Clientes e fornecedores juntos em uma mesma associação: é possível

O termo “associação” remete a um grupo de associados com temas, opiniões ou interesses comuns. Por isso, existem muitas associações no mercado de turismo brasileiro, pois são muitos os temas, diversas as opiniões e variados os interesses.

Mas existem associações que, sem conflitar com essas 3 variáveis incontroláveis, conseguem reunir clientes de todo porte e fornecedores de todo tipo, com um mesmo cunho associativo. A ABGEV é uma delas.

Na 3a. feira 20/04, protagonizei uma experiência interessante durante a eleição da diretoria e conselho da ABGEV para o biênio 2010/2012. Fiquei feliz por ter vencido uma eleição com todos os requisitos de uma votação: candidatos, plataformas, cédulas, mesários, auditoria, imprensa e eleitores, entre clientes e fornecedores.

Para o conselho, o resultado final indicou 5 clientes e 3 fornecedores, como prevê o estatuto, com conselheiros oriundos de 3 estados da federação, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, confirmando a abrangência de uma associação brasileira.

Durante o processo de votação e apuração, fiquei refletindo em como a ABGEV conseguiu, ao longo desses 7 anos, manter-se neutra, mesmo trabalhando entre tantos temas, opiniões e interesses de tão diferentes associados.

Penso que a resposta está numa 4a. variável, que está acima das demais, que são os objetivos (ou metas) da associação. Independentemente de serem clientes ou fornecedores, os associados da ABGEV tem objetivos comuns e este simples fato é o que a torna bem sucedida.

Para conhecer esses objetivos, basta acessar o Portal da ABGEV ou consultar abgev@abgev.org.br. Quem sabe, você ou sua empresa também compartilham esses objetivos?

Botafogo campeão prova que a motivação leva à superação

Pouco se pode esperar de uma equipe de futebol, com um elenco considerado apenas razoável pelos críticos e que, no início de um disputado campeonato, perde um jogo por 6 a 0, para uma outra equipe que não constava sequer entre as favoritas ao título.

Dizem que determinadas coisas só acontecem ao Botafogo, o que confirma o que aconteceu no campeonato carioca de 2010. A mesmíssima equipe que sofreu a humilhante derrota para o Vasco, chegou ao título sem sequer precisar disputar as finais, ao ser campeã dos dois turnos, da Taça Guanabara e da Taça Rio.

Sem deixar dúvidas quanto à sua supremacia como equipe, o Botafogo literalmente ressurgiu das cinzas (e jogou fora as malditas camisas da mesma cor) para uma vitória final, que só não foi surpreendente para quem acompanhou o trabalho do maior responsável por este verdadeiro voo da fênix: o líder do grupo.

O técnico fez a diferença. Com a mesma equipe, sem solicitar sequer um único reforço, Joel Santana soube motivar o grupo e fazer com que Loco Abreu e Herrera superassem Adriano e Vagner Love, e o goleiro Jefferson fosse um gigante em relação ao festejado Bruno, da equipe adversária.

Eles foram importantes, mas não foram decisivos. Decisivo foi o conjunto, o grupo bem orientado, estimulado, motivado, verdadeiramente inspirado por um líder único, alguém capaz de “tirar leite de pedra”.

Mais um caso em que a motivação do grupo levou à superação individual.

Empreendedorismo (1)

A criatividade e o espírito empreendedor do brasileiro me impressionam cada vez mais. Basta observar as iniciativas que pipocam, de tempos em tempos, no mercado de turismo. Tão logo é identificada uma nova demanda, surge um meio mais eficaz para se distribuir o produto ou serviço demandado.

Um serviço que sempre enfrentou resistência para ser distribuído pelas agências de viagens, a não ser aquelas especializadas no segmento, tem sido a venda de passagens rodoviárias. Com a internet, algumas ideias começaram a surgir, desenvolvidas por empresas independentes ou vinculadas às transportadoras rodoviárias tradicionais.

Chamou-me a atenção o Webpassagens, lançado no final de março e anunciado no Panrotas, como primeiro portal consolidador de vendas de passagens rodoviárias do Brasil e que já nasceu integrando o conteúdo de sete transportadoras rodoviárias, entre elas a Útil, a Cometa e a 1001.

Num mercado em que consolida-se de tudo via web, como passagens aéreas, reservas hoteleiras, locação de carros etc, consolidar passagem rodoviária online chega a ser um tanto óbvio, se considerarmos este gigantesco mercado. Apesar disso, até onde sei, ninguém ainda havia apresentado um serviço online de qualidade nesta área, com poder de aderência suficiente para atrair tanto os passageiros usuários quanto os agentes de viagens.

Navegando no Webpassagens, percebe-se facilmente que existe ali a experiência de análise do negócio passagens aéreas. O motor certamente foi concebido tomando como referência o mercado de transporte aéreo, incluindo disponibilidade, tarifação, mapa de assento (neste caso, de ônibus), reserva e emissão da passagem.

Tão logo a operadora responsável por este produto lance o portal específico para os agentes de viagens, prometido para as próximas semanas, será mais um serviço a ser oferecido ao cliente da agência, seja para viagem de turismo ou corporativa. Falta agora (1) conhecer a política comercial para a remuneração do agente e (2) saber se os preços via agência de viagens serão iguais aos da compra direta pelo Webpassagens.

O sucesso da distribuição deste novo serviço pela imensa rede de agências de viagens talvez resida nas respostas a estas 2 perguntas.