Elasticidade, a base da sua precificação.

Imagem acima: A equação acima nada mais é do que sua capacidade de resposta (com base no preço) em relação à demanda. Estão reconhecendo o pilar de sustentação da precificação dinâmica (ou flutuante)?

Elasticidade de preços pode render estudos mais aprofundados, mas em resumo, é uma maneira de descobrir a resposta do consumidor às flutuações de preço. Exemplos:

* Sem elasticidade – se a gasolina aumentar R$ 0,50, você pode até reclamar, mas continuará comprando, assim como eletricidade.

* Com elasticidade – se o quilo do buffet da esquina aumentar R$ 0,50, você pode optar por mudar de restaurante ou até comer uma pizza. Isso é elasticidade, quando o menor aumento de preço pode afetar a demanda. Entretenimento e alimentação em geral são exemplos típicos.

Diferente do varejo e outros segmentos, a indústria de hospitalidade varia sua precificação de acordo com a demanda. A Ford e a Sony, por exemplo, não são capazes de elevar instantaneamente seus produtos durante um ciclo excepcional de vendas para aproveitar uma oportunidade de mercado.

Nosso ciclo de inventário é a cada 24 horas e, portanto, a demanda flutua de forma mais fluida do que outras indústrias de varejo. Portanto, é preciso que o hoteleiro entenda claramente como, porque, quando e por onde a demanda chega.

Profissionais “das antigas” definiam suas estratégias de precificação de dentro para fora, analisando o custo, e agregando a margem de lucro posteriormente. Depois, entendemos que a base dos preços deve ser o desejo do consumidor e disposição para pagar por bens e serviços. Foi aí que começamos a compreender o impacto psicológico do preço e aceitar que, quanto mais alto ele for, mais elástico ele é.

A formulação para a elasticidade de preços é: ( Variação % na demanda ) / ( Variação % de preço). Se o seu resultado for menor que 1, o preço não tem elasticidade. Se for maior que 1, o aumento de preços tem alto impacto na diminuição da demanda. Teoricamente, a receita será incrementada quando o resultado for 1 (veja o item “Unit Elasticity” acima).

Um dos fatores de maior impacto no ciclo de preços hoje em dia é a reputação online. E isso está superando até uma marca forte ou boa localização. Portanto prepare-se, entenda os padrões de reservas do seu hotel, seu mix de negócios e tenha uma segmentação bem definida.

Aliás, segmentação é fundamental. Imagina você alterar uma tarifa perto da data desejada para um segmento que, tradicionalmente, faz reservas com janelas mais amplas. Não haverá nenhum impulso nas vendas.

Nossa missão é educar o consumidor e incentivar alguns segmentos a comprar antecipado. Que tal uma tarifa mais baixa em troca de uma restrição “não reembolsável”?

Você prefere vender 50 quartos em R$ 100 ou 100 quartos em R$ 50? Já pensou em 74 quartos por R$ 77?

Em resumo, a elasticidade deve estar presente no desenvolvimento de novos produtos, estratégias de marketing, e ser o grande pilar para definição de sua estratégia de preços. E não esqueça que a elasticidade de preços vai variar de acordo com as características de cada segmento.

Você dá atenção suficiente a sua precificação?

Agências Digitais ainda são necessárias?

A Social Week Brasil movimentou São Paulo semana passada. Ouvi novidades, tendências e milhões de dicas para uma empresa se destacar on-line. A relação das pessoas com as marcas mudou e já lidamos com isso à 10 anos. Essa não foi a novidade.

O assunto do momento é o futuro das agências digitais. Elas ainda são adolescentes e precisam se profissionalizar. Estão em crescimento e não vão acabar (afinal, ainda vemos gráficas e locadoras de vídeos por aí).

Lá atrás, com a Era da Informática e da Informação, veio a promessa das pessoas trabalharem mais livres e de forma flexível, mas as empresas se mantiveram no padrão industrial das 9hs às 18hs. Entretanto, na Era da Colaboração, sobreviverá quem tiver o interesse genuíno em ajudar o cliente. Agência que continuar criando sites medíocres, com pensamento de curto prazo, só para um ganho rápido, vai acabar saindo do mercado.

A maioria ainda é vista como gerenciadora de conteúdo para o Facebook, mas são muito mais do que isso, elas cuidam da sua imagem na internet. A grande questão é educar o mercado, que precisa valorizar um pouco mais esse trabalho.

Muitas empresas estão aprendendo e fazendo “em casa”, mesmo com maior probabilidade de errar. Defendo a contratação de agência digital para começar certo, mas sei que muitas tem problemas seríssimos. Respeitar prazos é um deles.

Escolher uma agência não é fácil. Portanto, seguem algumas dicas para facilitar a negociação:

1) Tenha um plano de marketing digital, com objetivos e metas. Assim você evita perder o foco. Não esqueça que marketing tradicional e on-line devem estar alinhados, mas são bichos diferentes.

2) Entenda a expertise da agência e faça seu briefing. Ninguém é bom em tudo. Cuidado para não comprar o que não precisa naquele momento. Você ouvirá “palavrões” como: SEO, AdWords, Mídias Sociais, E-mail Marketing, Banners, Arquitetura de informação, Design, Produção, CSS, HTML, Flash, Wireframe, CMS, etc. Ou seja, leve um tradutor ou peça para o ‘Y’ que for negociar com você explicar de forma didática.

3) Solicite 3 clientes / projetos como referência.

4) Cuidado com as gigantes pois, dependendo do seu tamanho, você pode se tornar irrelevante na rotina dela.

Trazendo tudo isso para nossa indústria, tenho notado 3 perfis típicos de hoteleiros em relação às agências digitais:

1) Antenado – aquele hoteleiro que tem sua agência digital (muitas vezes substituindo a agência de publicidade tradicional), dá autonomia para ela criar e investe no on-line com estratégia adequada. Muitos já dispõem de especialistas dentro de casa e atuam de forma compartilhada. Perfeito! Existem, mas são minoria.

2) Retardatário – sabe que é importante e precisa de ajuda, mas reluta, pois entende que existem outras prioridades. Consequentemente, seu site não é atrativo, muitos não tem motor de reservas e mantêm perfis abandonados nas redes sociais. Está acordando agora e ainda acha que pode resolver tudo com um estagiário, pelo simples fato dele ter perfil no Instagram. Tudo bem, é uma questão de tempo.

3) Alienados – entende que agência só serve para criar sites, são adoradores de folhetos e…fax. Ok, exagerei com relação ao fax.

Qual a relação do seu hotel com agências digitais?