Movimento Gilets Jaunes : o que dizem os turistas

Foi com certa apreensão que vi mais uma vez na televisão as imagens dos manifestantes vestidos com coletes amarelos, os Gilets Jaunes,  espalhados por toda a cidade.

Eu, que afirmei aqui que tudo sempre acontece em volta do mesmo perímetro, como há vários sábados! Imaginei que o Brasil veria as mesmas imagens e fiquei me perguntando se isso iria afetar o fluxo de turistas para a França e Paris.

Preocupada, sai pela cidade, para constatar mais uma vez que a vida corria bastante bem e pacificamente. Mesmo se a mídia insistia em mostrar os Gilets Jaunes e policiais mais excitados nas 3 ou 4 esquinas da cidade onde ocorriam confrontos, tudo estava calmo.

Manifestante conversa com vendedor de livros, o “bouquiniste”

Tirei fotos e filmei pontos turísticos com objetivo de mostrar como essas manifestações não tem afetado o quotidiano dos turistas. Mas seriam essas imagens suficientes contra a força da telinha?

No Louvre o vai e vem quotidiano seguia seu curso

Foi então que uma simpática turista me interpelou perguntando em inglês o que era “aquele edifício”, a Academia Francesa. Após uma breve explicação, desconfiada, perguntei qual sua origem. Uma vez a resposta feita, felizes, passamos a falar nossa língua: português do Brasil (como dizem aqui).

Tatiane e Sandro, de Campinas

Muito amigáveis, os visitantes Tatiane e Sandro, aproveitaram para fazer mais algumas perguntas. E eu, muito faladeira, adorei ajudar respondendo e tentando agregar informações.  

Antes da despedida, não pude deixar de perguntar:

 –E então, o movimento Gilets Jaunes atrapalhou a dia de vocês?

Tatiane respondeu prontamente:

“As manifestações não atrapalharam nosso passeio. Fomos informados pelo hotel em que estamos hospedados do percurso do protesto e programamos nosso dia no sentido inverso. Porém, em um dado momento, encontramos com alguns manifestantes que foram super solícitos em passar informações sobre qual trajeto estava livre. Enfim, para nós, foi mais um dia maravilhoso em Paris!”

Sai de casa preocupada e empenhada em desmistificar o movimento dos Gilets Jaunes para você querido leitor. Voltei pensando: “Deus é pai”. Acho que além de agradecer a Tatiane e o Sandro, não preciso dizer mais nada.

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Silvia Helena

Após breves passagens pela Faculdade Metodista de São Bernardo e Belas Artes de São Paulo, aos 18 anos fui estudar no Canadá, onde vivi durante 23 anos. Lá me formei em História da Arte pela Universidade de Montréal, estudei turismo no Collège Lasalle de Montréal e no Institut de Tourisme et Hôtellerie du Québec. Comecei minha carreira na área trabalhando em Cuba. Durante os anos vividos no Canadá, entre outras coisas, fui guia de circuitos pela costa leste e abri minha primeira agência de receptivo para brasileiros. Há dez anos um vento forte bateu nas velas da minha vida me conduzindo até França. Atualmente escrevo de Paris, onde vivo e trabalho dirigindo a empresa de receptivo, a Holatour.

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