Pantanal: a riqueza da vida selvagem – parte 2

Mesmo tendo feito mais de 100 safáris na África do Sul, eu nunca vi tanta riqueza de vida selvagem por metro quadrado como no Pantanal. Na época em que fui, em julho, que é temporada de seca, acontece um fenômeno que eles chamam de corixo. 
E o que são os corixos? São rios pequenos que, com a falta de chuva, acabam ficando sem saída. Isso faz com que o alimento se acumule na pouca quantidade de água e seja farto.A quantidade de peixes é tão grande que se você colocar a mão no rio encontra vários. Eles ficam pulando na nossa frente. E não são só peixes. Jacarés também, que são alimento das onças. 
Assim, se você fica parado em um barquinho observando uma área de apenas 10 metros quadrados, por 30 minutos, vê tudo sem sair do lugar: peixes pulando, centenas de aves variadas (à espera da hora certa de capturar os peixes), jacarés, ariranhas, capivaras, iguanas, macacos e onças. Tudo ali, à sua volta, é uma loucura.
É como um restaurante famoso, de comida maravilhosa, com preço acessível – está sempre lotado.É uma riqueza tão grande que não parece real. Eu realmente nunca tinha visto nada parecido. 
O nosso país é impressionante!

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Tati Isler

Formada em História e jornalismo, Tati Isler trabalhou 15 anos como jornalista, 7 deles cobrindo cinema em Hollywood, antes de fundar a TI Comunicações, empresa de marketing e comunicação que representa o Turismo da África do Sul no Brasil e América do Sul. Há sete anos, quando teve um diagnóstico de câncer de mama, começou a incluir a meditação diariamente na sua vida. Passou muito bem pelo tratamento, e nunca mais parou de meditar, aprofundando-se nesta viagem interior a cada dia. Virou monja Ishaya, professora de meditação, levou a prática para sua equipe e em plena quarentena lançou uma empresa especializada em viagens pra dentro, a Ti Transforma, que tem como missão levar consciência para o universo corporativo, por meio da meditação.

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