O dólar e os movimentos dos turistas

Passando rápido para comentar a influência da alta do dólar, que passou dos R$ 4,00.

Como comentei há pouco aqui, a passagem do dólar para esse novo patamar tem influenciado de forma significativa as viagens dos brasileiros ao exterior. Em agosto desse ano, os gastos destes no exterior caíram quase 21%.

Do outro lado, os gastos dos estrangeiros no Brasil parecem não ter reagido na mesma proporção; cresceu 6% em agosto de 2018 em relação ao mesmo mês do ano passado.

A tendência, pelo menos até a posse e as primeiras medidas do novo Presidente da República, o dólar deve estar no patamar dos 4 reais. Segundo estimativas da EXAME o cenário externo e o nacional das eleições deve ter reações do mercado nos próximos dias.

Também comentado pela ABEAR, além da influência do dólar no preço do petróleo, os impostos também impactam fortemente os preços das passagens. Seguimos acompanhando.

Agente ou consultor de viagens?

Estamos sempre nos perguntando sobre as mudanças rápidas e profundas no turismo. Que tipo de empresas vão surgir? Quais vão acabar? O digital vai substituir o presencial em que proporções? Me recordo quando surgiram as teleconferências, diziam que os eventos estavam com os dias contados. Bem, não temos a resposta para essa questões, mas devemos acompanhar e nos localizar nesse cenário.

Segundo uma pesquisa recente encomendada pela agência de viagens AAA Travel, norte-americanos com idades entre 23 e 39 anos estão tão propensos a usar um agente de viagens quanto aqueles com idades entre 54 e 72 anos. Muitos são os dados de mudança de comportamento nas diversas faixas etárias.

De acordo com 46% dos entrevistados, trabalhar com um agente de viagens ajuda a garantir uma viagem mais tranquila, trazendo benefícios como: economia de tempo, redução de estresse com preparativos, recomendações de quem já possui experiência no ramo e auxílio caso ocorra algum problema durante a viagem.

De uma certa maneira, essa pesquisa faz um contraponto a uma matéria publicada recentemente pela Work + Money, que colocava o agente de viagens dentro da lista das 25 profissões para se evitar, por estar em declínio.

Na matéria se afirmava que os sites de reservas de viagens on-line fizeram com que cada pessoa se tornasse o seu próprio agente de viagens. Mas o que parece não ter sido considerado nesta afirmação é de que embora a internet facilite essa autonomia os viajantes ainda prezam por poupar o seu tempo, usufruir de comodidade e aproveitar as ofertas proporcionadas pelo setor. Também não há nada que substitua a experiência já vivenciada nos destinos, de outros viajantes, ou de especialistas.

Hoje o agente de viagens funciona como um consultor. Alguém que ajuda com seu conhecimento específico, colabora na prevenção de crises, a evitar gastos desnecessários, a economizar tempo, entre outras coisas; esses benefícios já citados anteriormente. Esse tipo de papel não pode ser desenvolvido, desta maneira, pelos sites. E o viajante preza por isso. Não é à toa que a ASTA passou a se chamar American Society of Travel Advisors (não Travel Agents, como antes).

Um bom agente de viagens, ou CONSULTOR, CONSELHEIRO, ORIENTADOR,  garante a relevância da sua função porque pode compartilhar um olhar especializado e um conhecimento único sobre determinado destino, prestando uma consultoria que a impessoalidade dos sites não é capaz de proporcionar.