta, Mór explicou que, desde o começo, se identificou muito com Lisboa e Portugal, que não tinha saudades, estava muito bem.
Agora, vindo a Portugal, tenho de admitir ter entendido precisamente o que ele quis dizer. Mór é gaúcho. E creio que, em alguns aspectos, Porto Alegre está muito mais perto de Lisboa do que do Rio. Na minha opinião, muitas vezes para um gaúcho com métodos e horários, o Rio pode ser uma cidade difícil de se adaptar.
Claro que há coisas que superam… Mas algumas qualidades cariocas, também no meu modesto ponto de vista, podem virar defeitos aos olhos de quem as vê. Sem polêmicas, apenas uma questão de estilo.
É como diria o meu Salgueiro, escola de samba campeã do último carnaval, que se proclama “nem melhor nem pior, apenas diferente”. Tanto que é no Rio que está a maior colônia portuguesa do Brasil…
A verdade incontestável é que Lisboa está um charme, muito européia, mesmo que os brasileiros não a vejam assim, com dias lindos e temperatura agradável, povo hospitaleiro – mas sem exageros e com privacidade. Aliás, não me deparei com a tal falta de gentileza portuguesa, tão falada…
Belezas de Lisboa… Muitas…





Além disso, a capital do país está cercada por história riquíssima, muitas delas ligadas ao Brasil, monumentos erguidos no século 16, vários antes, vários depois, como o Mosteiro dos Jerônimos e o Monumento dos Descobrimentos em Belém.
E relativamente próxima, já que Portugal é pequeno, de cidades medievais como a belíssima Viseu, na região central, ou a lendária Coimbra, da universidade e do Mosteiro de Santa Clara. Da Serra de Estrela – e de Unhais da Serra – e a menos de duas horas de carro do Santuário de Fátima.
A diversidade de paisagem e atrações foi uma surpresa para mim que, na minha ignorância, admito, sempre via Portugal como um país tão pequeno que variações seriam incomuns… Há sol forte e neve… Montanhas de granito e de mármore, serras e vales, praias e rios que parecem mares, como o Tejo em alguns trechos.
Isso sem apelar para os doces portugueses, seu sabor e massa perfeitos, que ninguém consegue fazer igual. E olha que moro em São Paulo, onde, todos dizem, se faz uma pizza melhor que na Itália. Mas, ainda bem, esse não é o caso dos doces portugueses. Senão ia ser ainda mais difícil manter a minha “não-forma”…

Em Belém, um dos destaques, além do pastel, é o Mosteiro dos Jerônimos…

…onde Pedro Costa e Isa Garbin ouviram explicações da guia próximos ao túmulo de Luis de Camões

O Tejo - rios que parecem mares… como os nossos

Na Serra da Estrela, lado a lado, montanhas de granito e estações de esqui

A boa surpresa e infra-estrutura do H2otel, em Unhais da Serra



O presidente Kaká Ferreira, da Abav, e a filha Isabela fazem o check-out. Pena ter ficado apenas uma noite…

O grupo folclórico fez rir ao lembrar as ligações entre Portugal e o Brasil com músicas e brincadeiras infantis

No meio do caminho, a bela e medieval Viseu, no centro de Portugal


FABIOLA BEMFEITO
Viagem a convite da Abav, Tap, Turismo de Portugal, Dom Pedro Palace, Pestana Hotels, H2otel Resort & Spa, com assistência internacional Travel Ace
FATIMA, AH, FATIMA!…
Sempre quis conhecer Fátima. Os doze anos em colégio de freiras disciplinadíssimo e tradicional, a educação cristã e a minha fé – meio que do meu jeito –, tudo isso junto criou ao longo da minha vida um fascínio pela história das três crianças que viam e conversavam com Nossa Senhora. Que, em um desses momentos, lhes confidenciou três segredos que impactavam a humanidade e cujo último só veio a ser revelado comigo já bem jovem.
Nascida em Volta Redonda, interior do Rio, e moradora de São Paulo, cruzo a Via Dutra com freqüência e passo por Aparecida do Norte a caminho da casa da minha mãe. E de vez em quando, paro. Menos do que sempre, porém mais do que se imagina. E me emociono inevitavelmente.
Por essas e outras sabia que a emoção em Fátima seria grande. Acho que, mais do que vir a Portugal, queria ter a chance de conhecer o santuário. Resolvi as duas coisas de uma vez…
O Artur (Luiz Andrade), editor-chefe da PANROTAS, e que me conhece como poucos, praticamente ´profetizou´: “você vai chorar quando olhar para o santuário, a capelinha, a basílica…”. E Artur me conhece mesmo. Só o fato de entrar na cidade já me deixou com nó na garganta.
Claro que me lembrei dele falando e me esforcei para ´aguentar´ até o santuário. Não dá para descrever a emoção que senti e a energia daquele lugar. A fé das pessoas é um componente poderoso e estar ali, cercada de gente com tanta fé, em um ambiente tão especial, é de tirar até alguns dos mais céticos do sério.
Antes, já tinha me ´perdido´ na lojinha de Fátima (lojinha não, praticamente um supermercado) ao comprar lembrancinhas para os que amo e foi feliz que carreguei a visita inteira minha sacola com os objetos para benzer ao fim da missa.
A loja que é praticamente um supermercado


Aproveitei. Fiz tudo o que tinha direito. Visitei a capelinha das Aparições, conheci a velha basílica, passei pela árvore que lá continua desde o tempo em que a primeira capela foi erguida onde outrora Jacinta, Francisco e Lucia conversaram com Nossa Senhora.
Fui na basílica nova, rezei, assisti parte da missa na antiga (em português, um luxo, aliás, para quem está fora do Brasil), benzi minhas imagens e lembrancinhas, me emocionei, tomei água da bica, liguei para a minha mãe…
Achei tudo lindo e emocionante, as imagens, o simbolismo, a arquitetura - até mesmo da nova igreja, com capacidade para oito mil pessoas sentadas confortavelmente, e seu belo mosaico em variados tons de amarelo - e que alguns acharam fria.
E devo ´confessar´, sem trocadilho, que considero essa uma visita praticamente obrigatória para os brasileiros cristãos, católicos ou não, os que têm fé ou gostariam de ter mais…
Só não gostei da imagem /escultura de Jesus Cristo na cruz do altar da nova basílica, doado por um artista português de renome que agora não me lembro. Já não gosto muito daquela imagem sofrida do crucifixo. E devo confessar que nada entendo de arte. Esta, então, claro, sequer entendi. Ou me identifiquei.
Talvez, para minha surpresa e de muitos, eu seja mesmo é bastante tradicional…

Eu em Fátima e o presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, fotografando Cristina Gadzanis, filha do Tasso, diante da basílica antiga

A nova basílica

O Cristo na cruz na nova basílica: não entendi…

O hotel Estrela de Fátima fica de frente para o santuário. Charmoso, foi uma boa surpresa com localização privilegiada

FABIOLA BEMFEITO
Viagem a convite da Abav, Tap, Turismo de Portugal, Dom Pedro Palace, Pestana Hotels, H2otel Resort & Spa, com assistência internacional Travel Ace Sem comentários »
A “JÓIA DA COROA” DA REDE PESTANA
O Pestana Palace é conhecido como a “jóia da coroa” da rede portuguesa Pestana Hotels & Resorts que, no Brasil, mantém unidades no Rio, Angra (RJ), São Paulo, Curitiba, Natal, São Luís e duas em Salvador (Pestana Bahia Lodge e Pestana Convento do Carmo, este da rede Pousadas de Portugal, também do grupo).
Monumento nacional, o Pestana Palace em Lisboa foi inaugurado há apenas oito anos, que comemorou em 18 de maio, no palácio que pertenceu ao Marquês de Valle-Flor, homem forte do cacau no século 19.
Lateral e a frente do palacete, hoje Pestana Palace, as piscinas e a jacuzzi, aquecidas, e a piscina externa




Após ser adquirido pelo Grupo Pestana, o presidente da rede, Dionisio Pestana, contratou para restaurá-lo parte do time responsável pelo trabalho da Capela Sistina, no Vaticano, o que ajuda a dar uma idéia da beleza do lugar, localizado em Alcântara, na capital portuguesa.
A capela com balcão exclusivo para a família, o teto restaurado e, claro, uma carruagem…



Os cômodos do palacete central mantêm móveis, cores, pinturas e tecidos originais. Os aposentos foram transformados em suítes e a única coisa que nos faz lembrar que estamos no século 21 ao visitar os recintos são as TVs de plasma, os pontos de internet, o cartão-chave e os avisos de hot spot.
Várias versões de muitas salas de estar e jantar. A antiga sala de concertos manteve o piano de cauda, mas ganhou TVs e um bar. Tudo com muito cuidado




Alguns dos banheiros também ganharam chuveiros com duchas massageadoras, mas mantêm piso e as banheiras/box originais. Os móveis talhados em madeira e as paredes trabalhadas são alguns dos itens que chamam atenção dos visitantes. Mas tem muito mais… Vou tentar dividir com vocês.
Detalhes dos móveis, o quarto de uma das filhas do Marquês, que virou suíte e, logo abaixo, o quarto standard, em que fiquei



Área de descanso do spa Magic Garden

FABIOLA BEMFEITO
Viagem a convite da Abav, Tap, Turismo de Portugal, Dom Pedro Palace, Pestana Hotels, H2otel Resort & Spa, com assistência internacional Travel Ace
Sem comentários »Vivências pelo Pantanal e Bonito
O grupo de operadores e agentes de viagens que acompanhamos esta semana na viagem de familiarização proposta pela Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur) como parte do programa do Salão e Festival de Turismo de Mato Grosso do Sul - Nayara Lima (MGM, de Curitiba, PR), Clauderson (Pequi) Lopes (Giro Ecoturismo, da Chapada dos Veadeiros, GO), Cláudia Duarte (Blumar, RJ), Túlio Leite (Vip Tour, de Goiânia, GO), Pedro Bollinger (Abreu, de Lisboa, Portugal), Bruno Carmo (Best Travel, de Lisboa, Portugal), Bernard van Steen (Ideia Tours, de Recife, PE) e Erik Stronkhorst (Talisman Travel Design, da Holanda), além do jornalista Rodrigo Mattigie (Jornal Programaço, de Foz do Iguaçu (PR) -, encerrou ontem a visita de cinco dias a alguns dos principais atrativos de Aquidauana e Miranda, no Pantanal, e Bonito, na Serra da Bodoquena. Foram dias de atividade intensa, que começavam cedo, alguns antes das 7h da manhã, para que a agenda fosse cumprida à risca. E a despeito das condições adversas – São Pedro não colaborou e choveu e fez frio praticamente a semana toda – o grupo percorreu quilômetros de trilhas, visitou grutas, praticou mergulho, rafting, safári e focagem noturna, entre muitas outras aventuras, e certamente vai sair daqui mais capacitado e confiante em vender os produtos que já tem em suas prateleiras sem, contudo, conhecê-los na prática.
Depois da focagem de jacarés caimans no Reino Selvagem da Fazenda Cacimba de Pedra, já relatada no post anterior, os agentes de viagens experimentaram o day use da Fazenda San Francisco, ainda em Miranda, no Pantanal, saída para avistar a avifauna pantaneira em carro safári especial e tour fluvial em chalana pantaneira.

O grupo no retorno do tour fluvial

Aqui a chalana pantaneira

E uma paisagem do cair da tarde na San Francisco

Coruja avistada durante o safári, que infelizmente, não foi coroado com a aparição da onça pintada (fotos: Rodrigo Mattigie)
A Estância Mimosa foi a parada seguinte. Ela ainda não tem pousada, mas oferece atrativos apontados pelo grupo de operadores como o segundo mais interessante do roteiro percorrido. Aqui o destaque ficou por conta de uma trilha radical, que tem a duração de três horas e permite paradas para mergulho em meio a belíssimas cachoeiras - e aí foi preciso coragem para enfrentar a baixa temperatura. A fazenda também oferece como opção passeios a cavalo de 90 minutos, em média.

O início da descida, que esquentou a temperatura, que já começava a cair

Mas que não diminuiu nem um pouco a animação de Pedro Bollinger, da Abreu, de Lisboa
O quarto dia foi dividido entre visita à Gruta do Lago Azul e a flutuação no Rio da Prata , atrativo que ganhou a unanimidade dos operadores como a melhor atração do roteiro. Coincidentemente pertence ao mesmo grupo que opera a Estância Mimosa, que foi a segunda mais votada. Depois de percorrer uma pequena trilha, a experiência é flutuar na nascente do rio com snorkeling na companhia de inúmeras espécies de peixes, entre dourados, pintados, pacus e piraputangas, este último tido como símbolo de Bonito.

A visita à gruta tem médio grau de dificuldade, mas a vista na chegada ao lago compensa a tensão da descida

Pequi, Bruno, Eric e Bernard, que se juntou ao grupo somente em Bonito
Paisagem que se avista no mergulho de superfície (Fotos: Rodrigo Mattigie)
Ainda em Bonito, houve tempo de assistir a uma apresentação do Projeto Jiboia, coordenado por Henrique Naoufal, e testar o rafting nas corredeiras do Rio Formoso na Estância Araçá.

Sem a presença de Henrique Naoufal, que estava no Salão, em Campo Grande, a atração da apresentação no Projeto Jiboia ficou por conta de Dimitri Acácio, de sete anos, que enfrentou duas filas para mostrar a coragem que faltou a muito marmanjo

Cláudia Duarte, da Blumar, também enfrentou o medo e encarou a Jiboia
A única frustração foi não poder apreciar o show de pássaros no Buraco das Araras. Apesar do empenho do nosso guia Hugo em conseguir incluir a atração no roteiro (que não estava previsto originalmente) chegamos tarde demais e já não havia luz suficiente para a prática da contemplação. O local tem mais de 127 espécies catalogadas, incluindo a arara vermelha, e acontece em meio a uma dolina de arenito de 100m de profundidade por 500m de circunferência. O primeiro relato de desmoronamento da gruta que culminou na formação da dolita data de 1912.
E para mostrar que o grupo veio a trabalho e não a passeio, os operadores não brincaram em serviço e abriram mão da hora e meia de tempo livre que teriam para visitar quatro hotéis em Bonito (outra solicitação fora do programa original) - Wetiga Hotel, Zagaia Eco Resort, Olho D’Água e Cabanas. 
Área da Pousada Cabanas, uma das quatro inspecionadas pelo grupo em Bonito
Fátima Gatoeiro
Viagem a convite da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul
Sem comentários »Três passos no paraíso (ou melhor no deserto)
1ª experiência para nunca mais esquecer
Pouca mais de cinco horas da manhã partiu a excursão rumo aos Geisers Del Tatio, região localizada ao norte de San Pedro de Atacama e que já se consolidou entre os principais passeios da região do Deserto do Atacama. O horário marcado para a saída tem explicação baseada no fenômeno natural que acontece todas as manhãs (bem cedo) na região, quando diversos jatos de água a 85oC jorram de dentro da terra seca do deserto e formam verdadeiros chafarizes naturais. A manifestação da natureza está baseada na diferença de pressão atmosférica do subsolo (de onde parte a água quente) e da superfície da região dos Geisers, que está a mais de 4,5 mil metros de altitude. E é exatamente na altitude que está o grande barato do passeio, já que os visitantes que querem observar o fenômeno devem encarar uma temperatura que varia entre 10o e 15o C negativos. O frio é tão intenso que algumas máquinas fotográficas param de funcionar. Com uma manta ou algo do tipo é possível aquecer os equipamentos e registrar umas das manifestações naturais mais fantásticas do Atacama. Além disso, os hóspedes dos hotéis mais sofisticados da região contam ainda com um serviço vip de café da manha servido em meio aos Geirsers, com chocolate quente aquecido na água que jorra da terra. Momento inesquecível!!!

Café da manhã do Tierra Atacama em Geisers del Tatio
2ª experiência para nunca mais esquecer
No dia em que se faz o passeio aos Geisers Del Tatio, normalmente, não é indicado pelos hotéis e guias fazer outro passeio no período da tarde, seja pelo cansaço normal de ter acordado muito cedo, seja pelo desgaste das temperaturas negativas. No entanto, eu estava com um sentimento tão bom após o almoço, que decidi encarar uma trilha de bicicleta. O destino final eram as Lagunas Cejas, que ficam a cerca de 20 quilômetros do hotel Tierra Atacama, onde estou hospedada. Porém, o passeio – que já deve ser emocionante por si só – contou com uma pitada a mais de adrenalina, substância presente em abundância nos corpos dos turistas que exploram o Atacama. Como não tínhamos guia e nem mesmo algum tipo de equipamentos para nos nortear, saímos pedalando rumo às lagoas apenas com um simples mapa desenhado por nossa guia em uma folha de caderno. O percurso até as Lagunas Cejas é de tamanha beleza, que nem mesmo a falta de fôlego me fez pensar em desistir do passeio. Pedalar em meio aos cenários monocromáticos do deserto é sensacional, inesquecível e, acima de tudo, desafiador. Para os viajantes que querem altas doses de emoção vale a dica de sair pedalando, sem medo de encarar os entraves que o passeio pode revelar.
O nosso passeio contou com uma chegada emocionante ao destino final, tendo em vista que chegamos cinco minutos antes de fechar a porteira que dá acesso às Lagunas Cejas. As duas lagoas que formam o atrativo levam o nome de Cejas por se assemelharem a dois olhos com sobrancelhas grossas. Não é possível nadar em Cejas, mas há a Laguna Pietra, bem pertinho, que pode servir de piscina aos visitantes.
O nosso regresso ao hotel foi de mais pura emoção, tendo em vista que fomos abençoados com um pôr do sol incrível, com direito a nuvens que pareciam chamas no céu, iluminação rosada e uma temperatura agradabilíssima. Mas como tudo que é bom dura bem pouco, o pôr do sol também nos revelou um caminho escuro e frio na volta para o hotel. Regressar pedalando sem lanterna e nem GPS, em meio a um caminho desértico e escuro foi uma das sensações mais interessantes do passeio. Desafio inesquecível!!!
3ª experiência para nunca mais esquecer
No último dia no Deserto do Atacama tive que tomar uma decisão muito difícil: subir o vulcão Toco, atingir os 5,6 mil metros de altitude e ter uma vista fantástica da região ou fazer uma caminhada até Termas de Puritama e me deliciar nas piscinas quentes do deserto. Optei pela segunda alternativa, tendo em vista o desafio de bicicleta do dia anterior. Bingo!!! Foi um dos melhores passeios da viagem. Ao começar pela caminhada de duas horas e meia por trilhas cercadas por muitas pedras, cactos centenários e uma bela vegetação nativa. Devo confessar que não foi fácil encarar o trekking de mais de duas horas. Primeiro, pela altitude que tira o fôlego de qualquer um e segundo pela ansiedade de chegar às famosas piscinas naturais de águas quentes de Puritama. Apesar da dificuldade e da ansiedade, o passeio foi sensacional e as paisagens deslumbrantes. Saber que aquele caminho foi desbravado há milhares de anos pelos Incas, me deixou ainda mais realizada. Porém, realizada mesmo fiquei no momento em que avistei as piscinas de águas cristalinas e quentes. Não tive medo do frio que fazia e mergulhei de cabeça!!! Depois de algumas horas experimentando aquela sensação incrível, o grupo foi presenteado com uma rodada de queijos e vinhos, ali mesmo dentro d’água. Luxo inesquecível.

Caminho para Termas de Puritama
Marjori Schroeder
2 comentários »Focando jacarés
Vencida a barreira do tempo, a chegada do grupo a Aquidauana foi bastante festejada, com direito a boas-vindas de um grupo de crianças da nação indígena de Terena e de uma comitiva da Fundação de Turismo de Aquidauana, comandada pelo prefeito Fauzi Suleiman e a presidente da Fundação de Turismo do município, Luziane Queiroz. Para mim foi, verdadeiramente, uma estreia na região e confesso que depois de anos escrevendo sobre viagens já não era sem tempo chegar ao Pantanal. E cheguei com ideias preconcebidas, como é de praxe quando se lida com o desconhecido, mas a hospitalidade vivenciada até o momento venceu qualquer resistência inicial.

Detalhe da Pousada Águas do Pantanal
Na Pousada Águas do Pantanal (WWW.aguasdopantanal.com.br), que ofereceu ao grupo os pernoites até a próxima quinta-feira, quando partimos para Bonito, a sócia-proprietária Fátima Cordella não hesitou em me ceder o seu escritório – onde, diga-se de passagem estou sozinha neste momento escrevendo este post – porque pela localização, meu apartamento é uma das poucas áreas sem wireless em toda a pousada.

Boas-vindas na Pousada Cacimba de Pedra
A mesma hospitalidade encontramos no complexo Cacimba de Pedra – Reino Selvagem, uma fazenda transformada em pousada, turismo rural, criação de Jacaré-do-Pantanal Precoce e pecuária orgânica, negócio tocado em família pelo casal Rosaura e Gerson Bjueno Zahdi.

O casal Rosaura e Gerson Bjueno Zahdi
As instalações e a gastronomia são impecáveis, mas vá sem pressa, porque cada trecho do tour – com direito a visita ao criadouro de jacarés e focagem noturna, em que se pode ver espécies adultas que chegam a medir 1,80m e pesar 60kg – vem acompanhada de uma verdadeira aula de como tirar proveito – e sustento - do meio ambiente com total responsabilidade.

Nayara Lima (MGM) mostrou coragem e segurou firme um dos pequenos jacarés

O caseiro Cláudio Nascimento mostra destreza no trato com os jacarés…

… que viram mais um dos muitos produtos da Cacimba

Na focagem noturna é possível ver jacarés adultos com até 1,80m e 60kg


A prosa do sr. Gerson em cada detalhe da administração da fazenda
Para saber mais sobre a propriedade acesse WWW.cacimbadepedra.com.br.
Fátima Gatoeiro
Viagem a convite da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul
Sem comentários »Incursão pelo Pantanal
Integrando um dos grupos de operadores e jornalistas convidados pela Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul a vivenciar os atrativos do Estado antes mesmo de visitar a segunda edição do Salão do Turismo, que começa hoje e segue até domingo em Campo Grande, pude conhecer as instalações do Trem do Pantanal, ou pelo menos o vagão turístico do trem, o único que funcionou para o transporte do grupo de Campo Grande a Aquidauana. Quando na operação regular, o percurso que chega a durar mais de cinco horas prevê uma parada de Piraputanga, o que não aconteceu neste “fretamento” para convidados da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul. Desnecessário dizer que a viagem se tornou assim algo cansativa, especialmente se considerarmos que a distância entre um ponto e outro é de pouco mais de 140km; Estendendo a viagem até Miranda, que totaliza o percurso em 229km, a viagem pode durar até oito horas. Daí até Corumbá (trecho que deverá ser habilitado até 2010) serão mais 200km e espera-se que até lá já se tenha conseguido aumentar a velocidade do trem, que hoje viaja entre 25 e 30km/h, o que justifica a morosidade do trajeto.
Desativada desde 1996, a linha foi reinaugurada no último dia 08 e é a grande aposta do governo para alavancar o turismo e resgatar a cultura local. A ideia de aproveitar a presença dos operadores para fazer uma nova apresentação do produto, desta vez voltado ao trade, foi acertada, mas creio ter faltado visão por parte da organização em não incluir os vagões executivos e camarotes, o que daria uma visão mais completa da oferta, especialmente considerando a presença de buyers internacionais, habituados a esse tipo de demanda. Na classe econômica a viagem custa R$ 39 e na turística R$ 77, sendo que a diferença, nesse caso, é o serviço de bordo na segunda, já que os três vagões destinados a esses serviços, cada um com capacidade para 64 pessoas, são exatamente iguais. Já o vagão executivo acomoda até 42 pessoas e tem janelas panorâmicas, assim como o camarote, dividido em sete cabines com capacidade para oito pessoas cada um. Nestes casos a viagem custa R$ 126 e o serviço de bordo é ilimitado.

Um músico divertia o grupo durante a viagem

Olhar a paisagem pela janela no vagão do bar também era opção de passa tempo

Faixa alusiva à passagem do presidente pela cidade quando da inauguração do trem

O Morro do Chapéu, um dos cartões postais da cidade
Fátima Gatoeiro
Viagem a convite da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul
Sem comentários »Adormecer no deserto
Perdoem-me os posts emotivos, mas não será possível descrever o pôr do sol no Deserto do Atacama sem falar das emoções que tomaram conta de mim e de todo grupo. Horário: seis da tarde. Local: Salar do Atacama. Objetivo: assistir um pôr do sol à beira de um dos lagos do salar. Companhia: flamingos coloridos (além é claro de uma meia dúzia de turistas). Estava composto o cenário perfeito. Quando o sol começa a se esconder atrás das cordilheiras e vulcões, uma luz pink toma conta do salar e no espelho d’água refletem as formações que cercam o lugar.
Claro, que pôr do sol é bonito em qualquer lugar do mundo. Eu tive até um professor de fotografia na faculdade que dizia que foto bonita de pôr do sol é possível fazer até com uma máquina descartável. Concordo. Mas vivenciar o pôr do sol no salar superou qualquer regra. O incrível dos passeios aqui no Deserto do Atacama é que existe todo um conteúdo histórico, cultural e científico que complementam as belezas naturais. Assistir a um pôr do sol, pisando em um solo feito totalmente de sal, próximo a um lago cheio de flamingos que sobrevivem em meio às dificuldades de um deserto e ainda presenciar um silêncio sem igual é para ficar registrado na memória, no coração e na alma de qualquer pessoa.
O Salar do Atacama faz parte da Reserva Nacional Los Flamencos, a única do Deserto do Atacama. O salar fica exatamente entre a Cordilheira de la Sal e os diversos vulcões que tomam a região. O solo, formado por duros cristais de sal, tem um tom amarelado que contrasta com a luz solar e com a tonalidade rosada da areia do deserto. O local vale uma visita pela beleza natural e curiosidade geográfica. Se for perto das seis da tarde, vale ainda pela emoção e beleza profunda que o pôr do sol proporciona aos turistas.

Curtindo o cenário e o momento

Marjori Schroeder
1 comentário »Despertar no deserto
As primeiras sensações de uma viagem são normalmente as que não apagamos nunca mais de nossas mentes. Os olhos arregalados e a respiração presa, sensações até um pouco infantis, foram as minhas reações hoje de manhã ao despertar no Deserto do Atacama, no Chile. Sensacional, fantástico, simplesmente incrível. Essas são as palavras que me vieram à mente quando acordei e cai na realidade do que é este lugar. Se já não bastasse a sensação alucinante que tive ontem ao pousar em um deserto, no final do dia, com uma luz vermelha sensacional, hoje muitas outras impressões maravilhosas me levaram a creer que este destino é algo mágico.

Parte da paisagem que se tem do hotel Tierra Atacama
Abrir a cortina do apartamento e se deparar com um cenário de cordilheiras, vulcões e uma planície rosada e seca é um privilégio imensurável. Estamos hospedados no luxuoso hotel Tierra Atacama, que fica em San Pedro de Atacama, que não apenas oferece aos hóspedes um serviço e infraestrutura impecáveis, como está em uma localização ideal para quem quer contemplar paisagens e cenários de babar.
Nosso primeiro dia no deserto foi cheio de surpresas e momentos marcantes. A começar pelo Valle de la Luna, com formações geográficas que mesclam dunas, cavernas, morros e muralhas de sal. Vou confessar que quando partimos para o primeiro passeio da viagem tive a sensação de que iríamos ver paisagens incríveis, mas que não seriam mais surpresas. Engano feio. Todos os cantos e esquinas do caminho formado por erosões antigas causadas pelas águas - que já cortaram este deserto há milhares de anos - revelam uma grata surpresa aos visitantes. A Grand Duna, que faz parte do Valle de la Luna também vale cada passo da caminhada ao seu cume.

Abaixo e acima, Grand Duna no Valle de La Luna

Depois mais uma “paulada” de belezas no Valle de la Muerte, que devido aos seus precipícios e caminhos estreitos ganhou o nome e a fama.
A paisagem monocromática do deserto, o clima seco, a altitude de tirar o ar, as mudanças bruscas de temperatura me pareciam antes de chegar aqui serem as desvantagens do destino. Mais um engano grave. Tudo isso cria uma atmosfera encantadora e inesquecível.

Turistas exploram o deserto de bicicleta

Existem animais (acima) e água (abaixo ) no deserto, mas são raros…

Marjori Schroeder
Sem comentários »








