Valorizar quem faz o setor de viagens e eventos acontecer

Abril é um mês simbólico para o setor de viagens e eventos. Ao longo desse período, diferentes datas chamam atenção para profissionais que sustentam uma indústria essencial para a economia: o Dia do Agente de Viagens (22 de abril), seguido pelo Dia do Gestor de Viagens (29) e do Profissional de Eventos (30). Mais do que celebrações isoladas, essas datas funcionam como um convite à reflexão sobre o papel estratégico dessas carreiras.

São essas pessoas que transformam uma demanda em estratégia, um deslocamento em experiência e uma agenda complexa em resultados concretos para empresas. Em um cenário que exige cada vez mais eficiência, negociação e capacidade de adaptação, o papel desses profissionais deixou de ser operacional há muito tempo. Hoje, é essencialmente estratégico.

Os dados mais recentes ajudam a dimensionar essa importância. As viagens corporativas no Brasil começaram o ano de 2026 movimentando R$ 12 bilhões em janeiro, segundo o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a Alagev. O número representa um crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado e chama atenção por um detalhe: janeiro, historicamente, é um mês mais reduzido para eventos e deslocamentos corporativos.

Ainda assim, o desempenho foi consistente, puxado pela continuidade da atividade econômica e pela retomada de encontros presenciais. Existe uma demanda que não se sustenta apenas no digital. O relacionamento, a construção de confiança e a geração de negócios ainda passam, em grande medida, pelo contato direto e é a partir disso que esses profissionais fazem toda a diferença.

Outros indicadores reforçam esse cenário. O volume de passageiros transportados no País chegou a 9,4 milhões em janeiro, um crescimento de 9,1% e o maior da série histórica. Na hotelaria, a ocupação média ficou em 55,26%, com alta de 2,1%, enquanto a diária média subiu 8,3%. Ao mesmo tempo, as tarifas aéreas apresentaram queda, evidenciando um mercado dinâmico, que exige decisões cada vez mais qualificadas.

É nesse contexto que agentes de viagens, gestores e profissionais de eventos ganham ainda mais relevância. São eles que equilibram orçamento, experiência, política de viagens e expectativas das empresas, muitas vezes lidando com cenários instáveis, negociações complexas e mudanças de última hora.

Na Alagev, acompanhamos de perto essa evolução. Mais do que isso, trabalhamos para apoiar quem está na linha de frente. Nossas iniciativas, sejam os comitês, os conteúdos, os encontros ou os grandes eventos, têm um objetivo claro: desenvolver o mercado a partir das pessoas.

O engajamento da comunidade é parte fundamental desse processo. Quando profissionais compartilham experiências, discutem desafios e constroem soluções em conjunto, todo o setor avança. E isso não é discurso. Em 2025, as viagens corporativas movimentaram R$ 147,8 bilhões no Brasil, um crescimento de 6,3% em relação ao ano anterior, consolidando a força desse mercado.

Claro que o cenário externo exige atenção. A alta do petróleo e tensões internacionais podem pressionar custos e impactar decisões nos próximos meses. Mas, olhando para o histórico recente, o segmento tem apresentado uma capacidade importante de adaptação e isso passa diretamente pela atuação desses profissionais.

Valorizar essas carreiras é investir na qualidade, na eficiência e no futuro do turismo. No fim do dia, são as pessoas que fazem tudo acontecer. E reconhecer isso não deveria ser exceção, mas parte da rotina.

* Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev

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ALAGEV

Juliana Patti - Graduada pela Universidade Paulista e pós-graduada em Marketing e Turismo Mercadológico pela Universidade de São Paulo (USP), a nova diretora presidente da ALAGEV possui mais de 10 anos de experiência na área de viagens e eventos, liderando diversos projetos corporativos e de marketing.

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