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SÃO PAULO COMEMORA O QUE MESMO???

Quem acompanha empresários e líderes do turismo paulistano no Twitter, vira e mexe vê comemorações sobre a ocupação hoteleira, a quantidade de eventos, o calendário cada vez melhor da cidade… Neste final de semana não foi diferente e nos próximos dias também a cidade estará lotada, como já é bastante comum. São Paulo sofreu muito com taxas de ocupação hoteleira, com diárias defasadas, produtos ruins, falta de um calendário e mesmo de uma marca para a cidade.

Mas será que a SP Turis, o SPCVB e o empresariado da cidade (nos campos cultural, turístico, esportivo, de negócios em geral) trabalharam rapidamente demais? Não deram tempo para a cidade se adaptar a essa demanda… Uma das recentes edições da Veja S. Paulo isso é muito bem retratado. A cidade não anda.

Não há mais vaga de hotel em algumas datas;

o trânsito impede um transfer em tempo razoável a um evento ou aeroporto;

as filas de táxi em Congonhas são absurdas, assim como o tempo da espera da bagagem;

em Guarulhos, graças ao brasileiro que vai ao Exterior, estamos em ritmo de rodoviária e não há estacionamento, espaço, conforto, eficiência;

quando há um show como o do U2, falta táxi tanto na cidade, quanto nos arredores do show e o que se vê são pessoas andando quilômetros, numa romaria de quinto mundo (mesmo pagando caro pelo ingresso e mais ainda pelos táxis disponíveis – ali, dinheiro não salva);

ainda não temos estádio para a Copa do Mundo de 2014 (daqui a TRÊS ANOS);

em um dia como ontem, com muita chuva, a cidade tem vários pontos de alagamento, o que atravanca ainda mais o trânsito;

nos hospitais, filas e mais filas (tanto privados quanto públicos);

nas rodovias, obras incompletas e promessas futuras (e São Paulo ainda tem as melhores estradas do País);

a quantidade de carros bate recorde e talvez um rodízio mais rígido seja necessário;

ou seja… a cidade se arrasta. Melhor parar de captar eventos enquanto Kassab, Alckmin, a Infraero e demais autoridades arruma a casa? Ou continuamos trazendo turistas e viajantes a negócios e os tratando com dessa forma tão “acolhedora”?

Hoje não está chovendo. Apressem seus transfers antes que São Pedro se revolte… com São Paulo.

São Paulo cresceu demais ou sua infraestrutura

Sobre o Autor

Artur Andrade

Artur Luiz Andrade é carioca, taurino, jornalista e nasceu em 1969. É editor-chefe da PANROTAS Editora e mora em São Paulo desde 1998

Comentar

  • and he is back!!!

    como cantou Gabriel, o Pensador:
    “Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
    Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
    Você pode e você deve, pode crer
    Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
    Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
    Num quer dizer que você tenha que sofrer”

    e que mais e mais vozes como a tua e de outros blogueiros daqui continuem trazendo essas questões à tona…

    abraços e seja bem vindo de volta

  • Vc leu a matéria na Folha de São Paulo ontem? Temos um déficit de 4.000 habitações hoje e esse número deve chegar a 7.000 até 2015 se for mantido o atual ritmo de investimentos em hotelaria. Muito ruim, aliás, melhor mesmo nem termos aeroporto, senão o povo chega e vai ficar hospedado em barracas do exército…

  • Caro Artur,

    A matéria da Folha de domingo, já citada, mostra que a situação se estende para a região metropolitana, ao citar o caso – beirando o absurdo – de um vôo interrompido da Delta, por absoluta falta de opção, hospedar-se em BERTIOGA (?!).

    Escancaram-se oportunidades, inexplicavelmente inexploradas até o momento – ao menos que eu tenha conhecimento – de apostar na transferência de eventos ao interior paulista. Ao invés de hotéis na capital, parece ser uma solução construir espaços adequados para eventos corporativos e profissionais em Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba, etc.

    Um abraço,

  • Alias ,hoje já li na Folha que quem quer ir ao Show do U2 que volte a pé ,pois foi confirmada a noticia que nao haverao mais taxis e vai faltar. Da ultima vez que fui ao Morumbi com minha filhas ver o show da Madonna ,na volta andamos do Morumbi ate sei lá aonde … Kms e Kms ..para depois ter que “negociar ” com o taxista que só nos levou para casa por 100 mangos .Qdo. o normal nao daria nem 25 reais a corrida . Esta cidade nao tem nada para comemorar .Se chove ,nos afogamos ,se saimos de casa ,somos assaltados , se saimos para um compromisso ,chegamos atrazados e de mau humor ..
    Veja que no ultimo atraso da Delta ,pax foram parar em hotel em Bertioga ,porque nao haviam vagas nos Hoteis perto de GRU .Poupe-me ! ADM da Kassabe é zero !

  • Concordo com o Cury,

    A curto prazo, a solução é levar os eventos, o turismo e os negócios para o interior, que no caso de São Paulo, apresenta boa estrutura e qualidade.

    É a velha história de horizontalizar a ocupação.

    No estágio atual de nosso desenvolvimento, não há como oferecer qualidade para tantos, no mesmo espaço, ao mesmo tempo…

    A saída é o interior.

    []’s

    Luís Vabo

  • Prezados,

    Em 2000 saí de SP para trabalhar no interior (Campinas) por já sentir que a capital estava a caminho do colapso. Simplesmente era impossível trabalhar mantendo alguma qualidade de vida. De lá para cá as coisas pioraram muito, como se vê. Concordo que uma das soluções é priorizar o interior no setor de eventos. Nesse sentido, espanta-me o fato de Campinas ainda não contar com um Centro de Eventos à altura de suas possibilidades. Nos oito anos em que dirigi o CVB local, lutamos muito por isso, fizemos planos, seminários sobre o assunto, discutimos alternativas, enfim, tentamos de todas as formas viabilizar parcerias para a construção de um equipamento desses. Pecamos sempre pelo fato de não haver um projeto conclusivo. Estou afastado desse mercado há dois anos e não sei se o assunto avançou. Entretanto, com os planos de desenvolvimento de Viracopos, e com a saturação crescente da capital, creio que não há mais tempo a perder. Campinas (sem excluir outras grandes cidades do interior paulista) precisa ter seu centro de eventos com urgência, e com ele, ampliar também sua capacidade hoteleira. Mas entendo que isso virá a reboque e como consequência natural, tão logo a cidade seja capaz de sediar grandes eventos. O que falta?

    Abraço

  • Caros amigos,

    Concordo com Vabo e Carvalho, respectivamente, a saber:

    Parte dos eventos pode ser transferida para cidades do interior paulista com a estrutura atual.

    Porém, o movimento só se completará com a estruturação de grandes polos como os citados, de Campinas, Ribeirão Preto, Rio Preto, Sorocaba, e outros igualmente importantes.

    Um abraço,

  • Oi Artur , Boa Noite !
    Muita conversa MAS …..
    Aonde está a verdadeira COBRANÇA JORNALÍSTICA a quem deve ser cobrado ??
    – Ao Prefeito , que só pensa no seu Partido ?
    – Ao Governador , preocupado com o Serra e o Aécio ??
    – A Anac , Infaraero e que tais …
    -AO MINISTRO NOVAIS QUE ,SEGUNDO A FOLHA É O MINISTRO CUJA PREOCUPAÇÃO É CONCEDER AUDIÊNCIAS A DEPUTADOS>ENTENDA-SE EMENDAS PARLAMENTARES ?????
    Outro dia você me escreveu que o Henrique Meirelles vem aí , desculpe minha ignorância . não entendi …. meio feliniano !
    A verdade é que >
    – Enquanto não nos manifestarmos – E A IMPRENSA ( VOCÊS !!!) É O CAMINHO – a coisa vai ficar como está
    ….. E o Turismo , ahhhhh vai fucar complicado
    Artur , de novo , comecem a berrar , antes que seja tarde ……
    Ainda acredito no Panrotas e equipe
    Grande Abraço
    Hélio

    PS > Vai publicar ??
    PS2> Medo de ser tachado como PIG ?

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Sobre o autor

Artur Luiz Andrade é carioca, taurino, jornalista e nasceu em 1969. É editor-chefe da PANROTAS Editora e mora em São Paulo desde 1998

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