Paris, Torre Eiffel

Setembro em Paris

Setembro em Paris: uma temporada de expressões culturais variadas

Paris vive uma transformação silenciosa quando setembro chega. As temperaturas ficam mais amenas, é hora de retorno às aulas, ao trabalho, à vida cultural. Os parisienses voltam das férias prontos para reocupar cafés, museus, praças e avenidas. A cidade muda de humor — e de agenda.

Setembro marca o início de um novo ciclo, e nesse ano Paris se renova com eventos que celebram arte, patrimônio, design e espiritualidade. É um mês em que ainda se aproveita a clemência climática para atividades ao ar livre, enquanto espaços históricos abrem suas portas para experiências singulares.

A seguir, os destaques da temporada.

Les Traversées du Marais — 4 a 6 de setembro

O mês começa com Les Traversées du Marais, quando diversos lugares emblemáticos do bairro abrem suas portas para encontros, performances, visitas especiais e intervenções artísticas. Museus, centros culturais e instituições históricas participam desta travessia urbana que revela o Marais sob novas perspectivas.

Paris Design Week — 10 a 19 de setembro

A Semana do Design retorna com instalações gratuitas, criações contemporâneas e propostas que transformam interiores e espaços públicos em diferentes pontos da cidade. Ateliers, galerias, concept stores e escolas de design participam desta grande vitrine criativa que marca a rentrée parisiense.

La Fête de Paris — 12 e 13 de setembro

Outro evento que merece destaque é a Fête de Paris, que celebra a história da cidade com um desfile histórico, baile popular e uma atmosfera vintage que atravessa a Idade Média, a Belle Époque e a Libertação. Uma festa aberta ao público que recria diferentes épocas da vida parisiense.

Journées Européennes du Patrimoine — 19 e 20 de setembro

Os Dias do Patrimônio abrem gratuitamente ao público diversos monumentos, edifícios prestigiosos e locais normalmente inacessíveis. É uma oportunidade anual de descobrir bastidores, arquivos, palácios, ministérios e espaços históricos que fazem parte da memória francesa.

Visita do Papa — 25 e 26 de setembro

Para encerrar o mês, Paris recebe a visita do Papa, que celebrará uma missa solene entre a Place de la Concorde e os Champs‑Élysées. Um encontro espiritual de grande dimensão, que certamente marcará este período.

Links oficiais dos eventos

Disney Princess® Cavalcade: novidade na Disneyland® Paris- Imagens Exclusivas

Disney Princess® Cavalcade é a mais nova atração do Disney Adventure World da Disneyland® Paris

Desde o dia 24 de julho de 2026, o Disney Adventure World ganhou uma nova experiência permanente: a Disney Princess® Cavalcade, um desfile interativo que acontece várias vezes ao dia ao longo das margens da Adventure Bay, o novo lago do parque. Rapunzel, Moana, Raya e Tiana — quatro heroínas conhecidas por sua coragem e determinação — lideram essa celebração inédita, cada uma em um carro alegórico criado para refletir o universo único de seus filmes.

Uma jornada convidativa

O desfile inicia seu percurso diante da futura área imersiva dedicada ao clássico O Rei Leão, segue até o The Regal View Restaurant & Lounge e retorna ao ponto de partida. No meio do trajeto, os visitantes são convidados a participar de uma sequência interativa: as Princesas descem de seus carros alegóricos para ensinar seus movimentos mais emblemáticos.

Moana apresenta passos inspirados nas danças tradicionais das Ilhas do Pacífico, enquanto Raya demonstra gestos marcados pelas artes marciais. Ao lado delas, seus companheiros de aventura convidam alguns visitantes para reproduzir a coreografia, criando um momento de alegria compartilhada e memórias inesquecíveis.

Arte, tradição e 287 horas de ensaio

A criação dessa nova experiência envolveu um ano e meio de desenvolvimento e nada menos que 287 horas de ensaio. Os carros alegóricos, figurinos e coreografias foram concebidos com atenção minuciosa aos detalhes, inspirados tanto nos filmes originais quanto nas arquiteturas e tradições das regiões que influenciaram cada história.

Os figurinos — desenhados pela equipe criativa da Disneyland Paris e confeccionados na França — refletem as paletas de cores de cada Princesa. Já os carros alegóricos, construídos por uma empresa especializada em street art baseada em Nice, transportam os visitantes para Motunui (Moana), o Heart Palace (Raya), as vibrantes ruas de Nova Orleans (Tiana) e a taverna The Snuggly Duckling (Rapunzel). Os adorados ajudantes — Heihei, Pua, Tuk Tuk, Ray e Pascal — também marcam presença em cada carro.

Um espetáculo de arte e criatividade

A dedicação das equipes da Disneyland Paris aparece em cada detalhe:

  • 120 metros de franjas foram feitos à mão para os acessórios de Moana;
  • 900 pedaços de tecido foram cortados e costurados para compor as crinas dos dragões de Raya;
  • 24 penas esculpidas e pintadas à mão decoram o cajado dos companheiros de Tiana;
  • 13 patos esculpidos adornam o carro de Rapunzel.

Disneyland® Paris Novidade no Disney Adventure: World Disney Princess® Cavalcade

Música original para marcar o ritmo

Como elemento central das histórias Disney, a música também ganha destaque. Duas canções originais foram criadas especialmente para o desfile e gravadas entre Nashville e Paris por cerca de cinquenta músicos. As composições trazem energia contagiante e letras inspiradoras, ecoando temas icônicos das Princesas Disney. Abaixo você encontra uma pequena amostra.

Minnie Mouse em nova versão

Com a chegada da Disney Princess Cavalcade, a Disney Marching Band, liderada por Minnie Mouse, encerra sua apresentação tradicional. Minnie passa a usar um figurino inspirado na era vitoriana e poderá aparecer ocasionalmente no Pavilhão Oeste para encontros exclusivos com os visitantes.

Fonte: Disneyland® Paris

Daqui, a Copa

Daqui, a Copa: futebol, política e espetáculo.

Eu pessoalmente não assisti à maioria dos jogos da Copa do Mundo. Foi uma decisão política. O Ibope é essencial para as maracutaias da FIFA, e eu simplesmente não apoio essa associação, sua maneira de proceder ou ainda, seus posicionamentos. Já não apoio a velha política do pão e circo para o povo. Menos ainda quando o torneio é parcialmente sediado pelos Estados Unidos de Donald Trump.

Não assisti assiduamente, porém fiz questão de acompanhar de perto. Pois não acompanhar seria uma forma de alienação. Afinal, trata‑se de um evento de amplitude mundial, que mobiliza culturas, economias, paixões e símbolos.

Não julgo absolutamente quem assistiu. Quem sou eu? Mesmo porque, como não vibrar com tantos momentos marcantes?

Mbappé e a recusa ética

Em minha opinião, um dos episódios mais emblemáticos foi a postura de Kylian Mbappé, que se opôs à utilização de sua imagem pela Federação Francesa de Futebol — e pela FIFA — para promover casas de apostas. Num ambiente dominado por contratos milionários, Mbappé foi uma das raras vozes a afirmar que jogadores têm responsabilidade social e que não devem ser usados para incentivar vícios que destroem vidas. Mesmo sem ser apaixonada pelo futebol, Mbappé virou meu herói quando lembrou ao mundo que futebol deve produzir consciência.

O torcedor congolês e a memória de Lumumba

Outro momento profundamente simbólico foi protagonizado por Moses Mugisha, torcedor da República Democrática do Congo. Ele tentou entrar no estádio com uma bandeira homenageando Patrice Lumumba, líder congolês assassinado em 1961, símbolo da luta anticolonial. A segurança inicialmente proibiu sua entrada, alegando “conteúdo político”. Após pressão nas redes sociais e apoio de torcedores africanos, Mugisha foi finalmente autorizado a assistir aos jogos em pé, segurando sua bandeira, como forma de respeito ao governante massacrado.

Com seu gesto forte, o senhor Mugisha nos mostrou que o futebol pode não somente ser político, mas também uma oportunidade de demonstração de amor à história de seu país.

O Jogo França X Marrocos

Aqui o jogo França x Marrocos carregava uma aura particular. A comunidade marroquina representa cerca de 3% da população francesa, e os franco‑marroquinos — cidadãos binacionais ou filhos de imigrantes — formam uma das maiores diásporas do país. Historicamente, algumas celebrações futebolísticas envolvendo seleções do Magrebe já resultaram em episódios de tensão, depredação ou confrontos.

Por isso, o jogo França x Marrocos pareceu um momento delicado para o país da igualdade, liberdade e fraternidade. A narrativa dominante previa um jogo carregado de tensão social, rivalidade identitária e risco de incidentes.

Mas o que se viu foi exatamente o contrário.Franceses, marroquinos e binacionais festejaram amplamente e em harmonia o resultado da partida. Nas grandes cidades — Paris, Lyon, Marseille, Lille — as imagens mostraram famílias misturadas, bandeiras dos dois países lado a lado, e uma celebração que contrariou todos os prognósticos alarmistas. Foi um outro momento raro de união, desta vez provocada pelo futebol.

França e Inglaterra: a pequena final que honrou o esporte

E então chegamos ao jogo que, na França, chamamos aqui de “pequena final”: França x Inglaterra. Assim como ao último jogo do Brasil na Copa esse eu fiz questão de assistir. E que espetáculo! Jogo limpo, zero violência, zero provocações, ritmo intenso, técnica refinada, e respeito absoluto entre as equipes.

Ao final, abraços, trocas de camisetas, felicitações. Uma demonstração de que o futebol pode sim federar e unir. Numa fase final marcada por tensões e comportamentos lamentáveis, França e Inglaterra ofereceram exatamente o que o esporte deveria ser: competição, beleza e civilidade.

E, por alguns instantes, o futebol lembrou ao mundo que o espírito esportivo pode ser maior do que a rivalidade, maior que a política, maior do que a FIFA, maior do que os interesses que o cercam. Show de bola.

O show do intervalo: Ronaldo e Ronaldinho

Também fiz questão de assistir ao show de meio tempo da final. Arte diverte, educa, une — mesmo quando financiada pela FIFA ou pelo comitê americano. Arte redime.

Ver Ronaldo e Ronaldinho ao lado de Madonna foi poético. Para o mundo, eram os maiores da bola. Para nós, brasileiros, conhecedores de seus percalços, havia ali um toque mambembe, humano, quase íntimo. Um lembrete de que nossos heróis são feitos de glória e de falhas — e que é justamente isso que os torna tão nossos.

Espanha: a campeã que mereceu o pódio

E o que dizer da Espanha? Ganhadora da Copa, tendo que aguentar provocações e um jogo do adversário extremamente táctil e grosseiro. A Espanha manteve a calma, a técnica e a estratégia. Lamine Yamal e sua equipe mereceram mais que ninguém chegar ao pódio.

Argentina

Eu não sei o que te reservou o algoritmo hoje, mas o meu não para de me enviar exemplos de falta de civismo e educação por parte de membros da equipe argentina e seus fãs presentes nos estádios. Isso não significa — e faço questão de afirmar — que todos os argentinos sejam assim. Mas a burguesia presente, os jogadores e torcedores realmente não deram uma boa imagem de sua nação.

Injusto? Sim. Mas assim se escreve a história: pelas mãos dos heróis e das elites.

Apesar dos pesares

Apesar da violência da Argentina no campo, apesar das injustiças cometidas contra equipes como a do Irã, apesar da expulsão injusta do árbitro da Somália, etc, etc, o final se mostrou satisfatório.

Ganhou a melhor equipe. Ganhou o espírito de união futebolístico.