Caiman Pantanal

Review: Casa Caiman, Pantanal

Acordar cedinho, sair com o dia ainda escuro, e passar a manhã procurando onças e outras espécies pantaneiras, entre paisagens exuberantes. Isso é parte da rotina diária de quem se hospeda na Casa Caiman, a propriedade que deu origem ao complexo da Caiman Pantanal, hoje um exemplo internacional de turismo sustentável.

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Localizada no município matogrossense de Miranda (a 237 km a oeste de Campo Grande) e fundada por Roberto Klabin em idos de 1985, a fazenda Caiman abrange hoje 52.400 hectares, incluindo áreas de pastagem, uma reserva legal de 10.621 hectares, uma RPPN e o IMARK (Instituto Maria Angela e Roberto Klabin, criado em 2024).

Caiman Pantanal
foto: Mari Campos

É em meio a tudo isso, e servindo de base também para projetos ambientais primorosos como o Onçafari (que completa 15 anos neste mês de agosto), que a Caiman Pantanal (membro da BLTA e Xodós do Brasil) trabalha pela conservação ambiental e cultural através do turismo.

A propriedade acaba de inaugurar sua primeira unidade voltada ao turismo de luxo, a Villa Cordilheira, uma elegante villa totalmente suspensa sobre palafitas, com sete suítes e muito conforto, que deve ser reservada por inteiro – e oferece todos os serviços feitos de forma privativa.

Tem ainda a Villa Baiazinha, que também deve ser reservada por inteiro, mas passa a maior parte do ano “bookada” por operadores internacionais de turismo ecológico e observação de vida selvagem.

Mas é justamente na Casa Caiman – que já foi um dia casa do próprio Klabin – que a maioria dos hóspedes, sejam brasileiros ou estrangeiros, conhecem o jeito Caiman de receber, bem no coração do Pantanal. Foi ali, no complexo com hoje 18 acomodações espalhadas em duas sedes localizadas em meio a muito verde, que a propriedade começou o exercício de sua vocação para a hospitalidade.

Em comum, todos esses três modelos de hospedagem turística incluem nas diárias pensão completa e safáris compartilhados – além da possibilidade de também fazer outras atividades na região, como canoagem, caminhadas, focagem noturna e cavalgadas, algumas delas mediante pagamento de taxa extra.

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Caiman Pantanal
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar na Casa Caiman

No total, são 18 acomodações espalhadas pelos dois sobrados que compõem a Casa Caiman. Entre elas, há uma grande piscina com espreguiçadeiras, além de redes, academia, sauna, lounges internos e externos, livings, restaurante, bar.

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As acomodações da Casa Caiman estão divididas em três categorias, mas todas com bastante espaço, ar-condicionado e banheiro privativo. A Suíte Master é a maior de todas elas e conta também com espaçoso living, walk-in closet e um belo terraço privativo. Senti falta apenas de mais amenidades de higiene (há apenas sabonete, hidratante, shampoo e condicionador) e de outras amenidades em geral, como chinelinhos de quarto.

A hospedagem na Casa Caiman inclui sempre pensão completa, com todas as refeições servidas invariavelmente em sistema buffet – mesmo quando feitas fora da casa. Aliás, mesmo na nova villa Cordilheira, mais luxuosa e com mais inclusões nas diárias, as refeições também são todas sempre buffet. Água e suco durante a refeição estão incluídos, assim como café e chá.

Há também um pequeno serviço de café da tarde antes das atividades vespertinas, e as duas casas têm também um lounge onde há permanentemente café espresso, água e chá para os hóspedes se servirem livremente, como cortesia.

Não há recepção 24h – mas um membro do staff fica de plantão durante a noite e pode ser acionado por telefone ou whatsapp (seja para emergências ou simplesmente para retirar da acomodação alguma pererequinha ou inseto maior que esteja incomodando).

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Geralmente, são oferecidos na Casa Caiman, como parte das inclusões, dois safáris diários, sempre guiados por uma dupla de guias (os meus, Renato e Tiago, foram excelentes) que conhecem a região como a palma de suas mãos, com pelo menos um deles falando também inglês.

Prepare-se para ver uma profusão de aves das mais variadas espécies e tamanhos, muitos répteis, grandes insetos e também grandes mamíferos como capivaras, os belíssimos cervos-do-pantanal, as furtivas antas, tamanduás e, claro, com sorte, onças pintadas (consegui ver 9 indivíduos, entre adultos e filhotes, ao longo dos meus dias por ali).

Alguns dos safáris podem ser eventualmente substituídos, a pedido dos hóspedes e dependendo da época do ano e das condições climáticas, por outras atividades, como safáris à pé ou canoagem.

As estadias também incluem a possibilidade de participar, dependendo dos dias da semana, do Café da Manhã Pantaneiro, do jantar sob as estrelas e de uma noite do churrasco, todas realizadas fora da Casa. E ainda um sundowner durante um dos safáris vespertinos.

Programas exclusivos de rastreamento de onças-pintadas com o time do Onçafari, passeios com a equipe do AraraAzul ou passeios a cavalo pelo Pantanal, por exemplo, também podem ser reservados – mas têm custo adicional.

As estadias costumam ter períodos mínimos pré-determinados de 3 ou 4 noites, especialmente na alta temporada
(junho a setembro), com os hóspedes chegando às quintas-feiras ou domingos.

Importante: leve repelente contra insetos, em qualquer época do ano – você definitivamente vai precisar.

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Caiman Pantanal
foto: Mari Campos

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O que vale saber antes de viajar

A Caiman chegou a ter 82% de sua área queimada por incêndios florestais num passado bem recente. Por isso mesmo, hoje trabalha pesado com prevenção a incêndios, incluindo a criação e treinamentos contínuos de suas próprias brigadas de combate ao fogo, monitoramento constante do território via satélites e criação de uma extensa rede de poços.

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É também a primeira propriedade do Brasil a fazer queima prescrita, criou refúgios de fauna e dispersou bombas de sementes para garantir o plantio/replantio de diversas mudas de arvores nativas. Algumas marcas dos incêndios ainda são visíveis, já que a terra pode levar muitos anos para se recuperar; mas a maior parte da Caiman Pantanal estava lindamente verdejante em meados deste ano.

A propriedade é também parte da The Long Run e conta com certificação LIFE de Negócios e Biodiversidade. Ao longo do ano, trabalhar ativamente também com comunidades indígenas e ribeirinhas da região, inclusive auxiliando nos cuidados locais com saúde, educação e lazer – além de suas muito bem sucedidas parcerias in loco com Onçafari (que ajuda imensamente na prática turística cotidiana da propriedade, rastreando onças pintadas), Instituto Arara Azul, Projeto Papagaio Verdadeiro, Tapirapé, Instituto Tamanduá e Sauá. 

Mas o turismo de conservação não é a única atividade da Caiman Pantanal, que trabalha paralelamente com criação tradicional de gado – mostrando que no Brasil é possível, sim, que esse tipo de atividade coexista em harmonia com a preservação e o aumento da população de onças pintadas na região.

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Para chegar:

É possível chegar à Caiman pelo aeroporto de Bonito (MS), distante cerca de 2h30 de estrada, ou Campo Grande, a cerca de 4h de carro. Também é possível pousar diretamente na propriedade com aeronaves turboélice privadas.

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Shamwari Reserve Safári África do Sul

Review: Eagles Crag, Shamwari Private Game Reserve

São tantas boas opções para fazer safári na África do Sul que o viajante geralmente sofre um bocado para escolher a opção mais adequada para o seu perfil de férias. No entanto, são (bem) poucas opções interessantes para quem quer se jogar em safáris sem se afastar muito da Cidade do Cabo. E, dentre elas, a reserva  Shamwari é sem dúvidas uma das mais interessantes.

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Parte da chamada Rota Jardim (Garden Route), a  Shamwari Private Game Reserve é uma reserva com mais de 25.000 hectares focados em preservação e conservação de vida selvagem localizada a cerca de 1h30 de carro de Port Elizabeth, conectada através de ótimas estradas.

Shamwari Reserve Safári África do Sul
foto: Mari Campos

Ali há presença dos Big5, destacando-se também a manutenção in loco de um Centro de Reabilitação da Vida Selvagem, além do santuário Born Free, que reúne felinos resgatados, e parcerias com ONGs de conservação de aves.

A enorme reserva, com 33 anos de fundação e um case de muito sucesso na reintrodução em ambiente selvagem de algumas espécies originalmente endêmicas da região, oferece ao viajante seis lodges de alto padrão e uma opção mais econômica e informal de estadia, em formato camping: Bayethe, Long Lee Manor, Riverdene Family Lodge, Sarili Private Villa, Sindile Tented Lodge (todos recentemente renovados e abertos inclusive durante todo o inverno) e Eagles Crag, a opção mais exclusiva 

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Shamwari Reserve Safári África do Sul
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Eagles Crag, Shawari Private Game Reserve

As estadias no Eagles Crag da  Shamwari Private Game Reserve têm sempre tudo incluído: dois safáris diários, refeições, bebidas, minibar e até lavanderia. Há possibilidade de fazer eventualmente safáris à pé também.

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O lodge mais exclusivo da Shamwari foi batizado em homenagem ao avistamento frequente de águias voando em círculos sobre os belíssimos penhascos que ficam bem diante dele.

São apenas nove suítes, todas em formato de pequenas villas independentes, construídas em pedra, madeira e vidro, com muito espaço: quarto, living, closet, chuveiros interno e externo, deck, piscina privativa. As acomodações são conectadas por uma charmosa passarela de madeira, mas há privacidade suficiente entre elas.

As áreas comuns do Eagles Crag incluem muitos lounges, internos e externos, aproveitando a topografia local inclusive em plataformas parcialmente suspensas para observação de aves. A decoração é tão cuidadosa e acolhedora quanto a arquitetura, que parece fazer o hotel “desparecer” em meio ao verde, à distância.

Há também academia e sala de jogos, café da tarde servido antes do safári vespertino e cafés, chás, bebidas e petiscos sempre disponíveis no bar.

As refeições merecem destaque especial: são todas excelentes (café da manhã e almoço em sistema híbrido buffet + à la carte e os jantares são à la carte), com muito sabor e apresentação caprichada. E podem acontecer tanto interna quanto externamente, sob as estrelas.

Os safáris, apesar de contarem apenas com ranger e dispensarem a figura dos trackers, são longos e interessantes e contam sempre com as tradicionais pausas para o cafezinho de manhã e os sundowners da tarde, sempre com deliciosas comidinhas e drinks. Há também mantas e bolsas de água quente nos assentos sempre à disposição.

Visitas ao centro de reabilitação e aos projetos dedicados à proteção de grandes felinos e aves de rapina e observação guiada do céu noturno também fazem parte do menu de atividades incluídas.

Uma delícia de lodge, que está atualmente sendo renovado, mais uma vez.

Shamwari Reserve Safári África do Sul
foto: Mari Campos

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Durante toda a viagem, utilizei um chip internacional da O Meu Chip e me mantive conectada todo o tempo, inclusive durante os safáris na reserva. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM neste link com o cupom MARICAMPOS.

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Private Expedition Latitudes Ártico

Private Expedition Latitudes: hospitalidade à toda prova

Em julho último, tive a oportunidade de participar pela primeira vez de uma das expedições privativas da Latitudes – Viagens de Conhecimento, empresa que conheço e acompanho há muitos anos. E agora posso afirmar categoricamente: as Private Expeditions Latitudes são mesmo um dos exemplos mais sofisticados e bem executados da hospitalidade brasileira.

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Embarquei na Private Cruise Expedition Latitudes Ártico 2026, destinada a explorar majoritariamente a ilha norueguesa de Svalbard, atualmente o grande “filé” da visitação turística região polar norte.

Começamos e terminamos nosso itinerário em Oslo, tomamos voo privado a Longyearbyen (capital de Svalbard e o aeroporto mais setentrional do mundo), de onde partimos em um navio (o Sylvia Earle, da Aurora Expeditions) totalmente privatizado para o nosso exclusivo grupo de 89 viajantes – e cheio de upgrades.

Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

As expedições privativas nunca fizeram tanto sucesso quanto hoje no mundo. Cada vez mais viagens estão dispostos a investir altas somas para embarcar em itinerários exclusivos, descomplicados, milimetricamente planejados, e com inclusões suficientes para minimizar atritos e garantir experiências inesquecíveis.

Porque, afinal, o que distingue as melhores operações não é mais simplesmente a possibilidade de abrir portas fechadas, mas a capacidade de oferecer realmente contexto para aquilo que existe atrás delas. E é nesse cenário que as Private Expeditions Latitudes ocupam uma posição particularmente interessante no mercado brasileiro.

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Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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O sucesso da Expedição Privativa pelo Ártico

O slogan da Latitudes – “viagens de conhecimento”- até poderia soar marketeiro se não fosse algo que orientasse, de fato, toda a estrutura das viagens que realizam. Sejam as expedições privadas, os grupos regulares ou mesmo as viagens privativas que organizam durante o ano todo, o que eles fazem majoritariamente é, ao invés de construir roteiros cujo objetivo seja unicamente visitar e “consumir” lugares, partem de temas e questionamentos.

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Cada roteiro, ali, nasce em torno de um fio condutor, e não apenas de um ponto no mapa, deixando claro que o destino é apenas uma das muitas camadas da viagem. Como, por exemplo, “a natureza do tempo”, tema que norteou toda nossa viagem pelo Ártico.

Fomos acompanhados, todo o tempo, por uma enorme equipe Latitudes a bordo, um grande time especializado em expedições pelo ártico e também especialistas de distintas áreas, como a bióloga Ema Kuhn, a pensadora Monja Cohen, a psicanalista Danit Pondé e o filósofo Luiz Felipe Pondé.

E, além de passear por Oslo e Longyearbyen, fizemos um espetacular cruzeiro entre placas de gelo, magníficos paredões de gelo, imensos glaciares, cachoeiras, ursos polares, focas, baleias, raposas, belugas, renas e uma infinidade de pássaros.

Voltei para casa ainda mais encantada, pela empresa e pelo destino. Jamais esquecerei o vento cortante no rosto nas muitas horas voluntariamente passadas no deck externo, o urso polar preguiçosamente se espreguiçando e roçando as costas na tundra, o som do navio rompendo o mar congelado, ou do meu próprio caminhar sobre uma enorme placa de gelo, justamente em um dos poucos momentos ensolarados que tivemos por lá.

Mas a viagem começou muito antes disso, é claro. Recebemos em nossas casas lindos kits pré-viagem (incluindo de mochilas herméticas a nécessaires, de livros a objetos de higiene) e também fomos presenteados com gorro e jaqueta polar ao embarcarmos no navio.

Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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Hotéis, navio, transfers, guias, tudo foi escolhido a dedo pela Latitudes após diversas visitas técnicas e reuniões. Os menus do cruzeiro foram todos ajustados às preferências e necessidades dos hóspedes, assim como a lista de bebidas disponíveis no bar aberto.

Horários e duração de passeios foram ajustados e também paramos tudo para ver o Brasil jogar (mal) contra a Noruega na Copa, acompanhados por noruegueses divertidíssimos da tripulação e muita pipoca, pão de queijo e brigadeiros, com insumos levados do Brasil pela equipe, e preparados especialmente para a ocasião .

A participação dos especialistas no roteiro teve um formato bem pensado, em que essas intervenções simplesmente complementaram tudo que víamos e vivíamos in loco, sem “pesar” na programação de nenhuma maneira. No navio, as eventuais palestras que aconteciam a bordo entre um desembarque e outro podiam ser acompanhadas no lounge-auditório, mas também, transmitidas pelo sistema de televisão da embarcação, no conforto de cada cabine. O conhecimento simplesmente acompanhou a paisagem arrebatadora do Ártico, sem nunca competir com ela.

Ouso dizer, inclusive, que os maiores aprendizados que trouxe dessa viagem vieram de “micro aulas” acidentais e espontâneas, como as dadas pela bióloga Ema Kuhn ao responder nossos questionamentos no deck externo enquanto observávamos placas de gelo e vida selvagem, ou quando outros membros do time de expedição falaram sobre geografia, história e ciência nos próprios botes zodiac, enquanto testemunhávamos momentos incríveis de desprendimentos de glaciares, paredões rochosos de um bilhão de anos ou interações animais.

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Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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Equipe afinada, hóspede feliz

Ao longo da viagem, a equipe Latitudes, tanto em terra, no Brasil, quanto a que nos acompanhava diariamente a bordo, no navio, mostrou que leva a sério o conceito de hospitalidade como acolhimento – eu que o diga, acolhida com esmero e eficiência, mesmo na madrugada, quando enfrentei problemas com meu voo a Oslo.

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Acolheram as necessidades (e muitos dos desejos também…) de hóspedes com mais restrições físicas, a curiosidade natural das crianças, as limitações daqueles que tinham barreiras com outros idiomas ou restrições alimentares. Construíram uma estrutura complexa para que cada viajante, do mais travado ao mais flexível, do mais jovem ao mais idoso, do mais iniciante ao mais experiente, tivesse sempre a impressão de que tudo fluía tão bem naturalmente.

Enquanto muitas empresas desenham roteiros a partir da simples disponibilidade de hotéis e atrações, as Private Expeditions Latitudes funcionam como uma grande produção, começando muito, mas muuuuito antes do embarque de passageiros.

Da definição do tema da viagem à escolha dos especialistas (historiadores, filósofos, geógrafos, jornalistas, psicanalistas, escritores etc) que palestrarão durante o roteiro, da seleção dos melhores meios de transporte aos “expedition leaders” mais adequados para aquele grupo, das visitas técnicas aos ajustes dos ritmos com que cada destino será apresentado, nada é pensado isoladamente.

A engenharia logística necessária para que tudo funcione perfeitamente em uma expedição deste tipo é gigantesca, até porque esse modelo de viagem realmente precisa deixar pouco espaço para improvisações. Mas, mesmo as mudanças repentinas de planos em função das condições climáticas de um destino tão remoto, foram ali tiradas de letra, e de maneira invisível ao viajante. Para mim, é justamente essa tal “invisibilidade” um dos mais sofisticados aspectos da hospitalidade contemporânea.

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Assim, a nossa viagem física à região polar, entre montanhas, geleiras e ursos polares, avançou sempre harmoniosamente junto à parte menos visível da jornada, feita também de referências diversas em história, geografia, biologia, filosofia, literatura e ciência em geral.

Nas Private Expeditions Latitudes tudo está incluído (transfers, hospedagem, passeios, bebidas, refeições e, mais importante ainda, um impressionante acompanhamento médico). Além, é claro, do precioso acompanhamento permanente de uma equipe que realmente é pau para toda obra, atendendo de maneira imediata, em português, qualquer solicitação.

Mas a personalização exacerbada da viagem não está apenas no itinerário, mas também na forma de nos fazer compreender o destino visitado, nas ferramentas que recebemos para voltar para casa com um repertório ampliado sobre o mundo que vai muito além das belas fotografias que tiramos. Como viajantes, precisamos apenas nos concentrar naquilo que mais nos importa: viver a experiência.

No constante desafio do turismo de luxo internacional para oferecer experiências realmente inéditas e memoráveis a um público cada vez mais experiente, esse tipo de viagem é, sem dúvidas, uma das respostas mais consistentes da atualidade.

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Sofitel Legend Santa Clara Cartagena

As apostas da Sofitel em Cartagena

A Sofitel, principal marca de luxo da Accor, tem evoluído nos últimos anos. Seu recente rebranding está fazendo a marca (finalmente) retornar às suas raízes francesas, com um reposicionamento batizado de French Zest (algo como “alegria francesa”). E as apostas da Sofitel em Cartagena, Colômbia, são ótimo exemplo disso.

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Parte dessa “alegria francesa” da nova fase da Sofitel é servida pela chamada Haute Croissanterie, novo programa de confeitaria da marca em que cada um de seus hoteis é responsável por criar pelo menos um croissant exclusivo.

Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
foto: Mari Campos

Cada propriedade desenvolveu também um ritual noturno com velas, inspirada na tradição da iluminação pública na Paris da década de 1860, criando toques mais aconchegantes nas áreas comuns. Há também novos uniformes criados por designers franceses e colaborações com outras marcas francesas, como Bernardaud.

E as propriedades Sofitel em Cartagena levam isso tudo bem a sério – apesar de terem personalidades absolutamente opostas. Mas o maior mérito da Sofitel em Cartagena não está (apenas) em ter dois ótimos hotéis, mas em oferecer duas leituras completamente distintas da cidade caribenha e de sua própria filosofia como marca.

Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
foto: Mari Campos

O belo Sofitel Legend Santa Clara Cartagena é uma aposta urbana, histórica e cultural em que a excelência francesa no serviço se mostra a todo momento, mas sem jamais ofuscar as características locais. Já o Sofitel Barú Cartagena traz uma proposta bem praiana, informal, 100% focada no lazer.

Com um convento colonial em pleno centro histórico e uma ilha caribenha nos arredores da cidade, a Sofitel transformou Cartagena em uma viagem literalmente em dois tempos. A melhor parte é que, juntos, os dois hotéis compõem um roteiro de viagem redondinho, pra que ninguém tenha que escolher apenas um deles.

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Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
foto: Mari Campos

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Sofitel Legend Santa Clara Cartagena

Dentre as muralhas erguidas pelos espanhóis no século XVI, Cartagena preserva um dos conjuntos coloniais mais importantes do continente americano. Em meio a tanta história, hoje igrejas, fortalezas e casarões multicoloridos convivem em harmonia com restaurantes premiados, galerias de arte, bairros descolados e, é claro, hotéis de primeira linha.

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A alta hospitalidade por ali começou, há muitos anos, com o histórico Sofitel Legend Santa Clara Cartagena, grande ícone da hotelaria colombiana até hoje.

Cartagena é vibrante, barulhenta, quente (muito quente!) e intensamente turística. Mas, de alguma maneira, a porta de entrada para o hotel funciona como um portal: ali dentro o ambiente é fresco, tomado por vegetação exuberante, silencioso, tranquilo.

Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
foto: Mari Campos

Sofitel Legend Santa Clara Cartagena ocupa um edifício (no coração da cidade histórica, bastante próximo à maioria das atrações turísticas e aos melhores bares e restaurantes) cuja trajetória resume séculos da história colombiana. Antigo Convento das Clarissas, do século XVII, o complexo foi hospital, quartel e até escola de medicina muito antes de ser convertido em hotel, já no fim do século XX.

Essa herança arquitetônica tem profunda interferência no aproveitamento dos espaços públicos – há inclusive uma deliciosa e enorme piscina no interior do hotel – e, é claro, na forma como o hóspede vivencia esses espaços.

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O antigo claustro se transformou em um delicioso jardim muito tropical, corredores centenários muito, muito largos, conduzem a algumas das acomodações, antigos espaços religiosos se vêem convertidos em áreas de eventos.

O dedo da Sofitel está em tudo, do serviço impecável à excepcional Haute Croissanterie do excelente café da manhã diário, dos novos uniformes adoráveis à gastronomia sedutora. O staff é formal, bem à francesa, mas também caloroso na medida certa, como se esperaria em um destino caribenho; o GM circula literalmente o tempo todo pelo hotel, conversa com os hóspedes, acompanha cada acontecimento.

Mas a gente também tem, o tempo todo, a sensação de que aquele edifício cuidadosamente restaurado é parte indissociável da cidade. Entre arcadas, pátios e mobiliário histórico, o conforto contemporâneo do Sofitel Legend Santa Clara Cartagena foi delicadamente incorporado à estrutura original, sem espetacularização, sem parecer “coisa de museu”, em uma relação realmente louvável entre patrimônio e hospitalidade.

Ah! No subsolo do bar principal fica uma cripta que teria inspirado Gabriel Garcia Márquez a escrever “Do Amor e Outros Demônios. E há ainda uma suíte especial, enorme, repleta de objetos de Botero – e decorada justamente pela filha do artista.

Daquelas experiências de hospitalidade para aproveitar ao máximo – e repetir.

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Sofitel Barú Cartagena
foto: Mari Campos

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Boa vida à beira-mar

Depois dos dias de agitação, calor e ruelas estreitas lotadas, nada mais justo que a busca pelo mar caribenho do nosso imaginário (até porque as praias da cidade de Cartagena em si decepcionam bastante o brasileiro). É aí que o Sofitel Barú Cartagena, uma das mais novas propriedades do portfólio da Sofitel, entra certeiro.

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A cerca de 1h30 da cidade e do aeroporto, a antiga península de Barú, hoje convertida em uma das ilhas do arquipélago de Rosário, tem aquela transparência turquesa que esperamos do Caribe. Há areia clarinha, pedras, manguezais, muita vegetação nativa e, dentro dos limites do resort, o ritmo é adoravelmente tranquilo.

Sofitel Barú Cartagena
foto: Mari Campos

O Sofitel Barú é praticamente o oposto do Santa Clara. Ali não há patrimônio histórico, detalhes coloniais ou serviço excepcional à francesa (o serviço, como em toda propriedade mais recente, ainda passa por alguns ajustes ali).

Mas a cuidadosa arquitetura bem integrada à paisagem, em formas sinuosas, com todas as acomodações (enormes e extremamente elegantes, todas com varanda) voltadas para o mar, conquista de imediato.

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Os edifícios que compõem o resort são todos baixos, acompanhando o relevo natural do terreno. A parte mais alta da propriedade é o seu rooftop bar, o endereço preferido dos hóspedes para acompanhar o final de tarde, com o sol se pondo no mar.

Há materiais clarinhos na construção e muito, muito vidro, dos restaurantes às acomodações, para garantir que a natureza esteja sempre à vista.

A gastronomia local tem menus valorizando pescados, frutos do mar e outros ingredientes costeiros, mas há até culinária mexicana num food truck à beira-mar (com comida excelente e o melhor serviço de todo o hotel) e influências asiáticas no restaurante mais caprichado do resort.

Há uma excelente academia e um ótimo spa na propriedade, mas não há agenda intensa de atividades oferecidas, como tantos resorts caribenhos insistem em fazer. A maior parte dos hóspedes (há muitas, muitas famílias) passa o dia alternando lentamente entre as piscinas (há várias) e a praia, sem grandes ambições além de descansar.

Um complemento redondinho para os dias repletos de história, cultura e agito na vibrante Cartagena.

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Sofitel Barú Cartagena
foto: Mari Campos

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A marca Sofitel, fundada na França em 1964 e parte da Accor desde 1980, tem hoje um portfólio de quase 120 propriedades, que inclui a luxuosa coleção Sofitel Legend de propriedades históricas, resorts Sofitel, hotéis urbanos e residências.

A Sofitel está em fase de crescimento global, com mais de 30 novos hotéis previstos até 2030. A marca ganha ainda este ano uma esperada nova propriedade no Rio de Janeiro.

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Awasi Atacama

Review: Awasi Atacama

Um belo café da manhã só pra mim, montado no alto de uma colina com vista panorâmica para a Laguna Lejía e as incríveis montanhas que a circundam, sem mais ninguém à vista, enquanto o sol se erguia preguiçoso. Um sundowner entre o Vallecito e o vulcão Licáncabur, com canapés e chardonnay geladinho, após uma tarde de caminhada. Um caprichado jantar degustação ladeado por aconchegante lareira, com vista para o céu inigualavelmente estrelado do deserto. Tudo isso cabe num único dia no excepcional Awasi Atacama.

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A icônica propriedade do grupo Awasi no deserto do Atacama, no Chile, oferece mesmo uma experiência em hospitalidade com a qual nenhum outro lodge ou hotel da região é capaz de rivalizar.

Awasi Atacama
foto: Mari Campos

São apenas 12 adoráveis suítes, todas em formatos circulares, com as fachadas em adobe tão típicas da região, rodeadas por bucólicos jardins que reproduzem os sistemas originais de irrigação do vale.

Trata-se de um refúgio extremamente aconchegante, silencioso e completamente imerso no cenário histórico-natural do Atacama. Mas, mais que isso: tem formato tudo incluído, oferece a refinada gastronomia Relais&Chateaux e absolutamente tudo ali é realizado de maneira privativa e personalizada, com cada acomodação tendo seus próprios veículos 4×4 e guias e sendo soberanas ao montar suas agendas e horários.

Não existe – mesmo, acredite – forma mais conveniente e exclusiva de explorar um dos mais belos desertos do planeta.

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Awasi Atacama
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Awasi Atacama

As exclusivas 12 suítes do Awasi Atacama são todas circulares, construídas com materiais naturais e originários da região, como adobe e pedra. Do lado de fora, tudo é rústico e simples. Do lado de dentro, muito, muito espaço e conforto.

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As camas são deliciosas, o piso dos (enormes) banheiros é aquecido, há chuveiros interno e externo, banheira, pátio externo mobiliado e um frigobar muito bem abastecido – também incluído no valor das diárias.

Além da gastronomia excelente, invariavelmente à la carte, e do bar sempre aberto, estão incluídas nas diárias também uma excursão de dia inteiro ou duas excursões de meio-dia por dia. Há um carro e guia exclusivos para cada acomodação, permitindo que a gente explore o deserto do nosso jeito, no nosso ritmo.

Quer conhecer área de pinturas rupestres mas não quer fazer trilha? Sem problemas: o guia te leva até lá de carro. Quer um café da manhã em meio à natureza, sem mais ninguém à vista? Não precisa pedir duas vezes: o guia te monta uma mesa completa, com ovos feitos na hora, em um cenário excepcional.

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Quer conhecer os gêiseres do Tatio sem ter que madrugar? Claro: o guia te leva à região tarde da manhã, com direito a uma gostosa caminhada e depois almoço ali mesmo (e, acredite, os gêiseres estão jorrando também às 10h30 da manhã).

Nenhum outro hotel do Atacama é capaz de proporcionar regularmente férias do nosso jeito, ao nosso gosto, como o Awasi. A diferença tarifária entre ele e os demais hotéis de luxo do deserto é altamente justificada, esteja o hóspede sozinho, em casal, em grupo ou família. Ali tudo, tudo acontece, dos passeios às refeições, levando em conta necessidades e desejos individuais.

Observar as estrelas à noite também está garantido. Não apenas ali, ao redor da fogueira, a olho nu, como também em um curto trajeto de carro que nos leva a uma área sem luminosidade artificial, com dois telescópios para uma observação mais a fundo. Tudo incluído, é claro.

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As impecáveis refeições do Awasi Atacama (acredite: a gastronomia é tão boa que grande parte dos hóspedes abre mão das atividades de dia inteiro só para poder aproveitar o almoço no próprio hotel) são acompanhadas de excelentes vinhos chilenos. Os sommeliers do hotel, aliás, se esmeram em encontrar rótulos de vinícolas boutique menos conhecidas internacionalmente e a maioria é mesmo uma grata surpresa.

A propriedade ainda tem uma gostosa piscina, vários “lounges” ao ar livre e é possível também contratar massagens (pagas à parte) a serem realizadas dentro da acomodação. O lodge só não tem academia.

Mais que tudo, é preciso falar do serviço: o staff do hotel é o mais afinado que já encontrei tanto no destino como no próprio grupo Awasi. A gente se sente, o tempo todo, extremamente bem-vindo e bem cuidado. Todos, sem exceção, extremamente cálidos, sorridentes e gentis, dos jardineiros aos garçons, do housekeeping aos (maravilhosos) guias.

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O Awasi Atacama está localizado a curta distância do gostoso centrinho de San Pedro de Atacama, a aproximadamente uma hora e meia de carro a partir do Aeroporto de Calama.

Para chegar, o melhor caminho é com a LATAM, que oferece conexão imediata no aeroporto de Santiago, no Chile. Mais que isso, oferece diversos voos diários, manhã, tarde e noite, para Calama.

Na minha ida, o voo decolou de Guarulhos com atraso devido a um problema na pista. Eu cheguei a Santiago bastante atrasada para pegar meu voo original a Calama. Na porta da aeronave, uma funcionária da LATAM já tinha meu novo cartão de embarque em mãos, para um voo seguinte, que recebi ali mesmo.

A bagagem foi automaticamente redirecionada para o novo voo, sem burocracias, embarquei com calma e minha mala chegou direitinho a Calama, junto comigo.

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Para me manter 100% conectada durante toda a viagem pelo Atacama, utilizei mais uma vez o chip internacional da O Meu Chip, e me surpreendi com a boa cobertura até durante os safáris no Parque Nacional. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM neste link com o cupom MARICAMPOS.

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