A coisa está ficando cada vez mais estranha, as pessoas gastam uma boa parte de seu tempo interagindo, freneticamente, com seu smartphone ou tablet, de um jeito que lembra um comportamento doentio (ok, não me excluo).
Provavelmente, nestes tempos de comunicação desenfreada e ilimitada, alguém já terá dito algo parecido, mas as melhores invenções da humanidade, para cada uma de nossas demandas relacionadas ao tempo, continuam sendo as mesmas de sempre, simploriamente banais, independentemente da forma (analógica ou digital, não importa) como algumas são consumidas.
Enfim, ainda não se inventou nada melhor para:
– Passar o tempo: música
– Viajar no tempo: foto
– Curtir o tempo: livro
– Esticar o tempo: conversa
– Parar o tempo: beijo
– Desfrutar do tempo: passeio
– Aproveitar o tempo: viagem
– Otimizar o tempo: academia
– Organizar o tempo: agenda
– Valorizar o tempo: estudo
– Ganhar tempo: trabalho
– Perder tempo: rede social
O fato é que todos nós perdemos boa parte de nosso tempo navegando e interagindo com sites de relacionamento social, não com pessoas, mas com algoritmos que gerenciam o quê, quando, como (de que forma, com que frequência, de que maneira, com qual intensidade e até com ou sem emoção etc.) nós nos comunicamos com as outras pessoas, tão ou mais dependentes do que se convencionou chamar rede social (a TV da atualidade, o rádio de muito antigamente).
Mas a maior parte do que se escreve, do que se posta, do que se cola, do que se repete, do que se informa nas redes sociais, é mesmo aquilo que os ingleses e americanos chamam candidamente “bullshit”, ou seja são cascatas, mentiras deslavadas, fotos maquiadas, fatos inventados, exageros, falsas verdades, marketing pessoal sem o Conar para autorregular…
Ou, como diria o Sidney Lima Filho, citando Ralph Waldo Emerson, “Suas atitudes falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você diz”…
Blogueiro há mais de 5 anos, já postei mais de 480 textos aqui no Panrotas, não simplesmente porque gosto do ato de escrever, mas sim porque gosto das palavras como forma de expressão, mas o que amo e valorizo mesmo são atitudes, que sempre significam mais do que qualquer palavra, seja falada, escrita ou postada.
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