Bath, locação da série da Netflix "Bridgerton"

Como é dormir em uma locação da série ‘Bridgerton’

Lady Featherington tem um objetivo na vida: casar suas três filhas. Quem já assistiu a Bridgerton, série da Netflix que estreou no Natal, sabe de quem estamos falando. Produzida por Shonda Rhimes (de Grey’s Anatomy) e inspirada nos livros de Julia Quinn, a obra de época está no topo do top 10 Brasil do serviço de streaming. Bridgerton se passa em Londres no período regencial, no início do século XIX, e mostra nobres e aristocratas britânicos às voltas com romances. A maioria dos fabulosos cenários internos foi recriada em estúdio. Já as cenas externas foram filmadas principalmente na adorável Bath. Várias no Royal Crescent, onde fica o Royal Crescent Hotel & Spa. E como é dormir em uma locação de Bridgerton?

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Bath, Patrimônio Mundial

No sudoeste da Inglaterra, a 1h30m de Londres a partir da Estação de Paddington, Bath é muitas vezes visitada em programas de bate-e-volta. Um desperdício de tempo. Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a cidade tem atrações o suficiente para ao menos uma ou duas noites. A arquitetura predominantemente do período georgiano está muito bem preservada.

O Royal Crescent, conjunto de 30 prédios da década de 1770 formando uma meia-lua em torno de um gramado, é um dos cartões-postais de Bath. E endereço da fachada da casa dos Featherington. Logo no primeiro episódio dá para ver bem o local, quando os personagens vão a um encontro com a rainha no qual quem brilha é a protagonista Daphne Bridgerton (Phoebe Devynour) e não a família de Lady Featherington (Polly Walker).

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rOYAL cRESCENT, OBRA-PRIMA GEORGIANA

Ainda hoje cerca de um terço das construções do Royal Crescent permanecem como residências únicas. O restante foi dividido em apartamentos, com duas exceções. No Royal Crescent número 1 há um museu, previsto para reabrir em abril, que mostra como era o interior das casas locais no final do século XVIII. Já os números 15 e 16, bem no centro do semicírculo, abrigam o Royal Crescent Hotel & Spa, hotel boutique de luxo que faz a gente se sentir em um episódio de Bridgerton. Ainda não sabemos quando poderemos viajar tranquilamente para o Reino Unido e, no momento, o Royal Crescent Hotel está fechado. Mas é permitido sonhar e fazer planos para dormir em uma locação de Bridgerton.

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Como é se hospedar no Royal Crescent Hotel

O conjunto arquitetônico do Royal Crescent é considerado de Grau 1 pelo Reino Unido, o que significa que é de “interesse excepcional” e não pode ser demolido ou alterado. As duas construções ocupadas pelo Royal Crescent Hotel são de 1775 e foram meticulosamente restauradas para manter o esplendor original. Com os selos de qualidade da hotelaria de luxo Virtuoso e Traveller Made, o hotel é hoje um destino em si. Fica em uma silenciosa área residencial e a menos de 15 minutos de caminhada das principais atrações turísticas de Bath, como as Termas Romanas, a abadia do século XVI e a Pulteney Bridge sobre o Rio Avon (foto no início do texto).

Locação da série Bridgerton em Bath: Royal Crescent Hotel | Foto de Carla Lencastre
Royal Crescent Hotel em Bath | Foto de Carla Lencastre

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Elegância do Século XVIII, cOMODIDADES DO SÉCULO xxi

Antes uma residência, como todas as casas do Royal Crescent, o número 16 virou hotel somente em 1950. Em 1971 o número 15 foi anexado à propriedade, que recebeu o nome de Royal Crescent Hotel. Os donos mudaram ao longo das últimas décadas, mas o nome foi mantido. Os proprietários atuais assumiram o hotel na década de 2010 e fizeram novas restaurações e obras de renovação, inclusive no spa com seis salas de tratamento (com produtos naturais da grife britânica Elemental Herbology), saunas seca e a vapor e uma deliciosa piscina aquecida e coberta com 12 metros de extensão e cercada por paredes em pedra. O ambiente é do século XVIII; os confortos, do século XXI. O serviço é impecável.

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Suítes à la Bridgerton

O hotel tem 45 elegantes acomodações, com decorações únicas e banheiros em mármores. Os quartos de entrada, com 23 m² e móveis de época, podem ser um pouco apertados. Mas as 11 suítes com pé-direito alto, tetos ornamentados, lustres, bustos e pinturas a óleo valem o investimento. A sensação de dormir em um prédio de quase 250 anos é a de estar em um cenário de Bridgerton. Ainda que o ambiente seja extremamente romântico, o Royal Crescent Hotel é family friend. Há quartos interligados e outros que podem receber camas extras. O hotel oferece serviço de babysitting e maiores de 12 anos podem usar a piscina do spa.

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O Royal Crescent Hotel tem ainda uma villa com quatro quartos e jardim privativo, procurada por celebridades do cinema e da música. E oferece buyout muito antes de a pandemia ter transformado em tendência a opção de reservar um hotel inteiro para você, sua família e seus amigos. Rolling Stones e U2 já fecharam o Royal Crescent Hotel apenas para convidados.

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bAR, RESTAURANTE E SPA SÃO ABERTOS AO PÚBLICO

Um belo jardim separa os quartos da construção onde ficam o Dower House Restaurant, o Montagu Bar & Champagne Lounge e o spa, todos abertos ao público em geral mediante reserva. O nome do bar homenageia a socialite, incentivadora da literatura e escritora Elizabeth Montagu (1718-1800), que morou no número 16 e organizou muitos eventos literários em seus salões. No site do hotel há detalhes saborosos da história do Royal Crescent e de seus personagens, que renderiam outras séries de TV. Mas é a literatura que é parte indissociável de Bath, como bem sabem os leitores de Jane Austen. A escritora inglesa (1775-1817) viveu na cidade e a usou como inspiração e cenário em suas obras. Royal Crescent incluído.

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Piscina no Four Seasons Bangko

Novos hotéis de luxo para 2021

A ILTM Cannes, a maior e mais importante feira de viagens de luxo do mundo, todo dezembro na Riviera Francesa, e as versões regionais foram canceladas em 2020. O evento de Cannes, no qual eu estaria pela nona vez, se transformou no ILTM (International Luxury Travel Market) World Tour, dividido por três diferentes mercados. Participei da seção Americas, realizada virtualmente. De modo geral, a ILTM mostrou que o setor de viagens de luxo é resiliente. Na hotelaria, propriedades foram abertas em 2020 e há novos hotéis de luxo previstos para 2021 em todo o mundo.

Ao longo de 2020 propriedades independentes e de pequenas e grandes redes fecharam, outras tiveram suas aberturas adiadas, mas o segmento continua sólido e se adaptando aos novos hábitos de consumo. Ben Trodd, vice-presidente de Vendas e Marketing do grupo canadense Four Seasons, destaca dois exemplos de hotéis da rede que, como muitos de nós, se “reinventaram” na pandemia. O FS Jackson Hole, no Wyoming, procurado por turistas estrangeiros, agora recebe 80% de público doméstico e garantiu boas taxas de ocupação no verão. É a staycation versão Estados Unidos. Já o FS Punta Mita, no México foi pioneiro no hotelschooling voltado para o mercado americano. “Estamos tomando decisões baseadas na ciência e priorizando a segurança de nossos colaboradores”, diz Trodd.

Ainda não podemos viajar por aí sem preocupação, mas há muita coisa boa nos esperando pelo mundo. A seguir, alguns novos hotéis de luxo de 2021.

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Cheval Blanc Paris

Um dos novos hotéis de luxo mais aguardados para 2020 está pronto para ser inaugurado em 2021. Anne-Laure Pandolfi, diretora de Relações-Públicas e Inovação da área de hotelaria do conglomerado de luxo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton), diz que grife francesa pretende anunciar em fevereiro a data de abertura de seu quinto hotel. O Cheval Blanc Paris está instalado no impressionante prédio art déco da antiga loja de departamentos Samaritaine, um ícone às margens do Rio Sena, e terá 72 quartos e suítes. Pandolfi anunciou ainda que a marca trabalha em um projeto de longo prazo para 2025 em Los Angeles, na Rodeo Drive em Beverly Hills.

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Airelles Château de Versailles, Le Grand Contrôle

Outra grife francesa vai inaugurar uma propriedade das mais exclusivas em 2021. O Airelles Versailles terá apenas 14 acomodações, com móveis originais do século XVIII e design assinado pelo parisiense Christopher Tollomer, o mesmo dos outros hotéis franceses da marca criada em 2017. Os hóspedes terão acesso ao palácio em horários especiais, inclusive à noite, e jantares festivos assinados por Alain Ducasse. “Inicialmente pensamos que uma noite em Versailles é o suficiente. Mas como todas as experiências que vamos oferecer esperamos que os hóspedes fiquem duas noites”, diz Kevin Triboulet, diretor de Vendas e Marketing. Para 2023 e além, há planos de novos hotéis em Paris e Veneza (este seria o primeiro fora da França).

Novos hotéis de luxo em 2021: One&Only Portonovi, Montenegro
Vista da varanda de um dos quartos do O&O Portonovi | Foto de divulgação
One&Only Portonovi

Em 21 de março de 2021 a O&O inaugura seu primeiro resort europeu, outro projeto adiado de 2020. Portonovi, em Montenegro, tem 130 acomodações e as reservas estão abertas. O segundo hotel O&O na Europa, na ilha grega de Kéa, ficou para 2022. Marca que faz parte do grupo Kerzner International, a One&Only chegou ao evento da ILTM comemorando a abertura e as taxas de ocupação do Mandarina, o segundo resort O&O no México. “As 54 villas no Mandarina já foram concluídas levando em conta o distanciamento social”, diz David Solis, diretor regional de Vendas e Marketing. Pelas fotos que mostramos em primeira mão no Instagram @HotelInspectors parece mesmo um lugar para ocupar o topo da lista de desejos. O hotel fica a uma hora de carro do aeroporto de Puerto Vallarta, cidade histórica na costa do Oceano Pacífico, e tem um restaurante do premiado chef Enrique Olvera.

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Four Seasons Napa Valley

O novo FS na principal região vinícola da Califórnia terá 85 acomodações, duas piscinas ao ar livre e spa com tratamentos voltados para o bem-estar. A inauguração está prevista para o início do ano, mas ainda sem data marcada. A rede canadense planeja outras aberturas para 2021, entre elas Nova Orleans, com vista para o Rio Mississippi; Tamarindo, na Costa Oeste do México, e San Domenico Palace, endereço italiano histórico em Taormina, na Sicília. Já o FS Bangkok at Chao Phraya River (foto no início do texto) é um hotel novo que marca o retorno da rede à capital tailandesa, em 18 de dezembro de 2020.

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Novos hotéis de luxo para 2021: Waldorf Astoria Monarch Beach, na Califórnia
O beach club do Waldorf Astoria Monarch Beach, na Califórnia | Foto de divulgação
Waldorf Astoria Monarch Beach

A clássica marca de luxo do grupo Hilton acaba de assumir a operação do Monarch Beach Resort, em Dana Point, no Sul da Califórnia. A esperada reabertura do hotel de Nova York, ícone da hotelaria em Manhattan, ficou para 2022, assim como a inauguração em Londres no centenário Admiralty Arch. O histórico WA New York terá menos quartos e mais espaço. O projeto é de antes da pandemia (as obras de renovação começaram em 2017). Dino Michael, chefe global da Waldford Astoria, chamou a atenção para os ajustes sutis da hotelaria de luxo sobre os quais já escrevemos aqui: “Somos abençoados com espaço e podemos facilmente oferecer um escritório com vista, uma workcation”. Para o futuro mais distante, em 2026, está previsto o primeiro WA japonês, em Tóquio.

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Crockfords Las Vegas, LXR

Previsto para julho de 2021, o hotel terá 230 quartos no Las Vegas Boulevard, perto do Wynn. Esta é a mais nova marca de luxo do grupo Hilton: “Na LXR os hoteleiros são independentes. Os hotéis têm características próprias e permitem que sejam criadas experiências diferentes em cada um deles. São destination experiences para atrair hóspedes de outros resorts”, conta Feisal Jaffer, chefe global da marca hoje com seis hotéis em diferentes países. Entre eles está o Oceana em Santa Monica, Califórnia, que reabre como LXR em janeiro. Em setembro deve ser inaugurado o Roku Kyoto. O hotel de Londres, The Biltmore, Mayfair, pode ser considerado uma novidade. Abriu no final de 2019, fechou em março e reabre em abril de 2021.

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The Residences Dorchester Collection Dubai

O crescimento dos residenciais de luxo com serviços de hotelaria de grife é uma tendência do mercado. O grupo Dorchester Collection inaugura em 2021 The Residences Dubai. O hotel mesmo, o décimo da marca, só deve abrir as portas em 2022. Todos as nove propriedades do grupo estão funcionando, ainda que nem todos os restaurantes estejam abertos. Há planos de crescimento: “Certamente vamos nos expandir no futuro próximo para a Ásia e a América Latina. Estamos olhando o mercado latino-americano muito de perto, especialmente São Paulo”, diz o CEO Christopher Cowdray.

Com este rápido panorama dos novos hotéis de luxo em 2021, encerro meu ano no Hotel Inspectors. Ainda teremos mais uma coluna este mês, assinada pela inspector Mari Campos. Foi um ano duro para todos nós. No Hotel Inspectors nos esforçamos para trazer as novidades e as melhores análises das transformações pelas quais a hotelaria está passando em tempos de Covid-19. Vimos nossa audiência aumentar muito, aqui e no Instagram @HotelInspectors, e tivemos o reconhecimento da lista 100+ Poderosos do Turismo Panrotas Elo na categoria Conteúdo e Mobilização.

Muito obrigada pela companhia e até 2021!

Leia também: Os melhores hotéis do meu 2019 (por @CarlaLencastre)

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Piscina do Sheraton, resort urbano no Rio

Staycation: como é se hospedar em um resort urbano no Rio

Biossegurança, protocolos, staycation são palavras com novos significados na pandemia de Covid-19. Staycation, algo como férias na própria cidade ou nos arredores, vem do inglês (stay + vacation) e continua sem tradução em português. É algo que já fiz algumas vezes no Rio de Janeiro, onde moro, e que ganhou outro sentido com a pandemia. Depois de quase oito meses, meu primeiro check-in foi em um resort urbano no Rio. A ideia da escapada era aproveitar a mudança de ares para descansar, trabalhar e vivenciar as mudanças pelas quais a hotelaria está passando. Recentemente, fui conferir como estão funcionando os restaurantes de hotéis na orla carioca. Agora dei mais um passo.

Esta staycation durante a pandemia foi em hotel de grande rede internacional (Marriott), com procedimentos claros e que reunia tudo o que eu buscava naquele momento. Mas há muitas propriedades pequenas em que tudo também está certo. O importante é escolher o que melhor se adequa ao que cada um procura. No meu caso, buscava um lugar perto de casa, de frente para o mar, em meio ao verde, com ar puro e espaço para praticar distanciamento social sem esforço e recuperar um pouco os movimentos fazendo uma das coisas que mais gosto na vida: viajar. Ainda que para um destino realmente hiperlocal, a menos de 10 km do meu endereço.

Leia também: As novidades na hotelaria de luxo para 2021

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Sheraton Grand Rio, resort urbano de frente para o mar

Décadas antes de pensarmos em pandemia, o Sheraton Grand Rio já se destacava por ser um resort urbano com ampla área de lazer ao ar livre. Há 46 anos entre as praias do Leblon e de São Conrado, com vista livre para o Oceano Atlântico, foi renovado para as Olimpíadas de 2016 e está bem conservado. O hotel, o primeiro de marca internacional no Rio, fica perto das melhores praias cariocas, de bares e restaurantes e do comércio. Mas escolhi não sair do resort e aproveitar todas as comodidades e a exuberância da natureza ao redor, como mostrei no meu Instagram.

Fui durante a semana e transformei o home office em room office: a staycation foi também uma workcation com vista para o mar. Encontrei poucas pessoas (todas respeitando as regras, inclusive o uso obrigatório de máscara nas áreas comuns), ambientes limpos e serviço acima da média com equipe gentil e eficiente. O Sheraton Grand Rio retomou as atividades em setembro de 2020 seguindo os novos procedimentos de limpeza da Marriott International sobre o qual já escrevi aqui (detalhes no site da rede). O hotel tem também os selos de conscientização brasileiros municipal, estadual e federal.

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Biossegurança: álcool gel por toda a parte e menus por QR code

O check-in pode ser feito pelo aplicativo Marriott Bonvoy ou, rapidamente, no lobby imenso e vazio, com álcool gel, barreira em acrílico protegendo os funcionários e marcação no piso. Os elevadores têm avisos lembrando que eles não devem ser usados por mais de duas pessoas de bolhas diferentes, além de álcool gel ao lado das portas e nas cabines.

Os quartos, com decoração clássica, estão disponíveis em diversas configurações. Vale a pena investir em uma das opções com vista para o mar. Na chegada, o aviso na porta diz que ninguém entrou depois da limpeza. Um código QR leva ao menu do room service e do minibar, agora abastecido sob demanda. O Wi-Fi funciona perfeitamente.

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Lazer: Uma das maiores áreas ao ar livre da hotelaria carioca

Há álcool gel por toda a propriedade, com destaque para os totens que funcionam por aproximação no acesso à área de lazer. Com muito verde e voltado para a praia, o ambiente ao ar livre é espaçoso e não favorece aglomerações. Há duas piscinas (a infantil, no momento, abre apenas nos fins de semana), uma jacuzzi, duas quadras de tênis e espreguiçadeiras por toda a parte. A trilha sonora às vezes pode ser animada demais para um ambiente tão tranquilo, mas basta se afastar um pouco das caixas de som para ouvir apenas o barulho do mar. Academia de ginástica, salão de beleza e saunas seca e a vapor ficam no spa e funcionam com hora marcada. A área de lazer do resort também pode ser aproveitada em day use.

Uma escadinha em madeira leva direto à Praia do Vidigal. Que não é privativa do hotel, mas parece. O outro único acesso é por uma escadaria que sai da Avenida Niemeyer. Durante a semana a prainha, com faixa de areia de 500 metros de extensão, costuma estar vazia. O serviço de praia do Sheraton está suspenso e ainda não tem data para voltar.

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Comes e bebes: restaurantes reabrindo aos poucos e bom room service

A área de alimentos e bebidas do Sheraton Grand Rio é onde mais se nota os efeitos da pandemia. Nos dias de semana, funcionam apenas o bar da piscina (12h às 17h) e o restaurante Casarão (das 6h às 23h). O cardápio à la carte é variado, as mesas estão afastadas umas das outras e o restaurante tem uma gostosa varanda aberta. Mas para quem não pretende sair do hotel durante a semana acaba sendo monótono fazer todas as refeições no mesmo lugar.

O Club Lounge está aberto apenas durante a tarde para um café expresso ou uma água. Estão suspensos o serviço de café da manhã e a happy hour. Às sextas-feiras e aos sábados abrem na parte da tarde e à noite a Casa da Cachaça (de pizzas, petiscos e sanduíches, vizinha do Casarão na área das piscinas); o Lobby Bar e o L’Etoile, restaurante gourmet no 26º andar.

O room service funciona bem e os pratos chegam na temperatura certa, mas o cardápio é bem menor do que o do restaurante. Já no café da manhã a melhor opção é mesmo pedir no quarto. O café farto chega muito bem apresentado. Com o room service, dribla-se o ponto em que o Sheraton poderia fazer melhor: o bufê de refeições self-service. Aqui o hotel segue o novo padrão de bufê pandêmico de resort, com muito plástico (espere encontrar laranjas com casca embrulhadas em filme de PVC), e pré-pandêmico, com desperdício de comida.

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Antes de ir

Com o aumento dos casos de Covid-19 em todo o país, inclusive no Rio de Janeiro, o cenário ainda é de incerteza. Antes de planejar uma staycation ou um day use é importante confirmar com o hotel, qualquer que seja a categoria, quais serviços estão funcionando e as regras da propriedade. E, claro, ter bom senso para avaliar se é um bom momento para uma escapada.

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RESTAURANTES DE HOTÉIS NO RIO DE JANEIRO: Vista do 7zero6 Praia Ipanema Hotel

Como estão funcionando os restaurantes de hotéis no Rio de Janeiro

A pandemia está sendo particularmente dura com alguns setores da economia, entre eles o de alimentos e bebidas. Conversei sobre a situação dos restaurantes de hotéis no Rio de Janeiro com Fernando Blower, presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio Janeiro, que me chamou a atenção para dados preocupantes. O setor de alimentos e bebidas é o que mais emprega jovens entre 18 e 24 anos no município e no estado do Rio de Janeiro. Antes da Covid-19 eram 110 mil empregos diretos nos bares e restaurantes do Rio e 170 mil no estado. Durante a pandemia, a capital perdeu 17 mil empregos na área; o estado, 27 mil.

“Os números podem ser de quatro a cinco vezes maiores se contarmos empregos indiretos, como pequenos fornecedores e distribuidores. E ainda temos os comerciantes que vivem do dia a dia sem garantias sociais, já que 75% de empresas do setor são de pequeno porte”, diz Blower.

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O SindRio é uma associação patronal fundada em 1911 e que hoje reúne mais de dois mil associados. Blower acredita que biossegurança e economia podem caminhar juntas e que bares e restaurantes têm função estratégica na retomada do turismo com responsabilidade:

“Ainda estamos na pandemia e não podemos dizer que há risco zero. Mas bares e restaurantes fazem parte do DNA do Rio de Janeiro, já tinham cultura de responsabilidade e biossegurança por conta dos alimentos. Uma pesquisa com nossos associados mostra que 96% dos empresários intensificaram os processos de limpeza e higiene e 76% foram além do exigido pelos novos protocolos. Porém a recuperação será muito lenta e gradual. No momento vendas de balcão e salão não são o suficiente. É preciso manter o delivery”.

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Os desafios da reabertura do turismo no Estado do Rio

Restaurantes de hotéis no Rio de Janeiro: Final de tarde visto do Arp, bar e restaurante do Arpoador Rio | Foto de Carla Lencastre
Final de tarde visto do Arp, bar e restaurante do Arpoador Rio | Foto de Carla Lencastre

Rio, cidade cobiçada nas pesquisas

O Rio de Janeiro está entre as cidades mais procuradas neste momento de reabertura do turismo doméstico. Dados da Omnibees do final de outubro mostram o Rio como o destino nacional mais buscado e o segundo efetivamente mais reservado (depois de São Paulo). Também no mês passado a Booking.com apresentou uma pesquisa na qual o Rio aparece como o lugar mais desejado em toda a América Latina, à frente de Cancún.

Ainda não viajei desde o início da pandemia. Mas como moro no Rio, ao longo das últimas semanas fui conferir como estão funcionando alguns restaurantes de hotéis do Rio de Janeiro. Para recomeçar a comer fora escolhi lugares que já frequentava antes da Covid-19. Em todos os restaurantes de hotéis no Rio de Janeiro visitados, a máscara só pode ser retirada à mesa e há álcool em gel por toda a parte. Se você se sente confortável para ir a restaurantes, e mora no Rio ou está pensando em visitar a cidade nas próximas semanas, compartilho as minhas (boas) experiências.

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Texto atualizado em 2 de dezembro de 2020 com o Gero, um dos novos restaurantes de hotéis no Rio de Janeiro

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Restaurante novo na Praia de Ipanema

O Fasano Rio tem desde novembro um novo restaurante: a filial carioca do Gero. Que já existia na cidade, em Ipanema mesmo, mas em outro endereço. Com a pandemia, o Fasano substituiu o Al Mare, mais sofisticado, pelo Gero. O lugar é o mesmo: o térreo do hotel. Mas o ambiente mudou um pouco. O impressionante lustre de Murano, peça-chave na decoração do Al Mare, foi recolhido; as paredes receberam os tijolinhos característicos do Gero e fotografias em preto e branco do Rio. Agora há mesas ao ar livre em uma varanda na calçada e as do salão estão mais espaçadas. Todas com álcool gel, cardápio por QR code e talheres em envelopes de papel.

O menu é um mix de clássicos dos dois restaurantes e novidades. As irresistíveis abobrinhas crocantes do Gero continuam no couvert. Apostei no carpaccio de atum, no tortelli de abóbora com amêndoas e no risoto de lula e tomate, finalizado à mesa. O chef continua o mesmo, Luigi Moressa. E o chef, enólogo e sommelier Danio Braga é o diretor de vinhos do grupo Fasano.

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Restaurante gourmet na Praia de Copacabana

O elegante Alloro, no Miramar by Windsor, é um dos melhores restaurantes italianos do Rio. Na Praia de Copacabana, no térreo do hotel, o salão tem parede envidraçada e pé direito alto. Cortinas leves deixam entrever o mar e o vaivém no calçadão. Reabriu em setembro com mesas bem espaçadas, permitindo distanciamento social. O ambiente é um oásis entre os muitos restaurantes de qualidade duvidosa da Avenida Atlântica. Na entrada, há álcool em gel, medição de temperatura e tapete sanitizante. O cardápio agora é por QR Code. Para quem mora no Rio, o Alloro al Miramar oferece a opção de delivery por aplicativo.

Ponto alto:

A cozinha do chef italiano Renato Ialenti passeia por diferentes regiões da sua terra natal. Fiquei pela Campânia e apostei na cremosa e impecável burrata alla putanesca, com azeitonas pretas, alcaparras e alici, seguida de risoto de frutos do mar. Para a sobremesa, fui para o Vêneto. O tradicional tiramisù é servido em uma linda xícara de vidro transparente.

Pode melhorar:

Há um excesso de plástico de uso único. A manteiga do couvert, em embalagem industrializada, vem embrulhada em filme PVC. Também chegam plastificados a colher do café (os outros talheres estão em embalagens de papel) e os petit fours.

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Restaurante com vista na Praia de Ipanema

O Espaço 7zero6 fica no Praia Ipanema Hotel, na divisa com o Leblon. O nome faz referência ao endereço: Avenida Vieira Souto 706. Com paredes em vidro, o restaurante está na cobertura e tem vista panorâmica para a praia e a Lagoa Rodrigo de Freitas (foto no início do texto). A quantidade de mesas foi reduzida e elas estão bem espaçadas. Há medição de temperatura e álcool em gel inclusive dentro no elevador que leva ao terraço no 16º andar.

O menu do chef Kadu Soares tem inspiração francesa. Aposte no queijo Saint Marcelin com mel trufado, que tanto pode ser entrada quanto sobremesa, e nas lentilhas com ovo pochê ou no risoto de aspargos e burrata. O 7zero6 é também ótima opção para um café da manhã caprichado e com vista.

Ponto alto:

O panorama que vai da Lagoa e do Corcovado às Ilhas Cagarras no Oceano Atlântico. Reserve uma mesa à janela.

Pode melhorar:

O menu apenas em papel. Um contato que pode ser evitado.

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Restaurantes de hotéis no Rio de Janeiro: drinques no Arp, bar à beira-mar do Arpoador Rio | Foto de Carla Lencastre
Bons drinques no Arp, o bar à beira-mar do Arpoador Rio | Foto de Carla Lencastre

Restaurante ao ar livre na Praia do Arpoador

O Arp, no Hotel Arpoador, já tinha uma gostosa varanda voltada para o mar. Desde setembro, quando reabriu, passou a oferecer também mesas no calçadão. Agora a cozinha está sob o comando da chef argentina Alê Maidana, do bom Quitéria, no Ipanema Inn (os donos são os mesmos do Hotel Arpoador). As deliciosas vieiras na brasa com manteiga queimada e pão de fermentação natural seguem no menu. E a mixologista Néli Pereira continua assinando a original carta de drinques, com ênfase em ingredientes brasileiros. O cardápio pode ser acessado por QR code. Há a opção de versão plastificada, desinfetada na hora por um funcionário. Os talheres estão em embalagem de papel. Cada cliente recebe um sachê de álcool em gel e um envelope, também em papel, para a máscara.

Ponto alto:

Os drinques criativos e as mesas com vista para o pôr do sol atrás do Morro dos Irmãos, um dos mais bonitos cartões-postais do verão carioca.

Pode melhorar:

As sempre irresistíveis Arp fritas chegam com um potinho de maionese de limão. Como geralmente são compartilhadas, seria melhor o molho vir em potes individuais.

Leia mais: Como estão funcionando os hotéis do Rio durante a pandemia

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Búzios, Rio de Janeiro

Desafios do turismo no Rio de Janeiro

O turismo representa cerca de 3% do PIB do Estado do Rio em 2019, segundo a Secretaria estadual de Turismo (Setur-RJ). O índice já foi maior, mas ainda é significativo. Atrair visitantes durante uma pandemia que não acabou, estimular viagens pelo estado e promover o turismo seguro e consciente passa por sustentabilidade, tanto do ponto de vista ambiental quanto social. Conversei sobre caminhos, desafios e tendências do turismo no Rio de Janeiro com Adriana Homem de Carvalho, secretária de Turismo do estado; Alexandre Sampaio, da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação); Fernando Alves da Silva, diretor de programas sociais do Sesc Rio; Fernando Blower, presidente do SindRio (Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro), e Pedro Guimarães, diretor-presidente da Apresenta Rio, associação de promotores de eventos. Destaco a seguir pontos importantes relacionados à hotelaria.

Impacto social e ambiental

Com a palavra Fernando Alves da Silva, do Sesc Rio, integrante do sistema Fecomércio: “Agora é a hora das empresas valorizarem os critérios ESG (Environmental, Social and Governance, ou meio ambiente, social e governança). As companhias que vão sobreviver são as que seguem estas premissas, envolvendo de colaboradores e fornecedores a clientes. É preciso planejar as ações ambientais e sociais parar gerar resultados tangíveis, auditáveis”.

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Fernando Blower, do SindRio, destaca a premência da questão social: “Para cada emprego informal gerado, você perde um formal. Sustentabilidade é o caminho. Temos que abraçar o social e o ambiental. Limpeza e higiene são itens básicos em bares e restaurantes. Logo em seguida estão a origem e a qualidade dos ingredientes, e o acolhimento e a empatia com colaboradores, fornecedores e clientes. Bares e restaurantes atraem turistas. E as pessoas procuram cada vez mais marcas que combinem com seus valores”.

Leia mais: Como estão funcionando os restaurantes de hotéis do Rio

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Números da hotelaria no Estado do Rio

Dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostram que, entre março e agosto de 2020, mais de 40 mil estabelecimentos do setor de viagens e turismo fecharam definitivamente, sendo 5.400 meios de hospedagem. Alexandre Sampaio, da FBHA, que reúne oito sindicatos patronais do Rio de Janeiro, destaca que 70% dos hotéis da cidade do Rio estão abertos (no país o índice chega a 90%), ainda que não com oferta plena de quartos. O panorama é similar nos principais polos hoteleiros fluminenses: “A ocupação média na cidade do Rio e em algumas outras cidades do estado durante a semana está entre 18% a 25%, podendo chegar a 35%. Nos fins de semanas a taxa de ocupação passa de 40%. Com protocolos gerando confiança esperamos superar a crise. Biossegurança é fundamental para que o turista retorne aos hotéis”.

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Sobre protocolos, Fernando Alves, do Sesc, ressalta a importância de cada um fazer a sua parte: “O público precisa entender que cada cidade tem os seus protocolos, e que eles podem ser diferentes entre si. A sociedade deve exigir informação em tempo real, de maneira transparente”.

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Morro Dois Irmãos visto da piscina do hotel Praia Ipanema, no Rio | Foto de Carla Lencastre
Eventos e os desafios do turismo no rio de janeiro

O Rio de Janeiro sediou em meados de outubro um dos primeiros eventos presenciais em tempos de Covid-19: a feira de artes plásticas ArtRio, realizada na Marina da Glória. Eventos atraem visitantes e aumentam a taxa de ocupação dos hotéis. Impacto ambiental e social faz parte da concepção de eventos, que são o primeiro emprego de muita gente. Mas eles geram aglomeração. Pedro Guimarães, da Apresenta Rio, acredita que a união do setor em relação aos protocolos é o caminho. “Medidas de biossegurança serão por muito tempo incorporadas à rotina do dia a dia. Quem não cumprir pode impactar o outro. Sabemos que os eventos estão no final da fila. Mas somos habituados a trabalhar com medidas cíclicas e flexíveis de organização de processos, de adaptação de rotinas e de implementação de experiências.”

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Lumiar, na serra fluminense | Foto de Carla Lencastre
O Estado do Rio e o selo do WTTC

A Secretaria de Turismo do Estado do Rio é embaixadora do selo Safe Travels do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC na sigla em inglês) e pode certificar prestadores de serviço públicos e privados do Estado. Os candidatos precisam ter o selo Turismo Consciente, com protocolos de biossegurança criados pela própria Setur-RJ e validados pela Secretaria estadual de Saúde. Tanto o Safe Travels do WTTC quanto o Turismo Consciente do Estado Rio são selos de conscientização. Ou seja, a empresa se compromete com os protocolos de biossegurança, mas não há fiscalização.

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A reabertura para o turismo de Búzios, Angra e Paraty

Entre os estados brasileiros com o Safe Travels estão São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Ceará. No Rio de Janeiro, além de criar protocolos de biossegurança para os 92 municípios do estado, mais recentemente a Setur-RJ começou a elaborar campanhas para atrair visitantes do próprio estado e de estados vizinhos. A Mais Rio por Menos, por exemplo, tem vários hotéis parceiros como Fairmont Copacabana, Miramar by Windsor, Santa Teresa MGallery e Sheraton Grand.

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Copacabana refletida no Alloro by Miramar | Foto de Carla Lencastre

A minha conversa sobre os desafios do turismo no Rio de Janeiro foi promovida pelo Sesc e realizada pelo jornal carioca O Globo. Está no disponível no YouTube. Para assistir não é preciso ser assinante do jornal nem fazer cadastro. Basta clicar aqui.

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