CIAS. AÉREAS DE OLHO NO RIO

Natural que todos os olhos estejam voltados pro Rio de Janeiro, das agências de publicidade, das construtoras, dos restaurantes, das redes hoteleiras, entre outros negócios e empreendimentos de turismo e de outros setores.

Mas são as cias. aéreas internacionais que, pela natureza de sua atividade, precisam antecipar movimentos estratégicos (pois demoram algum tempo a trazer resultados), que tem surpreendido o mercado com a iniciativa de marcar território na cidade.

Bem ao contrário do que era comum no passado, quando uma cia. aérea costumava amargar uma ou mais rotas deficitárias por meses ou anos, atualmente os voos “batendo lata” não se sustentam por tanto tempo e são rapidamente suspensos.

Na outra ponta, reativar uma rota internacional é sinal claro de proporcional retomada do potencial econômico da cidade e/ou de sua esperada capacidade de crescimento no curto prazo e denota credulidade, velocidade de reação e arrojo comercial.

Por isso, gostei de conversar com Peter Hartman, Presidente e CEO da KLM, em visita ao Rio de Janeiro para relançar o voo Rio – Amsterdã.

“A KLM voa para o Rio de Janeiro há mais de 65 anos e, através da Air France, nunca deixou de voar”, apregoou aos agentes de viagens presentes ao evento no Jockey Club, na Gávea.

Com 40 anos de KLM, Peter, engenheiro mecânico apaixonado por aviação, garantiu que a fusão com a Air France trouxe o que há de melhor das duas empresas para uma mesma cia. aérea, que manteve os dois nomes e as duas culturas, mas somou experiências distintas.

“Acredito que, no futuro, existam somente 3 ou 4 cias. aéreas globais”, comentou. “O desejo dos consumidores é que pressiona a fusão de cias. aéreas”, garantiu-me ele.

Sobre o atual momento positivo no Brasil e, em especial, no Rio de Janeiro, a abordagem se refere mais à taxa de crescimento da economia do que ao tamanho da economia em si.

Afinal, de que adianta uma grande economia estagnada?

O investimento procura oportunidades, e elas só existem onde há crescimento econômico com distribuição de renda, que gera a entrada de novos consumidores, ativo precioso no tabuleiro macroeconômico.

Neste momento, esta conjunção de fatores só está acontecendo no Brasil e em mais meia dúzia de países no mundo, mas nenhum desses outros tem uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos nos próximos 5 anos…

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Luís Vabo

Entusiasta da inovação, do empreendedorismo e da alta performance, adepto da vida saudável, dos amigos e da família, obstinado, voluntário, esportista, apaixonado e exagerado. Sócio e Presidente do Reserve 💲 Sócio da Solid ✈️ Sócio da MyView 🚁 VP da Abracorp VP da ABAV Nacional

5 thoughts on “CIAS. AÉREAS DE OLHO NO RIO

  1. Prezado Vabo,

    Com o concreto momento que o Rio tem na sua proa, e some-se de uns tres anos para ca, nada mais oportuno que a cidade possa favorecer-se desse movimento que atrai as cias aereas estrangeiras — e a TAM informa que continua investindo nesse novo hub que adotou.

    Claro que a Copa e a Olimpiada sao vitrines unicas para ‘eternizar’ o momento, mas a economia em si (petroleo a frente) e o destino, sempre em dia como primeira opcao, adicionam mais interesses para consolidar a cidade como porto de entrada no Brasil.

    Mr. Peter ensina o que se aprendeu a partir da UE: a BA ‘desprezou’ a KLM, quando poderia ter-se juntado a ela; os franceses, “sempre eles”, diriam os ingleses, viram a oportunidade e a concretizaram; a gigante LH foi atras com congeneres menores; tempos depois, muitos balancos com turbulencia (sem trocadilho…), a BA acordou e uniu-se a IB.

    Vejam o que ocorreu (e ocorre) nos USA e mundo afora — ai no Brasil, por exemplo, a LAN compra a TAM, a GOL compra WEBJET e seguira comprando… podera o pais terminar com duas grandes domesticas e duas regionais em code share. Pode parecer pouco para um Brasil tao grande, mas nos ricos continentes sera assim.

    Voltando ao Rio, objeto do comentario, ora-se para que os gestores em geral facam a sua parte — e o GIG possa estar em condicoes de receber esses novos voos internacionais. Nao importam os problemas internos que essas obras trarao aos cidadaos e contribuintes, caso de policia, mas deve-se ao menos facilitar que esta investindo na cidade.

    Fique com meu abraco e, se for pouco!, com a Bencaos do Senhor…

    Marcos Estevao Vajas Hernandez
    Manchester-UK + 44 79 7973.3380

    1. MEVH,

      Muito boa análise.

      Não podemos esquecer da origem estatal da Air France, bem como da Alitalia, também parceira AF-KLM.

      Não há mesmo dúvida quanto à tendência à consolidação da aviação, mas imaginar apenas 3 ou 4 cias. aéreas globais, demonstra uma crença muito forte neste modelo.

      Será que esta crença considera as gigantes aéreas chinesas? E as norteamericanas? E a sulamericana?

      Tem muita água pra rolar ou melhor, muita milhagem pra voar neste assunto…

      []’s

      Luís Vabo

  2. Caro Luis
    bom dia
    Pois é, o Rio é a bola da vez novamente, espaço que estava decaindo e muito, se houvesse inteligencia e boa administração, não deveria ser necessário que 2 eventos da magnitude da Copa e Olimpiadas fossem o mote para que a cidade “simbolo” despertasse para por ordem na casa, e criar condições competitivas e atrativas para trazer mais turistas.
    Talvez voce ainda era muito novo, mas eu me lembro muito bem, de um tempo em que o Rio era o polo mais importante de entrada no Brasil pelas cias aéreas da época. Inumeras foram as vezes que quase todos os voos internacionais tinham como destino/partida e nós que tinhamos destinos e retornos internacionais, sempre tinhamos o trastorno de fazer conexão no Rio de Janeiro, e São Paulo em pouco tempo inverteu essa ordem passando a ser o centro dos destinos e partidas.
    O que de certa forma, assusta e diria perigoso são as situações de falta de maior competitividade e a caminho de monopolios, sendo o Brasil com dimensões continentais não é aceitavel, termos somente 2 empresas areas que dominam os espaços aéreos da nação.
    Com a “venda” da Tam para a Lan, teremos apenas a Gol totalmente nacional, e isso não é bom.
    As guerras tarifárias e canais de vendas, deveriam ser um procedimento de competitividade saudavel para todos e não um turbilhão de complexidade, que nos coloca (nós agentes de viagens) a matar um leão por dia para sobreviver.
    O que eu pessoalmente (antigo) sempre luto com todas as forças, é exigir o RESPEITO a nossa profissão e não sermos alvos de abusos, mas para isso também é necessário que UNIÃO de classe não deveria ser da forma que se apresenta, todos pisando em todos.
    Gostaria de dissertar mais a respeito, mas fico por aqui
    Tenha um otimo final de semana

  3. Boa tarde, Rocco,

    Muitas são as variáveis que levaram o Rio de Janeiro ao estado de penúria econômica, social e política nas últimas 3 décadas.

    Matutando sobre isso, penso que foram 2 os motivos fundamentais para que o Rio sobrevivesse a tanto tempo de descaso: a geografia da cidade e o temperamento de seu povo.

    Graças ao espírito do carioca e às belezas naturais da cidade (2 itens abençoados por Deus e bonitos por natureza), a cidade-símbolo de nosso país reúne condições de ressurgir com força, após os próximos 4 ou 5 anos de investimenos, que ainda estão iniciando.

    Lembro perfeitamente quando o Rio de Janeiro era o principal “hub” internacional (você bem sabe a minha idade) e acho natural que São Paulo, pela sua pujança econômica e motor do país, tenha conquistado este justo direito.

    Quanto ao respeito à nossa profissão, comungo de sua opinião de que a classe dos agente de viagens deve ser mais unida, da mesma forma que penso que o forum para batalhar esta união sejam as associações de classe, uma das quais você acaba de associar-se.

    Espero encontrá-lo lá, para defendermos os nossos pontos de vista.

    []’s

    Luís Vabo

  4. carissimo…em replica
    “bonito por natureza” e abençoado por Deus cantado em todo o universo, o carioca de modo geral, ofendeu a Deus tornando o Rio no que vemos todos os dias nos noticiarios, embora eu more em SP aquela sede de ver aquilo que costumava ouvir …e o Rio continua lindo……..acabou se tornando e o Rio que permaneça distante, e se outras mentes pensam como eu, é uma lastima.
    Também a forma como somente o lado negativo é veiculado no exterior, piora ainda mais os esforços de conquistar o turista estrangeiro que acaba ficando temeroso e de se aventurar nesse destino.
    Mesmo que não tenhamos terremotos, tsunamis, terrorismo….temos o que é de mais nocivo “falta de segurança”…com tantos e tantos bilhões chegando a trilhões de impostos, temos precariedade em segurança, saude e educação.
    Vivem se degladiando em aprovar + um imposto para nós, porque não utilizam dinheiro do PRÉ-SAL que não é pouco e até pouco tempo atrás nem se aventava nessa descoberta.
    Comentando a respeito de entidades, eu me transformei num cético, fundamentalmente elas deveriam existir para reagir, atuar, protestar contra muito desaforo que temos que engulir goela abaixo, mas mesmo assim as forças não são suficientes para superar os imperadores (cias.aéreas e outros).
    Estou na rota descendente caro Luis, e já sem as forças de antigamente para lutar com esses cenários, estou deixando para os mais jovens que enfrentem o que está presente e o que há por vir.
    forte abraço a voce e Solange

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