Torre da Universidade de Cartagena

Onde ficar em Cartagena, no Caribe colombiano

Em cima do muro não é uma opção. Do lado de cá ou do lado de lá é a principal dúvida na hora de escolher o hotel na belíssima Cartagena das Índias, no noroeste da Colômbia. Dentro da muralha de dez quilômetros de extensão, a cidade tem um colorido Centro Histórico do século 16, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, repleto de hotéis boutique, lojas, bares e restaurantes (estes até em cima do muro). Do lado de fora da muralha está o Mar do Caribe.

As praias não são aquelas dos cartões-postais caribenhos, com água azul turquesa e areia branca e fofa. Mas a hospedagem nos grandes hotéis à beira-mar é opção a ser levada em conta para quem viaja com crianças pequenas. Ou não dispensa a infraestrutura de um resort. Ou simplesmente quer combinar história com praia na mesma cidade.

Jacuzzi com vista para o Mar do Caribe no hotel Radisson Cartagena Ocean Pavillion | Foto de Carla Lencastre
Jacuzzi com vista para o Mar do Caribe no Radisson Cartagena | Foto de Carla Lencastre

Tive as duas experiências, dentro e fora do muro. A mais recente foi mês passado, quando voltei a Cartagena a convite do Radisson Ocean Pavillion. O hotel fica na praia de La Boquilla, entre 20 e 30 minutos de carro do Centro Histórico. Passa por reformas, principalmente na decoração das áreas comuns e dos 233 quartos. A parte principal da renovação deve estar concluída em dezembro. Contarei mais sobre o hotel em reportagem que será publicada na revista Panrotas (vou botar o link aqui mais adiante). Ainda ao norte do Centro, entre 30 e 40 minutos de carro, na região de Manzanillo del Mar, há duas novas opções de grandes redes hoteleiras: o Meliá Karmairi, somente para adultos, aberto em meados deste ano, e o Conrad Cartagena, inaugurado no final de 2017.

Prédios modernos ponta da península de Bocagrande, em Cartagena | Foto de Carla Lencastre
Prédios modernos na ponta da península de Bocagrande | Foto de Carla Lencastre

A área hoteleira de praia mais perto do Centro é Bocagrande, península repleta de arranha-céus que, vista do mar, lembra Downtown Miami. Está a cerca de 15 minutos de carro da principal entrada da cidade murada, a Porta do Relógio. Um clássico na área é o Hilton, em El Laguito, no sul da península. Há outras opções de redes, em diferentes faixas de preço. Em Bocagrande, como em La Boquilla, geralmente a areia e o mar são acinzentados, com águas mornas. Há vendedores, o assédio é grande; as praias são seguras.

O conjuntos histórico que vai abrir o Four Seasons Cartagena | Foto de divulgação
Como vai ficar o conjunto histórico que abrigará o Four Seasons Cartagena| Divulgação

Também ao sul do Centro, fica Getsemaní, um dos bairros mais antigos de Cartagena. É lugar para aproveitar a vida noturna, com muitos bares de salsa. Há alguns meses, a rede Four Seasons anunciou que sua terceira propriedade na Colômbia (há dois hotéis em Bogotá) será justamente em Getsemaní, em um conjunto de prédios históricos a apenas cinco minutos de caminhada da Porta do Relógio. Passei por lá, as obras ainda não começaram. Será a 15ª propriedade da coleção Four Seasons Historic Hotels.

Em fase de gentrificação, o bairro tem hostels e hotéis como o Selina, inaugurado há menos de um ano, com quartos individuais e comunitários.

O novo Selina Vila Madalena, em São Paulo

Como é o Selina Rio, o primeiro hotel da rede no Brasil

Para quem vai a Cartagena em busca da vida do século 21 pelas ruas do século 16, o lugar para ficar é do lado de dentro do muro. Em uma vez passada, tive ótima experiência no Charleston Santa Teresa, o que contribuiu muito para o meu amor à primeira vista pela cidade. Com 87 quartos, instalado em um antigo convento do século 17 perto da Torre do Relógio, o hotel tem piscina no terraço, com vista para as torres da Catedral em primeiro plano, e o selo Traveller Made. Revisitei as áreas comuns, e a impressão continua boa. No belo claustro central estão as mesas do Harry’s, restaurante de Harry Sasson, um dos chefs colombianos mais famosos.

Outro convento, também do século 17, abriga o Sofitel Legend Santa Clara, com 123 quartos. Já conhecia o bar El Coro, que continua bom, e o restaurante 1621. El Coro é o endereço da cripta que inspirou Gabriel García Márquez no livro Do amor e outros demônios. A casa do escritor colombiano, ainda hoje com sua família, é vizinha ao Santa Clara. As áreas comuns do hotel são lindas, especialmente o pátio central repleto de plantas e com um poço de água. A piscina, razoavelmente grande para uma área histórica, está em um pátio ao lado. Este é o hotel do Centro Histórico com melhor estrutura para receber crianças pequenas.

Nesta viagem de agora, conheci a Casa San Agustín, membro da Leading Hotels of the World, a convite do próprio Radisson Cartagena. O restaurante Alma, especializado em frutos do mar com leitura contemporânea, é bem gostoso. Tem vista para a pequena piscina em formato de L, por sua vez emoldurada pela parede em pedra de um aqueduto do século 17. Os 30 quartos, com decorações únicas, oferecem mix charmoso de detalhes contemporâneos e históricos, alguns com afrescos originais nas paredes. O hotel tem spa e solário com vista para a torre da universidade do século 19, onde estudou García Márquez (foto na abertura deste texto).

E agora? Qual o seu lado do muro?

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O que há de especial na hotelaria das Maldivas

O turismo nas Maldivas é algo relativamente novo, com os primeiros resorts abrindo suas portas no país anos anos 1970. Hoje, a principal força motora da economia nacional é um verdadeiro fenômeno, com mais de 150 resorts operando no país, incluindo 20 novinhos em folha (como os ultra luxuosos Hurawalhi e Kudadoo) , que abriram suas portas neste 2019 (e diversos novos resorts já têm suas aberturas agendadas para os próximos cinco anos).

Com cerca de 1190 ilhotas espalhadas em diferentes atóis no oceano Índico, a beleza aquática das Maldivas é mesmo tudo aquilo que as brochuras dos hotéis prometem. As Maldivas têm das melhores possibilidades de avistamento de vida marinha do mundo, tanto debaixo d’agua quanto nos passeios de barco. O que torna relativamente fácil vender um destino que ainda é um dos mais caros do mundo – sobretudo por ser um destino que, com a mais baixa elevação do mundo e um ecossistema bastante frágil, é um dos mais afetados pelo aquecimento global e aumento do nível do mar.

Enquanto as temperaturas nas Maldivas são praticamente as mesmas o ano todo, a sazonalidade das chuvas deve ser rigorosamente considerada pelo turista. A melhor temporada vai de novembro a abril, mas é também a mais cara e cheia. Quem não se importa em pegar um pouco de chuva durante sua estadia, pode apostar no meses de setembro e outubro, que costumam ter tempo mais estável e boas promoções na hotelaria. Mas a hotelaria nacional joga os preços pra baixo mesmo de maio a julho, que são indiscutivelmente os meses mais chuvosos. E, por isso mesmo, se esmeram tanto em oferecer a maior variedade possível em atividades e gastronomia – além de quartos de sonho – para manter o turista feliz mesmo quando o céu desaba lá fora.

Nos últimos anos, as Maldivas entraram em todas as listas de “lugares para visitar”das grandes publicações internacionais. No fundo, ao comprar suas férias nas Maldivas, o turista está comprando especificamente sua estadia em uma destas mais de mil ilhotas. Está comprando um hotel determinado (já que a maioria se hospeda a semana toda no mesmo resort), muito mais que o destino em si. A maioria destas ilhas é minúscula e ocupada por um único hotel ou resort, e é aí que a hotelaria desempenha um papel fundamental num destino. Durante sua hospedagem, tudo que você fará e consumirá, dos restaurantes aos passeios, será oferecido e gerenciado pelo hotel que você escolheu.

Em setembro passado, estive por duas semanas em quatro diferentes ilhas, três atóis e cinco diferentes resorts no país. Os hotéis escolhidos foram o Soneva Fushi, o Anantara Kihavah, o Anantara Dhigu, o Anatara Veli e o Niyama Private Islands Maldives. E ali o alto padrão de serviço da hotelaria, seja ela de luxo (Soneva, Kihavah e Niyama) ou equivalente a um 4 estrelas (como Dighu e Veli), já começa no aeroporto de Malé – todos eles contam com excelentes lounges para esperarmos nosso transfer, seja ele feito em lancha ou hidroavião, com transporte em carros e vans de luxo desde o terminal internacional do aeroporto. No caso dos resorts de luxo, os mesmos lounges podem também ser utilizados na volta, antes de fazer o check in para seu voo internacional de volta.

O grande destaque da viagem ficou por conta dos dois primeiros – Soneva Fushi e Anantara Kihavah , ambos no mesmo Baa Atoll e distantes menos de meia hora em lancha um do outro. Dois hotéis que têm não apenas localização privilegiada (foi neles que encontrei o fundo do mar mais espetacular da viagem, com ambas ilhas rodeadas de barreiras de corais impressionantes) como excelência em serviço, que se adapta rápida e muito eficientemente às mudanças climáticas e preferências dos hóspedes.

Nos dois resorts, pedi para trocar minha bicicleta por um triciclo como o dos funcionários para poder pedalar pelas ilhas e filmar e fotografar ao mesmo tempo e fui prontamente atendida – assim como duas hóspedes indianas que não pedalavam há muito tempo e estavam com medo. Em um dia de chuva, em que todos os passeios externos (mergulhos, passeios de barco etc) foram cancelados, o pessoal do Anantara Kihavah criou rapidamente diferentes atividades dentro do resort ao longo do dia, como demostrações culinárias, aula de yoga e workshops com baristas, sem custos.

Além disso, sabem como poucos manter a excelência de serviço mesmo com ambientes muito relaxados, em que quase todo mundo anda descalço e bem à vontade o tempo todo. E têm imensos kids clubs (entre os maiores das Maldivas), com atividades ininterruptas para crianças de diferentes idades e adolescentes.

Ambos hotéis têm também total comprometimento com conservação e sustentabilidade, sendo bastant estritos quanto a consumo e produção de lixo (uma questão seríssima no destino todo). Garrafas plásticas, canudos plásticos e afins simplesmente não existem nestes hotéis, e hóspedes que (ainda) insistem nestes itens são polidamente “educados” do porquê tais objetos foram banidos dos resorts.

Com estruturas bem distintas – o Soneva é mais informal e tem apenas beach villas, enquanto o Anantara Kihavah tem um pouco mais de glam e divide a ilha em beach villas e surreais bangalôs sobre a água -, ambos hotéis também souberam muito bem dividir espaços e atividades para que todos os públicos (casais, famílias com crianças, grandes grupos de amigos, solo travelers) se sintam bem-vindos e respeitados o tempo todo. A gastronomia também é impecável em ambos.

Mais trendy e com hóspedes em sua maioria entre 30 e 50 anos, o Niyama Private Islands Maldives, é um verdadeiro sucesso entre brasileiros. Ali a gente escuta português o tempo todo e até os funcionários se arriscam a usar algumas expressões em português, com muita informalidade. Extremamente contemporâneo do décor dos quartos e (belíssimos) bangalôs aos restaurantes (tem até dois bares com ares de balada), é também o hotel queridinho dos surfistas (Gabriel Medina incluído!). Ocupando duas ilhas diferentes, é banhado tanto pelas típicas águas calmas e mornas das Maldivas de um lado como por ondas na medida para o surf de outro.

Já a dobradinha Anantara Dhigu e Anantara Veli, literalmente vizinhos, distantes apenas um minuto de barco um do outro, é outro case de sucesso entre brasileiros. Os resorts quase gêmeos atendem super bem o hóspede que quer conforto mas tem budget mais reduzido, no melhor estilo pague um, leve dois.

Enquanto a oferta de hotelaria mais econômica (ou menos cara) nas Maldivas é imensa, mas vira e mexe com quartos e bangalôs maltratados pela umidade e que precisam urgentemente de renovação, este definitivamente não é o caso do Dhigu e do Veli, que renovam seus quartos e bangalôs com frequência. É claro que não dá para esperar ali o mesmo nível de conforto nem a mesma excelência em serviço e gastronomia dos demais hotéis citados neste texto – até porque a diferença tarifária é bastante significativa por esta mesma razão. Mas ambos resorts cumprem bem a promessa de oferecer instalações bastante confortáveis, serviço simpático e refeições de qualidade, seja para casais em lua-de-mel ou famílias completas (o Veli é adults only, mas hóspedes dos dois hotéis podem fazer uso sem restrições das instalações do outro durante o dia).

Falta neles um pouquinho de jogo de cintura para desenvolver novas atividades nos dias de muita chuva (peguei três dias bastante chuvosos por lá, sem nenhum tipo de atividade oferecida aos hóspedes) e também a bela área dos bangalôs sobre o mar fica comprometida durante estes dias de tempo ruim (pela posição onde está, venta muito quando chove e os carrinhos de golfe não conseguem chegar aos bangalôs, obrigando os hóspedes a se molharem caminhando em qualquer trajeto de ida e volta ao resort, mesmo à noite, antes e após o jantar). Mas, atenciosos e muito queridos, encontraram, por exemplo, o chapéu que esqueci no check out e aproveitaram outra saída em lancha com hóspedes para me levar o chapéu esquecido ao aeroporto de Malé, antes da minha partida do país.

Mais do que em qualquer outro lugar, estrutura hoteleira e qualidade de serviço nas Maldivas faz mesmo toda a diferença.

Tem mais sobre minha viagem para as Maldivas aqui.

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Fachada do Kimpton Fitzroy, hotel em Londres

Como é se hospedar no Fitzroy London, o primeiro Kimpton no Reino Unido

Erguido há 120 anos para abrigar um dos primeiros hotéis de Londres com banheiro em todos os quartos, o impressionante prédio com fachada em terracota na Russell Square, em Bloomsbury, acaba de completar um ano como Kimpton Fitzroy. O nome homenageia seu arquiteto, Charles Fitzroy Doll, que desenhou a sala de jantar do Titanic. Fitzroy Doll encomendou duas esculturas idênticas de um dragão em bronze. Uma está na escadaria que começa no exuberante lobby em mármore do hotel. A outra foi para o Titanic. Um dos dragões se chama Lucky George (George o Sortudo). Fácil saber qual deles, não?

O Fitzroy é o primeiro Kimpton no Reino Unido e o segundo na Europa com a marca americana, agora propriedade do gigante britânico da hotelaria InterContinental Hotels Group (IHG). Em abril do ano passado, depois de reforma de 85 milhões de libras (cerca de R$ 440 milhões), o hotel reabriu como Principal. No mês seguinte, o IHG assumiu a administração da marca britânica e decidiu pelo rebranding, concluído em outubro de 2018. Fiquei hospedada no Kimpton Fitzroy em maio deste ano, a convite do VisitBritain, órgão de promoção do turismo britânico.

O IHG comprou a Kimpton no final de 2014. O primeiro hotel europeu com a bandeira foi aberto em 2017, o De Witt, em Amsterdã. Este ano a marca chegou à Escócia, em Edimburgo e Glasgow. Manchester terá o próximo. Todos os quatro hotéis no Reino Unido eram Principal.

Localização. O Kimpton Fitzroy fica em Bloomsbury, uma área mais tranquila de Londres. A estação de metrô de Russell Square encontra-se na esquina, a 150 metros. O Museu Britânico está do outro lado da praça, a cinco minutos de caminhada. Na mesma direção, mais 15 minutos levam à área de compras da Oxford Street. Do lado oposto fica Holborn, com bares e restaurantes. Chega-se em 15 minutos também à região renovada no entorno das estações de trem e de metrô de King’s Cross e St. Pancras, casa londrina do Eurostar.

Quartos. São 334, com tamanhos entre 11 e 68 metros quadrados. Fiquei em uma suíte com vista para a Russell Square. Na primavera e no verão, o verde das folhas das árvores parece invadir o ambiente acolhedor, com decoração sóbria. Na sala, com tapete sobre piso em madeira escura, sofá de dois lugares, poltrona, mesa de centro e televisão, há bonitas edições de Jane Austen e Charles Dickens, máquina de café expresso e minibar. No quarto, a escrivaninha fica entre dois armários com cortinas em vez de portas. Espelhos ajudam a ampliar os ambientes.

O ponto alto é o banheiro em mármore branco, repleto de luz natural e com banheira separada do chuveiro. A Kimpton é inovadora em design de roupões de banho, mas os do Fitzroy são clássicos.

O que um roupão de hotel envolve (além do seu corpo)

Gastronomia. O bar Fitz’s é o destaque. Com uma atmosfera extravagante e sexy, o ambiente escuro mistura antiguidades com plumas, sofás confortáveis em veludo com um globo espelhado de discoteca pendurado no teto. Os drinques são bons e servidos lindos copos. O bar é bem concorrido no início da noite, mesmo em dia de semana. Melhor reservar.

A tradicional wine hour da Kimpton acontece no restaurante Neptune, em tons claros de mármore, com bons vinhos e canapés. No dia em que lá estive, o gerente geral do hotel, Paul Walters, estava conversando com os hóspedes e querendo saber a opinião de todo mundo, em um ambiente descontraído. O restaurante é especializado em frutos do mar e abre para almoço e jantar. Hóspedes também podem tomar o café da manhã ali. Em outro restaurante, o Palm Court, é servido o chá da tarde. Fica em um pátio interno com plantas e uma claraboia em vidro que deixa passar a luz natural. É um ambiente luminoso, que contrasta com as outras áreas do hotel, mais escuras. Há ainda um café em ambiente mais neutro e moderno, o Burr & Co.

Áreas comuns e serviço. Conhecia o edifício de outras idas a Londres, quando entrava no prédio histórico apenas para admirar seu interior. Cada área é mais incrível do que a outra. Há mármore por toda parte, nas imensas colunas, nas paredes, nos pisos em mosaico. O décor combina móveis clássicos com objetos de design, característica da rede, alguns à venda. Não há piscina nem spa. O serviço é informal e gentil, ainda que um pouco confuso nos bares e restaurantes. Estive lá apenas seis meses depois da abertura. Ajustes já podem ter sido feitos.

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Como é se hospedar no La Réserve, premiado como o melhor hotel de Paris

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O novo Selina Vila Madalena, em São Paulo

A rede de hotéis Selina, sobre a qual a inspector Carla Lencastre já falou neste texto aqui, chega agora também à cidade de São Paulo. A nova unidade, Selina Madalena, está instaladana Rua Aspicuelta, em São Paulo, e abriu as portas há pouco mais de um mês.

A propriedade mescla hostel e hotel, com 164 camas divididas em 46 quartos, entre suítes, quartos privativos e dormitórios compartilhados. No começo de outubro, fiquei hospedada em uma das suítes do local, no segundo andar.

A suíte era bem espaçosa, com mural de um artista local em uma das paredes, mesa de trabalho, poltrona, cama king e excelentes roupas de cama. O banheiro também era grande, com pia dupla, e amenidades ecologicamente corretas, em grandes recipientes reutilizáveis. A suíte também conta com uma belíssima varanda voltada para a frente do edifício.

Visitei também um dos quartos privativos, bastante menor e sem a bossa da suíte (nada de grafites, poltronas ou pontos mais coloridos no quarto). Não há telefone em nenhum dos quartos e apenas a suíte conta com um projetor de smartTV. Vale saber que, como os quartos e suítes contam com imensas janelas de vidro, e como a propriedade está em uma das mais animadas ruas da Vila Madalena, boa parte da animação do lado de fora “vaza” para o lado de dentro durante a noite, sobretudo de quinta a sábado.

Tanto para os dormitórios compartilhados como para os quartos privativos e suítes, vale saber que apenas o wifi (de bem boa qualidade) está incluído. Todos os demais ítens, inclusive café da manhã, são cobrados à parte.

A área do hotel batizada de Selina Home permite que os hóspedes do Selina Madalena tenham acesso a uma cozinha comunitária, biblioteca e cinema.

Os espaços comuns são o grande trunfo da propriedade, a começar pela decoração descontraída e muito colorida, com obras de artistas locais como Hanna Lucatelli, Apolo Torres, Verdeee e Filipe Grimaldi mescladas com diversos objetos de décor.

Além do gostoso lounge em frente à recepção, o hotel conta com um lounge ao ar livre repleto de mesas comunitárias, que faz sucesso dia e noite com hóspedes e visitantes. É bem em frente a esse espaço que ficam um descolado restaurante+bar e um food truck com ítens grab&go (café, refrigerantes, salgados, doces e até cervejas). O food truck funciona até 19h apenas e o restaurante até 23h. As áreas comuns estão todas abertas a não hóspedes e já estão sendo frequentadas por moradores da região.

A propriedade conta ainda com uma disputada área de cowork, cuja utilização se dá mediante um fee mensal, para profissionais que realmente desejem usar o espaço como local de trabalho.

A rede panamenha Selina administra 39 propriedades em 12 países da América Latina e em Portugal, sempre neste mesmo estilo de hospedagem, e bastante voltada para os millennials. Os planos ambiciosos da rede, que andou recebendo novos aportes milionários, a chegar a 350 endereços diferentes nos próximos anos. Até o final deste ano, uma nova unidade em Florianópolis e os primeiros hotéis nos EUA (Miami e Nova York) devem ser inaugurados. No ano que vem, novos hotéis em Portugal e no Peru.

Dá para conferir mais informações sobre o Selina Madalena aqui.

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Fachada do Mandalay Bay, Las Vegas

O que esperar dos hotéis econômicos da rede de franquias Wyndham

Maior rede de franquias hoteleiras do mundo e fornecedor líder de serviços de gestão de hotelaria, a Wyndham Hotels & Resorts, está mudando o visual de algumas de suas marcas econômicas e midscale. Os dois segmentos formam a maioria do portfólio de 20 bandeiras e cerca de 9.200 hotéis em 80 países (incluindo o Brasil) de seis continentes, num total aproximado de 817 mil quartos. No fim do mês passado, a convite da empresa americana, participei de sua convenção mundial, realizada no renovado Mandalay Bay Resort & Casino (foto no alto), do grupo MGM Resorts, em Las Vegas. Tive oportunidade de ver o desenho de novos quartos e áreas comuns de algumas das marcas.

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Hotéis da Wyndham têm novo desenho

Os hotéis construídos ou adaptados a partir de agora seguem os novos padrões. Os que já existem têm um cronograma de renovação. Ou seja, durante a fase de transição o hóspede pode ficar em um hotel reformado ou não. Como está acontecendo com os hotéis Marriott, para ficar apenas em um exemplo (você pode ler sobre as mudanças nos Marriott neste post).

A transformação mais significativa é no Days Inn, marca que completa 50 anos em 2020 e está em mais de 1.800 hotéis, a maioria nos Estados Unidos. No Brasil, há um Days Inn no Rio de Janeiro, na Lapa, Centro da cidade, e outro em Days Inn em Linhares, no Espírito Santo. O novo design chama-se Dawn, ou amanhecer. A paleta de cores é mais suave e iluminada, com tons inspirados no sol nascente do logotipo da bandeira econômica.

Como é o Selina Rio, na Lapa carioca

Outras duas marcas econômicas, Super 8 e Howard Johnson (esta última uma das mais fortes da empresa, lançada em 1954), também passaram por modificações recentes no desenho de seus projetos, assim como a midscale Wyndham Garden, em três unidades no estado de São Paulo.

O redesenho altera também o nome dos produtos. Todas as 20 marcas da rede agora estão associadas a Wyndham, em uma das maiores operações mundiais de mudança de nome. Ramada, por exemplo, marca midscale forte em todo o mundo e presente em oito cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, agora é Ramada by Wyndham. Tryp, de lifestyle, com duas unidades em São Paulo e uma em Belo Horizonte, é Tryp by Wyndham.

Além do novo design, outra novidade importante para o hóspede anunciada durante a conferência é o Wyndham Wi-Fi. Partindo do princípio básico de que, para o viajante de hoje, internet rápida é tão importante quanto água quente no chuveiro do hotel, a Wyndham lançou um novo serviço para os hoteleiros, com soluções rápidas de internet. Como no caso do design, há um tempo, não anunciado, para que todos os franqueados assinem o serviço. Em meados de 2020, a Wyndham deve lançar ainda um aplicativo de reservas para celular redesenhado, no momento em fase de testes, que funcionará também como chave nos novos hotéis.

A Wyndham é a líder de franquias na Grande China, área que engloba Hong Kong e Taiwan. Espere ver mais 500 novas franquias na região nos próximos três anos. A China se tornou o principal mercado para a Wyndham além dos Estados Unidos, com a maior rede Ramada fora dos EUA. No total, a área deve chegar a dois mil hotéis em 2022. A Wyndham também está se expandindo rapidamente no Sudeste asiático e na região do Pacífico Sul, hoje com 150 hotéis. Ainda este ano, serão abertos três hotéis na Tailândia, hoje com 11 propriedades. A Coreia do Sul ultrapassou recentemente os 40 hotéis, com três novos Ramada. Austrália e Nova Zelândia têm hoje 40 hotéis, e há outros 40 em desenvolvimento.

Na América Latina e no Caribe, a Wyndham deve fechar o ano com 250 hotéis. Para 2020, a perspectiva de crescimento é de 20%. No Brasil, onde a Wyndham está em 28 endereços de 17 cidades, um hotel se destacou durante a convenção mundial. O Wyndham Gramado Termas Resort & Spa ganhou o prêmio de melhor projeto do ano na categoria upscale. Você pode ler sobre a premiação do Wyndham Gramado clicando aqui.

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