Acordar cedinho, sair com o dia ainda escuro, e passar a manhã procurando onças e outras espécies pantaneiras, entre paisagens exuberantes. Isso é parte da rotina diária de quem se hospeda na Casa Caiman, a propriedade que deu origem ao complexo da Caiman Pantanal, hoje um exemplo internacional de turismo sustentável.
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Localizada no município matogrossense de Miranda (a 237 km a oeste de Campo Grande) e fundada por Roberto Klabin em idos de 1985, a fazenda Caiman abrange hoje 52.400 hectares, incluindo áreas de pastagem, uma reserva legal de 10.621 hectares, uma RPPN e o IMARK (Instituto Maria Angela e Roberto Klabin, criado em 2024).

É em meio a tudo isso, e servindo de base também para projetos ambientais primorosos como o Onçafari (que completa 15 anos neste mês de agosto), que a Caiman Pantanal (membro da BLTA e Xodós do Brasil) trabalha pela conservação ambiental e cultural através do turismo.
A propriedade acaba de inaugurar sua primeira unidade voltada ao turismo de luxo, a Villa Cordilheira, uma elegante villa totalmente suspensa sobre palafitas, com sete suítes e muito conforto, que deve ser reservada por inteiro – e oferece todos os serviços feitos de forma privativa.
Tem ainda a Villa Baiazinha, que também deve ser reservada por inteiro, mas passa a maior parte do ano “bookada” por operadores internacionais de turismo ecológico e observação de vida selvagem.

foto: Mari Campos 
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Mas é justamente na Casa Caiman – que já foi um dia casa do próprio Klabin – que a maioria dos hóspedes, sejam brasileiros ou estrangeiros, conhecem o jeito Caiman de receber, bem no coração do Pantanal. Foi ali, no complexo com hoje 18 acomodações espalhadas em duas sedes localizadas em meio a muito verde, que a propriedade começou o exercício de sua vocação para a hospitalidade.
Em comum, todos esses três modelos de hospedagem turística incluem nas diárias pensão completa e safáris compartilhados – além da possibilidade de também fazer outras atividades na região, como canoagem, caminhadas, focagem noturna e cavalgadas, algumas delas mediante pagamento de taxa extra.
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Como é se hospedar na Casa Caiman
No total, são 18 acomodações espalhadas pelos dois sobrados que compõem a Casa Caiman. Entre elas, há uma grande piscina com espreguiçadeiras, além de redes, academia, sauna, lounges internos e externos, livings, restaurante, bar.
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As acomodações da Casa Caiman estão divididas em três categorias, mas todas com bastante espaço, ar-condicionado e banheiro privativo. A Suíte Master é a maior de todas elas e conta também com espaçoso living, walk-in closet e um belo terraço privativo. Senti falta apenas de mais amenidades de higiene (há apenas sabonete, hidratante, shampoo e condicionador) e de outras amenidades em geral, como chinelinhos de quarto.
A hospedagem na Casa Caiman inclui sempre pensão completa, com todas as refeições servidas invariavelmente em sistema buffet – mesmo quando feitas fora da casa. Aliás, mesmo na nova villa Cordilheira, mais luxuosa e com mais inclusões nas diárias, as refeições também são todas sempre buffet. Água e suco durante a refeição estão incluídos, assim como café e chá.

foto: Mari Campos 
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Há também um pequeno serviço de café da tarde antes das atividades vespertinas, e as duas casas têm também um lounge onde há permanentemente café espresso, água e chá para os hóspedes se servirem livremente, como cortesia.
Não há recepção 24h – mas um membro do staff fica de plantão durante a noite e pode ser acionado por telefone ou whatsapp (seja para emergências ou simplesmente para retirar da acomodação alguma pererequinha ou inseto maior que esteja incomodando).
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Geralmente, são oferecidos na Casa Caiman, como parte das inclusões, dois safáris diários, sempre guiados por uma dupla de guias (os meus, Renato e Tiago, foram excelentes) que conhecem a região como a palma de suas mãos, com pelo menos um deles falando também inglês.

foto: Mari Campos 
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Prepare-se para ver uma profusão de aves das mais variadas espécies e tamanhos, muitos répteis, grandes insetos e também grandes mamíferos como capivaras, os belíssimos cervos-do-pantanal, as furtivas antas, tamanduás e, claro, com sorte, onças pintadas (consegui ver 9 indivíduos, entre adultos e filhotes, ao longo dos meus dias por ali).
Alguns dos safáris podem ser eventualmente substituídos, a pedido dos hóspedes e dependendo da época do ano e das condições climáticas, por outras atividades, como safáris à pé ou canoagem.
As estadias também incluem a possibilidade de participar, dependendo dos dias da semana, do Café da Manhã Pantaneiro, do jantar sob as estrelas e de uma noite do churrasco, todas realizadas fora da Casa. E ainda um sundowner durante um dos safáris vespertinos.

foto: Mari Campos 
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Programas exclusivos de rastreamento de onças-pintadas com o time do Onçafari, passeios com a equipe do AraraAzul ou passeios a cavalo pelo Pantanal, por exemplo, também podem ser reservados – mas têm custo adicional.
As estadias costumam ter períodos mínimos pré-determinados de 3 ou 4 noites, especialmente na alta temporada
(junho a setembro), com os hóspedes chegando às quintas-feiras ou domingos.
Importante: leve repelente contra insetos, em qualquer época do ano – você definitivamente vai precisar.
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O que vale saber antes de viajar
A Caiman chegou a ter 82% de sua área queimada por incêndios florestais num passado bem recente. Por isso mesmo, hoje trabalha pesado com prevenção a incêndios, incluindo a criação e treinamentos contínuos de suas próprias brigadas de combate ao fogo, monitoramento constante do território via satélites e criação de uma extensa rede de poços.
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É também a primeira propriedade do Brasil a fazer queima prescrita, criou refúgios de fauna e dispersou bombas de sementes para garantir o plantio/replantio de diversas mudas de arvores nativas. Algumas marcas dos incêndios ainda são visíveis, já que a terra pode levar muitos anos para se recuperar; mas a maior parte da Caiman Pantanal estava lindamente verdejante em meados deste ano.

foto: Mari Campos 
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A propriedade é também parte da The Long Run e conta com certificação LIFE de Negócios e Biodiversidade. Ao longo do ano, trabalhar ativamente também com comunidades indígenas e ribeirinhas da região, inclusive auxiliando nos cuidados locais com saúde, educação e lazer – além de suas muito bem sucedidas parcerias in loco com Onçafari (que ajuda imensamente na prática turística cotidiana da propriedade, rastreando onças pintadas), Instituto Arara Azul, Projeto Papagaio Verdadeiro, Tapirapé, Instituto Tamanduá e Sauá.
Mas o turismo de conservação não é a única atividade da Caiman Pantanal, que trabalha paralelamente com criação tradicional de gado – mostrando que no Brasil é possível, sim, que esse tipo de atividade coexista em harmonia com a preservação e o aumento da população de onças pintadas na região.
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Para chegar:
É possível chegar à Caiman pelo aeroporto de Bonito (MS), distante cerca de 2h30 de estrada, ou Campo Grande, a cerca de 4h de carro. Também é possível pousar diretamente na propriedade com aeronaves turboélice privadas.
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