AMERICAN PIE

2 de maio de 2012

Foram três semanas nos Estados Unidos em abril… Nessas viagens,eu  acabo tirando muita foto interessante (do meu ponto de vista, que é peculiar, eu diria) e elas acabam perdidas já que hoje em dia não mais imprimimos com tanta frequência e eu fico com o pouco tempo, priorizo as fotos noticiosas… Aqui vai uma seleção de minha recente passagem por Nova York, Los Angeles e Orlando (duas vezes), via Atlanta…

Princesa Tiana, do filme A Princesa e o Sapo, da Disney, leva um pouco de New Orleans ao hotel Port Orleans, em Walt Disney World (Orlando)

Fui experimentar a Fogo de Chão de Orlando (com Eduardo, da Hotelbeds, e Marianna, da PANROTAS). Fomos recebidos pelo Adam, gerente de implantação das Fogo de Chão nos EUA. Carne muito boa (mais magra que no Brasil), ambiente amplo, preço convidativo (US$ 26 o almoço e US$ 40 o jantar). E muitos garçons falando português.

Feira de caubóis em Santa Clarita, Califórnia… E cabelo e barba para caubói é coisa séria…

Idem

Também

Plateia numerosa…e interessada

Detalhe do belo roseiral em frente ao Museu de História Natural de Los Angeles

Nova ala do mesmo museu – muitos dinossauros e animais pré-históricos

Músico californiano… ou caubói?

Rosas de Pasadena, a cidade das rosas na Califórnia

Personagens de Iris, novo show do Cirque du Soleil em Los Angeles (no Dolby Theatrer, antigo Kodak Theater)

Festa da Universal Studios no Pow Wow 2012, em L.A.

Invasão de Minions, também no Pow Wow (para quem não sabe, são do filme Meu Malvado Favorito)

Eu com os personagens de Carros, no Disney Imagineering Center, em L.A.

Randy Garfield, VP de Vendas da Disney, fez 60 anos no Pow Wow

A Grécia está falida, mas tem dinheiro para anunciar em Time Square… O turismo, afinal, salva ou não?

Um dos camarins da montagem de Jesus Christ Superstar, na Broadway (NYC)

Ricky Martin está em Evita, mas também nesse megapainel na Broadway (NYC)

O Naked Cowboy é personagem típico em Time Square (NYC)

Ele de novo…

Fazer exercícios nos postes pode?

Comida chinesa badalada no Tao Restaurant…

Lendo no Central Park (NYC)

Descansando no Central Park

Tentando andar em Time Square

CONFIANÇA, TRANSPARÊNCIA… E LEI

28 de abril de 2012

Três semanas nos Estados Unidos e dá para ficar observando uma série de coisas sobre o American Way of Life.

Nas lojas dos shoppings, por exemplo, há casos de um vendedor apenas para dar conta de tudo. Sim, apenas um. Vi isso na Gap, na Banana Republic, na Hanes… Em outras, uma pessoa a mais e olhe lá. Daí os altos níveis de desemprego e também a insatisfação de quem fica pelo mesmo salário trabalhando mais.

Mas o que mais me chama a atenção é a confiança do americano nas leis e nas pessoas.

A grande maioria dos pedágios não tem cancela. Se você pagar no “Sem Parar” e não for credenciado, a multa chegará, ou uma câmera te filmou e você será abordado mais à frente. E as penalidades são grandes. Não tem jeitinho.

No metrô de Los Angeles não há catraca/roleta. Você entra e as autoridades supõem que, como pessoa honesta que é, você está com o bilhete. Aleatoriamente, realizam blitze em que todos que descem a escada rolante, por exemplo, têm apenas de mostrar o bilhete. Quem não tem paga US$ 250 de multa. E é lei. Não adianta dizer que não sabia.

Nos postos de abastecimento, self-service.

Nos restaurantes, máquinas de refrigerante à disposição. Você paga e recebe um copo. Depois, é com você. Não vemos pessoas que não pagaram bebendo “espertamente”.

Claro, aqui (sim, ainda estou em Orlando) há políticos que fazem festinha com prostitutas. Sim, aqui há corrupção. Sim, há roubos e assaltos. Mas a lei é dura e você vai pagar pelo que fez. Mesmo.

Sobre assaltos, brasileiros viraram alvo, pois saem das Best Buys da vida carregados. E como muitos economizam nos hotéis, ficam naqueles em que o estacionamento é na frente do quarto. Ou seja, basta meia hora para saber quantos ipads e home theatres entraram em um apartamento. É o barato que sai caro. US$ 60 por dia em um hotel destinado aos turistas domésticos, que fazem bate e volta, e US$ 10 mil em compras perdidos… Claro, não é uma tendência. Mas são casos relatados. Você está de férias, com artigos de valor…paga um pouco mais, vai. Fica em um hotel com segurança, recepção 24 horas, elevador, estacionamento controlado.

Outra amostra de confiança: comprou algo e se arrependeu, a troca ou reembolso é total e imediato (sem uso do produto, claro). Algo quebrado? Só levar na loja. Comprou um item que um ou mais dias depois entrou em liquidação? Volte na loja e ganhará a diferença de volta (geralmente vale para compras de uma semana, mas cada loja tem sua política de devolução, que pode chegar a um mês). Isso porque o objetivo é vender e não enganar ou extorquir o comprador.

Não é uma sociedade perfeita, mas transparente, o que falta na nossa.

A campanha de promoção dos EUA é um exemplo disso: boa parte do dinheiro vem do que o governo arrecada com o Esta, taxa criada para os visitantes que não precisam de visto para entrar nos EUA (pagam uma vez a cada dois anos). Ou seja, o dinheiro
está sendo usado e haverá prestação de conta. Auditoria externa e independente. Coisa que faria nossos políticos tremerem de medo e nós de vergonha.

Já com as taxas que pagamos no turismo… Poucos sabem, ninguém viu.

BRASIL TRAVEL, O RETORNO

24 de abril de 2012

(Alex Souza, para o Sem Reserva)

Vem aí a nova Brasil Travel.

Pelo que a reportagem da PANROTAS apurou, as empresas anteriores saíram do grupo, assim como Paulo Castello Branco, e agora um novo modelo está sendo criado.

Há negociação com várias empresas, incluindo algumas que já estiveram no grupo, mas também com novos nomes.

Os investidores são os mesmos e a intenção continua sendo abrir capital na bolsa.

Em São Paulo ou em Los Angeles (durante o Pow Wow) o assunto está comentadíssimo. Assim como outras negociações, fruto de outros grupos que namoraram mas não chegaram a ser anunciados…

Os tempos continuam aquecidos. E o modelo da Rextur/Advance vem sendo visto com muitos bons olhos.

Goiaci Guimarães mais uma vez saindo na frente, agora com a parceria de Marcelo Sanovicz.

AQUELE QUE AGE – DIA DO AGENTE

21 de abril de 2012

Que mensagem (ou mensagens) deixar para o profissional agente de viagens no dia em que se comemora o DIA DO AGENTE DE VIAGENS?

Há desde o obrigado, pois a fidelidade e a escolha dos agentes de viagens pelos produtos PANROTAS já dura quase quatro décadas (sempre evoluindo), até o abram sua mente cada vez mais e mais e mais, pois a gama de serviços que podem ser prestados e vendidos pelos agentes aos passageiros, empresas e até fornecedores é enorme e só tende a crescer. Atualize-se e conte conosco para trazer informações úteis, atualizadas e completas.

Cobre das autoridades. Não feche os olhos para entidades ou secretarias ou ministérios que dizem agir em seu nome e não agem.

Elogie e apoie as autoridades. Não meça esforços para apoiar quem ajuda no desenvolvimento do turismo. Você depende dessa indústria e ajuda a construí-la, portanto, una-se aos bons.

Desconfie. Não há almoço grátis. Nem caf’e da manhã, jantar, coquetel…

Selecione. Você precisa ir a tantos eventos? Você precisa de tantos eventos? Valorize seu passe. Vá onde você é necessário e onde há o que é necessário para seu trabalhe.

Viaje. Muito. Na internet, nas revistas, nos guias, mas principalmente ao vivo. E deixe seus funcionários viajar.

Seja exigente com fornecedores, prestadores de serviço. Com você mesmo. O cliente paga para não ter problemas.

Continue apostando na sua educação enquanto profissional (faça cursos, mestrados, doutorados, especializações), continue evoluindo com a tecnologia (estou escrevendo esse post do avião, voo Delta entre Orlando e Los Angeles), mas nunca esqueça dos relacionamentos humanos. Na empresa, com os colegas de turismo, com fornecedores no Brasil e no mundo. Sem isso, sem respeito, sem honestidade, sem o olho no olho, seu MBA vai apenas inchar seu contracheque, por pouco tempo, talvez, e não te fará mais feliz.

Aliás, seja feliz no que faz. Há muito o que fazer de bom nessa indústria e basta procurar e não se acomodar.

Feliz dia do agente de viagens. Aquele que age para tornar possíveis viagens necessárias, inesquecíveis e com muita qualidade e carinho.

CORPORATIVO É ASSIM MESMO…

13 de abril de 2012

… não para. E as concorrências globais continuam afetando o dia a dia no Brasil. A Sousa Cruz e a Ambev, por exemplo, migraram da Avipam BCD Travel para a CWT, cada vez mais poderosa. Parece que a Sulamerica seria a próxima.

Enquanto isso (vejam no Portal PANROTAS), a Alatur prepara a casa para a chegada de novos possíveis investidores. Do processo faz parte a procura por novos CEO e CFO. Não é um processo fácil (nem interna nem externamente), mas necessário e corajoso. Algo como fez a CVC, hoje repleta de caras novas, mais condizentes com o novo momento e a nova gestão da operadora.

Surpresa também nas demissões da Gol. Está cortando forte na própria carne. Quatro diretores e 26 gerentes demitidos. Pena que a companhia não especificou as áreas, o que causa especulação no mercado.

E a grande expectativa nos próximos dias é em relação à Latam. Vai haver tantas demissões assim? Que mudanças virão? Conceituais e processuais? Na prática, o que muda? O povo quer saber.

Fiquei uma semana fora e foram muitas as danças de cadeira (Roberto Araújo na MMTGapnet, Adriano Gomes na Nascimento, Toni Garcia fora da Tam, Marcelo Sanovicz presidente executivo da Rextur e Advance, etc etc etc)… Agora me preparo para duas semanas nos EUA (convenção da MMTGapnet em Orlando e Pow Wow em Los Angeles)… Peguem leve, por favor. E que venha o estritamente necessário.

PS: E a Tam que divulga hoje seu Festival de Sanduíches Brasileiros? Coincidência com o fim do serviço de bordo gratuito em alguns voos da Gol?

ESTIVE HOJE NA REXTUR…

10 de abril de 2012

… e ainda é estranho ver o Marcelo Sanovicz e o Mauro Levinbook, por exemplo, ambos da Advance, circulando com Goiaci, Cássio, Clement e outros diretores da Rextur.

A fusão é uma realidade. E está funcionando.

O número de funcionários, garantem eles, aumentará em 10% este ano. E haverá seis novas filiais.

É uma holding? É uma só empresa? Perguntei a Marcelo e Goiaci… É um grupo econômico só, responderam.

Está tudo gravado para o PANROTAS Em Foco, que entra no ar amanhã ou depois, aqui no Portal PANROTAS (em nosso canal no Youtube).

Agora o que eles não contaram no vídeo é que tem mais gente querendo namorar… Ou, no mínimo, usar o Reserva Fácil…

Novos tempos.

SESSENTINHA

8 de abril de 2012

Com certeza um dos piores momentos na carreira e na vida de Luiz da Gama Mór foi sua demissão da Varig. Pela demissão em si e todas as inseguranças que pode trazer (e trouxe), mas também por causa do projeto que abandonaria e que nunca iremos saber se significaria um novo rumo para a hoje falecida Varig…

Com certeza também essa demissão foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Digo isso pelo que vimos nesses mais de dez anos de Tap (acho), em que o time de brasileiros ex-Varig deu nova direção à empresa aérea portuguesa, em cenários interno e externo duríssimos. Vejo o Mór muito feliz e realizado nessa fase Tap, mesmo com tantos problemas a resolver e equacionar, o que, para um engenheiro, é rotina. Mesmo que pesada às vezes.

Conheci o Mór quando eu era repórter no Rio e ele fora transferido de Porto Alegre para a sede da Varig na Cidade Maravilhosa. Desde lá, nossos encontros (em menor número do que gostarísmos, com certeza) têm sido sempre ótimos momentos. Às vezes mais entrevista, às vezes mais bate papo, muitas vezes aulas de turismo e aviação (que ele me dá, claro), sempre em um nível de conteúdo e afinidade altíssimo. Sempre um prazer.

Empresário admirável, pai coruja com razão, marido daqueles companheiros que já não se fazem mais (acho), chefe direto e objetivo, boa companhia em almoços ou jantares, bem humorado, culto, atleta, ciumento… Mór hoje está fazendo 60 anos e só queria desejar muitas mais conquistas e muitos mais ótimos encontros. Chegar aos 60 no auge e com muito gás pela frente, sendo exemplo em diversas aéreas, não é para qualquer um.

Parabéns, engenheiro Mór… Me dá a receita de chegar aos 60 com esse corpinho… E vamos comemorar!!!!

Tudo de bom

Grande abraço desse seu fã.

CARINHO, ATENÇÃO, TECNOLOGIA… E O QUE MAIS?

3 de abril de 2012

E saiu a primeira fusão desde que, há cerca de dois anos, o mercado entrou em polvorosa com boatos, aproximações, compras (como a da CVC pelo Carlyle) e namoros que não deram em nada. E curiosamente a primeira fusão vem de uma empresa tradicional e que pouco se aventurava fora do Estado de São Paulo (Rextur) com uma novata que apostou em expansão pelo Brasil e tecnologia (Advance). De um líder de classe e empresarial (Goiaci Guimarães) com um empreendedor que deu trabalho aos grandes no começo e conquistou seu espaço, segundo ele com atenção e carinho aos agentes, mas também com tecnologia, ousadia e coragem (Marcelo Sanovicz).

Quando eu cheguei a São Paulo, em 1997/1998, a Advance ainda era pequena e lembro do escândalo que foi, nos bastidores, quando ela conseguiu condição com a Varig. Claro que ninguém quer ver o bolo ser dividido cada vez mais, mas com a tecnologia, e nisso a Advance investiu desde cedo, as barreiras regionais foram caindo, os feudos sendo invadidos, os quadrados formando um emaranhado de fios e conexões.

Uma hora a bronca dos consolidadores era com um, outra hora com outro. E geralmente cabia ao Goiaci apaziguar os ânimos, pois atuar em grupo tinha suas vantagens, e tem até hoje.

O auge da união dos consoldadores (com Sanovicz já parte do grupo, duela a quien duela, como diria um ex-ministro) se deu quando criaram a RAV para aliviar o corte de comissão e a criação da DU. União que já havia se feito sentir em “boicotes” (lembro de dois, contra a Lufthansa e a Gol) e outras ações.

União que mais uma vez foi quebrada quando, no ano passado, Sanovicz e Goiaci anunciaram uma união comercial, via Reserva Fácil. Não vale a pena entrar em detalhes do que se passou (afinal, passou), mas a princípio criaram-se três (ou mais) grupos. Vieram rumores, veio a Brasil Travel, vieram mais rumores e o primeiro grupo a anunciar fusão foi o da Advance com a Rextur. Outros virão? Com certeza? Mais empresas podem se juntar às duas consolidadoras? Provavelmente. Seja por associação ou aquisição.

Juntas, Rextur e Advance formam a maior empresa de consolidação aérea do País, com quase R$ 2 bilhões em vendas no ano passado. Como grupo, ainda menores que a Flytour (consolidação e corporativo somam R$ 2,2 bilhões somente com passagens aéreas), CVC (cujo controlador parecia estar ávido por comprar uma consolidadora)… e só. Isso pode acelerar a dita união de Flytour e Esferatur (ninguém comenta o assunto oficialmente), ou não. Pode dar um ânimo a outros projetos. Ou não. Pode ser um caso isolado. Ou não… Pode não dar certo… Hummm, isso acho que não. Uma empresa com os nomes de Goiaci, Marcelo, Luciano, Cássio, André, Mauro e tantos outros, com anos e anos de solidez, com tecnologia de ponta… tem tudo para dar certo. E mais essa parceria comercial com a Trend só vem a somar.

Em “Terra de gigantes” haverá ainda espaço para atenção e carinho? Em “Terra de gigantes” as companhias aéreas mudam a forma de negociar com esses players? Em “Terra de gigantes” o que mais podemos esperar?

Por enquanto, boa sorte e parabéns… O turismo brasileiro tem mais um capítulo histórico. Estamos prontos (e ávidos) para registrar os próximos.

VOCÊ VENDE SIP CUP? OU A BROADWAY AOS GOLINHOS

2 de abril de 2012

Garrafa de refrigerante não entra no teatro… Já a sip cup…

Programa para hoje à noite

Estou há cinco dias em uma imersão na Broadway, a convite da Broadway Inbound/Broadway Collection, que já explico o que faz. Imersão que vai continuar pela semana, mas por outros motivos. Quem quer ter aula de vendas, saber como as engrenagens funcionam (algumas delas ao menos) e passear um pouco pelos bastidores de qualquer negócio tem nos Estados Unidos um modelo e tanto. Na Broadway também é assim.

Um bom exemplo são as chamadas “sip cups”. Aqueles copos de plástico duro que viram souvenir e que podem ganhar refil posteriormente (às vezes de graça, mas geralmente o refil custa menos que o copo na primeira compra). São chamadas de sip cups pois têm o material resistente das canecas (cups) e buraquinhos para os usuários beberem ao goles (sip).

Pois bem, bebida em shows e peças da Broadway, só antes do espetáculo ou no intervalo. Era proibido levá-las para dentro. Porque iam causar sujeira, o líquido derrama, o barulho atrapalha o vizinho… Era contra a tradição.

As sip cups entraram na Broadway há cerca de dois anos e se mostraram um sucesso: os espectadores compram pois também são um souvenir, podem ser levadas para o teatro, pois não derramam, e os teatros ganham mais dinheiro, pois de antes uma Coca-Cola custava US$ 4 no intervalo, hoje custa US$ 10 com a sip cup. E a caneca souvenir pode ser cheia com vinho, cerveja, café… You choose it. Resultado: todos felizes e os teatros arrumaram receita extra, muito bem vinda em qualquer negócio.

Mas não é qualquer musical que merece ou pode ter sip cups em seus bares. Sim… o negócio é profissional. Como requer um investimento maior em sua confecção, a maioria das vezes com o logo do musical escolhido, a sip cup precisa de uma garantia de que o musical ficará pelo menos um ano em cartaz. Ou acontece como vemos o Cinemark fazendo no Brasil: vamos assistis a Jogos Vorazes e há promoção de copos de Kung Fu Panda 2 ou Piratas do Caribe 4. Ou quantas sacolas ou brindes você já não teve encalhados em uma promoção ou venda? É preciso um planejamento cuidadoso.
Mas quem decide se um show é sip cup worthy? Se vale o investimento? O dono do teatro, claro. E essa foi mais uma de minhas descobertas, eles são poucos e poderosos. O grupo Shubert Organization, dono da Broadway Inbound, por exemplo, tem nada menos que 18 teatros na Broadway. Imagine os pitis de alguns produtores ao saber que seus musicais não merecem a sip cup? Ou seja, são vistos como fracasso ou shows de pernas curtas… Alguns, é verdade, duram um dia. Mas vejam exemplos como Chicago, Fantasma da Ópera, Mamma Mia, O Rei Leão… Vão vender ainda muita sip cup.

A história da sip cup, profissional, cruel, fria e boa para todos, serve de exemplo para o trabalho do agente de viagens… Estou viajando? Acho que não. Vender ingressos para a Broadway é algo que pouíssimos agentes de viagens fazem.

Há diversas maneiras de se comprar um ingresso, dependendo do passageiro. Na porta do teatro, o que muitos fazem (mas nem sempre há lugares juntos ou para a seção e a sessão desejadas). No concierge do hotel, o que é o método mais caro. Na internet, prática que vem crescendo, mas que alguns ainda temem pela questão do cartão de crédito e do cadastro a ser feito. No TKTs, na Times Square, central de ingressos com descontos para o mesmo dia (e três horas de fila pelo menos). Com o receptivo local, como extra da programação. Mas não em um pacote de turismo. O que a Broadway quer é educar o mercado brasileiro a fazer com o musical o mesmo que faz com os parques da Disney, Universal e Sea World: a pré-venda, que é como a sip cup, boa para todos - o cliente garante o ingresso e um bom lugar, o agente ganha sua comissão e presta melhor serviço, o operador melhora seu pacote e suas receitas, e os shows garantem uma pré-venda que pode lhes garantir o status de musical sip cup. Isso depende de educação, conscientização, mudança de cultura.

A Broadway Inbound vende ingressos de 18 shows da Broadway (que juntou no que chama de Broadway Collection) para operadores. No Brasil é representada pela BEB, de Silvia Hackmann e Julienne Gananian, que já cadastraram 25 operadoras aptas a vender ingressos para a Broadway. E pertence ao poderoso grupo Shubert, que ainda é dono da Telecharge, de venda direta ao consumidor final. E é na pré-venda ao cliente internacional, via agentes e operadores que eles veem maior chance de crescimento no momento.

Segundo estudos de dez anos atrás, o turista chegava a Nova York dizendo querer ver um show da Broadway, mas acabava perdido em tantas coisas a fazer e não assista a nada. Daí se viu o potencial para a Broadway Inbound. E a importância do profissional de turismo para conscientizá-lo de por que é melhor chegar à cidade programado, planejado e com ingressos na mão. Ele pode acabar assistindo a um show que não quer, pois seu favorito está lotado ou com preços altos. Ou por não saber que naquele dia específico não havia espetáculo. Ou pegar um lugar atrás de uma pilastra. Os lugares vendidos pela Broadway Inbound são todos premium, portanto, quem quer preço é melhor enfrentar a fila do TKTs. Trata-se aqui de um serviço, valor agregado a uma viagem, tudo o que um bom agente precisa atualmente. E essa é apenas uma das oportunidades… E quanto às refeições, passeios e outros extras? Que tal sair com tudo isso pré-agendado do Brasil?

Ainda tenho muito a contar de minhas descobertas pela Broadway, esse primeiro post foi inspirado na sip cup, para que todos descubram novas oportunidades em seu negócio. Com planejamento, criatividade e a frieza que os negócios exigem em determinadas situações.

Bom, já assisti a cinco musicais (incluindo a remontagem de RENT, um dos meus favoritos musicais). Hoje à noite tem Ghost, versão do famoso filme com Patrick Swayze, Whoopi Goldberg e Demi Moore, Depois conto.

O Sem Reserva viaja a convite da Broadway Inbound, com proteção GTA

DE NOVO?

28 de março de 2012

Mando notícias diretamente da Big Apple… Pois é, Nova York sempre me chama. O Mór, da Tap, vai me criticar uma vez mais, mas são as coincidências da vida. Abril, aliás, vai ser um mês bem americano para mim… Mais coincidências. Então, se eu estiver muito americanizado, é só me falarem um oxente/ôxe (minhas raízes nordestinas) ou um coé, mermão (origem carioca) que eu volto ao normal.

Enquanto estou fora (e Fabíola voltando de Dubai…) Izabel, Alex, Schapo e todo o time estão a postos. Ah, e Biaphra voltando de Paris…

Já coloquei Lisboa (and beyond) na minha lista para o verão… Com urgência…