Reforma Tributária: Um Chamado à Ação e Estratégia para o Turismo em 2026

Temos de reforçar a importância de um tema que, mais do que nunca, exige nossa atenção contínua e estratégica ao longo de 2026: a Reforma Tributária. Embora ainda estejamos navegando por um cenário de definições em construção, com muitos detalhes dependendo de avanços legislativos e regulatórios nas próximas semanas e meses, uma certeza já se impõe: as mudanças terão um impacto profundo e estrutural na forma como nossas empresas se organizam, operam e planejam o futuro.

Não se trata apenas de uma alteração na carga de impostos. A Reforma Tributária transcende a esfera fiscal, podendo redefinir desde a maneira como realizamos nossas vendas e registramos operações, até a estrutura de contratos, o pagamento a fornecedores, a organização do fluxo financeiro e a adequação a novas exigências de compliance. É uma transformação que exige uma revisão abrangente de nossos modelos de negócio.

Compreendo que a rotina do agente de viagens é, por natureza, intensa. A gestão de equipes, o relacionamento com fornecedores, a negociação com operadoras, a vigilância constante sobre o câmbio e o controle financeiro consomem grande parte de nossa energia em demandas operacionais. É natural que temas complexos como a Reforma Tributária, por vezes, sejam postergados. Contudo, 2026 nos impõe uma atenção redobrada.

Este é um ano marcado por eleições, pela Copa do Mundo e por um ambiente de volatilidade cambial e macroeconômica. O cenário político e regulatório estará, por consequência, mais sensível, demandando que nosso radar econômico esteja permanentemente ligado.

Esses temas, amplamente discutidos no balanço de 2025 e nas projeções para 2026 (publicados aqui na  PANROTAS – clique aqui para rever), demonstram que não estamos diante de uma preocupação isolada, mas de um desafio concreto e coletivo, identificado pelo próprio setor. A mensagem é clara: mesmo sem todas as respostas, é imperativo que comecemos a reavaliar nossas estruturas internas. Isso inclui revisar processos, acompanhar de perto as regulamentações, buscar orientação contábil e jurídica especializada quando necessário e preparar-nos para possíveis ajustes em nossos modelos de negócio.

A cautela é sempre prudente, mas não podemos perder o otimismo que nos caracteriza. O turismo brasileiro já demonstrou sua resiliência diante de pandemias, crises econômicas, juros elevados e inúmeros outros cenários desafiadores. A necessidade de adaptação é inerente à dinâmica de quem empreende e inova.

O essencial é manter uma clareza estratégica inabalável, preservar a consistência na gestão e tomar decisões fundamentadas que garantam a solidez e a perenidade de nossos negócios. É o trabalho bem-feito, disciplinado e responsável que sustenta resultados consistentes, mesmo nos ambientes mais complexos.

A Braztoa, por meio de sua presidência, reitera seu compromisso em acompanhar de perto cada desdobramento da Reforma Tributária, atuando ativamente na defesa dos interesses do setor e na busca por um ambiente regulatório mais justo e favorável.

Convido a todos a acompanhar os próximos textos aqui no blog. Continuaremos a desdobrar esses temas, aprofundando reflexões sobre o ambiente regulatório, econômico e estratégico que impacta diretamente a sua empresa. Porque, em um cenário de constantes transformações, estar informado não é uma opção, mas um pilar fundamental de uma gestão eficaz.

2026 no radar do agente de viagens: dados, planejamento e decisões mais inteligentes

Em 2026, o turismo segue em movimento e em constante evolução. O mercado segue ativo, mas cada vez mais dinâmico e competitivo. Para entender como as operadoras estão lendo esse cenário e quais caminhos se desenham ao longo do ano, a Braztoa, em parceria com a SPRINT Dados, ouviu suas associadas e buscou identificar os principais eixos que devem orientar o setor neste ano.

Ao responderem à pergunta sobre o que define o futuro dos negócios das operadoras e das agências neste ano, as empresas apontaram um ambiente de movimento constante, adaptação e boas oportunidades, acompanhado de atenção e planejamento. Não se trata de prever o futuro, mas de criar capacidade de resposta. Para o agente de viagens, isso significa trabalhar com mais informação, mais estratégia e mais segurança na tomada de decisão.

Entre os conceitos mais citados pelas operadoras, a resiliência aparece como competência central. E ela dialoga diretamente com o dia a dia de quem vende viagens. Resiliência, aqui, é saber ajustar ofertas, rever argumentos comerciais, lidar com oscilações de preço, mudanças de demanda e comportamentos cada vez mais dinâmicos do consumidor. É manter consistência mesmo quando o cenário muda, usando conhecimento e planejamento como aliados.

Outro eixo que ganha força em 2026 é a tecnologia, especialmente o uso de inteligência artificial e ferramentas digitais. Para o agente, isso não significa substituir o atendimento humano, mas ampliá-lo. A tecnologia passa a apoiar decisões, facilitar comparações, personalizar ofertas, automatizar processos e ganhar eficiência. Os dados mostram que tecnologia e atendimento caminham juntos. Quanto mais bem informada a venda, maior tende a ser o valor percebido pelo cliente.

Esse avanço tecnológico está diretamente ligado à personalização, que se consolida como diferencial competitivo. Mas não qualquer personalização. O viajante busca experiências sob medida, construídas com inteligência, curadoria e conhecimento real de produto. É a combinação entre dados, expertise do agente e atendimento próximo que cria experiências mais relevantes e aumenta a confiança do cliente na decisão de compra.

Mesmo com tanta inovação, um ponto permanece claro e ganha ainda mais importância em 2026: as relações humanas seguem no centro do turismo. Confiança, cuidado, segurança e acolhimento continuam sendo decisivos para fidelizar clientes. Em um mercado cheio de opções, o agente que conhece o perfil do viajante, entende suas expectativas e oferece orientação qualificada se diferencia de forma natural.

Os dados também indicam mudanças no comportamento do viajante. Crescem as escolhas mais conscientes e planejadas, com interesse por experiências mais profundas, transformadoras e personalizadas. Viagens mais curtas, destinos nacionais, rotas alternativas e a busca por evitar superlotação tendem a se intensificar. Para o agente de viagens, isso representa novas oportunidades de venda, desde que o portfólio esteja alinhado a essas tendências e bem estruturado.

As respostas das operadoras reforçam ainda expectativas positivas para 2026, estimuladas por inovação, capacidade analítica e uma gestão mais estratégica. O setor se mostra realista diante dos desafios econômicos, políticos e sociais, mas confiante na própria capacidade de adaptação e reinvenção.

Nesse contexto, trabalhar com inteligência de dados deixa de ser apoio e passa a fazer parte da governança do negócio. Dados ajudam o agente a argumentar melhor, precificar com mais segurança, orientar o cliente com clareza e tomar decisões mais consistentes. É esse o papel da Braztoa ao reunir e compartilhar informações que apoiam operadoras, agentes e parceiros em um ambiente cada vez mais complexo.

2026 será um ano de oportunidades para quem estiver preparado. O turismo seguirá exigindo leitura de cenário, planejamento e capacidade de adaptação. Para o agente de viagens, avançar passa, cada vez mais, por decisões bem informadas, relações de confiança e uma atuação estratégica no dia a dia.

Entre resultados e desafios: o balanço de 2025 e o olhar para 2026

Falar de turismo sem olhar para dados já não faz sentido. O setor está em constante evolução, assim como o comportamento do consumidor, e as decisões exigem cada vez mais informação qualificada. Para agentes de viagens e tantos outros profissionais do nosso segmento, acompanhar de perto o desempenho das operadoras e os movimentos que moldam o turismo brasileiro é, hoje, uma ferramenta estratégica.

Os dados mais recentes reunidos pela Braztoa no Boletim 2025/2026 ajudam a entender com clareza o momento atual do mercado. O retrato de 2025 é positivo. A grande maioria das operadoras manteve ou ampliou seus volumes de embarque em relação ao ano anterior, com destaque para crescimentos moderados e consistentes. Isso revela um setor ativo, com demanda presente e capacidade de adaptação, mesmo em um ambiente marcado por pressões econômicas e regulatórias.

A avaliação das vendas acompanha esse cenário. A percepção predominante entre as operadoras é de que 2025 foi um bom ano, com resultados sólidos e desempenho acima do esperado por muitos. Para o agente de viagens, esse dado é relevante porque sinaliza um mercado que continua gerando oportunidades, desde que bem trabalhado, com planejamento, conhecimento de produto e leitura de cenário.

Ao mesmo tempo, os dados deixam claro que o período não esteve livre de desafios. O levantamento mostra que as principais dificuldades enfrentadas pelas operadoras estiveram ligadas a fatores externos. A tributação, especialmente o impacto do IOF, aparece como um dos pontos de maior atenção, somada às incertezas econômicas, à instabilidade cambial e às questões sociopolíticas. Esses elementos exigiram ajustes constantes e decisões mais cautelosas ao longo do ano.

É justamente nesse contexto que a informação ganha valor. Entender o ambiente ajuda a orientar melhor o cliente, ajustar expectativas, precificar com mais segurança e construir argumentos comerciais mais sólidos.

Quando olhamos para 2026, as expectativas seguem positivas. A maioria das operadoras projeta crescimento ou estabilidade, o que indica confiança no setor. Ao mesmo tempo, os dados apontam que o ambiente regulatório, a economia e as variáveis sociais e ambientais seguirão no centro das atenções. Não como obstáculos intransponíveis, mas como fatores que exigem preparo, atenção e capacidade de leitura.

O turismo é, cada vez mais, um setor guiado por inteligência. Decisões baseadas em dados ajudam a antecipar tendências, reduzir riscos e aproveitar oportunidades com mais consistência. Nesse processo, a Braztoa cumpre um papel fundamental ao reunir, analisar e compartilhar informações que apoiam toda a cadeia.

Por isso, o convite é direto. Acesse o site da Braztoa e acompanhe os estudos, relatórios e conteúdos que a entidade disponibiliza continuamente. Eles existem para apoiar agentes, operadoras e parceiros na construção de decisões mais assertivas, conectadas com a realidade do mercado e com os caminhos que o turismo brasileiro vem trilhando.

O cenário segue desafiador, mas também cheio de possibilidades. E quem caminha com dados, planejamento e informação qualificada está sempre mais preparado para avançar.

Aproveito para desejar a todos um ótimo Natal e um excelente ano que se inicia.

Nos vemos em 2026.