Chegou menorca

Se quiser saber quantos tons de branco existem, pergunte a um esquimó.

Se quiser saber quantos tons de turquesa existem, pergunte a um menorquín (pessoa que nasce em Menorca).

Nós já vimos uma meia dúzia de praias e ainda não nos conformamos com as cores e tonalidades da água do mar!

Menorca tem 197 (sim, é um absurdo) praias, de areia e de pedra. A água é sempre cristalina, então dá pra ver vários peixes antes mesmo de colocar a máscara de mergulho. E a paleta alucinante de turquesas e azuis se deve às algas, plâncton e diferentes profundidades do oceano perto da costa. Uma combinação de fatores que deixa minha bandeja de aquarela com 42 cores, insuficiente pra retratar o que nossos olhos vêem.

Macarella
Galdana
Cala en Brut
Nossa amiga corajosa
Cavalleria
<3
C

Partiu menorca

E lá vamos nós! Rumo a uma ilhota, com a promessa de ver mais uma vez os tons turquesa do mar que tanto amamos.

Claro que o universo, como sempre, fez uma brincadeira com a gente: Tati comprou uma bolsa maravilhosa ontem e quando entramos no avião agora há pouco… vejam na foto que demais! Hahahaha!

Partiu Menorca! Já já contamos sobre essa preservada Ilha Balear!

O amor está no ar, literalmente!

Belém pelo esTôMago…

Fui a primeira vez a Belém, 20 anos atrás. Eu já gostava de apreciar sabores, mas ia comer onde quer que fosse e obviamente não me lembrava, às vésperas de voltar pra lá, nenhum lugar em que comi naquela época. Me lembrava apenas de ter comido muita caldeirada de patas de caranguejo, que por alguma razão misteriosa e trágica, não se encontra mais na Capital paraense (eu procurei em todos os cardápios que tive em mãos).

Então pedi sugestões a duas paraenses, que recomendaram – em matéria de gastronomia – nada diferente do que se encontra pela internet, justamente porque são unanimidades: Remanso do Bosque, Remanso do Peixe, Manjar das Garças, Amazon Beer (fica na Estação da Docas e a versão com Bacuri é espetacular, Tati tomou duas e ainda comprou pra levar pra casa!) e a obrigatória Sorveteria Cairu (tem varias pela cidade e recomendo o sabor “mestiço”, de tapioca com açaí, singular!).

Mas tenho duas dicas preciosas que não vi por aí em nenhum lugar: a feira da 25 e a Dona Fátima.

A Feira da 25, é um mercado Ver-o-Peso em menor escala e frequentado pelos locais, não pelos turistas. Qual a grande vantagem? Não é cheio de oportunistas que vendem as coisas mais caras para os turistas, é mais seguro pq não tem o trombadinhas todos do Mercado e alguns produtos são até de melhor qualidade porque os locais sabem diferenciar o ótimo do regular… coloque no Google Maps “Feira da 25” que ele te mostra onde é e os dias/horários de funcionamento.

A Dona Fátima é uma senhora que faz bombons de castanha e de cupuaçu sob encomenda: então vc compra estas iguarias fresquinhas e não feitas há uma ou duas semanas. Muito mais saborosos e se for comprar em grande quantidade, estarão gostosos mesmo que você leve um bom tempo para consumir todos. Liga pra ela assim que chegar pra fazer sua encomenda e ela te diz quando e onde ir buscar (liguei numa quinta à noite e estavam prontos sábado de manhã): (0XX91) 32245706.

Em Belém pela primeira vez!

Estávamos celebrando meu aniversário fora de São Paulo este ano, quando a Julia me perguntou? “Você já foi pra Belém?” Ela tem mania de fazer isso. Quando estamos viajando, ela se anima tanto, que começa a pesquisar próximos destinos.

Bem, minha resposta foi não. E depois dela dizer “não acredito, você tem que ir. Com o paladar que você tem. Vai provar frutas e sabores que jamais experimentou!”. Pegou o iPhone dela, negociou datas comigo e apertou enter!

E aqui estou! Quer dizer, estamos! E como estou? Enlouquecida pelos sabores. Nunca experimentei tanta riqueza de excentricidade de gostos. E revivendo sabores de infância, pois descobri que a alfavaca e o coentro de Ubatuba (que aqui se chama chicória) são os temperos básicos do tucupi.

E as frutas…são de enlouquecer. Mas no meio de tanta diversidade, no meio de cupuaçu, cajá, taperebá, graviola etc, uma se revelou vencedora na preferência do meu paladar: o bacuri! Eu nunca vi nada parecido. É saborosíssimo, exótico e ao mesmo tempo suave e aveludado. É, pra mim, o sabor vencedor dessa experiência gastronômica enlouquecedora de Belém.

Eu duvido que exista em qualquer lugar do mundo a variedade de sabores e texturas que encontramos aqui. E o bacuri vai comigo pra eternidade.

Esse texto foi só pra expressar a minha perplexidade com a riqueza de sabores de Belém. Julia logo dará dicas do que comer e onde comer.

Até breve!

Doce de Bacuri!

a comilança em noronha

Que Noronha seja um desbunde para os olhos, isso é fato amplamente conhecido.

Mas tivemos a deliciosa surpresa de encontrar uma ilha em que a comida também aguçou nosso paladar.

A primeira dica, de longe é o Cacimba do Padre. Voltamos algumas vezes, por isso podemos recomendar o polvo, a moqueca de lagosta e os demais pratos de peixe. Todos com tempero feito na medida e fartos – boas lembranças do ceviche de entrada também. Talvez tenhamos dado sorte, mas tudo que comemos foi incrível.

O Bar do Meio nos fez um arroz de polvo incrivelmente macio, bem temperado, leve, fresco… hummmmm! Fora que ali se tem uma das melhores vistas para o por do sol da ilha.

O Mergulhão, no Porto, nos encantou com seu sashimi de Albacora. Como o restaurante fica no alto e as águas do Porto são Esmeralda claro, é uma experiência soberba ter aquela vista à frente dos olhos e aqueles sabores todos na boca, tudo ao mesmo tempo.

Também fomos conferir o famoso restaurante da Pousada Zé Maria. Muitos nos deram a dica de não optar pelo festival pois o custo beneficio deixava a desejar. Então pedimos apenas dois pratos mesmo e estavam corretos, gostosos, mas nada exuberante como no Cacimba.

Nossa última empreitada gastronômica foi no restaurante da pousada Teju-Açu, onde tivemos o mesmo resultado da Zé Maria: comida boa, mas nada que tenha saltado aos paladares.

Voltaremos em breve, Noronha! Ainda faltou metade do cardápio do Cacimba, só isso já um ótimo motivo não? 🙂

Cederberg: a magia de visitar nossos antepassados

Depois de mais de 30 viagens a África do Sul, pensei não ter mais nada a descobrir neste lindo e fascinante país. Ledo engano…pela primeira vez viajando com toda a minha equipe, fomos visitar a região em que viveram os Khoisan, ou ainda os Khoi Khoi e os San: nossos antepassado, os homens das cavernas.

A viagem foi mágica! Era como se eu os avistasse ali. A região está intocada. As cavernas com suas pinturas rupestres estão lá. As chamas de suas fogueiras ainda escurecem a cobertura de suas casas rochosas. E a energia é fascinante. Eu, que adoro meditação, tive experiências únicas, entrando em contato com o silêncio naquela região.

A paisagem é linda. Formações rochosas surpreendentes, que se agrupam em verdadeiras esculturas. Me lembraram os icebergs da Antártica.

O lugar que mais me fascinou, porque Cederberg é enorme, foi o Kagga Kamma Nature Reserve. Ali você realmente sente a energia dos antepassados, como se estivessem presentes. E ainda com direito a safáris para avistar animais que se encontram na região, em sua maioria antílopes, e uma observação das estrelas longe de qualquer luminosidade humana.

E para melhorar nosso roteiro, encontramos pelo caminho deliciosas vinícolas, como a Waverley Hills, totalmente orgânica, com vários vinhos premiados e um Shiraz (CW Reserve Shiraz) de querer levar caixas para casa.

Para chegar, voe até Cape Town. Depois pegue um transfer até Kagga Kamma Game Reserve. São 4 horas de carro. Com parada optativa – mas que eu considero obrigatória –  na vinícola. Os sul-africanos fazem self drive, mas eu não me arriscaria, pois há longas estradas por regiões inóspitas.

Finalmente, cuba

Antes de contar sobre as belezas e delícias que vi e provei na ilha de Fidel, tenho uma breve e marcante história da minha relação com esse país.

Tentei diversas vezes, durante vários anos, aterrisar em Havana. Fiz planos com amigos, roteiros pra ir sozinha, cotei com agências, fiquei de olho em promoções de passagem, comprei 3 guias de viagem de Cuba. Entretanto, por alguma razão, na hora “h” não se concretizava minha ida. 

Mas como diz o ditado, há males que vem para bem. A frustração de tentar tanto ir pra Cuba e não conseguir, me fez conhecer o prazer de curtir um lugar antes mesmo de embarcar, ao devorar guias de viagem desse destino.

Foi com um guia de viagem de Cuba, que comecei minha coleção de publicações sobre lugares do mundo. Coleciono guias dos lugares que já fui (não me desfaço deles, um certo apego) e dos que quero ir. Começo minha exploração lendo as dicas, vendo imagens, descobrindo um pouco a história do local, da cultura, do povo. Obrigada por isso, Cubita!

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Agora vamos a viagem. Tati ia zarpar para África do Sul a trabalho e, no mesmo período, iria acontecer um retiro da meditação que nós praticamos, em Cuba. Além disso, ela já conhecia a ilha, então achei que existiam coincidências mais que suficientes para que eu fizesse minhas malas.

Cuba tem muitos tópicos interessantes que merecem ser contados aqui. Mas ao invés de um longo post com tudo, vou falar primeiro somente das minhas impressões e depois faço outro post com as dicas práticas completas (onde ir, quando, endereços etc).

O óbvio: Cuba parou no tempo. A decadência está presente em quase tudo; nas casas, nos prédios públicos, nos móveis, nas lojas, padarias, mercados, nos veículos (não só os famosos carros, como nos ônibus, vans, caminhões e motos), nas escolas, nos banheiros dos museus. Os restaurantes são um pouco mais ajeitados. Os hotéis, por serem frequentados somente por turistas, fogem à regra. Em particular, o Hotel Nacional e o Habana Livre, que são orgulho nacional, ícones dos tempos áureos de Cuba. Os dois merecem uma visita, pois tem importante papel na historia da ilha e conservam a arquitetura e decoração da época da revolução. No Nacional, não faltam fotos de Fidel, além do jardim com belíssima vista pro mar.

O povo cubano é formidável. Simpáticos, acolhedores, sempre com um sorriso no rosto, tão hospitaleiros quanto nós brasileiros – ou mais. Claro que eles precisam muito do dinheiro que nós turistas levamos pra gastar na ilha, mas minha sensação foi de que apesar disso – ou, de que antes disso – eles realmente são um povo de bem com a vida e querem de verdade que a gente se encante com as maravilhas de Cuba.

Presenciar a coexistência harmoniosa da deterioração explícita de Havana com a receptividade, resiliência e alegria autêntica dos locais, foi uma aula de humildade. Voltei pra casa com imenso respeito pelos cubanos e com o desejo de rever Cuba muito em breve.

Flores, flores e mais flores. . .

    

Eu sou louca por plantas. E desta vez que estive na Espanha, fui presenteada com uma florada selvagem de encantar a alma. Flores lindas, de cores variadas, de formas diferentes, uma paisagem de sonhos. 

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Isso aconteceu numa montanha que fica a quase duas horas de carro de Barcelona. Esse lugar especial se chama Mont-Ral.

    

E essa experiência de floradas nas montanhas me lembrou minha infância. Meu pai é suíço, veio ao Brasil quando tinha 13 anos. E na minha infância ele me contava histórias das montanhas suíças. De uma cabra que caminhava pelos vastos verdes das montanhas, tomava água cristalina de riachos, por meio a lindas flores. Essas histórias eram as minhas prediletas e eu ficava imaginando a paisagem.

 

Depois tive a oportunidade de ir a Suíça e presenciar a beleza das montanhas. Mas fazia anos que não ia pras montanhas no verão ou primavera e me deliciei ao ser surpreendida com a estação de flores das montanhas catalãs. A paisagem é diferente da Suíça, mais árida, menos verde, mas o colorido é de tirar o fôlego.

 

Então, desta vez queria fazer uma homenagem às flores e à minha paixão pelas plantas e compartilhar um pouco a beleza das flores selvagens das montanhas catalãs.

 

 

Os tesouros escondidos de São Paulo

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Fazer turismo significa também descobrir a sua própria cidade. Hoje vivi um dos dias mais especiais da minha vida. Como parte das ativações que estamos desenvolvendo em homenagem ao centenário do grande líder sulafricano Nelson Mandela, fomos visitar e interagir com as crianças da EMEI (escola municipal) que leva o seu nome.

Fruto da pesquisa da minha mulher Julia, descobrimos que uma escola municipal paulistana trocou seu nome para Nelson Mandela e hoje é referência nos processos educativos em prol dos direitos humanos e extinção do racismo.

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Toda a pesquisa que a escola fez sobre a África do Sul, Mandela e a história do país é impressionante. Há 14 anos trabalhando com a África do Sul e eu não sabia desse trabalho lindo. Eles até criaram uma música tema da escola falando de Mandela e de Liberdade. É emocionante.

Bem, hoje fomos visitar a escola e passamos o dia pintando com as crianças. Levamos o artista que pintou o mural do Mandela e todos viramos crianças juntos, numa criação artística colorida, libertária e inesquecível. Hoje minha cidade me surpreendeu. Obrigada EMEI Nelson Mandela por essa experiência. E parabéns pelo trabalho lindo que desenvolve.

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O Mundo Surreal de Noronha

Eu sempre tive o sonho de conhecer Noronha. Talvez o lugar mais lindo do Brasil. Ilha paradisíaca. Praias deslumbrantes. Água transparente, que amo. Fundo do mar exuberante. Golfinhos, tartarugas etc. E esse desejo começou a se concretizar no início do ano, quanto Julia e eu estávamos em Santo André, na Bahia, e ela encontrou passagens em promoção. As opções eram quatro ou nove dias…optamos pelos nove dias…

 

E o que parecia tão distante no calendário finalmente chegou e aterrissamos em Noronha. Já do avião, avistamos aquela água verde esmeralda ou azul turquesa transparente e os famosos “Dois Irmãos”, cartão postal da ilha. Agora, Noronha foi uma surpresa pra mim. Por mais que imaginasse, o que lá encontrei foi muito mais surreal do que esperava. Hoje em dia eu costumo ler pouco sobre o lugar que vou. Gosto de tomar minhas impressões de forma inesperada. Diferentemente da Julia, que se encarrega de obter todas as informações, risos… e o que me surpreendeu logo de cara é que se trata de uma ilha vulcânica. Esse tipo de paisagem eu nunca vi no Brasil. E Noronha não é muito Brasil, é esse pedaço de terra mágico perdido no oceano, que por nossa sorte faz parte da área brasileira.

 

Imediatamente ao chegar e ver as formações rochosas e aquelas pedras pretas por todas as praias, Noronha me remeteu a uma das ilhas do Havaí, que se chama Havaí. Uma ilha vulcânica onde acontece o Ironman do Havaí, muito pouco visitada por turistas e com pedras negras e águas transparentes muito semelhantes a Noronha. Outro lugar que me veio ao ver as formações rochosas foi Los Cabos. Algumas formações quase idênticas…era como se eu estivesse no Brasil, rodeada por brasileiros, mas sem estar no Brasil.

E a ilha é realmente deslumbrante. Um deslumbrante diferente do que estava na minha imaginação, mas de uma beleza sem fim. As suas 16 praias, dez do “lado de dentro” e seis do “lado de fora” como eles dizem (acho que é isso, talvez tenha me enganado um pouco nos números…) são lindíssimas, algumas entre as mais lindas que já vi na vida. Fica difícil escolher a mais bonita, se a do Sancho, a Bahia dos Porcos, Boldró, Sudeste, Atalaya…de um lado da ilha a água é esmeralda, do lado de fora, com mar mais bravo, azul turquesa.

O fundo do mar também é algo que nunca havia visto, não que seja muito especializada, mas já mergulhei muito no Brasil e na Riviera maia. Algumas piscinas naturais são verdadeiros aquários e era difícil me tirar de baixo d’água, era uma beleza colorida atrás da outra. Nadar com tartarugas (porque há tantas, que quando se avista uma, é possível ir nadando do lado e observando por meia hora), observar os golfinhos fazendo suas acrobacias livremente pelos mares da ilha, é um  deleite. E tivemos a honra de poder observá-los de uma canoa havaiana, bem de pertinho.

As opções de atividades ao ar livre são infinitas e nesses nove dias nós surfamos na praia da Conceição (com um professor local incrível e ao mesmo tempo nos deleitando com a transparência da água e a dança dos mergulhões  – pássaros -, que literalmente mergulham para pegar seus peixes); fizemos trilhas pelas encostas e piscinas naturais; snorkel; escalada num pico pra ver o pôr-do-sol; remamos; saímos de barco; e curtimos praias lindíssimas. Músculos do meu corpo que há anos não mexiam ficaram bem ativados…

Outra boa surpresa foi a culinária. Comemos muito bem e há várias boas opções. Vou deixar essa parte pra Julia contar e dar dicas, já que ela ama gastronomia…

Well… apenas um gostinho de Noronha pelos meus olhos. É um lugar mágico e surreal!