Conquistando o turista pelo estômago

Dando continuidade a uma série de posts a respeito dos novos hábitos de consumo e forma de aprimorar a prática de turismo de acordo com as novas preferências dos viajantes, há uma tendência que não passa mais despercebida: o papel da comida na viagem. É importante focarmos no alimento como integrante essencial num roteiro de viagem, pois a gastronomia é uma grande motivação para os viajantes de todo o mundo: de acordo com uma pesquisa da Booking.com, 75% dos viajantes pelo mundo gostariam de escolher um destino por suas comidas e bebidas.

Não se trata apenas de recomendar restaurantes locais. O conteúdo relacionado a experiências de degustação, mercados de alimentos e produtos regionais pode engajar viajantes que buscam experiências gastronômicas, ajudando a impulsionar o mercado local de um destino.

A Catalunha, por exemplo, é um destino que possui uma seção dedicada a comida em seu site, onde apresenta vídeos sobre sua famosa culinária e vinhos da região. Além de aumentar o envolvimento de pessoas interessadas em alimentos, esse tipo de conteúdo também ajuda a promover a autenticidade e a identidade única de um lugar. (Ver vídeo abaixo)

O setor do Turismo em Nova York, a NYCGo, também tem um foco extensivo em alimentos, usando um formato de estilo de revista para apresentar restaurantes, tendências alimentares e peculiaridades que fazem sua cena de jantar tão famosa. Também promove eventos alimentares que acontecem na cidade de Nova York, ajudando os usuários a planejar viagens e eventos específicos, além de obter inspiração.

No Brasil

Por aqui essa tendência já está se tornando uma realidade. A cidade de Florianópolis hoje está entre as 18 cidades no mundo que fazem parte da lista de Cidades Unesco da Gastronomia.

Trazer à tona a regionalidade de um destino através de sua culinária local é uma forma de valorizar a singularidade e agregar exclusividade à viagem. Há muitos anos o paladar faz parte da vivência de viagem dos turistas, está mais do que na hora de darmos a devida atenção à experiência da gastronomia como um relevante motivador da indústria de viagens e turismo.

Este post faz parte de uma série informativa a respeito de aperfeiçoamentos e boas práticas de marketing digital aplicados ao Turismo. Você pode acompanhar mais clicando aqui, aqui e aqui.

Aviação: 2016 teve 3,8 bilhões de passagens aéreas, segundo IATA

O transporte aéreo de passageiros avançou, é o que diz a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que reúne as 275 maiores companhias aéreas do mundo. A IATA revelou nesta segunda-feira (9) que, no ano de 2016, 3,8 bilhões de passagens foram vendidas no mundo inteiro.

A informação foi divulgada no relatório final do desempenho da aviação comercial no ano passado e representa um crescimento de 7% na quantidade de passageiros em relação a 2015.

O crescimento da aviação de passageiros foi mais expressivo no mercado da Ásia-Pacífico, onde o crescimento no tráfego foi de 11,3%, somando 1,3 bilhão de embarques e respondendo por 35% do transporte aéreo em 2016.

A Europa possui, de acordo com a IATA o segundo maior mercado, com 26% de participação.

América Latina

De acordo com o relatório divulgado, a América Latina não obteve um crescimento expressivo no ano de 2016, ficando com um aumento de 1,8% em relação ao ano anterior e representando 7% da aviação global. Entretanto, o mercado latino tem manifestado números positivos que conferem otimismo ao nosso mercado aéreo: no balanço da IATA do último mês de agosto, a América Latina obteve crescimento de 9,3% na demanda, sendo a região que mais cresceu no mês, em comparação a agosto do ano passado.

Brasil

O tráfego doméstico no Brasil subiu 5,5% no mês de agosto e seu crescimento caminha a passos mais vagarosos, devido ao momento econômico ainda instável, apesar de alguns sinais de recuperação. Já a capacidade do doméstico brasileiro subiu 3,6%, o que fez a taxa de ocupação média das aeronaves brasileiras chegarem a 80,3%, uma porcentagem considerável.

A gente segue acompanhando as novidades e desdobramentos do setor.