JW Marriott Panama

Como ficou a renovação do JW Marriott Panamá

Debruçada sobre a borda piscina, há oceano a perder de vista de um lado, com os navios enfileirados para atravessar o canal. Do outro, parte do inconfundível “skyline” da capital panamenha se alinha ao edifício que desce treze andares abaixo de onde estou – e que se estende bem além acima de mim, é o mais alto edifício da América Central: trata-se do renovado JW Marriott Panamá, na capital panamenha.

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A renovação do JW Marriott Panamá, que acaba de ser concluída, deixou ainda mais gostoso seu maior atrativo: o complexo de piscinas de borda infinita no 13o. andar, com vistas fantásticas para o mar e para o famoso skyline da área mais moderna da Cidade do Panamá. Mas trouxe muito mais novidades também, é claro.

Erguido em Punta Pacífica, uma área de alto padrão próxima ao shopping Multiplaza (com transfer ida e volta cortesia, inclusive) e diversos restaurantes, e à beira da Baía do Panamá, o edifício que já foi o Trump Ocean Club em outros tempos chega agora à sua melhor forma sob a bandeira JW Marriott

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JW Marriott Panama
foto: Mari Campos

O lobby de pé-direito generoso (a recepção fica somente alguns andares acima, já que o hotel divide o edifício com algumas salas comerciais) dá o spoiler do tamanho da propriedade, com muitas acomodações (são 320 no total) e áreas sociais bastante amplas.

As muitas janelas em toda parte, vários terraços, acomodações todas com varanda e os elevadores panorâmicos deixam claro que o destino é a grande vedete por ali: somos sempre convidados a olhar para fora, seja o mar ou a cidade.

Nesta nova fase, com sua renovação concluída, o JW Marriott Panamá ganhou mais bossa, novos menus, novo décor e até o mais alto rooftop bar da cidade, o delicioso ALMA, com vistas espetaculares a partir do último andar do edifício.

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JW Marriott Panama
foto: Mari Campos

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Um novo JW Marriott Panamá

Nesta nova fase do JW Marriott Panamá, não apenas as 320 acomodações foram renovadas como o projeto ganhou 40 suítes. Os quartos, todos muito espaçosos, adotam uma estética bastante contemporânea, incluindo alguns carpetes inspirados em paisagens panamenhas e uma parte do mobiliário feita em madeira ecológica.

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O minibar das acomodações ganhou destaque no novo design, incluído em um móvel com espelho nos mesmos tons neutros do restante do ambiente, o que dá ainda mais sensação de amplitude ao cômodo.

Algumas acomodações incluem também espaçosos livings e área de refeições e as varandas, mesmo com o calor constante do destino, são uma delícia: vale cacifar uma com vista (sempre parcial) para o mar.

Embora a configuração dos espaços de uma mesma categoria possa mudar bastante dependendo da localização da acomodação no hotel, os banheiros ficaram ainda mais espaçosos, especialmente nas suítes e junior suites, com direito a grandes duchas e novas banheiras de imersão.

Há uma nova onda gastronômica também no JW Marriott. O restaurante e bar Azul, localizado junto ao complexo de piscinas, é uma delícia (sobretudo na área sombreada ao ar livre) para um almoço mais light e informal, com vista para o mar e o skyline panamenho. Fica aberto das 7h às 20h. 

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Já o novo restaurante MASI, aberto o dia todo, inclusive para não hóspedes, é focado em cozinha panamenha, trabalhando sabores, receitas e ingredientes locais de maneira contemporânea. O serviço é muito atencioso e os ceviches da casa são todos excelentes!

É ali também que é servido diariamente o café da manhã em estilo buffet do hotel, incluído em algumas das diárias. O buffet é bem montado e bastante variado, e é possível pedir ovos feitos na hora também.

Há ainda um lobby bar, o bar de vinhos Cava 15, uma grande academia com vista e um Executive Lounge, acessível para clientes elite do Marriott Bonvoy e hóspedes das acomodações Executive.

No entanto, apesar de bastante grande, aconchegante, com ambientes interno e externo, o Executive Lounge decepciona um bocado quem está acostumado com o espaço em outras propriedades Marriott: tem apenas um bastante limitado serviço de café da manhã cortesia pela manhã, cafés e refrigerantes cortesia durante o dia e um pequeno serviço noturno de hors d’oeuvres, com petiscos e sobremesas – mas sem bebidas.

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JW Marriott Panama
foto: Mari Campos

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Relax e bons drinks

Mas o maior trunfo do renovado JW Marriott Panamá tem nome e sobrenome: o complexo de piscinas do 13o. andar e o novíssimo rooftop bar ALMA.

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O hotel tem distintas piscinas externas, incluindo duas de borda infinita, com aquela deliciosa combinação de mar e horizonte de um lado, quase da mesma cor da água da própria piscina, e mar, rochas e skyline urbano do outro. Numa manhã mais fresquinha, antes do sol a pino se instalar, é difícil sair dali.

Com pinta de resort urbano, o enorme espaço, do qual o restaurante Azul também faz parte, tem bar dedicado e diversas espreguiçadeiras, incluindo algumas disputadas unidades instaladas literalmente com o pé na água, nas infinity pools.

No finalzinho da tarde, o espaço é também ótima pedida para pedir uma bebida qualquer e assistir à mudança das cores sobre a baía até a chegada do anoitecer.

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Já o novo rooftop bar ALMA, o mais alto de toda a América Central, se converteu rapidamente no mais disputado espaço noturno da cidade. Tanto hóspedes quanto passantes devem obrigatoriamente reservar antecipadamente a visita.

Instalado no 66º andar do JW Marriott Panamá, o espaço conta com três pequenos ambientes (incluindo dois pares de mesas externas), ladeando um espelho d’agua, com vistas realmente panorâmicas para a cidade e a baía.

A carta tem uma interessante seleção de drinks autorais, mas a equipe de bartenders se encarrega também de preparar todos os clássicos. E é possível pedir também saborosos petiscos e até sobremesas para harmonizar com as bebidas. Recomendo a visita, mesmo para quem não fique hospedado no hotel.

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Espanha Futebol

Como o Futebol movimenta a hospitalidade espanhola

O mercado global de turismo esportivo está em plena – e contínua – expansão neste 2026. Deverá atingir dois trilhões de dólares até 2030. E, dentre efeitos claramente sentidos por grandes eventos internacionais (como Copa do Mundo, Olimpíadas, NFL, abertos de tênis etc), tem sido muito interessante observar como o futebol movimenta a hospitalidade espanhola ao longo de todo o ano.

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O turismo esportivo tem se revelado um dos segmentos com maior potencial para reduzir a sazonalidade destinos. E a Espanha vem se destacando bastante neste segmento, diversificando através dele o setor turístico nacional – em grande parte graças aos jogos da LALIGA, a “primeira divisão” do futebol profissional masculino espanhol.

E, em se tratando de viajantes da América Latina, o crescimento parece estar sendo ainda mais rápido quando o assunto é futebol, em movimento em boa parte impulsionado pelos jogadores latinos na LALIGA – inclusive brasileiros, é claro.

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Espanha Futebol
foto: Mari Campos

O último relatório do nicho da CHUBB Seguros (uma das maiores companhias de seguros do mundo, seguradora oficial do campeonato de futebol LALIGA na América Latina) garante que mais de 5,1 milhões de turistas latino americanos viajaram à Espanha motivados pelo turismo esportivo, com gasto médio 47% maior que o de um viajante convencional.

Relatório do Instituto Nacional de Estatística Espanhola mostra que o país recebeu, sozinho, no ano passado, mais de 3 milhões de turistas internacionais cuja principal razão de visita foi assistir a ou participar de eventos desportivos. Só entre 2023 e 2024 esse nicho cresceu 17% na Espanha, e o gap parece estar ficando positivamente maior a cada ano.

O Observatório Espanhol de Esportes divulgou que o turismo esportivo injetou bilhões de euros à economia espanhola em 2024 e 2025. Cada vez mais especialistas do setor acreditam que a Espanha se torne a grande potência internacional deste tipo de turismo até 2030 – quando o nicho pode atingir dois trilhões de dólares. E a hospitalidade no país vem ganhando bastante com isso.

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Four Seasons Madrid
Four Seasons Madrid. Foto: Mari Campos

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Turismo esportivo como motor econômico para hospitalidade

O relatório Perspectivas do Turismo da Exceltur do ano passado já indicava que a demanda por atividades esportivas e do chamado “lazer ativo” cresceu 12,4% só em 2024. Dados preliminares do setor mostram que esse recorde foi batido com folga em 2025 – e os prognósticos para este 2026 são excelentes.

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Só no Brasil, segundo o relatório da CHUBB Seguros (que opera em mais de 50 países), três em cada quatro viajantes afirmam já ter visitado um destino motivados por eventos e experiências esportivas. E 68% dos entrevistados dizem ser muito provável escolher um próximo destino de férias pela possibilidade de vivenciar ali algo relacionado ao seu esporte favorito.

O turismo esportivo se tornou uma espécie de mina de ouro para o setor turístico e o futebol movimenta a hospitalidade espanhola, o ano todo, colaborando para diminuir a sazonalidade do setor.

Há um aumento significativo nas reservas hoteleiras em períodos de jogos, da capital espanhola (hotéis como Four Seasons Hotel Madrid, Mandarin Oriental Ritz Madrid e Intercontinental Madrid têm visto de perto o aumento no número de reservas nestas datas) aos destinos espanhóis menos conhecidos.

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Mandarin Oriental Ritz Madrid
Mandarin Oriental Ritz Madrid. Foto: Mari Campos

Hotéis dos mais variados nichos, da capital ao interior, têm criado pacotes especiais para estadias em períodos de jogos da LALIGA ou de outros grandes eventos esportivos. O The Palace, a Luxury Collection Hotel, Madrid é um dos que frequentemente oferece estadias com experiências relacionadas ao futebol, incluindo acesso a camarotes VIP nos estádios ou o disputado tour do Santiago Barnabéu.

O clássico Hotel de la Reconquista, em Oviedo, propriedade histórica tombada que agora é administrada pelo grupo Eurostars, vê as reservas dispararem nas semanas de jogos do Real Oviedo na cidade.

A Meliá Hotels International e a LALIGA têm um acordo de patrocínio que une as duas grandes marcas espanholas e também beneficia os hóspedes das propriedades da rede. Membros do programa de fidelidade MeliáRewards podem receber ingressos cortesia para jogos, fazer tours exclusivos pelos estádios e participar de encontros com jogadores, por exemplo.

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Intercontinental Madrid
Intercontinental Madrid. Foto: Mari Campos

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Turismo esportivo colaborando para o fim da sazonalidade

Essa busca, ao contrário de outros nichos do turismo, tem se mantido estável durante todo o ano, e não apenas na alta temporada. E o perfil do turista esportivo vem se tornando mais “internacional”, com cada vez mais gente de diferentes nacionalidades viajando especificamente para acompanhar um evento esportivo – e, claro, conjugar a experiência com boa mesa e outras atrações turísticas.

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A despesa média do turista esportivo é consideravelmente maior que a do turista de lazer padrão. O esporte tornou-se importante motor da economia local, regional e nacional – e também da saúde financeira de hotéis e restaurantes.

Assim, a buena onda não se restringe à hotelaria: há cada vez mais renda proveniente dos estádios da LALIGA, nas mais distintas frentes de negócios, de compras a gastronomia.

Espanha Futebol
Detalhe do restaurante de Fernando Canales no estadio do Athletic Bilbao. foto: Mari Campos

O chef celebridade Fernando Canales, por exemplo, abriu até um restaurante de alta gastronomia dentro do espetacular estádio do Athletic de Bilbao. E se tornou a maior e mais bem sucedida de suas casas. E muitos outros negócios agora também têm seu sucesso atrelado às equipes e ao calendário do futebol espanhol.

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Pude acompanhar isso na prática, no finalzinho de 2025, viajando de Madri a San Sebastián, no País Basco, enquanto acompanhava jogos e eventos da LALIGA e visitava alguns dos destinos mais gostosos da Espanha. Uma viagem deliciosa, conhecendo mais sobre equipes como Real Madrid, Atletico de Madrid, Real Oviedo, Athletic Club, R.Racing Club e Real Sociedad de Fútbol.

Espanha Futebol
foto: Mari Campos

Ao longo de pouco mais de uma semana viajando pela Espanha, pude entender como seus emocionantes jogos, eventos diversos e seus ótimos museus de futebol estão diretamente ligados à alta ocupação da hotelaria local e regional, e como interferem em toda a arrecadação turística dos destinos nos quais se localizam.

Como bem disse Lucas Burón, vice-presidente regional de Seguro Viagem da Chubb na América Latina, “viajar motivado pelo futebol é sempre uma experiência emocionante”. Viva o turismo esportivo!

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