Ultima Courchevel

A vanguarda da Ultima Collection

Hospitalidade de luxo com foco em serviço, conforto máximo e arte – mas que rompesse com as noções mais comumente pregadas pelo setor internacionalmente. Assim é a vanguarda da Ultima Collection, um portfólio hoteleiro que com poucos anos de sua fundação já tem propriedades em diferentes destinos de três países distintos (Suíça, França e Grécia). 

Neste março último, tive a chance de conhecer a fundo a impressionante história deste luxuoso grupo de hospitalidade, fundado em 2015 pelos jovens amigos Max-Hervé George e Byron Baciocchi, ambos no começo de seus 30 anos. Dá para acompanhar os detalhes desta viagem toda no meu Instagram @maricampos.

Viajantes de carteirinha com boa experiência no mercado imobiliário, a Ultima Collection foi a primeira investida da dupla de empresários no setor hoteleiro, com a primeira propriedade do grupo, o Ultima Gstaad, na Suíça, abrindo suas portas no final de 2016. Hoje, o grupo é precursor de uma nova geração de propriedades privadas de luxo que tem entre seus clientes de millennials a famílias em viagens multi-geração.

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A vanguarda da Ultima Collection

Propondo ser sempre disruptiva com o mercado, o portfólio da Ultima Collection já conta hoje com propriedades em Genebra, Megève, Gstaad, Crans-Montana, Corfú e Courchevel, inaugurado em dezembro.

“Começamos com um hotel em Gstaad, o Ultima Gstaad, um projeto de paixão que encontrou uma oportunidade incrível em uma propriedade já com alvará de hotel colocada à venda”, contam os proprietários. O Ultima Gstaad deu tão certo que funciona até hoje como uma espécie de “escola” para todas as propriedades do grupo, inclusive no serviço. 

Hoje, a maioria de seus hóspedes chega de jato privado aos destinos visitados, com uma estadia média de impressionantes 33 dias ao ano em propriedades do portfólio da Ultima Collection (a estadia mínima é de 2 noites no hotel em Gstaad e de 7 noites nas residences). Recentemente, firmaram dois contratos de estadia de um ano cada em residências do grupo.

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Paixão pela arte

A vanguarda da Ultima Collection é indissociável de sua evidente conexão coma a arte. Desde o começo, a dupla de proprietários e demais administradores do grupo definiram uma direção artística a seguir, independentemente das obras de arte que seriam (e serão) escolhidas ao longo da história de cada propriedade. 

Afinal, com clientes de origens e culturas tão distintas, eles optam sempre por peças bastante diversas para que todas encontrem seu apelo – mas sempre criando uma sensação de casa e aconchego. A maioria das peças, fotografias e obras exibidas nas propriedades são fruto de uma parceria muito bem sucedida com a Bel-Air

As mudanças constantes, aliás, não se restringem ao décor. Como possui muitos returning guests em algumas propriedades, e hóspedes que se hospedam com frequência em diferentes propriedades do grupo, a Ultima Collection tenta a cada temporada criar não apenas novos aspectos de design e décor mas também desenvolver novos produtos, serviços e experiências, inclusive culinárias, em cada destino. 

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No Ultima Gstaad, uma louvável coleção de livros também se exibe por toda parte. Moda, história, arquitetura, design, arte, viagem, vinhos, carros… está tudo lá, nos mais diversos títulos, dos espaços comuns às suítes e residências. “Queremos sempre que nossos hóspedes tenham tempo para eles, incluindo a oportunidade de sentar e folhear um bom livro com uma xícara de café ou um belo livro. Esse é sempre um break necessário para nosso cérebro, que é constantemente super estimulado nas viagens”, dizem os proprietários. 

O design de cada propriedade é sempre inspirados pelo destino no qual está inserida. É o ambiente externo que orienta a escolha por materiais a serem utilizados. E é visível a preocupação com o uso de materiais duráveis​ como parte da abordagem ecologicamente correta do grupo – não utilizam plásticos e adquirem materiais naturais de fornecedores locais. “Mas mantemos nossas propriedades equipadas com os mais recentes gadgets para facilitar a vida de nossos hóspedes. Desde que seja fácil de usar e prático para os hóspedes, vamos adotá-lo no design sim”, garantem. 

Para garantir a sensação de “casa” e aconchego, nenhuma propriedade do grupo tem um grande lobby – pelo contrário. São sempre pequenos e discretos, adornados com flores frescas, madeira natural e objetos de décor que invoquem a sensação de privacidade e reclusão – e com a paisagem externa sempre à vista em grandes janelas. 

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Ultima Gstaad, o começo de tudo

O Ultima Gstaad, localizado na cidade alpina suíça a cerca de duas horas de carro do aeroporto de Genebra, teve suas onze suítes e seis residências (com até quatro suítes cada) renovadas para esta temporada. 

As residências, em formato apartamento, têm completo serviço de hotelaria completo agregado – incluindo o premiado café da manhã à la carte da casa servido diariamente sem custos extras no restaurante ou na sua própria sala de jantar.  a propriedade funciona ininterruptamente quase todo o ano.

Com ótimo staff na casa (incluindo muitos portugueses), os hóspedes contam ainda com carro à disposição para circular pela cidade; água, chás e café espresso cortesia em todas as acomodações; frigobar incluído nas residências e deliciosos kits de boas-vindas. O excelente restaurante está aberto também para não hóspedes, há sala de jogos privada, Shisha Bar, bar, living e uma bela extensão envidraçada do restaurante. 

Seu imenso (e imperdível!) spa oferece tratamentos estéticos e de relaxamento, clínica anti-idade, piscina térmica, jacuzzis interna e externa, saunas seca e a vapor e crioterapia. Passei dias lindos ali e os detalhes da minha estadia você pode conferir também no meu instagram @maricampos. 

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A badalada novidade em Courchevel

A vanguarda da Ultima Collection ganhou nova evidência em dezembro passado, com a inauguração de sua mais nova propriedade em Courchevel, Alpes Franceses. Fiz parte do seleto grupo de jornalistas a conhecerem em primeira mão o novo Ultima Courchevel Belvedere

Localizado em uma nova altitude na badalada estação de esqui, bem entre Courchevel 1650 e Courchevel 1850, são apenas 13 chalés privativos (com até cinco suítes cada) com acesso ski in/ski out, cozinha equipada, varandas com vista para os Alpes, living, sala de jantar, área de serviço e até elevador.

Cada chalé conta com um mordomo dedicado (os “ultimakers”) e tem direito a traslados para diferentes altitudes de Courchevel, chef privativo à disposição no jantar e café da manhã à la carte completo, servido na sua própria residência. 

A propriedade tem também restaurante de culinária internacional, loja de equipamentos de esqui e spa com produtos Swiss Perfection, piscina aquecida com vista para os Alpes, sauna, academia, salão de beleza e hamman. Também dá para conferir os detalhes desta minha estadia no Ultima Courchevel nos destaques do meu Instagram @maricampos.

A próxima inauguração da Ultima Collection deve acontecer ainda nesta primavera europeia, em Cannes, França. Estamos de olho. 

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ILTM Latin America: Rosewood São Paulo

ILTM Latin America e duas ou três coisas sobre a hotelaria de luxo

Evento realizado em março no Fairmont Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana, marcou o início da contagem regressiva para a edição de 2022 da ILTM Latin America. A principal feira no Brasil especializada no mercado de viagens de luxo volta ao Pavilhão da Bienal de São Paulo de 3 a 6 de maio. Com o tema “Evolução do luxo”, reunirá 160 expositores de 30 países e 160 comprados de mais de 20 cidades da América Latina (com exceção do México, que sedia a ILTM North America). No “esquenta” no Fairmont, realizado em parceria com a Panrotas, um painel reuniu Simon Mayle, diretor da ILTM Latin America; Michel Nagy, diretor de Vendas e Marketing do Fairmont Rio; Artur Andrade, editor-chefe da Panrotas, e a jornalista Juliana Saad, que perfilou cinco tipos de viajantes de luxo.

Foi uma agradável noite de final de verão, com um ambiente de alegria e confraternização entre os participantes, a maioria consultores de viagem e operadores. A Panrotas está acompanhando de perto toda a preparação para a feira. Faço aqui apenas um recorte de algumas frases que me chamaram a atenção no evento do Fairmont, o primeiro de porte médio do qual participei depois de dois anos de pandemia.

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“O mercado de ultraluxo está de volta”, aposta Simon Mayle. “O volume de negócios ainda não é o mesmo de antes da pandemia, mas os gastos estão chegando perto”.

Com o recorte da hotelaria, Simon destacou a forte presença na ILTM Latin America do Rosewood, que abriu recentemente em São Paulo (foto no alto); da Belmond, que trará novidades de seus hotéis na África, e da ilha caribenha de St. Barth como um todo.

Como o viajante brasileiro, de luxo ou não, de um modo geral viajou mais pelo país do que para o exterior nestes dois anos, naturalmente a conversa chegou a um ponto crucial de uma experiência de luxo: o serviço. De um modo geral, todos que pediram a palavra reclamaram da qualidade do atendimento. Sabemos que ainda há muito espaço para investir em treinamento no Brasil, mas destaco aqui o depoimento de Wellington Melo, diretor geral do Unique São Paulo, o único a abordar o ponto de vista do funcionário do hotel.

Wellington lembra que, assim como a vida dos clientes mudou durante a pandemia, “os funcionários também desaceleraram”. Muitos, inclusive, constaram que não gostam tanto assim de hotelaria e estão preferindo buscar oportunidades em outras áreas que permitam mais tempo livre para a família, por exemplo. No caso específico do Unique, vários funcionários saíram durante a pandemia e preferiram não retornar. Para manter o nível de excelência de serviço, a solução encontrada por Wellington foi operar o hotel paulistano com apenas 70% da capacidade, enquanto as vagas não são preenchidas.

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Já o Fairmont Rio, sempre com um serviço impecável nas vezes em que me hospedei lá, optou por “olhar para dentro”, como conta Michael Nagy: “A nossa demanda mudou. Se o hotel não se pensar como destino, como não vai existir. O mercado exige novas experiências”.

Leia também: A transformação do Fairmont Rio durante a pandemia

Como exemplo, o Fairmont oferece atividades diversas nos bastidores do hotel, como aulas de coquetelaria e confeitaria, e na praia em frente, onde também inaugurou recentemente um quiosque. Já o bar em frente à piscina do hotel, com vista arrebatadora para Copacabana, conquistou os cariocas durante a pandemia e está sempre cheio.

O serviço de luxo no Brasil pode melhorar sim. Mas é preciso empatia, essa palavra que tanto se falou no início da pandemia, e conexão com o lugar em que o hotel está. Como Simon Mayle reforça, “não há sustentabilidade sem bem-estar, para o viajante e para a comunidade local. O visitante precisa estar mais consciente do lugar onde ele está”.

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Four Seasons Madrid

Madri quer ser polo da hotelaria de luxo

Nos últimos doze meses, a capital espanhola testemunhou a (esperada!) inauguração de propriedades de três das mais luxuosas redes hoteleiras do mundo: Four Seasons Madrid, Mandarin Oriental Ritz Madrid e Rosewood Villa Magna Madrid. E isso parece ser só o começo de uma nova era: Madri quer ser polo da hotelaria de luxo.

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Isso mesmo: em plena pandemia, três das principais redes de hotéis de luxo abriram unidades em Madri, impulsionando um novo projeto da cidade de ser um novo pólo do turismo de luxo na Europa. Primeiro, a rede canadense Four Seasons abriu seu primeiro hotel na Espanha, o Four Seasons Madri, em pleno centro da cidade, começando uma transformação importante na região. Depois, agora em 2021, as duas reaberturas hoteleiras mais esperadas do país aconteceram: os agora Mandarin Oriental Ritz Madrid  (antigo e icônico Ritz Madrid) e Rosewood Villa Magna Madrid (antes Villa Magna, então parte do portfólio da Leading Hotels of the World).

Passei o último mês em viagem pela Espanha e, nos meus vários dias madrileños, fiz questão de me hospedar por alguns dias nas três propriedades recém abertas. Você pode conferir detalhes de todas elas também no meu Instagram @maricampos

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Four Seasons Madrid reestrutura turismo de luxo no centro de Madri

Inaugurado há cerca de um ano no número 3 da Plaza Canalejas, em pleno centro de Madri, a passos da Puerta del Sol, o Four Seasons Madrid (diárias desde 615 euros, mais detalhes sobre valores aqui) ganhou logo ao lado um gigante centro comercial de luxo, as Galerías Canalejas, e uma loja da Hermès no próprio lobby do hotel.

O lobby impressiona, com pé direito gigante, concierge e recepção discretos, bar de canto, uma imponente escadaria e a adorável escultura de KAWS em frente ao hall dos elevadores (parte da imensa coleção de arte espalhada por todo o hotel). Os house cars são inconfundíveis Porsche Panamera estampados com o logo del hotel, que chamam a atenção de todo turista que passa pela região.

Do lado de dentro, quartos espaçosos e muito confortáveis, com luxuosas amenidades Hermès. Os hóspedes todos recebem um safety kit com máscaras cirúrgicas e álcool em gel – e há fartura de displays de álcool em gel em todos os ambientes do hotel.

Os grandes destaques ficam por conta do belo spa na cobertura, com direito a piscina climatizada coberta e deliciosos lounges ao ar livre com vista panorâmica para Madri, e a imperdível Dani Brasserie, o mais gostoso rooftop da cidade, com bar e restaurante. A Dani Brasserie, do chef Dani Garcia, abre para todas as refeições também para não hóspedes e serve um excelente café da manhã com pratos à la carte e buffet assistido (com tudo devidamente protegido e individualizado) incluídos. O serviço ali é irretocável: eficiente e cálido na medida, para fazer jus às vistas espetaculares do local.

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Mandarin Oriental Ritz Madrid dá novo twist ao grande ícone hoteleiro da cidade

O novo Mandarin Oriental Ritz, Madrid (diárias desde 850 euros, mais detalhes sobre valores aqui), reaberto neste 2021 após três anos e 99 milhões de euros de reforma, conseguiu manter todo o charme e a história do hotel mais icônico da cidade, aliado agora a uma vibe contemporânea e cosmopolita. 

Até hoje ligado à realeza espanhola (rei e rainha estiveram por lá durante minha estadia no hotel em outubro, por sinal), o novo Ritz foi inteiramente reformado e remodelado e ganhou espaços incrivelmente convidativos – a começar pelo próprio lobby, que ganhou um balcão de canto e uma impressionante instalação de arte no teto que provoca reflexos lindos conforme a luz do dia e da noite vai mudando.

Os quartos todos contam com vista externa, amenidades da Natura Bissé e uma adorável maleta de couro com secador, difusor e chapinha. As suítes têm também serviço de mordomo incluído e impecáveis (nada mini) minibar e room service. O novo spa tem uma imperdível área de piscinas climatizada e aquecida (ambas cobertas), cujo décor foi pensado para ser uma extensão dos novos banheiros dos quartos de hóspedes. 

A gastronomia todinha do hotel está à cargo do chef Quique Dacosta – inclusive o room service, de longe o melhor de toda minha viagem. O restaurante Palm Court, com décor bastante clássico, mas agora sob uma encantadora cúpula de vidro, recebendo muita luz natural o dia todo (funciona o dia todo e ali é servido também o delicioso café da manhã). Tem um minúsculo Champagne Bar ao fundo, para jantares especiais. Ao lado do Palm Court fica o luxuoso Deessa, o restaurante gourmet de Quique Dacosta, com direito a muito dourado e décor bem contemporâneo. Com tempo bom e temperaturas mais quentes, abrem o El Jardín del Ritz, todinho ao ar livre, no delicioso jardim do hotel.

O maior destaque fica por conta do Pictura, o novíssimo e imperdível bar do hotel. Acessível através de uma porta espelhada ao lado da recepção, o visual do bar impressiona, com quadros de artistas contemporâneos espanhóis retratados como se fossem pinturas expostas no vizinho Museo del Prado. Os barmen parecem saídos de um filme de James Bond e são excelentes; e os drinks, divinos, vêm sempre acompanhados de deliciosas castanhas e amêndoas tostadas e temperadas. 

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Rosewood Madrid Villa Magna consolida a vocação para o luxo do bairro Salamanca

O Rosewood Madrid Villa Magna (diárias a partir de 700 euros, mais detalhes sobre valores aqui) acaba (literalmente) de abrir suas portas em Madri. Após a esperada remodelação dos últimos 15 meses, quando o grupo Rosewood assumiu de fato a propriedade, o hotel foi inaugurado no último dia 22 de outubro – e, menos de uma semana depois, lá estava eu, a primeira jornalista brasileira a se hospedar no hotel. 

A nova entrada inclui um charmoso acesso para os carros e escada e rampa independentes para quem está à pé. A localização no charmoso bairro de Salamanca é excelente, seja para atividades culturais, gastronômicas ou de consumo. Os novos quartos ganharam décor muito elegante e contemporâneo, incluindo belos bar, living e banheiro, com amenidades da Maison Caulières – e kits de segurança sanitária, com máscara e álcool em gel, repostos diariamente. 

O novo hotel ganhou charmosos restaurante e bar – Las Brasas de Castellana e Tarde.O, respectivamente – e deve ganhar um restaurante estrelado até o final do ano. O principal destaque pra mim é a espetacular cafeteria Flor y Nata, o café contemporâneo mais bonito que já vi em Madri.

Também aberta a não hóspedes, a Flor y Nata tem dois charmosos espaços – um sossegado, com poltronas e mesas, e outro com banquetas e mesa alta, para quem quer apenas trabalhar por ali. Cafés e doces excelentes dia e noite, inspirados nas melhores pâtisseries francesas, e atendimento impecável. Das 16 às 19h30 ainda serve diariamente um lauto afternoon tea à la carte, com suas deliciosas pâtisseries incluídas no completíssimo menu (reserva obrigatória). 

O hotel tem também duas charmosas terrazas ao ar livre, um gramado externo para eventos, impactantes recepção e escadaria e inaugurará em breve seu esperado spa.

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As duas suítes mais caras da Espanha

Como Madri quer ser pólo da hotelaria de luxo, seus novos hotéis trouxeram também as suítes mais caras de toda a Espanha. As suítes reais (Royal suite) dos hotéis Four Seasons Hotel Madrid e Mandarin Oriental Ritz, Madrid, podem chegar a impressionantes 20.000 euros mais impostos por noite. 

A do Mandarin Oriental Ritz, situada no primeiro piso e com vista para o Museo del Prado, é opulenta: 228 metros quadrados divididos em sala de jantar, living, studio privado, dormitório circular com closet, banheiro estilo spa (com sauna a vapor e ducha de pedra natural incluídas), dormitório adicional e lavabo. 

A do Four Seasons tem impressionantes 431 metros quadrados e ocupa o que um dia foi o escritório do antigo presidente do Banesto: além de living e espaços quarto e banheiro, tem um imenso closet, escritório, cozinha, dois dormitórios, sua própria academia e até uma curiosa chaminé. 

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Madri quer ser polo da hotelaria de luxo

De fato, Madri quer ser novo polo da hotelaria de luxo e do próprio turismo de luxo na Europa. Em outubro passado, foi lançada a plataforma MDL – Madrid Capital del Lujo, que reune autoridades locais, governo espanhol e diversos empresários e investidores para tentar alavancar o turismo de luxo na capital espanhola. 

Do final de 2021 a meados de 2022, outros hotéis de luxo devem abrir as portas na cidade, incluindo o primeiro hotel da marca W (bem em frente ao Four Seasons Madrid, contribuindo para transformar a Plaza Canalejas em novo hub de luxo madrileño), o primeiro hotel da marca Edition (também da Marriott), o primeiro da rede francesa Evok e ainda o Radisson RED e o CR7 Pestana.  Acompanhe meu instagram @maricampos para conferir mais detalhes sobre o tema e esta viagem.

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Grandes redes estão investindo em resorts all inclusive

Nos últimos dezenove meses, muitas mudanças ocorreram na indústria da hospitalidade, provocadas pela pandemia. Além das transformações e ajustes que se fizeram necessários de 2020 para cá para que hotéis e pousadas se adequassem aos novos tempos, temos visto também a aceleração de alguns movimentos e tendências que já tinham começado no pré-pandemia. E é nesse contexto que um desses movimentos chama a atenção: grandes redes estão investindo em resorts all inclusive. E de maneira cada vez mais consistente.

Algumas das maiores redes hoteleiras do mundo, incluindo Marriott, Hyatt, Hilton e Wyndham, por exemplo, têm investido bastante nisso ultimamente. Entre 2020 e 2021, diferentes marcas hoteleiras que nunca tinham apostado nesse nicho investiram em portfólios all inclusive – tanto em rebranding de hotéis existentes como no lançamento de propriedades novinhas em folha. Mesmo redes que nunca primaram exatamente pelos padrões de serviço estão entrando nessa onda – e até o mercado de luxo quer uma fatia cada vez maior deste segmento.

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Crédito: Westin Porto de Galinhas / Divulgação

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Grandes redes estão investindo em resorts all inclusive

A Wyndham Hotels & Resorts, por exemplo, criou a marca Wyndham Alltra, a primeira do grupo inteiramente dedicada a resorts tudo incluído. Definida de maneira controversa como “upper midscale”, a nova marca se aliou à Playa Hotels and Resorts e está convertendo duas propriedades em Cancun e Playa del Carmen nas primeiras unidades da nova Wyndham Alltra – uma delas exclusiva para adultos. A rede comunicou recentemente que anúncios de novas unidades da marca all inclusive virão em breve. 

A Hilton Hotels também anunciou recentemente dois novos resorts all inclusive em seu portfólio no México. O grupo Hyatt, dono dos já populares Hyatt Zilara e Hyatt Ziva, comprou o Apple Leisure Group e, assim, adquiriu também os Secrets Resorts and Spas, famosos por seus resorts com tudo incluído em diferentes destinos.

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Foto: Marriott/Divulgação

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A Marriott, que já andava flertando com o nicho dos all inclusive há mais tempo, inaugurou nada menos que vinte novas propriedades all inclusive. E anunciou que deve abrir outras 33 (!) até 2025, incluindo um Westin All Inclusive em Porto de Galinhas (PE). O programa All-Inclusive by Marriott Bonvoy parece estar fazendo sucesso, principalmente entre turistas norte-americanos. 

O grande diferencial da Marriott é que, ao contrário de outras redes que chegam agora aos resorts tudo incluído, ela não está focando apenas nos típicos resorts de categoria turística tão comuns ao nicho. Algumas de suas novas propriedades all inclusive fazem parte do luxuoso portfólio da Autograph Collection, o que tem elevado o conceito de “tudo incluído” a outro patamar.

A longo prazo, a rede planeja incluir também marcas como W e The Ritz-Carlton no nicho all inclusive. A ideia da Marriott é deixar o clássico estereótipo dos resorts all inclusive (comida ruim, quartos caídos, buffets com filas intermináveis, drinks aguados etc) definitivamente para trás.

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Crédito: Marriott/Divulgação

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Mudança de mentalidade dos viajantes  

Depois de tanto tempo em casa durante a pandemia, retomar as viagens após completar o processo vacinal tem sido atividade repleta de desafios e inseguranças para a maioria dos turistas – principalmente se a viagem for internacional (tenho falado um pouco sobre isso também no meu Instagram @maricampos).

A maior procura por propriedades all inclusive pode muito bem estar também associada à ideia de “segurança” que ela muitas vezes traz: mais espaço nos resorts para praticar o distanciamento social, tudo organizado sob o mesmo conjunto de protocolos e regras, senso de familiaridade com os processos cotidianos e nada de surpresas financeiras na hora do check out. 

Vale lembrar que muitos resorts em diferentes destinos estão criando também suas pequenas “bolhas” de segurança ao exigir certificados de vacinação ou testes negativos de Covid-19 como condição fundamental para aceitar a reserva e efetuar o check-in.  

Não à toa, grandes redes estão investindo em resorts all inclusive cada vez mais. Seus executivos defendem que estudos recentes mostram cada vez mais viajantes, de diferentes perfis sócio-econômicos e de diferentes nacionalidades, interessados pela ideia das férias com tudo incluído

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Crédito: Marriott/Divulgação

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Até os mais jovens estão mais abertos aos resorts all inclusive

Um relatório da STR para a Marriott mostrou que mesmo no pré-pandemia a tendência de valorização dos resorts tudo incluído já existia. No primeiro semestre de 2019, hotéis all inclusive teriam gerado $7.9 bilhões em vendas, o que já representava um aumento de 20% em relação aos cinco anos anteriores.

Junto com o relatório, a Marriott também divulgou uma pesquisa online feita com norte-americanos em julho deste ano na qual 54% dos entrevistados afirmaram considerar um resort all inclusive para as próximas férias – número que salta para 70% na faixa de entrevistados entre 18 e 34 anos. No estudo, 75% dos entrevistados disseram ainda que vêm resorts tudo incluído como opções seguras para as primeiras viagens pós lockdown e 84% afirmaram dar preferência a marcas com as quais estejam familiarizados na hora de escolher a hospedagem, independente do destino.

Atingir viajantes mais jovens com propriedades all inclusive pode ser mesmo um diferencial importantíssimo para as grandes redes – inclusive a longo prazo, trabalhando bem a lealdade à marca ao longo da vida do hóspede. Vale lembrar que a Marriott é hoje não apenas a maior rede operadora de hotéis do planeta com também dona de um dos mais bem-sucedidos e utilizados programas de fidelidade da indústria da hospitalidade.

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Foco nas experiências

Mesmo hotéis que não têm planos de se tornar tudo incluído passaram a oferecer gama muito maior de serviços e experiências aos hóspedes durante a pandemia.  Pousadas, hotéis boutique, unidades de grandes redes e resorts, todos tiveram que se adaptar nos últimos dezenove meses. E o chamado “turismo de experiência” ganhou ainda mais força no mundo e no Brasil durante a pandemia. 

O Amplia Mundo e a Braztoa, por exemplo, se uniram para criar cursos destinados a pequenos negócios do turismo para que sejam capazes de criar experiências interessantes e seguras para atrair a demanda reprimida de viajantes – e têm casos hoje de membros da comunidade que aumentaram em impressionantes 1000% seu ticket médio neste ano. 

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No nicho do turismo de luxo, os hotéis Fasano são um bom exemplo do investimento pesado na criação de novas experiências para os hóspedes nestes novos tempos. Até o site do grupo foi agora remodelado para que as reservas já possam ser feitas ali mesmo com as experiências durante a estadia incluídas – reforçando a tendência de “simplificação das férias” apontada pelas pesquisas internacionais. 

O Fasano Angra, por exemplo, aproveitou os atrativos naturais e culturais da Costa Verde para apostar no turismo de experiência. Dentre as novas atividades lançadas pelo resort neste semestre estão caminhada pela Trilha do Ouro com degustação de plantas comestíveis da região, travessia de SUP pela baía de Angra, canoagem pelo manguezal e Rio Grande, piquenique personalizado no bosque e jantar privativo ao luar.

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Piscinas da pousada Estrela d'Água, em Trancoso | Foto: Carla Lencastre

Estrela d’Água: hospedagem pé na areia em Trancoso

Que saudade que eu estava da Bahia! Estou recomeçando a viajar pelo Brasil e priorizando destinos de natureza. Depois de uns dias perfeito no Kilombo Villas, ao lado da Praia da Pipa (RN), sobre o qual escrevi aqui, voltei ao Nordeste. Desta vez, o destino foi o Sul da Bahia. Em Trancoso, me hospedei na Estrela d’Água, uma das pousadas mais charmosas e confortáveis da região, a 1h30m de carro do Aeroporto de Porto Seguro.

Foram dias deliciosos de sal e sol. A Estrela é conhecida em Trancoso por ter sido “a casa da Gal”. No caso, Gal Costa, a cantora. A pousada é um clássico local, que vai completar 23 anos. Fica em um terreno 23 mil m² de frente para o mar, em meio a Mata Atlântica e com acesso direto à Praia dos Nativos. O Quadrado está a dez minutos de carro, e o preço do trajeto de táxi é tabelado: cada trecho de ida e volta da pousada custa sempre R$ 30.

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Como são as acomodações

A Estrela d’Água tem 20 suítes (a partir de 40 m²), com jardim ou varanda, e oito bangalôs, que podem chegar a 200 m², distribuídos pelos jardins da propriedade. Fiquei em um dos bangalôs com piscina, ótimo para quem busca privacidade. O jardim privativo do bangalô, além da piscina com espreguiçadeiras, tem um gazebo daqueles onde dá vontade de passar horas, inclusive à noite, admirando o céu estrelado e ouvindo o silêncio.

O espaçoso quarto, com objetos de artistas locais na decoração, dispõe de cama de casal com mosquiteiro, sofá que pode virar cama extra, escrivaninha, armário e minibar bem abastecido, incluindo cafeteira e cápsulas de café expresso de cortesia, o que é sempre gentil. O amplo banheiro, com duas pias, tem ainda uma banheira de hidromassagem. As amenidades são Trousseau, em embalagens de vidro reutilizáveis. O Wi-Fi funciona bem.

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Gastronomia na Estrela d’Água

A pousada tem o Bar da Costa e o restaurante Aldeia de São João, de cozinha brasileira e contemporânea, além de um sushi bar em parte da semana. As mesas são decoradas com álcool em gel e ficam em varandas abertas. O bar, entre as duas piscinas e a praia, serve petiscos e refeições ao longo do dia e o menu está disponível também por QR code. Há um serviço de praia para atender quem estiver nas espreguiçadeiras em frente.

No restaurante é servido o jantar e o café da manhã, esta sem dúvida a melhor refeição da Estrela e incluída em todas as diárias. O delicioso café é à la carte, com um menu que muda ligeiramente a cada dia, sempre privilegiando o que é feito na própria pousada. Nas outras refeições não tive muita sorte. À noite, o melhor foi um negroni perfeito ao som das ondas quebrando na praia. Tudo em Trancoso custa caro, a gente sabe, e na Estrela d’Água não é diferente.

Toda as garrafas de água da pousada são de plástico, tanto no restaurante quanto nos quartos. Conversei com vários funcionários, a maioria da região, sobre o excesso de plástico de uso único em uma propriedade tão bem integrada à natureza. Ouvi frases como “outras pessoas já falaram sobre isso” ou “os hóspedes agora deram para reclamar de garrafa de plástico”. Os comentários só reforçam a minha convicção de que é fundamental que cada um de nós faça a sua parte.

O bar da piscina tem água filtrada nas torneiras e é um bom lugar para abastecer a sua garrafinha antes de sair para caminhar na praia quase deserta. A minha garrafa era sempre devolvida com um simpático “as tartarugas-marinhas agradecem” ou “os corais agradecem”. O restaurante, se você pedir, serve água filtrada no copo. Para amenizar o excesso de descartáveis, a Estrela começou recentemente a separar as tampinhas das garrafas para a Recicla Sul da Bahia, empresa de eventos sustentáveis que produz objetos com plástico reciclado.

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Serviço

A Estrela d’Água faz parte das associações Roteiros de Charme, Tablet Hotels, Condé Nast Johansens e Brazilian Luxury Travel Association (BLTA). Foi reconhecida com o CN Johansens Awards for Excellence por duas vezes consecutivas, em 2019 e 2020. Diárias para duas pessoas, no final de outubro, custam a partir de R$ 2.015, com café da manhã incluído.

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