A melhor opção para aumentar suas vendas

Tem sempre muita coisa acontecendo em Paris. Esta frase poderia ser o subtítulo de todos meus posts.

Um visitante pode, mesmo durante uma curta estada, aprofundar seus conhecimentos sobre quase qualquer assunto.  A primeira vez que visitei Paris o tema escolhido pela minha filha, na época com 11 anos, foi Claude Monet e o impressionismo. Através das visitas aos Museus Marmotan, Museu D’Orsay, Musée de l’Orangerie e da casa do artista em Giverny pudemos não somente apreciar a beleza de suas obras, mas também reconstituir em nossas mentes um momento histórico, sucedendo na tentativa de conhecer um pouco mais sobre a vida parisiense nos séculos XIX e XX. Esta viagem realizada há 12 anos, entre mulheres de três diferentes gerações, eu, minha mãe e minha filha, satisfez plenamente nossos sonhos de uma primeira viagem à cidade luz.

A então desconhecida Giverny é hoje uma das cidades mais visitadas pelos brasileiros que vêm a Paris durante o verão europeu. Você sabia?

O turista pode também fazer uma viagem para aprender a cozinhar, para simplesmente andar de bicicletas e ou até fazer uma turnê erótica em bares “d’échangisme”. Estas são vantagens e argumentos de venda abrangentes e infalíveis se utilizados com o cliente certo. Conte para alguém que gosta de andar de bicicletas que todas as sextas-feiras às 22 horas há um passeio coletivo e gratuito através das ruas da cidade ou ainda todo terceiro domingo do mês às 11 horas saindo da prefeitura. Descubra como ele pode ter acesso a uma bicicleta em Paris e cedo ou tarde esta pessoa comprará sua viagem com você. A capital francesa sempre tem algo de encantador para oferecer, por mais distinto o perfil da pessoa que entra na loja.

Porém como tudo tem seu Yin e seu Yang, seu lado positivo e negativo, com tantas escolhas às vezes fica difícil saber por onde começar e o que oferecer. Em francês costuma-se dizer “trop de choix tue le choix” – escolha demais mata a escolha.

Então apesar dos esforços dos chefes de produtos das operadoras em rechear as “prateleiras” de seus sistemas com muitos passeios e opções de lazer no destino, segundo Luís Fabbri, diretor do departamento internacional da LATAM Viagens, muitos agentes de viagens priorizam  sistematicamente a venda de passagens aéreas e hotelaria. Recentemente o Artur escreveu sobre a quebra do circuito de vendas através dos canais convencionais e a possibilidade para qualquer cidadão ou empresa de comprar e vender livremente produtos turísticos de quem quer que seja. Neste mercado dilapidado,  vale a pena lembrar do velho adágio:  “A união faz a força”.

  • As companhias aéreas não enriqueceram cortando comissões e se dirigindo ao cliente direto.
  • De maneira geral os clientes não estão mais satisfeitos com as aquisições que fazem on-line do que as aquisições em agências de viagens.
  • É sabido que muitos clientes buscam na internet informações e preços e depois vão a agências para realizar seus pagamentos ao vivo. O inverso também é verdadeiro.
  • Segundo pesquisas, 80% dos usuários de certa faixa etária não querem preencher dados pessoais on-line e dentre os que já o fizeram, outra alta porcentagem esquecerá a senha em uma segunda conexão.
  • É  lamentável que as operadoras continuem boicotando o canal on-line como meio de promoção  a fim de alavancar vendas com um sistema “hibrido- from the web to the store” como aplicado na França.

Torna-se assim imprescindível conhecer bem oferta e a demanda, ligar um ao outro conscienciosamente, num tiro certeiro. Conhecer bem a oferta e saber quais suas qualidades face a concorrência continua sendo a melhor opção para nunca perder vendas para o mundo virtual.

Aproveitemos do que existe a nossa disposição. Fortaleçamos os elos entre os interventores do ramo,  não deixando o cliente sair da loja sem ter vendido o que ele comprará na internet ou do congierge do hotel no destino e sem financiamento. Aproveite caro colega da existência do fator humano que constitui o mercado de agentes de viagens e faça disso uma riqueza. O desenvolvimento tecnológico não precisa nos sufocar, ele pode nos fazer crescer. Estamos mais perto uns dos outros e quando o cliente precisa de uma informação ou verificação de difícil acesso para ele, para um agente ela está na ponta dos dedos, em um clic, no vai e vem de um e-mail. Você tem alguma pergunta?  Algo que gostaria de saber sobre a cidade luz ? Perdeu venda para o mercado on-line e precisa de uma informação “chave” ?Fique à vontade, deixe seu recado! Este canal de informação é todo seu.

E sobretudo, mostre para os clientes que informações todo mundo acha, a boa só você.

 

Pequenas dicas da semana:

O Moulin Rouge continua desfrutando de sua inveterada fama, mas o novo show do Lido realizado por Franco Dragone, conceptor de New Day com Celine Dion e antigo colaborador do Circo do Soleil  está fantástico e merece menção no momento da escolha do cliente

Caro ( 22€ adulto, 17€ crianças) mas “sem preço” para meninos: Marvel a Exposição, até setembro na Esplanade de La Defense. Voltaremos a falar depois da minha futura visita.

Na venda de passes de museus como Paris Pass e Paris Museum Pass, assegure-se que seu cliente terá tempo suficiente para visitar um número de museus e atrações no prazo de validade do passe que cubram o valor da compra do mesmo, fazendo com que a aquisição  valha a pena. Lembre-se que os museus da capital são gratuitos todo primeiro domingo do mês, que o museu de Orsay e o Castelo de Versalhes fecham nas segundas e o Louvre nas terças-feiras.

Boa semana e “à bientôt”!

 

Fica abaixo liks para mais um pouco de Monet e impressionismo para você.

Visita Virtual Museu de l’Orangerie- Les Nympheas

Visita Virtual Museu Marmottan

 

Published by

Silvia Helena

Após breves passagens pela Faculdade Metodista de São Bernardo e Belas Artes de São Paulo, aos 18 anos fui estudar no Canadá, onde vivi durante 23 anos. Lá me formei em História da Arte pela Universidade de Montréal, estudei turismo no Collège Lasalle de Montréal e no Institut de Tourisme et Hôtellerie du Québec. Comecei minha carreira na área trabalhando em Cuba. Durante os anos vividos no Canadá, entre outras coisas, fui guia de circuitos pela costa leste e abri minha primeira agência de receptivo para brasileiros. Há dez anos um vento forte bateu nas velas da minha vida me conduzindo até França. Atualmente escrevo de Paris, onde vivo e trabalho dirigindo a empresa de receptivo, a Holatour.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *