Direto do retiro de meditação na bahia

Escrevo esse texto no meio de um retiro profundo da Ascesão dos Ishayas do The Bright Path. Aqui a gente faz um mergulho profundo na nossa essência, naquilo que realmente somos. E por incrível que pareça em um mundo em que o caos parece dominar, somos Paz, Amor Incondicional, Plenitude, Abundância em nossa essência. É a primeira vez que esse retiro de 15 dias acontece na Bahia, mais precisamente na Vila de Santo André. Ele acontece todo ano na Espanha e no México e eventualmente no Brasil. O meu nome nesse Caminho Espiritual é Asha. Todos nós recebemos um nome em sânscrito quando viramos professores dessa prática, que representa a nossa energia. Mas estou contando apenas alguns detalhes. Estou facilitando a experiência do grupo do lado de uma professora maravilhosa da Nova Zelândia, a Jaya, também seu nome em sânscrito. E queria confessar que a quietude e profundidade da experiência do grupo está maravilhosa! Meu maior propósito é ajudar a dissolver o sofrimento das pessoas, que é a tônica do momento. E estar aqui, observando um grupo de mais de 30 pessoas transcendendo os padrões da própria mente é uma realização imensurável. Coloco aqui imagens lindas desse lugar. Hoje, enquanto fazíamos uma reunião em frente ao rio, vimos um cardume de golfinhos dançando nas águas. É mágica por todos os lados.

Cidade ou natureza?

Existe gente de cidade e gente de Natureza. Ou os dois, mas sempre tem uma preferência nem que mínima por um ou outro. Eu sou da Natureza, apesar de gostar de tudo que a cidade pode oferecer, principalmente o contato com as pessoas que eu amo.
Mas quando se fala em destino de bem estar, é difícil que esse destino seja em uma cidade grande. Especialmente quando esse bem estar vai além da alegria, vai para um encontro profundo com seu Eu Maior. E a Perfeição da Natureza, a Beleza exuberante da Criação fala direto com a nossa existência maior: com o nosso propósito, a nossa plenitude, a Paz infinita.
É algo que a Ciência já explicou de várias formas, mas que pra mim não é explicável, é tão profundo que é apenas “experimentável”. Acordar e ver o Sol nascer. Ver a Lua se por ou mesmo presenciar Sol e Lua ao mesmo tempo no céu. Ver a luz do Sol laranja passando pelas folhas verdes da floresta no amanhecer e deixando absolutamente tudo mágico e dourado. Passear pela natureza no lusco fusco, ao anoitecer e ver os vagalumes piscando com sua luzinha verde por todos os cantos. Observar os beija-flores tomando água em flores vermelhas. E todo o colorido dos pássaros da mata Atlântica, como o Tiê-sangue e tantos outros lindos coloridos da família dos saíra. Ver o desabrochar das flores… A Natureza, sim, na minha experiência nos eleva. 
Assim, pra mim, não existe um destino físico de bem estar mais profundo que não esteja incrustado na Natureza. Agora, o Destino maior de Bem estar está dentro da gente. Muitas vezes escondidinho…mas está sempre aqui, intocável. E muitas vezes apenas a meditação pode nos levar até esse destino.

Contagem regressiva para o Retiro da Bahia

Vou falar um pouco dos bastidores de se realizar um retiro de meditação. Na minha prática eu faço praticamente tudo. Pratico, ensino, organizo cursos e retiros. Antes de mais nada você precisa de alunos que percebam o efeito da meditação e queiram se aprofundar na experiência. Eles são a parte mais importante. Sem eles, nada existe. Então antes de mais nada você precisa ser referência e tem que já ter ensinado e orientado pessoas com sucesso. Com essa base existente e em crescimento, você naturalmente cria ambientes para aprofundar a experiência e, nos retiros, onde a imersão é maior, esse aprofundamento acontece com mais potência. A segunda etapa é achar o lugar. E isso demanda uma longa pesquisa e site inspections. É impossível você escolher um lugar para um retiro sem tê-lo conhecido antes. E vou parar aqui na terceira etapa. Uma vez com algumas boas possibilidades, você começa a conversar com os lugares para levantar preços e explicar toda a dinâmica do retiro, no intuito de descobrir se o lugar tem a capacidade de receber o grupo. Até aqui já são meses. As próximas etapas conto nas próximas semanas. E o título deste post é porque dia 20 de junho começa nosso retiro Ishaya internacional em Santo André, na Bahia. Só pra dar um exemplo, começamos a preparar esse retiro há um ano.

Quando a gente medita, os momentos de espera viram oportunidades

Viajar significa também saber esperar. É o voo que atrasa. A conexão que é cancelada, filas pra entrar no avião,  imigração lotada e tantos imprevistos que podem acontecer. Pra quem medita diariamente, esses momentos que muitas vezes irritam em uma viagem passam a ser oportunidades. São inúmeros os momentos pra gente meditar na viagem, seja de olhos fechados ou abertos. Inclusive dentro de voos longos. Eu amo meditar no avião. Acho que um voo é um dos lugares mais legais pra se meditar. Porque você está literalmente nas nuvens. 

Vila de santo andré, na bahia: destino de bem-estar

A minha história com a Vila de Santo André, na Bahia, começou há mais de dez anos, quando fui pra lá em janeiro fazer um retiro de Ashtanga Yoga na @pontadesantoandre e fiquei hospedada na Pousada @acasadalea. Por sinal, a Léa Penteado, uma das pioneiras da Assessoria de Imprensa no Brasil, se tornou uma grande amiga. E desde então volto sempre a Santo André, pelos mais variados motivos, muitas vezes para retiros de yoga e principalmente porque amo o lugar. Inclusive, há dois anos, celebrei meu aniversário lá. Mas estou contando um pouco minha relação com a Vila porque agora começou uma nova experiência lá. Em novembro do ano passando fizemos um pequeno retiro da meditação que pratico na Vila, que foi um sucesso, e este ano, pela primeira vez, vamos realizar um Retiro de Maestria do Ser, com duração de 15 dias, na Ponta de Santo André. Esse é um retiro muito especial da minha prática espiritual, que se chama “Ascensão dos Ishayas”, ensinada pelo @thebrightpathishayas (www.thebrightpath.com). É um retiro em que fazemos um mergulho interior profundo e onde os participantes têm a experiência direta do Silêncio. Santo André é uma vila com muito talento para atividades de bem-estar e com potencial de se tornar a capital do bem-estar no Brasil. Para saber mais sobre Santo André, visitem o Blog da Léa: https://santoandre-bahia.com/blog-da-lea.

Por que viajar combina com meditar?

A meditação é uma prática diária. Como escovar os dentes. Se não incluir diariamente na rotina, não percebe o impacto positivo que tem na vida. Mas para se aprofundar a experiência do Silêncio ou da Paz Interior as viagens são fundamentais. A viagem tira as pessoas das obrigações do dia a dia e permite que elas priorizem a prática. Outros dois fatores importantes que os retiros proporcionam são a meditação e compartilhamentos em grupo e o contato com a Natureza. Esses três elementos que só a viagem de bem-estar permite – distância das obrigações e deveres do dia a dia; contato com a Natureza; e a prática em grupo – são fundamentais para quem quer aprofundar a prática. Assim, meditar e viajar estarão sempre conectados.

Produzindo viagens de bem-estar

O mercado de viagens de bem-estar é um dos que mais cresce no mundo e no Brasil. Na área em que atuo, na meditação, e no meu caso é uma meditação específica, chamada “Ascenção dos Ishayas”(www.thebrightpath.com), eu acabo participando de todas as etapas do processo.
Eu dou aulas, eu assessoro os praticantes diariamente, e eu também organizo cursos e retiros, em que ensino ou aprofundo a experiência dos participantes. Falo isso porque a meditação me levou para um campo em que eu não atuava antes como profissional da área de turismo. Meu trabalho no turismo envolve marketing de destino e comunicação, mas não elaboro nem vendo viagens.

Já na meditação, faço de tudo. Não existe um setor que produz as viagens para retiros. Nós professores fazemos tudo. E é legal porque acabo sentindo na pele o que é criar, produzir e operar uma viagem de bem-estar. E eu já sabia disso, acompanhando o trabalho dos meus colegas de turismo; mas hoje, organizando retiros de meditação, tenho a experiência direta do trabalho intenso que é organizar uma viagem. Ainda bem que eu medito…

São Paulo crescendo como Hub

Posso estar em trânsito para uma viagem de meditação. Mas quem é da indústria do turismo não deixa se ser da indústria do turismo em qualquer circunstância. E nessa minha última viagem para Catalunha – voo direto da Latam para Barcelona – não passou despercebido o crescimento da importância de São Paulo como hub, com as questões geopolíticas que enfrentamos e o consequente impacto que a guerra teve em hubs globais como Dubai e Doha. No meu voo de volta para São Paulo havia mais viajantes internacionais conectando em São Paulo para outros destinos internacionais do que brasileiros voltando pra casa. Por sinal havia brasileiros voltando de Nova York via Barcelona. Na chegada em Guarulhos, a passagem pela imigração estava vazia para brasileiros e a de estrangeiros, lotada. E mal deu para passar até a saída com a quantidade de receptivos no aeroporto, já que para muitas conexões internacionais é necessário pernoitar na cidade. Meu voo chegou à noite. A mudança no cenário mundial já está acontecendo e é muito clara. E o Brasil sobe de patamar nessa nova realidade.

Alcover e reus, cidades medievais da catalunha

Hoje foi dia off para os monges Ishayas de vários cantos do mundo aqui reunidos em um povoado da Catalunha. Isso significa que podemos, se quiser, sair pra passear. E é bem divertido porque cada grupo vai fazer uma coisa diferente e depois nos encontramos para almoçar.
Eu e amigas monjas da Catalunha, Nova Zelândia, Canada e UK fomos visitar umas cidadezinhas lindas medievais e fazer compras. Eu queria muito ir numa cooperativa de pequenos produtores locais comprar 2 litros de azeite maravilhoso, avelãs, queijo de ovelha, azeitona e outras delícias gastronômicas da região. Fomos a uma cooperativa em Alcover e se eu pudesse levava a loja toda. Essas cidadezinhas são lindas, sempre com um centro histórico medieval, de pedras, com aquela cor rosada. Depois, fomos pra Reus, outra cidade medieval, onde acontecia uma mercado de rua, com roupas de linho lindas por uma pechincha…E pra almoçar um restaurante de comida espanhola em Reus, chamado Vermuts Rofes, super descolado, onde se fabrica vermute em barril de carvalho. Nos reunimos em uma mesa pra 15 pessoas falando mais de 6 línguas diferentes -menos catalão – e quase deixamos o garçon maluco.Bem, tudo isso pra desmistificar um pouco o que significa meditar. Não deixamos de aproveitar a vida porque nos dedicamos a encontrar a Paz interior e levar isso para o mundo.

Sol nascendo, lua se pondo…

Acordamos por volta de 6h. 6h50 saímos para uma caminhada, pois seria o dia em que poderíamos ver Sol nascendo e Lua se pondo ao mesmo tempo, no mesmo horizonte.

Fizemos uma linda caminhada passando pela antiga cidade de pedra de Mont Ral e subindo uma deliciosa trilha por um bosque catalão.

Na nossa prática, meditamos de olhos fechados mas também de olhos abertos. Meditar de olhos abertos não significa que, em grupo, ficamos quietos, em silêncio. Significa estar presente em cada instante, vivendo 100% aquilo que se apresenta. Foi uma manhã mágica. Aqui seguem fotos para vocês verem parte da experiência.

Screenshot