Novos perfis de turistas exigem mudança de estratégia

Empresas e destinos estão revendo suas estratégias em função de uma das maiores tendências do turismo atual: a fragmentação dos tipos de turistas, que formam nichos cada vez mais específicos. Vejam os 10 perfis principais divulgados em uma reportagem na Espanha. Já falamos de alguns deles aqui no blog.
1 – Animal de estimação e seu dono – sendo que o animal é o protagonista da viagem, determinando o destino, hotel escolhido e transporte. Obs.: a foto acima é do tratamento VIP oferecido pela Pet Nanny na Sit ‘n Stay Global (jatos privados).

2 – Grupos de Mulheres – Mulheres querem viver momentos únicos, buscando outras mulheres que compartilham com elas sua cultura, sua experiência e suas vidas diárias. Com nível sócio econômico médio alto, a média de idade é 45 anos. Já falei aqui sobre o incrível Segmento das mulheres solteiras.

3 – Millenials (nunca sem seus smartphones) – procurando velocidade e imediatismo, vivem em um mundo interligado, tecnológico e global. Procuram informações em real time, fazem comentários, checam 10 sites antes de reservar, querem experiências locais e exigem acesso wi-fi gratuito e de alta qualidade.  Leia aqui o post da Carta de um Y para os Hotéis.

4 – O Novo Luxo  – uma classe emergente relativamente jovem está mudando as expectativas do segmento. Eles são informais, podem caminhar pelo hotel de maiô, e não querem 4 pessoas ao redor esperando o lenço cair. Entretanto, quando solicitam um serviço, deve ser impecável. Leia o post anterior O Viajante de Luxo fica mais Jovem.

5 – Turismo Halalturistas muçulmanos desperta cada vez mais interesse da indústria do turismo a nível mundial. Só na Europa, vivem cerca de 14,2 milhões de muçulmanos, que engrossam a fatia do potencial turismo islâmico ou “halal” (que significa “permitido” em árabe).

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6 – Crianças com a família – O conceito “crianças livres” tem ganhado força, e hotéis temáticos com personagens de contos de fadas, menus infantis, entretenimento projetado especialmente para menores, lâminas de água nas piscinas, mini club, e locais diversos, tem se esforçado para criar um produto diferenciado para este público. Muitas marcas no turismo, incluindo destinos e cias.aéreas, estão empenhados em conquistar uma imagem “familiar”.

7 – Tia com sobrinhos Conhecidas como PANK (Professional Aunt, No Kids), essas mulheres são profissionais sem filhos, mas que viajam com seus sobrinhos. O crescimento desse grupo é tão grande, que está se tornando um nicho de mercado, especialmente nos EUA. E a Europa tem potencial: cerca de 20% das mulheres em idade fértil não são mães.
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8 Viagem de negócios estendida – Na Europa, profissionais passam 25% do seu tempo viajando.44% deles incorporam experiências de lazer. Hotéis com cozinha, quartos mais amplos e muitos outros detalhes, estão fazendo a diferença para conquistar esse viajante.

9 – Solteiros  – Quase 1 em cada 4 homens com idades entre 40 a 44 vivem sozinhos, Estima-se que o número total de singles (solteiros, viúvos, separados ou divorciados) é de cerca de 8,5 milhões, entre 25 e 65 anos, tendo em conta aqueles que vivem com suas famílias. As novas tecnologias têm um papel fundamental na criação de produtos e serviços específicos para este segmento.

10 Famílias monoparentaisUma mudança sociológica importante nos últimos anos tem sido o aumento de famílias monoparentais (um adulto com crianças). Só na Espanha, são mais de 1,7 milhões de famílias monoparentais. Importante a criação de produtos e serviços onde 2 adultos não sejam necessários.

Seu negócio (ou destino) está preparado para os novos nichos de viajantes?

 

Abertura leva o primeiro cartão vermelho da Copa

Tenho sérias ressalvas sobre a Copa no Brasil, mas realmente estava empolgada para assistir a festa de abertura. Não tinha o peso de uma abertura de Olimpíadas, mas os tópicos eram Futebol e comemoração…íamos arrasar!

Quem trabalha com marketing sabe que uma marca deve ser construída com sólidas “reasons to believe”. E por isso mesmo eu estava tranquila, pois não faltam razões para acreditar no sucesso da nossa festa.

Afinal, temos Débora Colker, Rosa Magalhães, Rodrigo Pederneiras, Paulo Barros, temos Parintins e Carnaval, temos música empolgante, energia contagiante, natureza exuberante, e o povo mais alegre do mundo.

Por tudo isso, fiquei esperando o ápice, a surpresa, a explosão de cores e de alegria a qualquer momento.

E acreditem, minha esperança continuou firme, mesmo durante o incômodo de ver o tapete enrugado, a falta de sincronismo nas coreografias, as luzes apagando, os míseros 3 segundos dados ao incrível exoesqueleto, a Cláudia Leite “descendo até o chão” (Oi?), o palco da Jennifer Lopez emperrado.

E o tempo para retirar a bola do centro do gramado? Só conseguia pensar nos 9 minutos de montagem e desmontagem do show do intervalo do Super Bowl.

Não, essas coisas não “acontecem”, não é normal, e foi sim uma vergonha! A Fifa (responsável pelo “show”) reduziu todo nosso talento a uma piada mundial de R$ 18 milhões. Mais que imperdoável, foi incompreensível! 

Captura de Tela 2014-06-12 às 23.22.59Me projetei totalmente no papel do menino que deu cartão vermelho para todos saírem de campo!

E o Fuleco, gente? Será que desistiu da Copa e aderiu às manifestações?

E os comentários dos estrangeiros nas redes sociais?

  • “Probably saving the budget for the Olympics.” 
  • “Sniffs! This nature section was totally lifted from the Sydney 2000 opening ceremony playbook. Even the flowers look like Aussie natives.”
  • We’re listening to ambient music. It all represents the Brazilian love affair with nature. Or the Brazilian love affair with psychedelic drugs. One of the two.”

Espero que possamos comemorar a festa de encerramento na sua plenitude. Que ela seja menos bege, com menos cara de ensaio, e repleta de brasilidade, paixão, ousadia, criatividade, muito mais Brasil.

Talento temos de sobra!