Santiago abre o primeiro Mandarin Oriental da América Latina

O antigo Grand Hyatt Las Condes, em Santiago, Chile, virou agora Hotel Santiago by Mandarin Oriental e, a partir do final deste ano, passará a ser Mandarin Oriental Santiago, o primeiro hotel da rede asiática na América Latina. Fiquei hospedada na propriedade em maio último justamente para conferir como anda esse processo de transformação.

Em pleno funcionamento durante todo o rebranding e readequação aos padrões de instalações e serviços da rede Mandarin Oriental, o Hotel Santiago tem localização privilegiada em Las Condes, com acesso fácil a bares, restaurantes, atrações turísticas e o Shopping Parque Arauco, logo ao lado. 

Na entrada, já chama a atenção o novo e impactante lobby, inteiramente decorado com obras e peças de artistas mulheres chilenas. O pé direito muito alto, tanto do lado da recepção quanto do lado com acesso à piscina, permite muita entrada de luz natural durante todo o dia. O novo décor do lobby fez ótimo uso do enorme vão central do hotel com uma instalação artística que cria a sensação de um “teto falso”. Enormes peças de tecidos coloridos dão leveza à divisão do lobby com o hall dos elevadores – panorâmicos, por sinal. 

Os quartos têm grandes janelas que ocupam quase toda a largura da parede, com vista para a cidade emoldurada pela Cordilheira dos Andes, ao fundo. O décor definitivo dos quartos ainda não foi implementado e a maioria permanece com o visual da última remodelação dos tempos de Hyatt (a nova cartela de cores deve vir muito mais arejada e delicada). A afinada equipe de pâtisserie se encarrega de belas amenidades de boas vindas e cafeteiras Nespresso também devem ser instaladas em todos os quartos em breve.

Ganha destaque a belíssima área externa do hotel, com paisagismo cuidadoso e um enorme piscina em estilo lagoa, com direito a cascata e tudo, um feature que realmente faz falta na maioria dos hotéis de luxo de Santiago – e rodeada de espreguiçadeiras e futons.

O ótimo restaurante mediterrâneo Senso deve puxar o carro da alta gastronomia que deve se instalar em definitivo no hotel até o final do ano: pratos muito saborosos, bela apresentação e serviço irretocável. E são responsáveis também pelo ótimo serviço de quarto, que testei e aprovei durante minha estadia. 

Por enquanto, há também um restaurante japonês, o Matsuri, e o Atrium Lobby Lounge, que serve diariamente drinks, chá da tarde e lanches e pratos rápidos.  O hotel deve reformular por completo o visual ultrapassado de seu enorme Duke’s Bar. 

Há ainda spa, fitness center e um belo Executive Lounge de dois andares, com vista panorâmica, que servia até pratos trufados para alguns hóspedes na época em que me hospedei. As laterais do lobby devem ganhar em breve unidades de duas grandes marcas de luxo da moda.

O serviço do hotel em geral, como em todo rebranding, ainda passa por treinamentos para chegar aos padrões Mandarin Oriental e deve sofrer pequenos ajustes nos próximos meses.

Por aqui, estamos ansiosas para ver as mudanças no design e na gastronomia que devem acontecer nos próximos meses. Espiei os projetos do novo décor dos quartos, por exemplo, e deve ficar incrível. O hotel vem investindo pesado também em atividades que tragam moradores locais para seus espaços públicos (restaurantes, chá da tarde, lojas, desfiles de moda etc) e tem tudo para se tornar realmente um ícone na cidade nos próximos anos. 

As novidades não devem parar por aí, não: durante a ILTM Latin America representantes do grupo Mandarin Oriental nos contaram que um segundo hotel da rede será aberto nos próximos anos, também no Chile, na vizinha Viña del Mar. Tem tudo para virar uma dobradinha perfeita!

Dá pra conferir minha review completa do Mandarin Oriental Santiago também aqui.

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Anaheim Marriott lobby

Novo design dos quartos nos hotéis Marriott

Cores claras, com predominância de azuis e cinzas, piso em madeira, móveis modernos, chuveiro walk-in com porta de correr em vidro, detalhes charmosos no décor aqui e ali… Que surpresa boa foi o Anaheim Marriott, que recebeu a delegação brasileira durante o IPW 2019. A maior feira de turismo dos Estados Unidos foi realizada no início deste mês em Anaheim, onde fica a Disneyland, a 60km de Los Angeles. O hotel é bem localizado tanto para este tipo de evento (fica a menos de cem metros do Centro de Convenções) quanto para o visitante a lazer, já que também está perto da Disneylândia (15 a 20 minutos a pé).

Um dos novos quartos do Anaheim Marriott | Foto de Carla Lencastre

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Novidades na hotelaria americana anunciadas no IPW 2019

Os 1.030 quartos do Anaheim Marriott estão tinindo depois de uma renovação de US$ 32 milhões, feita ao longo de dois anos e concluída em março. Além de quartos redesenhados em estilo contemporâneo, o hotel tem piscina ao ar livre, fitness center, loja de conveniência, bom bar e restaurante (nFuse Bar + Kitchen, aberto em 2015, com drinques, carta de bourbon e cozinha do Sul da Califórnia), nova pizzaria e mercado com café Starbucks.

Diferenças entre o Marriott de Anaheim e o de Burbank

No fim de semana retrasado, alguns dias depois do IPW, fiz check-in no Los Angeles Marriott Burbank Airport, a menos de 10km do Universal Studios Hollywood e do Warner Bros Studios. São apenas 65 quilômetros entre este Marriott e o de Anaheim, mas quanta diferença. O lobby com cara de novo levava a um quarto confortável, porém com decoração ultrapassada, com móveis em madeira escura, carpete e, no banheiro, aquele clássico chuveiro dentro de uma banheira minúscula que não é nem um bom chuveiro nem uma boa banheira, arrematado com cortina de plástico e torneiras difíceis de abrir. Pesquisa feita pela própria Marriott já mostrou que maioria dos hóspedes odeia este modelo de chuveiro-banheira.

Quarto do Marriott Burbank Airport | Foto de Carla Lencastre

No site, o hotel anuncia seus quartos como modernos, o que definitivamente não é o caso. Talvez em 2015, quando houve um investimento de US$ 13,5 milhões em reformas. O melhor do Marriott Burbank é o bar ao livre E.D.B. Ainda que fique ao lado do estacionamento, a luz da Califórnia deixa tudo mais bonito e a carta de drinques e petiscos é convidativa. O hotel tem também restaurante, o Daily Grill (de cozinha americana), piscina ao ar livre, fitness center e quartos com vista para a pista do Aeroporto de Burbank.

No site da Marriott International, uma das maiores redes de hotelaria do mundo, há uma lista dos hotéis que já tiveram os quartos redesenhados. São mais de 100 nos Estados Unidos e 20 na Europa. Está desatualizada, mas vale conferir antes de fazer a próxima reserva. O Anaheim Marriott, com a reforma concluída há apenas três meses, ainda não aparece lá, nem o Ventura Beach Marriott (fotos no nosso Instagram), também na Califórnia.

Um dos hotéis listados é o Marriott Marquis Chicago, onde me hospedei na inauguração, no final de 2017. Os quartos já foram originalmente pensados para oferecer um design contemporâneo e você pode ler um pouco sobre eles nesta reportagem para a revista Panrotas (página 16). O Chicago Marriott Downtown Magnificent Mile, que recebeu a delegação brasileira durante o IPW de 2014, é outro que também foi redesenhado e mudou muito de cara.

E, é sempre bom lembrar, em pleno 2019 a Marriott continua cobrando o acesso à internet para quem não for associado do seu novo programa de fidelidade, Marriott Bonvoy. Se este for o caso do hóspede, a inscrição pode ser feita no momento do check-in.

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Hotelaria na Nova Zelândia: Auckland e Wellington

Acabei de voltar da Trenz 2019, a maior feira de viagens da Nova Zelândia, este ano realizada em Rotorua, cidade termal na Ilha do Norte. O número de visitantes brasileiros tem crescido nos últimos três anos, por conta do voo direto Auckland-Buenos Aires, lançado pela Air New Zealand em dezembro de 2015. Depois do evento, continuei por lá e estive em Wellington, a convite do Turismo do país, e fiquei alguns dias em Auckland.

Para ver os números e as perspectivas da Air New Zealand em relação a esta ligação direta, clique aqui. Já as metas do Tourism New Zealand estão neste link. A reportagem para a revista Panrotas pode ser lida aqui.

Auckland, maior cidade e porta de entrada no país, está passando por uma transformação recente na hotelaria de luxo, devido ao crescimento da demanda, com altas taxas de ocupação (média de 86,9%). A expectativa é de mais quatro mil quartos até 2023, em quase duas dezenas de diferentes hotéis, principalmente nas categorias quatro e cinco estrelas.

Entre eles, para meados deste ano, é aguardada a inauguração do Park Hyatt, com 190 quartos. Em 2022, será a vez do Ritz-Carlton, com 265 quartos, e do InterContinental, com 244 quartos. O grupo IHG planeja também um Hotel Indigo, com 225 quartos, para 2021.

Park Hyatt Auckland
Park Hyatt Auckland, com inauguração prevista para este ano | Foto de Carla Lencastre

Leia mais: Marcas de luxo mudam o panorama da hotelaria australiana

Em um prédio novo, em fase final de acabamento, o Park Hyatt terá 195 quartos e fica ao lado da marina do Wynyard Quarter. Antiga área industrial sem grandes atrativos, na última década o bairro passou por transformação urbanística e hoje tem ocupação mista, com novos prédios residenciais e comerciais, além de bares e restaurantes. Nesta região as construções chamam a atenção pela horizontalidade, e têm cinco ou seis andares.

O Wynyard Quarter é também o endereço do Sofitel Viaduct Harbour. O primeiro hotel a ser aberto no bairro vai completar sete anos e tem áreas comuns bem conservadas e convidativas em torno de um bonito espelho de água interno. Mas o grande trunfo da AccorHotels em Auckland é o So, com 130 quartos, inaugurado no final do ano passado.

A localização é ótima: ao lado das lojas de grife do Britomart e da Queen Street; a poucos metros do Ferry Building, de onde saem barcos para outros pontos de Auckland, e a dez minutos de caminha da SkyTower, torre símbolo da cidade, de onde é possível se jogar em um bungee jump urbano. Em tons escuros, com alguns vibrantes pontos em vermelho, o lobby com piso de mármore negro todo So transborda na categoria design arrojado. Tem um bar movimentado no lobby, o Mixo, e outro no terraço, Hiso.

Um dos quartos do M Social Auckland | Foto de Carla Lencastre

Na categoria lifestyle, gostei do M Social, onde me hospedei, em frente ao porto. Aberto a pouco mais de um ano, é uma nova e moderna bandeira do grupo britânico Millennium Hotels. Todos os 190 quartos neste hotel de 12 andares são de frente, com janelas de parede a parede e decorações únicas. Os quartos têm móveis em madeira clara em estilo escandinavo, ambientes coloridos e divertidos e detalhes de inspiração náutica, além de máquina de café expresso e muitas tomadas e entradas USB nos quartos. Oferece um bom café da manhã no bar e restaurante Beast & Butterflies, no térreo, endereço bem gostoso.

Arte e história nos hotéis de Wellington

Em Wellington, o grande destaque é o QT, marca australiana que investe pesado em design e encontrou um parceiro perfeito ao botar sua marca no já existente Museum Hotel. O nome não é retórico. O prédio abriga uma incrível coleção de arte contemporânea, com mais de uma centena de obras e ênfase em artistas neozelandeses.  Tem um bar e restaurante lindo e superconcorrido, o Hippopotamus, com janelões voltados para a marina e o porto, candelabros, dourados, espelhos, garrafas de absinto no bar. Os 63 quartos são coloridos e iluminados, e os roupões são pretos, como os do hotel em Sydney. O QT fica ao lado do fabuloso museu Te Papa, fundamental para entender um pouco a cultura maori. A rede QT Hotels está se expandindo na Nova Zelândia e tem chegada prevista para Auckland em 2020, com um hotel de 150 quartos.

Fiquei hospedada no DoubleTree by Hilton, aberto há menos de um ano. O hotel é bem localizado, quase ao lado do InterContinental e da estação do Cable Car, e perto do porto. Fica em um prédio de 1928, com sete andares e 106 quartos com décor sóbrio inspirado nos detalhes art déco originais e confortos modernos, como máquina de café expresso e muitas tomadas e carregadores USB. Espelhos e detalhes em dourado dão um toque elegante aqui e ali. Parte dos quartos laterais tem janela minúscula, colada a um prédio de escritórios. Ainda que os ambientes sejam espaçosos, a sensação é de entrar em uma caverna. O que é parcialmente compensado pelo restaurante cheio de luz no café da manhã.

DoubleTree by Hilton Wellington
Quarto do novo DoubleTree by Hilton em Wellington | Foto de Carla Lencastre

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A hotelaria e a moda

Faz tempo que a hotelaria e a indústria da moda começaram a namorar. Primeiro, vieram as boutique de grandes estilistas instaladas nos hotéis de luxo. Depois, assinaturas de nomes renomados, como Ralph Lauren ou Karl Lagerfeld, em itens que iam da roupa de cama ao próprio décor dos quartos. O inconfundível Christian Lacroix deixou sua marca em três hotéis em Paris, Dior em tantos outros (como o St Regis de Nova York) e Diane von Furstenberg no Claridge’s, em Londres, por exemplo. Narciso Rodriguez desenha os uniformes do Gramercy Park, em Nova York.

Com o passar dos anos, o relacionamento ficou ainda mais “intenso”, com vários hotéis desempenhando papéis importantíssimos durante as principais semanas de moda do mundo. E grandes marcas da moda resolveram abrir seus próprios hotéis, como os incrivelmente bem sucedidos Armani, Versace e Ferragamo, ou mesmo os finados Hotel Missoni (em Edimburgo) e Maison Moschino (em Milão). 

Hoje, diversos hotéis criaram novos cargos e funções relacionados a estilo, curadoria e inovação em moda, como a chegada de Joan Smalls nos W Hotels, Anna Dello Russo nos Rosewood Hotels and Resorts ou Timo Weiland nos Crowne Plaza, para apenas citar alguns. E outros estão investindo pesado em parceria com determinadas marcas para criar produtos exclusivos.

As malas da coleção do Ritz Paris com a Luxury Living. Foto: Divulgação.

É o caso, por exemplo, do Ritz Paris, que lançou há quase dois anos uma linha de malas e acessórios de viagem de luxo com a Luxury Living que vai muitíssimo bem, obrigada. As peças da coleção Ritz Paris La Bagagerie retomam um pouco o charme da Belle Époque, confeccionadas artesanalmente em couro Saffiano – mas com toda a conveniência e segurança das malas mais contemporâneas. 

O Royal Mansour Marrakech acaba de entrar neste jogo também: em parceria com Christian Louboutin, lançou uma exclusiva babouche – batizada de The Lady Mansour e vendida exclusivamente no próprio hotel pela bagatela de 800 euros – criada exclusivamente para o hotel, homenageando o artesanato excepcional do Marrocos e um de seus calçados mais icônicos. O design da mule de salto de 10 mm foi inspirado em detalhes do próprio hotel como treliças de madeira, motivos florais, arcos de ferradura e mosaicos – com a reconhecida sola vermelha de Louboutin, é claro.

Certas marcas de moda atraem demografias específicas que cada vez mais os hoteleiros querem em suas propriedades. Esse namoro ainda deve durar muito tempo, e ficar cada vez mais firme.

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Banheiro La Réserve Paris

O que um roupão de hotel envolve (além do seu corpo)

O estrelado chef britânico Gordon Ramsay é famoso por seu nível de exigência na cozinha. Não parece ser muito diferente nos hotéis onde se hospeda mundo afora. Há um ano, li uma entrevista na revista de bordo da Qantas na qual ele falava sobre o que acha mais importante em um hotel: “A primeira coisa que faço quando entro em um quarto de hotel é conferir se o roupão é confortável. Se não é, já me aborreço” (você pode ler a entrevista completa aqui, em inglês). Para atender às expectativas de hóspedes como o chef e se diferenciarem em um mercado tão concorrido, redes de hotelaria de luxo estão investindo cada vez mais em roupões que fogem do tradicional branco e do tamanho único para gigantes.

Banheiro Nobu Marbella Costa do Sol Andaluzia Sul da Espanha
No banheiro do novo Nobu Marbella, no Sul da Espanha | Foto de Carla Lencastre

Fazer com que o roupão combine com a estética do hotel está se tornando cada vez mais importante nesta área. Hotéis de luxo na Ásia saíram na frente nos detalhes, como em vários outros setores da hotelaria, e há anos que quimonos de algodão, o yukata, estão em propriedades de grandes redes em cidades como Tóquio, entre elas a Mandarin Oriental e a Shangri-La. Não me esqueço a alegria de ver o delicado quimono, dobrado com perfeição em uma linda caixa laqueada, esperando por mim no quarto do MO Tokyo.

A rede Nobu Hotels ainda não chegou ao Japão, mas seus quimonos de inspiração japonesa estão nas propriedades do chef Nobu Matsushita em parceria com o ator Robert De Niro, como o novo Nobu Marbella, inaugurado há um ano, onde estivemos mês passado durante o evento The Essence of Luxury Travel, organizado pela Traveller Made.

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Roupões com estampas de animais marcam uma mudança

Roupões infantis Macdonald Bear Hotel
Roupões infantis no inglês Bear Hotel | Foto de Carla Lencastre

O assombrado Macdonald Bear Hotel, em Woodstock, na Inglaterra, investe em modelos brancos tradicionais em tamanhos menores para crianças. Do outro lado mundo, o moderno QT Sydney inova com roupões pretos. Mas boa parte do crédito pela inovação nas vestimentas nos últimos anos é da Kimpton Hotels, hoje parte do IHG Group. Ainda hoje me lembro da divertida surpresa de encontrar zebra e leopardo no meu primeiro Kimpton (foto abaixo, seguida do roupão do QT Sydney e do yukata do MO Tokyo).

“Roupões de hotel eram brancos, de um tamanho e estilo que serve para todos. Nunca pensamos desta maneira. O design é importante para a nossa marca, precisamos que os hóspedes percebam isso nos detalhes”, disse Diana Martinez, diretora sênior de design da Kimpton, em uma entrevista mês passado ao site Skift, especializado na indústria de viagens.

No closet do La Réserve Paris | Foto de Carla Lencastre

Recentemente, me encantei com os modelos do La Réserve Paris, um hotel e tanto sobre o qual ainda escreverei aqui. Além dos modelos clássicos no banheiro (foto em destaque no alto do post), no closet você encontra dois lindos roupões leves e macios, em cores e tamanhos diferentes. Não por acaso, são as peças mais vendidas pelo hotel. Os do Nobu também costumam ser comprados pelos hóspedes. Ou seja, o esforço para investir em um bom roupão pode gerar lucro com a venda direta. E fazer com que a boa experiência do hóspede com a marca continue fora do hotel.

A inspector Mari Campos acabou de voltar de uma longa viagem pela Índia, onde se deparou com exemplares únicos. São delas as fotos abaixo, feitas nos hotéis Oberoi Amarvilas, em Agra; Ananda in the Himalayas, nos arredores de Rishikesh, e Suján Rajmahal Palace, em Jaipur.

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A batalha das amenidades na hotelaria

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