Finalmente, cuba

Antes de contar sobre as belezas e delícias que vi e provei na ilha de Fidel, tenho uma breve e marcante história da minha relação com esse país.

Tentei diversas vezes, durante vários anos, aterrisar em Havana. Fiz planos com amigos, roteiros pra ir sozinha, cotei com agências, fiquei de olho em promoções de passagem, comprei 3 guias de viagem de Cuba. Entretanto, por alguma razão, na hora “h” não se concretizava minha ida. 

Mas como diz o ditado, há males que vem para bem. A frustração de tentar tanto ir pra Cuba e não conseguir, me fez conhecer o prazer de curtir um lugar antes mesmo de embarcar, ao devorar guias de viagem desse destino.

Foi com um guia de viagem de Cuba, que comecei minha coleção de publicações sobre lugares do mundo. Coleciono guias dos lugares que já fui (não me desfaço deles, um certo apego) e dos que quero ir. Começo minha exploração lendo as dicas, vendo imagens, descobrindo um pouco a história do local, da cultura, do povo. Obrigada por isso, Cubita!

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Agora vamos a viagem. Tati ia zarpar para África do Sul a trabalho e, no mesmo período, iria acontecer um retiro da meditação que nós praticamos, em Cuba. Além disso, ela já conhecia a ilha, então achei que existiam coincidências mais que suficientes para que eu fizesse minhas malas.

Cuba tem muitos tópicos interessantes que merecem ser contados aqui. Mas ao invés de um longo post com tudo, vou falar primeiro somente das minhas impressões e depois faço outro post com as dicas práticas completas (onde ir, quando, endereços etc).

O óbvio: Cuba parou no tempo. A decadência está presente em quase tudo; nas casas, nos prédios públicos, nos móveis, nas lojas, padarias, mercados, nos veículos (não só os famosos carros, como nos ônibus, vans, caminhões e motos), nas escolas, nos banheiros dos museus. Os restaurantes são um pouco mais ajeitados. Os hotéis, por serem frequentados somente por turistas, fogem à regra. Em particular, o Hotel Nacional e o Habana Livre, que são orgulho nacional, ícones dos tempos áureos de Cuba. Os dois merecem uma visita, pois tem importante papel na historia da ilha e conservam a arquitetura e decoração da época da revolução. No Nacional, não faltam fotos de Fidel, além do jardim com belíssima vista pro mar.

O povo cubano é formidável. Simpáticos, acolhedores, sempre com um sorriso no rosto, tão hospitaleiros quanto nós brasileiros – ou mais. Claro que eles precisam muito do dinheiro que nós turistas levamos pra gastar na ilha, mas minha sensação foi de que apesar disso – ou, de que antes disso – eles realmente são um povo de bem com a vida e querem de verdade que a gente se encante com as maravilhas de Cuba.

Presenciar a coexistência harmoniosa da deterioração explícita de Havana com a receptividade, resiliência e alegria autêntica dos locais, foi uma aula de humildade. Voltei pra casa com imenso respeito pelos cubanos e com o desejo de rever Cuba muito em breve.

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Julia Casali e Tati Isler

Tati Isler é fundadora da TI Comunicações, empresa de marketing integrado especializada em viagens, que cuida do Turismo da África do Sul. Foi tenista profissional, é formada em História e Jornalismo e é apaixonada, além de viagens, por meditação, ashtanga yoga, plantas, gatos, Ubatuba e pelo amor... Julia Casali se formou em Comunicação em Multimeios e desde 2009 desenvolve estratégias comerciais para projetos de entretenimento, como Hotel Budweiser, festival Tomorrowland Brasil e a série Samantha! da Netflix. Nascida em São Paulo, ama sua cidade mas foge dela sempre que pode. É praticante de meditação, mãe de dois cães, ama pedalar, toca percussão na banda do Tarado Ni Você, aprecia boa comida, faz locução e está aprendendo marcenaria.

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