Hotel do Café, fazenda Guaritá

Novo Hotel do Café aposta em história no interior do Rio de Janeiro

Quase ao mesmo tempo em que os proprietários da Fazenda Marambaia se inspiravam em tempos de outrora para inaugurar um hotel boutique de luxo em Petrópolis, em um ponto mais no interior do Rio de Janeiro, perto de Vassouras, antigo domínio de outro ramo da família imperial brasileira, os donos da Fazenda Guaritá abriram o Hotel do Café. Os dois novos tranquilos hotéis fluminenses inaugurados durante a pandemia possuem uma imensa área verde, mas nada têm a ver com “hotel fazenda”. São voltados para adultos, ainda que aceitem crianças. No hotel Casa Marambaia, instalado em um casarão de meados do século 20, a gastronomia de inspiração francesa é um ponto fortíssimo. Já no Hotel do Café, em uma fazenda de 1875, é o acervo histórico que torna a viagem à região do Vale do Café especial e imperdível.

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O Hotel do Café é um endereço para quem quer passar uns dias imerso em natureza e história e desconectado da vida urbana. Sem sinal de telefone e com Wi-Fi fraco e intermitente, que os proprietários estão tentando melhorar, por enquanto não é endereço para instalar um anywhere office. A internet irregular me proporcionou um check-out idílico: paguei a conta embaixo de uma figueira no jardim, o único ponto onde a máquina de cartão funcionou.

Inspiração & informação: Veja fotos do Hotel do Café no Instagram Hotel Inspectors

O empresário Omar “Catito” Peres, dono de dois restaurantes tradicionais do Rio, do Bar Lagoa e da Fiorentina (este fechado no momento), comprou e restaurou a Fazenda Guaritá há cerca de 20 anos. O acervo histórico espetacular foi garimpado em leilões e antiquários no Brasil e na Europa por Catito e sua mulher, a jornalista Lenise Figueiredo, que guia um imperdível tour pela coleção da propriedade. O casal vivia entre a fazenda do Vale do Café, onde recebiam amigos com frequência, e Roma. Mas, desde o início da pandemia os dois estão na fazenda, e daí veio a ideia de transformar a propriedade em um hotel. A estreia do casal na hotelaria foi em dose dupla: além do Hotel do Café, a dupla arrendou o Mara Palace, o mais tradicional hotel de Vassouras, que tem um público fiel e está sendo renovado.

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Hotel do Café, na Fazenda Guaritá, de 1875: à esquerda estão os quartos; à direita, o restaurante; ao fundo, o Rio Paraíba do Sul. O gramado fica na antiga área de secagem do café | Foto de Carla Lencastre

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Como é se hospedar no Hotel do Café

O Hotel do Café se apresenta como um hotel de luxo. O projeto ainda está na fase inicial, e há ajustes a serem efeitos, principalmente na área de alimentos e bebidas. Por enquanto, o hotel funciona apenas de quinta a segunda-feira. A seguir, alguns detalhes da minha hospedagem de três dias, no início de julho. Estou mostrando outras fotos também no meu Instagram @CarlaLencastre

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Localização

O Hotel do Café fica no pequeno município de Rio das Flores, a cerca de três horas de carro do Rio e a seis de São Paulo. As estradas estão boas condições, com exceção do curto do trecho final, de terra. O hotel está a 30km de Vassouras, que tem um agradável centro histórico. Banhada pelo Paraíba do Sul, a Fazenda Guaritá é de 1875, a fase final do ciclo. Na outra margem do rio passam os trilhos da Ferrovia do Aço.

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Área verde

O Hotel do Café tem dezenas de palmeiras imperiais, características das fazendas da região, jabuticabeiras e mangueiras. Atualmente há pouquíssimo café no Vale do Café, mas a Guaritá começou a cultivar uma pequena aérea. O hotel tem trilhas para caminhadas, piscina e quadra de tênis ao ar livre, cadeiras espalhadas à beira-rio para ver o trem passar ou estrelas. Em frente à casa principal, onde antes era a secagem dos grãos, há um gramado ladeado por duas construções originais hoje com quartos e salões que abrigam restaurante, bar com piano, cozinha, sala de jogos com sinuca, sala de estar, alambique, e uma locomotiva a vapor do início do século passado. A Maria Fumaça inglesa, com um vagão de passageiros, às vezes faz um percurso de cerca de 1km da entrada da fazenda até a área do hotel. Perto da piscina há sauna seca e outra piscina pequena e coberta. No inverno, os dias no Vale do Café são quentes e ensolarados. À noite, a temperatura cai abaixo de 20 graus Celsius.

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Quartos

Por enquanto são 12 suítes com nomes de personagens do período imperial, com duas entradas cada, uma voltada para o gramado principal, outra para o rio. O casarão da fazenda tem outros cinco quartos, menores, que ainda estão sendo preparados para receber hóspedes. As suítes, assim como toda a propriedade, são decoradas com um incrível acervo de objetos da época do Brasil Império, garimpados pelos proprietários em leilões e antiquários. É como passar a noite em um museu histórico, e este é o maior luxo do Hotel do Café. Outros confortos nos quartos são a roupa de cama de muitos fios e as toalhas de banho de algodão egípcio (o enxoval tem monograma da fazenda), e amenidades de banheiro da grife italiana Acqua di Parma.

A suíte na qual me hospedei, a D. Pedro I, era aconchegante e confortável, com piso em taco de madeira, saleta com sofá e mesa de centro, quarto com escrivaninha e uma televisão pequena, e dois banheiros. Cada acomodação tem uma decoração única, e algumas têm armário e espelhos. O que não era o caso, com exceção de um espelho acima de uma das pias. Não há roupão de banho, secador de cabelo nem minibar. A arrumação diurna sob demanda é apenas da cama, e não inclui o banheiro.

Gastronomia

O restaurante do Hotel do Café é amplo, com pé direito alto, seis janelas e três portas duplas, boa ventilação cruzada e álcool gel. O ambiente é de alta gastronomia, com mesas com toalhas brancas arrumadas com porcelanas, sousplats, talheres de prata, flores frescas. Café da manhã, almoço e jantar, com bebidas não alcoólicas, estão incluídos na diária. Os pratos são saborosos, ainda que o menu seja bem restrito. Não há carta de bebidas.

O café foi servido de duas maneiras diferentes. No primeiro dia, vieram direto da cozinha para a mesa, como os tempos pandêmicos recomendam, fruta, iogurte, queijos, geleias, pães, e suco e ovos feitos na hora. No segundo dia, o café estava montado em um bufê tradicional, com todos os itens do dia anterior, além de bolos da casa.

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A maior parte dos alimentos, em todas as três refeições do Hotel do Café, vem de um atacadista no Rio de Janeiro. O que significa, no caso do café da manhã, geleias e pães de forma industrializados. Na fazenda são feitos queijo minas, ricota, iogurte, bolo aos domingos e uma cachaça envelhecida 18 anos em barril de carvalho. Tudo uma delícia.

O hotel está sem chef de cozinha, e o almoço e o jantar têm apenas um menu do dia. No almoço, sem entrada, havia duas opções de prato principal (carne ou peixe) e goiabada com queijo para sobremesa. À noite, duas sopas (batata-baroa ou canja), um prato principal que escolhi mais cedo e nenhuma sobremesa. No dia seguinte, o almoço foi feijoada, sem alternativa de feijão ou farofa sem carne. Para o jantar, duas opções de sopa (aipim com carne-seca ou canja), três de prato principal (carne, arroz de pato e o mesmo filé de tilápia do dia anterior) e três de sobremesa. Para beber, água em garrafas de plástico, refrigerante, caipirinha de limão e um rótulo de vinho tinto português, que pode ser servido em taça (R$ 23). Quem levar o próprio vinho (recomendo), paga taxa de rolha de R$ 40.

O Hotel do Café tem um interessante “menu imperial”, apresentado aos hóspedes ao final da refeição. Trata-se de uma pesquisa histórica bacana sobre o que os nobres da época gostavam de comer, com detalhes divertidos sobre os personagens e os ingredientes. Pedi para experimentar um dos pratos no jantar. Apostei em almofadinhas de surubim com espuma de capim santo e alcaparras, receita inspirada pela Imperatriz Leopoldina, que, informava o menu, trouxe as alcaparras para o Brasil. À noite, a massa recheada veio à mesa coberta por denso molho branco, sem alcaparras. A dica é folhear o menu como curiosidade, e escolher entre os pratos sugeridos pela casa.

Leia também: Tudo o que publicamos no Hotel Inspectors sobre hotelaria na pandemia

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Casa Marambaia: novo hotel de luxo em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro

Casa Marambaia: novo hotel de luxo em Petrópolis, região serrana do Rio

Abrir um novo hotel em plena pandemia não é decisão fácil. Porém pode dar certo, e já temos alguns exemplos pelo Brasil. No Estado do Rio, o case de sucesso no atual momento é a Casa Marambaia, em Corrêas, um dos distritos de Petrópolis. O mais novo hotel de luxo da região serrana fluminense começou 2021 cauteloso, funcionando nos fins de semana. Hoje abre todos os dias e seu restaurante recebe o público em geral para café da manhã, almoço ou jantar. Há ainda atividades ao ar livre como piqueniques nos jardins desenhados por Burle Marx ou almoços à beira da piscina que podem ser reservadas por hóspedes ou não hóspedes.

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Veja também: outras fotos da Casa Marambaia no instagram do @HotelInspectors

O ambiente e o serviço são impecáveis, mas os maiores luxos do hotel boutique são a beleza da imensa área verde, voltada para as montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, e a ótima ventilação do casarão. Lobby, recepção, quartos, bar, restaurante, salões de estar… os cômodos são espaçosos e luminosos, com amplas portas e janelas sempre abertas para os jardins. Até o corredor no piso superior que leva aos oito quartos é bem ventilado e iluminado. Outro ponto fortíssimo é a alta gastronomia francesa, assinada pelos chefs Villard (ex-Sofitel Rio/Le Pré Catelan) e David Mansaud (ex-Copacabana Palace).

A sensação é de estar sendo recebido na casa de amigos que pensaram em todos os detalhes, como chinelos no seu número e orquídeas floridas inclusive nos banheiros. O casarão parece uma propriedade particular, o que de fato foi por sete décadas. Porém a até agora bem-sucedida transição para hotel de luxo é conduzida por um grupo experiente, o Promenade. A empresa administra hotéis e apart-hotéis no Estado do Rio e em Minas Gerais, e está em expansão para Mato Grosso do Sul (o Bonito All Suites tem inauguração prevista para o segundo semestre).

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O casarão faz parte da Fazenda Marambaia, empreendimento imobiliário com cinco diferentes loteamentos. O primeiro tem 20 casas e fica bem perto do hotel, com vista para os jardins. Conversei com Emir Penna, diretor da Promenade, que me explicou a ideia por trás dessa parte do projeto: “Essas primeiras casas já estão vendidas e em construção. Os proprietários vão usar algumas das residências, mas a Promenade vai administrar uma parte delas, aumentando as opções de hospedagem oferecidas pelo hotel”.

Casa Marambaia funciona para buyout (quando um único grupo reserva todos os quartos) e, também, como hotel destino, para quem está em busca de turismo de isolamento, porém não quer necessariamente ficar no meio do nada. É um hotel mais voltado para adultos, que aceita crianças. Alguns quartos podem receber uma cama extra.

Casa Marambaia; jardins desenhados por Burle Marx na década de 1950 | Foto de Carla Lencastre
Casa Marambaia: hotel tem jardins desenhados por Burle Marx na década de 1950 | Foto de Carla Lencastre

Como é se hospedar no novo hotel Casa Marambaia

Mês passado estive por uns dias na Casa Marambaia. Foi minha primeira viagem depois de 14 meses em casa, no Rio de Janeiro, e não poderia ter recomeçado melhor. Como meu trabalho remoto permite, fui durante a semana. O hotel segue todos os “novos protocolos”: check-in e check-out sem contato, álcool gel à vontade (em embalagens grandes para evitar desperdício de plástico), uso obrigatório de máscara nas áreas comuns (e, no restaurante, envelopes em papel para guardá-la), distanciamento social sem esforço, funcionários testados de 15 em 15 dias.

Localização

A cerca de 1h30m, do Rio, dependendo do ponto de partida e do trânsito. Para quem chega de avião de outros estados, o melhor aeroporto é o Galeão, a 80 km do hotel. A estrada (BR-040) está em boas condições. Apesar de estar imersa na natureza, a Casa Marambaia fica a meio caminho entre o Centro de Petrópolis e o distrito de Itaipava, a apenas 20 minutos de cada. É uma região com muitos bons hotéis, restaurantes e lojas charmosas.

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A Pedra do Cone e o jardim vistos de um dos quartos da Casa Marambaia | Foto de Carla Lencastre
A Pedra do Cone e o jardim vistos de um dos quartos da Casa Marambaia | Foto de Carla Lencastre
Área verde

Roberto Burle Marx desenhou os jardins na década de 1950. A paisagista Daniela Infante assina a restauração. É difícil escolher o canto mais bonito, mas acho que o meu favorito foi a escada d’água. O painel em cerâmica assinado por Burle Marx e seu parceiro Haruyoshi Ono ainda será recuperado. Para quem quiser ir além da contemplação, há quadras de tênis e trilhas para caminhadas. Os percursos, sempre montanha acima, são de diferentes níveis de dificuldade e podem ser guiados. De volta ao dolce far niente, o hotel tem ainda uma bonita piscina, original da construção. À noite, um programa delicioso é comer a sobremesa ou tomar a saideira no jardim sob as estrelas e em torno de uma fogueira.

Gastronomia

Os chefs Roland Villard e David Mansaud, presentes em alguns dias da semana, criaram os menus. A competente e simpática chef Bruna Mello comanda a cozinha no dia a dia. As técnicas são de alta gastronomia francesa, porém a ênfase é nos ótimos produtos locais. Por exemplo, todos os queijos são da região assim como as verduras que chegam de uma horta vizinha ao hotel. O café da manhã tem um minibufê com pequenas porções de pães, bolos, geleias, iogurtes e sucos (tudo feito na casa) e um serviço à mesa, que oferece pratos tradicionais internacionais, como um ovo beneditino perfeito; clássicos dos chefs, entre eles o brioche do chef Roland, tão leve que quase derrete na boca, e itens brasileiríssimos, como frutas e pão de queijo quentinho. A dupla de chefs assina ainda jantares “imperiais” com menus inspirados nos tempos de Dom Pedro II, realizados uma vez por mês.

O bar, com mesa de sinuca e sofás confortáveis, e o restaurante têm mesas largas e espaçadas umas das outras, que se espalham pela varanda voltada para o verde ou as estrelas. Há aquecedores para as noites frias de inverno (a temperatura pode baixar a um dígito) e você pode levar o seu próprio vinho com taxa de rolha de R$ 70. A combinação da cozinha francesa com a exuberante beleza tropical dos jardins proporciona experiências gastronômicas únicas, como piquenique no gramado em torno do lago ou almoço leve na área da piscina.

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Quartos

As oito acomodações em cores diferentes têm decorações únicas, elegantes e aconchegantes, com detalhes originais e objetos dos antigos proprietários mesclados a itens contemporâneos, como a assistente virtual Alexa. Os quartos têm pé-direito alto, sacada com vista estonteante, cafeteiras com cápsulas de café de cortesia, minibar (sem bebidas em garrafas de plástico), banheiros (alguns com banheira) em mármore, amenities Bvlgari. É possível agendar uma massagem relaxante ou revigorante no quarto. Fiz um ótimo tratamento com uma terapeuta que trabalhou por duas décadas no Copacabana Palace e se mudou para a serra durante a pandemia. Por conta das especificidades da construção, há quartos mais bem resolvidos do que outros em relação a tomadas e saídas USB. O Wi-Fi funciona bem para uma workcation, mas sinal de telefone é difícil.

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História

O casarão da Fazenda Marambaia foi erguido no final da década de 1940 para ser a residência de Odete Monteiro, a primeira proprietária da fazenda e amiga de Burle Marx. Mais recentemente a fazenda pertenceu ao ex-banqueiro Luiz Cezar Fernandes, um dos fundadores do Pactual. O design de interiores da versão hotel é do Projeto Mix Arquitetura, de Petrópolis. Claudia Aguiar, do Empório Maria Maria, em Itaipava, assina a decoração.

Leia também: Tudo o que publicamos sobre hotelaria na pandemia no Hotel Inspectors

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Fairmont Rio na pandemia: nascer do sol | Foto de Carla Lencastre

A transformação do Fairmont Rio durante a pandemia

O executivo estrangeiro faz check-out, o turista brasileiro chega para o check-in. Um dos efeitos da pandemia na hotelaria de luxo de Rio de Janeiro e São Paulo foi a mudança de perfil dos hóspedes. Hotéis como Fairmont e JW Marriott, no Rio, ou Palácio Tangará e Renaissance, em São Paulo, eram voltados principalmente para o viajante internacional de negócios, espécie em risco de extinção no momento. Já turistas brasileiros que privilegiavam outros países em viagens de lazer se viram confinados dentro das fronteiras do país, uma vez que atualmente somos bem-vindos em pouquíssimos destinos turísticos pelo mundo. Esse público nacional tem formado a grande maioria dos hóspedes durante a pandemia no Fairmont Rio, por exemplo, e em outros hotéis urbanos de luxo.

Durante a minha mais recente staycation no Fairmont, entrevistei Michael Nagy, diretor de Vendas e Marketing do hotel carioca, aberto em 2019 e o único da marca de luxo do grupo francês Accor na América do Sul. O Fairmont Rio virou um hotel-destino. Nagy conta como a operação foi ajustada para atender ao novo perfil do viajante de luxo no Brasil:

“Foi uma transformação antes inimaginável. Nosso público hoje é predominantemente de turistas brasileiros, com muitos moradores da cidade vindo se hospedar para comemorar alguma data especial. E os cariocas passaram a frequentar o bar e o restaurante. Com todas as restrições impostas pela covid-19, percebemos que a maioria dos hóspedes sequer sai do hotel ou do entorno. Então resolvemos olhar para dentro e abrir nosso leque de experiências. Com o valor atual do dólar e do euro, acredito que ainda receberemos viajantes domésticos mesmo depois que os brasileiros voltarem a serem aceitos em outros países.”

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Fairmont Rio na pandemia: varanda de uma das suítes | Foto de Carla Lencastre
Varanda de uma das suítes do Fairmont Rio, em Copacabana | Foto de Carla Lencastre

Fairmont Rio na pandemia: refeições ao ar livre

Entre as novas atividades às quais Nagy se refere estão jantares na varanda dos apartamentos, com serviço à francesa; aulas de coquetelaria no bar Spirit Copa; visitas guiadas pelo acervo de móveis, objetos e obras de arte de designers e artistas brasileiros que decora o hotel. Programas ao ar livre na Praia de Copacabana, como aulas de stand-up paddle, no Posto 6, a tranquila faixa de areia em frente ao hotel, são oferecidos dependendo das medidas restritivas da Prefeitura. No momento, as praias do Rio estão liberadas.

O Marine Restô e o Spirit Copa Bar têm mesas largas, espaçadas uma das outras, a maioria ao ar livre em volta da piscina. A vista para a praia, com o Pão de Açúcar ao fundo, é espetacular, e fica ainda mais especial em noite de lua cheia. O restaurante e o bar acabam de lançar um menu de outono criado pelos chefs Jérôme Dardillac e Carlos Cordeiro, com doces da chef pâtissier Leticia Cruz e drinques do head bartender Cassino Melo.

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Fairmont Rio na pandemia: A piscina principal do hotel fica entre o restaurante e o bar | Foto de Carla Lencastre
A piscina principal do Fairmont entre o restaurante e o bar | Foto de Carla Lencastre
Menus de outono no Marine Restô e no Spirit Copa Bar

O ambiente de bar e restaurante do Fairmont Rio é elegante, mas o dress code segue o padrão carioca e vai do chinelo com areia no pós-praia ao terno e gravata. Dá para ir ao Marine ou ao Spirit para um café com vista ou para fazer uma degustação. No novo menu do restaurante, destacam-se o vinagrete de frutos do mar e o levíssimo capeletti na brasa com berinjela assada, cogumelos e raspas de castanha. Quem não dispensa sobremesa pode apostar no vacherin de sorvete de coco com maracujá. Mostrei os pratos no Instagram @HotelInspectors. A vista do almoço numa linda tarde de outono você pode conferir no meu Instagram @CarlaLencastre.

Entre os novos drinques, meu favorito foi o Duas Polegadas, batizado em homenagem a ex-miss Brasil Martha Rocha. De sabor intenso e com uma bonita apresentação, leva gim, azeite de ervas, Ramazzotti Rosato, Jerez fino e bitter de cacau. O Spirit tem boa carta de g&t (destaque para o gim tônica com sálvia e infusões de maçã desidratada, hibisco e casca de laranja), spritz, drinques com cachaça e não-alcoólicos, além de coquetéis clássicos. Para beliscar, vale investir no camarão na brasa ao alho e óleo e batata rústica.

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Como funciona o Fairmont Rio na pandemia

O hotel de 375 quartos segue os protocolos do selo AllSafe da Accor e hoje está com lotação média de 92%, operando com ocupação máxima de 50%, o que permite que as acomodações sejam arejadas por pelo menos 24 horas entre um hóspede e outro. Muitos ajustes na operação do Fairmont Rio foram em função de novas demandas, mas outras têm a ver com as medidas de biossegurança necessárias para enfrentar a pandemia. A seguir, alguns pontos que observei durante as minhas mais recentes hospedagens.

Piscinas e spa

As duas piscinas do hotel são amplas e climatizadas. A principal, entre o restaurante e o bar, tem vista para a praia. A outra, na parte de trás, recebe o sol da tarde e é mais tranquila. Preste atenção às paredes verdes no entorno: numa delas são cultivados os temperos usados no Marine Restô. Tive uma boa experiência no spa Willow Stream. As saunas seguem desligadas.

Serviço de quarto

Os pedidos são feitos pelo novo aplicativo do hotel, e entregues em embalagens biodegradáveis, sem pratos e com talheres em bambu. Tudo em um saco de papel. Prático para um sanduíche rápido, mas um pouco decepcionante no contexto do Fairmont fazer uma refeição em uma caixa de papelão, por mais sustentável que seja. A nova opção de jantar na varanda do quarto servido por um garçom deve preencher essa lacuna.

Café da manhã

É obrigatório o uso de máscara para circular pela área do Marine Restô, onde é servido o café, e os funcionários estão atentos. Mas se há um ponto que poderia fluir melhor é o bufê de refeições de hotel na pandemia.

O Fairmont optou pelo modelo híbrido. Há uma mesa com pães e sucos self-service, com boa área para circulação no entorno. O restante do bufê (frutas, queijos, frios etc.) fica na cozinha aberta para o salão, atrás de uma barreira transparente, e é servido pelos funcionários. São pequenos pratos previamente montados e embalados em plástico um a um. O resultado é um insustentável excesso de plástico descartável. Já na estação de pratos quentes, feitos na hora, o espaço para fazer e receber os pedidos é apertado, o que acaba dificultando o distanciamento social. A fila única, tanto para pedir quanto para pegar o prato quente, também não ajuda. Se você se afasta, quando volta tem que entrar na fila de novo. A melhor opção para quem busca tranquilidade é pedir o café da manhã no quarto.

Serviço

Continua atencioso e impecável em todas as áreas, como já tive oportunidade de constatar em diversas ocasiões, hospedada ou apenas de passagem. Poucos hotéis no Rio de Janeiro conseguem ter (e manter) esse padrão de excelência no atendimento.

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Spas de hotel no Rio: Sheraton Grand

Como funcionam os spas de hotel no Rio durante a pandemia

A busca por iniciativas que promovam o bem-estar aumentou ao longo do último ano. Já escrevemos aqui sobre como a hotelaria de luxo internacional está se movimentando para abocanhar parte deste mercado global trilionário. A tendência de wellness também se reflete na hotelaria brasileira. De pequenas propriedades de luxo no litoral do Nordeste a spas em hotel de grife no Rio de Janeiro há vários investimentos na área de bem-estar.

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O Kilombo Villas, no Rio Grande do Norte, criou uma linha de aromaterapia com três blends para aliviar o estresse e proporcionar relaxamento. No check-in o hóspede escolhe qual o aroma criado pela aromaterapeuta Fernanda Masson que perfumará a sua villa: patchouli, baunilha ou alecrim. Outras pousadas fazem ações pontuais, como a Estrela d’Água, em Trancoso, na Bahia, que planeja para junho um programa de bem-estar. Durante um fim de semana, o Conexão Estrela oferecerá aos hóspedes aulas de técnicas de respiração, yoga, meditação, massagem, entre outras atividades.

Quando o assunto é spas de hotel no Rio de Janeiro, como a hotelaria carioca se adaptou aos novos tempos? Para tentar responder à pergunta, agendei massagens corporais em três hotéis da cidade: Sheraton Grand, Fairmont e Fasano. Os protocolos são ligeiramente diferentes, mas há três pontos em comum: é obrigatório o uso de máscara durante o tratamento, é spa de isolamento (não se encontra nenhum outro hóspede no horário marcado) e as massagens relaxantes foram impecáveis.

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Leia também: De predador a construtor, é a vez do turismo regenerativo

Spas de hotel no Rio: a vista da sauna feminina do Sheraton Grand Rio | Foto de Carla Lencastre
A vista da sauna feminina do Sheraton Grand Rio | Foto de Carla Lencastre

Spas de hotel no Rio durante a pandemia

Sheraton Grand Rio

O tradicional hotel carioca “pé na areia”, perto da Praia do Leblon, foi a minha primeira escapada de casa na pandemia. Fiz uma staycation durante a semana na qual me senti segura com todos os procedimentos adotados pelo hotel. Um dos pontos fortes do Sheraton, especialmente nos tempos atuais, é a ampla área ao ar livre, com muito verde e de frente para o mar.

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Aproveitei para conferir como estava funcionando o Shine Spa, marca da Marriott International presente em vários hotéis da rede Sheraton. No quarto andar, a área é muito espaçosa, clara e iluminada, como a maioria dos ambientes do hotel. Os tratamentos são marcados com um tempo maior entre eles, para que haja tempo de higienizar as salas e áreas comuns e, também, para que seja possível manter distanciamento social. No meu caso, cruzei com outra pessoa, que estava chegando, apenas no momento que eu estava saindo. O vestiário é amplo e nos lockers há roupão, pantufas e amenidades de banho Granado. As saunas secas funcionam com agendamento. Marquei para 30 minutos antes do horário da massagem corporal de uma hora e foi perfeito para começar a relaxar. A sauna feminina tem um bônus: vista para o mar.

O spa do Sheraton recebe o público em geral, independentemente de a pessoa estar hospedada no hotel. Quem compra o pacote de day use tem desconto nos tratamentos. No mesmo andar do spa ficam a academia de ginástica e o salão de beleza, ambos com hora marcada.

Área interna do spa do Fairmont Rio, hotel aberto em 2019 | Foto de Carla Lencastre
Área interna do spa do Fairmont Copacabana, inaugurado em 2019 | Foto de Carla Lencastre
Fairmont Copacabana

O Willow Stream, spas dos hotéis Fairmont em todo o mundo, é uma das atrações do luxuoso hotel do Rio inaugurado há menos de dois anos. Com espaçoso vestiário em mármore branco, distanciamento social não é um problema. De qualquer maneira, os tratamentos, abertos ao público, estão sendo marcados de maneira bem espaçada, para evitar encontros no spa de 400 m². O que, de fato, não aconteceu. O locker tem um roupão bem gostoso Trousseau e roupas íntimas descartáveis. As massagens relaxantes de 60 ou 90 minutos começam com um escalda-pés. As saunas seca e a vapor do Fairmont permanecem fechadas. O pequeno (mas arejado) salão de beleza, ao lado do spa foi reaberto e oferece tratamentos capilares Kérastase.

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Na entrada do spa, no sexto andar, fica a simpática boutique do hotel, com produtos variados, incluindo um delicioso mel de flores silvestres exclusivo do hotel, proveniente do apiário Amigos da Terra, na região serrana do Estado do Rio. Como fiz o tratamento à tarde, emendei a massagem relaxante com um drinque no bar, o Spirit Copa, com mesas ao ar livre e distantes umas das outras. Dá ainda para combinar a terapia com café da manhã, almoço ou jantar no Marine Restô, também com área ao ar livre. Bar e restaurante ficam em torno da linda piscina de borda infinita do Fairmont, com uma vista espetacular para a Praia de Copacabana.

Spa do Fasano Rio | Foto de divulgação/Lipe Borges
Banheira para imersão e cromoterapia no spa do Fasano Rio | Foto de divulgação/Lipe Borges
Fasano Rio

O spa do Fasano fica no primeiro andar e é bem intimista e um pouco escuro, assim como o hotel carioca em Ipanema. Há um banheiro pequeno, mas confortável, com chuveiro, locker e álcool gel. Os tratamentos são criados pela terapeuta holística e massoterapeuta Fabrícia Nogueira, responsável pelos spas do grupo. Para o outono/inverno, o Fasano está lançando uma nova terapia para estimular o sistema imunológico, com escalda-pés com ervas e massagem relaxante em pontos de acupuntura usando óleos essenciais de tomilho e limão.

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Fiz a terapia de primavera/verão, que durou cerca de duas horas. O tratamento começou com 20 minutos de escalda-pés em um chá de flores e óleos essenciais e massagem com técnicas de reflexologia. Em seguida fiz 20 minutos de imersão em uma banheira, com óleos essenciais e cromoterapia. A imersão pode ser combinada com alguns dos outros tratamentos no menu do spa. Para encerrar, uma massagem corporal relaxante. Saí pisando nas nuvens e emendei com um almoço no novo Gero carioca, aberto em novembro de 2020 e com mesas ao ar livre. Uma delícia de programa duplo para fazer quando a situação melhorar.

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Bem-estar na pandemia: vista do spa do Park Hotel Viztnau, em Lucerna, na Suíça

Respire fundo: em busca de bem-estar na pandemia

Para tentar restaurar energias exauridas no longo, exaustivo e doloroso 2020, quem sabe até rejuvenescer um pouco, hotéis em todo o mundo investem em bem-estar e saúde física e mental. Depois de um ano de pandemia, wellness (bem-estar em inglês) é das tendências da hotelaria que ganham força em 2021, como turismo regenerativo (com viajantes e empresas se esforçando para deixar o lugar melhor do que encontraram), buyout, workcation, staycation.

A abordagem do conceito de bem-estar na hotelaria mudou. Tratamentos com base científica e ambientes que favorecem o relaxamento e deixam a ostentação de lado se valorizam. Dados da associação Global Wellness Summit mostram que o mercado movimenta US$ 4,5 trilhões e terá importância cada vez maior nas escolhas de viagem.

Em janeiro de 2021, depois de conversas sobre o futuro do bem-estar reunindo mais de 600 especialistas (como executivos da área, médicos e pesquisadores), o Global Wellness Summit apresentou nove tendências. Entre as previsões estão temas tão diferentes e importantes como respiração (just breath) e diversidade e inclusão (adding color to wellness), arquitetura e design (spiritual architecture) e imunidade (evidence-backed immune health), turismo consciente e responsável (mindful travel) e autocuidado (wellness and healthcare converge). Vários tópicos se aplicam ao setor de viagens em geral e à hotelaria em particular.

Leia também: Como funcionam os spas de hotel no Rio durante a pandemia

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Bem-estar na pandemia: grupos hoteleiros de luxo apostam em grifes

A pandemia torna a trilionária indústria de bem-estar extremamente mais importante, e a aproxima da ciência e de um estilo de vida mais saudável. Os investimentos da hotelaria são em diversas áreas, de instalações a novos produtos passando pela maneira como cada hotel aborda o assunto. No International Luxury Travel Market (ILTM), feira de viagens de luxo realizada em dezembro, sobre a qual já falamos aqui, novidades na área de wellness foram destaque.

O grupo Cheval Blanc, por exemplo, chamou a atenção para o ambiente do Randheli, resort nas Maldivas. O spa tem sua própria ilha privativa e tratamentos exclusivos da grife francesa Guerlain. Já o One&Only Resorts destacou a parceria recente com a marca suíça de bem-estar e spa médico Chenot. O objetivo é oferecer uma aproximação mais holística com tratamentos desintoxicantes, preventivos e regenerativos, todos personalizados e baseados em pesquisas científicas. O Portonovi, em Montenegro, estreia do grupo na Europa, será também o primeiro O&O a ter um Espace Chenot. Adiada algumas vezes por conta da pandemia, a abertura do resort europeu está marcada para 1º de maio de 2021.

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Menu do bem-estar na pandemia: rituais indígenas e sustentáveis

Na era covid-19, wellness tem sido frequentemente associado à natureza, seja para manter distanciamento físico ao ar livre, praticar esportes ou simplesmente contemplar o planeta. Planeta este que deve receber mais atenção de viajantes conscientes e responsáveis. O caminho para viagens totalmente sustentáveis ainda é longo, mas sabemos que não há sensação de bem-estar pessoal que perdure em um planeta doente.

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No México os dois Chablé Hotels na península de Yucatán têm iniciativas sustentáveis e são referência em bem-estar. Ambos combinam, nas palavras da publicação Lonely Planet, “serenidade, sustentabilidade e cerimônias indígenas”. Inaugurado há pouco mais de dois anos, o Maroma, na Riviera Maya, faixa de areia entre o azul do Caribe mexicano e o verde da floresta, oferece hidroterapia e tratamentos com técnicas ancestrais maias e fitoterapia. O ritual temazcal, guiado por um xamã, também está no menu.

Os programas de bem-estar dos hotéis Chablé (Maroma e Yucatán) associados a práticas sustentáveis foram os que mais me chamaram a atenção no LHW Latin America Virtual Showcase, evento realizado no início de março pela associação de hotéis de luxo Leading Hotels of The World. Mas o Chablé não foi único a se destacar em wellness no evento, do qual participo quase todo ano do evento em busca de novidades na hotelaria.

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AROMATERAPIA AO LIVRE e metais nobres

Do outro lado do Oceano Atlântico, no San Clemente Palace Kempinski, também membro da LHW, o spa The Merchant of Venice propõe uma “jornada sensorial entre Veneza e o Oriente”. Tratamentos com aromaterapia, como massagens corporais com óleos essenciais, poderão ser feitos ao ar livre nos jardins do hotel no próximo verão europeu.

The Merchant of Venice ganhou por dois anos consecutivos (2019 e 2020) o reconhecimento de melhor spa de hotel europeu no World Spa Awards. Ainda em 2020, o San Clemente foi eleito o melhor hotel da cidade italiana pelos leitores da publicação Condé Nast Traveler. Em uma ilha privativa na Laguna de Veneza, a dez minutos de barco da Piazza San Marco, o hotel tem reabertura prevista para 12 de maio.

Já o suíço Park Viztnau Health & Wealth Residence, às margens do Lago Lucerna, parte do grupo Swiss Deluxe Hotels e com o selo LHW, reúne saúde e riqueza no sobrenome. Com reabertura prevista para 1º de abril, o hotel oferece um spa (foto no início do texto) com vista e a grife La Prairie. A clínica suíça é especializada em tratamentos rejuvenescedores com ingredientes glamourosos como caviar, platina e ouro.

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A hotelaria no Brasil segue a tendência internacional de investir em bem-estar. De hotéis de grandes redes em centros urbanos a propriedades independentes no litoral, há novidades no setor. No final de 2020, estive em três spas de hotel no Rio de Janeiro e conto aqui como estão funcionando.

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