Praia de Tabatinga

Praias no litoral de São Paulo para fugir da aglomeração

O feriado prolongado de 7 de setembro causou comoção na mídia, principalmente por causa da aglomeração em praias de São Paulo, Rio de Janeiro e outras regiões do Brasil. Com a flexibilização das medidas de restrição para combate à proliferação do coronavírus, milhares foram curtir o feriado ao sol, algo que ainda não é recomendado – e na maioria dos lugares, é até proibido.

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Porém, há algumas praias em que dá para curtir a areia e o mar sem aglomeração. No Estado de São Paulo, entre os destaques, há as praias de Tabatinga, em Caraguatatuba, e São Pedro, no Guarujá.

São praias com areia branquinha, mar cristalino e sem aglomeração de pessoas mesmo em fins de semana e feriados. A razão para isso é a mesma: ambas são dominadas por grandes condomínios privados, o que dificulta a entrada.

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No entanto, no Brasil não são permitidas praias privadas. Por isso, qualquer pessoa pode curtir o sol e o mar em Tabatinga e São Pedro.

Praia de Tabatinga

Fica a 190 km da capital do Estado e a 18 km do centro de Caraguatatuba, no caminho para Ubatuba. Com mar cristalino e quase sem ondas, é uma excelente opção para quem tem crianças.

Praias de São Paulo - Tabatinga
Foto: Rafaela Borges

A maior parte da praia é dominada pelo condomínio de casas Costa Verde, e são vários os pontos de areia praticamente desertos. Apenas a ponta da praia, onde há alguns restaurantes, fica um pouco mais cheia.

Por lá, também há serviço de aluguel de barcos e jet skis.

São Pedro

Para acessar a praia, é preciso entrar por um dos condomínios do local (são três: Iporanga, São Pedro e Tijucopava). O acesso de carros é limitado, já que se trata de uma área de preservação ambiental. Porém, pedestres podem entrar livremente.

Uma dica é levar o que for comer e beber, pois, na praia não há onde comprar. Também pelo fato de ser área de preservação ambiental, a entrada de ambulantes é proibida.

Praia de São Pedro
Foto: Mariana Borges

A praia de águas cristalinas tem ondas que, em alguns momentos do dia, são bem fortes, o que atrai bastante os turistas.

O acesso é feito pelo km 17,5 da estrada sentido balsa Guarujá/Bertioga. Ali, ao lado, há a paradisíaca Praia das Conchas, que dá para acessar andando pela praia de São Pedro.

Pedra do Baú

Programas ao ar livre na Serra da Mantiqueira

Em tempo de retomada gradual do turismo, os passeios ao ar livre são o carro-chefe da programação de quem quer dar uma escapada de casa. No terceiro capítulo da série sobre turismo na Serra da Mantiqueira, listei algumas atrações que podem ser visitadas em segurança, sem aglomeração e fugindo dos tradicionais programas do bairro de Capivari, em Campos de Jordão.

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Há picos para vistas panorâmicas, gruta, cachoeira… Confira.

Pico do Diamante

A 1.850 metros de altitude, oferece uma vista panorâmica para diversas cidades do Vale do Paraíba, aos pés da Serra da Mantiqueira. Fica a cerca de 2 km do hotel Toriba, onde me hospedei em Campos do Jordão.

A estrada é de terra, mas a trilha é leve. Mesmo carros baixos e sem pneus próprios para o off-road podem vencê-la.

Pico do Diamante, na Serra da Mantiqueira

Lá de cima, em dias sem neblina, dá para ver até a cidade de Aparecida, quase na divisa com o Estado do Rio de Janeiro. E, para evitar neblina, vá depois das 10h. São cerca de 10 minutos de trilha na terra.

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Pico do Imirim

Também a 1.850 metros de altitude, oferece vista panorâmica para Campos do Jordão e belezas naturais da Serra da Mantiqueira. A trilha, de cerca de meia hora, é mais difícil, própria apenas para carros altos, como picapes e alguns SUVs.

Pico do Imirim

De vários pontos da trilha, é possível avistar a Pedra do Baú, umas das montanhas mais belas e famosas da região.

Gruta dos Crioulos

A cerca de 10 minutos do Pico do Imirim, é um conjunto de pedras que guarda um capítulo da história da região. Por ali, se refugiavam escravos fugidos das plantações no Vale do Paraíba, nos séculos de escravidão.

Gruta dos Crioulos, na Serra da Mantiqueira

Trilha Mata Comprida

É uma trilha para trekking exclusiva do programa Aventoriba (12 99747 1332), do hotel Toriba. São 2 km de caminhada, a maior parte em mata fechada.

A trilha é leve, com poucas subidas. Permite observação de pássaros e há parada em uma cachoeira no caminho.

Trilha da Mata Comprida

Termina no alto de uma montanha, com vista para araucárias centenárias e um piquenique com queijos, pães e vinhos, ao por do sol. Custa 250 reais por pessoa.

Sofitel Londres

Sofitel St. James é imersão na londres aristocrática

Uma das cidades com maior destaque mundial quando o assunto é hotelaria de luxo, Londres oferece diversidade para todos os gostos. O Sofitel London St. James não é dos mais suntuosos. Traz uma sofisticação discreta, com o toque francês que está no DNA da grife, e tem a localização como um dos maiores trunfos para quem quer vivenciar a boa e velha Londres caminhando.

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O hotel está bem no centro das principais atrações. A dois quarteirões, você encontra O Piccadilly Circus. É a versão londrina da nova-iorquina Broadway.

Porém, como estamos falando de Londres, até o local equivalente à Broadway traz uma certa sofisticação. Evidentemente, é um local bastante frequentado e um pouco barulhento. No Sofitel St James, porém, nem parece que o Piccadilly é tão próximo.

Abadia de Westminster fica próxima ao Sofitel
Abadia de Westminster fica próxima ao Sofitel

A rua em que está localizado o hotel, Waterloo Place, é uma verdadeira paz. A outra entrada, a do restaurante Wilde Honey, fica na Pall Mall, uma das ruas mais emblemáticas da cidade.

No século XIX e no início do XX, a Pall Mall tinha os principais (e famosos) clubes fechados de cavalheiros de Londres. Entre eles, estava o clube do automóvel.

É também uma das ruas que dão acesso à Trafalgar Square, bem próxima ao hotel, e ao Palácio de St. James. Nesse local estão diversas “houses” da realeza britânica, a exemplo da Clarence House. Quem mora lá? Ninguém menos que o herdeiro da Coroa, príncipe Charles.

Palácio de Buckingham

Quer mais? Ao dar a volta no Palácio St James, você já chega ao Palácio de Buckingham, a casa da rainha.

O bairro em que está localizado o Sofitel St James é chamado de Westminster Borough. Fica bem próximo do também aristocrático Mayfair e de diversos parques, como o Green, o Regent’s e o Hyde Park.

Com um pouco de ânimo, dá para ir andando ao Big Ben, que é vizinho da Abadia e Palácio de Westminster e da famosa roda gigante London Eye e bem próximo à Downing Street, rua que abriga a sede do governo britânico.

Toda a região é repleta de restaurantes sofisticados, bares incríveis, muitos pubs e lojas variadas, das de extremo luxo às marcas mundiais mais populares.

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Acho que você já conseguiu sacar duas coisas, né? Se você está indo a Londres pela primeira vez, esta é a melhor região para se hospedar.

Além disso, aqui está a Londres aristocrática da qual você tanto ouviu falar. Dá para fazer uma imersão total neste mundo.

Sofitel St James dá toque francês à aristocracia britânica

O Sofitel é um dos mais famosos hotéis da França. E claro que ele trouxe essa tradição francesa a Londres, reunindo o melhor do seu país de origem com toques britânicos.

 Lobby do Sofitel St. James
Lobby do Sofitel St. James

O hotel, localizado em um prédio histórico, passou recentemente por um processo de renovação. Todo o piso da recepção foi renovado, investindo em uma atmosfera clássica que combina com a região. É um ambiente escuro, um pouco carregado, mas sem exagero. A atmosfera do Sofitel St James é a que se espera da Londres aristocrática.

Em contraste com esse ambiente vintage há leves toques contemporâneos. Se sofás e poltronas são de séculos passados, as obras, esculturas e objetos de decoração bebem no novo, em uma combinação harmônica e sedutora.

Spa

Estar na recepção, no bar e no restaurante do Sofitel St James é como uma viagem no tempo. Você se sente na Londres de décadas anteriores.

Recepção e serviços

Fomos recebidas com a qualidade do serviço e cortesia que é item de série nos hotéis de Londres. Na entrada, mensageiros solícitos cuidam da bagagem e nos encaminham à recepção. O check-in é rápido.

No piso da recepção estão o bar St James, renovado, mas mantendo seu nome de sucesso. É especializado em drinks e espumantes.

Logo após há o Wild Honey, restaurante mais movimentado durante o almoço que à noite. Por lá também é servido o excelente café da manhã.

Restaurante

Assim como o cardápio do hotel, o café da manhã mistura especialidades francesas (predominantes) e inglesas. Há opções a la carte, além do buffet.

No jantar, acabei optando por especialidades francesas. O destaque foi a entrada, o melhor “beef tartar” (bastante autoral, a propósito) que já experimentei na vida.

Wild Honey é o nome do restaurante do Sofitel
Wild Honey é o nome do restaurante do Sofitel

O público, no almoço, é tipicamente inglês. No jantar, há mais hóspedes do hotel.

Outro destaque é o spa So, que ocupa três andares e é um dos mais badalados de Londres. Além de terapias corporais, há ofurô, jacuzzi e saunas. Os hóspedes pagam para usar essas instalações, mas têm desconto e privilégios na marcação de horário. O hotel traz ainda a academia So Fit.

No dia em que agendei o uso da jacuzzi, houve um problema com o sistema de aquecimento. Para compensar, ganhei uma massagem em cortesia.

O toque mais inglês do Sofitel St James é o Rose Lounge, o salão rosa de chá da tarde. Por ali, no horário do chá, há um apresentações de violino.

Quartos

Meu quarto no Sofitel St James foi da categoria Luxury, com 32 metros quadrados. O verde domina a decoração: está no carpete, nas poltronas, na cortina e até nos objetos de decoração, assim como em detalhes dos quadros contemporâneos.

Como nos demais ambientes do hotel, a atmosfera clássica predomina, mas trazendo sempre toques modernos. Armários e porta do banheiro têm estilo vintage.

O quatro traz ainda cama king com lençóis egípcios, grandes, confortáveis e numerosos travesseiros de plumas, frigobar bem completo e máquinas de café e chá.

Não gostei da vista do meu quarto, que na verdade não existia. Era para outras janelas.

Banheiro

O banheiro usa azulejos brancos e pretos, que reforçam seu caráter vintage. Há banheira separada do chuveiro e, aqui, está minha principal crítica ao Sofitel St James.

O box é pequeno, não oferece local para armazenar seus próprios produtos de higiene (somente os do hotel, em embalagens pequenas) e tem piso revestido de uma espécie de plástico. Não gostei. Ao menos, a pressão da ducha é adequada.

As amenidades de banho são da marca francesa Hermés. Aqui, cabe outra crítica, e esta não é ao Sofitel.

A Hermés é uma das marcas mais luxuosas do mundo. Ainda assim, sempre que experimentei sua linha de produtos para hotéis (todos usam a mesma), não gostei. Os cheiros são divinos. A qualidade é o oposto.

Serviço de quarto

Nesse aspecto, outra nota alta para a gentileza da equipe do Sofitel. No serviço de abertura de cama, foram deixados doces variados e seleção de chás ao lado das camas.

Chegamos ao quarto e havia até música ambiente, no moderno sistema de som com dock para tocadores digitais. Tudo para deixar o hóspede mais relaxado.

Para a primeira semana de setembro, os preços das diárias partem de 352 libras (pouco mais de R$ 2.500).

Quinta dos Pinhais

Quinta dos Pinhais é cenário de sonhos na Serra da Mantiqueira

No segundo capítulo sobre turismo consciente na Serra da Mantiqueira, conto como foi minha experiência na pousada luxuosa Quinta dos Pinhais. Ela fica em Santo Antônio do Pinhal, a 20 km de Campos do Jordão.

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A cidadezinha é pequena e, apesar de alguns restaurantes e um centrinho simpático, não tem a vibração de sua vizinha mais famosa. Em tempos normais, quem visita a Quinta dos Pinhais possivelmente passará mais tempo desfrutando as atrações da propriedade rural.

Mas, em tempos de turismo ao ar livre, Santo Antônio do Pinhal é uma base tão eficiente quanto Campos do Jordão para explorar os cenários da região. E a Quinta dos Pinhais fica no centro de um cenário de sonhos, bem próxima ao Pico Agudo.

Vivenda Quinta dos Pinhais
Vivenda Pinhais tem 200 metros quadrados em dois andares

A 1.634 metros de altitude, o Pico Agudo faz parte da cadeia de montanhas da Serra da Mantiqueira. Por lá, há prática de voo livre. De diversos pontos da Quinta dos Pinhais, é possível ver a Pedra do Baú, a montanha em formato quadrado que é um das grandes atrações da serra.

Perfil e atrações da Quinta dos Pinhais

Se o hotel Toriba é focado em famílias com filhos pequenos e pré-adolescentes, a Quinta dos Pinhais é para casais. Crianças são aceitas, mas não há tantas atividades para entretê-las na propriedade de 240 mil metros quadrados.

Spa da Quinta dos Pinhais
Spa da Quinta dos Pinhais

Há uma fazendinha para que os pequenos possam brincar mas, de resto, o foco é nos adultos. E no romance.

Na propriedade, há mini campo de golfe e quadra de tênis (ambos com vista para a Pedra do Baú), lago para pesca e áreas para cavalgada (cavalos estão disponíveis para os hóspedes) e para prática de corrida e trilhas.

Sala de massagem

As atividades físicas oferecidas são quase sempre a céu aberto. Não há academia. No spa, há uma única esteira para corrida. Para quem faz questão de aparelhos, há uma pequena academia em uma das 15 acomodações (a Morada de Minas, com diárias a partir de R$ 2.790 para duas pessoas).

O spa, by Loccitane, tem diversos tratamentos terapêuticos. São três salas de massagem, uma individual e duas que podem ser usadas por casais. Há ainda diversos tipos de sauna e uma varanda para admirar a paisagem da Serra da Mantiqueira que rodeia toda a propriedade. A pousada tem ainda um conjunto de piscinas de uso coletivo.

Mini-Golf na Quinta dos Pinhais
Mini-golf na Quinta dos Pinhais

Gastronomia

O Bistrô Bernadette é o restaurante do Quinta dos Pinhais. Tem cardápio variado de carnes, peixes e massas, mas a especialidade é a truta, muito popular na gastronomia da Serra da Mantiqueira.

O ambiente interno é rústico, com móveis de madeira, decoração sustentável e objetos com referências à cultura brasileira. O restaurante ainda tem uma varanda com algumas mesas de madeira e cadeiras de metal, para colocar em evidência as vistas panorâmicas.

Bistrô Bernadette

À frente do restaurante, também há mesinhas em um jardim. Em direção à piscina, há algumas áreas para observação das vistas – são três, com mesas, cadeiras e espreguiçadeiras. Em uma delas, à noite é acesa uma fogueira. Pode-se acionar o serviço do bistrô Bernadete para ter uma noite de queijos e vinhos, por exemplo.

Área externa do bistrô da Quinta dos Pinhais
Área externa do bistrô da Quinta dos Pinhais

Eu experimentei uma das opções de truta, um frango com legumes e queijos e um filé ao poivre com batata gratinada, e tudo estava bastante saboroso. O ponto negativo ficou por conta da temperatura em que a comida foi entregue em minha acomodação (optei por jantar no quarto) no primeiro dia. Estava muito fria.

Reclamei no segundo dia, e alegaram que, por minha acomodação estar muito distante do restaurante, era complicada a missão de entregar a comida quente. Eu insisti para que fizessem um esforço, entregando a refeição logo que estivesse pronta. Fui atendida e, na segunda experiência, a temperatura foi perfeita.

À noite, fogueira, queijo e vinhos

Chalés, moradas e vivendas

A Quinta dos Pinhais tem 15 chalés, moradas e vivendas, como são chamadas as acomodações da propriedade, entre 50 metros e 200 metros quadrados. Todos têm lareira, varanda, TV a cabo (Sky) e a maior parte tem jacuzzi.

Nas três moradas e duas vivendas, há piscina individual. A da Vivenda Eucalipto, de 200 metros quadrados, é de raia. Eu me hospedei na impressionante Vivenda Pinhais, com mesma área, mas sem a piscina de raia.

Piscina da Vivenda Pinhais

A de minha vivenda, com diárias a partir de R$ 2.965, é menor, quadrada, com uma vista panorâmica para as montanhas. Com dois andares, tem quarto e sala integrados.

Vivenda Pinhais

A vivenda tem diversos sofás, poltronas e mesas de madeira, em uma decoração sofisticada e levemente rústica. A cama é do tipo King e há menu de travesseiros. De série, vem com dois de pena e dois desenvolvidos pela Nasa, mas há diversas outras opções, que podem ser solicitadas por meio da área do site desenvolvida para atender os hóspedes (há um QR code, o qual somos convidados a acionar no momento do check-in).

Vivenda Pinhais é a maior acomodação da Quinta dos Pinhais
Vivenda Pinhais é a maior acomodação da Quinta dos Pinhais

Na parte superior da vivenda, há ainda um bar completo, um closet e um banheiro com hidro, dois chuveiros e piso aquecido. Já no subsolo, há uma adega de pedras (já com alguns vinhos, que são cobrados à parte) com área para refeições e uma sauna úmida.

Adega

Ambiente quase perfeito, a vivenda tem apenas duas falhas, em meu ponto de vista. O aquecimento, além da lareira, é feito por meio de um ar-condicionado com função de aquecedor. Achei insuficiente para o tamanho da acomodação. Demorou demais para atingir uma temperatura ideal, e os dias nem foram dos mais frios (média entre 10 e 15 graus, temperatura bem acima do normal na serra, no mês de julho).

A vista na Vivenda Pinhais

A iluminação deixa o ambiente muito escuro. É uma solução charmosa, e durante o dia há varandas para encher o ambiente de luz natural. Mas, à noite, o ambiente escuro demais incomodou em alguns momentos.

Experiência

A Quinta dos Pinhais fica no alto de uma montanha e o acesso é por estrada de terra. Por isso, cuidado com o carro que usará para chegar ao local, pois em dias de chuva o acesso pode ser um pouco complicado.

De todo modo, em um Mercedes-Benz A 200 Sedan, com tração dianteira, mas bom torque em alta rotação, não tive problema nenhum – e estava chovendo. A maioria dos carros que estavam por lá tinham perfil semelhante ao do sedã – por isso, não precisa ser necessariamente um SUV.

Quinta dos Pinhais

Na chegada, durante o check-in, é oferecido drink de boas-vindas e são explicados os procedimentos da pousada de luxo durante o período de pandemia. Máscara de pano e álcool em gel são entregues aos hóspedes.

Eu optei por jantar na acomodação nos dois dias, e o serviço foi rápido. Uma boa experiência foi jantar assistindo a um show em serviço de streaming na Smart TV, de lareira acesa, degustando um vinho retirado da adega. O hóspede também pode levar seus próprios rótulos.

Quinta dos Pinhais
Vivenda Pinhais vista de fora

Para o café da manhã, a la carte em tempos de pandemia, a Quinta dos Pinhais pede que a seleção seja feita pelo hóspede, via site, até às 22h da noite anterior. A facilidade é para agilizar o serviço, que pode ser no quarto ou em um área em frente ao Bistrô Bernadette.

A seleção do café da manhã é bem ampla, com vários tipos de ovos, sanduíches, tapiocas, frios variados, panquecas doces e salgadas, frutas, cereais e iogurtes, entre outros.

Hotel Toriba

Hotel Toriba investe em atrações ao ar livre na retomada

Aos poucos, os hotéis em algumas regiões do Brasil começam a reabrir, seguindo protocolos de segurança no período de pandemia. Em Campos do Jordão, o Toriba, que está operando com 60% da capacidade, investe em uma programação de viagem consciente para atrair hóspedes, uma vez que, neste momento, os bares e restaurantes do famoso bairro do Capivari estão fechados – a previsão é de que reabram nas próximas semanas.

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O destaque dessa programação é o Aventoriba, com atividades ao ar livre para hóspedes de todas as idades – uma vez que o hotel tem forte pegada familiar, e muito entretenimento para crianças. O Aventoriba está também aberto a não-hóspedes, mas nesse período, os programas coletivos estão ocorrendo no fim de semana.

Durante a semana, a prioridade são saídas com grupos individuais, que incluem apenas quem está viajando junto – casais, famílias ou grupos de amigos, entre outros. Os programas do Aventoriba incluem esportes, aventura e gastronomia – leia detalhes abaixo.

Hospedei-me no hotel, localizado em uma das partes mais altas de Campos do Jordão, próxima à entrada da cidade, no fim do mês passado. Da chegada a Campos até a entrada do Toriba, é preciso fazer uma grande escalada (de carro, em piso asfaltado). No percurso, a temperatura já ficou dois graus mais baixa. O hotel está a 1.800 metros de altitude e, segundo seu site, é o mais alto do Brasil.

Chalés ficam distribuídos no bosque do hotel

Vale a pena. Por causa de sua localização, as vistas do hotel septuagenário – foi fundado em 1943 – são espetaculares, e há uma grande área de vegetação em todo seu entorno. Isso favorece uma vida ao ar livre, em contato com a natureza, excelente para quem está procurando viver uma experiência muito além do bairro do Capivari – do qual, aliás, o Toriba é cerca de 5 km distante.

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Além disso, as noites estreladas oferecem um espetáculo à parte para os hóspedes do hotel – que, por enquanto, não têm muito o que fazer em Campos do Jordão durante a noite, além de desfrutar de suas atrações gastronômicas e culturais.

O Toriba em tempos de pandemia

Há seis anos, o hotel Toriba, fundado por Luiz Dumont Vilares, foi comprado por Aref Farkouh, arquiteto de São Paulo, que deu início à sua reformulação ainda não concluída. Os quartos originais, no prédio ao estilo de chalés dos alpes suíços, estão passando por reforma – alguns, como aqueles em que me hospedei, já estão prontos.

Além disso, teve início a construção de modernos chalés. Hoje, os chalés e quartos já estão no hotel em mesmo número – cerca de 25 para cada categoria. Ao chegar ao hotel, é preciso se identificar, para checagem da reserva. Não-hóspedes não podem usar as instalações do Toriba nem mesmo para almoçar e jantar nesse período. Os restaurantes do hotel, no entanto, estão fazendo entregas na cidade.

Era um domingo, dia em que o fluxo costuma ser de saída, e não de chegada a Campos do Jordão. Porém, o Toriba estava com sua capacidade máxima de ocupação, que foi mantida durante toda a semana.

Isso ocorre porque, com restrições a viagens internacionais e o receio de usar transporte aéreo para atingir locais mais distantes, muitos paulistanos estão passando suas férias em regiões próximas à capital do Estado, como a Serra da Mantiqueira – onde está localizada Campos do Jordão.

Área externa do restaurante

De acordo com a gerência, o hotel já estava com reservas esgotadas para o fim de semana até meados de agosto. E eram poucas as opções de hospedagem em quartos e chalés mesmo durante a semana.

Todos os funcionários utilizam máscaras em qualquer ambiente do hotel. As refeições dos três restaurantes estão sendo servidas no salão principal do hotel, com mesmas bem distantes umas das outras.

Gastronomia

Nos meus dois primeiros dias hospedada por lá, o cardápio estava bem restrito. Havia os sanduíches do Estação Toriba (paninis e hambúrgueres, a partir de R$ 25), que fica ao lado do hotel em uma réplica de um antigo trem. Está fechado, mas preparando as refeições para entrega no salão principal do hotel.

Outra opção era o menu de fondue (R$ 250). Quantos aos demais pratos, que incluíam carnes, peixes e massa (preços entre R$ 50 e R$ 90), havia apenas três opções por dia – fora entrada, sobremesa e menu kids. Considerei este um dos principais problemas do hotel, principalmente por estarmos em um período sem possibilidade de saída.

Salão principal para refeições

No entanto, de acordo com a gerência, a decisão foi tomada por segurança – entre as razões, há a restrição do número de funcionários por turno. De todo modo, em meu último dia de hospedagem, o cardápio já havia sido ampliado, trazendo mais variedade.

Além disso, todos os pratos que experimentei por lá (hambúrguer, carpaccio e peixe com salada) estavam saborosos e bem apresentados.

O café da manhã está sendo servido a la carte – em períodos normais, é no estilo buffet. Embora o serviço seja rápido, achei bem restrito, com frios, sucos, cesta de pães, bolos e opções de pratos quentes que incluem sanduíches simples, tapiocas e alguns tipos de ovos. Faltaram iogurtes, cereais e uma variedade maior de frutas.

Em tempos normais, o Toriba opera com opções de café da manhã incluído, ou pensão completa. A segunda modalidade não está disponível em tempos de pandemia. Em meu período de hospedagem, o perfil da maioria dos hóspedes era composto por casais com filhos (crianças e pré-adolescentes).

Além do salão principal, as refeições no Toriba também podem ser feitas em um jardim externo, com mesas grandes e vistas para o bosque. Pinturas e obras de arte que datam do período da construção do hotel são os destaques da decoração.

Estação Toriba

O quarto Panorama

Minha hospedagem foi em um quarto da categoria Panorama, a mais alta. Acima dela, estão os chalés. O apartamento foi reformado recentemente e tem 30 metros quadrados. No quarto específico, número 110, há uma cama de casal king e uma de solteiro.

As camas são bastante confortáveis, e o quarto ganhou toques contemporâneos, com muitos toques de madeira, em constraste com um aspecto retrô (visto no armário, nas cortinas e na porta original de acesso à grande sacada).

Quarto Panorama tem 30 metros quadrados

Original também é a janela do banheiro, que permite vista para a Serra da Mantiqueira durante o banho. Essa vista, mais ampla, pode ser desfrutada do balcão, com duas cadeiras de madeira. Além da serra, há muitos exemplares da Araucária, a bela árvore típica da região, que domina o bosque do hotel Toriba.

Para não dizer que adorei tudo no quarto, dois aspectos prejudicam um pouco a apresentação. O primeiro é o frigobar, daqueles brancos que vemos em toda categoria de hotel, e não combinam com uma hospedagem de luxo como o Toriba. Colocá-lo em um armário de madeira deixaria o ambiente mais bonito.

O quarto de um dos chalés

Os quadros de flores nas paredes também não combinaram com o ambiente. Para esse período de pandemia, o hotel aprimorou a rede Wi-Fi, com o objetivo de atrair pessoas que queiram passar por lá a semana, fazendo seu home office enquanto as crianças se divertem. De fato, o serviço funcionou muito bem para quase todas as atividades – até mesmo reprodução de filmes em streaming.

Para hospedagem em meados de setembro, o quarto Panorama tem tarifas a partir de R$ 900. Os mais simples partem de R$ 600.

Sala do mesmo chalé

Os novos chalés

Os chalés do Toriba são bem superiores aos quartos do edifício principal. Eles ficam espalhados pelo bosque do hotel. Construídos a partir do zero, sem necessidade de preservar as características originais do hotel, são luxuosos, contemporâneo e com aspecto sustentável.

Em comum, todos têm o amplo uso de madeira e ferro, que ressaltam a aparência contemporânea. Cada chalé tem entre dois e quatro quartos e suítes, que podem ser reservados separadamente.

Há um grande cuidado com os banheiros. Alguns usam porcelanato. Outros mármore. Em um dos chalés, o imenso boxe tem direito a banheira em estilo Provençal e até ao tronco de uma Araucária, que se estende pelo teto até o exterior.

Um dos chalés que visitamos, em um bloco de dois, tem quarto, sala e uma imensa sacada. No outro, de dois andares, o terraço é integrado ao quarto. Ambos oferecem uma imersão na natureza, no meio do bosque.

Para meados de setembro, as diárias dos chalés partem de R$ 1.050.

O que fazer no Toriba

Por determinação estadual para a região em que está Campos do Jordão, o amplo spa do hotel, by Loccitane, não está funcionando. Então, o hóspede não pode desfrutar de diversos tipos de banhos oferecidos.

Spa do hotel Toriba

Porém, as massagens podem ser realizadas em áreas abertas, com amplo processo de higienização entre o atendimento aos hóspedes. Ao lado do spa, há uma academia com janela panorâmica e vista para o bosque. A piscina, com opção aquecida, também está fechada por enquanto.

Em frente ao hotel, uma ampla área de floresta exclusiva para os hóspedes tem diversas opções de trilhas, que podem ser feitas a pé ou de bike. Para os pequenos, o Toriba preservou o escarregador que data de sua inauguração. Bem radical, ele dá acesso à brinquedoteca, que está quase sempre vazia.

Isso porque são diversas as opções de entretenimento para a criançada. A principal é a Fazendinha, espaço rural de entretenimento com monitores que tem animais como coelhos criados soltos, para a diversão da meninada.

Aventoriba

O programa de aventuras foi criado há dois anos com foco em levar os hóspedes para fora do hotel para curtir trilhas a pé, passeios equestres e até aventuras radicais de escalada à Pedra do Baú. Quase todas as modalidade incluem encerramento com almoço ou piquenique, dependendo do horário.

Há uma área para trilhas em frente ao hotel Toriba

Fiz o programa Aventoriba Por do Sol, uma trilha pela Mata Comprida. Ela fica em uma propriedade particular e parte do bairro Alto da Boa Vista. O encerramento é no alto de uma montanha, no mesmo bairro, com piquenique e por do sol.

O cardápio inclui vinho, queijos e frios e pães diversos. É acesa uma fogueira e a programação se estende até a noite. A vista é espetacular, com exemplares seculares da Araucária e muitas espécies de pássaros. No meio do caminho, há uma pequena cachoeira.

A trilha é de baixa dificuldade para quem já está levemente habituado. A mata é quase toda fechada, e dá para avistar algumas espécies peculiares de pássaros pelo caminho – aliás, há um programa exclusivo para esse fim.

Aventoriba Por do Sol

Os guias especializados que nos acompanharam por todo percurso informam que criança a partir de dois anos estão aptas para fazer a trilha. Mas, como há alguns trechos escorregadios, e uma ampla subida no final, eu certamente não levaria meu sobrinho de dois anos. Mas, certamente, consideraria um programa muito legal para os de seis, sete e oito.

O Aventoriba Por do Sol tem preço de R$ 250.

Vale a pena viajar durante a pandemia?

Ao chegar ao Toriba, minha primeira parada de um projeto de viagem consciente pela Serra da Mantiqueira, fiquei um pouco desanimada. Com todas as restrições, viajar, a princípio, pareceu algo um pouco banal.

Mas, após três dias no hotel, respirando ar puro, curtindo as boas opções gastronômicas e desfrutando diversas atividades ao ar livre, mudei completamente de ideia. De acordo com os guias do Aventoriba, a procura pelos programas tem sido cada vez mais altas, pois as pessoas estão descobrindo que existe vida e diversão fora de shoppings, restauramtes, bares e centros de compras.

Fazendinha do Toriba

De fato, acredito que esse período de pandemia tem sido, nesse aspecto, positivo. E que a o turismo ao ar livre, mais saudável e, na maioria das vezes, muito mais deslumbrante, é uma tendência que veio para ficar mesmo quando a vida voltar ao normal. O contato com a natureza é, hoje, a razão principal para se fazer viagens.

Rodeo Drive - ruas a avenidas

Avenidas e ruas mais badaladas do mundo – parte 1

Esqueça a Champs-Élysées. Definitivamente, fuja da Oxford Street. Hollywood Boulevard? Nem pensar. Se seu negócio é caminhar por ruas e avenidas badaladas das principais cidades do planeta, a primeira coisa a fazer, na maioria dos casos, é fugir das mais conhecidas.

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Locais como as ruas e avenidas citadas acima, além de algumas outras, são tão conhecidas que se tornaram pontos de turismo de massa. Até têm lojas, restaurantes e algumas importantes atrações da cidade. Mas, lotadas, foram aos poucos perdendo o charme e a sofisticação.

Se você quer explorar ruas e avenidas charmosas e sofisticadas, repletas de lojas e restaurantes badalados, bem como hotéis que valem a visita mesmo para quem não está hospedado, fique de olho nessas dicas.

Nesta primeira parte, vamos explorar três das metrópoles mais badaladas do mundo: Londres, Nova York e Los Angeles. Nos próximos capítulos, confira dicas de Madri, Berlim, Munique, Nova York, São Paulo e Rio de Janeiro, entre outras cidades.

Slone Street e Pall Mall – Londres

A maioria das marcas de alta costura do mundo estão reunidas na charmosa rua de Londres. Ali do lado, na Brompton, você encontra a famosa loja de departamento Harrod’s.

Nos arredores também está a Knightsbridge e os hotéis Mandarin Oriental – com restaurantes de dois dos chefs mais badalados do mundo – e Bulgari.

Mas para desfrutar de cafés com mesinhas nas ruas no verão, e também de restaurantes e bares bastante disputados, uma ótima pedida é a Pall Mall, em St. James Square. Por lá, há ainda os famosos clubes de Londres.

Sloane Street, em Londres

Nos arredores da Pall Mall, o ar é de sofisticação bem londrina, e é mais comum se ver moradores da cidade do que turistas. Nem parece que, logo ao lado, está a turística Piccadilly Circus.

Já na Sloane e Knightsbridge, além de londrinos, o cenário é composto por turistas endinheirados do mundo todo – principalmente da Ásia -, ávidos por compras de luxo.

Montaigne e Saint-Honoré – ruas e avenidas em Paris

É claro que a Champs-Élysées tem seu charme. Mas para ter uma experiência realmente sofisticada em Paris, a visita obrigatória é a Avenue Montaigne. Cafés e restaurantes super charmosos são uma constante por lá, bem como nas ruas que ficam nos arredores.

Por ali, você encontra também o Plaza Athénée, o sofisticado hotel que, entre suas atrações, tem o restaurante de Alain Ducasse.

Montaigne está entre as avenidas mais luxuosas de Paris

Já a Rue Saint-Honoré é a “casa” das grifes sofisticadas. Por lá (e nos arredores), há belíssimas lojas de marcas como Gucci, Alexander McQueen, Chanel e Balenciaga, além de diversos hotéis luxuosos, como o Mandarin Oriental.

O Ritz, um dos hotéis mais famosos do mundo, está logo ao lado, na Place Vendôme. Por ali, vale ainda a visita ao famoso bar Hemingway e ao restaurante Maxims, na Rue Royale. Aproveite para explorar as excelentes lojas de vinhos da região.

Rodeo Drive e Sunset Boulevard – Los Angeles

A Rodeo Drive, em Beverly Hills, embora não tão turística quanto a Hollywood Boulevard, é também bastante famosa. Mas vale a visita à belíssima avenida que foi imortalizada no filme “Uma Linda Mulher”, com Julia Roberts e Richard Gere.

Arborizada e com belíssima arquitetura, reúne todas as marcas de alta costura do mundo. É o paraíso da compras de luxo. Por ali há alguns bons restaurantes, mas tome cuidado com as pegadinhas turísticas, principalmente os do shopping a céu aberto Two Rodeo Drive, que cobram um preço muito alto para o que oferecem.

Esse shopping fica entre a Rodeo Drive e a Wilshire Boulevard, em frente ao hotel de luxo que também foi cenário de “Uma Linda Mulher”. Por ali, vale visitar os jardins de Beverly Hills e as famosas mansões do bairro. Mas, se quiser conhecer as casas dos famosos de Hollywood, terá de ir até a distante Malibu. A maioria está por lá.

Sunset Boulevard, em West Hollywood

A Sunset Boulervard, em West Hollywood, é menos luxuosa, mas muito badalada. O trecho que fica no bairro é repleto de hotéis modernos e sofisticados, com restaurantes da moda e bares rooftop muito disputados no verão.

Outro destaque da Sunset Boulevard são as casas noturnas de diversos tipos. Há as especializadas em música eletrônica e as que são sede de shows, da comédia ao rock. Algumas bandas californianas hoje muito famosas foram reveladas em clubes como o Whisky a Go-Go.

Nizuc Resort

Nizuc é mais sofisticado que cancun

Cancun é o mais tradicional destino do Caribe para brasileiros, e é um dos locais do México que está voltando a receber turistas (inclusive os dos nosso país) no início da reabertura em época de pandemia. Apesar de resorts grandiosos, a cidade mexicana não é um hot spot sofisticado. Isso, no entanto, não se aplica ao Nizuc Resort.

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O resort de luxo destoa de Cancun. É muito mais sofisticado que a cidade mexicana.

A zona hoteleira de Cancun ocupa uma extensa faixa, com um resort ao lado do outro, além de bares e shoppings. É a zona da “muvuca”. Para quem gosta de bater perna, o melhor local para se hospedar. Já para quem gosta de paz…

O Nizuc é para o segundo grupo, o da paz. Não há nada muito interessante por perto. Em compensação, os hóspedes podem desfrutar de uma praia particular com águas claras e calmas. Dependendo do horário, há formação de piscinas naturais.

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O resort não é all inclusive (os melhores nunca são). Porém, há seis restaurantes de excelente qualidade, que oferecem de culinária mexicana a internacional. O resort tem também spa e oferece diversas atividades esportivas, como canoagem e aulas de tênis.

Destaques do Nizuc

A decoração do Nizuc tem uma pegada ecológica e moderna. Os tons marrom e preto são preponderantes. Até a bela piscina de borda infinita, com vista para o mar do Caribe, é escurecida.

Banheiro de uma suíte no Nizuc

Os quatros usam também esses dois tons, além do bege e um ou outro detalhe em cores mais vivas. A madeira domina a decoração. Até no box há imitação do material.

Por falar em box, ele é amplo e traz ducha com efeito chuva. A banheira é separada. A maioria dos quartos tem sacada com espreguiçadeiras e vista para o mar. O menor apartamento tem 60 metros quadrados, e há suítes e bangalôs com quase 200 m² e piscina privativa.

Vista a partir de uma das suítes do Nizuc

Também chama a atenção o clube de praia, com cadeiras e espreguiçadeiras confortáveis e excelente serviço.

Explorando Cancun

O melhor de Cancun não está em Cancun. Embora seja um programa altamente turístico, a bela Isla Mujeres precisa ser conhecida.

Um pouco mais distante (dá para alugar um carro) estão a badalada (e bem mais sofisticada) Playa del Carmen, com seus bares decolados e hotéis de design. Tulum é uma visita obrigatória. Lá você poderá ver belíssimas ruínas da civilização maia.

Classe executiva da KLM

Como é voar na classe executiva da KLM

Estive na Holanda pela primeira vez em 2013 e o que mais me impressionou, mais que os museus, os jardins e a liberdade de Amsterdã, foi a gentileza do povo holandês. São simpáticos, prestativos e adoram conversar e interagir com novas culturas. É uma gente sem preconceito, que se interessa pelo turista e faz com que todos se sintam em casa. A mesma sensação eu tive ao experimentar a classe executiva da KLM.

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Meu voo foi de São Paulo a Genebra, com escala em Amsterdã, hub da companhia aérea holandesa. A aeronave, um Boeing 777-200, tem configuração 2-2-2. No 777-300, maior, a configuração é a mesma, mas há mais lugares na executiva (são 18, no 200). Os Boeing 747 e 787 trazem a configurações diferentes.

POLTRONAS DA KLM

Para falar a verdade, no quesito acomodação e conforto, a classe executiva da KLM não traz nada de especial. Os assentos viram camas flat-bed (superfície plana) e há apenas dois ajustes automáticos (vertical e cama). Na maioria das companhias, há um ajuste automático intermediário, para a opção “descanso”.

Isso não é um grande problema, já que é possível fazer combinação entre assento, apoio para os pés e encosto de diversificadas maneiras – algo que muitas companhias não oferecem. Além disso, é um grande avanço ante a antiga executiva, com a inclinação conhecida como “tobogã” – em que os pés ficam apontados para baixo quando a poltrona está na posição cama, algo bastante desconfortável.

A poltrona e a configuração geral são muito parecidas com as da Lufthansa. Porém, a KLM oferece um apoio para os pés à frente da poltrona, que se integra a ela para formar a cama – algo que a alemã não tem.

INTERATIVIDADE

A tela do sistema de entretenimento é imensa e sensível ao toque. O dispositivo de comando remoto é um destaque. Parece um tablet (embora menor) e também é sensível ao toque.

Mas o melhor é que dá para ver coisas diferentes na tela e no dispositivo remoto. Dá para assistir um filme em um e acompanhar o status do voo (mapas, local em que o avião se encontra, velocidade e tempo para chegada, entre outros dados) em outro.

Um ponto negativo foi que em pelo menos quatro assentos o sistema multimídia não estava funcionando. Falha grave, já que não havia outros locais disponíveis para todos esses quatro passageiros.

GOLAÇOS DA TRIPULAÇÃO DA KLM

Aí veio o primeiro golaço da tripulação. Eles deram a esses passageiros formulários de reclamação, que devem ser enviados ao SAC da KLM, relatando o problema. Segundo os comissários, há possibilidade de devolução de parte do dinheiro gasto na compra da passagem aos passageiros que foram lesados.

Outro golaço foi em uma situação que estive envolvida. Como meu voo de Amsterdã a Genebra era em classe econômica, perguntei à comissária se poderia usar a sala VIP no aeroporto da capital holandesa. Rapidamente, ela conversou com o comandante, que entrou em contato com o pessoal de terra para ter todos os detalhes.

Em pouco mais de dez minutos, veio a resposta – a mim e ao passageiro que estava ao meu lado, que não viajava comigo, mas estava na mesma situação. Sim, é possível. Basta ter a passagem do voo anterior comprovando que o trajeto foi feito em executiva.

Alguns meses depois, ao voar Alitalia, estava na mesma situação. Voei o primeiro trecho na executiva e o segundo na econômica. Por isso, não pude usar a sala VIP no aeroporto de conexão.

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Essa facilidade da KLM, aliás, não é um padrão. Na Europa, nos EUA e no Brasil, o que vale na hora de embarcar é o voo a fazer, não o já concluído. Então, além da gentileza, vale ressaltar também a boa vontade e simpatia da comissária holandesa que nos atendeu – falando português fluente.

E não apenas para resolver essa situação. Ela se interessou por minha viagem, minha conexão, e conversou sobre diversos assuntos, explicando como funciona a rotina de uma companhia aérea. Juro: nunca fui tão bem atendida a bordo.

Serviços em terra e a bordo

O serviço de bordo e a qualidade da alimentação ficou no padrão da maioria das classes executivas. No jantar, havia duas opções de entrada, três de prato principal e quatro de sobremesa – com possibilidade de obter mais de uma. Para o café da manhã, eram duas as opções de prato principal. No geral, as refeições estavam bastante saborosas.

Sala VIP da KLM em Amsterdã

Em terra, o check-in aconteceu sem problemas. Mesmo na classe econômica, eram vários os guichês de atendimento e não houve formação de grandes filas. Na entrega das malas, um ponto negativo: demorou bastante, já que a esteira no aeroporto de Genebra (destino final) era a mesma de dois outros voos.

SALA VIP DA KLM EM GUARULHOS

Em Guarulhos, a sala VIP usada pela KLM, a mesma de Delta e Air France, entre outras, é a pior. Pequena, sem charme na decoração e com buffet bem menos completo que a da Tam e da Star Alliance (Lufthansa, Swiss e United, entre outras). Ao menos, não é tão lotada quanto a da Latam em horários de pico. Em Guarulhos a minha preferida é a da Star Alliance.

Em Amsterdã, a sala VIP da KLM para voos na Europa é espetacular. Imensa, com diversos bares, buffet variado e áreas diversificadas (mesas, sofás para descanso com tomadas, poltronas para dormir, etc). A companhia holandesa é integrante da aliança SkyTeam (junto com AirFrance, Alitalia, Delta e Aerolíneas Argentinas, entre outras).

Sala VIP da KLM em Guarulhos

Se você quer uma companhia que seja destaque em poltronas diferenciadas ou serviço de alimentação a bordo, a KLM pode te decepcionar, ou ao menos não impressionar. Nesses quesitos, ela está no padrão. Boa, mas não excelente.

No entanto, se para você o mais importante é um serviço impecável, comissários prestativos, ótimo atendimento também em terra e uma companhia que resolva a sua vida, em vez de dificultá-la, a KLM é uma escolha muito acertada.

Vicky Cristina Barcelona

Barcelona: filmes mostram vários lados da cidade

Na semana passada, diversos países europeus começaram a abrir suas fronteiras ao turismo. Mas, por enquanto, o fluxo é permitido apenas entre países da União Europeia e Reino Unido. Os brasileiros ainda terão de esperar. Enquanto isso, dá para “viajar” por meio do cinema a uma das grandes cidades mais procuradas no verão da Europa: Barcelona, na Espanha.

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Depois das séries que mostraram filmes sobre viagem, sobre o verão europeu e alguns que permitem conhecer Londres, chegou a vez da cidade catalã. É mais comum ver Barcelona em filmes espanhóis. Porém, aqui eu saí do óbvio e selecionei alguns longas produzidos também fora da Espanha.

A lista tem diretores consagrados e premiados, como Woody Allen e Pedro Almodovar. Grandes atores também estão incluídos na seleção, que tem dramas, comédia romântica e ação.

Barcelona atrai turistas pelo seu clima litorâneo, pela arquitetura peculiar e pela agitada vida noturna. Além disso, é berço de grandes nomes da gastronomia mundial. Vamos aos filmes?

A Barcelona de Almodovar em ‘Tudo sobre minha mãe’

Este é um dos meus filmes preferidos dirigidos pelo consagrado espanhol Pedro Almodovar. Além disso, é o único da lista não tem o espanhol Javier Bardem no elenco. O longa de 1999 traz entre os destaques Cecilia Roth e uma jovem Penélope Cruz.

Após a morte do filho, Esteban, Manuela (Roth) viaja de Madri a Barcelona, para dar a notícia ao pai do garoto. Lá, retorna ao universo do teatro, do qual fazia parte na juventude, por meio da amizade com uma grande atriz – interpretada por Marisa Paredes.

Antonia San Juan e Cecilia Roth

Madri é o cenário mais comum nos filmes de Almodovar. Nessa viagem a Barcelona, ele explora diversos pontos da cidade, desde seu lado mais obscuro aos locais mais turísticos. Entre os cenários, há o Cemitério de Montjuic, com esculturas modernistas, e o Cinema Coliseum, fundado em 1923.

Nesse cinema, foi projetado o primeiro filme sonoro da Espanha. “Tudo sobre minha mãe” venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2000.

O Franco-Atirador

O filme de ação tem locações em Cidade do Cabo, na África do Sul, Londres, Barcelona e Gibraltar. Por isso, poderia ser, mais que um filme de ação, um longa de viagens.

Na cidade catalã, uma das cenas é produzida na famosa Praça Real, próxima às Ramblas. Em um restaurante na praça, ocorre o reencontro do casal protagonista (Sean Penn e Jasmine Trinca).

O desfecho é em uma praça de touros, cuja fachada é a da arena de Barcelona que hoje abriga um museu. Na cidade catalã, já não há mais touradas.

Javier Bardem, Sean Penn e Jasmine Trinca em restaurante na Praça Real

O filme também usa vinícolas nas imediações da cidade como cenários. Em uma delas, se passa a principal cena de perseguição do longa.

Embora o filme seja uma ação que não foge do convencional nem traz grandes inovações, o elenco é estrelado. Além do bicampeão do Oscar Sean Penn, há Javier Bardem e Idris Elba.

Na trama, um matador (Penn) vai à Espanha à procura de pessoas que estão tentando matá-lo. Por lá, se encontra com um ex-colega de crime (Bardem).

No entanto, o personagem de Bardem agora casado com ex-namorada (Trinca) do protagonista. O filme é dirigido por Pierre Morel.

Biutiful

Dos quatro filmes da lista, três são de diretores premiados. Este foi dirigido por Alejandro González Iñarritu, bicampeão no Oscar – por Birdman e O Regresso. Além disso, Biutiful, filme de 2010, recebeu indicações na categoria filme estrangeiro e ator (para Javier Bardem).

Javier Bardem está em três dos quatro filmes sobre Barcelona

A Barcelona de Biutiful é obscura, mais distante de locais turísticos. Mas esses lugares também estão lá. Há, por exemplo, uma cena de perseguição nas Ramblas.

Uxbal (Bardem) ganha a vida com atividades ilícitas e tem uma família disfuncional. Após sentir dores, ele descobre que está com câncer e tem poucos meses de vida.

Vicky Cristina Barcelona

Faz parte da série de filmes que Woody Allen produziu explorando o lado turístico de cidades europeias. Além de Barcelona, essa série inclui as capitais da Itália (Para Roma, Com Amor) e da França (Meia-Noite em Paris).

No longa de 2008, Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são duas amigas norte-americanas que vão passar o verão em Barcelona. Lá, acabam se envolvendo com artista Juan Antonio (Javier Bardem).

Javier Bardem e Penélope Cruz em Vicky Cristina Barcelona

Além disso, a ex-esposa de Juan Antonio, Maria Helena (Penélope Cruz), também passa a influenciar a viagem das norte-americanas.

Os cenários de Barcelona são tão importantes no longa quanto a própria trama. Entre os locais visitados pelo filme estão a catedral da Sagrada Família, o bairro Gótico, a Casa Milà e o parque de Montjuic.

Mandarin Oriental Hyde Park

Mandarin Oriental é um ícone da hotelaria de luxo em Londres

Em um edifício histórico, de estilo vitoriano, há um dos grandes ícones da hotelaria de luxo de Londres, o Mandarin Oriental Hyde Park. Dentro do prédio, você pode encontrar dois restaurantes de chefs estrelados. No entorno, de um lado, um dos parques mais lindos do mundo. Do outro, o paraíso das compras de luxo.

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Pelos salões desse edifício, que surgiu no século 19, já dançaram as princesas Margareth e Elizabeth. Elizabeth, hoje também conhecida como rainha da Inglaterra. Winston Churchill, um dos heróis do século 20, passava sempre por ali, com seu inconfundível charuto entre os lábios.

Ao longo dos anos, o Mandarin Oriental Hyde Park recebeu em seus salões, quartos e suítes figuras importantes das cenas britânica e mundial. E, no decorrer das décadas, não perdeu essa aura. Pelo contrário: a aprimorou. Nem dois incêndios, um deles bem recente, foram capazes de abalar essa estrutura.

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Antes Hotel Hyde Park, o estabelecimento passou em 1996 à administração da rede de luxo asiática Mandarin Oriental. Desde então, atrai pessoas que fazem questão de experiências exclusivas – seja como hóspedes ou clientes de seus restaurantes, bares e spa.

O hotel visto a partir do Hyde Park

Difícil, no caso desse hotel, é pensar em algo de que não gostei. Tudo ali é praticamente perfeito. Ponto a ponto, venha comigo descobrir o que faz do Mandarin Oriental, que passou por reformulação em 2018, ser a referência de luxo na cidade que muitos consideram a capital do mundo – ideia que pode não agradar aos nova-iorquinos.

Localização do Mandarin Oriental Hyde Park

Se o Shangri-La (leia aqui a resenha) fica em uma área de nova efervescência, e o Sofitel London St. James (confira resenha em breve) está no centro de tudo o que é mais importante para quem vai fazer turismo em Londres, o Mandarin Oriental é o epicentro de uma zona em que exclusividade é a palavra de ordem.

Desfile da cavalaria

Vamos começar pelo Hyde Park, o imenso parque que começa, dependendo do ponto de vista, na balada Park Lane, e termina no Kensington Gardens – os jardins do palácio que é uma espécie de condômino, no qual vivem Kate Middleton e seu marido, o príncipe, entre outros integrantes da família real.

O Mandarin está logo à frente do parque. É o único hotel de Londres com acesso praticamente direto a ele. Na rua calma entre o hotel e o Hyde Park, todos os dias, pontualmente às 10h30, passa o regimento da cavalaria, a caminho do Palácio de Buckingham para a troca de guarda. Uma tradição secular, como tantas na capital inglesa.

Knightsbridge

Ao lado do Mandarin, que fica naquela que é hoje uma das ruas mais badaladas de Londres, Knightsbridge, está o One Hyde Park. O condomínio residencial inaugurado há pouco mais de cinco anos é um dos mais luxuosos do mundo.

O único pub da Sloane Street

O serviço no condomínio é fornecido pelo Mandarin. No térreo, há a concessionária da McLaren que, desconfio, é a que mais vende carros da marca inglesa do mundo.

E há razões concretas para essa desconfiança que é quase uma certeza. Londres é considerada a capital mundial dos supercarros – à frente de Mônaco e Dubai. E é nas imediações de Knightsbridge o local que mais se vê, na capital inglesa, os automóveis mais exclusivos do mundo.

Compras de luxo

O Mandarin fica também a pouquíssimos passos dos dois mais exclusivos centros de compras da cidade: a loja Harrods e a rua Sloane. Ambas reúnem as mais importantes grifes do mundo.

Loja da McLaren ao lado do hotel

Percorrendo a Sloane, não deixe de passar pelo Gloucester, que, como a própria inscrição central na porta diz, é o único pub dessa rua. O ambiente de pub tipicamente londrino destoa da atmosfera altamente sofisticado de Knightsbridge, mas não se engane – o público, essencialmente britânico, é o típico dessa região da cidade.

Sobre as atrações turísticas, Buckingham está a menos de 1 km, ou a uma estação de metrô. A propósito, a estação Knightsbridge, ao lado do hotel, está em uma das principais linhas da cidade, a azul. Tem ligação direta, sem conexões, com o aeroporto de Heathrow.

Knightsbridge vista a partir do Mandarin

Percorrendo o Hyde Park, você logo chega ao Palácio de Kesington. O bairro de Chelsea está também bem próximo do hotel, assim como alguns museus e restaurantes que estão entre os mais badalados da cidade.

Outro destaque da região é um dos museus de design e decoração mais importantes do mundo, Victoria and Albert Museum. Foi batizado em homenagem ao casal que revolucionou a história da arte e da arquitetura em Londres no século 19, entre outras realizações: a rainha Victoria e seu marido, Albert.

Estilo e bares do Mandarin Oriental Hyde Park

Apesar da renovação, o Mandarin Oriental Hyde Park mantém sua essência, especialmente na entrada. Há um vestíbulo que dá acesso a uma escadaria. O salão escuro tem paredes de madeira e uma dominância de tons fortes, que remetem ao começo do século 20.

Quem vê o vestíbulo pode imaginar que vai encontrar essa temática nos demais ambientes do hotel. Mas se engana.

Ao subir as escadas, à direita há o eficiente balcão do serviço de concierge do hotel. À esquerda, a recepção cheia de elementos de decoração contemporâneos.

Atrás da recepção há um dos mais tradicionais salões de chá de Londres, o Rosebery. Apesar de o horário do chá da tarde ser às 17h, o salão também funciona como bar. Bem iluminado e com música ambiente leve, reúne muitas pessoas durante todo o dia.

O Rosebery é a parte do Mandarin que mais fará você lembrar que, antes do hotel, o prédio dava lugar a um famoso clube de cavalheiros.

Mandarin Bar

O hotel tem ainda o Mandarin Bar, para drinks à noite. Ali, o ambiente é moderno e a música ambiente, composta por vertentes leves da eletrônica. Fica aberto até 1 hora.

Restaurantes

O restaurante principal do Mandarin Oriental Hyde Park, Dinner by Heston, do badalado chef inglês Heston Blumenthal, é um dos mais sofisticados de Londres. Tem duas estrelas Michelin e está na lista dos 50 melhores do mundo da revista Restaurant.

Dinner by Heston

O Bar Boulud, mais casual, se mostrou uma ótima pedida gastronômica em Londres. Em um ambiente delicioso, com cozinha à mostra e um bar com balcão no centro, o simpático bistrô tem a assinatura de ninguém menos que Daniel Boulud.

O chef francês nascido em Lyon, capital mundial da gastronomia, acabou construindo sua maior glória em Nova York. Seu restaurante, Daniel, três estrelas no Guia Michelin, é um dos mais famosos do mundo.

Bar Boulud

Segundo a excelente equipe de atendimento do bistrô, o tartar lá servido – que experimentei e amei – segue a mesma receita do prato oferecido no Daniel.

O carro-chefe da gastronomia no restaurante é a culinária francesa e, apesar de diversas opções convencionais, eu escolhi aquele que é o prato signature do Bar Boulud: o hambúrguer. O melhor que já experimentei? Forte candidato.

O café da manhã, durante minha visita, estava sendo servido no bistrô – normalmente, é no restaurante de Blumenthal, mas ele estava, à época, fechado para uma reforma já concluída. O buffet contempla tradições de diversas partes do mundo e há muitas opções para quem tem restrições alimentares.

O bar do terraço

O Bar Boulud também é responsável pelo serviço do bar no terraço do hotel, com vista para o Hyde Park.

Chegada ao Mandarin Oriental Hyde Park

Chegamos ao hotel de táxi e nem vimos mais nossas malas até chegarmos ao quarto. Fomos recebidas por três adoráveis mensageiros, que nos levaram à recepção para o rápido check-in, no qual nos ofereceram água, sucos e toalhas umedecidas e odorizadas.

Como o quarto não estava pronto, fomos convidados a aguardar no Rosebery, para tomar um chá ou drink de cortesia. Meia hora depois fomos levados ao quarto pela mesma funcionária que fez nosso check-in, e o deslumbramento já começou nos corredores e hall de acesso aos elevadores.

Nos corredores, os destaques são fotos exclusivas de Mary McCartney, a filha de Paul. Talentosas, inclusive, as garotas do músico. Stella McCartney é hoje uma das estilistas mais conceituadas do mundo.

Em todos os andares, o hall dos elevadores é um espetáculo à parte, com poltronas, mesas e lustres sofisticados.

Quarto

Fomos recebidos com mimos incríveis: garrafa de champagne Moet and Chandon e chocolates belgas. O projeto do renovado Mandarin Oriental Hyde Park foi assinado pela designer inglesa Joyce Wang. O estilo contemporâneo sofisticado da decoração faz um casamento com elementos e escolas da primeira metade do século 20, especialmente a art deco – que se vê nas mesinhas de centro, por exemplo.

Nosso quarto era da categoria Hyde Park, com 36 metros quadrados e um pequeno hall de entrada – onde está o bar, máquina de café expresso, chaleira, etc.

O banheiro é todo revestido de mármore branco. Muito claro, iluminado, com amenidades da marca londrina Miller Harris, traz box grande, funcional e ducha com excelente pressão de água. Os espelhos têm contorno iluminado. Porém, em nosso quarto, não havia banheira.

No quarto, se destacam a cobertura cinza nos painéis de parede, a escrivaninha coberta de couro e os belíssimos e sofisticados lustres de ônix. Poltrona e cortina são em tons claros de verde e rosa – essas cores podem variar de acordo com o quarto.

Atrás das cortinas blackout, um dos grandes destaques do Mandarin Oriental: a vista para o Hyde Park.

Entre as facilidades havia secador de cabelos com excelente potência – e até prancha, ou chapinha, de ótima qualidade -, tomadas e adaptadores por todos os cantos e um fofíssimo kit de papelaria (além de chinelos personalizados e roupão).

A cama é do tipo king, adaptável ao corpo, e há menu de travesseiros.

Destaques do serviço

Meu voo era tarde da noite. Não havia disponibilidade de meu tipo de quarto para o dia da partida. Por isso, fui transferida, após o meio dia, para outra categoria de apartamento, para que pudesse contar com a facilidade do late check out gratuito. Pude deixar o hotel no horário mais conveniente para mim – às 18h, seis horas após o horário de check out.

Todas as solicitações de serviços de quarto são atendidas em minutos. E, no momento de minha irmã e companheira de viagem ir embora – ela partiu horas antes de mim -, achou interessante ir de metrô, já que a linha da estação Knightsbridge dá acesso sem conexão a Heathrow.

Como a estação não tem nem elevadores nem escadas rolantes, um mensageiro do hotel prontamente se ofereceu para ajudá-la com as malas.

O serviço de concierge sempre tem dicas ótimas a oferecer. Além disso, conseguiu para mim reservas de última hora em restaurantes muito disputados da região.

Toda a experiência é fantástica. Uma pena ter sido apenas de um dia, porque não deu tempo, por exemplo, de conhecer o renomado spa do Mandarin Oriental, com sua piscina aquecida. O hotel deixou muito claro por que é ícone do luxo em uma das cidades mais luxuosas do mundo.

O Mandarin Oriental está temporariamente fechado por causa da pandemia. Segundo a assessoria de imprensa do hotel no Brasil, não há ainda previsão de reabertura. Porém, em alguns sites de reserva, elas podem ser realizadas para datas a partir de 4 de julho – com preços que começam em 780 libras.