Torre Eiffel vista do La Réserve Apartments Paris

Como é se hospedar no La Réserve, o melhor hotel de Paris

A revista americana Travel+Leisure anunciou mês passado sua esperada lista anual dos 100 melhores hotéis do mundo. Este World’s Best Awards 2019 apresenta também rankings locais com os dez melhores hotéis de diversos destinos. Dois dos dez melhores de Paris foram considerados bons o suficiente para estarem também no ranking dos cem melhores do mundo: La Réserve Paris Hotel and Spa, em 55º lugar global (o sexto europeu mais bem classificado), e Le Meurice, da Dorchester Collection, em 89º lugar. Aos leitores da prestigiada publicação, a T+L pede que avaliem quesitos como serviço, localização e gastronomia, entre outros.

Aberto há apenas quatro anos e parte da associação Leading Hotels of the World, o reconhecimento do La Réserve chama a atenção. Principalmente se levarmos em conta as muitas boas opções na hotelaria de luxo em Paris. Para citar apenas outras menções mais recentes, ainda em julho, a publicação britânica Condé Nast Traveller incluiu o La Réserve no seu top 10 de “hotéis mais sensacionais de Paris”. Na semana passada o restaurante Le Gabriel, com duas estrelas Michelin, ganhou o prêmio Best of the Best 2019 de “melhor experiência gastronômica”, anunciado durante a Virtuoso Travel Week, em Las Vegas.

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Gastronomia, localização e serviço se destacam no La Réserve Paris

Estive no La Réserve pela segunda vez em março deste ano, a convite do hotel. A gastronomia, a localização e a qualidade do serviço de fato são pontos de destaque. O endereço é elegante desde o século 19, na Avenue Gabriel, em frente ao Grand Palais, ao lado da Champs-Elysées e do Palais de l’Elysée (sede da República francesa) e perto das lojas de grife da Rue du Faubourg Saint-Honoré. Neste acolhedor hotel boutique com jeito de palácio, a decoração assinada pelo designer parisiense Jacques Garcia é intimista nas 40 acomodações (várias com vistas para cartões-postais da cidade; 25 suítes e 15 quartos a partir de 40 metros quadrados) e suntuosa nas áreas comuns. Meu ambiente preferido é a confortável biblioteca em tons de verde escuro, que tem ainda um bar secreto apenas para hóspedes.

Outro ponto alto deste belo hotel fica no subsolo: a piscina de 16 metros de extensão, com água aquecida, aberta 24 horas. É só chegar para nadar que as cortinas da parede de vidro que separa a piscina do restante do spa são fechadas, garantindo privacidade. Ao redor estão apenas três salas de tratamentos personalizados de rejuvenescimento com produtos suíços.

A brasserie comandada por Jérôme Banctel, chef do Le Gabriel | Foto de Carla Lencastre

As mesas da brasserie Le Pagode des Cos, voltadas para um jardim interno, são disputadas no almoço. O cardápio tem a assinatura do chef Jérôme Banctel, que conquistou as estrelas Michelin para o Le Gabriel em seu primeiro ano. Ter liberdade de pedir café da manhã no horário em que der vontade é um dos maiores luxos da hotelaria. No caso do La Réserve, o Pagode des Cos muda o menu para o almoço. Mas quem acorda mais tarde pode ser servido no próprio quarto, bien sûr, ou no bar, tranquilo durante o dia. Conforme as horas passam, é lugar para um drinque autoral ou clássico.

Quartos e suítes são decorados em estilo Haussmann com confortos tecnológicos, como iPad para controle de temperatura e iluminação. Do balcão da minha suíte via-se a cúpula do Grand Palais e, à distância, a Basílica do Sacré-Coeur, em Montmartre. No closet, confortáveis roupões em tons pastel, as peças mais vendidas do hotel. A sala de banho, em mármore de Carrara preto e branco, dispõe de chão aquecido, duas pias e banheira.

Com fachada em pedra e porta vermelha, a construção de 1854, pertenceu ao Duque de Morny, meio-irmão de Napoleão III e, no século 20, ao estilista Pierre Cardin. Hoje faz parte do exclusivo portfólio La Réserve, do empresário francês da área de hospitalidade Michel Reybier. O grupo inaugurou agora La Maison d’Estournel, em Sainte-Estèphe, a uma hora de carro de Bordeaux. É possível se hospedar também em La Chartreuse, casa na premiada vinícola Château Cos d’Estournel, residência da família de Reybier.

Com a marca La Réserve, há ainda os Apartments Paris, com serviços, na Place du Trocadéro (na foto no alto do post, a vista da Torre Eiffel é de um dos apartamentos) ; o Ramatuelle, no Sul da França, a 15 minutos de carro de Saint-Tropez; o restaurante À la Plage, em parceria com o designer Philippe Starck, em Pampelonne, também na região de St-Tropez), e o Genève, na Suíça, o pioneiro. Para o final do ano está previsto o Eden au Lac Zurich. Tanto os apartamentos quanto os hotéis têm o exclusivo selo Traveller Made.

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Fairmont Rio: piscina com vista para a Praia de Copacabana

Como é o novo Fairmont Rio, o primeiro da marca na América do Sul

A mais esperada abertura hoteleira do Brasil em 2019 aconteceu esta semana, discretamente. O Fairmont Rio de Janeiro abriu as portas segunda-feira no Posto 6, no final de Copacabana, a cinco minutos a pé do Arpoador e do início de Ipanema. Em uma das localizações mais privilegiadas da cidade, é o primeiro hotel na América do Sul da marca de luxo da Accor. E fomos um dos primeiros a visitá-lo.

De frente para o Oceano Atlântico, o Fairmont ocupa um prédio importante na hotelaria de luxo carioca. Nas décadas de 1980 e 1990 chamava-se Rio Palace e era endereço de celebridades em visita ao Rio, que usavam uma discreta saída pelos fundos. Paul McCartney, por exemplo, foi um dos que se hospedou ali em 1990, quando se apresentou pela primeira vez no Brasil, no Maracanã. Mais recentemente, já parte do portfólio da Accor, o hotel funcionou como Sofitel Copacabana. O restaurante Le Pré Catelan, comandado pelo chef francês Roland Villard, com uma estrela Michelin, fez história na alta gastronomia da cidade.

Os detalhes do hotel de luxo Fairmont Rio, em Copacabana

Depois de dois anos de obras, no Fairmont o glamour e as boas vibrações do passado ecoam em um ambiente contemporâneo. A começar pela chegada do hóspede. Na entrada, na Avenida Atlântica, há o Coa&Co Café e uma loja conceito da H.Stern com objetos criados por designers brasileiros. Entre o café e a loja, esta integrada ao lobby, há um balcão onde o hóspede é encaminhado para o check-in, no sexto andar. Aí entra em ação o “fator uau”.

Loja de design brasileiro, com curadora H.Stern, integrada ao lobby | Foto de Carla Lencastre

O sexto andar é onde bate o novo coração do hotel. A recepção dá acesso direto a uma das duas piscinas do Fairmont, com vista espetacular para toda a praia, com o Forte de Copacabana à direita e o Pão de Açúcar à esquerda (foto no alto em destaque). As portas que separam a piscina da recepção são espelhadas, refletindo a paisagem carioca e permitindo um panorama em 360 graus. O sol bate na parte da manhã. Para o sol da tarde, há uma outra piscina, na parte de trás do hotel, ao lado do fitness center e do spa Willow Stream. Com cinco salas de tratamento, o spa característico dos hotéis Fairmont deve ser aberto na próxima semana.

Fairmont Rio: vista do bar Spirit of Copa
A vista do bar Spirit of Copa em uma manhã de inverno carioca | Foto de Carla Lencastre

A piscina principal, voltada para o mar, é ladeada pelo Marine Restô e o bar Spirit of Copa, ambos com paredes em vidro. O novo diretor de bebidas do hotel é o premiado bartender Tai Barbin. O francês Jérôme Dardillac, que assumiu a cozinha do então Sofitel na saída de Roland Villard, continua como chef executivo. A ideia é oferecer cardápio internacional com toque brasileiro. No bufê de café da manhã, por exemplo, tem pain au chocolat e brigadeiro.

É difícil sair do sexto andar, onde a mágica acontece, mas os hóspedes da exclusiva categoria Fairmont Gold têm ainda um lounge exclusivo para café da manhã e happy hour. Fica no quarto andar, onde funcionava o Le Pré Catelan. São 54 apartamentos nesta categoria, todos no último andar do hotel, o 13º, com serviço de mordomo 24 horas.

Divididos em duas torres interligadas, os 375 quartos com varandas, sendo 68 suítes, têm décor elegante e sóbrio, com móveis de designers brasileiros, pisos em tacos de madeira espinha de peixe, banheiros em mármore (alguns com banheira) e os confortos tecnológicos que se espera em um hotel de luxo moderno. Janelas corta ruído garantem o silêncio. O design valoriza materiais brasileiros e obras de arte originais. É assinado pelo escritório da arquiteta Patricia Anastassiadis, de São Paulo, que também desenhou o paulistano Palácio Tangará, da Oetker Collection.

As acomodações estão divididas em quatro categorias: Signature Suite (apenas duas, nos andares mais altos, com dois quartos, living e sala de jantar), outros dois tipos de suíte e os quartos standard, estes com 35 m². Há três opções de vista: praia, que vale cada centavo; lateral, com visão parcial do mar, e cidade, com quartos voltados para o pôr do sol em Ipanema.

Com a inauguração do Fairmont, a AccorHotels continua investindo no Rio e fecha para obras de renovação o Sofitel Ipanema. Na categoria luxo, a rede francesa tem ainda na cidade o charmoso Santa Teresa Hotel Rio MGallery, sobre o qual escrevemos aqui recentemente.

A fachada do Fairmont Rio, em Copacabana
A fachada do Fairmont Rio, em Copacabana | Foto de Carla Lencastre

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Oasis at Death Valley | Divulção

Oásis no Vale da Morte, na Califórnia

Depois de quilômetros sem avistar uma única árvore, é reconfortante chegar ao Oasis at Death Valley e ver que o nome corresponde à realidade.  Com dois hotéis em uma área de palmeiras, devido a uma fonte de água subterrânea, o Oasis é de fato um oásis no quente e seco Vale da Morte, na Califórnia, quase Nevada. O deserto, ponto mais baixo da América do Norte, 86 metros abaixo do nível do mar, fica entre quatro e cinco horas de carro de Los Angeles e a duas horas de Las Vegas. Destino com paisagens áridas incríveis e pouco explorado por brasileiros, combina com uma road trip.

Conto mais sobre o Vale da Morte na revista Panrotas desta semana. Clique aqui para ler o texto na edição digital (a partir da página 14).

A piscina de água natural do Inn at Death Valley, no Vale da Morte, Califórnia
A piscina de água natural do Inn at Death Valley | Foto de Carla Lencastre

O Oasis at Death Valley terminou no final de 2018 uma renovação de US$ 100 milhões. O resort pertence ao grupo americano Xanterra Travel Collection, especializado em gestão de parques e com empresas como a Windstar Cruises no portfólio. São dois hotéis no Vale da Morte. The Inn at Death Valley é mais elegante, com 66 quartos e novas 11 casitas (com dois quartos cada). Ranch at Death Valley, com 224 quartos, é voltado para famílias. Ambos foram construídos pela Pacific Coast Borax Company entre as décadas de 1920 e 1930. A convite do Visit California, me hospedei mês passado no Inn, antes do IPW, feira de viagens dos EUA realizada este ano em Anaheim.

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Um resort que é um oásis no deserto californiano do Vale da Morte

O histórico Inn (vista área no início do post) foi construído pela PCBC no final da década de 1920, quando a companhia começou a transição da mineração (os lucros estavam diminuindo) para o turismo. Desde o começo, o resort com arquitetura inspirada nas missões espanholas recebeu celebridades de Hollywood, como Clark Gable e Carole Lombard e, mais tarde, Marlon Brando. O hotel foi erguido de frente para o vale e para as Panamint Mountains, onde fica o Telescope Peak (3.366 metros), ponto culminante do Death Valley National Park. Criado em 1994, é um dos maiores parques dos EUA. O Ranch surgiu em 1933, ano em que o Vale da Morte foi reconhecido como Monumento Nacional, e vem sendo ampliado ao longo das décadas.

Quarto do Inn at Death Valley, no Vale da Morte, na Califórnia
Um dos 66 quartos do Inn no Vale da Morte | Foto de Carla Lencastre

Os quartos do Inn seguem o estilo old school no décor, mas são acolhedores e estão em bom estado de conservação. Somente o ar-condicionado, tão importante na região, poderia ser um pouco menos vintage. Os banheiros são claros e modernos. Meu quarto tinha escrivaninha e mesinha com poltronas, closet, minigeladeira, cafeteira e garrafas de água toda noite.

Como o hotel está no meio do Vale da Morte, que por sua vez está no meio do nada, não conte com sinal de celular. Nos três dias em que estive por lá, não houve sinal para o meu telefone nem para o das pessoas que me acompanhavam, em diferentes redes. O hotel tem Wi-Fi razoável no lobby e nos quartos mais perto da entrada. Para evitar decepções, o melhor é ver a viagem ao Vale do Morte como oportunidade para um curto detox digital.

O cenário é absurdamente fotogênico, e investir na área em torno na recepção pode ser a solução para postar fotos do dia. O amplo lobby é dos mais charmosos, com diversos cantos bonitos e confortáveis para se sentar e travar a longa batalha com o Wi-Fi. De preferência com uma bebida ao lado. O novo bar tem carta surpreendentemente criativa para um lugar tão remoto. O restaurante de cozinha internacional é bom e contempla vegetarianos. O serviço, principalmente quando o bar e o restaurante estão cheios, pode ser um pouco confuso, mas sempre muito gentil.

Painéis de energia solar no Oasis at Death Valley, Vale da Morte, Califórnia
Painéis de energia solar no resort Oasis at Death Valley | Foto de divulgação

O Inn tem ainda um lindo pátio ao ar livre repleto de sofás confortáveis para o assistir ao nascer do sol ou contemplar as estrelas (o céu é um dos mais escuros do mundo, e dá para ver a Via Láctea). A piscina de água natural, com temperatura em torno dos 30 graus Celsius, da fonte subterrânea do oásis e com vista para as montanhas, é extensa o suficiente para algumas braçadas. Parece uma miragem. Como água no deserto é ouro, a piscina não tem cloro e a água pode ser usada para irrigação. Práticas sustentáveis em geral foram um dos focos da renovação dos dois hotéis do Oasis, com destaque para medidas de economia de água e energia. O Inn tem também spa, duas quadras de tênis e jardins aqui e ali. O contraste da vegetação verde do oásis com os tons de areia e terra do vale é mais uma das maravilhas do deserto.

Last Kind Words, restaurante no Ranch at Death Valley, Vale da Morte, Califórnia
Last Kind Words, restaurante no Ranch at Death Valley | Foto de Carla Lencastre

No Ranch as atrações são um campo de golfe 65 metros abaixo do nível do mar; quadras de tênis, basquete e vôlei; o Museu do Bórax, e uma boa loja que vende de tâmaras a camisetas. Fica perto do Furnace Creek, o Centro de Visitantes do Vale da Morte. Um dos destaques é o restaurante Last Kind Words Saloon, decorado como no Velho Oeste, com pôsteres antigos e antiguidades em geral. Há uma carta de cervejas artesanais e a comida é boa. Justifica uma refeição para apreciar os mil detalhes originais do ambiente.

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Piscina do Andaz West Hollywood

O hotel do rock em West Hollywood, Los Angeles

Em um endereço célebre por diversas histórias envolvendo músicos de rock desde a década de 1960, o Andaz West Hollywood, em Los Angeles, acaba de completar 10 anos em boa forma. A movimentada vida pregressa do prédio é homenageada no décor contemporâneo repleto de referências ao rock’n’roll. O ambiente continua artsy e festivo, ainda que mais comportado.

Foto da Tower Records no lobby do Andaz West Hollywood
Referências ao rock no lobby do Andaz WeHo | Foto de Carla Lencastre

O Andaz é uma das cinco marcas de lifestyle do grupo americano Hyatt. Este foi o primeiro nos Estados Unidos, e o segundo com a bandeira no mundo, depois de Londres. Para lançar a marca nos EUA, a rede fez um retrofit no Continental, hotel lendário das décadas de 1960/70 no mítico Sunset Boulevard. Na época, os nightclubs da Strip e arredores estavam se transformando em clubes de rock. Quem viu “Rocketman” vai se lembrar do Troubadour, aberto em 1957, onde Elton John fez a primeira apresentação nos EUA, em 1970. A casa de shows fica a dez minutos de carro do Andaz.

Procurado por artistas que se apresentavam nos clubes da região, e por seus fãs, o então Continental foi cenário de muitas loucuras, como o rolling stone Keith Richards jogando uma televisão pela janela. A maior delas deve ter sido Jim Morrison, vocalista do Doors, pendurado na varanda do 10º andar, em 1966. Foi expulso do hotel, onde estava morando.

Parte da antiga varanda de um dos quartos do Andaz West Hollywood
Parte da antiga varanda de um dos quartos do Andaz | Foto de Carla Lencastre

Hoje espera-se que os hóspedes não repitam nenhuma das duas cenas, que de qualquer maneira seriam impossíveis. O Hyatt, que administra o hotel desde 1967, inicialmente com o nome de Continental Hyatt House, fechou todas as varandas com vidro há dez anos, na repaginação para a mudança de marca. Com isso, os quartos de frente do Andaz WeHo ganharam uma área envidraçada, com chaise longue, poltrona, mesinha e vistas para a cidade.

As 239 acomodações são amplas e confortáveis, com decoração moderna e bebidas não alcoólicas do minibar incluídas nas diárias. O barulho da Sunset Strip pode incomodar e há protetores de ouvido à disposição nas mesas de cabeceira. O hotel tem piscina no terraço (foto em destaque no alto), uma raridade em Los Angeles, com vista para as colinas de Hollywood e suas casas espetaculares, e lobby acolhedor com sofás e poltronas confortáveis. Ao lado do lobby, o amplo bar e restaurante no térreo, com cozinha aberta, serve um ótimo café da manhã, com bufê e opções à la carte. Chama-se Riot House, uma homenagem ao apelido pelo qual o hotel sempre foi conhecido, que faz um trocadilho com Hyatt House e seus muitos anos de rock’n’roll.

Outros hotéis no Sunset Boulevard, em West Hollywood

Fiquei hospeda no Andaz WeHo mês passado, a convite do Visit California, depois do Internacional Pow Wow (IPW), a maior feira de viagens dos EUA. Esta é uma das minhas áreas favoritas para ficar em Los Angeles. West Hollywood é razoavelmente central, ao lado de Beverly Hills e a mais ou menos o mesmo tempo de carro tanto de Downtown LA quanto de Santa Monica. Dá para ir a pé para casas de shows famosas como The Comedy Store, The Viper Room e Whisky a Go Go. É uma área vibrante, repleta de bons bares e restaurantes, clubes noturnos e lojas charmosas, com muitas opções voltadas para o público LGBTQ+.

Um resort que é um oásis no deserto do Vale da Morte, na Califórnia

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Hotel novo no aeroporto de Los Angeles

Quase em frente ao Andaz, estão o Sunset Tower e o Mondrian Los Angeles. O Sunset Tower é um clássico da área, com todo um glamour old world em histórico prédio art déco, que já abrigou muitos astros e estrelas de Hollywood. Seu tradicional e concorrido Tower Bar agora tem uma extensão do restaurante na área da piscina, voltada para a cidade.

Piscina com vista no Mondrian Los Angeles
Piscina com vista no Mondrian Los Angeles | Foto de Carla Lencastre

O Mondrian também tem bar com vista na piscina com vista, disputado a partir do pôr do sol. O lobby lembra uma galeria de arte, com obras contemporâneas. Os quartos seguem a vibe sexy que caracteriza os hotéis do Morgans Group, hoje do SBE (SLS, Delano etc.), do qual a rede AccorHotels tem 50%. Philippe Starck assina o design original do hotel, de 1996. O projeto passou por modificações durante a última grande renovação, em 2008.

Accor investe em sustentabilidade e ‘storytelling’ na marca MGallery

Sunset Tower (à esquerda) e BW Plus Sunset Plaza vistos do Andaz West Hollywood
Sunset Tower (à esquerda) e BW Plus Sunset vistos do Andaz | Foto de Carla Lencastre

Entre o Mondrian e o Tower há uma opção sem glamour e mais econômica, mas na mesma localização privilegiada, o Best Western Plus Sunset Plaza. Ao lado do Mondrian fica o novíssimo 1 Hotel West Hollywood. Mais adiante, previsto para abrir em dezembro, encontra-se o West Hollywood Edition. Na direção oposta, pouco depois do Tower, está o quase centenário Chateau Marmont, ícone local. É o único hotel desta parte do Sunset Boulevard com mais histórias que a Riot House. Mas isso fica para outro dia.

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Piscina Santa Teresa Hotel Rio de Janeiro MGallery

Accor investe em sustentabilidade e ‘storytelling’ na marca MGallery

Queijo de cabra empanado com perfeição em meio a plantas que você nunca viu. Raviólis recheados de taioba e repletos de sabor. Pudim de pão com gosto de infância, sorbet de goiaba e queijo. Café acompanhado de cocada com casca de melancia ou de petit four de casca de abóbora. Um cardápio original que evita o desperdício de alimentos foi o destaque de um evento realizado esta semana pela rede francesa AccorHotels, no Santa Teresa Rio de Janeiro MGallery, para promover ações que têm como foco reduzir o impacto de seus hotéis e restaurantes no meio ambiente.

Mesas do restaurante Térèze, no Santa Teresa Hotel Rio de Janeiro MGallery
Térèze, o restaurante do Santa Teresa Hotel | Foto de Carla Lencastre

As metas de sustentabilidade do gigante grupo hoteleiro, que faturou 36 bilhões de euros em 2018, estão reunidas no programa Planet 21. São alinhadas com os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Organização das Nações Unidas (ONU). O cardápio do almoço no restaurante Térèze, elaborado pelo chef Esteban Mateu, atende ao ODS 12, de produção e consumo sustentáveis. Reduzir o desperdício de alimento é um dos principais compromissos da Accor.

Santa Teresa Rio MGallery é hotel com história singular

O evento demonstra que sustentabilidade e valorização da marca são dois conceitos cada vez mais indissociáveis. Não por acaso, entre seus mais de 30 hotéis no Rio, a rede escolheu como cenário o MGallery, marca de hotéis de lifestyle sempre com uma história única para contar em mais de 100 propriedades boutique mundo afora. O Santa Teresa, por exemplo, tem apenas 48 quartos em um casarão de meados do século 19, sede uma fazenda de café e cercado de verde. Não há dois iguais.

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Outra característica da marca é ter bons bares e restaurantes com influências locais. No Santa Teresa estão o Bar dos Descasados e o Térèze, ambos frequentado por moradores da cidade. O restaurante já era bom antes de o Santa Teresa ganhar o sobrenome MGallery. A começar pelo ambiente. Janelões mostram um panorama do Centro do Rio e da Baía de Guanabara, bonito de dia e de noite. Mesas e cadeiras, e alguns objetos de decoração, são em madeira certificada, de demolição ou reflorestamento. Há quase dois anos a gastronomia é comandada pelo chef uruguaio Esteban Mateu, que tem no currículo passagens pelos premiados Pujol, na Cidade do México, e D.O.M., em São Paulo. Mateu deu toques mais latinos ao cardápio da casa.

Almoço e jantar começam sempre com uma referência local. Pães frescos e manteiga com flor de sal chegam à mesa em suportes feitos por artistas das redondezas, que lembram o trilho dos bondes que percorrem Santa Teresa e os paralelepípedos que calçam muitas das ruas deste bairro histórico no Centro do Rio. Todos os outros pratos são serviços em louças antigas ou novas feitas em ateliês locais. No menu sustentável do evento da Accor, em seguida veio um crudo de pescado, com ají amarelo e quinoa crocante. O grupo está comprometido em retirar peixes de espécies ameaçadas dos cardápios dos restaurantes de todos os seus hotéis. No caso do Santa Teresa, uma rede de 80 pescadores do Rio atende ao restaurante. A cozinha adapta os pratos ao que tiver sido pescado a cada dia.

Valorizar pequenos produtores locais é outro compromisso. As plantas alimentícias não convencionais (pancs) do menu criado por Mateu vieram da vizinhança, do coletivo Organicidade, que promove biodiversidade alimentar através de agricultura urbana. O ravióli de ervas da floresta já faz parte do cardápio normal do restaurante (está inclusive no menu degustação) e o pudim de pão é servido no bufê do café da manhã. Fico na torcida para que também entre no cardápio o queijo de cabra com picles e pancs, meu prato favorito do almoço por sua variedade de texturas, sabores e cores locais.

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