Shangri-La Londres

shangri-la é hotel para viver londres nas alturas

Antes de falar do Shangri-La London, é preciso entender o contexto em que ele está inserido. O hotel nas alturas é parte importante de um movimento de rebeldia e “emancipação” do passado. E, principalmente, um símbolo da Londres do século XXI.

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A aristocracia clássica que envolve Londres há séculos está concentrada nos prédios, ruas e estilos da região conhecida como central. Porém, há algumas áreas na mais cosmopolita cidade do mundo com modernidade pulsante, evidente. É como um grito rebelde de liberdade ante as tradições do passado.

O símbolo dessa nova Londres é o The Shard, edifício de 310 metros que é o mais alto da capital inglesa. O arranha-céu em forma de pirâmide se impõe às margens do rio Tâmisa, ao sul de Londres, rodeado por um movimento de diversidades inglesas e mundiais.

O edifício The Shard

Nas imediações há um trânsito constante de executivas e executivos baseadas no próprio The Shard, ou logo em frente, do outro lado do rio, no centro financeiro de Londres. E há britânicos e estrangeiros de todas as tribos entrando e saindo da estação London Bridge, uma das mais importantes da cidade, com trens, metrô e uma espécie de shopping bem variado em seus não muito claros corredores.

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A estação London Bridge está diretamente conectada ao The Shard. E, entre o 34° e o 52° andares do arranha-céu está o hotel de luxo que é o símbolo dessa nova Londres, o Shangri-La.

As vistas são o tema da filial londrina da pequena rede asiática de extremo-luxo. Todo de vidro, ele escolheu seus ambientes em torno de uma visualização de tirar o fôlego de quase tudo o que é importante na cidade.

O Tâmisa, a magnífica Tower Bridge e a catedral de Saint Paul são os principais pontos visuais para o hóspede e o visitante do Shangri-La. Porém, dá para ver muito mais, dependendo do ângulo: London Eye, Big Ben e Abadia de Westminster, por exemplo.

Não à toa, cada quarto tem seu próprio binóculo. Dá para perder minutos e mais minutos desbravando o melhor de Londres lá de cima.

Tower Bridge

Tudo no Shangri-La London foi milimetricamente calculado para privilegiar vistas. A decoração, os quartos e suítes, os bares e restaurante. O entorno pode não ser o mais adequado para quem visita Londres pela primeira vez, e tem altas expectativas sobre um mundo aristocrático. É, no entanto, um valoroso espetáculo.

Ponto a ponto, venha comigo conhecer os destaques (e um ou outro ponto fraco) do Shangri-La London.

Torre de Londres

LOCALIZAÇÃO DO SHANGRI-LA LONDON


A região em que está o Shangri-La é chamada de Southwark, uma das áreas do sul do Londres – como é chamada a parte da cidade às margens do Tâmisa oposta à do Big Ben.

Se você está visitando Londres pela primeira vez e não tem medo de metrô, pode escolher o Shangri-La sem hesitação. Afinal, ele está ao lado da estação London Bridge.

Porém, se você prefere “walking distance” (ir andando, em tradução livre) para as principais atrações, este não é o seu lugar. Prefira um hotel de luxo em Mayfair, principalmente na charmosa Park Lane, como o Dorchester, um dos símbolos de Londres, ou o Four Seasons.

Um pouco mais dentro do bairro, e mais perto de Buckingham, há o Sofitel London Saint James e, claro, o Ritz.

Knightsbridge é também uma opção se você não faz questão de ficar tão imerso na Londres tradicional aristocrática. A rua concentra dois dos hotéis mais exclusivos e badalados de Londres: Bulgari e Mandarin Oriental.

Além disso, é o paraíso para os amantes de compras. Está ao lado da loja de departamento de luxo Harrods (a Saks dos ingleses) e da Sloane Street, a meca do consumo de luxo londrino. Por ali, estão todas as marcas de alto luxo do mundo.

Porém, se ter uma experiência londrina muito diferente de suas expectativas é seu objetivo de visitante iniciante, o Shangri-La é seu lugar. Se você já conhece Londres e quer ir muito além do óbvio, idem. It’s up to you.

ENTORNO


O Shangri-La está a poucos passos do Tâmisa e da Tower Bridge. Atravessando a ponte, chega-se à Torre de Londres, palácio (aberto à visitação) que guarda as joias da coroa. Nas duas margens, um programa incrível é caminhar entre a Tower Bridge e a London Bridge.

Do lado sul, há áreas para práticas de esportes e muitos cafés e restaurantes, inclusive uma filial do balado The Ivy. Do norte, além da Torre de Londres e de outros bares, cafés e restaurantes, há o centro financeiro da cidade (London City).

Mas o mais legal desta área está a um quarteirão do Shangri-La. É o Bourough Market, o mercado mais antigo de Londres. São diversas barracas e lojas sob os trilhos de trens que chegam à estação London Bridge. Há de tudo: queijos, vinhos, pães, trufas, frutas…

The Globe, o pub dos filmes ‘Bridget Jones’

No entorno do mercado há diversos pubs tipicamente londrinos, frequentados, a partir das 17h, pelo pessoal do mercado financeiro – o público é majoritariamente inglês. Um deles é o “The Globe”, cenário dos dois primeiros filmes da série “Bridget Jones”. Ao lado do pub está o prédio que era a casa de Bridget (no terceiro filme também).

Por ali, também há um dos cenários da franquia de filmes Harry Potter. O entorno traz ainda diversos restaurantes, a principal faculdade de medicina da cidade e algumas cervejarias – uma das experiências oferecidas pelo Shangri-La é um tour por elas.

Para valorizar a região, o Shangri-La obtém a maioria dos ingredientes de seus restaurantes e bares no Bourough Market.

CHEGADA AO SHANGRI-LA LONDON


No piso térreo do The Shard está a entrada do hotel, e o serviço de concierge. Mensageiros já começam a mimar os hóspedes ali: retiram malas, encaminham ao elevador e explicam os principais pontos do hotel.

A recepção fica no 35° andar. Esqueça a decoração clássica que se vê na maior parte dos hotéis de luxo da região central. Por ali, tudo é contemporâneo e discreto. Poucas obras de arte e móveis cumprem muito bem o papel de não brigar com a atração principal: os vidros que garantem vistas panorâmicas de Londres. E a iluminação proporcionada por eles.

É comum chegar à recepção e ver pessoas com expressão de deslumbramento, ou fotografando aquele espetáculo incomum. O The Shard oferece uma atração, o The View, que consiste em subir ao topo do prédio para ver aquele incrível cenário.

O Shangri-La oferece praticamente o mesmo em 18 andares. No da recepção, também está o restaurante do hotel, o Ting, do qual falarei mais em seguida. Logo abaixo, há um lounge, a maior adega de champanhe Cristal da Inglaterra e diversas salas, que são mais reservadas para festas e casamentos do que para reuniões e conferências.

O Shangri-La é mais sobre experiências do que negócios. 70% dos hóspedes procuram o hotel para lazer.

QUARTO


O hóspede é levado a seu quarto, cuidadosamente preparado, por recepcionistas que explicam tudo o que você precisa saber. A Rita, que nos apresentou o nosso, no 42° andar, do tipo Premier City View, foi também quem o preparou. Ela deixou no vidro uma simpática mensagem em português, com meu nome.

Os quartos dessa categoria têm entre 47 e 58 metros quadrados. Isso porque cada apartamento do Shangri-La tem um desenho diferente. Nenhum é igual ao outro.

Como na recepção, a decoração sofisticada usa cores claras, bem neutras, para valorizar a vista. Papel de parede tem tom pastel e quase tudo é de madeira clara. O carpete é uma simulação do céu.

Fomos recebidos com simpáticos mimos: macarrons e outros tipos de doces (repostos diariamente), além de amostras do home spray do hotel e de um gim produzido naquela região da cidade, o Jensen.

Assim como o quarto, o banheiro envidraçado é um espetáculo. Tem box e banheira separados, e o hóspede toma banho vendo Londres do alto. A foto na banheira, aliás, é uma das mais produzidas entre os hóspedes do Shangri-La para redes sociais – óbvio que também fiz a minha.

No banheiro, as amenidades são completas, com direito a pastas e escovas de dente. Os produtos de banho são de uma linha especial da Loccitane. A potência do secador de cabelo poderia ser um pouco melhor.

Os quartos têm ainda lençóis de algodão egípcio, travesseiros grandes e confortáveis, cama king que se adapta os contornos do corpo, máquinas de café e chá, dock para tocadores digitais e minibar bem recheado.

As cortinas black-out têm controle de abertura e fechamento automáticos. Além do quarto, estão também nos banheiros. Da entrega das malas ao room service, os serviços são rápidos e eficientes.

SUÍTE SHANGRI-LA


Além dos quartos, o Shangri-La tem também diversos tipos de suítes. A Shangri-La é uma das signatures (topo de linha), muito reservada por altos executivos e noivas nos dias de seus casamentos, por exemplo. É também muito usada para eventos privados.

São pelo menos oito ambientes, com imensa sala, quarto, escritório, closet, sala de jantar e cozinha (com adega; o hotel já deixa alguns vinhos por lá, como sugestão). Os robes, roupões e amenidades são exclusivos da suíte. Há ainda menu de chinelos, com seis opções, diferentes em conforto, design e cores.

A suíte tem vistas para os dois principais lados do Tâmisa. Da sala, dá para ver tanto a Tower Bridge quando a Catedral de Saint Paul (junto com London Eye e Big Ben). A suíte tem 230 metros quadrados.

OUTRAS ATRAÇÕES


O restaurante do hotel é o Ting, no andar do lobby. Dividido entre salão principal e lounge para chá da tarde, oferece vistas em 270°, tão espetaculares à noite quanto durante o dia. Funciona para almoço, jantar, chá da tarde e café da manhã no estilo buffet – com opções a la carte também.

O buffet de café da manhã tem muitas opções asiáticas de diversos estilos. O público de países como Hong Kong, Singapura e China, aliás, era preponderante entre os hóspedes do hotel nos dias que passei por lá.

Para almoço e jantar, há gastronomia é internacional. E o restaurante atrai não só o público do hotel, mas diversidade de turistas e de moradores de Londres.

Experimentamos o menu de três pratos, com entrada, principal e sobremesa, além de acompanhamento. Há peixes, carnes e fruto do mar, tudo acompanhado por vinhos escolhidos de maneira personalizada pelo sommelier, que explica aos clientes a melhor forma de harmoniza-los com cada prato e todos os detalhes do produto.

No 52° andar há o bar Gong, de coquetéis, com direito a noites embaladas por DJs. Os drinks são homenagens a grandes invenções da humanidade. Usam e abusam da criatividade, em uma carta muito bem feita. O em homenagem ao rock, por exemplo, vem em um copo em forma de guitarra.

Já o bar 31 fica no térreo, investe em produtos da região para drinks e atrai o pessoal de Londres para happy hours. Tem um terraço temático: no momento, traz o quintal do gim, com variedades de drinks com o produto. Em breve, será substituído pelo tema Oktoberfest.

Há ainda uma piscina panorâmica e aquecida, rodeada por um belo lounge, e sala de ginástica muito bem equipada, que funciona 24 horas.

GOSTEI

Vistas, serviços, banheiro e quarto, restaurante

NÃO GOSTEI

Por causa dos ventos fortes nos andares altos, o hotel é todo fechado. Faz falta um ambiente ao ar livre, especialmente no verão. A potência do secador de cabelos poderia ser melhor

Grand Canyon de Mustang

um roteiro para FUGIR DO ÓBVIO EM LAS VEGAS

Se você nunca esteve em Las Vegas, tem grandes chances de associar a cidade a cassinos e espetáculos do Cirque du Soleil. Mas, se você nem é fã nem de um nem de outro, a cidade do estado de Nevada, nos EUA, também reserva muitas atrações interessantes. E com uma alta dose de luxo.

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Preparei aqui um roteiro de três a quatro dias em Las Vegas ignorando (quase tudo) o que a cidade tem de mais óbvio – e conhecido. Há muitas opções gastronômicas, bares, compras e atrações fora dos limites da cidade – para fazer um bate e volta.

LAS VEGAS TEM VÁRIAS CIDADES NO
CORAÇÃO DO DESERTO

Se você nunca esteve antes em Las Vegas, vale reservar metade de um dia para conhecer as cidades artificiais na Las Vegas Boulevard, que no trecho dos grandes hotéis é conhecida como Strip. Trata-se da principal avenida da zona turística.

The Venetian

Claro que as cidades artificiais são uma atração óbvia, mas não dá para ignorar, mesmo que por mera curiosidade, a reprodução de locais importantes da Itália, França e de outros lugares dos EUA no meio do deserto de Nevada.

No hotel The Venetian, há a reprodução dos canais de Veneza. Eles ficam na área de compras do hotel, com direito a passeio de gôndola e representações das principais atrações da cidade italiana, como a praça de São Marcos.

Representação da Fontana di Trevi no Ceasers Palace

A Itália também encontra uma homenagem no Ceasers Palace, onde o visitante pode ver um pouco da Roma antiga. Há até uma cópia da Fontana di Trevi. Já o Egito antigo é o tema do Luxor.

Uma das reproduções mais incríveis estão no hotel Paris, com réplicas em menor escala de duas grandes atrações da capital francesa: Torre Eiffel e Arco do Triunfo. Já a Estátua da Liberdade e ruas inspiradas nas da Big Apple estão no New York, New York, que oferece também a montanha russa mais concorrida da cidade.

Hotel Paris


FUJA DOS HOTÉIS TEMÁTICOS

Se o turismo de massa não é seu negócio, o ideal é fugir dos hotéis temáticos na hora de escolher a hospedagem. E a maioria tem temas, mesmo que não sejam homenagens a cidades importantes.

O Excalibur, por exemplo, é uma homenagem à história do rei Arthur, com representações de castelos e arenas da Inglaterra medieval. No Treasure Island, você encontrará o universo da caça ao tesouro em alto mar, com navios de piratas e outras atrações.

Já os hotéis não temáticos não são atrações turísticas. E, se atraírem não-hóspedes, é pela possibilidade de compras, casas noturnas e a alta gastronomia que oferecem. Meu escolhido foi o Aria, que cumpre esses critérios e tem um ótimo complexo de piscinas – ótima pedida para o verão.

A melhor notícia? A área reservada a pool parties típicas de Vegas é separada das duas piscinas destinadas aos hóspedes, com esteiras confortáveis e opções de cabanas privativas – para quem se hospeda nas suítes ou está disposto a pagar uma alta taxa extra.

No mesmo complexo do Aria está o “irmão” Vdara (opção para quem quer fugir da fumaça dos cassinos, pois esse hotel não oferece a atração), o descolado Cosmopolitan e o novo Waldorf Astoria. Todos são sofisticados, contemporâneos e não têm temas para atrair turismo em massa. Além disso, entre eles há o shopping Chrystals (leia mais abaixo).

GASTRONOMIA

Terminado o tour pelas atrações turísticas para os visitantes de primeira viagem, é hora de relaxar. Se for verão, vale a pena passar uma tarde no complexo de piscinas do hotel escolhido – na Strip, todos, mesmo os mais simples, oferecem essa comodidade.

E vale bastante a pena, pois no verão do deserto do Mohave, onde está localizada Las Vegas, os termômetros passam facilmente dos 40 graus. Os hotéis premium e de luxo têm também spas para relaxamento, com diversos tratamentos.

Sage, no Aria (Foto: Divulgação)

Para os adeptos dos esportes, é comum ter à disposição academias muito bem equipadas – a do Aria é do mesmo nível das mais badaladas da cidade de São Paulo, em área e nível de equipamentos.

O almoço e o jantar estão entre os melhores momentos de Las Vegas, pois as opções são variadas e há diversos restaurantes com a assinatura dos mais renomados chefs do mundo. Uma das razões para minha escolha de hospedagem, o Aria, foi a gastronomia.

O estrelado Joël Robuchon

O hotel tem pelo menos três dos restaurantes que estão em qualquer lista dos melhores da cidade. Entre eles, o carro-chefe é o Sage, com menu criativo assinado pelo chefe Shawn McClain e uma ótima carta de vinhos.

Outro destaque do Aria é o francês Brasserie Bardot, que transporta o cliente a um bistrô moderno de Paris. O bar central é um dos destaques da decoração. O hotel oferece ainda o Jean-Georges Steakhouse, casa especializada em carnes do chef que assina também o cardápio do restaurante do Palácio Tangará, em São Paulo.

Fora do Aria, quase todos os hotéis premium e de luxo de Las Vegas têm ótimas opções gastronômicas. O Joël Robuchon, do estrelado chef francês, tem visual art decó, está no MGM Grand e é um dos mais badalados de Las Vegas.

O famoso japonês Nobu tem filial no hotel de mesmo nome, que fica dentro do Ceasers. Esse hotel também tem algumas casas do badalado Gordon Ramsay, como o Hell´s Kitchen e o Gordon Ramsay Steakhouse.

Já o alemão radicado nos EUA Wolfgang Puck assina o cardápio de casas como a descontraída Cucina, no shopping Chrystals, e a CUT, no shopping The Grand Canal, no complexo do The Venetian.

Na maioria dos restaurantes, é imprescindível fazer reserva, especialmente no jantar. Mas se tomar uns drinks enquanto espera cerca de uma hora não é um problema para você, dá para decidir de última hora onde comer.

A NOITE DE LAS VEGAS

Las Vegas tem grandes espetáculos performáticos e diversas casas noturnas. Desse primeiro grupo, quase todo hotel da Strip tem espetáculos do Cirque du Soleil. O Love, homenagem aos Beatles, é um dos mais famosos, e fica em cartaz no Mirage.

Entre as casas noturnas, a Jewel, do Aria, é um dos clássicos, e sempre tem filas monstruosas na área de entrada. Abre às sextas-feiras, sábados e segundas-feiras. Os “irmãos” Wynn e Encore são outros conhecidos por suas casas noturnas, como a XS.

Love é o espetáculo do Cirque du Soleil no Mirage

Mas se você quer fugir dessas atrações mais conhecidas e curtir uma noite mais tranquila, as opções de bares em Las Vegas são muito atraentes. Na maioria, os destaques são os coquetéis.

No Aria, o Alibi Ultralounge é um lounge de decoração que combina elementos modernos com ar retrô. Elegante e sofisticado, reúne hóspedes e visitantes em balcão, mesas altas ou lounges privativos – pagos à parte.
Investe na boa coquetelaria e em música ambiente. Para música ao vivo – com clássicos do rock e do pop mundial -, a pedida é o Lift.

Outro bar badalado de Vegas é o Eastside Lounge, na piscina VIP da piscina do Encore. Como quase tudo no hotel, o vermelho domina a decoração desse lounge.

SkyBar, no Waldorf Astoria

No rooftop do Cosmopolitan, o Marquee é uma casa noturna que, antes do início da badalação, funciona como bar – inclusive durante o dia. Vale a pena pelos drinks e a vista incrível.

Outro rooftop badalado de Las Vegas é o SkyBar, no Waldorf Astoria, com vistas panorâmicas para a Strip.

COMPRAS

Para quem gosta de ir aos EUA fazer a festa em outlets repletos de lojas de grandes marcas mundiais com bons descontos, Las Vegas não deixa a desejar. Há um outlet ao norte e outro ao sul da Strip.

Se quiser passar o dia fazendo compras nesses dois complexos, você não vai se decepcionar. Vale a pena alugar um carro para levar as compras. Em Las Vegas, esse serviço é prático – todos os principais hotéis oferecem – e barato.

O shopping Chrystals

Mas se você quer experimentar o melhor das marcas mais sofisticadas do mundo, Las Vegas também é o paraíso. E o epicentro desse oásis se chama Crystals, o shopping mais sofisticado da Strip. Por lá, há uma reunião de grifes europeias como Chanel, Gucci, Louis Vuitton, Versace e Prada, entre outras.

Se você procura marcas um pouco menos sofisticadas (e baratas), mas também mundialmente famosas – como Tommy Hilfiger e DKNY -, o seu lugar é o Forum Shops, no Ceasers. O shopping se destaca pela iluminação e o teto que simulam uma eterna noite. É como circular em uma galeria italiana após o jantar.

BATE E VOLTA

Há coisas para se fazer nas imediações de Las Vegas. O principal programa? Visitar o Grand Canyon West, no Arizona. Essa parte do patrimônio natural não é tão espetacular quanto a Sul, mas é a mais viável de se visitar a partir da cidade – para a outra, não dá para fazer bate e volta, pois são mais de 400 km de distância da cidade de Nevada.

Black Canyon

Já o Grand Canyon West fica a pouco mais de 100 km de Las Vegas e a viagem dura cerca de uma hora e meia, de carro, ou duas horas, de ônibus – os hotéis oferecem esse tour em suas agências de turismo. Outra opção é ir de helicóptero, para um passeio panorâmico.

Eu fui de carro, pois as estradas são lindas, cercadas por montanhas após a divisa entre Nevada e Arizona. E essa opção permite fazer paradas pelo caminho, como na belíssima barragem Hoover Dam e no Black Canyon – há um observatório às margens da estrada, logo após a divisa entre os estados.
No caminho também encontrei alguns hotéis-cassinos de beira de estrada, com visual que lembra os de filmes de Velho Oeste.

Como optei por não alugar carro em Las Vegas – embora seja uma boa pedida, pois muitos hotéis oferecem estacionamento gratuito -, retirei um Mustang conversível pela manhã, no terminal de aluguel de carros do aeroporto, e o entreguei à noite, antes de retornar ao hotel.

Grand Canyon

Como já expliquei, dá para alugar o carro no próprio hotel. Mas o Mustang que queria não estava disponível nessas agências. E, nas de hotéis nos arredores, tinha preço bem mais alto que os US$ 80 que paguei no aeroporto.

LAS VEGAS E O CINEMA

Se você é fã de cinema, vai querer saber que hotéis foram mostrados em grandes clássicos da telona. “Onze Homens e um Segredo” é no Bellagio, um dos hotéis mais luxuosos e famosos de Las Vegas.

“Se Beber não Case” tem boa parte de sua ação ambientada no Ceasers Palace. “Última Viagem a Vegas”, com o quarteto fantástico formado por Michael Douglas, Robert De Niro, Morgan Freeman e Kevin Kline, mostra quase todos os ambientes do Aria.

O Planet Hollywood é cenário da comédia “Jogo do Amor em Las Vegas”, com Ashton Kutcher e Cameron Diaz. Já “Proposta Indecente”, clássico dos anos 90, usa cenários do Hilton Las Vegas.

Por do sol em Salvador

Carnaval: dicas para curtir salvador além da folia

O carnaval de Salvador começa oficialmente nesta quinta-feira, dia 20. Foliões do Brasil inteiro já começam a chegar à capital da Bahia em busca de trios elétricos e camarotes cada vez mais sofisticados no circuito Barra-Ondina.

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Mas existe uma Salvador muito além da folia de rua para explorar no carnaval. Ela é igualmente alegre, mas mais sofisticada. Dá para curtir blocos com exclusividade, passar o dia em um clube de praia, apreciar alta gastronomia, conferir o por do sol em diversos ângulos, entre outros programas. Veja as dicas.

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Barra-Ondina de barco

Lá no chão, são 4 quilômetros de circuito, e um bloco atrás do outro para uma tarde inteira – e parte da noite – de folia. Alguns blocos têm cordas, para vendas de abadá. Outros, não.

Se correr atrás do trio não é seu negócio, dá para ver toda essa movimentação a uma pequena distância, em um espaço exclusivo. Há empresas especializadas em aluguel de lanchas e barcos para grupos privados.

Entre elas, há opções como a Bahia Passeios e a RR Náutica. Como no carnaval tudo é congestionado, convém reservar – a maioria dos barcos sai da Bahia Marina, próxima ao circuito Campo Grande, o maior do carnaval soteropolitano.

Os preços partem de R$ 900. Mas, se preferir tentar a sorte, aqui vai uma dica de ouro. Dá para chegar à Bahia Marina e, se houver mais demanda que oferta, alugar o barco na hora.

Seguindo essa receita, houve um carnaval em que aluguei uma lancha (com banheiro) para seis pessoas por R$ 600. O período foi de quatro horas, em que eu e meu grupo pudemos curtir, diante do Barra-Ondina, desfiles de blocos como o de Bell Marques e Durval Lélys. Com direito a um belo por do sol, antes do retorno à Bahia Marina.

Por do sol na Baía de Todos os Santos

A baía que disputa com a de Guanabara o posto de mais famosa do Brasil é, comparada à sua irmã fluminense, bem mais bela. A Baía de Todos os Santos, de águas esverdeadas, proporciona vistas que são um lindo espetáculo, especialmente no por do sol.

O contraste entre mar, céu e os barcos estacionados na marina formam um cenário inesquecível – e proporcionam belas fotos. Por ali, há ainda alguns restaurantes badalados, além de lojas.

Bahia Marina

Dá para assistir o por do sol sentado em um banquinho diante do mar, ou sentado em uma das mesas do DAS, o único restaurante que não fecha entre o almoço e o jantar.

Se quiser observar a baía do alto, ao por do sol, a dica é o Hidden. O bar itinerante, que é de Brasília, fica em Salvador até abril. Funciona em um casarão na tradicional rua Chile (a primeira rua do Brasil), próxima ao elevador Lacerda e ao Pelourinho, no centro histórico.

Vista noturna no Hidden

Abre às 17h, exatamente para o por do sol. A cada noite, se apresentam duas bandas e um DJ. Os temas musicais são variados, mas no carnaval há foco em grandes sucessos da música baiana dos anos 80, 90 e início dos 2000. O couvert artístico é de R$ 30, pagos na entrada.

Não é à toa que, na noite em que visitei a casa, com decoração rústica-chique, o público variava de 30 a 50 anos. Por lá, também há boa variedade de vinhos e cervejas artesanais, que podem ser acompanhados por queijos, jamon e castanhas, entre outros snacks.

Hidden Salvador

ONDE COMER EM SALVADOR

Salvador tem uma bela diversidade gastronômica, mas a especialidade fica por conta de peixes e frutos do mar. Se quiser variar um pouco, vá ao Lafayette, um clássico da capital baiana.

As opções de pratos com carnes em destaque, e massas sem frutos do mar, são variadas e muito saborosas. Recomendo o filé mignon com nhoque trufado.

A variedade de opções com peixes e frutos do mar do Lafayette também são destaques – e valem muito a pena. No salão, tente sentar nas mesas encostadas ao vidro com vista para os barcos da Bahia Marina – a sensação é de estar flutuando.

DAS

Também na Bahia Marina, o DAS, além de restaurante, tem uma pegada de bar, no qual as pessoas vão para passar a tarde e ver o por do sol. Se for esse o seu caso, há excelentes opções de petiscos.

Os inspirados na culinária mediterrânea dominam o cardápio. Tente o carpaccio de polvo.

Atualmente, meu restaurante preferido em Salvador é o Mistura do Contorno. Visto da rua Lafayette Coutinho, parece uma caixa de vidro.

Sua entrada é pelo condomínio Marina Residence, um dos empreendimentos comerciais de luxo que fazem parte da revitalização do bairro do Comércio, no centro. A vista da Baía de Todos os Santos é panorâmica.

Mistura do Contorno (Foto: Divulgação)

A decoração contemporânea com toques retrô é peculiar e os pratos, verdadeiras obras de arte. Peixes e frutos do mar dominam o cardápio. Experimente os camarões com risoto trufado e amêndoas.

Ali do lado, está mais um clássico que sempre vale a pena revisitar, o Amado.

PRAIA SEM SUPERLOTAÇÃO

São cerca de 40 km do centro e das praias mais conhecidas de Salvador. Uma pequena viagem. E ao chegar à praia do Flamengo, a paisagem muda tanto que dá mesmo para pensar que se trata de uma pequena vila litorânea.

Apesar disso, Flamengo ainda faz parte da cidade de Salvador – está quase na divisa com Lauro de Freitas. É a praia mais ao norte da capital baiana, e a mais tranquila para passar o dia. Tem águas cristalinas e, dependendo da maré, calmas, com ondas leves.

Praia do Flamengo

Por ali, não há nada que lembre as congestionadas Barra e Ondina no período do carnaval, ou mesmo a famosa Itapuã, também ao norte de Salvador. Mas o melhor mesmo dessa praia é a estrutura.

Há alguns restaurantes que em Salvador são chamados de barracas, mas que são verdadeiros clubes de praia. Meu preferido é a barraca do Loro.

Além do restaurante especializado em frutos do mar (experimente as moquecas) e de cadeiras e guarda-sois na praia, há uma área com confortáveis cabanas (lá, eles chamam essa estrutura de bangalôs). A Barraca do Loro também tem piscina, loja de roupas e biquinis e salas para massagem.

Barraca do Loro

Para quem quiser repor as energias antes, durante ou depois da folia, relaxar em um dia de praia longe do agito pode ser ótima opção.

Endereços

Bahia Marina – Avenida Lafayette Coutinho, 1010
Hidden Salvador – Rua Chile, 6
Mistura do Contorno – Ladeira do Gabriel, 334
Amado – Avenida Lafayette Coutinho, 660
Barraca do Loro – Rua Des. Manuel de Andrade Teixeira, 266

Villa Laura

A TOSCANA VISTA PELOS CENÁRIOS DO CINEMA

A semana começa com a repercussão do Oscar 2019, que premiou o sul-coreano “Parasita” como melhor filme. E no embalo do cinema, que tal visitar uma região que já emprestou seu cenário para diversos filmes.

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Em minha recente visita à Toscana, fiz um “tour cinematográfico”, passando por locais que emprestaram sua beleza a três produções de que gosto bastante: “Hannibal”, “A vida é bela” e “Sob o sol da Toscana”.

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São três filmes bem diferentes, mas que se encontram nas paisagens impressionantes dessa romântica região italiana.

Cortona é encanto no topo de uma colina

Da lista, a história da americana traída e abandonada pelo marido que se muda para a Toscana é a que menos me atrai. O que sempre me encantou em “Sob o sol da Toscana” não foi o roteiro, e sim os cenários e a fotografia.

Paisagens rurais dessa região da Itália se alternam com o epicentro geográfico do filme, a cidade de Cortona, que fica no topo de uma colina – como outras da Toscana.

Escadaria do Palazzo Comunale (Foto: Divulgação)

Como me hospedei em um hotel agriturismo nas imediações da cidade, ela foi minha primeira visita do roteiro de cinema. Cortona, como vários locais da região, tem lindas vistas e vielas repletas de construções históricas.

Um cenário bem comum em “Sob o sol da Toscana” é a escadaria do Pallazzo Comunale. Já na Piazza de la Repubbica a personagem principal, Frances Mayes (Diane Lane), escreve uma carta endereçada à mãe de um dos seus companheiros de excursão – antes de decidir abandonar o grupo e se mudar para a Itália.

O filme é baseado na experiência real de Frances, que comprou a antiga e bela, mas fora de ordem Villa Bramasole, em um impulso, durante uma viagem de férias pós-divórcio. Escritora, ela transformou essa experiência no livro “Sob o sol da Toscana”, que depois virou filme.

A cena em que Frances abandona a excursão e chega à Villa Bramasole (Foto: Divulgação)

A casa que “interpretou” a Villa Bramasole é a Villa Laura, a seis quilômetros do centro de Cortona. O local está disponível para aluguel para temporadas. A Villa Bramasole de verdade fica nas imediações da cidade, e até hoje e a casa de Frances.

Toscana dos anos 30 e 40 em clássico italiano

Premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro – categoria que passou a se chamar “filme internacional” na edição deste domingo do prêmio -, “A Vida é Bela” é um dos filmes mais consagrados do cinema italiano. A história de Guido (Roeberto Benigni) e Dora (Nicoleta Braschi) se passa nas ruas de Arezzo.

Duomo de Arezzo (Foto: Rafaela Borges)

A cidade, a 30 km de Cortona, sabe explorar bastante sua conexão com o filme. Em todos os locais que serviram de cenário para a produção, há uma placa explicando a cena.

Um desses locais, em uma rua entre a estação de trem de Arezzo e o centro da cidade, é o prédio que foi cenário da escola em que Dora, professora, trabalhava.

Guido e Dora nas escadas do Duomo

Ao lado está a basílica de São Francisco. Lá, Guido corteja Dora e a convida para tomar um sorvete.

Já o Duomo di Arezzo emprestou suas escadarias para a cena em que Guido estende um tapete vermelho para Dora, evitando que sua amada molhasse seus pés.

A escola em que Dora trabalhava, em Arezzo (Foto: Rafaela Borges)

A Florença de Hannibal Lecter

No final de “O silêncio dos inocentes”, o psicopata Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) foge da prisão. Anos depois, volta à lista dos criminosos mais procurados, ação impulsionada pela pressão do bilionário Mason Verger (Gary Oldman), que foi vítima do assassino e quer se vingar.

Acessórios na Ponte Vecchio

É nesse ponto que tem início “Hannibal”, de Ridley Scott. Clarice Starling está de volta à trama, mas desta vez interpretada por Julianne Moore, que substitui Jodie Foster (premiada com o Oscar pelo papel).

Em um vídeo de segurança de uma loja, Clarice descobre o destino de Lecter em seus anos foragido: Florença, a mais importante cidade da Toscana. E parte do roteiro se passa em uma das capitais mundiais da cultura e arte, além de berço do Renascimento.

Vista a partir da Ponte Vecchio (Foto: Rafaela Borges)

Uma das cenas mais chocantes de “Hannibal”, quando Lecter assassina o policial italiano Pazzi, mostra a fachada do Palazzo Vecchio. Já a residência do psicopata é o Palazzo Capponi.

Um dos principais cartões-postais de Florença, a Ponte Vecchio é repleta de lojas de joias, além de bijuterias e outras acessórios. É lá que o policial Pazzi, disposto a capturar Lecter para entregá-lo a Verger e conseguir uma gorda recompensa, compra um bracelete para tentar registrar as impressões digitais do psicopata.

Palácio Vecchio (Foto: Rafaela Borges)

Depois, Pazzi lava suas mãos cheias de sangue na fonte do Porcellino, na qual, dia a dia, turistas jogam suas moedinhas e fazem pedidos, além de registrarem o momento com uma foto.

A fonte do porquinho é ao lado do Mercado Novo. Por lá, há diversos artigos de couro italiano à venda – com preços bem interessantes.

Bônus: Montepulciano é a Volterra das telas

Esse filme não está na minha lista dos favoritos, mas o assisti. A parte que gostei? O Porsche amarelo percorrendo as estradas da Toscana. Estou falando de “Lua Nova”, o segundo capítulo da saga vampiresca adolescente “Crepúsculo”.

Ali no fim do filme, a mocinha Bella (Kristen Stewart) vai à Volterra, na Itália, “casa” dos grandes vilões da história, os Volturi. A missão? Resgatar seu amado Edward Cullen (Robert Pattinson).

Pallazzo del Comune e piazza Grande (Foto: Rafaela Borges)

Volterra de fato existe e fica na Toscana. É uma cidade medieval que funciona muito bem em um passeio combinado com a não muito distante San Gimignano. Porém, o cenário para as cenas de “Lua Nova” foi o centro medieval de Montepulciano.

O palácio dos Volturi é o principal da cidade, o Pallazzo del Comune. Fica no alto de Montepulciano e em frente à piazza Grande, cenário para uma festa típica, com pessoas vestidas de vermelho, encenada em “Lua Nova”.

Toscana já emprestou seus cenários para grandes produções do cinema
Cena do filme em Montepulciano

Ao visitar Montepulciano, aproveite para degustar e comprar trufas e azeites trufados. E, se é fã de vinhos, os da cidade são uma das referências na Itália. Nos arredores, aliás, há algumas boas vinícolas para visitar.

Restaurantes que deram origem a hotéis de luxo

O descolado hotel Nobu terá uma unidade em São Paulo, com previsão de inauguração em 2021. No ano passado, também foi aberta na capital paulista o primeiro restaurante da marca no Brasil.

Mas o que veio primeiro? O hotel ou o restaurante? O Nobu é um dos casos de restaurante badalado cuja marca ganhou tanta força que acabou estendendo seu ramo de atuação. Nesse caso, virou também hotel.

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Um outro exemplo importante está no mercado brasileiro. Trata-se da rede Fasano, que tem hotéis em diversas cidades brasileiras e até uma filial no Uruguai.

A filial de São Paulo do Nobu

NOBU, A MARCA DESCOLADA


O Nobu é o restaurante japonês mais famoso do mundo, com filiais em diversas capitais e cidades cosmopolitas do mapa. Seu sócio mais famoso é um dos mais consagrados atores de todos os tempos, Robert De Niro.

Porém, o nome por trás do sucesso do restaurante é o de seu fundador, Nobu Matsuhisa, que inaugurou a primeira casa da rede mundial nos anos 80. Atualmente, são cerca de 30 restaurantes em 20 países.

Restaurante Nobu Downtown é uma das duas unidades em Nova York

O estilo do restaurante é conhecido como “Nobu style”. Sua assinatura é dar um toque da culinária peruana na gastronomia japonesa.

Os Estados Unidos são o país em que o Nobu é mais famoso. Por lá, há duas filiais em Nova York, duas em Las Vegas e uma em Malibu, com vista para o mar.

Em Las Vegas, Nobu é restaurante e hotel

O público dos restaurantes é bastante jovem e descolado. Celebridades e influenciadores das mais variadas áreas são presença constante no Nobu. Um local que, além de boa gastronomia, é também para ver e ser visto.


HOTÉIS NOBU

A rede de hotéis comandada por Matsuhisa e De Niro é focada no mesmo público do restaurante. A começar pela escolha dos locais.

Além das cidades mais cosmopolitas do mundo, como Londres, Nova York, Chicago e Palo Alto (o epicentro do Vale do Silício), o Nobu também tem filiais em locais famosos por serem badalados destinos de viagem, especialmente os de verão.

Barcelona tem a mais nova unidade do hotel de De Niro e Matsuhisa

Exemplos são Miami, Las Vegas e Malibu, nos EUA, e Marbella e Ibiza, na Espanha. A unidade mais recente da rede foi inaugurada recentemente, em Barcelona, também na Espanha.

Os hotéis têm decoração luxuosa e bastante contemporânea, e costumam sediar bares badalados. Mais que locais de hospedagem, são também pontos de encontro.

Na Espanha, também há filiais em Ibiza (acima) e Marbella

FASANO E O EXTREMO LUXO

O Fasano foi, por anos, o restaurante mais famoso de São Paulo, e de todo o Brasil. Claro que, com o passar dos anos, e o fortalecimento da capital paulista como uma forte referência gastronômica mundial, ganhou muitos rivais.

Porém, seus domínios já vão muito além da gastronomia. O hotel Fasano São Paulo foi o primeiro de uma pequena rede que é uma das referências do luxo na hotelaria nacional.

Hotel da rede Fasano em Salvador

Depois, vieram filiais no Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Porto Feliz (no condomínio de luxo Boa Vista, no interior de São Paulo) e Punta del Este, no Uruguai.

As mais recentes inaugurações da rede, em 2018 e neste ano, foram respectivamente em Salvador e Belo Horizonte.

A mais nova unidade do Fasano é em Belo Horizonte

Em breve, haverá uma unidade em Trancoso, a estação de veraneio mais badalada do Brasil, e outras duas na cidade de São Paulo.

COMO É VOAR NA CLASSE EXECUTIVA DA AIR EUROPA

Mas e aí, vale a pena voar na classe executiva da Air Europa? A companhia aérea espanhola opera voos de Madri a algumas capitais brasileiras – e vice-versa. Pela diversidade de cidades que atende, e por preços que, na maioria das vezes, são menores que os da concorrência, a empresa vem atraindo a atenção.

Pesquisei bastante sobre a Air Europa antes de meu voo. Só havia resenhas da classe executiva em inglês, e nada muito profundo. Já as avaliações da classe econômica, feitas em português, não eram nada animadoras.

Mas, após os voos, concluí que as críticas negativas sobre as experiências na econômica não se confirmaram na executiva. Houve alguns contratempos.

Na Air Europa, a ida foi um mar de rosas. A volta, nem tanto. Os problemas, no entanto, foram menos da empresa, e mais do terminal em Barajas no qual ela opera.

Terminal em Guarulhos, check-in e sala VIP


O Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos ficou tão funcional e bonito que, sempre que tenho de fazer um voo internacional, fico infeliz ao saber que terei de usar outro. E a Air Europa é a única companhia europeia a operar no Terminal 2.

A princípio, julguei que esse seria um ponto negativo para a Air Europa. Por outro lado, foi uma boa experiência para avaliar como está o terminal depois da reforma que o ampliou, transformando-o, junto com o Terminal 1, em um único.

Foto: Divulgação

Julguei mal. O Terminal 2 já não deixa a desejar. Recebeu estrutura bem semelhante à do 3, com máquinas de leitura eletrônica de bilhetes e de passaportes para brasileiros, na imigração.

Já a área de check-in é mais tumultuada que no Terminal 3, mas, na Air Europa, ele foi feito sem filas, de maneira rápida e eficiente. A sala VIP, por sua vez, é a da Smiles, da Gol. Recentemente, a brasileira anunciou parceria com a espanhola, para emissão de bilhetes com pontos do programa nacional.

Porém, ainda não dá para pontuar no Smiles ao se pagar pelo bilhete na Air Europa. A espanhola, no entanto, gera pontos nos programas da KLM, Air France e de outras companhias da aliança da qual faz parte, Skyteam.

A sala VIP da Smiles é ampla e confortável, tem vista para a pista do aeroporto, boas poltronas com tomadas para carregar eletrônicos portáteis e cabines individuais com chuveiros. Como o voo era às 14 horas, foi servido almoço enquanto estávamos na sala VIP. Bem variado, inclui salada, queijos, sopas e pratos quentes, além de diversidade de bebidas.

EMBARQUE

Como não há primeira classe, a prioridade para embarque é dos passageiros da classe executiva. E é recomendável embarcar na primeira chamada. Diferentemente do que ocorre no Terminal 3, a Air Europa não usa duas portas de embarque nem em São Paulo nem em Madri.

Assim, tanto na ida quanto na volta, por ter demorado a embarcar, enfrentei uma fila formada no corredor do finger. O embarque da econômica, com número muito maior de passageiros, já havia começado.

CABINE DA CLASSE EXECUTIVA DA AIR EUROPA


A companhia espanhola opera o trecho São Paulo – Madri, e vice-versa, com um moderno Boeing 787-800, aquele sem cortinas na janela. A intensidade de entrada da luz é controlada automaticamente, por meio de um botão, da total iluminação ao completo blackout.

Poltronas reclinam em 180° (Fotos: Rafaela Borges)

A disposição das poltronas é 2-2-2. Elas são flat-beds, com inclinação em 180°, e se transformam em confortáveis camas. Além de três posições pré-determinadas (decolagem/pouso, descanso e cama), dá para combinar outras configurações de inclinação.

À frente das poltronas, há o apoio para os pés. Além disso, há uma divisória entre as duas poltronas, para garantir a privacidade de quem não está viajando acompanhado.

MIMOS E ENTRETENIMENTO


A Air Europa oferece forro para a poltrona, além de cobertor e travesseiros confortáveis. O kit de amenidades é completo e com produtos de boa qualidade. Inclui cremes para pés, mãos e rosto.

Há forro para as poltronas e travesseiro e cobertor de boa qualidade

A tela individual é grande e sensível ao toque. Também pode ser comandada por um dispositivo remoto, que tem a opção de exibir programações diferentes das que estão no monitor principal.

A seleção de filmes não é extensa, mas tem diversos títulos recem-saídos dos cinemas, além de uma coleção de clássicos de diversas épocas. Também há algumas temporadas completas de filmes de sucesso.

SERVIÇOS


A bordo são servidas bebidas de boas-vindas: espumante, água e sucos. O serviço de alimentação tem início pouco tempo após o piloto desligar o aviso de cintos de segurança.

Não é preciso escolher a entrada. Vem tudo o que está no cardápio. O passageiro só escolhe o prato principal, servido separadamente. Eu comi um peixe com legumes, extremamente saboroso, assim como as entradas.

Foto: Divulgação

Isso no voo de ida, de São Paulo a Madri. Na volta, na direção oposta, o prato principal foi servido junto com as entradas. E estava tudo muito ruim. Escolhi um frango com gosto tão estranho que não consegui comer.

E mesmo os aperitivos disponíveis na galeria da executiva, durante o voo, foram diferentes nos dois trechos. No primeiro, havia variedade de sanduíches e doces. No segundo, apenas um tipo de sanduíche. E mais nada.

Além do jantar, é servido também café da manhã – a cerca de uma hora e meia da chegada ao destino.

O cardápio de bebidas é bem diversificado. Além de não-alcoólicos, há destilados, drinks e vinhos espanhol e português.

Porém, tanto na ida quanto na volta vale destacar a extrema cordialidade da tripulação.

OUTROS DESTAQUES


Outro ponto positivo é o tamanho da mesinha de refeições, maior e mais fácil de operar que a média. Por outro lado, só havia um banheiro em operação na classe executiva.

Ainda assim, não houve filas – até por se tratar de uma cabine pequena, para 24 passageiros apenas.

Tanto em São Paulo quanto em Madri, as malas chegaram rapidamente, respeitando a prioridade da classe executiva.

A bordo do 787-8 da Air Europa, minha principal crítica é o serviço de internet. O passageiro da executiva ganha um voucher de 10 MB, que não dá para nada. Só serve para instigar a comprar mais.

Foto: Rafaela Borges

São três opções, sendo a mais cara tabelada em 20 euros. Porém, só 100 MB estão disponíveis, que também não são suficientes para quase nada. Na Lufthansa, por esse valor a internet é ilimitada, durante todo o voo – e, quando fiz dois, de São Paulo a Frankfurt e então ao Bahrein, ainda pude usar o que sobrou do primeiro trecho no segundo.

A American Airlines também oferece plano de internet ilimitada. Nas demais companhias, não testei o serviço. Aqui, ponto negativo para a Air Europa.
Vale destacar que não consegui fazer marcação de assento por meio do site da Air Europa na internet. Era preciso entrar em contato com a central de atendimento por telefone. Desisti.

TERMINAL 1, EM MADRI


As diferenças entre os trechos de São Paulo a Madri e de Madri a São Paulo eu já expliquei um pouco no tópico “Serviços”. Na volta, o espaço para a bagagem sobre minha poltrona estava quebrado. Porém, acomodei tranquilamente minha mala de mão no compartimento ao lado.

O grande problema da experiência com a Air Europa é o terminal em que ela opera no Aeroporto de Barajas, em Madri. Trata-se do Terminal 1, onde estão a maioria das aéreas que fazem parte do SkyTeam.

Para quem conhece o T4 e o T4S desse mesmo aeroporto, modernos e funcionais, a impressão é de estar em um local totalmente diferente. Estes são usados pela Iberia e as companhias da aliança One World, principalmente.

Feio, tumultuado e pouco funcional, o Terminal 1 parece um pesadelo. Lembra muito os antigos terminais 1 e 2 de Guarulhos, antes da reforma.

O check-in foi lento e os funcionários, mal educados. Há fast track (passagem exclusiva) para os passageiros da executiva no Raio-X. Na imigração, as filas são imensas. Dependendo do horário, dá para perder uns bons 40 minutos por ali.

SALA VIP EM BARAJAS


A sala VIP usada pela Air Europa no Terminal 1 em Barajas chama-se Cibeles. Não é exclusiva; várias companhias a utilizam.

Ao me aproximar, notei uma imensa fila. Procurei me informar: a sala estava lotada e aquela fila era para pessoas que queriam pagar para usar o lounge, bem como para passageiros com status mais baixos em programas de fidelidade das companhias.

Quem voava de executiva poderia passar direto. Porém, a recepcionista logo avisou: não havia lugar para sentar.

Sala Cibeles, no Terminal 1, em Barajas (Foto: Divulgação)

Já coloquei meu nome na lista para usar uma das cabines com chuveiro logo ao chegar ao lounge. A recepcionista avisou que demoraria. Havia oito pessoas em minha frente, mas cinco cabines disponíveis. Eu não me preocupei tanto: teria uma hora e meia na sala Cibeles.

Porém, eu só consegui tomar um banho “relâmpago” porque meu voo atrasou uma hora. Descobrimos que havia só uma pessoa para fazer a limpeza, e só uma das cinco cabines em operação. Mesmo com a sala lotada.

A sala Cibeles é até bonita, ampla e com muitas poltronas e mesas. Porém, estava muito cheia e sem pessoal suficiente para atender à demanda. Quase nada era reposto.

Além disso, o ar-condicionado não estava funcionando. Então, a sala VIP virou um verdadeiro forno. Ao menos, há uma varanda aberta, com vista para a pista, que acabou sendo a salvação.