O mercado de viagens corporativas contribui quatro vezes mais com o ingresso de divisas para o Brasil, a tomar por referência o gasto médio diário dos viajantes que nos visitam para fazer negócios (US$ 329,39) e turismo (US$ 73,77).
O fato foi mais uma vez constatado e com a credibilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que executou a pesquisa para Embratur entre os meses de abril a setembro de 2014, com 1.726 entrevistas realizadas, incluindo as cinco regiões do Brasil.
Vários outros dados relevantes também foram obtidos, revelando informações sobre o perfil destes desejados visitantes, entre as quais destaco as seguintes:
Origem
– 23% são da Europa
– 20% são da América do Norte
– 6,2% são da América do Sul
Sexo
– 58,6% são homens
– 41,4% são mulheres
Faixa etária
– 54,4% dos turistas têm entre 25 e 44 anos
Escolaridade
– 97,4% têm nível superior
Renda mensal
– 41,9 % têm renda acima de US$ 4.000
Apesar de o referido estudo apontar ainda que, a imagem do País é positiva para 74% dos entrevistados e mais 92% deles terem elogiado a receptividade do povo brasileiro, sabemos ser indispensável investir em infraestrutura e capacitação profissional.
Neste sentido, cabe ressaltar a importância das agências de viagens corporativas, na perspectiva de atuarem em sinergia com o poder público para potencializar resultados. Afinal, todos nós sabemos que o nosso setor é constituído por uma via de mão dupla, que propicia boas oportunidades em ambos os sentidos: emissivo e receptivo.
Edmar Bull
Lição de casa
Não existem desafios estratégicos relacionados às questões concorrenciais e de mercado, ou que envolvam revisão de processos, atividades de capacitação, inovações, enfim, aspectos de interesse corporativo, sem soluções capazes de proporcionar ganhos de eficiência. O simples fato das agências de viagens associadas Abracorp no primeiro trimestre de 2014 terem juntas conseguido aumentar em até 18% os resultados, mantendo praticamente a mesma quantidade de colaboradores, demonstra que existem sim medidas administrativas possíveis de serem adotadas com eficácia.
Nossa expectativa é que haja também mudanças no modelo de desenvolvimento econômico brasileiro, com o governo passando a promover redução da carga e simplificação da legislação tributária; reforma nas nossas leis trabalhistas; melhorias no ambiente de negócios; supressão dos excessos burocráticos; estímulos aos investimentos privados; aumento dos investimentos em infraestrutura e efetiva melhoria na qualidade da educação. Para que isso seja possível, cortar gastos e liberar recursos é o ponto de partida.
Estatísticas confiáveis, provenientes de diferentes fontes nacionais e internacionais, revelam o que todos nós sabemos: a produtividade média do trabalhador americano é hoje cinco vezes a do trabalhador brasileiro. Além da qualidade da educação, nos EUA a força de trabalho conta e usufrui de avançados equipamentos (hardwares e softwares).
Portanto, essas ações distintas, complementares e imprescindíveis à conquista das vantagens competitivas que tanto almejamos, são as que devem ser impulsionadas neste “Brasil, pátria educadora”. O segundo passo desta lição de casa essencial é romper com o pessimismo reinante e agir, sabendo que agora e sempre “a mãe das oportunidades são os problemas”; máxima do espírito empreendedor, de quem faz mais com menos; é capaz de reduzir custos, aumentar a produtividade e, com isso, obter merecida rentabilidade.
Edmar Bull
Agenda com MTur
Vinícius Lages permanece como Ministro do Turismo. Valdir Simão assumirá a Controladoria Geral da União. Em ambos os casos, credencias técnicas os qualificam como parceiros do trade.
A experiência de Vinícius Lages junto aos organismos internacionais do setor, com destaque para a sua atuação junto à OMT e marcante presença como Diretor de Turismo e Relações Internacionais do Sebrae, refletiram positivamente na atual gestão do MTur, exercida por ele com sensibilidade e apoio às demandas que nos mobilizam, especialmente àquelas relacionadas a projetos de capacitação e treinamento profissional.
Designado pelo então Ministro do Turismo Gastão Vieira, como interlocutor com as entidades representativas do trade turístico, Valdir Simão revelou compreender a importância socioeconômica da atividade, além de reiterar a sua competência administrativa, adotando sempre a transparência como modelo de gestão pública.
Ética, responsabilidade, comprometimento, transparência, inovação, serviço e qualidade são os valores abraçados pela Abracorp, os quais trilham o rumo da entidade e constituem referência para o aprimoramento constante do relacionamento mantido com os clientes, os fornecedores, os pares, a imprensa e, certamente, também com as autoridades públicas.
Por isso, convergência de propósitos e perspectivas de avanço significativo pautam as expectativas da reunião entre Abracorp e MTur já agendada para este mês de janeiro. Um passo importante para consolidar a política setorial, direcionada a elevar constantemente aos patamares da excelência competitiva o padrão de qualidade dos serviços prestados e consumidos no mercado de viagens corporativas.
Edmar Bull