Kitzbühel estação de esqui

Kitzbühel, a estação de esqui da nova série do Netflix

Navegando entre as estreias do Netflix, me chamou a atenção o título “Kitz”. Não pelo enredo, e sim pela locação, Kitzbühel. A cidadezinha medieval na região de Tirol, na Áustria, é uma das mais badaladas entre o público alemão, especialmente os da região de Munique.

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Aqui no Brasil, no entanto, acredito não ser um local muito popular, nem mesmo conhecido. Eu mesma nunca tinha ouvido falar. Não que seja grande fã de locais que têm o esqui como principal atração; nunca nem tentei esquiar na neve.

Porém, já visitei algumas estações, por trabalho ou lazer, já que considero esses locais extremamente charmosos. Estive na região de Lake Tahoe, nos EUA, Vale Nevado, no Chile, Saint Moritz, na Suíça e Bariloche, na Argentina. De amigos que adoram esquiar, os locais preferidos são Aspen (EUA), Courchevel (França), Gstaad (Suíça)… De Kitzbühel, nada ouvi falar.

Mas fui, em uma viagem a Munique. A cidade alemã é um bom ponto de partida para viagens de carro. De lá, já parti para Elmau, na própria Alemanha (opa, olha aí mais uma estação de esqui para o currículo), Salzburgo, na Áustria e o famoso castelo Neuschwanstein, que inspirou o da Cinderela, na Disney.

Além, é claro, de Kitzbühel. O centro da cidadezinha é simpático e, bem pequeno e de estilo medieval. Mas é nas montanhas que se concentra o epicentro do local, que é repleto de hotéis de design, bem contemporâneos.

Na série “Kitz”, inclusive, um hotel é um dos palcos da trama. O carismático personagem Kosh é proprietário de um hotel fictício na encosta de uma montanha.

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Kitzbühel na neve

O teleférico que dá acesso às montanhas Hahnenkamm (1.712 m) e Kitzbühler Horn (1.996 m), entre as quais se situa a cidade, está nas imediações do centro. Todas as manhãs, durante a temporada de inverno, os praticantes de esqui se dirigem a ele para um dia de atividades na neve.

Minha visita a Kitzbühel foi um bate-e-volta a partir de Munique (são 123 km entre vias rápidas, sem limite de velocidade, e estradas secundárias). A viagem de carro já foi um espetáculo à parte, pois passamos por diversos trechos entre montanhas.

Por lá, escolhemos o hotel Maierl-Alm para passar o dia. Tecnicamente, ele fica em Kirchberg, a 7 km do centro de Kitzbühel. Porém, está localizado sobre as montanhas, com acesso direto às estações de esqui.

Por isso, uma cena é bem comum no restaurante: praticantes de esqui ainda com suas roupas térmicas e sapatos apropriados para o esporte circulando na parte do terraço, que tem vista para as pistas. Por ali, inclusive, a especialidade é a culinária da região de Tirol.

Maierl-Alm

No meio da tarde, uma cena típica de estações de esqui: o terraço do restaurante começa a virar uma balada, com um DJ acompanhando o por do sol. O restaurante do Maierl é aberto a não-hóspedes.

Le Grand Contrôle

Le Grand Contrôle é hotel de luxo no palácio de versailles

Construído por Luis XIV, o Palácio de Versailles, a 20 km do centro de Paris, é o grande símbolo do período absolutista. Um dos pontos históricos mais visitados na França, ele agora é também oferece experiência de hospedagem para uma imersão nos tempos da monarquia. É que em julho deste ano foi inaugurado em um de seus anexos o hotel Le Grand Contrôle, da rede Airelles.

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O hotel de luxo tem apenas 17 quartos e suítes e foi construído em um prédio ao sul da construção central do palácio. A área já serviu de moradia para integrantes da nobreza francesa. Posteriormente, passou a abrigar juízes da monarquia, o que serviu de inspiração para o nome do empreendimento de luxo.

Cada uma das acomodações do Le Grand Contrôle leva o nome de um dos juízes que fizeram parte das cortes dos três reis Luís que comandaram Versailles: XIV, XV e XVI. O último monarca, tataraneto do fundador, foi derrubado pela Revolução Francesa e degolado junto à sua esposa, a famosa Maria Antonieta.

Destaques do Le Grand Contrôle

A decoração do hotel é inspirada no século XVIII, e os móveis foram todos comprados em antiquários. Isso tanto nos salões quanto nas acomodações. Papéis de parede forram também objetos como caixas de amenidades, e muitos detalhes são revestidos de couro (até a chaleira).

O Le Grand Contrôle, porém, também tem seu toque de modernidade. Cada acomodação tem uma caixa com tablet, para controle de funções do quarto, e smartphone (com informações sobre o hotel e canal para contato com a equipe de atendimento).

Outro toque de modernidade é a piscina coberta e aquecida disponível para os hóspedes. O restaurante do hotel comandado pelo renomado chef Alain Ducasse.

Além disso, quem se hospeda no Le Grand Contrôle tem direito a um exclusivo tour guiado pelo Palácio de Versailles no fim do dia, quando os turistas já foram embora.

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Acqua

Restaurantes na Rio-Santos para curtir o por do sol

A Rio-Santos é uma das estradas mais emblemáticas do Brasil. À beira mar, o trecho da BR-101 entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro é conhecido pelos lindos destinos de praia, mas traz também diversas atrações gastronômicas. Em uma road trip pela via, visitei dois restaurantes que são verdadeiras experiências: Acqua e Gastromar.

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O Acqua fica no alto de um morro na Estrada de Camburi, entre esta praia e Baleia, em São Sebastião (SP). O Gastromar está na Marina Porto Imperial, em Paraty, no Rio de Janeiro. Entre vários coisas em comum, ambos têm um destaque: o por do sol inesquecível.

Por isso, são ideais para aquele almoço tardio, também conhecido como “late lunch”.

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Acqua

O restaurante tem como destaque a varanda com vista 180 graus para as praias de Camburi e Baleia. Embora ofereça lugares na parte interna, a externa é a mais concorrida por seus clientes, que são bem fiéis e se deslocam de diversas outras praias da região para desfrutar o cardápio e o visual.

Acqua fica na Estrada de Camburi, entre esta praia e Baleia (Fotos: Levi Pinheiro)
Acqua fica na Estrada de Camburi, entre esta praia e Baleia (Fotos: Levi Pinheiro)

A vista é uma das mais lindas de todo o litoral de São Paulo a qualquer hora do dia. Mas o por do sol é um espetáculo e uma grande experiência.

Por isso, o ideal é chegar ao Acqua a partir das 15h e curtir a tarde em casal, família ou grupo de amigos – esses três públicos são bem frequentes no restaurante. Para isso, há uma excelente carta de vinhos e um cardápio com muitos drinks bacanas.

A cozinha comandada pelo chefe Natanael Azevedo é diversificada. O cardápio tem massas, risotos, carnes e muitos ingredientes típicos da culinária nacional. Uma das tradições do restaurante é o risoto de frutos do mar, com camarões, lula, polvo e marisco.

Varanda do Acqua
Varanda do Acqua

Mas há também espaço para experimentação, a exemplo de um dos novos pratos do cardápio, capellini com camarões contornado por molho de frutas vermelhas. A combinação é extraordinária.

Entre as sobremesas, o carro-chefe é um cheesecake de goiaba crocante, que está para o Acqua assim como o petit gateau de doce de leite está para o restaurante El Gordo, em Trancoso – quem conhece sabe do que estou falando.

Prato novo do Acqua
Capellini com camarões de contorno de frutas vermelhas

Os preços dos pratos no Acqua ficam entre R$ 80 e R$ 200. No caso das sobremesas, o valor é em torno de R$ 50. O restaurate está aberto de quinta-feira a domingo, e tem estacionamento gratuito.

Gastromar Paraty

Para quem visita Salvador, um programa gastronômico imperdível é a Bahia Marina, de preferência para acompanhar o por do sol. Por lá, há diversidade de ótimos restaurantes, alguns com vista para a Baía de Todos os Santos e os barcos da marina.

Para quem vive nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, não é preciso ir a Salvador para ter uma experiência semelhante. O Gastromar Paraty, assim como o Acqua, tem varanda com vista panorâmica para a Marina Porto Imperial.

Ali, você curte um almoço e um fim de tarde com drinks e um por do sol de parar o coração, observando os barcos da marina. O universo náutico foi o combustível para a criação do Gastromar. A paulistana Gisela Schmitt sempre frequentou Paraty. Chef de cozinha, começou a oferecer seus serviços na cidade secular fazendo catering marítimo, para os barcos da região.

Gisela Schmitt

Então Gisela criou sua própria experiência náutica, o Sem Pressa. O barco retrô promove uma experiência de pelo menos cinco horas pelas ilhas da região de Paraty, com menu gastronômico, drinks e uma ótima trilha sonora. O programa é para grupos, exige reservas e os preços devem ser consultados por meio do telefone 24-99844-3788.

Após o Sem Pressa, nasceu o Gastromar, especializado em comidas típicas do mar combinadas a ingredientes cultivados e produzidos na região de Paraty. Além da varanda com vista panorâmica, há bar, ambiente com mesa de sinuca e lounge.

O restaurante também tem uma loja de produtos culinários e bebidas. O estacionamento é gratuito. O acesso é pela própria Rio-Santos, pouco antes da entrada para o centro de Paraty.

Itamambuca Ecoresort

Itamambuca é resort para imersão na natureza no coração da Rio-Santos

Quando o brasileiro pensa em resorts familiares de praia, o Nordeste sempre vem à cabeça como primeira opção. Mas a pandemia levou o turista a procurar locais que podem ser atingidas de carro a partir de suas cidades de origem. No caso de São Paulo, as opções do litoral. O Itamambuca Eco Resort foi um dos que ganharam com essa nova onda.

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Localizado na praia de Itamambuca, em Ubatuba, famosa por competições de surf, tem uma origem curiosa. Surgiu como um camping, foi crescendo e se tornou resort premium. O foco é em famílias e no contato com a natureza.

Rio Itamambuca
Rio Itamambuca

Por isso, em sua grande área (30 mil metros quadrados), em que o camping ainda é mantido – em região mais próxima à praia -, há muito verde e locais para trekking e observação de pássaros. Além disso, traz infraestrutura caprichada, com duas piscinas, restaurante, bares e deck na praia, entre outras facilidades.

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É também um dos hotéis do litoral de São Paulo a oferecer carregador para carros elétricos, um atributo que vem sendo valorizado pelos clientes de hotéis premium em tempos de road trips. Hospedei-me durante duas noites no Itamambuca Ecoresort e conto o que ele tem de bacana.

Localização

Área da piscina

Ubatuba se estende por pelo menos 30 km de praias na rodovia Rio-Santos, o trecho da BR-101 entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A Praia de Itamambuca fica a 15 km do centro, na direção de Paraty, para quem vem de São Paulo.

O resort é praticamente pé na areia. Praticamente porque está às margens do rio Itamambuca, e é preciso atravessá-lo para atingir a praia. No entanto, a travessia é por uma parte rasa do rio. Quem preferir pode pegar uma pequena balsa.

O rio, com suas águas calmas e claras, é uma grande vantagem de um resort com apelo familiar, pois Itamambuca, com ondas fortes, não é das melhores praias para banho, especialmente para crianças. Por isso, é mais comum ver os hóspedes aproveitando o banho de rio.

Há uma estrutura com bar e deck muito bonito (de onde também se observa um inesquecível nascer do sol) às margens do rio, e serviço de praia com guarda-sol e cadeiras na praia. Da recepção a essa área do hotel, são 200 metros de caminhada por um caminho repleto de árvores, também às margens do rio.

Estrutura

Além da estrutura de praia, área de trekking e as duas piscinas, o hotel tem duas quadras de tênis e uma poliesportiva. Recentemente, lançou também sua quadra de beach tennis, o novo esporte da moda.

Itamambuca Ecoresort

Há ainda salão de jogos, playground, quiosques com churrasqueira e aluguel de equipamentos para atividades como snorkel e stand-up paddle. O restaurante Taioba serve um café da manhã bem completo e diverso das 7h às 10h. Além das opções do buffet, o hóspede pode solicitar omeletes e tapiocas a la carte. Há opção para veganos.

No jantar, eventualmente há show de piano, especialmente em finais de semana e datas mais movimentadas, como férias e feriados. O cardápio é bem diversificado e, como era de se esperar em um resort de praia, com muitas opções de frutos do mar.

Entre os destaques do Taioba há o Festival da Lula e o Festival do Camarão. Já o spa é focado em tratamentos relaxantes, mas há também alguns estétivos. Muitos podem ser realizados ao ar livre.

Outro destaque é a observação de pássaros. Há cerca de 250 espécies catalogadas na área do Itamambuca Ecoresort. as saíras-de-sete-cores, picapaus, tucanos e inúmeras famílias de beija-flor. Os hóspedes também podem observar muitos animais silvestres que habitam a Mata Atlântica, como esquilos e lagartos.

Piscina principal do Itamambuca Ecoresort
Piscina principal do Itamambuca Ecoresort

A decoração é rústica, bem ao estilo praia, com muito uso de madeira em todos os ambientes do resort – dos comuns aos quartos.

Acomodações no Itamambuca

Os quartos não são o ponto forte do Itamambuca. Precisam de reforma. São 76, divididos nas categorias Luxo, Bangalô e Master. Me hospedei na suíte Master, a mais alta categoria. São 46 metros quadrados divididos por um bonito armário de madeira em dois ambientes.

A cama king size é muito confortável e os travesseiros e toalhas têm excelente qualidade. A ducha tem ótima pressão e o toalete ocupa uma área exclusiva. Há ainda uma grande sacada com vista para a Mata Atlântica.

Porém, falta sofisticação na decoração, que tem cortinas em um tom muito alegre e móveis já antigos. Equipamentos como TV, frigobar e ar-condicionado precisa de renovação. Ainda assim, como dispõe de muito conforto, não são um ponto que deve afastar o hóspede da beleza, as comodidades e o contato com a natureza oferecidos por esse pedacinho de paraíso na Rio-Santos.

Preços

Para quem não quer se hospedar, o Itamambuca Ecoresort oferece a opção de day use. São R$ 88 para usar estruturas como piscina, praia e restaurante, entre outras. Já as diárias partem de R$ 574 em novembro – durante a semana.

Aos finais de semana, aumentam para R$ 640. Para a suíte Master, o melhor preço é de R$ 694 no mês de novembro. Esses valores são os praticados apenas em reservas realizadas no site do resort.

Praia de Itamambuca
Praia de Itamambuca
Deck da praia
Deck da praia: belíssimo nascer do sol
Recepção do hotel Itamambuca
Recepção do Itamambuca
Avignon

Como é explorar a Provença de carro

É uma grande alegria poder voltar ao conteúdo sobre roteiros de viagem fora do Brasil. A medida que as fronteiras da Europa vão se abrindo para brasileiros vacinados, começo a postar aqui conteúdos sobre regiões incríveis do continente. Começo pela França, um dos primeiros países a anunciar a abertura. Mais precisamente, pela Provença, o local que mais me surpreendeu nos últimos anos.

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Para quem gosta de fazer road trips explorando estradinhas secundárias com lindas paisagens, a Provença é um destino ideal. Conhecida pelas lavandas, os vinhos, a gastronomia e a arquitetura de estilo provençal, a região do sul da França é muito diversificada. A maioria das atrações está no interior. Porém, há também algumas cidades na praia, além de atrações naturais como cânions lindos de parar o coração.

Avignon, Proveça
Ponte de Avignon

Com cinco dias dá para ver o básico. Mas o ideal mesmo é já aproveitar a viagem e ver tudo. Eu recomendo dez dias. Fiquei onze, e não foram suficientes (mas teve GP de Fórmula 1 no meio do caminho, e dediquei três desses dias completos à competição).

É importante fazer duas ou três bases para conhecer direitinho a região, porque alguns lugares ficam distantes dos outros. Eu escolhi três: Luberon (o parque), Aix-en-Provence e Saint-Tropez.

Chegada a Fontaine-de-Vaucluse

Em minha opinião, é essencial alugar um carro para explorar a Provença. Há trens, por exemplo, em Avignon e Aix-en-Provence. Porém, no Luberon, sem carro a visita fica praticamente impossível. E esta é a parte mais legal da região.

A melhor época para ir à Provença é a segunda quinzena do mês de junho. Para quem quer ver os campos de lavanda, não há outra ocasião. E também não é tão quente nem lotado quanto em julho.

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Primeira parte da Provença: Luberon

Eu fiz minha base em uma cidadezinha chamada L’isle-sur-la-sorgue, conhecida pelas feirinhas provençais e ao lado do parque Luberon.

Antes de ir ao Luberon, recomendo que você assista o filme “Um Bom Ano”. Ele mostra a essência do local, com sua vida pacata, lenta, regada a bons vinhos, culinária e paisagens deslumbrantes.

https://blog.panrotas.com.br/viagem-e-estilo/2020/05/07/filmes-de-viagem-para-desbravar-o-mundo/
Gordes, Provença

No Luberon, as estradas são estreitas, mas com ótima pavimentação. A paisagem é sempre marcada por campos de lavandas, videiras ou árvores altas. É recomendável redobrar o cuidado, pois há muitos ciclistas pelo caminho. Aliás, eles estão por quase toda a região de Provença, conhecida também pela prática do ciclismo – o tour de France passa por lá.

A cidade essencial é Gordes , um vilarejo provençal no alto de uma montanha. O local é dominado pela arquitetura típica da região, com inspiração medieval, além de hotéis e restaurantes charmosos. No primeiro caso, o mais badalado é o La Renassaince, ao lado da famosa fonte do vilarejo.

Chateau La Canorgue

No caminho de Gordes a Bonnieux, você verá alguns campos de lavanda. Visite a vinícola Chateau La Canorgue, cenário de “Um Bom Ano”. Faça degustação e escolha o vinho topo de linha, que custa 20 euros e é excelente.

Termine o dia em Lourmarin, para ver o por do sol no belíssimo Chateau de Lourmarin, visitar galerias de arte, comprar sabonetes da Provença e jantar. Eu fui ao restaurante do simpático hotel Le Moulin, um dos melhores em que já estive na vida. Paixão total.

Chateau de Loumarin, Provença
Chateau de Loumarin

Avignon: quando Roma foi à França

No segundo dia, acordei e, de bike (programa que vale muito a pena na Provença), fui até a cidade de Fontaine-de-Vaucluse. Além do caminho cheio de áreas verdes e construções medievais, o destino é um espetáculo.

Rio Sorgue

Por lá, está a nascente subterrânea do rio de águas cristalinas Sorgue, de um tom esverdeado impressionante. O trajeto de bike foi de 15 km na ida e mais 15 km na volta. Aluguei a bicicleta no hotel, por 16 euros a diária.

Palácio dos Papas

Em seguida, fui visitar a famosa cidade de Avignon, que tem como principal atração o suntuoso Palácio dos Papas. Ele fica na cidade murada, onde há outra visita imperdível, a Ponte de Avignon. A partir dela, dá para ver toda a parte histórica da cidade.

Pedras e vida noturna

Depois, fui a Les Baux-de-Provence, a 40 km de Avignon. O caminho é espetacular, com a estrada rodeada por maciços de pedras. O vilarejo, aliás, fica sobre um deles.

Antes de chegar, dá para vê-lo a partir de um observatório, e a paisagem é inesquecível. Em Les Baux, além da arquitetura medieval, há diversas lojinhas de queijos e trufas.

Les-Baux-de-Provence, Provença
Les-Baux-de-Provence

A parada seguinte foi Saint-Remy, a apenas 10 km. Cidade murada, plana, cheia de fontes, foi inspiração para alguns quadros de Van Gogh.

O ponto forte de Saint-Remy é a noite, a mais animada desta região de Provença. Em frente bares e restaurantes (excelentes para experimentar a culinária provençal), na hora do por do sol (entre 20h e 21h no verão), há bandas de estilos variados, que vão do pop ao tradicional flamenco espanhol.

Lojas de queijos artesanais são destaque em Les-Baux

As ruas viram uma festa, com pessoas dançando. É um clima muito legal.

O manhã seguinte foi dedicado às cidades de herança romana de Arles e Nimes. Na primeira há um anfiteatro que lembra o Coliseu. Na outra, pontes romanas e uma cópia do Pathernon. Depois, visitei a famosa vinícola Chateauneuf du Pape. À tarde, mudei de base.

Aix-en-Provence e Marselha

Minha segunda base foi Aix-en-Provence, a mais escolhida por quem vai à Provença. Trata-se de uma cidade média, universitária, com excelente rede hoteleira.

Seu centro histórico é um charme, cheio de lojas, restaurantes e animados bares. Nele, está a Cours Mirabeau, que carrega o apelido de “avenida mais bonita do mundo”.

Aix-en-Provence, Provença
Aix-en-Provence

Aix fica a 38 km de Marselha, a maior cidade da Provença. A chegada à região de avião é por lá. Porém, dá também para desembarcar em Nice, se o plano for combinar essa viagem com a Riviera Francesa.

Não é a base ideal, pois não tem o espírito das cidadezinhas provençais. Porém, vale a visita. Há diversos pontos históricos incríveis, como a antiga prisão Chateau D’if (para chegar, é preciso pegar um barco no porto de Marselha).

Outro ponto turístico interessante é a bela basílica Notre-Dame de la Garde. Porém, o melhor programa é o passeio às Calanques de Cassis.

Marselha

Ele também exige que se saia de barco do porto de Marselha. Optei por um programa em um barco que só leva seis pessoas, por isso paguei 60 euros (com a empresa Turquoise Calanques, que faz reservas por internet). Porém, a partir de 20 euros, há passeios em barcos maiores (e cheios), saindo tanto de Marselha quanto de Cassis, cidade ao lado.

Dá ainda para fazer uma trilha, para observar as calanques (que são cânions) de cima. A água esverdeada e cristalina entre montanhas forma um cenário deslumbrante, bom para a prática de snorkel.

Calanques de Cassis

Lavandas e mais cânion

Em toda a região de Provence, em junho e julho, dá para ver campos de lavanda. Os mais belos, no entanto, estão em Valensole, 100 km ao norte de Marselha e a 70 km de Aix.

E há ainda mais um cânion que vale a visita na região. Trata-se do Gorges du Verdon, ou Garganta do Verdon, o cânion mais profundo da Europa. A cor verde da água é impressionante.

Saint-Tropez


A badalada cidade pode ser combinada tanto com a região de Provença quanto com a Riviera Francesa. Trata-se também de um bom ponto transição para quem quer fazer as duas em uma viagem só, algo que exige entre 15 e 20 dias (apenas de carro, sem necessidade de outro tipo de transporte).

Saint-Tropez, Provença
Saint-Tropez

Saint-Tropez foi minha terceira base. A cidade litorânea é conhecida pela vida noturna, pelo porto repleto de imensos iates e pelos clubes de praia. É uma das sensações do verão europeu, e tem também um belo centro histórico. Por lá, passei três noites.

Estradas da Provença

Os preços na Provença, especialmente os de restaurantes, são bem mais baixos que os praticados em outras regiões da França, como a vizinha a Riviera Francesa.

A maior parte dos deslocamentos na Provença é feito por estradas secundárias, boas de dirigir, com muitas curvas e velocidades máximas de 100 km/h. Já as rodovias têm máxima entre 120 km/h e 130 km/h, dependendo da região.

A maioria dos pedágios tem apenas cobrança automática, e alguns guichês só aceitam cartões (os com chip muitas vezes não são aceitos). Fique atento aos letreiros no alto das cabines para passar por um com a opção de pagamento em notas ou moedas. Sempre há um ou dois guichês com essa funcionalidade.

Vida noturna em Aix-en-Provence

Tanto nas cidadezinhas medievais quanto nas maiores, é muito fácil encontrar vagas de estacionamento. Estão por toda a parte – no caso das muradas, fora delas. Os preços variam de 1 a 5 euros pelo dia todo.

Classe executiva da Air France no B777

Como é voar na classe executiva da Air France (Boeing 777)

A França foi um dos primeiros países europeus a reabrir suas fronteiras para brasileiros vacinados. Além da brasileira Latam, dá para voar ao país com a Air France. Aqui, conto como é a experiência de retornar de Paris a bordo da classe executiva da companhia.

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A Air France tem voos diários de São Paulo a Paris, e vice-versa. Há ainda três frequências semanais a partir do Rio de Janeiro. A partir de 22 de outubro, a companhia retoma seus voos partindo de Fortaleza, também três vezes por semana.

A classe executiva da Air France tem o layout 1-2-1, no formato “espinha-de-peixe”, que, para mim, é um dos mais interessantes entre os adotados pelas companhias aéreas. No voo diurno de Paris (Charles de Gaulle) a São Paulo (Cumbica), no Boeing 777, a experiência começou já no terminal 2E, onde estão os portões M, usados pela Air France e por outras companhias da aliança SkyTeam (KLM e Delta).

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Antes da pandemia, a Air France alternava voos no 777 com os no Airbus A350. Agora, vem mantendo a rota Paris-São Paulo, e vice-versa, apenas no A350. O layout da classe executiva (veja na foto abaixo) é bastante parecido, com leves diferenças, especialmente em cores e materiais de revestimento das poltronas.

Executivo no Airbus A350

Terminal 2E

A área do terminal 2E mais parece um shopping de alto luxo, com lojas das grifes mais badaladas do mundo (Prada e Chanel, entre outras) e restaurantes com ambientes sofisticados.

Voos da Air France partem do terminal 2E no Charles De Gaulle

Lá também está a sala VIP da Air France, chamada de Salon Lounge. Ela ocupa uma área imensa no terminal e tem diversos ambientes (para descansar, dormir, bater papo, tomar drinks, apreciar a vista para a pista do aeroporto ou comer).

A bordo

Escolhi um assento na janela, individual, já que estava viajando sozinha. Porém, quem ocupa as poltronas do meio também tem muita privacidade. Uma divisória (de fácil remoção, para o caso dos que viajam acompanhados) separa totalmente os dois assentos. Não é preciso nem ver o passageiro ao lado.

Como na KLM, companhia “irmã” da Air France, há apenas duas opções de ajuste automático da poltrona: decolagem (assento na posição vertical) e cama. Falta o intermediário, descanso, que a maioria das companhias oferece. Porém, é fácil encontrar essa configuração “no meio do caminho”, ao acionar a opção “cama”.

O apoio para os pés integrado à poltrona é curto. Para descansar, o passageiro usa o apoio à frente, posicionado abaixo da tela. Ele e a poltrona, quando totalmente reclinada, formam uma cama “flat-bed” muito confortável, e com boa largura – superior à oferecida pela maioria das empresas aéreas.

Flat-bed na classe executiva da Air France

Como a classe executiva não estava lotada, consegui um cobertor extra para forrar a cama, deixando-a ainda mais confortável. A tela é sensível ao toque e, como na KLM, pode ser comandada por um dispositivo remoto. É possível visualizar informações diferentes nos dois aparelhos – assistir um filme no monitor e ver mapas no dispositivo remoto, por exemplo.

No console ao lado da poltrona, há um grande porta-objetos, bom para armazenar o kit de amenidades (com produtos da Clarin) e outros pertences pequenos. Senti falta de um local para guardar a bolsa – tive de colocá-la no compartimento sobre o assento. Em compensação, há área para guardar os sapatos e, além das tradicionais meias, é oferecido um par de chinelos.

Apoio para os pés

Gastronomia

A refeição é um dos pontos altos e honra a tradição culinária francesa. Optei por um cordeiro com purê de batata no almoço (o voo era diurno) e estava bastante saboroso. Porém, achei o cardápio complicado demais – e faltou opção em português; havia versões em francês e inglês. Explicado pelos chefs de cozinha que o conceberam, os pratos eram difíceis de entender.

No jantar, foi servida uma refeição leve. Duas das três opções incluíam frutos do mar – algo incomum, já que as alergias a esse tipo de alimento são comuns.

O atendimento é bom. Antes da decolagem, o chefe dos comissários passa de poltrona e poltrona perguntando se o embarque foi bem e se o passageiro tem alguma solicitação especial. Ao fim do voo, ele cumprimenta individualmente cada passageiro.

Embarque e chegada

O embarque no Charles de Gaulle foi rápido. Como a aeronave não tinha primeira classe, e a executiva não estava cheia, não houve nem filas. Os passageiros da “business” têm prioridade no raio X e na imigração no aeroporto da capital francesa.

Em Guarulhos, a mala já estava na esteira quando cheguei para retirá-la – aplausos para o serviço rápido, já que não havia fila na imigração.

Sala VIP da Air France tem vista para a pista

Gostei bastante da nova executiva da Air France. Para mim, o ponto alto é o conforto – um dos melhores entre as companhias aéreas com as quais já voei.

Para quem não tem cartão de fidelização da Air France ou da SkyTeam, a companhia francesa tem parceria com a Smiles, da Gol. Quem voa Air France pode pontuar no programa brasileiro.

Palácio Tangará

Palácio Tangará: experiências em um dos hotéis mais luxuosos de São Paulo

O Palácio Tangará foi inaugurado em 2017, em São Paulo, após anos de obras e muita expectativa. Localizado fora dos bairros mais requisitados pelo turismo de luxo, como Jardins e Itaim-Bibi, o hotel está na sofisticada região residencial do Panambi.

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Ao lado do Parque Burle Marx e com acesso direto à atração, o Palácio Tangará, administrado pela Oetker Collection, aproveita sua localização para se classificar como um oásis urbano. Um refúgio rodeado de verde e tranquilo na cidade maior e mais movimentada cidade do Brasil.

Opção de diversas celebridades que visitam o País, como o músico Paul McCartney e diversos pilotos de Fórmula 1 – é o hotel de luxo mais próximo do Autódromo de Interlagos -, já teve uma estrela Michelin para seu Tangará Jean-Georges (hoje apenas recomendado pelo guia como cozinha de qualidade).

Palácio Tangará entrada

Independentemente da estrela, tem cardápio assinado pelo aclamado chef Jean-Georges Vongerichten, com mais de 30 restaurantes ao redor do mundo. O hotel foi fechado temporariamente no início da pandemia e, quando reabriu, trouxe uma novidade.

Trata-se do Pateo Tangará, restaurante ao ar livre com cozinha igualmente assinada por Jean-Georges. O nome, aliás, foi inspirado em uma atração turística de São Paulo, o Pateo do Colégio.

Muitos acreditam que o Palácio Tangará é o único seis-estrelas do Brasil. Não é, mas esse mito o acompanhou durante seu longo processo de construção ao lado do Parque Burle Marx. É de extremo luxo mas, na já defasada classificação por estrelas, fica com as tradicionais cinco.

Hospedei-me no Palácio Tangará e vivi algumas experiências gastronômicas e relaxantes naquele que é, sem dúvidas, candidato a hotel mais luxuoso de São Paulo.

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Quartos e suítes

Minha hospedagem foi no quarto de entrada do hotel, o Deluxe. São 47 metros quadrados divididos entre quarto, closet e banheiro. Há uma pequena varando que, em alguns casos, tem vista para a piscina principal e o Parque Burle Marx.

A cama é king size, com travesseiros de pluma. Há mesa de jantar para dois e estação de trabalho em uma mesa sob a TV, com canais a cabo, espelhamento e conexão com aparelhos eletrônicos e menu de filmes pagos.

Palácio Tangará quarto Deluxe

A decoração combina piso encarpetado com muitos elementos de madeira e quadros modernos tanto no quarto quanto no banheiro. No closet, repleto de armários, há um completo minibar e variedade de snacks, com direito a máquina de café da Illy.

Uma belíssima porta de correr dá acesso ao banheiro, revestido de mármore e granito. Há pia dupla e amenities da Florence Blanc, marca de comésticos de Curitiba, no Paraná. Toalete e chuveiro ficam em compartimentos separados e há ainda uma banheira.

Os quartos Deluxe têm duas categorias, single e double, esta com duas camas. Acima dele há os Prestige, cujo diferencial é o terraço com mesa. Em seguida, o Tangará oferece uma diversidade de suítes.

Palácio Tangará banheiro Deluxe

A estrela desse grupo é a Grande Suíte São Paulo, com 279 m², amplo terraço panorâmico, lareira, escritório e uma imensa sala de jantar. Além de hospedagem, essa suíte é dedicada também a reuniões e eventos. Foi a escolha de Paul McCartney em duas duas últimas passagens pelo Brasil.

Lazer e relaxamento

No subsolo do hotel está a área de lazer e relaxamento. O epicentro é o Flora Spa, com uma recepção e uma sala de espera interna climatizada, além de área para repouso após os tratamentos – abastecida de frutas e água.

Palácio Tangará sala spa

Os tratamentos do Flora Spa são dedicados ao relaxamentos, com massagens de 60 minutos por R$ 490 e de 90 minutos por R$ 610. O spa é aberto a não hóspedes. No menu de massagens, escolhi a aromática, de pressão média.

Ele inclui essência aromática escolhida pelo cliente (entre três opções) tanto no ambiente quanto nos óleos de massagem. O tratamento começa com lavagem dos pés, etapa na qual o profissional conversa com o cliente sobre suas preferências.

Palácio Tangará espera spa

Também no subsolo há a piscina aquecida, de raia, e a bem equipada academia.

Bares e restaurantes

O ponto alto do Palácio Tangará é a gastronomia. Já estive duas vezes no Tangará Jean-Georges, uma desfrutando o cardápio a la carte e, na outra, o menu degustação. Enquanto a cozinha do restaurante principal, agora aberto só para o jantar (e onde é servido o café da manhã aos hóspedes) tem cozinha moderna, com toques asiáticos, a do Pateo se define como mediterrâneo e tem ampla influência brasileira.

Pateo Tangará

O menu do Pateo Tangará, restaurante em que vivi minha mais recente experiência, traz atrações como a inesquecível coxinha de frango com caviar, entrada por R$ 92 a unidade. Em seguida, escolhemos o Steak Tartare, uma entrada compartilhada.

Servido com salada e batatas fritas, tem preço de R$ 87. Um dos destaques da casa é o delicioso Tagliatelle, feito com ragú de cordeiro, aspargos, rúcula e pecorino romano (R$ 102).

Já entre os pratos principais, há massas, carnes e peixes. O arroz de camarão provençal tem preço de R$ 124. Duas sobremesas que vale a pena experimentar são o sorvete de caramelo com pipoca doce e o Mil Folhas de doce de leite, ambos por R$ 48. O Pateo tem ainda cardápio com opções veganas.

No restaurante, aberto no almoço e no jantar, é servido ainda um chá da tarde. Outro destaque é o brunch de domingo, por R$ 340. Inclui variedade de entradas e sobremesas para compartilhar, prato principal e bebidas (chá, café, refrigerante, suco, espumante e vinho tinto).

Tangará Jean-Georges

O brunch está disponível das 13h às 16h. Já de quinta-feira a sábado, das 20h às 23h, o bar interno do Palácio Tangará tem sessões de música ao vivo, com jazz e blues como carro-chefe. Quem opta por jantar no Pateo pode desfrutar do show.

Bares e restaurante do Palácio Tangará são abertos a não hóspedes.

Serviços e preços do palácio tangará

O Palácio Tangará confirma sua aptidão de candidato a hotel mais luxuoso de São Paulo com o serviço. Do check-in ao check-out, passando pelo atendimento no bar e restaurantes, tudo é feito com rapidez e muita atenção.

O hotel cumpre os protocolos da pandemia, com limitação de hóspedes e clientes no bar e nos restaurantes – todos fecham às 23h. O uso de máscara nos ambientes comuns é obrigatório e, no check-in, é preciso preencher um relatório desenvolvido em parceria com o hospital Albert Einstein.

Café da manhã

O serviço de arrumação do quarto, de acordo com comunicado divulgado aos hóspedes, é feito uma vez por dia, junto com a abertura de cama. Isso, segundo o Palácio Tangará, tem o objetivo de evitar entrada frequente de funcionários.

A prática tem sido adotada por alguns hotéis, mas pode desagradar alguns hóspedes que desejam a arrumação ainda durante o dia. Para o mês de agosto, os preços do Palácio Tangará partem de R$ 1.985, para o quarto Deluxe.

Cream Tea

O que é ‘cream tea’, tradição INGLESA celebrada neste dia 25

Você sabia que esta sexta-feira, 25 de junho, é o dia do “Cream Tea”? Em tradução livre, cream tea significa chá com creme, em português, mas a realidade é um pouco diferente da tradução. O conceito não se refere apenas à bebida, mas a um ritual que é tradição na Inglaterra.

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Diferentemente do chá da tarde, o ritual é para ser desfrutado em qualquer horário do dia, como no café da manhã, ou entre as grandes refeições.

O cream tea consiste em uma refeição leve no qual a estrela é o scone, servido com geleia de morango e um bule de chá recém-preparado. O scone é uma espécie de pãozinho, que deve ser servido quente, junto com o chá. O creme combinado à bebida, claro, também é ingrediente obrigatório, e preparado coalhado, em vez de batido, como o chantilly.

O ritual é típico das regiões do sudoeste da Inglaterra, como Devon e Cornualha. Porém, pode ser encontrado em outras parte da Inglaterra também, especialmente nos famosos salão de chá – quase todos os hotéis de luxo que já visitei na Inglaterra têm um.

Em alguns locais, o scone é servido com combinação de geleia de morango e manteiga.

Casas de chá para desfrutar o cream tea

Em Yorkshire, o cream tea pode ser apreciado nas seis unidades do Bettys Tea Room, fundado em 1919. No Fingle Bridge Inn, localizado em uma fezenda na Ilha de Wight, os scones são servidos não com geleia, mas com morangos frescos e compotas locais.

A cidade de Tavistock, em Devon, se considera o berço do cream tea. Manuscritos antigos na abadia da cidade mostram que monges eram adeptos desse ritual há pelo menos mil anos. Por lá, o destaque é a sala de chás do Bedford Hotel, que fazia parte da abadia.

Quem visita Londres também pode apreciar os famosos scores em um ritual de cream tea em um local bastante conhecido: o Garden Café, que fica no Victoria & Albert Museum.

Bulgari Milão

Bulgari e Armani: hotéis de ‘alta costura’ em Milão

Milão, na Itália, é considerada a capital da moda. Nada mais normal, portanto, do que a cidade abrigar dois hotéis que levam a assinatura de duas das mais tradicionais grifes do mundo. Por lá, na mesma região, estão o hotel Bulgari e o Armani.

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As duas marcas são italianas. A Bulgari, fundada no fim do século XIX em Roma, hoje pertence ao conglomerado de alto luxo LVMH. É especializada em relógios, joias, cosméticos, perfumes e artigos de couro, entre outros acessórios.

A Armani tem sede em Milão, e foi fundada na década de 70 por Giorgio Armani. É famosa pelas peças de vestuário feminino e masculino (os ternos Armani são clássicos), perfumes e cosméticos, entre outros.

O conglomerado de moda Armani tem várias subdivisões, que incluem a Emporio Armani e a A/X Armani Exchange.

Tanto o hotel Bulgari quanto o Armani ficam no centro de Milão, bem próximos ao famoso Quadrilátero da Moda, região que reúne lojas das grifes mais exclusivas do mundo. As diárias ultrapassam facilmente os 500 euros. Em datas mais badaladas, podem ultrapassar os 1.000 euros.

Em julho, ponto alto do verão europeu, as diárias do Bulgari partem de 1.100 euros. No Armani, começam em 1.000 euros.

Eu tive sorte e consegui tarifas com valores bem mais baixos desses no hotel Bulgari. Aproveitei a chance para conhecer esse hotel de “alta costura”.

Armani Milão
Armani Milão

Ele fica em uma via privada, com trânsito restrito de carros. É rodeado por jardins que passam a sensação de tranquilidade e dão a impressão de que se está hospedado bem longe do centro de uma grande metrópole como Milão.

As melhores lojas, restaurantes e atrações da cidade, no entanto, estão a poucos passos do hotel.

Serviços do hotel Bulgari

Como jornalista, viajo bastante pelo mundo. Já fiquei me hospedei em hotéis de diversas classes, incluindo os extremamente luxuosos.

Quando o assunto é serviço, no entanto, poucos se comparam ao hotel Bulgari. Entre os que se equiparam estão o Shangri-Lá e o Mandarin Oriental, em Londres, e o Hotel Arts, de Barcelona, que é da cadeia Ritz.

Não à toa, tanto Ritz quanto o Bulgari são comandados pela mesma administradora, a Marriott. Eles são os topo de linha da rede.

Bulgari Milão

Ao chegar ao saguão do hotel Bulgari, o hóspede recebe toalha umedecida e bebidas de boas-vindas. Enquanto o check-in é efetuado, a concierge já pergunta o que o hóspede deseja fazer na cidade e, rapidamente, faz diversas indicações em um mapa, bem como reservas para restaurantes, bares e transporte individual.

Quem leva o hóspede ao quarto não é o mensageiro, e sim o recepcionista que fez o check-in. Ele se oferece para mostrar todo os detalhes do quarto ao hóspede.

As boas vindas incluem pão com nutella e um bilhete personalizado escrito pelo gerente.

Bulgari Milão

O hotel Bulgari é desses que, logo que o hóspede sai no corredor, já aparece um funcionário perguntando se ele precisa de alguma ajuda.

Quando voltei do jantar, em meu quarto, além de abertura de cama e cortinas fechadas, havia um delicioso chá à minha espera.

O hotel

O Bulgari é decorado com estilo contemporâneo e sóbrio. Cores como bege, marrom e preto dão o tom aos ambientes. Logo após o lobby, há um bar com quadros contemporâneos e fotografias.

O ambiente é descolado, agradável e, ao mesmo tempo, extremamente sofisticado. O restaurante tem uma parte externa, que abriga também o bar. É essa a área mais concorrida no verão.

Vale muito a pena experimentar o restaurante do hotel Bulgari. Os pratos são divinos, e, por incrível que pareça, têm preços bastante justos para uma cidade como Milão – que é bastante cara. A carta de vinhos é um espetáculo.

O restaurante atrai pessoas descoladas, a maioria da própria cidade de Milão. É um hotspot local. Os carros dos clientes, que ficam à frente do hotel, bem ao lado do restaurante, são um espetáculo à parte. Alguns vocês podem ver na foto acima.

O hotel Bulgari tem spa com sala de ginástica e piscina coberta. Estão à disposição do hóspede, mediante pagamento extra, serviços como personal trainer, massagem e aulas de natação.

O quarto

Hospedei-me no quarto mais simples do hotel. São quarenta metros quadrados, com combinação de branco, bege e tons de marrom na decoração. Todos os apartamentos têm closet.

Há menu de travesseiros e roupas de cama e toalhas são de marca Bulgari, de altíssima qualidade. Também da grife são os “amenities”. Nunca tinha recebido produtos de banho de tão alta qualidade em um hotel.

O banheiro, imenso, combina mármore e granito. A banheira e o box (muito espaçoso) são separados. Além de xampu, condicionador e diversos tipos de sabonetes, o hóspede tem à disposição sais de banho e um incenso, para acender e relaxar enquanto desfruta um banho de banheira.

O hotel Bulgari foi um dos melhores em que já me hospedei. Nota dez com louvor. Faz justiça à imagem de sofisticação e extremo luxo da marca que o batizou.

Praia das Conchas

Praia das Conchas: um paraíso em pleno Guarujá

Para quem quer curtir uma praia mesmo na pandemia, viajar de carro é uma das melhores maneiras de evitar os riscos. Melhor ainda se for para um local paradisíaco e sem aglomerações. Para quem mora em São Paulo, em menos de uma hora e meia é possível chegar à Praia das Conchas.

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A bela praia fica no bom e velho Guarujá, mas longe das mais tradicionais, como Enseada e Pitangueiras. A Praia das Conchas está ao lado da de Iporanga, e a melhor maneira de chegar é pelo condomínio de mesmo nome.

Porém, como se trata de uma área de preservação ambiental, o acesso dos carros é restrito ao número de vagas para visitantes do estacionamento, pouco mais de 100. De lá até a praia, há uma caminhada de cerca de 500 metros por uma bela alameda.

Se não houver mais vagas para carros, os visitantes podem acessar o condomínio a pé, e caminhar até a praia. Porém, poucos se arriscam: são 3,2 km de caminhada.

Outro acesso é pelo condomínio São Pedro, ao lado. Nesse caso, o visitante tem de caminhar cerca de um quilômetro pela Praia de São Pedro (também belíssima) até chegar à Praia das Conchas.

No caso de São Pedro, o acesso dos carros também é restrito ao número de vagas do estacionamento para visitantes. Ao chegar em ambos os condomínios, é preciso, na portaria, informar que vai visitar a Praia das Conchas.

São Pedro e Iporanga ficam na rodovia Ariovaldo de Almeida Viana, também conhecida como Guarujá-Bertioga. O trecho em que estão aos condomínios é chamado ainda de estrada Parque Serra do Guararu, nome da reserva ambiental da região.

Como é a Praia das Conchas

Esqueça o conceito de praia para passar o dia comendo e bebendo. Não é permitida a venda de alimentos na Praia das Conchas. Barracas não são permitidas, nem cadeiras e guarda-sóis. A recomendação é levar cangas, toalhas ou esteiras para estender na areia.

Piscina natural na Praia das Conchas
Piscina natural na Praia das Conchas

A praia dificilmente tem aglomerações, e fica com a faixa de areia repleta de espaços. Por ali, manter o distanciamento social é fácil.

Em meio à Serra do Guararu, é rodeada por vegetação. O mar claro, de tom meio esverdeado, tem ondas fraquinhas. O local é ideal para a prática de snorkeling e stand up paddle.

Outra atração da Praia das Conchas é uma bela piscina natural, bem no canto da faixa de areia.