Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge

Por dentro do novo Ritz-Carlton Masai Mara

Um dos destinos mais espetaculares do planeta, o Parque Nacional Masai Mara, no Quênia, ganhou mais uma nova propriedade voltada para o mercado de luxo. Mais que isso: foi ali que a marca Ritz-Carlton, da Marriott International, abriu seu primeiro lodge de safári, inaugurando uma nova era para o segmento: o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp.

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Inaugurada em soft opening no final do ano passado, a propriedade é uma das mais importantes adições à hotelaria queniana na década – e um passo importante para a marca Ritz-Carlton na entrada nesse nicho. Também é a primeira propriedade da marca que opera em sistema “super all inclusive”, que garante até carro e ranger sempre privativos para cada acomodação.

Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

Imediatamente convertida em uma das mais luxuosas opções de hospedagem de Masai Mara – e do próprio Quênia – o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp agora está operando a full.

Mas o começo das operações foi conturbado: com duras críticas de ambientalistas e blacklash internacionalmente nas redes sociais (acreditava-se que o lodge, construído à beira-rio, poderia interferir em parte da rota utilizada por algumas espécies durante a Grande Migração).

Depois de um complexo processo judicial, em fevereiro passado saiu a sentença definitiva que posiciona o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp como plenamente apta para operar, tanto pelo relatório ecológico-jurídico quanto pelo testemunho da família Masai que vendeu o terreno original.

A licença de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) da propriedade também está devidamente aprovada, garantindo que o funcionamento do camp é ecologicamente correto, já que o ponto de travessia animal mais próximo fica a mais de 4km da propriedade.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

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Como é o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp

A adorável ponte pênsil sobre o rio Sand conectando o embarque/desembarque de veículos com o lodge rapidamente se converte em uma espécie de “portal”. Acompanhados geralmente por Masai (que compõem mais de 40% do staff da propriedade), ora elas nos leva diretamente para a aventura dos safáris, ora para o aconchego da nossa acomodação e das áreas sociais do camp.

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O novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp foi construído sem quaisquer cercas para o Parque Nacional e com sua estrutura inteiramente elevada do solo, para causar o mínimo impacto tanto no terreno quanto no ecossistema local, garantindo livre trânsito de animais sob as passarelas suspensas que conectam acomodações e áreas comuns.  

Com direito a muita madeira e uma profusão de tecidos, bordados e artesanato local, o primeiro safári lodge da marca Ritz-Carlton ficou mesmo lindo e bastante sustentável. Utiliza uma fazenda solar de 650 kW e possui um sistema de tratamento de água em circuito fechado que coleta e reutiliza águas das chuvas.

São apenas 20 enormes acomodações, todas em formato de luxuosas tendas que podem chegar a mais de 160 m² privativos, com quarto e living separados, dois banheiros, ducha interna e externa, banheira, lounge e deck externos e piscina privativa – tudo com vista para o verde ou para o rio.

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Há sempre café, leite, chá, biscoitos, vinho, cerveja, refrigerantes, chocolates quenianos, cookies e outros petiscos, tudo complimentary, no enorme bar privativo presente com destaque no living de cada acomodação.

Novidade muito bem-vinda para a marca Ritz-Carlton, ali todas as estadias seguem o modelo super all-inclusive. Dois game drives diários, refeições, bar aberto, snacks, minibar, room service, workshops, cooking classes e até serviço de lavanderia (até cinco peças por pessoa, por dia) estão sempre incluídos; apenas tratamentos de spa são sobrados à parte.

Cada acomodação tem seu próprio carro e ranger para os safáris. Assim, é sempre o hóspede quem decide o que, como e quando quer fazer, o tempo todo. Um misto de mordomo e concierge dedicado (ali chamado de encholiek) se encarrega de deixar todos os serviços 100% privativos e personalizados – inclusive no empréstimo de uma câmera DSLR com lentes objetivas de larga distância durante toda a estada para capturar o melhor de cada safári.

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A equipe,majoritariamente formada por masai e moradores das redondezas, é adorável e extremamente acolhedora, da gerente geral ao housekeeping.

O gerente do restaurante ganha o coração dos hóspedes imediatamente: como uma avó brasileira, prepara o coffee break do safári, os sundowners e petiscos, e, sempre presente nas refeições, é genuinamente preocupado se as pessoas realmente não ficarão com fome.

As refeições, alás, todas em formato à la carte, do café da manhã ao jantar, são excelentes, com menus que mudam todos os dias. A única refeição em estilo buffet da propriedade é o “boma dinner”, realizado em uma espetacular plataforma ainda mais elevada que o restante do camp, sob as estrelas.

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Para a saída do safári do amanhecer, o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp criou uma genial estação exclusiva de café junto à saída dos carros que prepara, na hora e ao gosto do hóspede, qualquer tipo de café, chá ou chocolate que se deseje – ao lado de um carrinho devidamente equipado com croissants, cookies, pan au chocolat e outras delícias.

Além disso, o novo lodge também oferece gratuitamente diversas atividades ligadas à cultura queniana e masai, de workshops de artesanato a aulas de culinária. Visitas à comunidade masai dos arredores do lodge também estão incluídas.

É (bem) difícil deixar as deliciosas e espetaculares acomodações nos períodos entre safáris. Mas o camp oferece também uma grande academia aberta para o verde, uma deliciosa piscina de borda infinita para as savanas (devidamente rodeada de espreguiçadeiras e day beds) e um belo spa.

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Para me manter 100% conectada durante toda a viagem pelo Quênia, utilizei mais uma vez o chip internacional da O Meu Chip, e me surpreendi com a boa cobertura até durante os safáris no Parque Nacional. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM neste link com o cupom MARICAMPOS.

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Casa Daia

Casa Daia abre as portas no Ceará

É sempre um prazer imenso testemunhar o “nascimento” de uma nova propriedade hoteleira de alta qualidade no Brasil. Mas acompanhar os primeiros passos da nova Casa Daia, localizada em Barra dos Remédios, Ceará, já quase na fronteira com o Piauí, foi mesmo especial: encontrei ali o melhor novo hotel brasileiro deste 2025.

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Aliás, sejamos francos, nenhuma região brasileira tem sido tão fértil neste quesito ultimamente quanto o Nordeste. São muitos novos hotéis inaugurados – e ainda por inaugurar – neste ano, e a maioria com altíssimo nível de hospitalidade. Uma buena onda incrível, que já dura um bom tempo na região e, felizmente, não dá sinais de arrefecer.

Distante duas horas de carro do aeroporto de Jericoacoara, a Casa Daia parece coroar esse grande momento, isolada entre dunas majestosas, praias quase desertas, incríveis formações rochosas, manguezais, lagoas cristalinas e outras belezas naturais.

Com apenas sete exclusivas acomodações em um canto ainda remoto do litoral cearense, a nova propriedade soube criar não apenas instalações charmosas, sustentáveis e confortáveis, como também uma série de experiências autênticas desenvolvidas em parceria com as comunidades locais. E mais: também oferece gastronomia de primeira, focada no destino, seu entorno e suas tradições.

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Casa Daia
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar na nova Casa Daia, no Ceará

A Casa Daia ocupa uma antiga fazenda de 220 hectares com acesso direto ao mar e ao rio. Rodeada por caatinga, manguezais e mata atlântica, foi criada pelo ex-executivo do mercado financeiro Eduardo Hargreaves inspirado por suas viagens a lugares remotos do planeta e seus hotéis preferidos.

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De volta ao Brasil após mais de uma década vivendo no exterior, e amante do kitesurf, esporte predominante no entorno do novo hotel, comprou as terras inicialmente para construir uma casa de veraneio. Mas logo percebeu que o destino era bonito demais para não ser compartilhado com mais pessoas, e chegar muito além dos viajantes em busca dos chamados “esportes de vento”.

Foi assim que, em sua primeira investida na hospitalidade, Eduardo conseguiu criar uma propriedade sustentável, capaz de entregar ao viajante não apenas excelência em serviços e gastronomia, mas também conservação e autenticidade. A ideia principal ali é que cada hóspede se sinta mesmo em casa ali, da privacidade dos seus aposentos à gostosa socialização nas áreas comuns.

A casa sede tem restaurante, piscina, living, lounges e três grandes suítes, cheias de espaço, varandas privativas e enormes banheiros com pias duplas, chuveiro e banheira. Quase ao lado, acabam de ser inaugurados quatro bangalôs modulares com ainda mais espaço: 90m2 cada um, todos com plunge pools privativas.

A estadia na Casa Daia pode funcionar apenas com café da manhã incluído; mas seu grande trunfo, ainda mais dada a natureza remota da propriedade, é o programa “full experience”, que inclui também todas as bebidas não alcoólicas, todas as refeições e duas atividades diárias do programa de experiências do hotel – trilhas, pesca, cata de sururu, queima de farinha, cultivo, passeios em carro, quadriciclo, barco, canoa e até SUP.

As refeições, com menu exclusivo do ótimo chef Fabio Vieira, funcionam sempre com serviço à la carte, priorizando ingredientes locais – em pratos deliciosos e muitíssimo bem apresentados, do café da manhã ao jantar.

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Casa Daia
foto: Mari Campos

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O valor insubstituível do local

Tudo na Casa Daia valoriza o local e o regional. A equipe, por exemplo, é majoritariamente oriunda dos arredores do hotel. E, ainda que estejam em sua maioria em primeira experiência em hospitalidade, é incrivelmente bem afinada e bem treinada. Memorizam rapidamente nomes dos hóspedes, que tipo de água preferem nas refeições, se têm restrições etc, sempre com grandes sorrisos estampados no rosto.

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Na construção e no décor, tudo é repleto também de materiais, obras de arte e artesanato local e regional. Cada cômodo do novo hotel é quase uma pequena ode ao Ceará e ao Brasil, com detalhes de profunda sensibilidade, com as lindas moringas que guardam a água cortesia deixada diariamente em todos os quartos.

Casa Daia tem feito também um excelente trabalho de recuperação de porções desmatadas da terra. Também criou uma adorável agrofloresta, que já abastece parte dos insumos da cozinha do hotel – e que pode ser utilizada em atividades exclusivas de plantio e manejo com os hóspedes que assim desejarem.

A minha experiência ali, mesmo com a propriedade recém-inaugurada, não poderia ter sido mais redondinha. Nadei com vista para carnaúbas esplendorosas, fui à praia praticamente deserta, fiz passeios em barco, visitei vilarejos, mergulhei em uma lagoa de cor incrivelmente esmeralda, acompanhei pescadores ao amanhecer, testemunhei o sol se pôr em vários tons de laranja do alto de dunas impressionantes, contemplei céus surrealmente estrelados. Tudo isso muitíssimo bem alimentada e com uma cama realmente deliciosa para descansar todas as noites.

Que mais hotéis assim continuem abrindo suas portas no Brasil.

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Amazônia Pouso das Castanheiras

Pouso das Castanheiras: hospedagem imersiva na Amazônia

Viajar para a Amazônia é das experiências mais fascinantes que um viajante pode ter. Até os mais urbanos, como eu, simplesmente perdem o chão diante de tamanho arrebatamento em beleza, grandiosidade e excepcionalidade de experiências. Assim, é mesmo motivo de celebração a inauguração do Pouso das Castanheiras, nova opção de hospedagem imersiva na Amazônia brasileira.

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A charmosa nova casa, localizada à entrada do Parque Nacional de Anavilhanas, a pouco mais de duas horas de carro desde o aeroporto de Manaus, é fruto da primeira investida em hospitalidade de alto padrão de três amigos brasileiros, apaixonados pela região. Banhada pelo rio Negro, a casa em plena floresta preservada ocupa uma propriedade de cerca de 26 hectares repleta das castanheiras que lhe deram nome.

Amazônia Pouso das Castanheiras
foto: Mari Campos

Apostando na hospitalidade sustentável e no turismo regenerativo, trata-se de um espaço onde a floresta dita o ritmo das coisas – mas é o próprio viajante que define sua programação, do horário das refeições às atividades desejadas.

A ideia ali é unir a exclusividade e total privacidade da acomodação (afinal, a casa deve ser reservada por inteiro, idealmente por famílias ou grupos de amigos), sem abrir mão de amenidades de qualidade, boa mesa e serviços de hotelaria.

São três quartos pensados para 6 adultos – mas adaptáveis a um total de 8 pessoas, desde que pelo menos duas sejam crianças. As diárias funcionam com transfers desde e para Novo Airão, refeições, bebidas não alcoólicas e passeios incluídos. Tudo isso com muito conforto, segurança e completa imersão na floresta e na cultura local. E, ah!, wi-fi excelente.

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Amazônia Pouso das Castanheiras
foto: Mari Campos

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Uma casa de sonho em plena floresta

Thiago Cavalli, Thiago Fontoura e Roberto Vietri decidiram transformar sua paixão pela Amazônia e suas experiências pessoais na região e em viagens em geral em um tipo de acomodação que recebesse os hóspedes da forma mais autêntica e confortável possível. As reservas de estadia podem ser feitas diretamente com a propriedade ou através de agentes e consultores de viagem.

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As acomodações do Pouso das Castanheiras – uma suíte e dois quartos com banheiro compartilhado – têm todas camas deliciosas com dossel, ar condicionado e varanda privativa. Só não contam com armários, apenas prateleiras.

Há um amplo living, redes, sala de jantar, cozinha e um amplo deck de madeira com espreguiçadeiras que também é um constante convite para o relaxamento. Ali existe outro espaço para refeições, ao ar livre, com um charmoso carrinho-bar da década de 1970 como apoio. Tudo literalmente imerso na floresta amazônica.

Os móveis do Pouso das Castanheiras foram desenhados com exclusividade pelo arquiteto Dimitri Buriti e muito artesanato e obras de arte locais decoram cada ambiente com esmero.

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Erguida em plena mata, a propriedade equilibra sofisticação e respeito às tradições das construções locais, com uso de materiais locais e técnicas construtivas de baixo impacto. As áreas comuns não se escondem atrás de vidros hermeticamente fechados; pelo contrário, são maravilhosamente abertas para a floresta amazônica, garantindo muita luz natural e ventilação – e permitindo que sons e cheiros da floresta inundem os ambientes.

No cronograma de atividades disponíveis para os hóspedes e incluídas na hospedagem há trilhas pela floresta, visitas a comunidades locais, contemplação de igarapés e igarapós, canoagem, SUP, pôr do sol no rio, focagem noturna de animais… mas também tempo de sobra para descansar, mergulhar ou simplesmente ler um livro. Os passeios são sempre conduzidos por guias locais.

Quando a noite chega, o staff da casa acende uma linda fogueira na clareira; é um programão nos sentarmos ao redor do fogo, contemplando o céu escandalosamente estrelado. No período da seca, me contaram que a casa tem praticamente uma prainha privativa também.

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As refeições são todas preparadas pelo staff do Pouso das Castanheiras. E a experiência gastronômica por ali, no melhor estilo gastronomia de acolhimento, tem assinatura amazônica e merece mesmo menção especial. Toda refeição tem sabores e ingredientes muito frescos e realmente locais ou regionais (o tambaqui na brasa é excepcional!), inclusive no delicioso e farto café da manhã.

Não há cardápio fixo; as opções de cada refeição são discutidas previamente com os hóspedes e adaptadas conforme os gostos e restrições. E, é claro, depende também da própria sazonalidade dos ingredientes.

O Pouso das Castanheiras conta também com um delicioso deck sobre o rio – meu local preferido nos finais de tarde. Sentar confortavelmente ali, com pelo menos os pés na água, completamente imersa nos sons da maior floresta tropical do mundo, acompanhando a grandiosidade do rio e o longínquo vai e vem de pequenas embarcações com uma bela taça de vinho branco geladinho em mãos, com revoadas de pássaros e saltos de botos, me marcou tanto quanto os sensacionais passeios cotidianos.

Hospitalidade de primeira, com DNA 100% brasileiro. Que sorte a nossa.

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Preá

Como é o novo Carnaúba Wind House, no Preá

O que começou com uma simples vila de pescadores e depois se converteu em um pólo internacional de kitesurf pode bem estar a caminho de se tornar um dos mais importantes destinos turísticos brasileiros num futuro não tão distante. A praia do Preá, no Ceará, vizinha a Jericoacoara, acaba de ganhar mais uma propriedade voltada para o turismo de alto padrão: o Carnaúba Wind House.

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A nova propriedade do Grupo Carnaúba, que inaugurou no destino também o condomínio de luxo Vila Carnaúba e gerencia distintos projetos sociais locais, propõe o encontro de um hotel de luxo com a descontração de um dos esportes que se beneficiam dos fortes ventos da região.

Situado a cerca de meia hora do aeroporto de Jeri, na extensa praia do Preá, mundialmente reconhecido pela longa “estação de ventos” (são quase sete meses soprando!) perfeita para downwinds, o Carnaúba Wind House opera como um clube, através da venda de um título patrimonial vitalício.

Preá
foto: Mari Campos

Cada associado recebe uma quantidade pré-estipulada (dependendo do título comprado) de créditos anuais para serem usados em hospedagens flexíveis nos bangalôs de 1 a 4 suítes da propriedade. Os títulos da primeira fase valiam a partir de R$ 236 mil e, diferentemente dos modelos tradicionais de timeshare e multipropriedade, têm possibilidade de revenda e de hereditariedade.

São três tipos de títulos distintos e o modelo inicial dá direito a créditos equivalentes a duas semanas de acomodação (com 1 dormitório) no Carnaúba Wind House por ano, sem datas de bloqueio. O clube conta atualmente com mais de 200 sócios.

Mas não sócios também podem se hospedar por lá: créditos de hospedagem podem ser comprados e vendidos. Então os períodos de hospedagem não utilizados pelos associados podem ser revendidos a viajantes em geral, seja de modo direto ou através da Central de Reservas.

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Preá
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no novo Carnaúba Wind House

O novo Carnaúba Wind House foi pensado para praticantes do kitesurf. Mas, justamente porque muitas vezes os esportistas viajam acompanhados de gente que não se interessa pelo esporte, também oferece estrutura completa de hospedagem para viajantes em geral – inclusive para famílias viajando com crianças.

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A propriedade tem diversos bangalôs de 1 a 4 suítes, todos mobiliados como apartamentos – equipados com cozinha, Smart TV, ar-condicionado, roupa de cama e banho e demais amenidades em geral. Alguns têm piscina privativa ou varanda gourmet (mas não há água nem café cortesia). Todo hóspede recebe na chega uma simpática sandália de praia da Linus, 100% reciclável.

O projeto do arquiteto Miguel Pinto Guimarães soube usar muito bem os materiais naturais da região (com destaque para madeira e palha de carnaúba) misturados a tons que lembram as areias da região e estruturas inspiradas na arquitetura caiçara. E os bangalôs e as áreas comuns são conectados por chão de areia mesmo, como ainda acontece em várias partes do Preá.

O Carnaúba Wind House oferece aos hóspedes modelo all inclusive de equipamentos de kitesurf, com suporte técnico, transferência e downwinds organizados pela equipe do clube, compartilhado com o Rancho do Kite, logo ao lado.

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A propriedade conta também com ampla infraestrutura de lazer frente ao mar, incluindo beach club com uma deliciosa lagoa de água doce (1.800 m²), quadras de tênis/beach tennis e um impressionante Kids Camp: um kids club com áreas seca e molhada aberto até 22h.

Há ainda um ótimo restaurante, o Bora, aberto do café da manhã ao jantar (as refeições são todas cobradas à parte, inclusive o desjejum).

Localizado num ótimo trecho da praia do Preá, próximo da vila e também com fácil acesso a Barrinha, Jeri e lagoas, nos próximos meses o Carnaúba Wind House deve inaugurar spa e academia (ótimas massagens já estão disponíveis, mas por enquanto são feitas diretamente no bangalô do hóspede).

A equipe de concierges funciona tanto presencialmente quanto pelo Whatsapp, e se encarrega também de organizar passeios locais, sejam tours de UTV, quadriciclo, cavalgada, bike, SUP, canoa havaiana ou mesmo carro. Transfers in e out desde o aeroporto de Jeri também podem ser contratados com eles (ou diretamente com a empresa local Me Leva Preá, que presta esse serviço ao clube).

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Preá
foto: Mari Campos

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Projeto de desenvolvimento turístico

O Carnaúba Wind House é parte dos projetos do Grupo Carnaúba para o desenvolvimento do Preá como um destino de alto impacto positivo no turismo sustentável brasileiro. São 12000km2 em terrenos na região com 400m frente ao mar; e a ideia é manter sempre uma ocupação de baixa densidade, valorizando a natureza local.

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A nova propriedade é o primeiro clube do gênero nas Américas para praticantes do kitesurf, mas também uma opção sustentável para quem busca simplesmente o descanso em família ou um destino para trabalho remoto frente ao mar. Os arredores do Preá são repletos de dunas, lagoas e belas praias.

Os projetos do Grupo Carnaúba para o Preá envolvem também projetos sociais, como o Instituto Camboa (que já formou 130 pessoas da região em cursos técnicos), e o Vila Carnaúba, primeiro condomínio de luxo da região – e que receberá também o primeiro hotel da bandeira Anantara no Brasil (as obras da nova propriedade hoteleira devem ser iniciadas ainda esse ano).

Ali, criaram-se lotes de 600 a 6000m2 (49% deles já vendidos e com projeto pronto) e aproximadamente 5km de ciclo faixa de uma propriedade com ampla área preservada e acesso direto ao mar.

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Por enquanto, 4 casas já foram 100% entregues e outras 35 têm sua construção em andamento.  Entre as casas, há lagoas de poço artesiano com ozônio e uv, rodeadas por paisagismo que engloba todos os biomas da região – e apenas 15% do terreno total do Vila Carnaúba será ocupado por construções.

“O ‘bom e bem feito’ não precisa necessariamente ser mais caro”, diz Julio Capua, CEO do Grupo Carnaúba, que tem também outras ideias para o destino – e espera conseguir novos parceiros para as novas empreitadas. Julio está, por exemplo, levando para a região o projeto Minha Casa, Minha Vida. E está também analisando propostas para levar outros modelos de hospitalidade – inclusive um hostel – para o Preá.

O Carnaúba Wind House também está disponível para os setores de MICE e Destination Weddings e buyouts totais e parciais em geral (durante minha hospedagem no clube, em julho passado, havia dois grandes grupos de amigos comemorando aniversários no local).

Uma ótima ideia, aliás, que pode contribuir de maneira bem significativa para a sustentabilidade do Preá como destino turístico, sem depender tanto da temporada do kitesurf e atendendo nichos e públicos diversos.

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Awasi Iguazú

Review: Awasi Iguazú

As Cataratas do Iguaçu compõem uma das paisagens mais arrebatadoras do (meu) mundo. Tão incríveis que por si só já bastariam para qualquer viajante. Mas visitá-las e conhecer todas as belezas naturais do seu entorno sem dúvidas fica ainda melhor em uma propriedade que sabe como poucas se aproveitar do destino no qual está inserida. Felizmente, é esse o caso do belo Awasi Iguazú.

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O nome Awasi há anos se converteu em sinônimo não apenas de lodges lindos, imersos na natureza, como também de propriedades extremamente sustentáveis, com gastronomia e serviços impecáveis (suas outras propriedades atualmente são o Awasi Atacama e o Awasi Patagonia, ambas no Chile).

O grupo entrou recentemente em nova fase (e está prestes a converter um dos melhores hotéis do Brasil, o Ponta dos Ganchos, em sua primeira propriedade brasileira); mas o Awasi Iguazú é a prova viva de que as premissas estabelecidas na fundação dos lodges, membros Relais & Châteaux, definitivamente permanecem inalteradas.

Awasi Iguazú
foto: Mari Campos

Em abril, tive o prazer de me hospedar nesta bela propriedade argentina, instalada em Puerto Iguazú, que é, sem dúvidas, a mais exclusiva iniciativa de hospitalidade na região das Cataratas do Iguaçu. Localizado a 45 minutos de carro do aeroporto de Foz do Iguaçu, ali tudo está incluído no dia-a-dia do hóspede, incluindo um carro com guia privativo para todos os passeios.  

A viagem ao Awasi Iguazú foi organizada pela Camilla Mattar Viagens, consultoria de viagem membro Serandipians especializada em roteiros cuidadosa e autenticamente personalizados, com impecável curadoria de hotéis e lodges.

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Awasi Iguazú
Foto: Mari Campos

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Os encantos do Awasi Iguazú

Totalmente imerso na Mata Atlântica, e a curta distância do lado argentino das Cataratas do Iguaçu, o Awasi Iguazú é um lodge extremamente charmoso na Argentina com apenas 14 acomodações – todas elas em estilo chalé, como pequenas vilas privativas.

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Operando em um impecável sistema tudo incluído – tudo mesmo, dos transfers à alimentação, dos passeios ao bar aberto – , o Awasi Iguazú tem suas vilas espalhadas pela propriedade, construídas em uma encosta íngreme em meio à densa vegetação nativa anexa ao Parque Nacional Iguazú. Mas todas sempre a uma curta caminhada da casa central do lodge, onde ficam restaurante, bar e recepção.

As vilas do Awasi Iguazú são totalmente integradas à natureza ao redor, como charmosas (e muito espaçosas) casas na árvore, com direito a quarto, living, espaçosos banheiros e deck com plunge pool privativa.

A madeira escura do lado de fora dá lugar a uma decoração com cores suaves do lado de dentro, valorizando texturas, tecidos locais, obras de arte Guarani e livros e gravuras sobre a fauna, flora e história regionais.

As janelas são enormes, dando a impressão de que as frondosas árvores do lado de fora (que garantem total privacidade) estão praticamente dentro do quarto. Um detalhe adorável é o desnível entre o living e o quarto propriamente dito, garantindo que a natureza do entorno seja sempre visível, a partir de qualquer cômodo ou móvel.

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Os espaços públicos são lindos, seguindo a mesma padronagem de cores claras das vilas e repletos de peças de artesãos locais e regionais, instalações de arte, artesanato Guarani e livros, muitos livros. Há muito espaço aconchegante, interna e externamente, seja para descansar, tomar um drink ou café ou fazer suas refeições.

As áreas fechadas também contam com enormes janelas de vidro para fazer a natureza sempre protagonista e o delicioso deck externo praticamente mergulha na copa das árvores (e há sempre repelente fartamente disponível, em todo canto, para quem precisar).

No pequeno lobby diante da informal recepção, uma iniciativa adorável: deixam um enorme quebra-cabeças das Cataratas que acaba sendo montado coletivamente pelos hóspedes enquanto esperam seu guia chamar para o passeio da vez.

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Awasi Iguazú
Foto: Mari Campos

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Equipe e gastronomia de primeira

Os passeios oferecidos pelo Awasi Iguazú, aliás, são deliciosos, dos lados brasileiro e argentino das Cataratas a visitas a comunidades indígenas, trilhas, pequenos safáris fotográficos, passeios de barco, caiaque e SUP pela região. Têm duração variada e diversos níveis de dificuldade, assim todo perfil de hóspede é contemplado. E os guias são ótimos em compartilhar conhecimento de fato, inclusive em português.

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Os tours têm duração variada e diversos níveis de dificuldade, de passeios contemplativos de barco a trilhas mais puxadas, assim todo perfil de hóspede é contemplado. E os guias são ótimos em compartilhar conhecimento de fato, inclusive em português.

Mais importante ainda: se dedicam realmente a mostrar a exuberante natureza local e regional ao hóspede (algo que, infelizmente, ainda não é feito de maneira tão imersiva e eficiente nas propriedades existentes do lado brasileiro das Cataratas).

A gastronomia Relais & Chateaux é realmente excepcional, mesmo nos snacks mais simples, como meras empanadas. E tudo é sempre à la carte, feito na hora, do café da manhã ao jantar.

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A equipe afinada do Awasi Iguazú, formada majoritariamente por jovens da região, merece destaque absoluto: o treinamento cuidadoso é claro nos mínimos detalhes do dia-a-dia (como no fato de todo e qualquer membro do staff saber exatamente qual o tipo de água que você prefere beber). E o trato é sempre nominal, informal e muito cálido e atencioso, dos garçons aos barmen, do time da recepção aos guias.

Faço só duas rápidas observações relacionadas a serviço. Primeiro, senti falta da uniformidade no housekeeping. Por exemplo, no “montar” o deck externo da vila para o dia, como geralmente acontece nos lodges, colocando as almofadas e estofados das espreguiçadeiras em seus devidos lugares e preparando o local para o uso do hóspede. Vi que curiosamente faziam em algumas acomodações e em outras não (na minha não fizeram em nenhum dos dias ao longo da estadia toda).

Também senti falta de uniformidade no serviço de guias: enquanto alguns hóspedes tiveram o mesmo guia durante toda a estadia (o que considero ideal, não apenas pela fluidez dos passeios pelo vínculo criado como até para a hora das gorjetas – e que, aliás, geralmente acontece nas demais propriedades Awasi), eu passei por três guias diferentes durante a minha estadia.

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Awasi Iguazú
Foto: Mari Campos

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Tudo incluído de fato

No Awasi Iguazú, assim como nos demais lodges do grupo, tudo está incluído de fato. Os transfers ida e volta, seja para o aeroporto de Foz do Iguaçu no Brasil ou de Puerto Iguazú na Argentina, estão incluídos na estadia (ainda que apenas em horários fixos pré-estabelecidos pelo hotel, que podem não combinar exatamente com o horário do seu voo – vale ficar de olho).

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As diárias incluem também todas as refeições (sempre à la carte e excelentes, um dos maiores destaques do hotel), bar aberto, room service, e passeios privativos diários toda manhã e tarde (ou um passeio full day por dia).

Todas as acomodações contam ainda com um completo minibar – com vinhos, cafés, chás, cervejas, bebidas não alcoólicas e petiscos – sempre incluído nas diárias. A primeira bolsa de lavanderia utilizada em qualquer momento da estadia também é 100% cortesia.

A gastronomia do Awasi Iguazú, aliás, é um de seus maiores destaques: tudo é servido cheio de sabor e com apresentação impecável, e sempre à la carte. O menu valoriza muito os ingredientes locais (tem até doce feito com a casca de árvore yacaratiá), é craque em pratos tipicamente argentinos e também reformula várias receitas tradicionais da região.

Vale destacar também a carta de vinhos, feita com ótimos vinhos argentinos de vinícolas menores, estilo boutique. A equipe do restaurante é ótima na sugestão das harmonizações e a equipe do bar é excelente na criação de coquetéis, também majoritariamente feitos com ingredientes locais ou regionais.

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Dicas extra

Durante todos os meus dias em Puerto Iguazú utilizei mais uma vez o chip para viagens internacionais da O Meu Chip, que me manteve conectada 100% do tempo, sem estresse. Há sempre pelo menos 15% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM DESSE LINK com o cupom MARICAMPOS.

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Sobre a Camilla Mattar Viagens

A viagem ao Awasi Iguazú, na Argentina, foi toda organizada pela Camilla Mattar Viagens, consultoria de viagem localizada em São Paulo membro Serandipians. Camilla e sua equipe atendem há muitos anos viajantes oriundos do Brasil inteiro, criando roteiros cuidadosa e autenticamente personalizados, com valiosa curadoria de hotéis e lodges, seja para destinos nacionais ou internacionais.

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