Nova Orleans

Nova Orleans x Nashville x Las Vegas: festa o dia todo

Há três cidades nos Estados Unidos em que têm em comum a principal atração turística: o ritmo de festa. Las Vegas, Nashville e Nova Orleans são diferentes na essência, mas atraem um perfil de visitante pela mesma razão: a badalação 24 horas por dia.

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Se em Vegas imperam as “pool parties” (festas à tarde na piscina) e casas noturnas com música eletrônica, em Nashville os amantes da música country encontram um ambiente perfeito. Já Nova Orleans é a capital do jazz, mas dá espaço a outros ritmos, como blues e rock and roll.

Veja qual das três cidades festeiras dos Estados Unidos faz mais seu estilo.

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Las Vegas

A cidade de Nevada é a capital mundial do entretenimento. O epicentro dessa Disney para adultos são os hotéis da avenida Las Vegas Boulevard, mais conhecida como Strip. Muitos procuram Vegas pelos espetáculos, como Cirque du Soleil, e pelos shows de grandes astros da música – alguns fazem temporadas por lá. Há quem aprecie a ampla oferta de restaurantes estrelados e, claro, os apreciadores dos jogos de azar.

Mas a juventude invade Vegas à procura de casas noturnas e, de abril a outubro, pool parties. Quase todos os hotéis da Strip têm a seu beach club, separados das piscinas destinadas aos hóspedes.

Las Vegas Boulevard, também conhecida como Strip

Por ali, a tarde comandada por DJs é uma variação de música eletrônica, pop e hip hop, entre outros ritmos que fazem a cabeça da juventude. O mesmo tipo de música domina as casas noturnas, também instaladas nos hotéis da Strip.

Emendar dia e noite é algo comum em Vegas, principalmente para a juventude. E o ambiente dos cassinos dos hotéis contrubui para essa realidade alternativa. Na maioria, não há relógios, e a iluminação é a mesma a qualquer hora.

Como diz a música “Viva Las Vegas”, que se tornou um hino da cidade, “Eu gostaria que o dia tivesse mais de 24 horas”.

VEREDITO: Las Vegas é um local construído para o entretenimento. Pode parecer meio fake, e realmente é. Por isso, é preciso entrar no clima e entender que, ali, a ordem é diversão. Esqueça cultura! Quanto à parte mais festeira da cidade, ela é mais voltada aos jovens. Mas adultos têm muitas outras formas de se divertir em Vegas.

Nashville

O Grand Ole Opry é o templo da country music norte-americana. Todos os grandes nomes da música já passaram por lá, e ainda se apresentam constantemente na casa de show. O Opry, no entanto, fica a cerca de 15 km do centro de Nashville.

E é no centro que está o clima de festa incessante da capital do Tennessee, no sul dos Estados Unidos. Por ali, o visitante vai encontrar o museu dedicado ao maior nome da country music americana, Johnny Cash. O astro surgiu em Memphis, no mesmo Estado, revelado pela lendária gravadora Sun Records (leia mais abaixo).

Broadway

Posteriormente, se mudou para a região de Nashville. No centro da cidade, também há o Hall da Fama dedicado à música country. Ao sair desses dois programas, inevitavelmente o visitante vai cair na Broadway, uma rua com construções coloridas que abrigam os mais variados bares.

Os sets começam ainda pela manhã e se estendem madrugada adentro. De bar em bar, ao longo de três quarteirões, há variações sobre o mesmo tema, e uma banda a cada andar (geralmente são três, com direito a rooftop para ver o por do sol). Do country clássico ao contemporâneao, a música ao vivo não para.

Para não dizer que não escutei nada além de country na Broadway, em um dos bares houve dois grandes hits do rock and roll (“Sweet Child O’ Mine, do Guns N’ Roses, e “Don’t Stop Believin’, da banda Journey). Tudo isso em um cenário de grande preservação histórica combinada a prédios modernos, porque o centro de Nashville respira progresso.

A entrada nos bares é gratuita. As bandas passam com um balde ao final dos sets, buscando gorjetas (e pega bem contribuir).

VEREDITO: Se Vegas é fake, Nashville é pura realidade. Um local para aprender a história da música americana, ver museus e construções seculares e, nessa imersão cultural, curtir boas apresentações de ótimas bandas.

Não deixe de conhecer o restaurante The Standard, a cerca de 1 km da Broadway. Ele ocupa um prédio histórico que era ponto de encontro das tropas da União durante a Guerra Civil Americana, no século XIX. Quanto ao público festeiro, Nashville é para todos. Há desde jovens a adultos de todas as idades curtindo música nos bares.

Nova Orleans

Dizem por aí que Nova York não é Estados Unidos. Nova Orleans também não. A cidade mais importante da Luisiana é França, Espanha e até EUA. A influência afro-americana é um ingrediente fundamental nessa miscelânia cultural, musical, artística, gastronômica e histórica.

Se Nashville é country, Nova Orleans (também conhecida como Nola) é jazz de todos os estilos, mas não apenas isso. Dá para escutar, de bar em bar, variados tipos de música, passando pelo blues, rock e até a bossa nova.

French Quarter em Nova Orleans
French Quarter

O French Quarter, com impressionante preservação histórica na arquitetura e influência francesa em todas as linhas, é o epicentro cultural de Nova Orleans. Sua principal rua – e também a mais turística – é a famosa Bourbon, mas não é apenas nela que ação acontece.

Os bares estão por toda a região, e os melhores são na parte mais alta do Quarter, especialmente na Frenchman Street. A música ao vivo não para: é literalmente 24 horas, e pode ser curtida a céu aberto também, seja em paradas nas ruas ou sets ao ar livre.

A entrada nos bares é gratuita, como em Nashville, e gorjetas não são apenas bem vistas, como muitas vezes essenciais. E, a exemplo de Vegas, dia e noite se confundem. Não há a iluminação artificial dos cassinos, mas é comum ver a juventude com seus drinks pelas ruas às 8h da manhã, sinal de que a noitada ainda não terminou.

Bourbon Street em Nova Orleans
Bourbon Street

Uma curiosidade: Nova Orleans é uma das poucas cidades dos Estados Unidos que permitem consumo de bebida alcóolica nas ruas.

VEREDITO: Nova Orleans é candidata à cidade mais cultural e artística dos Estados Unidos. Há tanta história para ver e ouvir, e tanto a aprender, que farei um post exclusivo para Nola. Aqui, o objetivo foi falar apenas da festa incessante que ela oferece a seus visitantes.

Como em Nashville, o público é de todas as idades, mas os jovens parecem preferir Nola à capital do Tennessee.

Claro que Vegas, Nashville e Nola têm perfis diferentes. Mas, se eu tivesse de escolhar uma das três para festejar, não teria dúvidas: Nova Orleans.

Menção honrosa: Memphis

Memphis não é uma cidade de festa incessante, como as demais. O que, então, ela está fazendo aqui? É o seguinte: ela fica entre Nashville e Nova Orleans e, para quem está viajando de carro pela região, é obrigatório parar na capital do blues.

Beale Street

Lá, também há a rua do música, a Beale, que é um tanto decadente quando comparada à Broadway e ao French Quarter. Porém, vale visitá-la por seu papel na história da música: nomes como B.B. King já tocaram na Beale. Além disso, o local contribuiu para a formação musical de Elvis Presley.

Os sets de blues começam no fim da tarde, e terminam no início da madrugada. Vale conferir os do bar B.B. King, batizado em homenagem a um dos mais ilustres moradores de Memphis. Além do blues, a cidade tem seu lado rock and roll na gravadora Sun Records, aberta à visitação.

Além de Presley e de Johnny Cash, a Sun também revelou ao mundo Jerry Lee Lewis, Carl Perkins e Roy Orbison. E, já que você está em Memphis, não deixe de visitar Graceland, a casa de Elvis, e o museu dedicado ao artista.

Mesmo para quem não é fã de Presley a visita vale a pena – especialmente ao museu -, pois é uma aula sobre a música norte-americana do século XX.

Summit

Mirantes de Nova York viram experiências imersivas

Empire State Building, Rockfeller Center, muitos bares rooftop. Os observatórios e atrações com vistas panorâmicas sempre foram uma atração obrigatória em Nova York. Agora, elas se reinventaram: não é mais sobre subir e ver Manhattan e imediações do alto, e sim sobre viver verdadeiras experiências. O Summit One Vanderbilt e o City Climb são os principais exemplos desse fenômeno.

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O Summit One Vanderbilt ocupa o prédio mais alto de Nova York e foi em 2021. Nessa retomada do turismo à cidade, tem sido uma das atrações mais procuradas.

Já o City Climb é para desafiar os nervos de quem está disposto a viver uma grande aventura na cidade que nunca dorme – que, na minha opinião, atualmente vem dormindo sim, e muito. Mas, se Frank Sinatra cantou, em “New York, New York”, está dito para sempre.

Veja como são essas duas incríveis atrações de Nova York: Summit One Vanderbilt e City Climb.

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Summit One Vanderbilt

O One Vanderbilt fica ao lado da estação Grand Central, em Midtown Manhattan. O Summit ocupa três andares do edifício e tem vistas 360 para praticamente todos os pontos importantes de Manhattan, além de Brooklyn e Queens. Mas ele não é um observatório normal.

No Summit, os espaços são separados para promover aos visitantes experiências imersivas focadas em arte. O primeiro, Transcendence 1, é uma sala que reflete o dia como está lá fora. O espaço é todo espelhado, inclusive no chão. Por isso, recomenda-se ir usando roupas como shorts, calças ou macacão – saias não são uma boa ideia.

Em seguida, há um espaço com a obra de arte Reflect, da artista Yayoi Kusama. Ao passar pela instalação, o destaque é o barulho de vento. Mas, na minha opinião, a parte mais legal é a sala das bolas prateadas flutuantes (Affinity). Em tempos de redes sociais, esse local fará a alegria dos fãs do Instagram e do Tik Tok, pois permite a criação de lindas imagens.

O Levitation, por sua vez, tem duas caixas com paredes e chão de vidro. É outro local para tirar fotos inesquecíveis, se você tiver coragem de encarar as filas. Para quem quiser tomar um drink, há um andar extra, com bar e terraço.

Os ingressos para o Summit One Vanderbilt partem de US$ 39 para visitas diurnas e de US$ 49 para as noturnas.

No One Vanderbilt, também está o Le Pavilon, a mais nova casa do renomado chef Daniel Boulud. Como é atualmente um dos restaurantes mais badalados de Nova York, a reserva precisa ser feita com muita antecedência.

City Climb

Uma das mais novas atrações de Nova York, o City Climb fica no Edge, um dos mirantes a céu aberto mais altos do mundo. A localização é no Hudson Yards, que inclui também a escultura The Vessel e um shopping com o mercado espanhol Little Spain.

Todo esse complexo está entre as ruas 33 e 30, nas proximidades do rio Hudson, área que vem sendo revitalizada e está cada vez mais repleta de atrações.

O City Climb é uma escalada pelas paredes do Edge, a nada menos que 365 metros de altura. O ingresso custa US$ 185 dólares, que já incluem acesso do Edge e uma foto tirada durante a aventura.

Conrad Downtown

Conrad Downtown é opção contemporânea no sul de Manhattan

Nova York é uma das cidades com a maior oferta de hotéis de luxo no mundo. Eles estão espalhados por toda a ilha de Manhattan, do sul ao Central Park, e têm os mais variados perfis, do clássico ao contemporâneo. Desse segundo grupo, um dos que chamam a atenção é o Conrad Dowtown.

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O hotel, ao sul da ilha, investe em um ambiente extremamente contemporâneo, com muita luz natural e oferta apenas de suítes a partir de 40 metros quadrados. As vistas para o Hudson e um badalado bar rooftop, uma assinatura de Nova York, são outros destaques.

Hospedei-me no Conrad New York Downtown em março. Aqui, compartilho com vocês como foi minha experiência.

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Localização

Upper East Side, Upper West Side, Midtown. Essas sempre foram as melhores opções de hospedagem para quem está visitando Manhattan, em Nova York, pela primeira vez. Especialmente para aqueles que estão interessados em uma experiência mais sofisticada – a Times Square, acredite, é para lá de caída.

Brookfield Place

Mas os veteranos da ilha de Manhattan têm muitas outras opções interessantes à disposição. Soho, com seus restaurantes descolados, e Meatpacking District, com vida noturna agitada, estão entre as principais. Downtown surge como uma nova alternativa.

A região próxima ao Distrito Financeiro – cujo epicentro é Wall Street – foi revitalizada e traz boas atrações. Entre elas está o Brookfield Place, um shopping cheio de marcas de luxo. Sim, os shopping centers, antigamente um ser estranho na ilha, estão cada vez mais constantes.

Além de marcas como Gucci e Bottega Veneta, o Brookfield se destaca pela marina North Cove, com belíssimos barcos ancorados e muitos bares e restaurantes que atraem o pessoal do Distrito Financeiro para happy hours ao por do sol.

Marina North Cove

Às margens do rio Hudson, o Conrad Downtown fica também ao lado do memorial e do museu dedicados do 11 de setembro, além do novo World Trade Center. Há algumas estações de metrô nas imediações.

A mais prática é a Chruch Street Station, com conexão direta para o epicentro de bairros como Soho, Meetpacking, Midtown e Upper East Side. Fica a cerca de 500 metros do hotel – ou dez minutos de caminhada.

Serviços no Conrad New York Downtown

Para os brasileiros, o Conrad sempre foi conhecido pelo mais badalado cassino de Punta del Este, no Uruguai, um destino que há décadas atrai os adeptos do turismo de luxo do País. A título de curiosidade, a propriedade uruguaia não tem mais essa bandeira. Agora, é Enjoy Punta del Este.

Nos EUA, a rede Hilton, do qual faz parte o Conrad, tem investido no fortalecimento da marca no segmento de luxo. Entre os exemplos está a inauguração, no ano passado, do Conrad Las Vegas, que fica no complexo Resorts World.

Filtro de água filtrada na suíte do Conrad Downtown
Filtro de água filtrada na suíte do Conrad Downtown

O resultado é uma excelente entrega de serviços. Do check-in ao check-out, o atendimento é atencioso e eficiente, com dicas sobre a cidade e o bairro, entrega das malas na suíte e mimos no serviço de abertura de cama. Eu recebi um prato de morangos com chocolate acompanhado por um cartão de boas vindas do gerente do hotel.

Nos corredores dos andares, o pessoal do housekeeping está sempre disponível, para saber qual o melhor horário para arrumação diária da suíte. Pode parecer algo óbvio mas, em todo os EUA, esse serviço tem sido problemático.

Banheiro na suíte do Conrad Downtown
Banheiro na suíte

Após a pandemia, há propriedades de alto nível que nem mesmo o oferecem diariamente. E mesmo os que têm essa facilidade disponível muitas vezes não a executam todos os dias, sem nenhuma explicação ao hóspede.

Outro serviço atencioso da equipe de housekeeping foi a entrega diária de balde de gelo no quarto, no fim do dia. Este é o momento em que o time pergunta ao hóspede se ele está precisando de algum serviço especial.

Lobby do Conrad Downtown
Lobby

Bares, restaurantes e comodidades

A estrela do Conrad é o Loopy Doopy, rooftop bar com vista para o Hudson e ótima carta de drinks. Ver o por do sol nesse lugar é uma experiência muito interessante.

Loopy Doopy

No moderno looby, há o Atrio, com um bar bastante movimentado. Lá, também funciona o restaurante do hotel, que tem pratos variados da culinária internacional e opção de comida japonesa.

O ponto mais fraco do Conrad Downtown é a academia. O sala é mal equipada, especialmente para um hotel dessa categoria.

Atrio Conrad Downtown
Atrio

Suítes do Conrad Dowtown

O Conrad oferece variedade de suítes. Todas têm ambientes de quarto e sala separados. As maiores trazem uma mesa de jantar e há opções de acomodações com banheira – separada do box.

A minha suíte era com vista para o Hudson River, de categoria intermediária – as de entrada são as Deluxe. A decoração é sóbria, com cores claras. A sala tem sofás, TV e uma estação de trabalho.

É separada por uma porta de correr da área que oferece um completo serviço de bar e uma pia. Entre os destaques há um filtro de água filtrada.

Em frente, o hóspede acessa o banheiro, com uma grande área ocupada pelos boxes – sem as abomináveis cortinas que são tão comuns em hotéis americanos, mesmo em alguns de alto padrão.

O quarto tem cama king size repleta de travesseiros de plumas. A iluminação dos diversos ambientes é controlada por botões sensíveis ao toque. Ali, está a prometida vista para o Hudson.

Além desta propriedade, o Conrad tem um segundo hotel em Nova York, na região de Midtown. No Conrad Downtown, as diárias em julho partem de US$ 550.

Atlanta Buckhead

O que fazer em Atlanta em 24 horas

Desde “E o Vento Levou”, Atlanta tem sido cenário de muitos filmes de Hollywood e séries de TV americanas. É também lá que nasceu um dos maiores símbolos dos Estados Unidos, a Coca-Cola. A capital da Geórgia é ainda sede da gigante do jornalismo CNN.

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Atlanta é também um local de grande trânsito de pessoas em direção a outros locais dos EUA e do mundo. Seu aeroporto internacional, Hartsfield-Jackson, é o maior daquele país. É hub da Delta, que tem voos diretos a partir do Brasil.

Sede da CNN

A Copa Airlines lançou recentemente seu voo para lá – com conexão na Cidade do Panamá. A vantagem é a conexão de várias cidades do Brasil ao destino, sem necessidade de passar por São Paulo ou Rio de Janeiro. É fácil chegar à capital da Geórgia, e vale fazer um stop-over para conhecer suas atrações.

Por isso, aqui eu mostrarei a você o que fazer em Atlanta em 24 horas. Mesmo que superficialmente, dá para conhecer boa parte da cidade nesse tempo. Apesar de moderna e cosmopolita, ela não é muito espalhada, e seus três principais bairros são conectados tanto por metrô (coisa rara nos EUA) quanto por uma rodovia de trânsito rápido (Interstate, ou interestadual).

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Onde se hospedar em Atlanta

Eu passei duas vezes por Atlanta em uma longa viagem pelos Estados Unidos. Na primeira, logo que cheguei, hospedei-me em Buckhead, no norte da cidade. A área é um misto de zona de negócios e impressionantes prédios residenciais. Lá, também ficam as mais belas casas da capital da Geórgia.

World of Coca-Cola., em Atlanta
World of Coca-Cola

Para atender esse público, Buckhead é repleto de restaurantes sofisticados, além de muitos bares. Há também hotéis para todos os gostos e bolsos. Para economizar, eu recomendo o moderno Hampton Inn & Suites, por US$ 120 no mês de julho.

O três-estrelas tem quartos amplos, banheiros bem equipados e fica próximo a vários centros comerciais de Buckhead – por ali você vai encontrar tanto a popular TJ Maxx quanto a sofisticada Saks Fifth Avenue. Mas se o objetivo é explorar a noite do bairro, a melhor pedida é a área que fica a cerca de 1 km desta.

Por lá, estão a maior parte dos bares e restaurantes sofisticados de Buckhead. E também os melhores hotéis de Atlanta. Entre os destaques, há o The St. Regis (US$ 550 no mesmo período), o Thompson (US$ 330) e o Waldord Astoria (US$ 450).

Georgia Aquarium Atlanta
Georgia Aquarium

Midtown é outra boa opção de hospedagem. Se Buckhead é um bairro em que as pessoas andam bastante de carro, este é um local em que dá para circular a pé com tranquilidade. Os bares e restaurantes por lá são mais descolados.

Hospedagem em Midtown e aeroporto

Por lá, uma opção interessante é o quatro-estrelas The Georgian Terrace, recheado de história (falarei mais sobre ele abaixo). Já a hospedagem em Downtown eu não recomendo. Embora tenha algumas das principais atrações da cidade, é deserto à noite. Acessar essa área é fácil, seja de carro ou de metrô, que a conecta diretamente a Midtown e Buckhead.

Casas clássicas em Midtown Atlanta
Casas clássicas em Midtown Atlanta

Outra opção para quem quer ficar em Atlanta 24 horas é o aeroporto. Caso conhecer a noite da cidade não seja um objetivo, basta pegar o metrô para chegar às principais atrações. Eu escolhi o Renassaince Concourse (US$ 190) em minha segunda passagem, em que ficaria apenas uma noite antes de partir para Nova York.

Tive um problema de cobrança irregular em meu cartão de crédito (resolvido depois de muito debate por e-mail), mas gostei da hospedagem. O mais legal? A maioria dos quartos tem uma varanda com vista para a pista do aeroporto. Dá para ver aeronaves decolando e pousando. Não, o barulho não incomoda. Há proteção acústica nos vidros.

Gone With the Wind Museum, em Marietta

O que fazer em Atlanta

Comece a visita por Downtown. Ao descer na estação de metrô, você vai dar de cara com o Mercedes-Benz Stadium. O moderno estádio é casa do Atlanta Falcons (futebol americano) e do Atlanta United FC (futebol, que os americanos chamam de soccer).

Mercedes-Benz Stadium Atlanta
Mercedes-Benz Stadium

Alguns metros à frente está a sede da CNN. Antigamente, dava para fazer um tour pelos estúdios, mas a atração agora está permanentemente fechada. Então, a dica é só tirar uma foto em frente ao edifício.

Ao lado, está o moderno Centennial Park, com uma ampla área verde, uma roda gigante e vistas para o skyline deslumbrante de Downtown Atlanta. O parque foi construído quando a cidade foi sede dos jogos olímpicos de 1996.

Centennial Park foi construído para os jogos olímpicos de Atlanta
Centennial Park foi construído para os jogos olímpicos de Atlanta

Em seguida, você chegará à praça que concentra o aquário de Atlanta (Georgia Aquarium, com ingressos a US$ 40) e o World of Coca-Cola (US$ 20). Esta atração ao estilo Disney é muito focada no segredo da fórmula do refrigerante. A parte mais interessante é a sala de degustação de bebidas que a marca produz por todo o mundo.

Midtown e Buckhead

Em Midtown está o parque mais bonito de Atlanta, o Piedmont. Ao estilo Ibirapuera, também tem vista para o skyline de Atlanta e um belíssimo Jardim Botânico. Ao lado e em frente, um pouco da preservação histórica da cidade, que apesar de ter sido um ponto central da Guerra Civil americana, guarda muito pouco daquela época. A capital da Geórgia é pura modernidade.

Piedmont Park Midtown Atlanta
Piedmont Park

Mas rodar pelas ruas no entorno do parque é muito legal. A impressão é de ter sido transportado para a Rua Peachtree de “E o Vento Levou”. O estilo das casas é idêntico, e a trilha sonora do filme não sai de nossa cabeça durante a caminhada.

Aqui, cabe uma curiosidade. Há diversas “Peachtree” em Atlanta. Rua, avenida, alameda, rodovia. Gera uma certa confusão na cabeça do visitante. Um motorista de Uber nos explicou que a capital da Geórgia é a “Peachtree City” (cidade dos pessegueiros), mas que não tem os melhores pêssegos dos EUA. Eles estão na Califórnia.

Já Buckhead, como expliquei acima, é para compras, gastronomia e vida noturna.

A noite em Atlanta em Buckhead

Atlanta tem muitos restaurantes sofisticados, e um dos mais bem avaliados é o Aria. O ambiente é sofisticado, o cardápio é baseado em carnes nobres e há um ótimo bar. É preciso fazer reserva (no próprio site do restaurante e em “terceiras partes”, como o Open Table).

Mas cuidado. Os restaurantes em Atlanta abrem cedo (17h30) e encerram suas atividades no horário em que o paulistano, por exemplo, está saindo de casa para jantar. Dependendo do dia, varia de 20h30 a 21h.

The Iberian Pig

Outra opção sofisticada é o Atlas, que fica no hotel Saint Regis. Para algo mais casual, experimente o descolado Louisiana Bistreaux, inspirado em Nova Orleans tanto no ambiente quanto no cardápio de gastronomia cajun e creole da cidade que homenageia.

Os frutos do mar são o carro-chefe e a carta de vinhos tem boas opções da Califórnia, a preços interessantes. É um jantar para gastar menos de US$ 50 comendo muito bom e bebendo bons vinhos. Diferentemente do Atlas e do Aria, em que a conta vai passar facilmente dos US$ 100 por pessoa.

Bares

O Industry Tavern, misto de bar e restaurante, tem pratos simples, mas saborosos, e uma deliciosa jukebox, que mantém o ambiente bem animado. Mas uma das melhores descobertas foi o The Iberian Pig.

Ele fica no mesmo quarteirão do The St. Regis, que é repleto de restaurantes e bares para todos os gostos. O The Iberian Pig é um bar instalado em um ambiente muito sofisticado, com muitas diversas opções de tapas e drinks tipicamente espanhóis. O melhor momento para visitá-lo é o happy hour.

Industry Tavern  Atlanta
Industry Tavern

Para terminar a noite, escolha o bar Blue Martini, principalmente se sua passagem por Atlanta for no fim de semana. Nesses dias, há shows de música ao vivo. A cantora que se apresentou em minha passagem por lá tinha um timbre de voz muito parecido com o da diva Tina Turner.

A artista e sua banda fizeram um set de blues, R&B, country e rock com uma pitadinha de pop. Foi um dos melhores shows que vi no sul dos Estados Unidos (e isso vale muito, pois depois passei pelas capitais da música Nashville, Memphis e New Orleans). O couvert artístico custa US$ 20, mas só depois das 19h. Quem chega antes não paga.

E a preservação histórica?

Por ter desempenhado um papel tão importante na Guerra Civil e no fortalecimento dos direitos civis dos EUA, nos anos 60, eu esperava mais preservação histórica em Atlanta. Há pouca coisa com esse tema para ver.

De todas as cidades que visitei (e, além das citadas acima, houve ainda locais em Kentucky, Mississipi e Alabama), Atlanta foi a que menos preservou sua história. A cidade tomou um banho de modernidade ao longo das décadas.

The Georgian Terrace

Uma das possibilidades é visitar a casa do ativista dos direitos civis Martin Luther King, que nasceu em Atlanta. Já o parque de preservação histórica, em Midtown, estava temporariamente fechado quando passei por lá, em maio.

O jeito foi tentar encontrar algo sobre a história da cidade no filme “E o Vento Levou”. Mas também não há muito o que ver. A casa de Margareth Mitchell, autora do livro que deu origem ao longa, fica no parque de preservação histórica. Ou seja: não pude vê-la.

O hotel Georgian Terrace hospedou todo o elenco na pr-e-estreia do filme, que ocorreu em Atlanta, em 1939. Há uma placa na entrada explicando isso. Mas só. Hoje, não há nada na propriedade que remeta a esse capítulo da história.

Marietta

Por fim, fui até Marietta, a 30 km de Downtown Atlanta, para ver o “Gone With the Wind Museum”. Como estava de carro, foi um deslocamento tranquilo, de 25 minutos. O estacionamento é gratuito e a entrada custa US$ 7.

Os vestidos de Scarlett O’Hara

Lá, há a primeira edição do livro e vestidos que a atriz Vivien Leigh usou no filme (réplicas e originais), em que interpretou a protagonista Scarlett O’Hara. Outros destaques são mobiliário do teatro que sediou a pré-estreia e itens pessoais dos atores.

Esse programa, no entanto, não cabe no tempo de quem vai ficar apenas 24 horas em Atlanta. Para fazê-lo, é preciso passar um período um pouco maior na cidade.

Auditório Westgate Elvis Presley

Elvis Presley e ‘Proposta Indecente’: o hotel que é um ícone da cultura popular em Vegas

Em março deste ano, precisei ir a Las Vegas para cobrir um evento de trade no Centro de Convenções. Foi tudo meio corrido, e minha rotina de entregas a cada dia de cobertura seria intensa. Então, na hora de escolher o hotel, procurei o mais próximo do local da mostra, de preferência conectado.

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Foi aí que cheguei ao Westgate Las Vegas. Só de observar as fotos, já vi que não era um hotel de luxo. Parecia antigo, mas ainda assim os quartos eram decentes. Além disso, os preços estavam extraordinários. Geralmente, eles giram em torno de US$ 80 a US$ 90 por dia, a base de um quatro-estrelas na região da Strip (como o Treasure Island, o Paris ou o Planet Hollywood).

Por isso, há opções até bem mais em conta – em Vegas, dá para encontrar acomodações decentes por menos de US$ 50 a diária. Porém, achei uma promoção no site 123 Milhas e, no meu período, consegui as diárias por cerca de US$ 40.

Então, estava perfeito: ao lado do centro de convenções e barato mesmo para Vegas. Eu sou a favor de, na cidade de Nevada, optar por um hotel de luxo. Afinal de contas, a mais cara e luxuosa propriedade de Las Vegas consegue ser mais barata que a pior opção em Manhattan.

Bar e cassino no Westgate Las Vegas

Por isso, vale a pena aproveitar Vegas para viver uma experiência de luxo. Porém, eu já havia feito isso mais de uma vez e, para o meu propósito de viagem, que não era turismo, e sim trabalho duro, o Westgate estava ótimo.

Explico isso porque esse post não é uma recomendação para que você se hospede no Westgate. Pelo contrário. O objetivo aqui é contar o que descobri quando cheguei lá, e nos meses subsequentes. A descoberta me deixou fascinada: de maneira despretensiosa e nada planejada, eu estava simplesmente em um dos locais mais importantes da história de Las Vegas. Além disso, o hotel é um grande marco da cultura popular – mesmo que você ainda não saiba disso.

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Elvis Presley no Westgate Las Vegas

Quando cheguei ao Westgate, logo após o check-in, dei de cara com uma estátua de Elvis Presley bem ao lado do cassino. Sinceramente, não dei maior importância, mas o astro voltaria a chamar minha atenção durante os sete dias de hospedagem.

Pelos corredores, eu sempre me deparava com fotos de Elvis no palco, ou ao lado de outras pessoas, com aquelas trajes icônicos e na maior parte das vezes brancos que marcaram suas aparições nos anos 70. Me lembro de pensar: mas o que Elvis tem a ver com isso?

A estátua de Elvis Presley
A estátua de Elvis Presley

Ainda assim, na coreria da cobertura do evento, não dei maior importância ao fato. Afinal, eu não estava ali para cobrir o Westgate. Tanto que, como vocês podem ver, as únicas fotos de minha autoria são do quarto, que acabei mostrando no Instagram.

Voltei aos Estados Unidos no início de maio e passei no país quase o mês inteiro. Meu tour foi pelo sul, desvendando rotas de música, história e bourbon, muito bourbon. Obviamente, fui visitar Graceland, a mansão de Elvis Presley, e o museu dedicado ao astro em frente sua casa.

O programa completo dessa viagem começará a ser publicado aqui em breve. Mas, a quem possa interessar, o tour por Graceland e o museu sai por US$ 77, e foi um dos programas mais legais da jornada.

Aqui, vale ressaltar que o interesse em Elvis está renovado nesse ano de 2022. É que a cinebiografia do astro é um dos destaques do Festival de Cinema de Cannes, e estreará nos cinemas em 14 de julho.

Hotel International

De volta a Graceland e ao museu de Elvis, há muitos dados, imagens, vídeos e áudios sobre os mais de 600 shows que o cantor fez em Las Vegas entre 1970 e 1977, no International Hotel. As aparições de Presley, todas com ingressos esgotados, mudaram a história do entretenimento na cidade, atraindo muitos turistas não em busca de jogos de azar, mas do maior ídolo da música norte-americana.

Tanto que hoje o investimento em grandes shows, sejam eles fixos ou temporários, é uma das assinaturas de Vegas. E boa partes dos astros da música fazem temporadas na cidade.

International Hotel Elvis Presley
International Hotel foi palco das apresentações ao astro

Ao retornar ao Brasil, por curiosidade, coloquei no Google “International Hotel”. E o que apareceu no resultado? Westgate Las Vegas. A partir daí, descobri que o hotel em que estava hospedada é um dos mais importantes da história da cidade.

Ele foi inaugurado em 1969 na Paradise Road, atrás da parte norte da Las Vegas Boulevard, conhecida como Strip. Na época, era o maior hotel dos Estados Unidos, e um dos mais luxuosos. Cada um dos quartos tinha decoração sofisticada inspirada em diferentes países.

A abertura do hotel teve show de Barbra Streisand no auditório e Peggy Lee no lounge de hotel. O segundo show no auditório foi de Elvis Presley, e o sucesso foi tão estrondoso que logo o International fechou com o astro um contrato de cinco anos. Nesse período, ele passaria dois meses por ano em Vegas, se apresentando no hotel.

Las Vegas Hilton

Mas o nome International Hotel só foi usado de 1969 a 1971. Neste ano, a propriedade foi comprada e se transformou no Las Vegas Hilton, que usou até 2012. Então, por um pequeno período, passou a se chamar LVH – Las Vegas Hotel e Cassino, até ser comprado pela rede Westgate, em 2014.

A suíte em que Elvis se hospedava em seus períodos no hotel, a Imperial, tinha 460 meros quadrados. Após a morte do artista, foi rebatizada para Elvis Presley Suite. No entanto, foi demolida nos anos 90 para dar lugar ao conjunto de suítes batizadas de Sky Villas, no 30º andar.

Já a estátua em homenagem a Elvis Presley foi erguida logo após a morte do cantor, e lá permanece, apesar de todas as trocas de bandeira. A área de exposições do Westgate, aliás, já sediou uma mostra com móveis e objetos que marcaram o período do artista em Las Vegas – encerrada em 2016.

Proposta Indecente

No início da pandemia, eu me dediquei, aqui no blog, a produzir algumas reportagens sobre filmes que nos transportam a destinos de viagem. Afinal, passamos muito tempo sem poder viajar, e nos dedicamos muitos aos streamings de vídeos nesse período.

Planejava fazer um texto exclusivo para Las Vegas. Há muitos filmes rodados lá, como “Se Beber Não Case”, no Caesar’s Palace, “Última Viagem a Vegas”, no Aria, entre outros exemplos.

Acabei incluindo um dos filmes apenas em uma reportagem com locais mais variados, e desisti do post exclusivo para Vegas. Entre outras razões, fiz isso porque não consegui descobrir o cenário de “Proposta Indecente”, em minha opinião um dos melhores gravados em Vegas.

Li que as locações do longa foram no Las Vegas Hilton, um hotel já desativado. Cheguei a ver reportagens dizendo que o filme com Demi Moore, Robert Redford e Woody Harrelson nem mesmo teve gravações na cidade, e sim em um estúdio em Hollywood.

Recentemente, revendo o longa de 1993, notei que na cena em que Redford observa Demi Moore admirar um vestido, o cenário era muito parecido com o do Westagate. E eu estava certa. “Proposta Indecente” foi fimado no hotel, então chamado de Las Vegas Hilton.

Há cenas nas lojas e nos cassinos, e é lá que o personagem de Redford faz a proposta do título aos de Morre e Harrelson: uma noite com ela por US$ 1 milhão.

HOSPEDAGEM no Westgate Las Vegas?

É como eu disse no início do texto: em Vegas, o que vale mesmo é se hospedar em um hotel de luxo. A partir de US$ 150 dá para ter ótimas opções, dependendo da época. O Westgate é antigo e seu cassino, nada especial.

Além disso, tem uma oferta bem limitada de restaurantes, embora o Edge Steakhouse seja excelente. No bar, as bebidas são servidas em copos de plástico. Efeito da pandemia, talvez, mas outras propriedades da Strip não adotaram essa medida.

Há uma boa academia, mas ela fica aberta apenas das 9h às 17h. No meu caso, limitou o uso, pois era justamente o horário em que eu estava na convenção. Já a piscina é bem legal. O que mais incomodou foi o elevador.

Como havia convenção ao lado, no fim de semana estava impossível subir e descer. Levava muitos e muitos minutos, com o elevador parando de andar em andar – o meu era um dos últimos. Esse, no entanto, é um problema que atinge muitos dos imensos hotéis da cidade.

LOCALIZAÇÃO, PONTO POSITIVO E VERIDITO

O Westgate Las Vegas, embora fique atrás da Strip, exige uma caminhadinha para chegar lá. É que os quarteirões na cidade são imensos, com pelo menos um quilômetro cada. Além disso, o norte da avenida não é das partes mais badaladas – mesmo que tenha algumas propriedades muito interessantes, como a dupla Wynn/Encore e o novíssimo Resorts World.

Além disso, há uma estação de monorail bem ao lado do Westgate Las Vegas, para transporte até a parte mais badalada da Strip. Já os quartos são grandes e confortáveis. Não sei como são os mais básicos, pois recebi upgrade no check-in.

O meu tinha 30 metros quadrados, um bom banheiro, algumas amenidades a internet rápida – incluída na taxa de resort obrigatória de US$ 30 por dia, uma prática comum em 99% dos hotéis da região da Strip de Las Vegas.

Vale a pena ficar? Eu acho que, para quem está em férias, não. Até porque o Westagate nem é dos mais baratos. Em junho, por exemplo, as diárias estão partindo de US$ 110. Se for para economizar, há opções bem mais em conta, e no epicentro da Strip. Mas sem dúvidas vale a pena visitar, por ser um marco da história e da cultura popular.

Las Vegas Boulevard

Las Vegas: entenda como funciona para saber onde se hospedar

Na primeira vez que fui a Las Vegas, nos EUA, olhando o mapa da cidade e os hotéis da principal avenida, achei que tudo fosse perto. Ao chegar lá, me deparei com uma realidade completamente diferente. Cada quadra da Las Vegas Boulevard – a avenida dos grandes hotéis, também conhecida como Strip – tem pelo menos 1 km.

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E muitos complexos hoteleiros ocupam uma quadra toda. Não são simples hotéis, e sim resorts com inúmeras opções de gastronomia, vida noturna e os famosos cassinos da cidade de Nevada. Uma boa notícia sobre Las Vegas é que os preços das habitações são bem mais baixos que em outros locais dos EUA, mesmo em tempos de inflação – no país, os preços de hospedagem estão altíssimos.

Por isso, Las Vegas é uma excelente oportunidade para investir naquele hotel de luxo, pois por US$ 150 por dia já dá para encontrar opções incríveis. Por outro lado, há propriedades menos luxuosas, mas também sofisticadas, a partir de US$ 50 a diária.

Mas tome cuidado, em Vegas, é cobrada uma taxa de resort, que pode chegar a US$ 40 por dia. Esse valor inclui coisas como uso da academia e Wi-Fi. No entanto, não é opcional. O pagamento é obrigatório.

Em mina última visita, na qual consegui uma super promoção para o Westgate Las Vegas, paguei em taxa de resort e impostos o mesmo que desembolsei pelas diárias. Além disso, tome cuidado com a empolgação. Apesar dos hotéis mais em conta, tudo em Las Vegas é caríssimo. Até o tradicional hambúrguer.

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O que fazer em Las Vegas

O coração de Las Vegas é a Strip, onde estão os principais hotéis da cidade. Cada um não é apenas uma opção de hospedagem: são verdadeiras atrações turísticas. Certamente, você não ficará restrito ao local que escolheu. Visitará também os outros resorts.

Os principais programas turísticos em Vegas são eles. Não dá para passar pela cidade, especialmente em uma primeira visita, sem ver o show de águas no Bellagio, a reprodução de Roma no Caesars Palace ou as da Cidade luz e de Nova York nos resorts Paris e New York New York, respectivamente.

Isso sem contar os canais de Veneza reproduzidos no complexo formado pelo The Venetian e o Palazzo. Mas não é só de atrações de hotéis que vive Las Vegas. Um dos programas imperdíveis é visitar o Grand Canyon. De carro ou ônibus (entre uma hora e meia e duas horas de viagem), se chega à parte oeste, com opção de passar pela impressionante barragem da represa Hoover (Hoover Dam). Você pode até não saber, mas já deve ter visto muitas vezes esse local no cinema.

Caesars Palace tem inspiração italiana em Las Vegas
Caesars Palace tem inspiração italiana

Dá também para pagar o passeio de helicóptero e ir até o Grand Canyon sul, que é mais impressionante que o oeste. A formação rochosa natural fica, na verdade, no Estado de Arizona, vizinho a Nevada.

Outra boa pedida em Las Vegas é fazer compras. As lojas mais exclusivas do mundo estão espalhadas pela Strip, em locais como o shopping Crystals, o Bellagio e o complexo de resorts formado pelo Encore e o Wynn. Se alta costura e grifes europeias não são o seu objetivo, a cidade tem dois grandes outlets que valem a visita.

Festa em Vegas

Mas gastronomia e vida noturna são mesmo os destaques de Las Vegas. Restaurantes dos chefes mais renomados do mundo têm filiais espalhadas pelos hotéis da cidade, que oferecem também seus bares e casas noturnas.

Muitos investem em salas de espetáculos: o Cirque du Soleil é um clássico, e astros do pop estão quase sempre em cartaz. Outra peculiaridade de Vegas são as pool parties, as famosas festas nas piscinas dos hotéis. Ganham força entre abril e outubro, quando o clima quente é praticamente uma certeza (em outros meses, pode fazer frio na cidade).

Entendendo Las Vegas

Durante a tarde, o legal mesmo é caminhar pela Strip e ir entrando de hotel e hotel, principalmente em uma primeira visita. Você vai caminhar bastante, e o calor pode ser um sofrimento, especialmente de maio a setembro.

Por outro lado, a maior parte dos hotéis está interligada por passagens. Com isso, poucas vezes você terá de passar muito tempo caminhando pela Strip.

The Venetian em Las Vegas
The Venetian

Para se locomover em Las Vegas sem precisar andar demais, há o monorail (trem suspenso). Ele interliga os hotéis do norte ao sul da Strip, mas “pula” algumas paradas – como no Encore/Wynn e no The Venetian/Palazzo. Para não-moradores, o bilhete custa US$ 5 (cerca de R$ 25). Dá para amenizar os gastos comprando um ticket para vários dias.

Outras opções são táxi, bem abundantes em Las Vegas, e serviços de carros particulares como Uber e Lift (bem popular nos Estados Unidos). Aqui, a dica é cadastrar no app seu cartão de débito internacional (se tiver) para não pagar spread cobrado pelos bancos tradicionais e o alto IOF dos cartões de crédito.

O epicentro

Já me hospedei em vários locais de Las Vegas, e cheguei à conclusão que a melhor opção é estar no local que chamo de epicentro da Strip. É a área entre as avenidas Tropicana e Flamingo. Nela, você encontrará opções como os complexos MGM Grand/Park MGM, Planet Hollywood, Aria/Vdara/Cosmopolitan/Waldorf Astoria e Caesars/Bellagio.

Com a hospedagem no epicentro, divida seu tour pelos hotéis em dois dias. Em um deles, vá ao norte, para ver o Paris, o The Venetian, o Wynn/Encore e o Resorts World. Este é o mais novo complexo de Las Vegas. Formado por Conrad, Hilton e Crockfords, se destaca pelo luxo e as dimensões do cassino.

Bellagio e Caesars Palace em Las Vegas
Bellagio e Caesars Palace

Ao sul, há temáticos como Luxor e Excalibur, e luxuosos como Delano e Four Seasons. Outra vantagem do epicentro é a chance de, na maior parte dos dias da visita, estar mais próximo de seu quarto após o jantar, bar ou balada.

Claro que há sempre a chance de desfrutar essas atividades da vida noturna em um hotel ao sul ou norte. Porém, fica mais tranquilo ir conhecer um dos hits gastronômicos de Las Vegas, o Top of the World, no The Strat (ao norte), estando no Aria, ao centro, que no Four Seasons, no extremo sul.

Dicas sobre hotéis

Com isso em mente, ficam agora as dicas de hospedagem de acordo com o perfil e prioridades do viajante. Se o epicentro é bom para deslocamentos rápidos, não é tão legal para quem quer, por exemplo, fugir das ruas lotadas.

Então, escolha os seguintes hotéis se você:

Quer exclusividade, luxo e serviços personalizados – Waldorf Astoria, Four Seasons

Quer um hotel luxuoso com preços mais acessíveis – Hilton e Conrad (Resorts World), Caesars Palace, Nobu, The Cromwell.

Está em Las Vegas pelas compras de luxo – Complexo Aria/Vdara/Cosmopolitan/Waldorf Astoria (shopping Crystals), Bellagio, Encore/Wynn.

Wynn e Encore

Odeia hotéis temáticos – Complexo Aria/Vdara/Cosmopolitan/Waldorf Astoria, Four Seasons, Delano, Resorts World.

É fã de hotéis temáticos – Caesars, The Venetian, Paris, New York, New York, Treasure Island.

Não gosta do clima dos cassinos – Vdara, Four Seasons, Trump.

Quer aproveitar as melhores opções gastronômicas sem sair do resort – MGM Grand, Aria, Bellagio/Ceasers, Wynn/Encore, The Venetian.

Pretende passar a maior parte do tempo no cassino – Bellagio, Caesars, MGM Grand, Resorts World.

Paris Las Vegas
Paris Las Vegas

Vai a Vegas pelas baladas e pools parties – Aria, Cosmopolitan, Encore/Wynn.

Visita a cidade para um evento no centro de convenções – Westgate (tem ligação direta com o espaço), Wynn/Encore, Resorts World, SpringHill Suítes by Marriott (em frente ao pavilhão oeste).

Restaurantes que indico

Top of the World – tem vista panorâmica para a Strip e um menu de vários passos que está fazendo sucesso em Las Vegas. Fica no The Strat.

Brasserie Bardot – o melhor francês de Las Vegas. Está no Aria.

Catch – tem unidades em Los Angeles e Nova York e é conhecido pelos jantares com alta dose de agito. Também no Aria.

Joel Robuchon – o renomado chefe francês tem dois restaurantes lado a lado no MGM Grand, um casual e outro sofisticado. Ambos são muitos concorridos. Não se esqueça de fazer reserva.

Grand Canyon: passeio imperdível a partir de Las Vegas

Edge Steakhouse – No despretensioso Westgate, é um dos melhores restaurantes de carnes de Las Vegas, e oferece um steak tartare inesquecível.

Nobu – os fãs de culinária japonesa não podem deixar de experimentar um dos melhores do mundo. Fica no hotel de mesmo nome, dentro do Caesars.

Não recomendo – Cipriani, no Wynn/Encore. Muito famoso em Nova York, deixa bastante a desejar na qualidade dos pratos em Las Vegas. Só tem preço (alto).

Marine Restô

Vida noturna e agito são apostas do Fairmont Rio de Janeiro Copacabana

O antigo Sofitel de Copacabana foi substituído por outra bandeira da rede francesa Accor. Com localização privilegiada, no fim da praia mais famosa do Brasil, o Fairmont Rio de Janeiro Copacabana foi inaugurado em agosto de 2019.

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Trata-se da primeira propriedade de bandeira Fairmont no Brasil. Porém, cerca de seis meses após a inauguração, veio a pandemia, que gerou um colapso no setor de turismo mundial, inclusive no de hotelaria.

Já em 2021, o Fairmont Rio de Janeiro Copacabana voltou a poder destacar seus pontos fortes: vida noturna, gastronomia e agito. O restaurante e o bar do hotel viraram referência na zona sul carioca. Música ao vivo é uma constante na programação da propriedade, seja no próprio hotel ou no Tropik, clube de praia em frente.

A badalação, as vistas e o clima de festa são o que mais chamam a atenção no Fairmont. Bem mais que os quartos e suítes, que são luxuosos e bonitos, mas não impressionam. Hospedei-me no hotel recentemente e, aqui, conto como foi minha experiência.

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Localização

Copacabana é um ponto de interesse mundial. Praia mais famosa do Brasil, chama muito a atenção dos estrangeiros, mas há muito tempo perdeu o glamour que já teve um dia. Para bares, restaurantes e vida noturna, tanto cariocas quanto visitantes brasileiros que estão em busca de bares e restaurantes badalados e exclusivos encontram opções melhores em Ipanema e no Leblon.

Fairmont Rio de Janeiro Copacabana
Por dentro do Tropik, beach club com vista para o Forte de Copacabana

No entanto, o Fairmont Rio de Janeiro está em um ponto privilegiado de Copacabana. O fim da orla fica ao lado da festejada Praia do Arpoador, e garante vistas impressionantes tanto para esse local quanto para o famoso Forte de Copacabana. Pela manhã, inclusive, dá para assistir de camarote o ensaio da banda militar do forte, dependendo da habitação em que o cliente está hospedado.

Outro ponto positivo dessa localização é a vista panorâmica para toda a extensão das praias de Copacabana e Leblon. É um visual altamente instagramável, e o ambiente da piscina principal garante fotos ainda mais belas. Aliás, ela está aberta a não hóspedes, por meio de day use.

Fairmont Rio de Janeiro Copacabana
Piscina principal do Fairmont

Marine Restô

O epicentro do Fairmont está no sexto andar, que concentra recepção e todas as áreas comuns do hotel. Para os adeptos da vida saudável, há uma academia grande bem equipada e um spa, batizado de Willow Stream.

O restaurante Marine Restô se transformou em uma referência gastronômica do Rio. Tem um estilo francês, de brasserie, mas seu ponto forte fica por conta da grelha e da brasa. Os pratos são variados, com destaque para carnes e frutos do mar.

Fairmont Rio de Janeiro Copacabana
Marine Restô

Sazonalmente, o Marine Restô promove alguns eventos, como o que estava ocorrendo no sábado de minha hospedagem. Era um encontro de seis chefs, cada um responsável por um dos pratos da inesquecível experiência gastronômica. Para saber sobre a programação de eventos, acesse o site do Fairmont.

Além do ambiente interno, o Marine tem mesas externas para apreciar a vista que domina todo o hotel, com direito ao famoso Morro Pão de Açucar. Então, sentar lá fora é mais legal durante o almoço, principalmente para quem gosta de apreciar ou participar do agito da piscina e do Spirit, bar no lado oposto do restaurante.

Fairmont Rio de Janeiro Copacabana
Experiência gastronômica

Além de almoço e jantar, o Marine serve café da manhã no sistema buffet, com opções de pratos quentes. O serviço não está incluído nas diárias mais baratas. Então, se fizer questão, certifique-se de que sua tarifa inclui café da manhã na hora de reservar.

Bares do Fairmont Rio de Janeiro

O Spirit é o principal bar do hotel, agitado no almoço e no jantar. Ele fecha durante um período à tarde, mas o serviço continua no bar da piscina. E por falar nela, tem borda infinita, deck molhado e seu ambiente quase sempre lembra uma festa no estilo “pool party”.

Fairmont Rio de Janeiro Copacabana
Piscina alternativa

Se isso é um atrativo para alguns hóspedes, para outros pode ser um problema. Até por isso, no lado oposto da recepção há uma segunda piscina, mais privada e quase sempre bem vazia. Por ali o hóspede conta com o mesmo serviço de bar e restaurante, e tem camas confortáveis para passar seu dia, além das cadeiras de sol. Só não tem a vista.

O Tropik é o beach club em frente o hotel. Tem cadeiras e estrutura na praia, além de restaurante especializado em culinária grega. É aberto a hóspedes e não hóspedes e também oferece programação com música ao vivo – como o Spirit.

Hospedagem

Minha hospedagem foi na suíte mais incrível do hotel, a One Bedroom. São quatro sacadas com vista 180 para todos os pontos: Morro Pão de Açúcar, panorâmica de Leme e Copacabana, Forte e Arpoador.

São 70 metros quadrados divididos em dois ambientes: sala, quarto e banheiro. A decoração mistura tons de bege com verde e vermelho. Dá vida ao ambiente sem exagerar, garantindo um estilo sofisticado.

Fairmont Rio de Janeiro Copacabana
Sala da suíte One Bedroom

Há estação de trabalho, minibar, máquina de café, cama king size com travesseiros de plumas e amenidades da Trosseau no banheiro, que conta ainda com roupão. O que achei mais simples na suíte foi justamente o banheiro, sem soluções espetaculares como as do Suíte Spa do Emiliano Rio – que tem ducha cascata, sauna e jaccuzi com vista, para citar alguns diferenciais.

Na mesma viagem, me hospedei também no Emiliano. Esse hotel impressiona mais nas habitações, mas, dependendo da categoria, o preço pode ser o dobro. Ele está uma categoria acima quando o assunto é sofisticação. Nas áreas comuns, no entanto, o Fairmont não fica para trás.

Na One Bedroom, o banheiro, revestido principalmente de granito, é básico, apenas com uma ducha de excelente pressão e sem banheira. Eu já havia me hospedado no Sofitel e pude perceber que os quartos mudaram pouco com a chegada da bandeira Fairmont – porém, já eram muito bons.

As diárias do Fairmont Rio de Janeiro Copacabana partem de R$ 1.490 no mês de abril. Para a suíte One Bedroom, começam em R$ 3.690. Associados no programa de fidelidade da Accor têm desconto.

W Cidade do México

Hotel balada, W Cidade do México é visão do luxo para a geração Z

A rede de hotéis W, da Marriott, é classificada pelo grupo na categoria luxo distinto. Eu prefiro chamar de luxo descolado, impressão que se confirmou em minha terceira hospedagem em uma propriedade do hotel. Desta vez, foi no W Cidade do México, na capital do país norte-americano.

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Minhas duas primeiras experiências de hospedagem foram no W Barcelona, na Espanha. Ao menos na época – entre 2011 e 2017 -, o hotel era um marco da vida noturna da cidade catalã.

A proposta do W combina com a atmosfera da Cidade do México, uma das maiores do mundo, e de Barcelona, um destino que se destaca pela arte contemporânea, cultura e vida noturna.

Quase sempre, o W tem um bar ou casa noturna que é referência na cidade. Em Santiago, havia o night club Whiskey Blue, que infelizmente encerrou as atividades. Em Barcelona, o badalado bar Eclipse tem como destaque a vista para o skyline da cidade.

Na Cidade do México, durante minha estadia, o bar no lobby foi sede de uma festa para lá de descolada, repleta de fashionistas da Geração Z. Esse público, aliás, é um dos focos do W, que mira em jovens bem sucedidos com personalidade disruptiva.

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W Cidade do México: hotel balada

Os bares e night clubs da rede W não são focados apenas nos hóspedes, mas na cidade da propriedade. Já o clima de balada está em praticamente todos os ambientes.

Na Cidade do México, músicas animadas, de ritmos como chill-out e lounge, são presença constante no restaurante, corredores e até nos elevadores. Estes, aliás, têm um clima escurecido que lembra o de um bar sofisticado.

E por falar em bar, há um dentro do principal banheiro social do W Cidade do México. Em alguns eventos, garçons servem drinks naquele ambiente, que acaba virando uma extensão da festa.

Localização e serviços do W Cidade do México

O W Cidade do México fica em Polanco, um dos bairros mais descolados e sofisticados da capital mexicana. Por ali o hóspede encontra praças arborizadas, lojas de grandes grifes internacionais, restaurantes descolados e museus.

A decoração tem a tradicional orientação contemporânea da rede W, seja nos quartos e suítes ou nas áreas comuns. A iluminação indireta também é item de série.

W Cidade do México academia

Além do bar do lobby, há um outro no segundo andar, que fica em uma varanda e tem uma vista agradável. Está localizado no segundo andar, ao lado do único restaurante.

Lá é servido um café da manhã que merece destaque, com buffet variado de hits mundiais de breakfast e especialidades mexicanas. Esse mix também dá o tom aos cardápios do almoço e jantar.

W Cidade do México
Restaurante na hora do café da manhã

Peixes, frutos do mar, massas e carnes se reúnem a tortilhas, tacos e muita pimenta. Os pratos que experimentei estavam muito saborosos, e o couvert incluía uma espécie de bruschetta de polvo. Um toque de classe.

Mas o serviço deixou a desejar. Era demorado e confuso, talvez por causa da grande convenção que estava sendo realizada no W Cidade do México – da qual eu fazia parte.

O hotel tem ainda uma bem equipada sala de ginástica, um spa e uma piscina coberta.

W Cidade do México bar
Bar no segundo andar

O quarto

O interessante do W Cidade do México é que os quartos, desde o mais simples, são como suítes junior de 40 m². Tudo fica no mesmo ambiente: quarto, sala e banheiro.

W Cidade do México quarto Espetacular

Minha categoria era a Espetacular, acima apenas da Wonderful. A decoração contemporânea investe bastante no branco, quebrado por móveis de madeira clara, azul nos revestimentos de cadeiras e almofadas e um imenso quadro que é a reprodução de uma foto moderna com ar retrô.

Há área de trabalho na sala e um pequeno armário, também branco. Sobre a cama king size com inúmeros travesseiros de plumas, um painel de LEDs lembra um aquário. Toda a iluminação é comandada por botões sensíveis ao toque distribuídos pelo quarto.

Box no quarto Espetacular

O banheiro tem box e toalete separados, pia dupla e uma imensa janela do chão ao teto, com vista para as imensidão de áreas verdes do bairro de Polanco.

Pontos negativos do quarto

Senti falta de amenidades no banheiro. Havia roupão (milagrosamente e, creio que de maneira inédita, do meu tamanho), xampu, condicionador e sabonete líquido, todos de ótima qualidade.

Fora isso, o hotel oferece sabonete de barra para a pia, lenços e secador de cabelos. Senti falta de kits de higiene com cotonete e algodão, toca de banho e outras amenidades típicas de hotéis de luxo.

Vista para o bairro de Polanco

No armário destinado ao minibar, havia máquina de café na parte de cima. Mas, na parte de baixo, nada de minibar. Eles retiraram o refrigerador do quarto e, estranhamente, alegaram que esse era reflexo da pandemia.

Depois de algumas horas de insistência, no entanto, consegui que levassem uma mini geladeira a meu quarto. Em dois dias de hospedagem, o serviço de arrumação foi realizado muito tarde, depois das 16h. E olha que, em ambos, deixei a hospedagem antes das 8h.

Cadê o minibar?

Preços do W Cidade do México

As diárias partem de cerca de R$ 1.100 no mês de maio no quarto Wonderful, e de R$ 1.200 no Espetacular. Há ainda as hospedagem Fabulous, e as suítes de canto, Fantastic e Marvelous.

Já a Extreme Wow é uma penthouse de 121 m² com diárias a quase R$ 19 mil no período.

Marriott Bonvoy

Uma das possibilidades de se hospedar no W é o acúmulo de pontos no programa Bonvoy, da Marriott. A rede tem mais de 30 marcas em todo o mundo.

Os participantes podem usar esses pontos acumulados para reservar hospedagens em uma das propriedades do grupo, como nos programas de fidelidade de companhias aéreas.

United Polaris

Como é voar na classe executiva United Polaris

Foram dois anos e meio sem sair do Brasil, por causa da pandemia de covid-19. Meu retorno a territórios estrangeiros foi no início do mês de março, com destino a Las Vegas e conexão em Houston, nos Estados Unidos. Para chegar ao destino escolhi a United Polaris, classe executiva da companhia americana.

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Das três maiores dos EUA, nunca havia voado de United em trechos internacionais – apenas dentro do território americano. Já havia voado nas classes executivas da Delta e da American Airlines, então dá para compará-las à da concorrente.

O que não dá é para comparar os atuais serviços da United com os oferecidos antes da pandemia. Sabemos que tudo mudou muito na aviação por causa dos protocolos de prevenção à covid-19.

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Escolha do voo

Dois fatores me levaram a escolher a United para meu voo a Las Vegas. O primeiro foi o preço. Comprei o ticket em data próxima à partida e paguei R$ 7 mil pelo trecho, já com impostos.

Pode parecer muito, mas as demais companhias tinham bilhetes que chegavam a R$ 20 mil para conexões com duração semelhante. Este, aliás, foi o segundo fator de escolha.

A United oferecia a conexão mais curta a Las Vegas, via Houston. Havia a opção, pelo mesmo preço, de fazer a parada em Nova Jersey. Mas, nesse caso, além do trecho internacional mais longo, o voo nacional é de cinco horas.

Poltrona ímpar

De Houston a Vegas são 3 horas de voo. E de São Paulo à cidade do Texas, cerca de nove horas e meia. A conexão durou uma hora e 40 minutos, tempo exato para os demorados processos nos aeroportos norte-americanos.

Quase sempre (e isso não mudou) há imensas filas na imigração e na checagem de segurança, um processo bem minucioso. Em Houston, os deslocamentos entre terminais também são longos, demorados e podem exigir transporte em monorail (meu caso).

Em resumo, fazer conexão em aeroportos americanos é um processo desgastante. Infelizmente, no meu caso era inevitável. Não há voos diretos de São Paulo a Las Vegas.

Compra do bilhete da United Polaris

A compra do bilhete foi no site da companhia. O preço era um pouco melhor que no de parceiros como Decolar, Submarino e Viajenet. No 123 Milhas, saía por R$ 300 a menos, mas apenas para pagamento no pix ou boleto.

Então decidi não fazer essa economia, pois perderia tanto as milhas do voo (no 123, os tickets já são emitidos com milhas) quanto as do cartão de crédito. Além disso, só o site da United oferece opção de cancelamento gratuito em até 24 horas.

Há menos privacidade nas poltronas pares da united polaris
Há menos privacidade nas poltronas pares

Por falar em milhas, o programa da United é o MileagePlus. No Brasil, dá para pontuar os voos da companhia americana no Tudo Azul.

Eu optei por usar o Miles&More, da Lufthansa, da qual era passageira frequente antes da pandemia. A United, como a companhia alemã, faz parte da aliança Star Aliance.

Check-in e salas vips da United Polaris

Logo após a compra do bilhete, a United envia um formulário para apresentação de documentos necessários para o check-in. Entre eles, o teste de covid, que deve ser feito no dia anterior à data do voo – não necessariamente 24 horas antes. Pode ser RT-PCR ou antígeno. Essa é uma das exigências para entrada aos Estados Unidos.

Como é preciso inserir as informações do visto e o meu, de emergência, saiu poucas horas antes de meu voo, deixei para fazer todo o processo de check-in no balcão, no aeroporto de Guarulhos.

Lounge do Banco Safra

Graças ao atendimento preferencial para os passageiros da United Polaris, foi tudo bem rápido e sem burocracia. Apresentei o teste de covid e o certificado internacional de vacinação, outra exigência dos EUA – além de passaporte com visto. Passageiros da United Polaris têm direito a despachar gratuitamente duas malas até 32 kg.

Em poucos minutos já havia passado pela checagem de segurança e a imigração no moderníssimo Terminal 3 de Cumbica, em que a United opera. Não há fila preferencial para passageiros de classe executiva de nenhuma companhia aérea nesse aeroporto. Porém, todos os processos são rápidos.

A sala VIP da United em Cumbica é a do Banco Safra, que antigamente era a da Star Alliance. Esta “fechou” durante a pandemia, mas a nova administração não fez nenhuma mudança. A decoração é a mesma, assim como o layout. Quase todas as companhias da aliança fizeram parceria com o espaço.

A vista no lounge do Banco Safra

No lounge do Banco Safra há diversos ambientes. Entre eles, salas com TV e sofás, poltronas com vista panorâmica para a área de compras do terminal de embarque, cadeiras com mesinhas semelhantes às de avião e uma área com mesas de restaurante. Outro destaque fica por conta do bar e das cabines com chuveiros.

O buffet inclui lanches rápidos e uma variedade de pratos quentes. Já a carta de bebidas tem vinhos, champagne, drinks variados e destilados.

Em Houston, os passageiros que chegaram ao destino de United Polaris têm acesso ao lounge de mesmo nome, mas não tive a oportunidade de conhecê-lo. Não havia nenhum em meu terminal de embarque, o C. Acabei usando uma sala VIP United Club, mais simples, mas muito bem equipada, à espera de meu voo para Las Vegas.

United Club

De acordo com a United, os lounges Polaris são apenas para passageiros voando de classe executiva ou primeira classe em voos internacionais de longa duração – sejam eles realizados com a própria companhia ou com outras empresas da aliança Star Alliance. Nos EUA, são seis lounges United Polaris, que oferecem uma experiência mais exclusiva: Houston, Nova York (Newark), Washington, Chicago, São Francisco e Los Angeles.

Para passageiros voando de primeira classe ou executiva em voos dentro dos EUA, ou internacionais de curta distância, os lounges disponíveis são United Club. Há 45 salas espalhadas pelos principais aeroportos dos Estados Unidos.

Cabine e poltrona da United Polaris

O embarque foi rápido, pois quem viaja de United Polaris tem prioridade. A cabine apresenta layout 1-2-1, com acesso de todos os passageiros ao corredor. Nas duas poltronas do meio, há uma divisória para garantir a privacidade. Porém, ela pode ser removida, caso os dois ocupantes estejam viajando juntos.

Já nas poltronas das extremidades, o melhor negócio é reservar as ímpares (como a minha, 5L). Além de ficar mais próximo à janela, o passageiro conta com um console que o deixa afastado do corredor, garantindo mais privacidade.

Posição cama na United Polaris
Posição cama

Nas poltronas pares, a posição é invertida. O console fica ao lado da janela e o passageiro, mais exposto. Mas nem tanto, pois há uma espécie de “casulo” para garantir privacidade.

As poltronas da United Polaris têm três posições pré-definidas: pouso e decolagem, descanso e cama. Porém, dá para fazer qualquer combinação entre o apoio para os pés integrado ao assento e o encosto.

Manta e travesseiro são da Saks 5th Avenue na United Polaris
Manta e travesseiro são da Saks 5th Avenue

A poltrona vira uma cama flat bed, ficando a 180 graus, sem aquela posição de tobogã de outras classes executivas. Assim é chamada a posição em que os pés ficam para baixo. Felizmente, atualmente é cada vez mais rara.

O apoio para os pés à frente da poltrona, no entanto, afunila. Isso, para mim, não é um incômodo, mas costuma ser para passageiros altos ou com pés maiores.

Entretenimento e amenidades

Há um pequeno controle para comando remoto das telas individuais da United Polaris, mas elas também são sensíveis ao toque. Rápido e fácil de usar, o sistema apresenta um amplo catálogo de filmes e séries, muitos deles com opção de legendas em português.

O legal de viajar nessa época do ano é que dá para ver diversos filmes indicados ao Oscar que ainda podem estar no cinema. Entre eles, “Spencer”, “King Richard” e “Casa Gucci” (que não está na premiação, mas era um dos destaques).

Cada cabine da United Polaris tem abajur com controle de iluminação e uma grande mesinha que pode ser movimentada para o fundo mesmo com as bandejas sobre ela – o que facilta a saída da poltrona após as refeições, antes que a louça seja recolhida. Há ainda diversos porta-objetos, tomada e entrada USB.

A cabine conta com armário, onde são colocadas água e o kit de amenidades da United Polaris – que vem em uma bolsinha de couro. Traz máscara de dormir, cremes, álcool em gel e outros mimos. Já a manta oferecida aos passageiros é da Saks 5th Avenue.

Kit de amenidades da United Polaris
Kit de amenidades

Serviço de refeições

Esse foi o ponto crítico do voo na United Polaris. Não havia cardápio. Então, antes da decolagem, os comissários diziam aos passageiros quais eram as opções de prato principal e anotavam os pedidos.

O serviço começou logo após o aviso de cinto de segurança ser apagado, com bebidas. Havia vinhos, champagne, destilados, drinques e licores, além de água, refrigerantes e suco. Para acompanhar, castanhas e amendoas.

A refeição veio logo a seguir, sem toalhas para forrar a mesa. Foi servido tudo de uma vez, em uma bandeja, sem possibilidade de escolher a entrada, que era a mesma para todos. Sobremesa elaborada? Qua nada! Havia um bolinho industrial apenas.

E nada de cestinha com pãozinhos quentes. Foi servido um pão embalado, acompanhado por manteiga. Reflexos da pandemia. Ao menos, diferentemente do que ocorria na retomada dos voos antes do início da vacinação, os talheres não eram de plástico.

Em classes executivas, antes da pandemia, as refeições eram servidas em passos, com opção de entradas, sobremesas, queijos. Agora, ao menos na United Polaris, tudo mudou. O lado positivo é que o serviço terminou rapidamente e sobrou mais tempo para dormir.

Durante a noite, as galerias são abastecidas com água, refrigerantes, sanduíches, batatas Ruffles e doces. E, se o serviço de refeições deixou a desejar, com a tripulação, cordial, prestativa e eficiente, foi o contrário.

De acordo com a United, a companhia está retomando aos poucos os serviços de bordo aos níveis de pré-pandemia. Ainda conforme a empresa, alguns exemplos são o retorno do drink de boas-vindas e da louça no jantar e café da manhã. “Ainda não temos, no entanto, uma data para retorno do serviço completo, que está sendo avaliado de acordo com a retomada das viagens”, informou a United.

Na retirada de bagagens, já em Las Vegas (após conexão em Houston), a esteira demorou quase 40 minutos para começar a girar. Porém, o selo de prioridade das bagagens foi respeitado – a minha foi uma das primeiras entregues.

A United opera diariamente voos de São Paulo para Houston, Nova York e Chicago, e do Rio de Janeiro para Houston. A rota entre São Paulo e Washington é operada três vezes por semana.

Emiliano Rio

Emiliano promove experiência personalizada de bem-estar no Rio

É difícil escolher o que me impressionou mais no hotel Emiliano do Rio de Janeiro, segunda propriedade da marca nascida em São Paulo. As vistas são sem dúvidas espetaculares e a qualidade gastronômica em seus dois restaurantes, esplêndida.

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A localização também é privilegiada, especialmente para um dos principais públicos-alvos do hotel, os estrangeiros. A Suíte Ocean Spa, de 90 metros quadrados, é um capítulo à parte. A suíte tem como foco privilegiar a saúde física e mental dos hóspedes em um cenário cotidiano cada vez mais conturbado e estressante.

O Emiliano é um dos símbolos do fortalecimento da hotelaria de alto luxo no Rio de Janeiro, que vem ganhando cada vez mais espaço na capital fluminense. Junto com o tradicional Copacabana Palace e com o moderno Fasano, forma a tríade dos hotéis mais sofisticados do Rio.

Hospedei-me na suíte Ocean Spa do Emiliano no início de fevereiro e aproveitei também vários outros aspectos do hotel, como a gastronomia. Aqui, divido com vocês como foi minha experiência.

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Localização e design do Emiliano

O posto 6 é um dos mais badalados da Praia de Copacabana, o coração do Rio de Janeiro. Quando o assunto é público brasileiro, o alvo do Emiliano certamente prefere locais como Ipanema e Leblon. Copacabana já viveu dias de mais glamour, ainda não retomados.

No entanto, não é apenas a praia mais famosa do Rio, como também a do Brasil. Por isso, é o ponto mais procurado por estrangeiros que visitam o Brasil – e formavam boa parte do grupo de hóspedes do Emiliano em meu período de hospedagem.

Sala de visitas e palco de shows intimistas para os hóspedes - Hotel Emiliano
Sala de visitas e palco de shows intimistas para os hóspedes

O hotel ocupa o lugar em que antigamente havia uma casa pertencente à República da Áustria, na Avenida Atlântica (em frente à Praia de Copacabana). O imóvel original foi colocado abaixo. Por isso, o Emiliano nasceu do zero, sem preservar partes da antiga construção.

Inaugurado em 2017 e com projeto de Arthur Casas, o edifício tem a parte externa revestida por um painel branco que o arquiteto descreve como uma “pele”. O objetivo foi quebrar a continuidade dos blocos de concreto ao redor da orla, dando destaque ao Emiliano.

Morro do Pão de Açúcar é onipresente - Hotel Emiliano
Morro do Pão de Açúcar é onipresente

Por dentro, o design moderno tem inspiração na orla de Copacabana, criada por Burle Marx. Mais especificamente, em um painel do paisagista que está exposto no hotel. Na prática, o visual é contemporâneo e minimalista, seguindo o exemplo da matriz, em São Paulo.

Por todo o hotel, as vistas da praia, do Morro do Pão de Açúcar e do Forte de Copacabana estão presentes. Eles podem ser vistos em locais como as suítes e apartamentos frente mar, a piscina e a pequena academia.

Bares, restaurantes, piscina

A recepção do Emiliano Rio é bem intimista, e o atendimento personalizado começa já no estacionamento. Ao descer do carro, o funcionário do hotel já me chamou pelo nome, algo que se repetiu durante toda a estadia. Após um rápido check-in, fiz um tour pelo hotel, que tem 90 apartamentos e suítes, com o Lacerda, chefe da mordomia.

Logo na entrada há um bar de coquetéis e, atrás dele, a belíssima adega. Em seguida, está o restaurante Emile, já eleito o melhor francês do Rio de Janeiro. Em sua área externa, há um jardim vertical. Comandado pelo chef Camilo Vanazzi, tem café da manhã a la carte com seleção de pães, frutas, sucos naturais, doces e pratos quentes (R$ 120).

Restaurante Emile, no Emiliano
Emile

Também é famoso por seu brunch com vários passos (R$ 287). Durante a semana, o almoço executivo sai por R$ 85 com entrada e prato principal e vai a R$ 98 com sobremesas. Eu optei por um delicioso tartar e um peixe com aspargos (que não estava legal de apresentação, mas esplêndido de sabor).

Ainda no primeiro piso há uma sala em que os hóspedes podem receber seus convidados. Em algumas noites, funciona como bar e tem shows de música ao vivo. Já recebeu nomes como a saudosa Elza Soares.

No rooftop está um dos destaques do Emiliano, a piscina em forma de L com borda infinita e deck molhado (apenas para hóspedes). À noite, a partir das quartas-feiras, o bar da piscina se transforma em um restaurante também comandado por Vannazi, e aberto a não-hóspedes.

Restaurante no rooftop do hotel Emiliano
Restaurante no rooftop

Por ali, o investimento é a gastronomia saudável e os carros-chefes, pratos que combinam alguns elementos brasileiros a frutos do mar. Não deixe de provar a lagosta balotinada grelhada.

Suíte dentro do spa

No 12º e penúltimo andar estão a academia e o Spa Santapele, marca que também dá nome aos produtos oferecidos como amenities nos apartamentos e suítes, exclusivos do Emiliano. E as duas suítes Spa.

Elas ficam literalmente dentro do spa do hotel, e todos os tratamentos podem ser feitos sem que o hóspede saia de sua acomodação. Alguns já estão incluídos. Entre eles, um escalda-pés e uma massagem de cortesia de 30 minutos.

Caixa barra ondas eletromagnéticas de smartphones

Antes da massagem, a chefe do spa, Brisa, foi conversar comigo e fez perguntas sobre meu estilo de vida e necessidades, para decidir qual seria o tratamento ideal para mim. Enquanto isso, o chefe da mordomia desfazia minha mala e organizava meus itens no armário.

Ao entrar na suíte, já havia música ambiente e um presente concedido a todos os hóspedes do Emiliano, independente da categoria de hospedagem. No meu caso, uma bolsa de praia da Havaianas. Outro destaque é um compartimento que barra as ondas eletromagnéticas dos smartphones, um convite a deixar o aparelho de lado por um tempo e relaxar sem necessariamente se desconectar de eventuais chamadas urgentes.

O bem-estar é prioridade. Por isso, há atividades exclusivas para o hóspede. Eu escolhi uma aula de yoga, também feita dentro da própria acomodação. No balcão, havia material da pintura, outra atividade relaxante. Um convite a captar a belíssima paisagem à frente.

Outro toque incrível de atendimento personalizado vem da equipe do spa, que está à inteira disposição dos hóspedes dessas duas suítes. Eles atuam como uma segunda recepção. Ofereceram a mim participar de algumas atividades na praia disponíveis para os hóspedes: stand-up paddle, canoa havaiana e beach tennis. Escolhi a última, pois o mar não estava dos mais calmos no período.

A suíte Ocean Spa

Das duas suítes do spa, uma delas apenas é frente mar, a Ocean. As diárias são de R$ 5.750 e a vista, espetacular. Está dividida em quatro ambientes, além do balcão. O hall, com iluminação baixa, é para os tratamentos oferecidos pela equipe do spa, como massagem.

Em seguida, há uma antessala, separada do quarto por uma porta de correr – os dois ambientes têm TV. Quando o hóspede se cansa da vista, é só acionar a cortina blaclout automática.

A organização dos travesseiros verticais é uma assinatura do Emiliano, e eles são de pluma de ganso húngaro. Na cama king, os lençóis são de 400 fios, feitos com algodão egipício. Dos 90 m² da suíte, 30 m² pertencem ao quarto ambiente, o banheiro em formato retangular.

Em uma das extremidades está o box com ducha com efeito chuva e cascata, ao lado da jacuzzi. Por ali, há uma porta de vidro que dá acesso ao balcão e à mesma vista que domina todo o hotel.

Os hóspedes da suíte podem solicitar à equipe do spa a preparação de banhos aromáticos na jacuzzi. Ao lado do box, há uma pia dupla e os armários e, no fundo, uma segunda área.

Nela, o hóspede encontra um vaso sanitário japonês, outra pia e uma sauna úmida exclusiva. Na sauna, há uma segunda ducha. Se há alguma crítica a toda a experiência no Emiliano, ela fica apenas para a iluminação fraca dessa parte do banheiro.