Mandarin Oriental Hong Kong

Como estão as reaberturas de hotéis na Europa e na Ásia

Hotéis na Europa começaram a reabrir este mês. Na China, onde as operações foram retomadas há algumas semanas, algumas propriedades apresentam boas taxas de ocupação. Tanto no continente europeu quanto no asiático, esta primeira fase de reabertura da hotelaria é voltada para o público regional. Ainda que os cenários locais sejam muito diferentes do Brasil, por enquanto é o que temos de referência para nos preparar. Algumas modificações nas reaberturas de hotéis na Europa e na Ásia parecem temporárias, como restaurantes fechados. Outras provavelmente chegaram para ficar, como protocolos de limpeza mais rígidos, já anunciados por diversos grupos hoteleiros, inclusive brasileiros, e check-in touchless.

Atualização: Em 12 de maio, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC na sigla em inglês) anunciou protocolos globais para a segurança sanitária na hotelaria, entre outros setores. As medidas (em inglês) estão neste link.

REABERTURAS DE HOTÉIS NA EUROPA E NA ÁSIA: La Réserve Paris
Sala de uma das suítes do La Réserve Paris | Foto de Carla Lencastre

La Réserve Paris foi o primeiro hotel palácio da capital francesa a reabrir, seguindo novos procedimentos de higienização e de distanciamento social. Neste primeiro momento, o hotel está recebendo apenas moradores da cidade ou dos arredores. Seus dois restaurantes e o bar permanecem fechados. Mas a cozinha também voltou a funcionar e as diárias incluem café da manhã e jantar, servidos nas acomodações (são 25 suítes e 15 quartos). O restaurante Le Gabriel, com duas estrelas Michelin, agora entrega em casa. Na Suíça, o La Réserve Genève reabriu e o La Réserve Eden au Lac Zürich está previsto para 11 de maio.

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Leia mais: Como é se hospedar no La Réserve Paris

REABERTURAS DE HOTÉIS NA EUROPA E NA ÁSIA: Club Med Alpe d'Huez
Um dos quartos do novo Club Med Alpe d’Huez, na França | Foto de divulgação

Ainda na França, e na Itália, o Club Med pretende reabrir seus resorts de neve em julho para receber moradores dos dois países, que geralmente viajariam para outros lugares no verão. Tiago Varalli, diretor do Club Med Brasil, contou em uma live Check Point, na Panrotas, que os resorts de inverno do grupo na França e na Itália, em princípio, funcionarão nos meses de julho e agosto.

Leia mais: É seguro usar a piscina do hotel durante a pandemia de covid-19?

Em seu site, o Club Med listou oito novas medidas de segurança sanitária, como medição diária de temperatura de todos os hóspedes, funcionários (serão todos testados antes de retornar ao trabalho) e fornecedores. Um bloco de quartos será reservado para isolamento, caso apareça alguma suspeita de covid-19. Já os bufês de refeições self-service, tão amados pelos brasileiros no Club Med e em outros resorts, ficarão no verão passado. Os resorts do grupo francês continuarão com bufês e o hóspede pode escolher o que quiser, mas agora funcionários montarão os pratos. No Brasil, por enquanto os planos do Club Med são reabrir seus três resorts (nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) em julho.

Atualização: O Club Med adiou a reabertura dos resorts em São Paulo e Rio de Janeiro para o final de agosto, e o da Bahia, para setembro.

exemplos asiáticos

Na China, onde o grupo reabriu dois de seus quatro resorts, Varalli diz que a taxa de ocupação tem chegado perto de 100%, apenas com o turismo regional. Mais uma vez, vale lembrar que a China vem de uma situação econômica antes da pandemia bem diferente da brasileira.

Leia mais: Como será a hotelaria de luxo na era covid-19

REABERTURAS DE HOTÉIS NA EUROPA E NA ÁSIA: Regent Shanghai Pudong
O novo Regent Shanghai Pudong | Foto de Ken Seet

Uma ação da hotelaria em Hong Kong deixa claro como os cenários são diversos, mas ainda assim é inspiradora. Hotéis de luxo uniram forças e criaram uma aliança que seria impensável em tempos pré-covid-19. Oito grupos hoteleiros, entre eles Mandarin Oriental (foto no alto do texto), Peninsula, Rosewood e Shangri-La, formaram a aliança Heritage Tourism Brands. Hong Kong já sofria com a queda de visitantes antes do coronavírus, por conta dos protestos políticos.

Leia mais: Covid-19 prolonga o uso de plástico na hotelaria

A ideia da aliança é defender de maneira unificada junto a órgãos como o Hong Kong Tourism Board e a Hong Kong Hotel Association a posição da hotelaria de luxo nos planos de reconstrução do turismo. Segundo a plataforma especializada na indústria de viagens Skift, o escritório de turismo local planeja investir US$ 52 milhões agora em junho para ajudar a recuperação do setor de viagens. Formado por alguns dos empresários mais ricos de Hong Kong, o objetivo vai além de fazer lobby. O grupo pretende também criar um fundo próprio para financiar a promoção de seus hotéis na própria Hong Kong, fazendo parcerias com atrações turísticas da cidade para criar experiências voltadas para os moradores.

Da China veio também a primeira notícia de um novo hotel em tempos de crise. O InterContinental Hotel Group (IHG) inaugura em 16 de maio o Regent Shanghai Pudong, e continua expandindo a marca de luxo na Ásia. Vietnã será o próximo país. O hotel de Xangai não chega a ser inteiramente novo. É uma troca de bandeira: a propriedade hoje é o Four Seasons Pudong.

Há vida pós-pandemia nas reaberturas de hotéis na Europa e na Ásia .

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Piscina do novo Anantara Tozeur Resort, na Tunísia

Luxo em cenário de Star Wars e outros novos hotéis de 2020

A versão 2019 da International Luxury Travel Market (ILTM Cannes), a maior e mais importante feira de viagens de luxo, realizada na primeira semana de dezembro na ensolarada Riviera Francesa, esteve como sempre repleta de novidades, entre tendências e produtos, como novos hotéis de 2020. Em estandes lindamente decorados de gigantes da hotelaria, em apresentações para a imprensa, em bate-papos individuais ou em almoços, jantares, coquetéis e festas concorridas em hotéis, restaurantes e até na praia banhada pelo Mar Mediterrâneo, durante intensos quatro dias muito se conversou sobre o mercado de viagens de luxo em 2020. Big players da indústria estiveram por toda a parte e foram muitos os anúncios de aberturas hoteleiras em 2020.

Leia mais: Rosewood anuncia abertura em São Paulo para o final de 2020

Entre tantas novidades, selecionei para a revista Panrotas, semana passada, 20 novos hotéis em diferentes cidades pelo mundo (Paris, Londres e Nova York inclusive) para ficar de olho em 2020.

Você pode conferir a lista completa na edição digital clicando aqui (o texto começa na página 24).

Separei aqui seis hotéis bacanas, fora de grandes centros, para dar uma amostra do que vem por aí na hotelaria de luxo.

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Hotéis novos DE 2020 fora de grandes centros.

Anantara Tozeur Tunisia. Em soft opening desde o final de 2019, este esperado resort no Deserto do Sahara (foto em destaque no topo) fica na região da Tunísia que aparece nos filmes da saga Star Wars como o planeta Tatooine. São 50 quartos e 43 villas a 1h15m de voo da capital, Túnis. Anantara tem hoje 41 hotéis. O 42º (e terceiro na Europa) será o The Marker Dublin, na Irlanda, que reabre no segundo semestre. O projeto do Anantara brasileiro, no antigo Kiaroa, na Península de Maraú, na Bahia, foi adiado.

Leia mais: Hotel carbono neutro, a hospedagem que não deixa pegadas

Novos hotéis de 2020: Six Senses Bumthang, o quinto lodge da marca no Butão
Six Senses Bumthang, o quinto lodge da marca no Butão | Foto de divulgação

Six Senses Fort Barwara. A Six Senses, parte do IHG, continua em expansão. Fort Barwara fica a três horas de carro de Jaipur, na Índia. Em uma fortaleza do século 14, terá 48 quartos, dois restaurantes e duas piscinas. O hotel incorporou dois templos, e o spa seguirá a filosofia ayurveda. Em 2020, Six Senses conclui o projeto no Butão e abre em Bumthang. Este quinto lodge forma um itinerário em conjunto com os quatro inaugurados em 2019.

Na torcida para que os roupões do Fort Barwara sigam o padrão de originalidade de outros hotéis indianos de luxo, como você pode ver aqui.

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Novos hotéis de 2020: interior do restaurante grifado do primeiro O&O na Europa, em Portonovi, Montenegro
O restaurante grifado do primeiro O&O na Europa | Foto de divulgação

One&Only Portonovi. O O&O de Montenegro será o primeiro da marca na Europa. Banhado pelo Adriático, entre o mar e a montanha, o resort fica a 45 minutos de carro de Kotor, Patrimônio Mundial pela Unesco, e a uma hora de Dubrovnik, na vizinha Croácia. Terá 113 acomodações, entre suítes e villas; dez residências, spa e restaurante do chef estrelado Giorgio Locatelli. Ainda para este ano está marcada a inauguração do O&O Mandarina, na Riviera Nayarit, o segundo resort do grupo no México (um terceiro está a caminho, em Puerto Vallarta). E a abertura do O&O Desaru Coast, na Malásia. Nesta mesma região do Sudeste Asiático, a duas horas de carro do Aeroporto de Singapura, foi inaugurado recentemente um Anantara.

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Novos hotéis de 2020: piscina com vista para o Mar Tirreno no Villa Igiea, em Palermo
Piscina voltada para o Mar Tirreno no Villa Igiea, em Palermo | Foto de divulgação

Villa Igiea, a Rocco Forte Hotel. Rocco Forte em pessoa anunciou em Cannes a reabertura do Villa Igiea, fora do centro de Palermo. Em um palácio do final do século 19 e com 68 quartos e suítes, a maioria com vista para o mar, será o 14º hotel de Sir Rocco (sétimo na Itália, segundo na Sicília). Hotel desde o início do século 20, Villa Igiea recebeu nobres europeus e celebridades de Hollywood ao longo das décadas, antes de fechar.

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Novos hotéis de 2020: café da manhã com vista para o Caribe no Le Carl Gustaf
Café da manhã com vista para o Caribe no Le Carl Gustaf | Foto de divulgação

Barrière Le Carl Gustaf. O grupo francês Barrière chega a Saint-Barth, no Caribe, e já aceita reservas para a partir de 1º de março. Serão 23 acomodações, todas com vista para o mar, entre quartos, suítes e bangalôs. O hotel boutique terá também uma filial da clássica brasserie Le Fouquet’s, de Paris, que faz parte do mesmo grupo e completa 150 anos em 2020.

Cayo Guillermo Resort Kempinski. A rede alemã baseada em Genebra cresce em Cuba, depois do sucesso do Gran Hotel Manzana La Habana, aberto em 2017. O novo resort à beira-mar, em Playa Pilar, tem 245 quartos. Com 76 hotéis em 31 países, Kempinski pretende chegar a uma centena de hotéis em todo o mundo no próximo ano.

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Fairmont Rio: piscina com vista para a Praia de Copacabana

Como é o novo Fairmont Rio, o primeiro da marca na América do Sul

A mais esperada abertura hoteleira do Brasil em 2019 aconteceu esta semana, discretamente. O Fairmont Rio de Janeiro abriu as portas segunda-feira no Posto 6, no final de Copacabana, a cinco minutos a pé do Arpoador e do início de Ipanema. Em uma das localizações mais privilegiadas da cidade, é o primeiro hotel na América do Sul da marca de luxo da Accor. E fomos um dos primeiros a visitá-lo.

De frente para o Oceano Atlântico, o Fairmont ocupa um prédio importante na hotelaria de luxo carioca. Nas décadas de 1980 e 1990 chamava-se Rio Palace e era endereço de celebridades em visita ao Rio, que usavam uma discreta saída pelos fundos. Paul McCartney foi um dos que se hospedou ali em 1990, quando se apresentou pela primeira vez no Brasil, no Maracanã.

Mais recentemente, já parte do portfólio da Accor, virou Sofitel Copacabana. O restaurante Le Pré Catelan, comandado pelo chef francês Roland Villard, com uma estrela Michelin, fez história na alta gastronomia da cidade.

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Leia mais: Hotel carbono neutro, a hospedagem que não deixa pegadas

detalhes do Fairmont Rio, em Copacabana

Depois de dois anos de obras, no Fairmont o glamour e as boas vibrações do passado ecoam em um ambiente contemporâneo. A começar pela chegada do hóspede. Na entrada, na Avenida Atlântica, há o Coa&Co Café e uma loja conceito da H.Stern com objetos criados por designers brasileiros. Entre o café e a loja, esta integrada ao lobby, há um balcão onde o hóspede é encaminhado para o check-in, no sexto andar. Aí entra em ação o “fator uau”.

Fairmont Rio: loja de design brasileiro, com curadora H.Stern, integrada ao lobby
Loja de design brasileiro, com curadoria H.Stern, no lobby | Foto de Carla Lencastre

O sexto andar é onde bate o novo coração do hotel. A recepção dá acesso direto a uma das duas piscinas do Fairmont, com vista espetacular para toda a praia, com o Forte de Copacabana à direita e o Pão de Açúcar à esquerda (foto no alto em destaque). As portas que separam a piscina da recepção são espelhadas, refletindo a paisagem carioca e permitindo um panorama em 360 graus. O sol bate na parte da manhã. Para o sol da tarde, há uma outra piscina, na parte de trás do hotel, ao lado do fitness center e do spa Willow Stream. Com cinco salas de tratamento, o spa característico dos hotéis Fairmont deve ser aberto na próxima semana.

Leia mais: É seguro usar a piscina do hotel durante a pandemia?

Fairmont Rio: vista do bar Spirit of Copa
A vista do bar Spirit of Copa em uma manhã de inverno carioca | Foto de Carla Lencastre

A piscina principal, voltada para o mar, é ladeada pelo Marine Restô e o bar Spirit of Copa, ambos com paredes em vidro. O novo diretor de bebidas do hotel é o premiado bartender Tai Barbin. O francês Jérôme Dardillac, que assumiu a cozinha do então Sofitel na saída de Roland Villard, continua como chef executivo. A ideia é oferecer cardápio internacional com toque brasileiro. No bufê de café da manhã, por exemplo, tem pain au chocolat e brigadeiro.

É difícil sair do sexto andar, onde a mágica acontece, mas os hóspedes da exclusiva categoria Fairmont Gold têm ainda um lounge exclusivo para café da manhã e happy hour. Fica no quarto andar, onde funcionava o Le Pré Catelan. São 54 apartamentos nesta categoria, todos no último andar do hotel, o 13º, com serviço de mordomo 24 horas.

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Divididos em duas torres interligadas, os 375 quartos com varandas, sendo 68 suítes, têm décor elegante e sóbrio, com móveis de designers brasileiros, pisos em tacos de madeira espinha de peixe, banheiros em mármore (alguns com banheira) e os confortos tecnológicos que se espera em um hotel de luxo moderno. Janelas acústicas garantem o silêncio. O design valoriza materiais brasileiros e obras de arte originais. É assinado pelo escritório da arquiteta Patricia Anastassiadis, de São Paulo, que também desenhou o paulistano Palácio Tangará, da Oetker Collection.

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As acomodações estão divididas em quatro categorias: Signature Suite (apenas duas, nos andares mais altos, com dois quartos, living e sala de jantar), outros dois tipos de suíte e os quartos standard, estes com 35 m². Há três opções de vista: praia, que vale cada centavo; lateral, com visão parcial do mar, e cidade, com quartos voltados para o pôr do sol em Ipanema.

Com a inauguração do Fairmont, a AccorHotels continua investindo no Rio e fecha para obras de renovação o Sofitel Ipanema. Na categoria luxo, a rede francesa tem ainda na cidade o charmoso Santa Teresa Hotel Rio MGallery, sobre o qual escrevemos aqui recentemente.

A fachada do Fairmont Rio, em Copacabana
A fachada do Fairmont Rio, em Copacabana | Foto de Carla Lencastre

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Maquete do novo TWA Hotel at JFK

Cinco razões para dormir no TWA, novo hotel do aeroporto JFK, em NYC

A NYC & Company, responsável pela promoção turística de Nova York, apresenta 2019 como um “ano monumental”. Estão previstas novas atrações culturais e gastronômicas, como o Hudson Yards; a cidade vai sediar a WorldPride, que marca os 50 anos de Stonewall, em junho, e há novos hotéis, afinal é de Nova York que estamos falando. Um deles mexe com a imaginação de fãs de hotelaria, de arquitetura e, principalmente, de aviação. É o TWA Hotel, no aeroporto JFK em NYC.

O TWA Hotel at JFK fica na área ocupada pela companhia americana Trans World Airlines no John F. Kennedy International Airport. O TWA Flight Center, projetado pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen, estava vazio desde 2001, quando a empresa aérea interrompeu suas operações. O grupo americano MCR Morse Development começou as obras do hotel em 2016, prometendo recuperar o glamour da era dos jatos em um ambiente único.

TWA Hotel aeroporto NYC:
TWA Flight Center TWA Hotel at JKF
As linhas arrojadas do TWA Flight Center (foto de divulgação/Max Touhey) | Na imagem em destaque no alto, o esboço do projeto com os dois prédios erguidos para abrigar o hotel

O TWA Hotel entrou na lista de inaugurações mais esperadas de 2019 de publicações tão diferentes como Forbes e Vogue. Mês passado, até o britânico The Guardian, jornal diário de grande prestígio, fez uma extensa reportagem para anunciar o início das reservas, três meses antes da abertura. O primeiro check-in será no dia 15 de maio.

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TWA Hotel aeroporto NYC: quarto com janelas à prova de som no novo TWA Hotel at JFK
Quarto com janelas à prova de som no novo TWA Hotel at JFK | Foto de divulgação

cinco MOTIVOS para conhecer o twa HOTEL no aeroporto em NYC

Listamos aqui cinco razões pelas quais vale a pena considerar o TWA como um hotel destino e abrir mão de uma noite em Manhattan ou no Brooklyn para dormir no aeroporto.

TWA Hotel aeroporto NYC: TWA Hotel at JFK

Todos os quartos têm bar em madeira feito por comunidades amish | Foto de divulgação

1 Obra-prima da arquitetura. O terminal da TWA, inaugurado em 1962, foi desenhado pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen (1910-1961), considerado um dos pais da arquitetura moderna (quem gosta de design provavelmente conhece a mesa Saarinen, hoje comercializada no mundo todo). O prédio, de meados do século 20, abrigará o imenso lobby do novo hotel. Com 18,5 mil m², é sério concorrente ao título de maior lobby de hotel do mundo.

TWA Hotel aeroporto NYC: Womb Chair Saarinen TWA Hotel at JFK

Telefone da década de 1950 e a Womb Chair, desenhada por Saarinen | Foto de divulgação

2 Décor à la Mad Men. A decoração dos 512 quartos (os menores com 30 m²), distribuídos em dois novos prédios de seis andares cada, erguidos atrás do terminal, segue o estilo retrô, com paredes brancas e pisos em madeira escura. Quem assistiu à série de televisão Mad Men pode ter uma boa ideia. Algumas peças do mobiliário são clássicos assinados por Saarinen. A maioria dos quartos terá janelas envidraçadas de alto a baixo com vista para o terminal da TWA e o aeroporto. Sem barulho, garante o hotel. Os telefones serão de disco. Foram comprados modelos originais dos aparelhos, pela internet, e adaptados para a tecnologia atual. Talvez os mais jovens precisem de manual de instrução de como usar…

TWA Hotel aeroporto NYC: amenities TWA Hotel at JFK

Amenities originais da TWA, que inspiraram os produtos do hotel | Foto de divulgação

Os minibares, com bebidas alcoólicas, foram feitos em nogueira por comunidades amish de Ohio com zero desperdício de material. Os copos de água serão iguais aos que eram usados nos voos da TWA. As amenities terão o logotipo da companhia e virão em nécessaire como as de bordo, em estilo vintage, que o hotel espera que os hóspedes levem para casa. As roupas dos funcionários seguem a temática e são inspiradas nos uniformes dos comissários. Cartazes antigos de propaganda da companhia estarão nos quartos e nas áreas comuns.

TWA Hotel aeroporto NYC: Lockheed Constellation  “Connie” TWA Hotel at JFK

Connie rumo ao JFK e a uma nova vida | Foto de divulgação/Aaron Flacke

3 Bons drinques. Do lado de fora, já está estacionado desde o final do ano passado um restaurado Lockheed Constellation. Connie pertenceu à frota da companhia e agora vai abrigar um bar de drinques, um dos oito do hotel. O avião estava aposentado no Maine, a 482 quilômetros de distância, e foi levado por terra até o JFK. Para quem saber mais sobre a movimentada vida pregressa de Connie, há muitas informações (em inglês) no site do TWA Hotel.

TWA Hotel aeroporto NYC: Sunken Lounge TWA Hotel at JFK

Sunken Lounge: cenário perfeito para um martini | Foto de divulgação/Max Touhey

Outro bar que tem tudo para chamar a atenção é o Sunken, no restaurado lounge do terminal, com assentos “encravados” no chão e carpete no tom de vermelho original. Com carta de drinques clássicos da década de 1960 e mexedores iguais aos que eram usados nas bebidas servidas a bordo, parece lugar perfeito para pedir um old fashioned ou um dry martini.

TWA Hotel aeroporto NYC: Sunken Lounge TWA Hotel at JFK
Queremos um destes misturadores de drinque: sim ou com certeza? | Foto de divulgação

4 Grife à mesa. Um dos seis restaurantes, o Paris Café, é uma versão do que existia no terminal. O design do café, que foi mantido, é assinado por Raymond Loewy, autor da contour bottle da Coca-Cola. O cardápio será do estrelado celebrity chef Jean-Georges Vongerichten, do Palácio Tangará, em São Paulo, e de mais de três dezenas de outros restaurantes mundo afora. Os pratos serão inspirados nos menus servidos pela TWA (abaixo, as capas originais de alguns dos cardápios de bordo).

5 Voo de madrugada. Bem, neste caso nem precisava de todas as razões anteriores. É sempre melhor dormir perto do aeroporto. No TWA Hotel at JFK será possível transformar a noite geralmente estressante que antecede um voo de madrugada em uma experiência ímpar e divertida. O hotel, o único dentro do aeroporto que recebe quase 60 milhões de passageiros por ano, fica atrás do Terminal 5, usado atualmente pela JetBlue. Terá acesso a todos os outros terminais através do AirTrain. O TWA Hotel também parece uma boa opção para uma conexão longa, que justifica a função de sair do terminal e passar pela segurança.

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TWA Hotel aeroporto NYC: Sunken Lounge TWA Hotel at JFK
O Sunken Lounge e o lobby do TWA Hotel at JFK | Foto de divulgação/Max Touhey

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Arcos da Lapa Selina Rio

Como é o Selina Rio, o primeiro hotel da rede no Brasil

A rede panamenha Selina chegou ao Brasil pelo Rio de Janeiro. Assumiu o hotel 55 Rio, na Lapa, bairro histórico e boêmio no Centro da cidade. Poderia ser apenas uma mudança de administração, mas chama a atenção o modelo de negócio da Selina. A plataforma de mídia americana Skift, voltada para viagens, disse no final de 2018 que esta é a rede na qual você deve ficar de olho se quiser entender um pouco mais sobre como os millennials viajam.

Um dos quartos do Selina Lapa Rio
Um dos quartos do Selina Lapa Rio, novidade na hotelaria carioca | Foto de Carla Lencastre

Criada em 2015, a marca geralmente aluga um hotel que já existe, como era o caso do 55, inaugurado às vésperas das Olimpíadas do Rio, e faz ajustes na decoração e na distribuição dos espaços e suas ocupações. As 39 propriedades administradas pela rede em 12 países da América Latina e em Portugal oferecem quartos privativos, camas avulsas em quartos compartilhados, áreas comuns abertas aos moradores da cidade, como bares e restaurantes, e espaço de coworking.

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Mural no Selina Lapa Rio
Mural na área ao ar livre que separa os dois prédios do Selina | Foto de Carla Lencastre

Em 2018, o bem-sucedido modelo multiuso da rede, tendência na hotelaria mundial, chamou a atenção de investidores e recebeu dois aportes milionários, um de US$ 95 milhões, no início do ano, e outro de US$ 150 milhões, em dezembro. Os planos de expansão são ambiciosos. Segundo a revista americana Forbes, a marca pretende alcançar 350 endereços e um total de cem mil camas nos próximos anos.

Ainda neste 2019, está previsto um Selina em São Paulo, na Vila Madalena, e outro Selina em Florianópolis, na Praia Mole. Os primeiros hotéis nos Estados Unidos também devem ser inaugurados este ano, com Miami e Nova York (Lower Manhattan) liderando a lista. Já com data marcada de abertura, entre março e maio, e aceitando reservas, há o segundo e o terceiro hotel em Portugal e o quarto no Peru.

O Selina Rio fica ao lado dos Arcos da Lapa

Fundada em 2015, a rede Selina se promove como um hotel para nômades digitais, que teoricamente podem morar e trabalhar em qualquer lugar. Quando visitei o hotel carioca, mês passado, a convite da marca, ainda não existiam o espaço de coworking nem a cozinha comunitária (outra característica da rede). Ambos estavam previstos para breve.

Um dos quartos compartilhados do Selina Lapa Rio
Um dos quartos compartilhados do Selina Rio | Foto de Carla Lencastre

O Selina Lapa Rio ocupa dois prédios no Largo da Lapa, um histórico, onde no início do século passado funcionou o Grande Hotel Bragança, e outro de 2016, construído nos fundos do terreno para abrigar parte do 55 Rio. O hostel está concentrado nesta construção mais nova, de oito andares. O Selina aproveita toda a infraestrutura do 55, inclusive nas acomodações que foram transformadas em dormitórios, com banheiro dentro do quarto.

Banheiro do Selina Lapa Rio
O banheiro do Selina Rio é sempre assim. Só muda o tamanho | Foto de Carla Lencastre

Os dormitórios têm quatro, seis ou oito camas, com decoração clean, bem simples. Os banheiros são iguais em todo o hotel, apenas com variação de tamanho. Todos são em preto, branco e cinza, inclusive nos quartos mais caprichados do prédio histórico. O prédio novo tem ainda quartos privativos, com decoração minimalista, alguns com vista para Santa Teresa.

Quarto para casal no prédio novo do Selina Lapa Rio
Um dos quartos para casal no prédio novo do Selina Rio | Foto de Carla Lencastre

No edifício histórico de três andares e terraço, o tom é outro. Não há dois quartos iguais, nem em tamanho nem em decoração, já que todos se adaptam à estrutura original do prédio. Toda a cor que falta no hostel está nesta parte da propriedade (com exceção dos banheiros monocromáticos). Os quartos mantêm o design do 55 Rio, que preservou elementos da construção, como paredes em pedra, e têm pisos em madeira e cores fortes nas paredes. Portas e janelas em madeira do prédio original também foram aproveitados na decoração.

Quarto do Selina Lapa Rio
Porta do antigo Grande Hotel Bragança usada como biombo | Foto de Carla Lencastre

O Selina Lapa Rio tem capacidade para 406 pessoas. Nas áreas comuns, todo mundo se encontra. O terraço fica entre as duas cúpulas do topo do prédio. Tem vista para os Arcos, logo ao lado, e também para o Aterro do Flamengo, um pouco mais distante. A ideia é que, a partir de março, seja endereço de festas noturnas. No térreo ficam o restaurante e o bar, que já abriga happy hours com DJs. Alguns hotéis da rede têm piscina, mas não é o caso aqui.

As duas cúpulas no terraço. Ao fundo, o Aterro do Flamengo | Foto de Carla Lencastre

O hostel, com 100% de ocupação neste carnaval, atende a quem viaja sozinho, a grupos de amigos, jovens casais e até famílias com filhos adolescentes (há quartos com cama de casal e beliches). O hotel é bom para quem já conhece o Rio e quer investir em uma programação cultural pelo Centro e nas noites da Lapa com algum conforto. O Selina fica pertíssimo de todos os bares e restaurantes da região e do Circo Voador e da Fundição Progresso, dois dos principais endereços de shows no Rio. Além do Teatro Municipal, do Museu Nacional de Belas Artes, das ruas do Rio Antigo… A estação Cinelândia do metrô está perto e dali se vai para as praias de Copacabana, Ipanema e Leblon. O VLT leva até o Aeroporto Santos Dumont.

O Selina não é a única novidade na hotelaria carioca. Acabou de reabrir o Hotel Arpoador, em uma localização privilegiada na Praia de Ipanema. E vem aí o Fairmont, na Praia de Copacabana, a grande abertura do Brasil este ano. Já o Hotel Marina, também no Leblon, continua em obras. Dizem que o Four Seasons está de olho, mas, por enquanto, são apenas rumores.

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