Existe gente de cidade e gente de Natureza. Ou os dois, mas sempre tem uma preferência nem que mínima por um ou outro. Eu sou da Natureza, apesar de gostar de tudo que a cidade pode oferecer, principalmente o contato com as pessoas que eu amo.
Mas quando se fala em destino de bem estar, é difícil que esse destino seja em uma cidade grande. Especialmente quando esse bem estar vai além da alegria, vai para um encontro profundo com seu Eu Maior. E a Perfeição da Natureza, a Beleza exuberante da Criação fala direto com a nossa existência maior: com o nosso propósito, a nossa plenitude, a Paz infinita.
É algo que a Ciência já explicou de várias formas, mas que pra mim não é explicável, é tão profundo que é apenas “experimentável”. Acordar e ver o Sol nascer. Ver a Lua se por ou mesmo presenciar Sol e Lua ao mesmo tempo no céu. Ver a luz do Sol laranja passando pelas folhas verdes da floresta no amanhecer e deixando absolutamente tudo mágico e dourado. Passear pela natureza no lusco fusco, ao anoitecer e ver os vagalumes piscando com sua luzinha verde por todos os cantos. Observar os beija-flores tomando água em flores vermelhas. E todo o colorido dos pássaros da mata Atlântica, como o Tiê-sangue e tantos outros lindos coloridos da família dos saíra. Ver o desabrochar das flores… A Natureza, sim, na minha experiência nos eleva.
Assim, pra mim, não existe um destino físico de bem estar mais profundo que não esteja incrustado na Natureza. Agora, o Destino maior de Bem estar está dentro da gente. Muitas vezes escondidinho…mas está sempre aqui, intocável. E muitas vezes apenas a meditação pode nos levar até esse destino.









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