Avignon

Como é explorar a Provença de carro

É uma grande alegria poder voltar ao conteúdo sobre roteiros de viagem fora do Brasil. A medida que as fronteiras da Europa vão se abrindo para brasileiros vacinados, começo a postar aqui conteúdos sobre regiões incríveis do continente. Começo pela França, um dos primeiros países a anunciar a abertura. Mais precisamente, pela Provença, o local que mais me surpreendeu nos últimos anos.

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Para quem gosta de fazer road trips explorando estradinhas secundárias com lindas paisagens, a Provença é um destino ideal. Conhecida pelas lavandas, os vinhos, a gastronomia e a arquitetura de estilo provençal, a região do sul da França é muito diversificada. A maioria das atrações está no interior. Porém, há também algumas cidades na praia, além de atrações naturais como cânions lindos de parar o coração.

Avignon, Proveça
Ponte de Avignon

Com cinco dias dá para ver o básico. Mas o ideal mesmo é já aproveitar a viagem e ver tudo. Eu recomendo dez dias. Fiquei onze, e não foram suficientes (mas teve GP de Fórmula 1 no meio do caminho, e dediquei três desses dias completos à competição).

É importante fazer duas ou três bases para conhecer direitinho a região, porque alguns lugares ficam distantes dos outros. Eu escolhi três: Luberon (o parque), Aix-en-Provence e Saint-Tropez.

Chegada a Fontaine-de-Vaucluse

Em minha opinião, é essencial alugar um carro para explorar a Provença. Há trens, por exemplo, em Avignon e Aix-en-Provence. Porém, no Luberon, sem carro a visita fica praticamente impossível. E esta é a parte mais legal da região.

A melhor época para ir à Provença é a segunda quinzena do mês de junho. Para quem quer ver os campos de lavanda, não há outra ocasião. E também não é tão quente nem lotado quanto em julho.

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Primeira parte da Provença: Luberon

Eu fiz minha base em uma cidadezinha chamada L’isle-sur-la-sorgue, conhecida pelas feirinhas provençais e ao lado do parque Luberon.

Antes de ir ao Luberon, recomendo que você assista o filme “Um Bom Ano”. Ele mostra a essência do local, com sua vida pacata, lenta, regada a bons vinhos, culinária e paisagens deslumbrantes.

https://blog.panrotas.com.br/viagem-e-estilo/2020/05/07/filmes-de-viagem-para-desbravar-o-mundo/
Gordes, Provença

No Luberon, as estradas são estreitas, mas com ótima pavimentação. A paisagem é sempre marcada por campos de lavandas, videiras ou árvores altas. É recomendável redobrar o cuidado, pois há muitos ciclistas pelo caminho. Aliás, eles estão por quase toda a região de Provença, conhecida também pela prática do ciclismo – o tour de France passa por lá.

A cidade essencial é Gordes , um vilarejo provençal no alto de uma montanha. O local é dominado pela arquitetura típica da região, com inspiração medieval, além de hotéis e restaurantes charmosos. No primeiro caso, o mais badalado é o La Renassaince, ao lado da famosa fonte do vilarejo.

Chateau La Canorgue

No caminho de Gordes a Bonnieux, você verá alguns campos de lavanda. Visite a vinícola Chateau La Canorgue, cenário de “Um Bom Ano”. Faça degustação e escolha o vinho topo de linha, que custa 20 euros e é excelente.

Termine o dia em Lourmarin, para ver o por do sol no belíssimo Chateau de Lourmarin, visitar galerias de arte, comprar sabonetes da Provença e jantar. Eu fui ao restaurante do simpático hotel Le Moulin, um dos melhores em que já estive na vida. Paixão total.

Chateau de Loumarin, Provença
Chateau de Loumarin

Avignon: quando Roma foi à França

No segundo dia, acordei e, de bike (programa que vale muito a pena na Provença), fui até a cidade de Fontaine-de-Vaucluse. Além do caminho cheio de áreas verdes e construções medievais, o destino é um espetáculo.

Rio Sorgue

Por lá, está a nascente subterrânea do rio de águas cristalinas Sorgue, de um tom esverdeado impressionante. O trajeto de bike foi de 15 km na ida e mais 15 km na volta. Aluguei a bicicleta no hotel, por 16 euros a diária.

Palácio dos Papas

Em seguida, fui visitar a famosa cidade de Avignon, que tem como principal atração o suntuoso Palácio dos Papas. Ele fica na cidade murada, onde há outra visita imperdível, a Ponte de Avignon. A partir dela, dá para ver toda a parte histórica da cidade.

Pedras e vida noturna

Depois, fui a Les Baux-de-Provence, a 40 km de Avignon. O caminho é espetacular, com a estrada rodeada por maciços de pedras. O vilarejo, aliás, fica sobre um deles.

Antes de chegar, dá para vê-lo a partir de um observatório, e a paisagem é inesquecível. Em Les Baux, além da arquitetura medieval, há diversas lojinhas de queijos e trufas.

Les-Baux-de-Provence, Provença
Les-Baux-de-Provence

A parada seguinte foi Saint-Remy, a apenas 10 km. Cidade murada, plana, cheia de fontes, foi inspiração para alguns quadros de Van Gogh.

O ponto forte de Saint-Remy é a noite, a mais animada desta região de Provença. Em frente bares e restaurantes (excelentes para experimentar a culinária provençal), na hora do por do sol (entre 20h e 21h no verão), há bandas de estilos variados, que vão do pop ao tradicional flamenco espanhol.

Lojas de queijos artesanais são destaque em Les-Baux

As ruas viram uma festa, com pessoas dançando. É um clima muito legal.

O manhã seguinte foi dedicado às cidades de herança romana de Arles e Nimes. Na primeira há um anfiteatro que lembra o Coliseu. Na outra, pontes romanas e uma cópia do Pathernon. Depois, visitei a famosa vinícola Chateauneuf du Pape. À tarde, mudei de base.

Aix-en-Provence e Marselha

Minha segunda base foi Aix-en-Provence, a mais escolhida por quem vai à Provença. Trata-se de uma cidade média, universitária, com excelente rede hoteleira.

Seu centro histórico é um charme, cheio de lojas, restaurantes e animados bares. Nele, está a Cours Mirabeau, que carrega o apelido de “avenida mais bonita do mundo”.

Aix-en-Provence, Provença
Aix-en-Provence

Aix fica a 38 km de Marselha, a maior cidade da Provença. A chegada à região de avião é por lá. Porém, dá também para desembarcar em Nice, se o plano for combinar essa viagem com a Riviera Francesa.

Não é a base ideal, pois não tem o espírito das cidadezinhas provençais. Porém, vale a visita. Há diversos pontos históricos incríveis, como a antiga prisão Chateau D’if (para chegar, é preciso pegar um barco no porto de Marselha).

Outro ponto turístico interessante é a bela basílica Notre-Dame de la Garde. Porém, o melhor programa é o passeio às Calanques de Cassis.

Marselha

Ele também exige que se saia de barco do porto de Marselha. Optei por um programa em um barco que só leva seis pessoas, por isso paguei 60 euros (com a empresa Turquoise Calanques, que faz reservas por internet). Porém, a partir de 20 euros, há passeios em barcos maiores (e cheios), saindo tanto de Marselha quanto de Cassis, cidade ao lado.

Dá ainda para fazer uma trilha, para observar as calanques (que são cânions) de cima. A água esverdeada e cristalina entre montanhas forma um cenário deslumbrante, bom para a prática de snorkel.

Calanques de Cassis

Lavandas e mais cânion

Em toda a região de Provence, em junho e julho, dá para ver campos de lavanda. Os mais belos, no entanto, estão em Valensole, 100 km ao norte de Marselha e a 70 km de Aix.

E há ainda mais um cânion que vale a visita na região. Trata-se do Gorges du Verdon, ou Garganta do Verdon, o cânion mais profundo da Europa. A cor verde da água é impressionante.

Saint-Tropez


A badalada cidade pode ser combinada tanto com a região de Provença quanto com a Riviera Francesa. Trata-se também de um bom ponto transição para quem quer fazer as duas em uma viagem só, algo que exige entre 15 e 20 dias (apenas de carro, sem necessidade de outro tipo de transporte).

Saint-Tropez, Provença
Saint-Tropez

Saint-Tropez foi minha terceira base. A cidade litorânea é conhecida pela vida noturna, pelo porto repleto de imensos iates e pelos clubes de praia. É uma das sensações do verão europeu, e tem também um belo centro histórico. Por lá, passei três noites.

Estradas da Provença

Os preços na Provença, especialmente os de restaurantes, são bem mais baixos que os praticados em outras regiões da França, como a vizinha a Riviera Francesa.

A maior parte dos deslocamentos na Provença é feito por estradas secundárias, boas de dirigir, com muitas curvas e velocidades máximas de 100 km/h. Já as rodovias têm máxima entre 120 km/h e 130 km/h, dependendo da região.

A maioria dos pedágios tem apenas cobrança automática, e alguns guichês só aceitam cartões (os com chip muitas vezes não são aceitos). Fique atento aos letreiros no alto das cabines para passar por um com a opção de pagamento em notas ou moedas. Sempre há um ou dois guichês com essa funcionalidade.

Vida noturna em Aix-en-Provence

Tanto nas cidadezinhas medievais quanto nas maiores, é muito fácil encontrar vagas de estacionamento. Estão por toda a parte – no caso das muradas, fora delas. Os preços variam de 1 a 5 euros pelo dia todo.

Classe executiva da Air France no B777

Como é voar na classe executiva da Air France (Boeing 777)

A França foi um dos primeiros países europeus a reabrir suas fronteiras para brasileiros vacinados. Além da brasileira Latam, dá para voar ao país com a Air France. Aqui, conto como é a experiência de retornar de Paris a bordo da classe executiva da companhia.

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A Air France tem voos diários de São Paulo a Paris, e vice-versa. Há ainda três frequências semanais a partir do Rio de Janeiro. A partir de 22 de outubro, a companhia retoma seus voos partindo de Fortaleza, também três vezes por semana.

A classe executiva da Air France tem o layout 1-2-1, no formato “espinha-de-peixe”, que, para mim, é um dos mais interessantes entre os adotados pelas companhias aéreas. No voo diurno de Paris (Charles de Gaulle) a São Paulo (Cumbica), no Boeing 777, a experiência começou já no terminal 2E, onde estão os portões M, usados pela Air France e por outras companhias da aliança SkyTeam (KLM e Delta).

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Antes da pandemia, a Air France alternava voos no 777 com os no Airbus A350. Agora, vem mantendo a rota Paris-São Paulo, e vice-versa, apenas no A350. O layout da classe executiva (veja na foto abaixo) é bastante parecido, com leves diferenças, especialmente em cores e materiais de revestimento das poltronas.

Executivo no Airbus A350

Terminal 2E

A área do terminal 2E mais parece um shopping de alto luxo, com lojas das grifes mais badaladas do mundo (Prada e Chanel, entre outras) e restaurantes com ambientes sofisticados.

Voos da Air France partem do terminal 2E no Charles De Gaulle

Lá também está a sala VIP da Air France, chamada de Salon Lounge. Ela ocupa uma área imensa no terminal e tem diversos ambientes (para descansar, dormir, bater papo, tomar drinks, apreciar a vista para a pista do aeroporto ou comer).

A bordo

Escolhi um assento na janela, individual, já que estava viajando sozinha. Porém, quem ocupa as poltronas do meio também tem muita privacidade. Uma divisória (de fácil remoção, para o caso dos que viajam acompanhados) separa totalmente os dois assentos. Não é preciso nem ver o passageiro ao lado.

Como na KLM, companhia “irmã” da Air France, há apenas duas opções de ajuste automático da poltrona: decolagem (assento na posição vertical) e cama. Falta o intermediário, descanso, que a maioria das companhias oferece. Porém, é fácil encontrar essa configuração “no meio do caminho”, ao acionar a opção “cama”.

O apoio para os pés integrado à poltrona é curto. Para descansar, o passageiro usa o apoio à frente, posicionado abaixo da tela. Ele e a poltrona, quando totalmente reclinada, formam uma cama “flat-bed” muito confortável, e com boa largura – superior à oferecida pela maioria das empresas aéreas.

Flat-bed na classe executiva da Air France

Como a classe executiva não estava lotada, consegui um cobertor extra para forrar a cama, deixando-a ainda mais confortável. A tela é sensível ao toque e, como na KLM, pode ser comandada por um dispositivo remoto. É possível visualizar informações diferentes nos dois aparelhos – assistir um filme no monitor e ver mapas no dispositivo remoto, por exemplo.

No console ao lado da poltrona, há um grande porta-objetos, bom para armazenar o kit de amenidades (com produtos da Clarin) e outros pertences pequenos. Senti falta de um local para guardar a bolsa – tive de colocá-la no compartimento sobre o assento. Em compensação, há área para guardar os sapatos e, além das tradicionais meias, é oferecido um par de chinelos.

Apoio para os pés

Gastronomia

A refeição é um dos pontos altos e honra a tradição culinária francesa. Optei por um cordeiro com purê de batata no almoço (o voo era diurno) e estava bastante saboroso. Porém, achei o cardápio complicado demais – e faltou opção em português; havia versões em francês e inglês. Explicado pelos chefs de cozinha que o conceberam, os pratos eram difíceis de entender.

No jantar, foi servida uma refeição leve. Duas das três opções incluíam frutos do mar – algo incomum, já que as alergias a esse tipo de alimento são comuns.

O atendimento é bom. Antes da decolagem, o chefe dos comissários passa de poltrona e poltrona perguntando se o embarque foi bem e se o passageiro tem alguma solicitação especial. Ao fim do voo, ele cumprimenta individualmente cada passageiro.

Embarque e chegada

O embarque no Charles de Gaulle foi rápido. Como a aeronave não tinha primeira classe, e a executiva não estava cheia, não houve nem filas. Os passageiros da “business” têm prioridade no raio X e na imigração no aeroporto da capital francesa.

Em Guarulhos, a mala já estava na esteira quando cheguei para retirá-la – aplausos para o serviço rápido, já que não havia fila na imigração.

Sala VIP da Air France tem vista para a pista

Gostei bastante da nova executiva da Air France. Para mim, o ponto alto é o conforto – um dos melhores entre as companhias aéreas com as quais já voei.

Para quem não tem cartão de fidelização da Air France ou da SkyTeam, a companhia francesa tem parceria com a Smiles, da Gol. Quem voa Air France pode pontuar no programa brasileiro.

Palácio Tangará

Palácio Tangará: experiências em um dos hotéis mais luxuosos de São Paulo

O Palácio Tangará foi inaugurado em 2017, em São Paulo, após anos de obras e muita expectativa. Localizado fora dos bairros mais requisitados pelo turismo de luxo, como Jardins e Itaim-Bibi, o hotel está na sofisticada região residencial do Panambi.

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Ao lado do Parque Burle Marx e com acesso direto à atração, o Palácio Tangará, administrado pela Oetker Collection, aproveita sua localização para se classificar como um oásis urbano. Um refúgio rodeado de verde e tranquilo na cidade maior e mais movimentada cidade do Brasil.

Opção de diversas celebridades que visitam o País, como o músico Paul McCartney e diversos pilotos de Fórmula 1 – é o hotel de luxo mais próximo do Autódromo de Interlagos -, já teve uma estrela Michelin para seu Tangará Jean-Georges (hoje apenas recomendado pelo guia como cozinha de qualidade).

Palácio Tangará entrada

Independentemente da estrela, tem cardápio assinado pelo aclamado chef Jean-Georges Vongerichten, com mais de 30 restaurantes ao redor do mundo. O hotel foi fechado temporariamente no início da pandemia e, quando reabriu, trouxe uma novidade.

Trata-se do Pateo Tangará, restaurante ao ar livre com cozinha igualmente assinada por Jean-Georges. O nome, aliás, foi inspirado em uma atração turística de São Paulo, o Pateo do Colégio.

Muitos acreditam que o Palácio Tangará é o único seis-estrelas do Brasil. Não é, mas esse mito o acompanhou durante seu longo processo de construção ao lado do Parque Burle Marx. É de extremo luxo mas, na já defasada classificação por estrelas, fica com as tradicionais cinco.

Hospedei-me no Palácio Tangará e vivi algumas experiências gastronômicas e relaxantes naquele que é, sem dúvidas, candidato a hotel mais luxuoso de São Paulo.

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Quartos e suítes

Minha hospedagem foi no quarto de entrada do hotel, o Deluxe. São 47 metros quadrados divididos entre quarto, closet e banheiro. Há uma pequena varando que, em alguns casos, tem vista para a piscina principal e o Parque Burle Marx.

A cama é king size, com travesseiros de pluma. Há mesa de jantar para dois e estação de trabalho em uma mesa sob a TV, com canais a cabo, espelhamento e conexão com aparelhos eletrônicos e menu de filmes pagos.

Palácio Tangará quarto Deluxe

A decoração combina piso encarpetado com muitos elementos de madeira e quadros modernos tanto no quarto quanto no banheiro. No closet, repleto de armários, há um completo minibar e variedade de snacks, com direito a máquina de café da Illy.

Uma belíssima porta de correr dá acesso ao banheiro, revestido de mármore e granito. Há pia dupla e amenities da Florence Blanc, marca de comésticos de Curitiba, no Paraná. Toalete e chuveiro ficam em compartimentos separados e há ainda uma banheira.

Os quartos Deluxe têm duas categorias, single e double, esta com duas camas. Acima dele há os Prestige, cujo diferencial é o terraço com mesa. Em seguida, o Tangará oferece uma diversidade de suítes.

Palácio Tangará banheiro Deluxe

A estrela desse grupo é a Grande Suíte São Paulo, com 279 m², amplo terraço panorâmico, lareira, escritório e uma imensa sala de jantar. Além de hospedagem, essa suíte é dedicada também a reuniões e eventos. Foi a escolha de Paul McCartney em duas duas últimas passagens pelo Brasil.

Lazer e relaxamento

No subsolo do hotel está a área de lazer e relaxamento. O epicentro é o Flora Spa, com uma recepção e uma sala de espera interna climatizada, além de área para repouso após os tratamentos – abastecida de frutas e água.

Palácio Tangará sala spa

Os tratamentos do Flora Spa são dedicados ao relaxamentos, com massagens de 60 minutos por R$ 490 e de 90 minutos por R$ 610. O spa é aberto a não hóspedes. No menu de massagens, escolhi a aromática, de pressão média.

Ele inclui essência aromática escolhida pelo cliente (entre três opções) tanto no ambiente quanto nos óleos de massagem. O tratamento começa com lavagem dos pés, etapa na qual o profissional conversa com o cliente sobre suas preferências.

Palácio Tangará espera spa

Também no subsolo há a piscina aquecida, de raia, e a bem equipada academia.

Bares e restaurantes

O ponto alto do Palácio Tangará é a gastronomia. Já estive duas vezes no Tangará Jean-Georges, uma desfrutando o cardápio a la carte e, na outra, o menu degustação. Enquanto a cozinha do restaurante principal, agora aberto só para o jantar (e onde é servido o café da manhã aos hóspedes) tem cozinha moderna, com toques asiáticos, a do Pateo se define como mediterrâneo e tem ampla influência brasileira.

Pateo Tangará

O menu do Pateo Tangará, restaurante em que vivi minha mais recente experiência, traz atrações como a inesquecível coxinha de frango com caviar, entrada por R$ 92 a unidade. Em seguida, escolhemos o Steak Tartare, uma entrada compartilhada.

Servido com salada e batatas fritas, tem preço de R$ 87. Um dos destaques da casa é o delicioso Tagliatelle, feito com ragú de cordeiro, aspargos, rúcula e pecorino romano (R$ 102).

Já entre os pratos principais, há massas, carnes e peixes. O arroz de camarão provençal tem preço de R$ 124. Duas sobremesas que vale a pena experimentar são o sorvete de caramelo com pipoca doce e o Mil Folhas de doce de leite, ambos por R$ 48. O Pateo tem ainda cardápio com opções veganas.

No restaurante, aberto no almoço e no jantar, é servido ainda um chá da tarde. Outro destaque é o brunch de domingo, por R$ 340. Inclui variedade de entradas e sobremesas para compartilhar, prato principal e bebidas (chá, café, refrigerante, suco, espumante e vinho tinto).

Tangará Jean-Georges

O brunch está disponível das 13h às 16h. Já de quinta-feira a sábado, das 20h às 23h, o bar interno do Palácio Tangará tem sessões de música ao vivo, com jazz e blues como carro-chefe. Quem opta por jantar no Pateo pode desfrutar do show.

Bares e restaurante do Palácio Tangará são abertos a não hóspedes.

Serviços e preços do palácio tangará

O Palácio Tangará confirma sua aptidão de candidato a hotel mais luxuoso de São Paulo com o serviço. Do check-in ao check-out, passando pelo atendimento no bar e restaurantes, tudo é feito com rapidez e muita atenção.

O hotel cumpre os protocolos da pandemia, com limitação de hóspedes e clientes no bar e nos restaurantes – todos fecham às 23h. O uso de máscara nos ambientes comuns é obrigatório e, no check-in, é preciso preencher um relatório desenvolvido em parceria com o hospital Albert Einstein.

Café da manhã

O serviço de arrumação do quarto, de acordo com comunicado divulgado aos hóspedes, é feito uma vez por dia, junto com a abertura de cama. Isso, segundo o Palácio Tangará, tem o objetivo de evitar entrada frequente de funcionários.

A prática tem sido adotada por alguns hotéis, mas pode desagradar alguns hóspedes que desejam a arrumação ainda durante o dia. Para o mês de agosto, os preços do Palácio Tangará partem de R$ 1.985, para o quarto Deluxe.

Cream Tea

O que é ‘cream tea’, tradição INGLESA celebrada neste dia 25

Você sabia que esta sexta-feira, 25 de junho, é o dia do “Cream Tea”? Em tradução livre, cream tea significa chá com creme, em português, mas a realidade é um pouco diferente da tradução. O conceito não se refere apenas à bebida, mas a um ritual que é tradição na Inglaterra.

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Diferentemente do chá da tarde, o ritual é para ser desfrutado em qualquer horário do dia, como no café da manhã, ou entre as grandes refeições.

O cream tea consiste em uma refeição leve no qual a estrela é o scone, servido com geleia de morango e um bule de chá recém-preparado. O scone é uma espécie de pãozinho, que deve ser servido quente, junto com o chá. O creme combinado à bebida, claro, também é ingrediente obrigatório, e preparado coalhado, em vez de batido, como o chantilly.

O ritual é típico das regiões do sudoeste da Inglaterra, como Devon e Cornualha. Porém, pode ser encontrado em outras parte da Inglaterra também, especialmente nos famosos salão de chá – quase todos os hotéis de luxo que já visitei na Inglaterra têm um.

Em alguns locais, o scone é servido com combinação de geleia de morango e manteiga.

Casas de chá para desfrutar o cream tea

Em Yorkshire, o cream tea pode ser apreciado nas seis unidades do Bettys Tea Room, fundado em 1919. No Fingle Bridge Inn, localizado em uma fezenda na Ilha de Wight, os scones são servidos não com geleia, mas com morangos frescos e compotas locais.

A cidade de Tavistock, em Devon, se considera o berço do cream tea. Manuscritos antigos na abadia da cidade mostram que monges eram adeptos desse ritual há pelo menos mil anos. Por lá, o destaque é a sala de chás do Bedford Hotel, que fazia parte da abadia.

Quem visita Londres também pode apreciar os famosos scores em um ritual de cream tea em um local bastante conhecido: o Garden Café, que fica no Victoria & Albert Museum.

Bulgari Milão

Bulgari e Armani: hotéis de ‘alta costura’ em Milão

Milão, na Itália, é considerada a capital da moda. Nada mais normal, portanto, do que a cidade abrigar dois hotéis que levam a assinatura de duas das mais tradicionais grifes do mundo. Por lá, na mesma região, estão o hotel Bulgari e o Armani.

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As duas marcas são italianas. A Bulgari, fundada no fim do século XIX em Roma, hoje pertence ao conglomerado de alto luxo LVMH. É especializada em relógios, joias, cosméticos, perfumes e artigos de couro, entre outros acessórios.

A Armani tem sede em Milão, e foi fundada na década de 70 por Giorgio Armani. É famosa pelas peças de vestuário feminino e masculino (os ternos Armani são clássicos), perfumes e cosméticos, entre outros.

O conglomerado de moda Armani tem várias subdivisões, que incluem a Emporio Armani e a A/X Armani Exchange.

Tanto o hotel Bulgari quanto o Armani ficam no centro de Milão, bem próximos ao famoso Quadrilátero da Moda, região que reúne lojas das grifes mais exclusivas do mundo. As diárias ultrapassam facilmente os 500 euros. Em datas mais badaladas, podem ultrapassar os 1.000 euros.

Em julho, ponto alto do verão europeu, as diárias do Bulgari partem de 1.100 euros. No Armani, começam em 1.000 euros.

Eu tive sorte e consegui tarifas com valores bem mais baixos desses no hotel Bulgari. Aproveitei a chance para conhecer esse hotel de “alta costura”.

Armani Milão
Armani Milão

Ele fica em uma via privada, com trânsito restrito de carros. É rodeado por jardins que passam a sensação de tranquilidade e dão a impressão de que se está hospedado bem longe do centro de uma grande metrópole como Milão.

As melhores lojas, restaurantes e atrações da cidade, no entanto, estão a poucos passos do hotel.

Serviços do hotel Bulgari

Como jornalista, viajo bastante pelo mundo. Já fiquei me hospedei em hotéis de diversas classes, incluindo os extremamente luxuosos.

Quando o assunto é serviço, no entanto, poucos se comparam ao hotel Bulgari. Entre os que se equiparam estão o Shangri-Lá e o Mandarin Oriental, em Londres, e o Hotel Arts, de Barcelona, que é da cadeia Ritz.

Não à toa, tanto Ritz quanto o Bulgari são comandados pela mesma administradora, a Marriott. Eles são os topo de linha da rede.

Bulgari Milão

Ao chegar ao saguão do hotel Bulgari, o hóspede recebe toalha umedecida e bebidas de boas-vindas. Enquanto o check-in é efetuado, a concierge já pergunta o que o hóspede deseja fazer na cidade e, rapidamente, faz diversas indicações em um mapa, bem como reservas para restaurantes, bares e transporte individual.

Quem leva o hóspede ao quarto não é o mensageiro, e sim o recepcionista que fez o check-in. Ele se oferece para mostrar todo os detalhes do quarto ao hóspede.

As boas vindas incluem pão com nutella e um bilhete personalizado escrito pelo gerente.

Bulgari Milão

O hotel Bulgari é desses que, logo que o hóspede sai no corredor, já aparece um funcionário perguntando se ele precisa de alguma ajuda.

Quando voltei do jantar, em meu quarto, além de abertura de cama e cortinas fechadas, havia um delicioso chá à minha espera.

O hotel

O Bulgari é decorado com estilo contemporâneo e sóbrio. Cores como bege, marrom e preto dão o tom aos ambientes. Logo após o lobby, há um bar com quadros contemporâneos e fotografias.

O ambiente é descolado, agradável e, ao mesmo tempo, extremamente sofisticado. O restaurante tem uma parte externa, que abriga também o bar. É essa a área mais concorrida no verão.

Vale muito a pena experimentar o restaurante do hotel Bulgari. Os pratos são divinos, e, por incrível que pareça, têm preços bastante justos para uma cidade como Milão – que é bastante cara. A carta de vinhos é um espetáculo.

O restaurante atrai pessoas descoladas, a maioria da própria cidade de Milão. É um hotspot local. Os carros dos clientes, que ficam à frente do hotel, bem ao lado do restaurante, são um espetáculo à parte. Alguns vocês podem ver na foto acima.

O hotel Bulgari tem spa com sala de ginástica e piscina coberta. Estão à disposição do hóspede, mediante pagamento extra, serviços como personal trainer, massagem e aulas de natação.

O quarto

Hospedei-me no quarto mais simples do hotel. São quarenta metros quadrados, com combinação de branco, bege e tons de marrom na decoração. Todos os apartamentos têm closet.

Há menu de travesseiros e roupas de cama e toalhas são de marca Bulgari, de altíssima qualidade. Também da grife são os “amenities”. Nunca tinha recebido produtos de banho de tão alta qualidade em um hotel.

O banheiro, imenso, combina mármore e granito. A banheira e o box (muito espaçoso) são separados. Além de xampu, condicionador e diversos tipos de sabonetes, o hóspede tem à disposição sais de banho e um incenso, para acender e relaxar enquanto desfruta um banho de banheira.

O hotel Bulgari foi um dos melhores em que já me hospedei. Nota dez com louvor. Faz justiça à imagem de sofisticação e extremo luxo da marca que o batizou.

Praia das Conchas

Praia das Conchas: um paraíso em pleno Guarujá

Para quem quer curtir uma praia mesmo na pandemia, viajar de carro é uma das melhores maneiras de evitar os riscos. Melhor ainda se for para um local paradisíaco e sem aglomerações. Para quem mora em São Paulo, em menos de uma hora e meia é possível chegar à Praia das Conchas.

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A bela praia fica no bom e velho Guarujá, mas longe das mais tradicionais, como Enseada e Pitangueiras. A Praia das Conchas está ao lado da de Iporanga, e a melhor maneira de chegar é pelo condomínio de mesmo nome.

Porém, como se trata de uma área de preservação ambiental, o acesso dos carros é restrito ao número de vagas para visitantes do estacionamento, pouco mais de 100. De lá até a praia, há uma caminhada de cerca de 500 metros por uma bela alameda.

Se não houver mais vagas para carros, os visitantes podem acessar o condomínio a pé, e caminhar até a praia. Porém, poucos se arriscam: são 3,2 km de caminhada.

Outro acesso é pelo condomínio São Pedro, ao lado. Nesse caso, o visitante tem de caminhar cerca de um quilômetro pela Praia de São Pedro (também belíssima) até chegar à Praia das Conchas.

No caso de São Pedro, o acesso dos carros também é restrito ao número de vagas do estacionamento para visitantes. Ao chegar em ambos os condomínios, é preciso, na portaria, informar que vai visitar a Praia das Conchas.

São Pedro e Iporanga ficam na rodovia Ariovaldo de Almeida Viana, também conhecida como Guarujá-Bertioga. O trecho em que estão aos condomínios é chamado ainda de estrada Parque Serra do Guararu, nome da reserva ambiental da região.

Como é a Praia das Conchas

Esqueça o conceito de praia para passar o dia comendo e bebendo. Não é permitida a venda de alimentos na Praia das Conchas. Barracas não são permitidas, nem cadeiras e guarda-sóis. A recomendação é levar cangas, toalhas ou esteiras para estender na areia.

Piscina natural na Praia das Conchas
Piscina natural na Praia das Conchas

A praia dificilmente tem aglomerações, e fica com a faixa de areia repleta de espaços. Por ali, manter o distanciamento social é fácil.

Em meio à Serra do Guararu, é rodeada por vegetação. O mar claro, de tom meio esverdeado, tem ondas fraquinhas. O local é ideal para a prática de snorkeling e stand up paddle.

Outra atração da Praia das Conchas é uma bela piscina natural, bem no canto da faixa de areia.

1 hotel audi e-tron

Hóspedes do 1 hotel terão carro elétrico de luxo à disposição

A rede 1 Hotels está investindo, nos Estados Unidos, em uma experiência sustentável para os hóspedes. Em parceria com a Audi da América do Norte, coloca a partir deste ano exemplares do SUV e-tron à disposição.

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Os hóspedes poderão fazer pequenas excursões ao volante do carro elétrico. A parceria, que vale até 2023, foi firmada contemplando quatro hotéis da rede, em Los Angeles, Miami e Nova York.

Fachada do 1 Hotel Central Park
Fachada do 1 Hotel Central Park

Em Nova York, os exemplares do e-tron estão disponíveis para os hóspede do 1 Hotel Central Park e do 1 Hotel Brooklyn Bridge. Os outros hotéis da rede que têm test-drive com o carro da Audi são o 1 Hotel West Hollywood (Los Angeles) e o 1 Hotel South Beach (Miami).

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1 hotels e a sustentabilidade

A sustentabilidade é o principal pilar da rede 1 Hotels, e está em destaque em seu site. A rede se define como sustentável e informa que a natureza inspira tudo o que faz.

Lobby do 1 Hotel Central Park

No 1 Hotel Brooklyn Bridge, por exemplo, há paredes revestidas por plantas e arquitetura com referência à natureza. Além disso, o hotel investe na iluminação natural.

Outros destaques são as luminárias e paredes feitas de fibra natural. Outro destaque do 1 Hotels são as localizações privilegiadas. A Collins é a avenida a beira mar mais famosa de Miami. Por lá, estão os principais hotéis da badalada South Beach.

1 Hotel South Beach
1 Hotel South Beach

Em Los Angeles, West Hollywood vem superando Beverly Hills principalmente quando o assunto é gastronomia. Hotéis descolados, com bares e restaurantes famosos, e muitas casas noturnas atraem as pessoas para o bairro.

Audi e-tron

A Audi é uma marca do Grupo Volkswagen, que nos últimos anos voltou seus esforços para a eletrificação da linha de veículos. No Brasil, a marca já oferece dois modelos 100% a eletricidade, o e-tron e o e-tron Sportback.

O e-tron, aliás, foi o carro elétrico mais vendido no Brasil em 2020. Com preço inicial de R$ 531 mil, o SUV de luxo superou elétricos mais em conta, como o Nissan Leaf, na casa dos R$ 200 mil.

Entre os destaques do Audi e-tron estão os retrovisores virtuais, nos quais os espelhos são substituídos por câmeras, que projetam imagens em duas telas nas portas.

O e-tron e o e-tron Sportback são os únicos carros de passeio à venda no Brasil a oferecerem retrovisores virtuais.

Tivoli Mofarrej

Tivoli Mofarrej, o hotel de ‘Verdades Secretas 2’

O bairro dos Jardins é o “coração” da hotelaria de luxo em São Paulo. Por lá, há nomes poderosos como Emiliano e Fasano. O mais tradicional hotel luxuoso da região, no entanto, é o Tivoli Mofarrej.

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O primeiro nome é relativamente novo no endereço em que o hotel se encontra, na Alameda Santos, atrás da Avenida Paulista e ao lado do Parque Trianon. Já o sobrenome Mofarrej está por lá há décadas.

Antes de ser Tivoli, o prédio abrigava o tradicional Sheraton Mofarrej. Agora, a administração do então decadente hotel passou para o grupo português, que o reinaugurou em 2009 totalmente reformado.

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Com decoração contemporânea e mostrado como um dos marcos de São Paulo na série “Verdades Secretas”, da rede Globo (que em breve terá sua continuação, com novas cenas no hotel), o Tivoli Mofarrej se apoia em três pilares. Além do luxo, a boa gastronomia e as vistas deslumbrantes são bases importantes do hotel.

Isso, claro, sem deixar de lado uma certa vocação empresarial, mais evidente nesse
hotel do que no Fasano e no Emiliano.

Além disso, há a badalada piscina, que no pré-pandemia era palco de constantes eventos de entretenimento.

O Tivoli Mofarrej faz parte da organização de hotéis de luxo Leading Hotels of the World.

Os apartamentos e suítes do Tivoli

O Tivoli tem cerca de 200 apartamentos distribuídos entre boa parte de seus 23 andares. Nos pisos normais, são 13 quartos e suítes.

Já no décimo andar, no qual me hospedei, são apenas nove unidades, pois há a suíte Park, com três quartos e 200 metros quadrados.

 Acima dela há apenas a presidencial, que ocupa todo o 22º andar.

Me hospedei em um apartamento convencional do hotel, com 38 metros quadrados. Além deles, há as suítes de 42 m².

Tivoli Mofarrej
Vista do quarto

A decoração contemporânea traz amplo uso de madeira e couro, que está inclusive na cabeceira das camas. Os lençóis e toalhas são da marca premium Trousseau e o piso, de taco de madeira.

Há um balcão de trabalho ao lado do bar, com variedade de bebidas e petiscos. O quarto também tem closet e banheiro com amplo revestimento de mármore, além de um box imenso.

A vista do apartamento é bonita, com bons ângulos do bairro dos Jardins.

O que achei do apartamento

A recepção foi excelente, com cumprimentos do gerente do hotel, prato de frutas de diversas garrafas de água de cortesia.

Achei simpático os dois fones de ouvido deixados sobre a cama. A TV é smart – dá para ver programação de Netflix e outros streaming de vídeos.

O Tivoli também oferece roupões de banho e chinelos da marca Ipanema, em tom marrom que combina com a decoração do apartamento.

Tivoli Mofarrej

Um toque muito sofisticado é o bordado em formato de “T” estilizado no lençol. Trata-se do mesmo logo que está no carpete do chão, nos corredores dos andares de apartamentos.

 A cama é extremamente confortável, dessas nas quais a gente tem vontade de passar o dia todo, principalmente se a temperatura externa estiver baixa e o clima, chuvoso. Aqui, o ponto negativo fica para os travesseiros oferecidos, baixos demais.

No banheiro, as amenidades são da própria marca Tivoli. Adorei o cheiro de xampu, sabonete líquido, hidratante, etc. Não gostei muito da qualidade.

O chuveiro tem bom volume de água, mas falta pressão – o fluxo é um pouco espalhado.

Áreas comuns e serviço

O lobby do Tivoli Mofarrej causa grande impressão. Na decoração contemporânea, estão entre os destaques o teto alto, os tons marrom, preto e branco e painéis com peças de madeira, mesmo material usado na poltrona. Vale destacar também a excelente iluminação, graças à ampla área envidraçada.

O serviço é impecável desde a chegada ao estacionamento do hotel, quando um funcionário encaminha o hóspede ao rápido check-in. Neste momento são fornecidas todas as informações sobre as atrações do hotel, como spa, restaurantes e entretenimento.

Spa do Tivoli Mofarrej
Spa

Então, um funcionário acompanha um hóspede durante o trajeto ao elevador e, se necessário, apresenta o apartamento.

Também merecem destaque o serviço no restaurante Seen, do qual falarei mais abaixo.

Seen

O Seen se tornou um dos locais mais badalados de São Paulo antes da pandemia. Restaurante e bar, fica no 23º andar do Tivoli Mofarrej, com vista panorâmica da região dos Jardins.

Hóspedes têm prioridade para fazer reservas às sextas e sábados, dias em que é praticamente impossível conseguir uma mesa sem espera no badalado restaurante.

Sommelier e maitre dedicam atenção especial aos hóspedes, fazendo sugestões sobre os pratos mais badalados do cardápio, e os vinhos que harmonizam com cada um deles.

O restaurante é de culinária internacional, com ingredientes sofisticados e artesanais. O cardápio enxuto investe em frutos do mar e azeite trufado, que são os destaques da maioria dos pratos.

Há ainda a opção de cardápio dedicado à gastronomia japonesa, que não experimentei. O arroz de frutos do mar que escolhi estava tão saboroso que afastou qualquer possibilidade de optar pela culinária oriental.

Outro destaque do jantar foi a sobremesa, o merengue que é um dos carros-chefes do Seen.

A decoração mistura elementos contemporâneos com retrô. Os sofás de veludo formam bem sucedido contraste com o bar, bem no meio do restaurante, em formato oval, com diversas cadeiras ao redor do balcão (local preferido de quem não foi ao Seen para jantar). Ele usa objetos de latão e serve drinks bem elaborados.

Outros destaques

Além do Seen, que abre apenas para o jantar, o Tivoli Mofarrej tem o Must, no lobby, que funciona durante a maior parte do dia e noite. Ali, os destaques são os drinks, mas há pratos menos elaborados. Trata-se do bar do hotel.

Sempre há som ambiente, com predominância do jazz. De quarta-feira a sábado, o Must oferece sessões de música ao vivo.

A parte externa do Must é o bar da piscina oval, que ocupa um espaço pequeno, mas tem decoração bem elaborada. O local é palco de eventos famosos da cidade de São Paulo, tanto no inverno quanto no verão.

Outro destaque é o Bistrot Tivoli, no primeiro subsolo, aberto para o café da manhã e almoço. No primeiro caso, há ampla variedade, com produtos sofisticados, sucos variados e ilha para preparação de pratos quentes, como omeletes e tapiocas, na hora.

O Tivoli também é sede da filial paulistana do spa tailandês Anantara, que fica no quarto andar. Ali, o foco é o relaxamento e não há tratamentos estéticos.

Há diversas salas para variados tipos de massagem. O destaque é a dedicada a casais, ou ao famoso “Dia da Noiva”. O espaço oferece jacuzzi e um banheiro individual.

PROTOCOLOS EM ÉPOCA DE COVID

Cumprindo os protocolos de enfrentamento à pandemia de covid-19, o Tivoli Mofarrej funciona neste momento com ocupação máxima de 40%. Além disso, durante a fase emergencial, todas as áreas comuns estão fechadas.

Tivoli Mofarrej

Assim, por enquanto não é possível desfrutar dos restaurantes, bares e piscina. A fase emergencial está prevista para durar até o dia 11 de abril, mas pode ser postergada.

Por enquanto, os hóspedes do Tivoli podem desfrutar dos serviços de alimentação por meio do room service, disponível 24 horas. 

Avantoriba

Aventoriba: Hotel tem exclusivo programa de aventuras na Serra da Mantiqueira

Já falei aqui, brevemente, do Aventoriba, um produto do hotel de luxo Toriba, em Campos do Jordão. O programa, aberto a hóspedes e não hóspedes, promove diversas aventuras pela região da Serra da Mantiqueira.

No Instagram: @rafaelatborges

Na resenha sobre o hotel Toriba, falei sobre uma trilha com direito a jantar ao por do sol promovida pelo Aventoriba. Desta vez, testei outros produtos oferecidos, em um “cardápio” que inclui cavalgadas e até escalada.

A procura pelo Aventoriba cresceu muito desde o início da pandemia. Isso porque os programas são ao ar livre e podem ser feitos exclusivamente para grupos privados, sem alterações nos preços. Basta agendar.

Todas as atividades do Aventoriba podem terminar com uma opção gastronômica, sendo ela almoço, jantar, brunch ou café da manhã, dependendo do horário. Há refeições ao ar livre e, em períodos que regras mais amenas de enfrentamento à pandemia, em restaurantes renomados da região.

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Trilhas e escalada

Entre as trilhas, o Aventoriba Por do Sol custa R$ 250 e termina com um piquenique no alto de uma montanha. Ao por do sol, inclui queijos, pães, bebidas sem álcool e vinho.

Aventoriba Por do Sol
Aventoriba Por do Sol, na trilha Mata Comprida

O percurso é de 4 km na trilha Mata Comprida, boa parte em mata fechada e com pequena cachoeira e observação de pássaros. Opções com preços semelhantes são no Parque Estadual de Campos, no Horto Florestal.

Nesse caso, o programa pode terminar com opção gastronômica no restaurante Dona Chica ou na Cervejaria Gard, com direito a degustação. A cervejaria produz quinze sabores e fica em um local rodeado por natureza.

Outra opção de trilha “cervejeira” é a do Gavião, por R$ 320. Ao final da aventura, a atração gastronômica é no Parque da Cerveja. Por lá, há experiências com a bebida, gastronomia e muita natureza.

Pedra do Baú

Já os pogramas que incluem escalada à Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí, partem de R$ 290. Para iniciantes, há um passeio em que se pode subir na pedra por meio de uma escadaria.

Cavalgada

O Aventoriba equestre promove cavalgadas por um parque privado, que pertence ao próprio hotel Toriba, o Sítio Siriuba. Dependendo do programa escolhido, o passeio pode sair das barreiras do parque e ir até o Pico do Diamante, com uma vista panorâmica de Campos do Jordão.

`Pico do Diamante

Esse programa dura três horas e custa R$ 320. Quem optar pelo passeio de duas horas, apenas no parque, paga R$ 290. Ambos são seguidos por um almoço ou jantar na Estação Toriba, restaurante especializado em sanduíches que fica ao lado do hotel.

Montado em um vagão de trem da década de 20, tem área externa e interna e uma bela vista para a montanha. Para o programa sem a refeição e com uma hora e meia de cavalgada, o preço é de R$ 220.

Almoço no Estação Toriba faz parte da programação do Aventoriba
Estação Toriba

Há animais mansinhos, segundo o pessoal do Aventoriba, e também alguns de boas raças, mais ariscos, para os cavaleiros e amazonas mais experientes. Eu, que pratiquei hipismo clássico na adolescência, fiz o programa com a Atenas, uma égua quarto de milha branquinha, fofa e excelente companhia para galopadas no parque.

Cavalos do programa Aventoriba
A égua quarto de milha Atenas

Meu guia estava em um belíssimo mangalarga. E por falar nisso, todos os programas do Aventoriba têm acompanhamento com guias experientes e certificados.

Para agendar programas com o Aventoriba, o telefone é 12 99747 1332.

Lobby do Fera Palace

Fera Palace reúne charme e história no coração da bahia

Minha primeira experiência no Fera Palace, em Salvador, foi em julho de 2019. Sete meses depois, retornei ao hotel. Era fevereiro de 2020, pouco antes do carnaval e da crise no setor de turismo gerada pela pandemia.

No Instagram: @rafaelatborges

O Fera Palace fechou suas portas temporariamente logo depois, e reabriu há dois meses, em dezembro de 2020. É essa experiência, a segunda, pré-pademia, que vou relatar agora a vocês. Mas uma das coisas que achei que mais haviam piorado em sete meses felizmente já é parte do passado.

Trata-se do restaurante. O ótimo Adamastor avaliado em 2019 havia sido substituído. Isso acabou gerando uma queda de qualidade no cardápio e, especialmente, no café da manhã. O que antes era um dos destaques do Fera Palace se tornara, em fevereiro de 2020, trivial.

Por do sol no Fera Palace

Mas, um mês depois da reabertura, veio uma notícia que eu encaro como boa. A partir de março, o restaurante será novamente substituído. Passará a se chamar Omí, sob o comando dos chefes Fabrício Lemos e Lisiane Arouca.

A especialidade do Omí será frutos do mar e pescados. Espero que a qualidade volte a ser uma referência na gastronomia do Fera Palace. Como o restaurante ainda não foi inaugurado, deixarei a avaliação sobre quesito para uma próxima oportunidade.

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Localização

O Fera Palace é o antigo hotel Palace, que foi restaurado. Fica na rua Chile, a poucos passos do Pelourinho, no centro da cidade. Esta foi a primeira rua do Brasil.

O Palace era um dos mais famosos hotéis de Salvador, muito conhecido por seu cassino. Em “Dona Flor e seus dois maridos”, romance de Jorge Amado, é nele que o personagem Vadinho vive a maior parte de sua vida boêmia.

Fera Palace fica na Rua Chile

O cassino, obviamente, não existe mais, mas seu salão foi preservado no Fera Palace (leia mais abaixo). O hotel também fica próximo à Avenida Lafayette Coutinho. Por lá, estão concentrados os restaurantes mais badalados de Salvador.

Outra atração da região é a Bahia Marina, conhecida por seus bares, restaurantes e barcos, muitos barcos. Para quem quiser fazer um passeio privativo de barco em Salvador, a Bahia Marina é o melhor ponto de partida.

Design


O Fera Palace preservou muito do antigo hotel, inaugurado em 1934. Do terceiro ao oitavo andar, o piso de tacos de madeira é original. No primeiro andar, há o salão Dona Flor, uma homenagem àquela que provavelmente é a personagem mais popular da obra de Jorge Amado.

Muito concorrido para festas e casamentos, pode também receber algumas convenções, embora o Fera Palace tenha uma vocação mais turística.

Bar do lobby no Fera Palace

É neste salão que ficava o famoso cassino do Palace. E ele busca reproduzir, com suas pilastras espelhadas, o cassino frequentado pelo malandro e carismático Vadinho.

Aliás, tudo o que o Fera Palace não conseguiu preservar, ele reproduziu. O estilo é art deco, visto nos quartos e na recepção, que tem um charmoso bar e o restaurante.

Fera Palace, em Salvador

Esse piso, com pé direito bem alto, recebeu imensas pilastras para suportar a estrutura do novo nono andar, antes não existente – era o teto do hotel. Os dois elevadores também reproduzem os do Palace, mas com toques de modernidade, como o painel digital. A madeira do original apodreceu, então tudo é novo.

Piscina e academia

O epicentro do Fera Palace é a piscina. Estreita e longa, tem uma vista espetacular para a maravilhosa Baía de Todos os Santos. Fica no novo nono andar. O por do sol visto dali é um espetáculo.

Os menos atentos poderiam imaginar que o andar da piscina – com um bar aberto diariamente a partir das 9h – é uma cópia da construída no Fasano Salvador, ali ao lado, em frente à Praça Castro Alves.

Porém, os mais observadores vão saber que, se entre os dois hotéis de luxo há inspirações, é o contrário. O Fera Palace foi inaugurado antes da filial soteropolitana da luxuosa rede de hotéis.

No mesmo andar, há a sala de ginástica. É simples, com duas esteiras, um elíptico e um aparelho multifuncional de musculação. Deixa a desejar para os mais dedicados aos exercícios diários. Em compensação, tem janela panorâmica com bela vista para o centro da cidade.

Também falta ao Fera Palace um spa. Quem quiser massagens, no entanto, pode agendar na recepção.

Quartos e suítes

Na minha primeira hospedagem no Fera Palace, fui recebida em uma suíte de canto (corner). Há uma por andar, até o sétimo. A exceção é o oitavo andar, pois nele está a suíte presidencial.

Fera Palace
Suíte corner

A corner tem janelas que rodeiam todo o apartamento, dando uma vista panorâmica que inclui a Baía de Todos os Santos. São 46 metros quadrados. Em minha segunda experiência, fui recebida em quarto Deluxe, de 31 metros quadrados.

É uma categoria intermediária, entre os quartos standard e a suíte júnior (que fica abaixo da suíte de canto). Com exceção do tamanho e da ausência do ambiente da sala integrada ao quarto e das vistas, tudo é bem semelhante nas duas categorias.

Banheiro na suíte corner

A decoração é no estilo art decó e o piso e as janelas, originais do Palace. A cama é king size, confortável e com menu de travesseiros. Os tons de decoração são claros: as cortinas, o forro da cama e os móveis.

O banheiro não é original. O Palace tinha apenas um por andar. Então, eles foram construídos, mas atentos ao estilo art decó. Na suíte, há, além do box com ducha de ótima pressão, uma banheira. No quarto, não.

Quarto Deluxe

Na suíte, são duas pias. No quarto, uma só. As amenidades também são mais caprichadas na acomodação mais luxuosa. Há kits de unha, costura, entre outros mimos. No quarto, há apenas sabonetes em barra e líquido, xampu, condicionador e hidratante – todos de ótima qualidade.

Uma falha que encontrei no banheiro em minha primeira hospedagem, que foi mantida na segunda, é a falta de ganchos para pendurar as toalhas de banho.

Banheiro no quarto Deluxe

Minhas impressões

O Fera Palace é uma excelente opção de hospedagem de luxo em Salvador, que, há alguns anos, deixava bastante a desejar nesse aspecto, mas vem ganhando bons estabelecimentos agora. Em minha hospedagem em 2019, os preços eram muito competitivos: partiam de R$ 400.

Agora, as tarifas ficaram mais caras. Para abril, começam em cerca de R$ 800 para os quartos e R$ 1.600 para as suítes. O preço de quase tudo no Brasil aumentou.

Ainda assim, as tarifas são bem vantajosas na comparação com as do principal concorrente, o Fasano, que mantém valores bem próximos aos cobrados em suas outras unidades pelo Brasil. No mesmo período, partem de cerca de R$ 1.400 para os quatros e R$ 2.600 para as suítes.