Rocco Forte Hotel de la Ville

Na Itália, Rede Rocco Forte investe em luxo resgatando a história

Pouco conhecido no Brasil, por não ter unidades aqui ou em qualquer outro país da América do Sul, o Rocco Forte é uma das referências em hotelaria de alto luxo nas cidades em que atua – a maior parte delas, na Europa. A pequena rede reúne elementos que encantam os sentidos e a memória dos hóspedes, gerando grande fascínio e, claro, a vontade de ficar mais. E voltar.

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O charme é a marca registrada da rede, e frequentemente faz um casamento acertado com elementos históricos e design peculiar. Conheci dois hotéis Rocco Forte exatamente em seu país origem, a Itália.

Em Roma, o Rocco Forte Hotel de la Ville foi inaugurado em maio de 2019, e aposta em se tornar um grande ponto de encontro na capital italiana. O Hotel Savoy, em Florença, já está há bem mais tempo sob a bandeira da rede hoteleira de luxo.

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Porém, ganhou mais charme e exclusividade em 2018, ao passar por uma completa renovação. Em comum, além de serem representantes da rede Rocco Forte, o De la Ville e o Savoy têm muito. Ambos ocupam localizações privilegiadas em duas das mais visitadas cidades italianas.

Spa no hotel De la Ville

O hotel de Roma – segundo da rede na capital Itália, depois do De Russie – fica bem ao lado da Escadaria de Espanha. O de Florença está na charmosa Praça da República, bem próximo ao imponente Duomo di Firenze.

São também hotéis antigos, que já existiam muito antes de passarem para a administração da rede. Assim, ocupam edifícios históricos, com fachadas impressionantes. Ambos também investem em alta gastronomia.

Rocco Forte Hotel de la Ville


Minha primeira imersão no universo Rocco Forte foi o Hotel de la Ville. Antes de passar para a administração da Rocco Forte, ele era o Intercontinental de la Ville.

Reformado e inaugurado em maio deste ano, o hotel tem uma fachada histórica e uma recepção minimalista, mas extremamente sofisticada. Por trás das portas do edifício, estão móveis contemporâneos em cores vivas, mas sem exageros.

Réplicas de esculturas e quadros inspirados no Renascimento estão por todos os lados. Um elevador panorâmico é o principal acesso aos andares de quartos e suítes.

Escadaria de Espanha, ao lado do hotel

Mas não é o único. Há outros dois blocos de elevadores, e cada um deles é uma obra de arte. Eles são decorados com mosaicos. As áreas abertas do Rocco Forte de la Ville também são destaques. No verão, os hóspedes desfrutam o café da manhã em um terraço.

Nessa área, o clima mediterrâneo domina a decoração, com tons coloridos na medida certa, como o contraste entre o tom do prédio e as janelas na cor verde. Uma imagem que remete bastante ao litoral da França e da Itália.

Bares, restaurantes e spa

No sexto e sétimo andares, o bar “rooftop” (Cielo Bar) serve drinks e refeições leves com uma vista impressionante para a cidade eterna. No verão, há DJs, administrando trilha sonora que acompanha um incrível por do sol. O bar já se tornou um ponto de encontro em Roma.

Bar Cielo

O outro bar do hotel (Julep) investe em decoração inspirada no século XVII de várias capitais europeias, mas com elementos contemporâneos. Durante minha estadia, ele estava fechado, assim como o restaurante que ocupa o mesmo andar (chamado de Mosaico).

Segundo informações do De La Ville, em agosto, por causa do verão, muitos hóspedes preferem desfrutar outras opções da noite de Roma a ficar nessas duas atrações do hotel. Daí, a opção por fechar. Uma pena; perdi a oportunidade de conhecê-los.

Julep

No entanto, estava aberto o outro restaurante, voltado tanto aos hóspedes quanto a clientes não hospedados. Também um ícone do casamento de design contemporâneo e histórico, o “Da Sistina” investe em culinária italiana com toques de cozinha internacional.

Outro destaque do De La Ville é o spa, que oferece diversos tipos de massagem e tratamentos em saunas variadas e banhos de luzes, por exemplo. Os produtos são de uma das marcas do grupo, Irene Forte.

Spa

Quarto Deluxe no De La Ville


Hospedei-me em um dos quartos mais sofisticados do hotel, da categoria Deluxe, com 35 metros quadrados. Alguns apartamentos dessa categoria têm uma entrada imponente, em frente ao elevador panorâmico.

A imponente porta de tom vermelho escuro (muito usado no hotel) dá acesso a um pequeno closet. O banheiro é revestido de mármore claro e azulejo bicolor, com box imenso e funcional – não gostei muito da pressão da água da ducha, para falar a verdade.

As amenidades, que incluem até kit de costura bem completo, são da marca Irene Forte, de excelente qualidade. Os tons de decoração variam bastante.

O quarto em que me hospedei era predominantemente claro, tom que estava nas cortinas, poltronas e até nos quadros com desenhos clássicos da arte italiana. Isso favorece a ampla iluminação proporcionada pelas duas janelas, que se abrem completamente (embora esse apartamento não tenha terraço) e são totalmente à prova de som. A vista é para a Via Sistina, ao lado da famosa Escadaria de Espanha.

Os tons claro são quebrados pelo preto de alguns móveis, como armários e o rack onde estão a TV e o minibar. A cama é do tipo “king”, com lençóis de algodão egípcio e imensos e confortáveis travesseiros.

Além das cortinas, há poucos elementos clássicos na decoração, que é contemporânea sem exageros, deixando o ambiente “clean” e sofisticado.

A TV é equipada com chrome cast, permitindo aos hóspedes visualizar programação em streamings como Netflix.

Suítes


O Rocco Forte De La Ville tem diversos tipos de suítes, das tradicionais “júnior” às chamadas “signatures”, ou topo de linha.

Conheci duas, ambas com terraço. A Grand Suite tem 60 metros quadrados e três ambientes. Já a Roma é uma “signature”. Além de 80 metros quadrados em quatro ambientes, que inclui uma imensa sala com sofá, poltrona e espreguiçadeiras, tem um terraço panorâmico com vistas impressionantes de Roma.

Por ali, há mesa, sofá e diversas espreguiçadeiras, para que os hóspedes possam aproveitar o sol do verão. As réplicas de importantes bustos da arte italiana são um elemento interessante na decoração das suítes do De La Ville.

Savoy


O Savoy é mais clássico que o De La Ville, mas nem por isso abre mão de elementos contemporâneos. Renovado no ano passado, teve seus 120 apartamentos e suítes transformados em apenas 80.

O lobby e outros ambientes do hotel, como bar e restaurante, foram decorados em colaboração com a marca de alta costura Emilio Pucci, que surgiu em Florença.

Lobby

Vários elementos da grife estão em sofás, mesas e outros detalhes do hotel.

As suítes são os destaques do Savoy. Hospedei-me em uma executiva, com 50 metros quadrados separados em sala, quarto e banheiro.

Aqui, o visual é mais clássico que no De La Ville, linha evidenciada em elementos como sofás e papel de parede. As janelas, que também abrem completamente, garantem uma bela vista para a Praça da República.

Quarto da suíte executiva

O imenso banheiro é todo revestido de mármore e tem banheira e box (de tamanho médio) separados. A pia é dupla.

Cama do tipo king, travesseiros imensos e confortáveis e lençóis de algodão egípcio também fazem parte do pacote de luxo dessa suíte do Savoy.

Pude conhecer também outras suítes do hotel. A Junior Deluxe tem o mesmo tamanho da executiva, mas com uma disposição e decoração levemente mais modernas.

Sala da suíte executiva

Já a presidencial, batizada de Duomo, é um ícone da sofisticação clássica. São pelo menos cinco ambientes em 152 metros quadrados, com direito à adega em uma enorme sala de jantar, além de uma cozinha exclusiva.

Há ainda um imenso closet, lavabo e sala, além do quarto principal. Ela pode ser também integrada a um dos quartos clássicos do hotel – os únicos que têm chuveiro sobre a banheira, uma solução que não me agrada.

Banheiro da suíte executiva

Outras atrações


Diferentemente do Rocco Forte De La Ville, o Savoy não tem spa. Em contrapartida, na renovação, foi montada uma imensa sala de ginástica, equipada com modernos e variados aparelhos. Uma academia com essas proporções é rara de se ver em um hotel relativamente pequeno, de design.

O restaurante do hotel é o Irene, especializado em culinária da região da Toscana. Além do salão principal, há ainda uma área externa, em plena Praça da República. Ali, as mesas são decoradas com elementos típicos da marca Emilio Pucci.

Restaurante Irene e bar do hotel

Integrado ao restaurante está o Irene Bar, que costuma reunir hóspedes, visitantes e moradores de Florença para drinks no fim da noite.

Também chama bastante a atenção no Savoy a localização. Quase tudo está a uma “walking distance”. Ou seja: dá para ir caminhando às principais atrações de Florença, como o Duomo, o Palacio Vecchio e a Galleria Uffizzi. Além, claro, dos bons restaurantes, bares e locais de compra da cidade que é o berço do Renascimento.

Lobby

Ao lado do Savoy, aliás, estão lojas de diversas marcas de luxo, como Gucci e Miu Miu.

Serviço


O serviço nos dois hotéis da rede Rocco Forte têm padrões semelhantes – e bastante altos. Da chegada ao check-out, os funcionários são impecáveis.

Após o check-in, há a apresentação do quarto por um funcionário da recepção. Nos dois hotéis Rocco Forte, fui recebida com simpáticas amenidades – chocolates, frutas e, no De la Ville, até garrafa de espumante.

Savoy está entre a Praça da República e o Duomo

Nota dez também para os mensageiros dos dois hotéis, especialmente em Florença. Como eu estava em uma “road trip” pela Toscana, e no centro da cidade é complicado se rodar de carro, eles providenciaram para que eu não tivesse de me preocupar com nada relacionado ao automóvel, além de me ensinarem caminhos que o GPS não conseguia identificar.

Aqui, porém, vale uma ressalva. Nem o hotel Savoy (ou nenhum outro do centro de Florença) é um ponto intermediário aconselhável para uma viagem de carro pela Toscana. As ruas dessa parte da cidade são de acesso limitado. Além disso, os estacionamentos são caríssimos – no Savoy, paguei 50 euros a diária.

Duomo de Florença

Vale também destacar, especialmente em Florença, a facilidade de comunicação com os funcionários no hotel. Todos falam inglês.

Pode parecer óbvio, mas não é. Em Roma esse problema é menos evidente, mas na região da Toscana, até mesmo em Florença, a comunicação em inglês é bastante complicada. Quase ninguém domina o idioma – e isso ocorre até mesmo em hotéis.

Shangri-La Londres

shangri-la é hotel para viver londres nas alturas

Antes de falar do Shangri-La London, é preciso entender o contexto em que ele está inserido. O hotel nas alturas é parte importante de um movimento de rebeldia e “emancipação” do passado. E, principalmente, um símbolo da Londres do século XXI.

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A aristocracia clássica que envolve Londres há séculos está concentrada nos prédios, ruas e estilos da região conhecida como central. Porém, há algumas áreas na mais cosmopolita cidade do mundo com modernidade pulsante, evidente. É como um grito rebelde de liberdade ante as tradições do passado.

O símbolo dessa nova Londres é o The Shard, edifício de 310 metros que é o mais alto da capital inglesa. O arranha-céu em forma de pirâmide se impõe às margens do rio Tâmisa, ao sul de Londres, rodeado por um movimento de diversidades inglesas e mundiais.

O edifício The Shard

Nas imediações há um trânsito constante de executivas e executivos baseadas no próprio The Shard, ou logo em frente, do outro lado do rio, no centro financeiro de Londres. E há britânicos e estrangeiros de todas as tribos entrando e saindo da estação London Bridge, uma das mais importantes da cidade, com trens, metrô e uma espécie de shopping bem variado em seus não muito claros corredores.

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A estação London Bridge está diretamente conectada ao The Shard. E, entre o 34° e o 52° andares do arranha-céu está o hotel de luxo que é o símbolo dessa nova Londres, o Shangri-La.

As vistas são o tema da filial londrina da pequena rede asiática de extremo-luxo. Todo de vidro, ele escolheu seus ambientes em torno de uma visualização de tirar o fôlego de quase tudo o que é importante na cidade.

O Tâmisa, a magnífica Tower Bridge e a catedral de Saint Paul são os principais pontos visuais para o hóspede e o visitante do Shangri-La. Porém, dá para ver muito mais, dependendo do ângulo: London Eye, Big Ben e Abadia de Westminster, por exemplo.

Não à toa, cada quarto tem seu próprio binóculo. Dá para perder minutos e mais minutos desbravando o melhor de Londres lá de cima.

Tower Bridge

Tudo no Shangri-La London foi milimetricamente calculado para privilegiar vistas. A decoração, os quartos e suítes, os bares e restaurante. O entorno pode não ser o mais adequado para quem visita Londres pela primeira vez, e tem altas expectativas sobre um mundo aristocrático. É, no entanto, um valoroso espetáculo.

Ponto a ponto, venha comigo conhecer os destaques (e um ou outro ponto fraco) do Shangri-La London.

Torre de Londres

LOCALIZAÇÃO DO SHANGRI-LA LONDON


A região em que está o Shangri-La é chamada de Southwark, uma das áreas do sul do Londres – como é chamada a parte da cidade às margens do Tâmisa oposta à do Big Ben.

Se você está visitando Londres pela primeira vez e não tem medo de metrô, pode escolher o Shangri-La sem hesitação. Afinal, ele está ao lado da estação London Bridge.

Porém, se você prefere “walking distance” (ir andando, em tradução livre) para as principais atrações, este não é o seu lugar. Prefira um hotel de luxo em Mayfair, principalmente na charmosa Park Lane, como o Dorchester, um dos símbolos de Londres, ou o Four Seasons.

Um pouco mais dentro do bairro, e mais perto de Buckingham, há o Sofitel London Saint James e, claro, o Ritz.

Knightsbridge é também uma opção se você não faz questão de ficar tão imerso na Londres tradicional aristocrática. A rua concentra dois dos hotéis mais exclusivos e badalados de Londres: Bulgari e Mandarin Oriental.

Além disso, é o paraíso para os amantes de compras. Está ao lado da loja de departamento de luxo Harrods (a Saks dos ingleses) e da Sloane Street, a meca do consumo de luxo londrino. Por ali, estão todas as marcas de alto luxo do mundo.

Porém, se ter uma experiência londrina muito diferente de suas expectativas é seu objetivo de visitante iniciante, o Shangri-La é seu lugar. Se você já conhece Londres e quer ir muito além do óbvio, idem. It’s up to you.

ENTORNO


O Shangri-La está a poucos passos do Tâmisa e da Tower Bridge. Atravessando a ponte, chega-se à Torre de Londres, palácio (aberto à visitação) que guarda as joias da coroa. Nas duas margens, um programa incrível é caminhar entre a Tower Bridge e a London Bridge.

Do lado sul, há áreas para práticas de esportes e muitos cafés e restaurantes, inclusive uma filial do balado The Ivy. Do norte, além da Torre de Londres e de outros bares, cafés e restaurantes, há o centro financeiro da cidade (London City).

Mas o mais legal desta área está a um quarteirão do Shangri-La. É o Bourough Market, o mercado mais antigo de Londres. São diversas barracas e lojas sob os trilhos de trens que chegam à estação London Bridge. Há de tudo: queijos, vinhos, pães, trufas, frutas…

The Globe, o pub dos filmes ‘Bridget Jones’

No entorno do mercado há diversos pubs tipicamente londrinos, frequentados, a partir das 17h, pelo pessoal do mercado financeiro – o público é majoritariamente inglês. Um deles é o “The Globe”, cenário dos dois primeiros filmes da série “Bridget Jones”. Ao lado do pub está o prédio que era a casa de Bridget (no terceiro filme também).

Por ali, também há um dos cenários da franquia de filmes Harry Potter. O entorno traz ainda diversos restaurantes, a principal faculdade de medicina da cidade e algumas cervejarias – uma das experiências oferecidas pelo Shangri-La é um tour por elas.

Para valorizar a região, o Shangri-La obtém a maioria dos ingredientes de seus restaurantes e bares no Bourough Market.

CHEGADA AO SHANGRI-LA LONDON


No piso térreo do The Shard está a entrada do hotel, e o serviço de concierge. Mensageiros já começam a mimar os hóspedes ali: retiram malas, encaminham ao elevador e explicam os principais pontos do hotel.

A recepção fica no 35° andar. Esqueça a decoração clássica que se vê na maior parte dos hotéis de luxo da região central. Por ali, tudo é contemporâneo e discreto. Poucas obras de arte e móveis cumprem muito bem o papel de não brigar com a atração principal: os vidros que garantem vistas panorâmicas de Londres. E a iluminação proporcionada por eles.

É comum chegar à recepção e ver pessoas com expressão de deslumbramento, ou fotografando aquele espetáculo incomum. O The Shard oferece uma atração, o The View, que consiste em subir ao topo do prédio para ver aquele incrível cenário.

O Shangri-La oferece praticamente o mesmo em 18 andares. No da recepção, também está o restaurante do hotel, o Ting, do qual falarei mais em seguida. Logo abaixo, há um lounge, a maior adega de champanhe Cristal da Inglaterra e diversas salas, que são mais reservadas para festas e casamentos do que para reuniões e conferências.

O Shangri-La é mais sobre experiências do que negócios. 70% dos hóspedes procuram o hotel para lazer.

QUARTO


O hóspede é levado a seu quarto, cuidadosamente preparado, por recepcionistas que explicam tudo o que você precisa saber. A Rita, que nos apresentou o nosso, no 42° andar, do tipo Premier City View, foi também quem o preparou. Ela deixou no vidro uma simpática mensagem em português, com meu nome.

Os quartos dessa categoria têm entre 47 e 58 metros quadrados. Isso porque cada apartamento do Shangri-La tem um desenho diferente. Nenhum é igual ao outro.

Como na recepção, a decoração sofisticada usa cores claras, bem neutras, para valorizar a vista. Papel de parede tem tom pastel e quase tudo é de madeira clara. O carpete é uma simulação do céu.

Fomos recebidos com simpáticos mimos: macarrons e outros tipos de doces (repostos diariamente), além de amostras do home spray do hotel e de um gim produzido naquela região da cidade, o Jensen.

Assim como o quarto, o banheiro envidraçado é um espetáculo. Tem box e banheira separados, e o hóspede toma banho vendo Londres do alto. A foto na banheira, aliás, é uma das mais produzidas entre os hóspedes do Shangri-La para redes sociais – óbvio que também fiz a minha.

No banheiro, as amenidades são completas, com direito a pastas e escovas de dente. Os produtos de banho são de uma linha especial da Loccitane. A potência do secador de cabelo poderia ser um pouco melhor.

Os quartos têm ainda lençóis de algodão egípcio, travesseiros grandes e confortáveis, cama king que se adapta os contornos do corpo, máquinas de café e chá, dock para tocadores digitais e minibar bem recheado.

As cortinas black-out têm controle de abertura e fechamento automáticos. Além do quarto, estão também nos banheiros. Da entrega das malas ao room service, os serviços são rápidos e eficientes.

SUÍTE SHANGRI-LA


Além dos quartos, o Shangri-La tem também diversos tipos de suítes. A Shangri-La é uma das signatures (topo de linha), muito reservada por altos executivos e noivas nos dias de seus casamentos, por exemplo. É também muito usada para eventos privados.

São pelo menos oito ambientes, com imensa sala, quarto, escritório, closet, sala de jantar e cozinha (com adega; o hotel já deixa alguns vinhos por lá, como sugestão). Os robes, roupões e amenidades são exclusivos da suíte. Há ainda menu de chinelos, com seis opções, diferentes em conforto, design e cores.

A suíte tem vistas para os dois principais lados do Tâmisa. Da sala, dá para ver tanto a Tower Bridge quando a Catedral de Saint Paul (junto com London Eye e Big Ben). A suíte tem 230 metros quadrados.

OUTRAS ATRAÇÕES


O restaurante do hotel é o Ting, no andar do lobby. Dividido entre salão principal e lounge para chá da tarde, oferece vistas em 270°, tão espetaculares à noite quanto durante o dia. Funciona para almoço, jantar, chá da tarde e café da manhã no estilo buffet – com opções a la carte também.

O buffet de café da manhã tem muitas opções asiáticas de diversos estilos. O público de países como Hong Kong, Singapura e China, aliás, era preponderante entre os hóspedes do hotel nos dias que passei por lá.

Para almoço e jantar, há gastronomia é internacional. E o restaurante atrai não só o público do hotel, mas diversidade de turistas e de moradores de Londres.

Experimentamos o menu de três pratos, com entrada, principal e sobremesa, além de acompanhamento. Há peixes, carnes e fruto do mar, tudo acompanhado por vinhos escolhidos de maneira personalizada pelo sommelier, que explica aos clientes a melhor forma de harmoniza-los com cada prato e todos os detalhes do produto.

No 52° andar há o bar Gong, de coquetéis, com direito a noites embaladas por DJs. Os drinks são homenagens a grandes invenções da humanidade. Usam e abusam da criatividade, em uma carta muito bem feita. O em homenagem ao rock, por exemplo, vem em um copo em forma de guitarra.

Já o bar 31 fica no térreo, investe em produtos da região para drinks e atrai o pessoal de Londres para happy hours. Tem um terraço temático: no momento, traz o quintal do gim, com variedades de drinks com o produto. Em breve, será substituído pelo tema Oktoberfest.

Há ainda uma piscina panorâmica e aquecida, rodeada por um belo lounge, e sala de ginástica muito bem equipada, que funciona 24 horas.

GOSTEI

Vistas, serviços, banheiro e quarto, restaurante

NÃO GOSTEI

Por causa dos ventos fortes nos andares altos, o hotel é todo fechado. Faz falta um ambiente ao ar livre, especialmente no verão. A potência do secador de cabelos poderia ser melhor