Em 2026, o turismo segue em movimento e em constante evolução. O mercado segue ativo, mas cada vez mais dinâmico e competitivo. Para entender como as operadoras estão lendo esse cenário e quais caminhos se desenham ao longo do ano, a Braztoa, em parceria com a SPRINT Dados, ouviu suas associadas e buscou identificar os principais eixos que devem orientar o setor neste ano.
Ao responderem à pergunta sobre o que define o futuro dos negócios das operadoras e das agências neste ano, as empresas apontaram um ambiente de movimento constante, adaptação e boas oportunidades, acompanhado de atenção e planejamento. Não se trata de prever o futuro, mas de criar capacidade de resposta. Para o agente de viagens, isso significa trabalhar com mais informação, mais estratégia e mais segurança na tomada de decisão.
Entre os conceitos mais citados pelas operadoras, a resiliência aparece como competência central. E ela dialoga diretamente com o dia a dia de quem vende viagens. Resiliência, aqui, é saber ajustar ofertas, rever argumentos comerciais, lidar com oscilações de preço, mudanças de demanda e comportamentos cada vez mais dinâmicos do consumidor. É manter consistência mesmo quando o cenário muda, usando conhecimento e planejamento como aliados.
Outro eixo que ganha força em 2026 é a tecnologia, especialmente o uso de inteligência artificial e ferramentas digitais. Para o agente, isso não significa substituir o atendimento humano, mas ampliá-lo. A tecnologia passa a apoiar decisões, facilitar comparações, personalizar ofertas, automatizar processos e ganhar eficiência. Os dados mostram que tecnologia e atendimento caminham juntos. Quanto mais bem informada a venda, maior tende a ser o valor percebido pelo cliente.
Esse avanço tecnológico está diretamente ligado à personalização, que se consolida como diferencial competitivo. Mas não qualquer personalização. O viajante busca experiências sob medida, construídas com inteligência, curadoria e conhecimento real de produto. É a combinação entre dados, expertise do agente e atendimento próximo que cria experiências mais relevantes e aumenta a confiança do cliente na decisão de compra.
Mesmo com tanta inovação, um ponto permanece claro e ganha ainda mais importância em 2026: as relações humanas seguem no centro do turismo. Confiança, cuidado, segurança e acolhimento continuam sendo decisivos para fidelizar clientes. Em um mercado cheio de opções, o agente que conhece o perfil do viajante, entende suas expectativas e oferece orientação qualificada se diferencia de forma natural.
Os dados também indicam mudanças no comportamento do viajante. Crescem as escolhas mais conscientes e planejadas, com interesse por experiências mais profundas, transformadoras e personalizadas. Viagens mais curtas, destinos nacionais, rotas alternativas e a busca por evitar superlotação tendem a se intensificar. Para o agente de viagens, isso representa novas oportunidades de venda, desde que o portfólio esteja alinhado a essas tendências e bem estruturado.
As respostas das operadoras reforçam ainda expectativas positivas para 2026, estimuladas por inovação, capacidade analítica e uma gestão mais estratégica. O setor se mostra realista diante dos desafios econômicos, políticos e sociais, mas confiante na própria capacidade de adaptação e reinvenção.
Nesse contexto, trabalhar com inteligência de dados deixa de ser apoio e passa a fazer parte da governança do negócio. Dados ajudam o agente a argumentar melhor, precificar com mais segurança, orientar o cliente com clareza e tomar decisões mais consistentes. É esse o papel da Braztoa ao reunir e compartilhar informações que apoiam operadoras, agentes e parceiros em um ambiente cada vez mais complexo.
2026 será um ano de oportunidades para quem estiver preparado. O turismo seguirá exigindo leitura de cenário, planejamento e capacidade de adaptação. Para o agente de viagens, avançar passa, cada vez mais, por decisões bem informadas, relações de confiança e uma atuação estratégica no dia a dia.
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