Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge

Por dentro do novo Ritz-Carlton Masai Mara

Um dos destinos mais espetaculares do planeta, o Parque Nacional Masai Mara, no Quênia, ganhou mais uma nova propriedade voltada para o mercado de luxo. Mais que isso: foi ali que a marca Ritz-Carlton, da Marriott International, abriu seu primeiro lodge de safári, inaugurando uma nova era para o segmento: o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp.

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Inaugurada em soft opening no final do ano passado, a propriedade é uma das mais importantes adições à hotelaria queniana na década – e um passo importante para a marca Ritz-Carlton na entrada nesse nicho. Também é a primeira propriedade da marca que opera em sistema “super all inclusive”, que garante até carro e ranger sempre privativos para cada acomodação.

Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

Imediatamente convertida em uma das mais luxuosas opções de hospedagem de Masai Mara – e do próprio Quênia – o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp agora está operando a full.

Mas o começo das operações foi conturbado: com duras críticas de ambientalistas e blacklash internacionalmente nas redes sociais (acreditava-se que o lodge, construído à beira-rio, poderia interferir em parte da rota utilizada por algumas espécies durante a Grande Migração).

Depois de um complexo processo judicial, em fevereiro passado saiu a sentença definitiva que posiciona o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp como plenamente apta para operar, tanto pelo relatório ecológico-jurídico quanto pelo testemunho da família Masai que vendeu o terreno original.

A licença de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) da propriedade também está devidamente aprovada, garantindo que o funcionamento do camp é ecologicamente correto, já que o ponto de travessia animal mais próximo fica a mais de 4km da propriedade.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

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Como é o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp

A adorável ponte pênsil sobre o rio Sand conectando o embarque/desembarque de veículos com o lodge rapidamente se converte em uma espécie de “portal”. Acompanhados geralmente por Masai (que compõem mais de 40% do staff da propriedade), ora elas nos leva diretamente para a aventura dos safáris, ora para o aconchego da nossa acomodação e das áreas sociais do camp.

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O novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp foi construído sem quaisquer cercas para o Parque Nacional e com sua estrutura inteiramente elevada do solo, para causar o mínimo impacto tanto no terreno quanto no ecossistema local, garantindo livre trânsito de animais sob as passarelas suspensas que conectam acomodações e áreas comuns.  

Com direito a muita madeira e uma profusão de tecidos, bordados e artesanato local, o primeiro safári lodge da marca Ritz-Carlton ficou mesmo lindo e bastante sustentável. Utiliza uma fazenda solar de 650 kW e possui um sistema de tratamento de água em circuito fechado que coleta e reutiliza águas das chuvas.

São apenas 20 enormes acomodações, todas em formato de luxuosas tendas que podem chegar a mais de 160 m² privativos, com quarto e living separados, dois banheiros, ducha interna e externa, banheira, lounge e deck externos e piscina privativa – tudo com vista para o verde ou para o rio.

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Há sempre café, leite, chá, biscoitos, vinho, cerveja, refrigerantes, chocolates quenianos, cookies e outros petiscos, tudo complimentary, no enorme bar privativo presente com destaque no living de cada acomodação.

Novidade muito bem-vinda para a marca Ritz-Carlton, ali todas as estadias seguem o modelo super all-inclusive. Dois game drives diários, refeições, bar aberto, snacks, minibar, room service, workshops, cooking classes e até serviço de lavanderia (até cinco peças por pessoa, por dia) estão sempre incluídos; apenas tratamentos de spa são sobrados à parte.

Cada acomodação tem seu próprio carro e ranger para os safáris. Assim, é sempre o hóspede quem decide o que, como e quando quer fazer, o tempo todo. Um misto de mordomo e concierge dedicado (ali chamado de encholiek) se encarrega de deixar todos os serviços 100% privativos e personalizados – inclusive no empréstimo de uma câmera DSLR com lentes objetivas de larga distância durante toda a estada para capturar o melhor de cada safári.

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A equipe,majoritariamente formada por masai e moradores das redondezas, é adorável e extremamente acolhedora, da gerente geral ao housekeeping.

O gerente do restaurante ganha o coração dos hóspedes imediatamente: como uma avó brasileira, prepara o coffee break do safári, os sundowners e petiscos, e, sempre presente nas refeições, é genuinamente preocupado se as pessoas realmente não ficarão com fome.

As refeições, alás, todas em formato à la carte, do café da manhã ao jantar, são excelentes, com menus que mudam todos os dias. A única refeição em estilo buffet da propriedade é o “boma dinner”, realizado em uma espetacular plataforma ainda mais elevada que o restante do camp, sob as estrelas.

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Para a saída do safári do amanhecer, o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp criou uma genial estação exclusiva de café junto à saída dos carros que prepara, na hora e ao gosto do hóspede, qualquer tipo de café, chá ou chocolate que se deseje – ao lado de um carrinho devidamente equipado com croissants, cookies, pan au chocolat e outras delícias.

Além disso, o novo lodge também oferece gratuitamente diversas atividades ligadas à cultura queniana e masai, de workshops de artesanato a aulas de culinária. Visitas à comunidade masai dos arredores do lodge também estão incluídas.

É (bem) difícil deixar as deliciosas e espetaculares acomodações nos períodos entre safáris. Mas o camp oferece também uma grande academia aberta para o verde, uma deliciosa piscina de borda infinita para as savanas (devidamente rodeada de espreguiçadeiras e day beds) e um belo spa.

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Para me manter 100% conectada durante toda a viagem pelo Quênia, utilizei mais uma vez o chip internacional da O Meu Chip, e me surpreendi com a boa cobertura até durante os safáris no Parque Nacional. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM neste link com o cupom MARICAMPOS.

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Mahré Hotel Milagres

Review: Mahré Hotel, Milagres

Tenho uma paixão especial pelo litoral de Alagoas; não escondo de ninguém que vejo ali o mar mais bonito e gostoso do Brasil. E é exatamente num pedacinho cada vez mais em evidência dessa faixa – também conhecida como Rota Ecológica – que fica o Mahré Hotel, uma das jóias da hospitalidade regional.

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Localizado a cerca de uma hora e meia de carro de Maceió (dependendo do trânsito), este hotel inteiramente composto por acomodações em estilo villa está na badalada São Miguel dos Milagres – que, juntamente com Passo de Camaragibe e Porto das Pedras, reúne nada menos que 23km de belíssimas praias, formando uma espetacular barreira de corais.

Mahré Hotel Milagres
foto: Mari Campos

Inaugurado em dezembro de 2023, podemos dizer que o Mahré Hotel nasceu do sonho de duas Marias, mãe e filha. São 40 mil metros quadrados de uma propriedade frente ao mar, com apenas 30 enormes suítes em estilo villa, todas com piscina privativa.

Com metragens que vão de 120 a 192 metros quadrados, possuem enormes banheiros, quarto, living e mesa de refeições, além de deliciosos decks externos. Construídas entre mangue, coqueirais e mar, as acomodações estão distribuídas horizontalmente ao redor de um lago artificial – com direito a ponte e tudo – que se tornou o coração do projeto e é bonito de ver dia e noite.

Mas a piscina principal do Mahré e a praia logo em frente ao hotel (em dias de maré baixa, as piscinas naturais deixam a água do mar ainda mais bonita!) são tão gostosas que todo mundo acaba curtindo muito também as áreas sociais comuns, que incluem ainda playground para os pequenos, quadras esportivas e uma pequena academia. Redondinho para casais, mas também excelente para famílias.

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Mahré Hotel Milagres
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Mahré Hotel, em Milagres

Que Milagres e seus arredores têm um dos mais bonitos e gostosos pedaços do litoral brasileiro não é novidade. Há um centrinho simpático cheio de lojinhas, bares e restaurantes, fonte de água, mirantes e diversos beach clubs (para quem curte esse tipo de lugar). Há passeios de jangada, muito snorkel e a simples possibilidade de curtir praias lindas, como a adorável Praia do Patacho, ali pertinho.

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No entanto, não é de se estranhar que boa parte dos hóspedes sequer deixe o Mahré Hotel durante toda a estadia: a propriedade é mesmo redondinha para quem quer sossego, sombra/sol e praia gostosa. O silêncio constante em várias áreas do hotel é parte central da experiência.

No discreto lobby em terracota, repleto de artesanato alagoano, hóspedes são recebidos com água de côco geladinha.  As acomodações todas contam com camas king size, enxoval Trousseau (incluindo ótimos roupões), providenciais sandálias de praia e amenidades Bulgari.

E os imensos banheiros contam com espaços bem separados, áreas enormes de ducha, muita luz natural e um charmoso jardim de inverno. Ah! Têm até um sabonete especial para quem quiser lavar ali mesmo seus trajes de banho sem correr o risco de danificar-los.

O único downside das acomodações é que o hotel infelizmente ainda cobra por cápsulas de café no quarto, indo na contramão da hotelaria de luxo internacional.

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Cada acomodação do Mahré conta com uma grande área externa com deck, espreguiçadeiras e uma gostosa piscina privativa rodeada por gramados. Alerta para casais: nem todas as acomodações garantem privacidade nessa área.

Tudo isso em meio a muito, muito espaço e uma bela decoração (com participação de João Armentano) tomada por artesanato local em toda a propriedade – com destaque especial para as incríveis luminárias instaladas nos mais diversos ambientes.

A piscina principal do hotel (uma das mais gostosas da região, na minha opinião), rodeada por belos conjuntos de espreguiçadeiras e guarda-sóis (além de algumas deliciosas day beds com bastante privacidade, voltadas para o mar), tem também seu próprio bar servindo petiscos (excelentes!), refeições rápidas e bons drinks. Em alguns dias, o local conta também com DJ.

A propriedade é super convidativa para fazer tudo caminhando por ali, mas também disponibiliza carrinhos de golfe para os deslocamentos (se o hóspede desejar) e empresta bicicletas para quem quiser conhecer a região no seu próprio ritmo.

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Vocação gastronômica

Gastronomia é assunto muito sério no Mahré Hotel. O restaurante Tahí, comandado pelo chef Rafa Gomes (vencedor do MasterChef Profissionais 2018 e do Iron Chef Brasil 2022, e que já cozinhou em todos os continentes ao longo de sua carreira), mescla referências internacionais, comida afetiva das memórias do próprio chef e ingredientes e receitas regionais.

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Peixes e frutos do mar são muito frescos, com preparações leves e apresentações bem cuidadosas, tanto no almoço quanto no jantar. É reconfortante ver como Rafa soube dar evidência ao tempero e à cultura alagoana – inclusive deixando em seu cardápio a receita de moqueca de autoria de sua subchef, um grande sucesso da casa. 

As delícias do cardápio do Tahí ficam ainda melhores com o ótimo menu de drinks autorais elaborado por Isadora Fornari – incluindo boas opções sem álcool também.

O café da manhã é bastante caprichado, com vários itens levados diretamente à mesa assim que o hóspede se senta e um extenso cardápio de pratos quentes à la carte incluídos também. O café é de ótima procedência, os sucos são fresquíssimos, e as geléias, pães e bolos também são todos feitos ali mesmo. Fica claro logo no desjejum o quanto o Mahré se preocupa com a gastronomia da casa.

A equipe do restaurante é inteiramente formada por moradores da região, e a cozinha é toda comandada por mulheres na ausência do chef. E o Tahí Restaurante também é aberto a não hóspedes – com reserva prévia obrigatória. 

Como no próprio Mahré, tudo no restaurante acontece sem ostentação. Pelo contrário: é informal, sem frescuras, para o hóspede se sentir mesmo em casa, tranquilo, em paz, imerso na natureza, sem transformar praia e piscina numa espécie de beach club permanente. O que, convenhamos, em Milagres faz mesmo TODA a diferença.

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Rosewood São Paulo

Review: Rosewood São Paulo

Não é tarefa nada simples inovar na hotelaria de luxo paulistana. Mas o Rosewood São Paulo definitivamente conseguiu: criou um resort urbano que se orgulha dessa “urbanidade”. E, principalmente, que mostra ter orgulho também do próprio destino no qual decidiu se instalar.

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Grande “case” da hotelaria nacional recente, a primeira propriedade da marca Rosewood na América Latina é o típico hotel-destino: tem hóspede que sequer sai de seus limites físicos durante a estadia, numa conquista comum a várias outras propriedades da mesma bandeira.

Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

Com ambientes que o tempo todo fazem pequenas (e grandes) declarações de amor a São Paulo e ao Brasil, não por acaso, seus espaços sociais são diariamente frequentados por moradores da capital paulista e as reservas domésticas são tão numerosas quanto as internacionais.

Inaugurado em 2022 e tomado por certo estardalhaço nos anos seguintes, o Rosewood São Paulo está finalmente sob nova gerência, os maus tempos para a equipe do hotel parecem ter ficado definitivamente para trás. Ufa, ainda bem! E o hóspede percebe isso claramente na própria coreografia diária dos serviços, seja nos corredores, na piscina ou nos restaurantes.

Foi um prazer passar alguns dias em completa imersão no hotel no começo deste ano. E o resumo desta estadia você confere agora, nos próximos trechos deste texto.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Ode à brasilidade

Parte do projeto de revitalização arquitetônica batizado de Cidade Matarazzo, na Bela Vista (que engloba também residências, centro cultural, capela, espaço de eventos, edifício empresarial e shopping center), o Rosewood São Paulo ocupa dois edifícios do complexo.

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Um deles é novinho, torre projetada por Jean Nouvel; o outro é antigo, dos anos 1940, e foi completamente restaurado – embora diversos sinais de que funcionava como maternidade originalmente sigam visíveis.

Os dois edifícios estão imersos em um cenário de belos jardins horizontais e verticais de vegetação tropical muito exuberante, tomados majoritariamente por espécies nativas da Mata Atlântica.

Muitas delas, aliás, estão estampadas também nos elevadores em adoráveis e divertidos desenhos, agrupados por “finalidade” (há um ilustrado apenas com itens alucinógenos). 

O design interior de Philippe Starck não é em nada extravagante como em diversas propriedades que elevaram sua fama na hotelaria internacional. Pelo contrário: é extremamente elegante e acolhedor. E muito, muito brasileiro.

Inclui, além de peças icônicas do design nacional compradas ou garimpadas por aí (móveis, objetos, tecidos, tapetes, papéis de parede etc), outras feitas sob medida, especialmente para o hotel. Tem ainda 30 tipos de mármore diferentes na propriedade, distintas variedades de madeira e obras de 57 artistas brasileiros espalhados por literalmente todos os ambientes – tudo orgulhosamente made in Brazil.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Rosewood São Paulo

O Rosewood São Paulo tem acomodações em suas duas torres e com várias categorias diferentes. São 180 unidades no total, todas com discretos tons de madeira e estampas coloridas ou toques de cores vibrantes em objetos ou tecidos – além de livros, gravuras, fotos e até um violão na parede.

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Mesmo a categoria de entrada tem cama king-size, enxoval Trousseau, bastante espaço e vista para o verde. Os grandes banheiros em mármore branco e preto são ponto altíssimo, todos com rain shower, vasos sanitários TOTO e belo set de amenidades Votary.

No turndown, um detalhe muito querido: colocam sobre a cama um livro aberto em uma poesia ou música brasileira.

Há também café e água cortesia, confortáveis pantufas de quarto e belos chinelos de plástico produzidos em parceria com a Melissa (esses últimos infelizmente cobrados à parte). A única parte desagradável nas acomodações fica por conta do excesso de produtos à venda na própria bancada do banheiro, desnecessário e poluindo demais o visual.

Nos ambientes públicos do Rosewood São Paulo, a playlist baixinha com MPB é discreta, nunca atrapalhe as conversas que se desdobram ao vivo. Até a entrada do hotel é diferente, com jeito meio de sala de estar (embora exista uma câmera bem em cima do honesty bar do lobby, que talvez não ande lidando com tanta honestidade assim…).

Há também (muita) literatura nacional forrando colunas e ganhando destaque sobre móveis. Até os tapetes feitos sob medida também homenageiam a nossa flora. E a oferta gastronômica é excelente.

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O charmoso Le Jardin é o coração do hotel, aberto o dia todo. Com um áreas interna e externa, serve um excelente café da manhã à la carte também. E se vale da iluminação para criar ambientações bem diferentes a cada refeição.

Nas laterais do Le Jardim, de um lado fica o delicioso Blaise, de sotaque francês, sob comando do chef Fernando Bouzan; do outro, o impecável Rabo di Galo, de coquetéis e serviço excelentes e ótima música ao vivo. Integrado às estruturas originais da Maternidade, fica o Taraz, do chef Felipe Bronze, inspirado na culinária sul-americana e à lenha.

A propriedade ainda tem o Emerald Garden Pool & Bar, que charmosamente contorna a linda piscina principal, servindo pratos leves e rápidos durante o dia; e o discreto Bela Vista Rooftop Pool & Bar, no topo da torre de Novel, com drinks e petiscos.

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A imperdível piscina principal, aliás, exclusiva para hóspedes, é ladeada não apenas por espreguiçadeiras como também por belíssimas cabanas que garantem serviço exclusivo e muita privacidade.

O Rosewood São Paulo oferece para o lazer duas piscinas externas, estúdio de ioga/pilates, excelente academia 24 horas e um belíssimo Asaya Spa by Guerlain (a Sala de Cristal é imperdível). Para os negócios, tem mais de 9.300 metros quadrados de espaço para reuniões e eventos.

Agora ficou mesmo muito, muito difícil, não se encantar por esse novo monumento à hospitalidade nacional.

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Cheval Blanc St Barth

Review: Cheval Blanc St Barth

Um belo hotel, com excelência em serviço e gastronomia caprichada, é receita de sucesso em qualquer lugar. Se esse hotel ainda estiver rodeado de paisagens belíssimas, localizado em um destino idílico, essa receita vira quase covardia com a concorrência. E é bem esse o caso do excepcional Cheval Blanc St Barth, localizado na mais francesa das ilhas caribenhas.

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Construído em meio a um cenário tipicamente caribenho – mar turquesa, vegetação exuberante – quase imaculado, o Cheval Blanc St Barth reina soberano na bela praia de Flamands, na ponta noroeste de St Barth, há doze anos.

No entanto, embora tenha sido inaugurado em 2014, não parou no tempo: além de seus edifícios originais, comprou, remodelou e incorporou também um resort vizinho durante uma grande reforma em 2019 – que, aliás, parece ter acabado de ser concluída de tão bem mantidos que estão os móveis e os ambientes.

Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

Em uma ilha tomada por dezenas de hotéis de alto padrão e mega villas de luxo em apenas 20 quilômetros quadrados de área, o Cheval Blanc St Barth se destaca – e muito – da dura concorrência por ali.

A começar pela discrição, que o tornou queridinho também de celebridades que buscam alguns dias de ócio e anonimato absoluto: apesar de estar a exatos sete minutos de carro do aeroporto e pouco mais que isso de outras praias ou das lojas e bares da capital Gustavia, é o único hotel de Plage des Flamands, rodeado apenas por algumas poucas casas, colinas verdejantes, areia clarinha e mar turquesa.

Melhor ainda: do hotel, são apenas cerca de 30 minutos de caminhada até a selvagem e divina Colombier, uma das mais bonitas praias de todo o Caribe, acessível apenas via trilha ou barco.

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Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

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Palácio tropical

O Cheval Blanc St Barth é o único hotel de todo o Caribe com a designação “palace“, criada pelo governo francês para homenagear as hospedagens mais excepcionais do país. Mas não poderia ser mais diferente das outras propriedades que compartilham da mesma distinção: de forma bastante intencional, combina como poucos a excelência de seus serviços com a informalidade, a tropicalidade e até uma certa simplicidade que um resort de praia pede.

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Os edifícios baixinhos e muito brancos, sempre rodeados de um verdejante e impecável paisagismo, garantem privacidade através de belas passarelas e escadarias de madeira que serpenteiam por entre os jardins criados pelo mesmo designer dos Jardins de Majorelle de Marrakech.

A mais elegante e sofisticada propriedade hoteleira de St Barth tem quartos, suítes, bangalôs e vilas – margeando a faixa de areia ou espalhados pela encosta tropical – ,elegantemente decorados com interiores projetados pelo francês Jacques Grange em paleta de cores de tons pastel magistralmente rompidos por almofadas com estampas caribenhas multicoloridas.

Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

Todas as acomodações incluem varandas ou terraços com vistas para o mar ou para os belos jardins do Cheval Blanc St Barth, algumas unidades possuem também piscina privativa também.

As deliciosas e enormes Beach Suites compõem a categoria mais popular dentre suas 61 acomodações: têm enormes portas de correr envidraçadas que se abrem para o terraço privativo com piscina com vista para o mar (perfeita também para assistir o sol se pôr sobre as colinas) e acesso direto à praia. com amplo living, área de trabalho, pequena área de refeições, closet espaçoso e imensos banheiros (com banheira e chuveiro).

Essa categoria de suítes também têm todos os itens não alcoólicos do minibar e a primeira bolsa de lavanderia como cortesia.

Além de 13 categorias distintas de acomodações, o Cheval Blanc St Barth tem ainda uma impressionante vila de cinco quartos distribuídos em dois andares.

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Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Cheval Blanc St Barth

O Cheval Blanc St Barth é daqueles hotéis de serviço realmente excepcional, em que o staff sabe bem “ler” cada hóspede e antecipar gostos e desejos. Das camareiras aos mordomos e garçons, pequenos gestos e cortesias diariamente tornam a estadia melhor.

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Em um dos dias, o mordomo apareceu com dose dupla de mostarda de Dijon, minha preferida, no café da manhã: “Tive a impressão que você aprecia esse tipo de mostarda, então tomei a liberdade de trazer um pouquinho a mais”, me disse com um sorriso.

O serviço impecável do hotel se estende também à praia, onde há literalmente uma espreguiçadeira disponível para cada hóspede, o dia todo. Há também duas piscinas, uma pequena (mas cheia de mordomias) academia, bar, boutique, extensa coleção de arte contemporânea e Spa Guerlain.

O novo spa, aliás, conta com belos interiores projetados pela francesa Isabelle Stanislas e um novo menu de tratamentos corporais e faciais 100% Guerlain. Há uma gostosa área de espécie à sombra, ao ar livre, e a recepção funciona também como boutique Guerlain, com venda dos principais produtos da marca – inclusive uma fragrância desenvolvida especialmente para o hotel.

80 painéis solares para alimentar aquecedores de água termodinâmicos e uma impressionante unidade de dessalinização, também movida a energia solar, estão entre as iniciativas sustentáveis da propriedade.

São dois restaurantes zelando pela boa mesa: o praiano e informal La Cabane, onde você pode almoçar peixes locais e delícias caribenhas em um terraço de madeira frente ao mar ou com os pés literalmente na areia, e o sofisticado La Case, do chef Jean Imbert.

O delicioso café da manhã é servido com buffet e menu de pratos quentes à la carte no La Cabane mas também no conforto de sua acomodação, sem custos extras – o que recomendo muito.

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Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

Como boa propriedade francesa, tem também um chef pâtissier excepcional, que elabora não apenas os croissants e brioches do café da manhã como deliciosas sobremesas que mais parecem obras de arte.

E, como se não bastasse tudo isso, o Cheval Blanc St Barth é também campeão no quesito “mimar os hóspedes”: são mais de 70 amenidades diferentes, a depender da categoria da acomodação, entregues não apenas para tornar a estadia mais confortável como também esperando que os hóspedes as levem consigo para casa como lembrança da estadia – de máscaras capilares e velas perfumadas a elegantes bolsas de praia.

Parte do conglomerado de luxo LVMH, o grupo Cheval Blanc possui outras cinco propriedades hoteleiras na França, Seychelles e Maldivas.

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LATAM Airlines
foto: Mari Campos

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Como chegar

A rota mais comumente utilizada para chegar a St Barth é voar a Saint Maarten via Miami e, de lá, pegar uma pequena aeronave que em menos de 15 minutos chega à ilha francesa. Voei mais uma vez com a LATAM Airlines, que conta com uma ampla área de check in no Concourse J do aeroporto de Miami, fast track para passageiros voando em classe executiva Premium Business (ou com status Priority no LATAM Pass) e lounge exclusivo. 

Os assentos da Premium Business da LATAM, companhia aérea que mais conecta os brasileiros com o Brasil e o mundo (chegando a mais de 50 destinos nacionais e mais de 20 internacionais com voos diretos), são full flat, com sistema de entretenimento que inclui alguns lançamentos do cinema, amenity kit em nécessaires que homenageiam destinos sul-americanos e excelente menu.

De Saint Maarten a St Barth, são diversas as pequenas companhias que fazem o trajeto ao longo do dia; recomendo fortemente a Tradewinds, que também voa a partir de Antigua e Porto Rico para lá.

Para me manter 100% conectada durante toda a viagem, utilizei mais uma vez o chip internacional da O Meu Chip. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou esim neste link com o cupom MARICAMPOS.

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Peninsula Chicago

Peninsula Chicago completa 25 anos

É difícil, muito difícil, encontrar alguém que tenha se hospedado neste grande mas discreto edifício a uma quadra da Magnificent Mile de Chicago e não tenha colocado a propriedade entre suas favoritas no planeta. Pois o Peninsula Chicago  completa 25 anos neste 2026 e promete deixar cada estadia por lá ainda mais especial daqui pra frente.

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Tive a sorte de já ter me hospedado algumas vezes neste verdadeiro clássico contemporâneo da cidade mais gostosa dos EUA. Até na minha volta ao mundo, em 2024, fiz questão de começar a aventura por ali.

Peninsula Chicago
Peninsula Chicago. Foto: Mari Campos

E, de fato, a cada hospedagem, o carinho e admiração pelo genial (e discretíssimo!) staff deste hotel aumentam. Não bastasse uma equipe tão afinada e eficiente, restaurantes e bares são excelentes e suas acomodações, sempre tão espaçosas quanto confortáveis, têm os mais lindos papéis de parede que já vi.

O Peninsula Chicago comemora agora seu 25º aniversário – um quarto de século na North Michigan Avenue – com uma série de programas, atividades e novas experiências que serão realizados ao longo do ano, incluindo novidades em vigor agorinha, já desde o começo do ano.

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Peninsula Chicago
foto: Mari Campos

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Peninsula Chicago completa 25 anos de sucesso

Inaugurado em 2001, no começo do novo século, o Peninsula Chicago soube como poucos combinar a a tradição luxuosa do serviço impecável da rede asiática Peninsula Hotels (presente hoje na Ásia, nos Estados Unidos e na Europa) com a essência da diversa cultura local e das comunidades da própria cidade.

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O grupo tradicionalmente leva anos e anos até decidir-se por acrescentar mais uma propriedade a seu enxuto portfólio. Cresce de maneira tão sustentável que, mesmo com décadas de história, tem apenas doze propriedades.

Assim como os demais hoteis do grupo, o Peninsula Chicago sempre opera segundo a “The Peninsula Promise”, linha mestra que garante estadias irretocáveis através de iniciativas importantes, como o imbatível “Peninsula Time“ (que ajusta horários de check-in e check-out serão flexíveis aos horários de chegada e saída dos voos dos hóspedes), o excelente PenChat (disponível 24 horas por dia, como um e-concierge privativo direto no seu aplicativo de mensagens instantâneas favorito), os infalíveis kits de amenidades de trabalho, o house car à disposição, as amenidades de banho sempre com fragrâncias criadas localmente…

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Peninsula Chicago
A bela piscina com vista do The Peninsula Chicago. Foto: Mari Campos

Repetidamente eleito com o melhor hotel de Chicago em distintos rankings e listas, todos os anos,  o Peninsula Chicago tem um belo spa e também a mais bonita piscina de Chicago, enorme, coberta e aquecida, localizada no alto do edifício, com vista panorâmica.

Ao longo deste ano de aniversário/jubileu, o The Peninsula Chicago apresentará um brunch especial em celebração ao Ano Novo Chinês no Shanghai Terrace, além de um chá da tarde repaginado com inspiração chinesa – incluindo animadas apresentações de dança.

A Peninsula Academy, como foi batizada a coleção de experiências personalizadas do hotel para hóspedes de qualquer idade, também traz novidades, com destaque para a experiência Chicago por Terra, Ar e Água (para que nenhuma faceta de Chicago fique de fora da visita) e a fabricação e degustação de trufas de chocolate em família.

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Peninsula Chicago
foto: Mari Campos

O excepcional acervo de arte do hotel ganha reforços esse ano, inaugurando uma nova exposição durante a primavera americana, totalmente dedicada a obras de 25 artistas locais. E o delicioso Z Bar, que tem sempre um menu autoral altamente sedutor, ganha um novo coquetel especial criado especialmente para o jubileu do hotel.

Ao longo do ano, novos pacotes especiais de hospedagem também estão disponíveis. O maior destaque fica para o Anniversary Package da Silver Suite, que garante 25% de desconto na segunda noite e alguns mimos especiais.

Para ficar de olho. Porque esse clássico adorável, de fato, só melhora com o tempo.

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