Kabru Beach Bahia

A Bahia low profile do Kabru Beach

É só ouvir ou ler a palavra “Bahia” que eu me sinto mais calma – e sei que muitos dos meus amigos também são assim. O nome do estado já dá aquela ideia gostosa de tranquilidade, brisa no rosto, luminosidade… E a Bahia low profile do KABRU Beach, hotel boutique na Península do Maraú, é uma das mais perfeitas traduções desta sensação.

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Ocupando uma propriedade bem tranquila, quase remotamente posicionada entre uma enseada do Oceano Atlântico e manguezais, beira-mar sem ser pé-na-areia, o KABRU Beach, exclusivo para adultos, dá aquela vibe boa, intimista e sem frescura de estar na casa de amigos.

Com ambientes mais minimalistas, construídos majoritariamente com material de demolição e peças de designers e artistas brasileiros, oferece apenas seis suítes. Cinco delas estão bem próximas entre si, no piso inferior, e a maior dela ocupa sozinha o piso superior.

foto: Mari Campos

O hotel ocupa uma casa extremamente bem ventilada, com os ambientes tão abertos quanto sua enorme (e linda) porta de entrada – que não vi fechada uma única vez durante toda a minha estadia, de tão tranquila que é a região.

Seus arredores são tomados de bancos de areia dourada, rios sinuosos e ilhotas quase desertas, perfeitos para longos passeios de barco e caiaque. E baunilha, muita baunilha.

Apesar de não ser uma propriedade pé-na-areia, dá para ir do KABRU Beach em bicicleta (ou em 5 minutos de barco) à vizinha, linda e super sossegada praia do Campinho. Ou, mais prático ainda, você pode simplesmente usar uma das escadinhas de madeira dos decks do próprio hotel para entrar diretamente no mar.

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Kabru Beach Bahia
foto: Mari Campos

Com uma deliciosa sensação de isolamento (no máximo uma dúzia de hóspedes e quase ninguém nos arredores), o serviço personalizado e extremamente atencioso é um dos maiores destaques do KABRU Beach – assim como a gastronomia realmente espetacular que o hotel oferece atualmente.

O aeroporto mais próximos é o de Ilhéus, que recebe voos de outras cidades brasileiras. É possível voar também do Aeroporto Internacional de Salvador e de lá seguir em helicóptero ou bimotor diretamente à península – já fiz esse trajeto em viagens anteriores e funciona muito bem.

O trajeto por terra, que eu utilizei na ida e na volta desta viagem especificamente, leva cerca de 3h; você pode reservar o transfer diretamente com o hotel ou ir em seu próprio carro alugado. No entanto, se preferir dirigir você mesmo até lá, há trechos de terra na rota e um veículo 4×4 é altamente recomendável.

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Kabru Beach Bahia
foto: Mari Campos

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Kabru Beach: ode à brasilidade e à Bahia

Apesar de serem apenas seis acomodações no KABRU Beach, há quatro categorias diferentes que mudam bastante o tamanho e a configuração delas. A única com mais privacidade (já que as portas das acomodações do piso inferior não vedam ao fechar) é a suíte master, que ocupa sozinha o mezanino superior, com área de estar e um grande terraço externo.

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No entanto, a categoria que achei mais interessante foram as pool suites: duas acomodações vizinhas que têm acesso direto (e compartilhado) a um deck aberto que dá direto para a piscina. Têm as camas posicionadas para o mar e bom espaço tanto no quarto e no banheiro quanto também no módulo vazado que funciona como arara para pendurar e guardar seus pertences.

Todas as acomodações do KABRU Beach têm ótimas camas com dossel, ar-condicionado, frigobar, enxoval Trussardi, amenidades de banho orgânicas de marca própria, e água filtrada cortesia. Importante saber: algumas das acomodações não têm blackout (recomendo levar máscara de dormir). Há também charmosas bolsas de praia do Studio Bergamin personalizadas e grandes chapéus de palha.

Exceto pela suíte master, no andar superior, as outras acomodações todas “rodeiam” a área social do KABRU Beach, composta de living, lounge, restaurante, deck com deliciosa piscina em L (disponível 24h) e amplos jardins muito verdes em toda a extensão do terreno que leva até o mar.

Há WiFi na propriedade toda e, quase escondido em meio ao verde, com bastante privacidade, há ainda um quiosque de massagem com ventilação natural.

O décor inclui móveis desenhados pelos proprietários, a greco-alemã Daniela Karagi e o suíço Patrick Armbruster, ou pelo arquiteto brasileiro Carlos Motta. O Brasil, aliás, está deliciosamente presente em cada canto, das madeiras de demolição usadas nas portas e em parte do mobiliário, às cerâmicas, obras de arte e elementos naturais que dão vida aos ambientes.

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Daniela, aliás, é parte importante da alma do hotel: ela está ali todo dia, garantindo a beleza dos arranjos de flores, o capricho das mesas (que recebem, aliás, delicados e super providenciais leques individuais à hora do almoço – uma ideia que bem que podia virar regra em propriedades à beira-mar) e supervisionando todos os passos do adorável staff para que os hóspedes estejam sempre satisfeitos.

O serviço do KABRU Beach é excelente: informal mas extremamente cálido, personalizado, delicado e eficiente, da simplesmente adorável equipe de hostesses (que também se desdobram no serviço das mesas do restaurante) ao pessoal da cozinha.

Não há academia no local, mas o hotel cede colchonetes e pesinhos para quem quiser se exercitar no próprio quarto. Há também bicicletas para aluguel, serviço de canoa (pago) para levar até a praia vizinha e equipamentos para práticas como stand-up paddle e snorkeling.

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Kabru Beach Bahia
foto: Mari Campos

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Alta gastronomia à beira-mar

Comer (muito) bem é uma das maiores certezas que qualquer hóspede do KABRU Beach pode ter ao efetuar sua reserva. Fazia tempo que eu não encontrava uma gastronomia tão caprichada e consistente em uma propriedade do litoral brasileiro.

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Não se deixe enganar pela atmosfera tão relax do pequeno restaurante anexo ao deck da piscina: o talento culinário da cozinha do KABRU Beach é de primeira linha. Ali, o chef Lucas Silva, o sous-chef Marck Halil e equipe garantem pratos leves e deliciosos do café da manhã ao jantar.

As mesas são meticulosamente decoradas por Daniela, incluindo cerâmicas exclusivas. O menu muda, já que a inspiração diária é buscada nos produtos frescos da estação, o mais locais possível. Peixes e frutos do mar pescados são geralmente pescados na manhã do dia no qual são servidos.

O café da manhã é um acontecimento, vá com tempo. Com serviço sempre à la carte, cada mesa recebe uma bela tábua de madeira com pães, bolos e doces, prato de frutas picadas, tábua de frios. Há ótimos cafés e distintos sucos diariamente. E, além disso tudo, há uma menu, também incluído, de diversos pratos quentes doces e salgados.

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Além do café da manhã, as diárias também incluem um pequeno café da tarde com docinhos, que leva ainda espumante aos sábados. Almoço e jantar têm menus próprios e são cobrados à la carte.

O hotel tem seu próprio meliponário, com abelhas sem ferrão produzindo ótimos meles. Mas é preciso dar um grande “viva!” para o trabalho que Lucas e o KABRU estão fazendo com as baunilhas da região. Fruto de uma orquídea trepadeira, a vanilla planifolia, ou baunilha bourdon, nasce de suas flores polinizadas e é impressionantemente abundante na região.

Só que o processo de produção da baunilha é muito delicado: sua flor só abre por apenas duas ou três horas por dia, e geralmente morre entre 24 e 48h. Se as flores não forem polinizadas pelos insetos, as favas da baunilha não brotam.

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Lucas e sua equipe estão atuando diretamente para garantir o sucesso desse processo, fazendo eles mesmos a polinização manual quando a natural eventualmente não acontece. Como resultado, há fartura de baunilha na cozinha do KABRU, para felicidade de seus hóspedes.

Mas a boa mesa ali vai muito além disso e todo o seu potencial é melhor percebido na experiência Chef’s Table, disponível no jantar, inclusive para não hóspedes (R$1.200 reais a experiência completa por casal).

O jantar, com diversos passos, servido sob as estrelas ou no balcão do bar do restaurante, de olho na cozinha em ação, é um show de delicadeza e beleza (cada passo é uma pequena obra de arte comestível), entre texturas e sabores tipicamente brasileiros, da saúva ao dendê – e com direito a muita baunilha local, é claro. Irretocável.

O KABRU Beach fica frente ao mar na Península do Maraú, Bahia, entre as praias de Campinho e Barra Grande. Vale saber, no entanto, que o rio separa do hotel de Barra Grande, o principal destino turístico da península – distante cerca de 15 minutos de barco ou mais ou menos 30 minutos de carro.

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St Barth

Hospitalidade diversa é aposta de Saint-Barth

É bastante óbvio que a hospitalidade é parte fundamental da experiência do viajante, em qualquer lugar. Entretanto, em alguns destinos, a hotelaria tem papel ainda mais vital, sendo realmente capaz de criar uma jornada completamente diferente da que o hóspede experimentaria em outra propriedade. É o caso, por exemplo, de Saint-Barth (St.Barth, ou ainda Saint-Barthélemy), onde a hospitalidade cada vez mais diversa virou grande aposta do turismo local.

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Afinal, ali, em um território tão pequeno, bastante dependente de sazonalidade (a maior parte da ilha “fecha” para o turismo na temporada de furacões), com oferta bastante limitada de infraestrutura e mão de obra, hotéis são parte fundamental da engrenagem que faz a própria ilha francesa funcionar tão bem como destino turístico tão exclusivo quanto sustentável.

St Barth
foto: Mari Campos

Ou seja, mais do que nunca, a hotelaria pode não apenas determinar onde o turista fica, mas também quanto tempo permanece no destino, que lugares frequenta e, mais importante ainda, quanto gasta – e quanto deste investimento permanece na economia local.

Segundo levantamento de 2024, St Barth tinha então 26 estabelecimentos de hospedagem tradicional (hotéis de distintos tamanhos e estilos), somando mais de 500 acomodações no total. Quase metade dessa oferta estava concentrada em propriedades de altíssimo padrão – incluindo o único hotel palace do Caribe, o excepcional Cheval Blanc St Barth.

Esses números não consideravam a impressionante quantidade de villas privativas disponíveis para aluguel de temporada (muitas delas com serviço de alta hotelaria), um segmento que não para de crescer nesta ilha caribenha – e já soma mais de 2.500 unidades.

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St Barth
foto: Mari Campos

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Turismo controlado e planejado

As limitações geográficas de St Barth tornaram-se também um mecanismo de proteção ambiental – e isso inclui um turismo planejado e extremamente controlado. Na ilha, não existem grandes resorts com tudo incluído nem airbnbs fora de controle; a maior parte da hotelaria ali é composta por propriedades de pequeno e médio porte, e construções com mais de quatro andares não são permitidas.  

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Mas nem só de hotéis e villas de luxo vive a ilha, é claro; há também oferta de hospedagens voltada para orçamentos mais apertados, de airbnbs a cottages, espalhada pelo território. A ideia geral é que, mesmo com o turismo bastante controlado e planejado, cada vez mais gente possa de distintas origens e backgrounds possa aproveitar a mescla perfeita de belas praias, paisagens caribenhas, alma francesa e boa mesa que St Barth oferece.

A existência de pequenos hotéis, imóveis de temporada e ecolodges amplia o espectro de visitantes, permite estadias mais longas para muita gente e ajuda a manter a ocupação no destino sempre em alta. E cada viajante encontra ali seu pedacinho de paraíso.

St Barth
foto: Mari Campos

Assim, St Barth mostra cada vez mais sua pluralidade; até porque tentar reduzi-la a uma mera coleção de hotéis de luxo seria perder parte importante de sua dinâmica. Durante o ano todo, o fluxo turístico é cuidadosamente planejado e razoavelmente controlado. 

As praias bem preservadas, a enseada bem protegida e o estilo de vida discreto de seus moradores segue mais ou menos os mesmo preceitos de quando a ilha começou a pensar o turismo internacional, nos anos 1970.

Com uma permanência média geral de 5,5 noites por hóspedes em uma ilha que não dispõe de uma grande capacidade hoteleira, ocupar bem cada quarto disponível durante os meses mais importantes é decisivo.No entanto, ao contrário das demais ilhas caribenhas, Saint-Barth não compete jamais por número de visitantes; e por isso mesmo atrai um segmento cada vez mais disposto a pagar por exclusividade e sossego – inclusive brasileiros.

O Brasil, aliás, está entre os quatro maiores emissores internacionais de turistas para a ilha e os brasileiros se hospedam quase que exclusivamente em hotéis de luxo – preferência de mais de 70% dos viajantes dos EUA também. Já nos estabelecimentos mais econômicos, os próprios franceses são a maioria, ultrapassando os 34% do total de hóspedes.

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St Barth
foto: Mari Campos

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UMA ILHA CADA VEZ MAIS PLURAL

O Les Îlets de la Plage é um ótimo exemplo, e justamente tenta resgatar um pouco essa vibe do começo da atividade turística de St Barth. Não se trata de uma hospedagem econômica, mas propõe uma estadia confortável, simpática e bastante acessível em comparação com os valores praticados na maior parte da ilha.

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Instalado à beira-mar, tem apenas 12 unidades e um toque old fashion, que o faz ser adorado por franceses saudosos dos old times da ilha. Suas cottages individuais, com os típicos telhados vermelhos de St Barth, muitas em dois andares, ficam em meio a jardins ou ao longo da beira-mar e contam com cozinha (com geladeira grande, cooktop, micro-ondas, torradeira etc), living, quarto, banheiro e áreas de convivência externa bastante acolhedoras.

As quatro unidades em frente ao mar contam com deck externo privativo mobiliado, gramado e deliciosas espreguiçadeiras. Vale saber que não há academia e a pequena piscina comum esteve interditada durante toda a minha estadia por ali.

O acesso direto ao mar (é frente ao mar mas não pé na areia) pode ser feito diretamente das unidades em frente ao oceano através de escadas de madeira. Mas um dos pedacinhos mais gostosos da praia de St Jean, de águas turquesa tranquilas e cristalinas, sempre vazio, bem ao lado do aeroporto, fica a literalmente cinco minutos de caminhada – com direito a um cantinho com ombrelones e espreguiçadeiras reservado para os hóspedes.

A ideia do Les Îlets é ser um híbrido entre um hotel e um aluguel de temporada. Não há recepção 24h, concierge, nem serviço de café da manhã. Por outro lado, há cápsulas de café, leite, suco, manteiga e geleia na geladeira e todos os dias algo de uma padaria local (um croissant, um brioche ou algo do gênero) é deixado na varanda por volta das 8h da manhã. Por isso mesmo, é mais procurado por viajantes que desejam estadias mais longas.

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Cheval Blanc St Barth
Cheval Blanc St Barth. Foto: Mari Campos

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A excelência na hospitalidade

É justamente a combinação de poucos quartos, alto gasto médio, forte presença internacional, grande peso da hotelaria de luxo e uma camada menor de hospedagens independentes que faz de St. Barth um caso tão peculiar no Caribe: um destino que vive do turismo mas não depende de grandes volumes para sustentar sua economia.

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Talvez por isso mesmo a hotelaria de luxo sempre tenha feito tanto sucesso em St Barth, e siga se reinventando, mesmo quando a ocupação bate recordes. É também graças a essa excelência em hospitalidade que a ilha é capaz de arrecadar mais de €15 milhões em taxa turística por temporada – equivalente a 5% do valor líquido da diária, essa arrecadação arrecadado financia a manutenção de estruturas turísticas, infraestrutura, entretenimento e a própria promoção do destino.

É em St Barth que fica o único hotel com distinção palace de todo o Caribe: o irrepreensível Cheval Blanc St-Barth, única propriedade hoteleira a ocupar a paradisíaca praia de Flamands.

Nesse ecossistema privilegiado, hotéis como Eden Rock (que, além de seu delicioso restaurante à beira-mar, agora é pioneiro a oferecer tratamentos de K-Beauty em seu premiado spa, ambos sempre abertos também para não hóspedes), Rosewood Le Guanahani (que acaba de lançar uma coleção cápsula de beachwear com o artista Daniel Dugan, cujas obras de arte feitas especialmente para o hotel também ilustram agora diversos ambientes da propriedade), o clássico Fouquet’s St-Barth, Le Sereno (que reabrirá totalmente renovado), o encantador Le Manapany, o suntuoso Le Toiny ou o adorável hotel boutique Tropical St Barth se tornaram muito mais do que meros endereços de hospedagem.

São essas propriedades que ajudam majoritariamente a sustentar um modelo turístico de muito sucesso há tantas décadas, baseado em baixa densidade de visitantes, gasto per capita elevado e alto consumo em serviços, gastronomia, experiências e varejo local.

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St Barth
foto: Mari Campos

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Queridinho dos brasileiros

Como quarto maior emissor internacional de turistas para a ilha, o Brasil passou a ser um dos principais focos de promoção turística de St Barth. Com um adendo importante: além de gastar bastante em serviços, restaurantes e lojas no dia-a-dia no destino, o brasileiro que viaja à ilha francesa se hospeda majoritariamente em hotéis de alto luxo.

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Embora brasileiros sejam figurinha fácil em todos os hotéis de primeira linha em St Barth, o queridinho nacional das últimas temporadas segue sendo o charmoso Le Barthélemy. O português virou idioma tão frequente entre os hóspedes por lá que parte do staff já arranha algumas palavras, entende fácil os vícios de linguagem e já está totalmente acostumado aos hábitos e preferências desse hóspede.

Localizado à beira-mar na bela praia de Grand Cul-de-Sac, uma das mais bonitas da ilha, frequentemente visitada por tartarugas marainhas e baby sharks, o Le Barthélemy é uma propriedade 100% pé na areia e totalmente voltada para o descanso e o prazer.

Perfeitamente adaptado também a famílias com crianças pequenas, tem acomodações muito espaçosas, todas com excelentes banheiros, varanda privativa e vista para o mar, os jardins ou a lagoa. Algumas contam com plunge pool privativa e as mais disputadas são suites duplex com acesso direto à praia.

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As amenidades de higiene são da Diptyque, mas há tantas amenidades de outros gêneros que fica difícil computar todas elas. Algumas são lindamente ofertadas dentro de uma nécessaire pensada para o hóspede levar para casa. Há bolsa de praia, chinelos para quarto e praia, saquinhos customizados para roupa de banho molhada e vários outros mimos.

Há uma tecla no telefone específica para pedir champagne, que chega em poucos minutos, geladinha, em um case de madeira lindo, feito sob medida, para manter a bebida na temperatura ideal por mais tempo.

Há restaurante interno e pé na areia (o delicioso café da manhã é um serviço híbrito buffet + à la carte), uma bela piscina, vários lounges, dois bares, mesas de jogos ao ar livre e um excelente spa La Mer, imperdível. Tudo a cara da joie de vivre de St Barth.

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Sofitel Legend Santa Clara Cartagena

As apostas da Sofitel em Cartagena

A Sofitel, principal marca de luxo da Accor, tem evoluído nos últimos anos. Seu recente rebranding está fazendo a marca (finalmente) retornar às suas raízes francesas, com um reposicionamento batizado de French Zest (algo como “alegria francesa”). E as apostas da Sofitel em Cartagena, Colômbia, são ótimo exemplo disso.

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Parte dessa “alegria francesa” da nova fase da Sofitel é servida pela chamada Haute Croissanterie, novo programa de confeitaria da marca em que cada um de seus hoteis é responsável por criar pelo menos um croissant exclusivo.

Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
foto: Mari Campos

Cada propriedade desenvolveu também um ritual noturno com velas, inspirada na tradição da iluminação pública na Paris da década de 1860, criando toques mais aconchegantes nas áreas comuns. Há também novos uniformes criados por designers franceses e colaborações com outras marcas francesas, como Bernardaud.

E as propriedades Sofitel em Cartagena levam isso tudo bem a sério – apesar de terem personalidades absolutamente opostas. Mas o maior mérito da Sofitel em Cartagena não está (apenas) em ter dois ótimos hotéis, mas em oferecer duas leituras completamente distintas da cidade caribenha e de sua própria filosofia como marca.

Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
foto: Mari Campos

O belo Sofitel Legend Santa Clara Cartagena é uma aposta urbana, histórica e cultural em que a excelência francesa no serviço se mostra a todo momento, mas sem jamais ofuscar as características locais. Já o Sofitel Barú Cartagena traz uma proposta bem praiana, informal, 100% focada no lazer.

Com um convento colonial em pleno centro histórico e uma ilha caribenha nos arredores da cidade, a Sofitel transformou Cartagena em uma viagem literalmente em dois tempos. A melhor parte é que, juntos, os dois hotéis compõem um roteiro de viagem redondinho, pra que ninguém tenha que escolher apenas um deles.

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Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
foto: Mari Campos

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Sofitel Legend Santa Clara Cartagena

Dentre as muralhas erguidas pelos espanhóis no século XVI, Cartagena preserva um dos conjuntos coloniais mais importantes do continente americano. Em meio a tanta história, hoje igrejas, fortalezas e casarões multicoloridos convivem em harmonia com restaurantes premiados, galerias de arte, bairros descolados e, é claro, hotéis de primeira linha.

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A alta hospitalidade por ali começou, há muitos anos, com o histórico Sofitel Legend Santa Clara Cartagena, grande ícone da hotelaria colombiana até hoje.

Cartagena é vibrante, barulhenta, quente (muito quente!) e intensamente turística. Mas, de alguma maneira, a porta de entrada para o hotel funciona como um portal: ali dentro o ambiente é fresco, tomado por vegetação exuberante, silencioso, tranquilo.

Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
foto: Mari Campos

O Sofitel Legend Santa Clara Cartagena ocupa um edifício (no coração da cidade histórica, bastante próximo à maioria das atrações turísticas e aos melhores bares e restaurantes) cuja trajetória resume séculos da história colombiana. Antigo Convento das Clarissas, do século XVII, o complexo foi hospital, quartel e até escola de medicina muito antes de ser convertido em hotel, já no fim do século XX.

Essa herança arquitetônica tem profunda interferência no aproveitamento dos espaços públicos – há inclusive uma deliciosa e enorme piscina no interior do hotel – e, é claro, na forma como o hóspede vivencia esses espaços.

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O antigo claustro se transformou em um delicioso jardim muito tropical, corredores centenários muito, muito largos, conduzem a algumas das acomodações, antigos espaços religiosos se vêem convertidos em áreas de eventos.

O dedo da Sofitel está em tudo, do serviço impecável à excepcional Haute Croissanterie do excelente café da manhã diário, dos novos uniformes adoráveis à gastronomia sedutora. O staff é formal, bem à francesa, mas também caloroso na medida certa, como se esperaria em um destino caribenho; o GM circula literalmente o tempo todo pelo hotel, conversa com os hóspedes, acompanha cada acontecimento.

Mas a gente também tem, o tempo todo, a sensação de que aquele edifício cuidadosamente restaurado é parte indissociável da cidade. Entre arcadas, pátios e mobiliário histórico, o conforto contemporâneo do Sofitel Legend Santa Clara Cartagena foi delicadamente incorporado à estrutura original, sem espetacularização, sem parecer “coisa de museu”, em uma relação realmente louvável entre patrimônio e hospitalidade.

Ah! No subsolo do bar principal fica uma cripta que teria inspirado Gabriel Garcia Márquez a escrever “Do Amor e Outros Demônios. E há ainda uma suíte especial, enorme, repleta de objetos de Botero – e decorada justamente pela filha do artista.

Daquelas experiências de hospitalidade para aproveitar ao máximo – e repetir.

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Sofitel Barú Cartagena
foto: Mari Campos

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Boa vida à beira-mar

Depois dos dias de agitação, calor e ruelas estreitas lotadas, nada mais justo que a busca pelo mar caribenho do nosso imaginário (até porque as praias da cidade de Cartagena em si decepcionam bastante o brasileiro). É aí que o Sofitel Barú Cartagena, uma das mais novas propriedades do portfólio da Sofitel, entra certeiro.

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A cerca de 1h30 da cidade e do aeroporto, a antiga península de Barú, hoje convertida em uma das ilhas do arquipélago de Rosário, tem aquela transparência turquesa que esperamos do Caribe. Há areia clarinha, pedras, manguezais, muita vegetação nativa e, dentro dos limites do resort, o ritmo é adoravelmente tranquilo.

Sofitel Barú Cartagena
foto: Mari Campos

O Sofitel Barú é praticamente o oposto do Santa Clara. Ali não há patrimônio histórico, detalhes coloniais ou serviço excepcional à francesa (o serviço, como em toda propriedade mais recente, ainda passa por alguns ajustes ali).

Mas a cuidadosa arquitetura bem integrada à paisagem, em formas sinuosas, com todas as acomodações (enormes e extremamente elegantes, todas com varanda) voltadas para o mar, conquista de imediato.

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Os edifícios que compõem o resort são todos baixos, acompanhando o relevo natural do terreno. A parte mais alta da propriedade é o seu rooftop bar, o endereço preferido dos hóspedes para acompanhar o final de tarde, com o sol se pondo no mar.

Há materiais clarinhos na construção e muito, muito vidro, dos restaurantes às acomodações, para garantir que a natureza esteja sempre à vista.

A gastronomia local tem menus valorizando pescados, frutos do mar e outros ingredientes costeiros, mas há até culinária mexicana num food truck à beira-mar (com comida excelente e o melhor serviço de todo o hotel) e influências asiáticas no restaurante mais caprichado do resort.

Há uma excelente academia e um ótimo spa na propriedade, mas não há agenda intensa de atividades oferecidas, como tantos resorts caribenhos insistem em fazer. A maior parte dos hóspedes (há muitas, muitas famílias) passa o dia alternando lentamente entre as piscinas (há várias) e a praia, sem grandes ambições além de descansar.

Um complemento redondinho para os dias repletos de história, cultura e agito na vibrante Cartagena.

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Sofitel Barú Cartagena
foto: Mari Campos

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A marca Sofitel, fundada na França em 1964 e parte da Accor desde 1980, tem hoje um portfólio de quase 120 propriedades, que inclui a luxuosa coleção Sofitel Legend de propriedades históricas, resorts Sofitel, hotéis urbanos e residências.

A Sofitel está em fase de crescimento global, com mais de 30 novos hotéis previstos até 2030. A marca ganha ainda este ano uma esperada nova propriedade no Rio de Janeiro.

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Brach Madrid

Como é o novo hotel Brach Madrid

Madri tem excelentes hotéis de luxo e alto padrão. Não à toa, um dos programas favoritos dos viajantes frequentes é se hospedar cada vez em uma propriedade diferente, de preferência em um bairro diferente. Por isso mesmo, a inauguração do novo Brach Madrid foi bastante celebrada por distintos perfis de hóspedes.

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Instalado em um belo edifício do comecinho dos anos 1920 (Seguros La Estrella) em plena Gran Vía, mas já no sempre adorável bairro de Chueca, o Brach Madrid celebra a estreia da marca francesa Brach fora de Paris – e representa um capítulo importante da transformação acelerada da hotelaria de luxo madrilenha com um hotel cheio de personalidade.

Brach Madrid
foto: Mari Campos

Afinal, nos últimos anos Madri viu chegarem ótimos hotéis de apelo muito mais contemporâneo – o que fazia mesmo falta à capital espanhola. O Brach Madrid vem coroar esse movimento, mas com uma pegada, apesar da localização bastante popular e do décor com assinatura de Philippe Starck, bem mais discreta que sua concorrência.

Parte da bela coleção da EVOK Hotels, ali não há nada minimalista; mas tampouco existem ali excessos ou teatralidades exacerbadas, como acontece com algumas outras assinaturas de Starck na hotelaria (quem já esteve no Faena Buenos Aires, por exemplo, sabe do que eu estou falando…).

Ali, os objetos e obras de arte expostos, seja nas acomodações ou nas áreas comuns, são tão interessantes e bem selecionados que parecem até familiares, daqueles colecionados ao longo de décadas.

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Brach Madrid
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no novo Brach Madrid

Os interiores do Brach Madrid são extremamente acolhedores. Há uma certa teatralidade nas instalações (principalmente no restaurante principal, com direito a couro envelhecido, madeira escura, cortinas pesadas e luminárias difusas), mas de uma forma extremamente acolhedora – a começar pela discreta área de entrada pela Gran Via, revestida com ladrilhos de terracota tradicionais.

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A pequena e acanhada recepção fica alguns andares acima da porta de entrada do hotel. As acomodações – 57 no total, com distintas categorias e várias com vistas lindas para os telhados de Madri- têm a estética francesa reinterpretada de maneira bem artsy, misturando tapetes espessos, objetos vintage, fotografias em preto e branco, instrumentos musicais, livros e até halteres em algumas delas.

Embora as acomodações não sejam exatamente grandes, são tantos detalhes no décor – incluindo pisos de parquet, cabeceiras de couro, ilustrações e peças de design bem ecléticas – que só com o passar dos dias a gente vai conseguindo, pouco a pouco, prestar atenção em tudo (ou quase). Há também ótimos banheiros e secadores Dyson disponíveis – mas que precisam ser periodicamente emprestados da recepção.

As camas são excelentes, assim como o isolamento acústico, capaz de deixar todo o costumeiro caos da Gran Vía só do lado de fora. Hóspedes recebem também garrafas de água reutilizáveis, que podem ser facilmente abastecidas na propriedade.

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A gastronomia tem papel importante no novo Brach Madrid, misturando referências mediterrâneas, espanholas e libanesas de forma bem contemporânea no almoço e no jantar. E as sobremesas da casa são mesmo excelentes (há inclusive uma vitrine de doces na entrada do hotel que atrai olhares de transeuntes o tempo todo).

O café da manhã do hotel, mesclando um pequeno serviço buffet e alguns pratos à la carte, também merece destaque especial, com belas pâtisseries francesas, ótimos cafés e excelentes embutidos espanhóis.

O belo spa “La Capsule”, no subsolo, também vale a visita. Ali, a academia bem pequenininha (mas funcional) é muito bem compensada pela excelente (e linda! com estética quase futurista) piscina coberta e bem quentinha, logo ao lado.

Mas o pedaço mais gostoso do Brach Madrid é indiscutivelmente seu terraço arborizado na cobertura, exclusivo para hóspedes. Ali, em espaços mobiliados com esmero, a gente tem vistas espetaculares para o centro de Madri, incluindo fachadas de alguns de seus mais icônicos edifícios, dia e noite.

Um lugar perfeito, aliás, para você levar uma boa garrafa de vinho ou cava e apreciar, com máximo sossego, os belos finais de tarde da capital espanhola.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge

Por dentro do novo Ritz-Carlton Masai Mara

Um dos destinos mais espetaculares do planeta, o Parque Nacional Masai Mara, no Quênia, ganhou mais uma nova propriedade voltada para o mercado de luxo. Mais que isso: foi ali que a marca Ritz-Carlton, da Marriott International, abriu seu primeiro lodge de safári, inaugurando uma nova era para o segmento: o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp.

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Inaugurada em soft opening no final do ano passado, a propriedade é uma das mais importantes adições à hotelaria queniana na década – e um passo importante para a marca Ritz-Carlton na entrada nesse nicho. Também é a primeira propriedade da marca que opera em sistema “super all inclusive”, que garante até carro e ranger sempre privativos para cada acomodação.

Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

Imediatamente convertida em uma das mais luxuosas opções de hospedagem de Masai Mara – e do próprio Quênia – o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp agora está operando a full.

Mas o começo das operações foi conturbado: com duras críticas de ambientalistas e blacklash internacionalmente nas redes sociais (acreditava-se que o lodge, construído à beira-rio, poderia interferir em parte da rota utilizada por algumas espécies durante a Grande Migração).

Depois de um complexo processo judicial, em fevereiro passado saiu a sentença definitiva que posiciona o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp como plenamente apta para operar, tanto pelo relatório ecológico-jurídico quanto pelo testemunho da família Masai que vendeu o terreno original.

A licença de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) da propriedade também está devidamente aprovada, garantindo que o funcionamento do camp é ecologicamente correto, já que o ponto de travessia animal mais próximo fica a mais de 4km da propriedade.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

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Como é o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp

A adorável ponte pênsil sobre o rio Sand conectando o embarque/desembarque de veículos com o lodge rapidamente se converte em uma espécie de “portal”. Acompanhados geralmente por Masai (que compõem mais de 40% do staff da propriedade), ora elas nos leva diretamente para a aventura dos safáris, ora para o aconchego da nossa acomodação e das áreas sociais do camp.

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O novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp foi construído sem quaisquer cercas para o Parque Nacional e com sua estrutura inteiramente elevada do solo, para causar o mínimo impacto tanto no terreno quanto no ecossistema local, garantindo livre trânsito de animais sob as passarelas suspensas que conectam acomodações e áreas comuns.  

Com direito a muita madeira e uma profusão de tecidos, bordados e artesanato local, o primeiro safári lodge da marca Ritz-Carlton ficou mesmo lindo e bastante sustentável. Utiliza uma fazenda solar de 650 kW e possui um sistema de tratamento de água em circuito fechado que coleta e reutiliza águas das chuvas.

São apenas 20 enormes acomodações, todas em formato de luxuosas tendas que podem chegar a mais de 160 m² privativos, com quarto e living separados, dois banheiros, ducha interna e externa, banheira, lounge e deck externos e piscina privativa – tudo com vista para o verde ou para o rio.

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Há sempre café, leite, chá, biscoitos, vinho, cerveja, refrigerantes, chocolates quenianos, cookies e outros petiscos, tudo complimentary, no enorme bar privativo presente com destaque no living de cada acomodação.

Novidade muito bem-vinda para a marca Ritz-Carlton, ali todas as estadias seguem o modelo super all-inclusive. Dois game drives diários, refeições, bar aberto, snacks, minibar, room service, workshops, cooking classes e até serviço de lavanderia (até cinco peças por pessoa, por dia) estão sempre incluídos; apenas tratamentos de spa são sobrados à parte.

Cada acomodação tem seu próprio carro e ranger para os safáris. Assim, é sempre o hóspede quem decide o que, como e quando quer fazer, o tempo todo. Um misto de mordomo e concierge dedicado (ali chamado de encholiek) se encarrega de deixar todos os serviços 100% privativos e personalizados – inclusive no empréstimo de uma câmera DSLR com lentes objetivas de larga distância durante toda a estada para capturar o melhor de cada safári.

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A equipe,majoritariamente formada por masai e moradores das redondezas, é adorável e extremamente acolhedora, da gerente geral ao housekeeping.

O gerente do restaurante ganha o coração dos hóspedes imediatamente: como uma avó brasileira, prepara o coffee break do safári, os sundowners e petiscos, e, sempre presente nas refeições, é genuinamente preocupado se as pessoas realmente não ficarão com fome.

As refeições, alás, todas em formato à la carte, do café da manhã ao jantar, são excelentes, com menus que mudam todos os dias. A única refeição em estilo buffet da propriedade é o “boma dinner”, realizado em uma espetacular plataforma ainda mais elevada que o restante do camp, sob as estrelas.

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Para a saída do safári do amanhecer, o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp criou uma genial estação exclusiva de café junto à saída dos carros que prepara, na hora e ao gosto do hóspede, qualquer tipo de café, chá ou chocolate que se deseje – ao lado de um carrinho devidamente equipado com croissants, cookies, pan au chocolat e outras delícias.

Além disso, o novo lodge também oferece gratuitamente diversas atividades ligadas à cultura queniana e masai, de workshops de artesanato a aulas de culinária. Visitas à comunidade masai dos arredores do lodge também estão incluídas.

É (bem) difícil deixar as deliciosas e espetaculares acomodações nos períodos entre safáris. Mas o camp oferece também uma grande academia aberta para o verde, uma deliciosa piscina de borda infinita para as savanas (devidamente rodeada de espreguiçadeiras e day beds) e um belo spa.

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Para me manter 100% conectada durante toda a viagem pelo Quênia, utilizei mais uma vez o chip internacional da O Meu Chip, e me surpreendi com a boa cobertura até durante os safáris no Parque Nacional. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM neste link com o cupom MARICAMPOS.

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