Prédio ícone da hotelaria carioca entra em nova fase

Copacabana começou o mês de maio com uma importante novidade para a hotelaria carioca: foi inaugurado no dia 3, quarta-feira passada, o mais novo hotel da rede americana Hilton. É o centésimo do grupo em toda a América Latina, com um total de aproximadamente 17 mil quartos distribuídos por nove marcas na região.

Coleção de cartões-postais cariocas vistos do novo Hilton Copa / Foto de divulgação

O Hilton Rio de Janeiro Copacabana ocupa um prédio ícone da hotelaria no bairro: uma torre de 39 andares na esquina das avenidas Atlântica e Princesa Isabel. Projetado por Paulo Casé, o edifício mais alto de Copacabana foi inaugurado em 1975. Ao longo de três décadas, abrigou o Méridien, famoso pela cascata de fogos de artifício durante o réveillon, nas décadas de 1980 e 1990, e pelo restaurante Le Saint-Honoré, no 37º andar, durante alguns anos comandado pelo então jovem chef Laurent Suaudeau, hoje em São Paulo. No início deste século, os fogos foram proibidos. Anos depois, o grupo espanhol Iberostar assumiu o hotel. Mais recentemente, funcionava como Windsor Atlântica.

A piscina e o oceano / Foto de divulgação

Com 545 quartos, o hotel não fechou um único dia durante a fase de transição. Quem chegou na última semana de abril e saiu na primeira semana de maio fez check-in no Windsor e check-out no Hilton. O letreiro na fachada foi trocado durante o fim de semana que antecedeu a inauguração. Por enquanto, além do nome, pouco mudou. O hotel foi renovado em 2011 pela rede Windsor e as novas modificações serão feitas aos poucos. É o segundo Hilton no Rio. O Hilton Barra foi inaugurado há dois anos.

O célebre calçadão de Copa e funcionários do 100º Hilton na América Latina / Foto de divulgação

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Outra novidade para quem se interessa por hotelaria de luxo: comecei há alguns dias um perfil no Instagram com mais três jornalistas especializados em viagens, turismo e lifestyle. É o @HotelInspectors.  A ideia é reunir fotos & dicas de hotéis bacanas que visitamos.

E continuo postando minhas andanças pelo Rio e o mundo no @CarlaLencastre e no @OOlharNomade. Nas próximas semanas vai ter África do Sul, Região Serrana do Estado do Rio, Estados Unidos… Muitos bons programas e novidades a caminho.

Vai ser uma honra se você também me acompanhar por lá!

Vista noturna da piscina na inauguração do Hilton Copa / Foto @HotelInspectors
As pérolas do colar da princesinha do mar vistas da piscina / Foto @CarlaLencastre

Um bonde chamado Colombo

Vitrais franceses, espelhos belgas, mármores italiano: o tempo passa, mas a Belle Époque persiste na centenária e deslumbrante Colombo. E a mais famosa confeitaria do Rio, no Centro da cidade, agora tem um ponto de bonde para chamar de seu. É o moderno Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) levando a uma viagem ao passado.

O movimentado salão principal da centenária Confeitaria Colombo / Foto de Carla Lencastre (a imagem em destaque no alto é de divulgação/Wagner Pinheiro)

Inaugurada semana passada, a segunda linha do bonde carioca liga a Praça XV (uma das pontas do Boulevard Olímpico) à Saara, uma área tradicional de comércio popular. Por enquanto, há quatro paradas na Linha 2 do VLT: Praça XV, Colombo, Praça Tiradentes e Saara. Como o nome indica, o ponto Colombo fica na esquina da confeitaria, na Rua Sete de Setembro com Gonçalves Dias.

A bela claraboia / Foto de Carla Lencastre

No final do ano passado, os 122 anos da Colombo foram comemorados com uma reforma da fachada histórica, que recuperou as cores originais. Do lado de dentro, a decoração segue como antigamente. O ponto central é a claraboia e seu lindo vitral. Mas não olhe apenas para cima, porque o piso também é muito bonito. Entre um e outro, encontram-se imensos armários em jacarandá com portas envidraçadas, cadeirinhas de palhinha, doces e salgados, latas de biscoitos e bolos. Tudo refletido pelos enormes espelhos de cristal.

A fachada restaurada ano passado / Foto de divulgação

Há um restaurante no mezzanino. Mas a minha sugestão é uma mesa no café, no térreo, que serve refeições leves como saladas e sanduíches. Além, claro, de todos os doces e salgados que fazem a fama do lugar. Quase sempre há fila para entrar, e a Colombo é especialmente concorrida no horário do almoço. Mas a rotatividade também é grande. Ou seja, a fila anda rápido. Para quem não estiver com pressa, uma vez lá dentro fica-se o tempo que quiser, como em um café parisiense. Dá para repetir o café ou chá, pedir mais uma cerveja ou uma taça de espumante. A Colombo convida ao lento passar dar horas.

Semana passada, aproveitei para conhecer o percurso da linha nova do VLT e apresentar a confeitaria para uma amiga querida de férias no Rio. Passamos algumas horas no café botando o papo em dia. O serviço foi gentil o tempo todo, mesmo com o movimento intenso.

Detalhes da Colombo / Fotos de Carla Lencastre

A confeitaria acaba de abrir uma loja no setor de embarque internacional do Aeroporto do Galeão na qual reproduz parte de sua decoração, com uma réplica do vitral do teto e as mesas e cadeiras. Tem também uma filial no Forte de Copacabana, onde a maior atração é a vista para o oceano.

A entrada da Colombo, na Rua Gonçalves Dias / Foto de Carla Lencastre

Serviço. A Confeitaria Colombo fica no número 32 na Rua Gonçalves Dias, uma estreita transversal da Sete de Setembro, a rua que liga as praças XV e Tiradentes. A parada Sete de Setembro da Linha 1 do VLT também fica perto da confeitaria. Para quem chega de metrô, a estação mais perto é a Carioca. A Colombo abre de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. Aos sábados, fecha às 17h. Telefone +21 2505-1500.

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