SAÚDE E BUSCA DA FELICIDADE

Após assistir a palestra do Marcio Atalla durante o LACTE9, andei revisitando o assunto “saúde, boa forma e qualidade de vida” e encontrei, entre diversos outros bons autores, um texto simples, objetivo e direto do Dr. Fernando Lucchese, cirurgião cardiovascular gaúcho, especialista com centenas de trabalhos publicados.

Assim nos ensina o Dr. Lucchese:

Saúde é o bem-estar:
– físico
– mental
– psíquico
– familiar
– financeiro
– profissional
– ambiental
– espiritual

São as doenças da alma que causam doenças no corpo, incluindo o trio maléfico:
– raiva
– inveja
– vaidade

De todas as mortes, 70% ocorrem por:
– infarto
– acidentes cerebrais
– câncer

Os quais são provocados:
– pelo que comemos e bebemos
– pelas emoções
– pela genética
– pelo ar que respiramos

São 4 os macro-fatores que prolongam a vida (como também nos ensinou o Marcio Atalla):
– assistência médica = 10%
– genética = 17%
– meio ambiente = 20%
– estilo de vida = 53%

Estilo de vida é a gestão do prazer e da felicidade e a maior parte das atitudes para melhorar seu estilo de vida dependem somente de decisão e gerenciamento, não de dinheiro.

Os 5 fatores que afetam a felicidade, não necessariamente nesta ordem:
– família
– saúde
– trabalho
– amigos
– dinheiro

Nos séculos 18 e 19 a motivação principal do trabalho era a satisfação do dever cumprido e dinheiro vinha em segundo lugar. No século 20 o dinheiro torna-se o maior motivador do trabalho. No século 21 o dinheiro retorna ao segundo lugar.

Trabalho não mata. O que mata é a forma como o encaramos.

A comparação entre o poder aquisitivo das pessoas é que sempre produziu a sensação de infelicidade, fato agravado com a disseminação da TV e, mais recentemente, da internet, que também geram o consumismo que aumenta ainda mais a insatisfação, num tremendo círculo vicioso.

Há duas maneiras de ser rico: possuir muito ou contentar-se com o que se tem, pois se estou feliz com o pouco que tenho, então sou rico…

O sucesso de uma empresa não se mede só pelo balanço, mas principalmente  pelo índice de satisfação de patrões e empregados. Felicidade faz bem para o patrão e para o empregado, porque pessoas felizes são mais criativas e mais produtivas.

A busca da felicidade é o único compromisso do ser humano com a vida.

Será possível programar a felicidade? Sim, minimizando os aspectos negativos da vida e focando só o lado positivo.

Mas, quem consegue?

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SOBRE FOCO E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Estava lendo uma matéria d’O Globo, que ainda recebo em papel nos finais de semana, sobre o novo livro do Daniel Goleman, autor de “Inteligência Emocional”, que há 20 anos influencia o RH (ok, a Gestão de Pessoas) das empresas em todo o mundo.

Diferentemente da expressão cunhada para o título deste “best read” de 2 décadas atrás, o novo livro chama-se simplesmente “Foco”, cuja resenha e entrevista no caderno Boa Chance d’O Globo, apontam conceitos bem parecidos com os que levantamos em post aqui mesmo no Blog Distribuindo Viagens, em 08/12/2010, intitulado: GERAÇÃO 3D: DISPERSA, DESFOCADA E DISTRAÍDA

Naquela oportunidade, há pouco mais de 3 anos, eu comecei a perceber o fenômeno, que hoje agravou-se e tende a se tornar padrão de comportamento, mas o fato é que uma pessoa a quem atribui-se a alcunha de “multi-tarefa” não faz várias coisas ao mesmo tempo, mas um pouco de cada, com múltiplas interrupções e nenhum foco ou profundidade.

Curiosamente, o Fantástico de domingo passado apresentou matéria sobre uma pesquisa científica a respeito da (in)capacidade do ser humano em fazer bem mais de uma coisa ao mesmo tempo, testando coisas simples do cotidiano, como dirigir e falar ao celular ou dirigir e fazer contas bem simples.

O resultado é surpreendente (ou nem tanto), algo como “O cérebro humano é incapaz de dedicar-se, com qualidade, a mais de uma atividade simultaneamente !”

Ou seja, não é exclusividade da geração Y o fato de pular de um assunto ao outro, com deficit de atenção e incapacidade de concentração, fundamentais a uma análise crítica ou produção criativa, impedindo-o de aprofundar-se nos assuntos e de prestar atenção em qualquer coisa por mais do que 5 minutos.

Considerando a lentidão da evolução humana, seguramente essa habilidade não estará desenvolvida nesta ou na próxima geração.

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FRASES DO LACTE 9

Um LACTE 9 impecável, mas até aí não há novidade, pois todos foram.

Nossa equipe da ALAGEV não relaxa e Paulo Amorim segurou muito bem o rojão, com brilho e elegância.

Algumas frases que ouvi (ou li) e que suscitam pensamentos e dúvidas:

“Há vida após a Copa”, Viviânne Martins, sobre a expectativa de todos sobre o que acontecerá durante a Copa.

“Estamos felizes de liderar o corporativo da Abracorp”, Paulo Kakinoff, sobre os números divulgados pela Abracorp, em que a GOL ultrapassou pela primeira vez a TAM em TKTs emitidos, durante o primeiro semestre de 2013.

“Estamos felizes de liderar o corporativo da Abracorp”, Cláudia Sender, sobre os números divulgados pela Abracorp, em que a TAM retomou a liderança, segundo a medição do ano de 2013.

“A principal porta de entrada dos “hackers” é o comportamento inseguro do usuário”, Tadeu Cunha, sobre as fraudes com emissão de bilhetes, que chegaram ao mercado corporativo em 2013.

“Uma das características que marcam o exteligente, de modo geral, é o déficit de atenção”, Fernando Kimura, resgatando toda a Geração 3D: Dispersa, Desfocada e Distraída.

“Hoje o executivo não quer mais viajar. Os aeroportos estão lotados, eu levei duas horas do aeroporto até meu hotel…”, Greeley Koch, sobre o foco que deve ser dado ao viajante corporativo.

“O executivo jovem percebeu lacunas nas políticas de viagens e partiu para o open booking”, Rubens Schwartzmann, interpretando bem a sua própria geração.

“Não serei candidata a reeleição na Alagev”, Viviânne Martins, sobre as próximas eleições em 22 de abril.

E o ano está só começando…!!

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