Mandarin Oriental Hong Kong

Como estão as reaberturas de hotéis na Europa e na Ásia

Hotéis na Europa começaram a reabrir este mês. Na China, onde as operações foram retomadas há algumas semanas, algumas propriedades apresentam boas taxas de ocupação. Tanto no continente europeu quanto no asiático, esta primeira fase de reabertura da hotelaria é voltada para o público regional. Ainda que os cenários locais sejam muito diferentes do Brasil, por enquanto é o que temos de referência para nos preparar. Algumas modificações parecem temporárias, como restaurantes fechados. Outras provavelmente chegaram para ficar, como protocolos de limpeza mais rígidos, já anunciados por diversos grupos hoteleiros, inclusive brasileiros, e check-in touchless.

Atualização: Em 12 de maio, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC na sigla em inglês) anunciou protocolos globais para a segurança sanitária na hotelaria, entre outros setores. As medidas (em inglês) estão neste link.

Sala de uma das suítes do La Réserve Paris | Foto de Carla Lencastre

La Réserve Paris foi o primeiro hotel palácio da capital francesa a reabrir, seguindo novos procedimentos de higienização e de distanciamento social. Neste primeiro momento, o hotel está recebendo apenas moradores da cidade ou dos arredores. Seus dois restaurantes e o bar permanecem fechados. Mas a cozinha também voltou a funcionar e as diárias incluem café da manhã e jantar, servidos nas acomodações (são 25 suítes e 15 quartos). O restaurante Le Gabriel, com duas estrelas Michelin, agora entrega em casa. Na Suíça, o La Réserve Genève reabriu e o La Réserve Eden au Lac Zürich está previsto para 11 de maio.

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Leia mais: Como é se hospedar no La Réserve Paris (antes da covid-19)

Um dos quartos do novo Club Med Alpe d’Huez, na França | Foto de divulgação

Ainda na França, e na Itália, o Club Med pretende reabrir seus resorts de neve em julho para receber moradores dos dois países, que geralmente viajariam para outros lugares no verão. Tiago Varalli, diretor do Club Med Brasil, contou em uma live Check Point, na Panrotas, que os resorts de inverno do grupo na França e na Itália, em princípio, funcionarão nos meses de julho e agosto.

Em seu site, o Club Med listou oito novas medidas de segurança sanitária, como medição diária de temperatura de todos os hóspedes, funcionários (serão todos testados antes de retornar ao trabalho) e fornecedores. Um bloco de quartos será reservado para isolamento, caso apareça alguma suspeita de covid-19. Já os bufês de refeições self-service, tão amados pelos brasileiros no Club Med e em outros resorts, ficarão no verão passado. Os resorts do grupo francês continuarão com bufês e o hóspede pode escolher o que quiser, mas agora funcionários montarão os pratos. No Brasil, por enquanto os planos do Club Med são reabrir seus três resorts (nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) em julho.

Leia mais: O que muda na limpeza dos hotéis com o coronavírus

Na China, onde o grupo reabriu dois de seus quatro resorts, Varalli diz que a taxa de ocupação tem chegado perto de 100%, apenas com o turismo regional. Mais uma vez, vale lembrar que a China vem de uma situação econômica antes da pandemia bem diferente da brasileira.

O novo Regent Shanghai Pudong | Foto de Ken Seet

Uma ação da hotelaria em Hong Kong deixa claro como os cenários são diversos, mas ainda assim é inspiradora. Hotéis de luxo uniram forças e criaram uma aliança que seria impensável em tempos pré-covid-19. Oito grupos hoteleiros, entre eles Mandarin Oriental (foto no alto do texto), Peninsula, Rosewood e Shangri-La, formaram a aliança Heritage Tourism Brands. Hong Kong já sofria com a queda de visitantes antes do coronavírus, por conta dos protestos políticos. A ideia da aliança é defender de maneira unificada junto a órgãos como o Hong Kong Tourism Board e a Hong Kong Hotel Association a posição da hotelaria de luxo nos planos de reconstrução do turismo. Segundo a plataforma especializada na indústria de viagens Skift, o escritório de turismo local planeja investir US$ 52 milhões agora em junho para ajudar a recuperação do setor de viagens. Formado por alguns dos empresários mais ricos de Hong Kong, o objetivo vai além de fazer lobby. O grupo pretende também criar um fundo próprio para financiar a promoção de seus hotéis na própria Hong Kong, fazendo parcerias com atrações turísticas da cidade para criar experiências voltadas para os moradores.

Da China veio também a primeira notícia de um novo hotel em tempos de crise. O InterContinental Hotel Group (IHG) inaugura em 16 de maio o Regent Shanghai Pudong, e continua com planos de expansão da marca de luxo na Ásia. Vietnã seria o próximo país. Na realidade, o hotel de Xangai não chega a ser inteiramente novo. É uma troca de bandeira: a propriedade hoje é o Four Seasons Pudong. Vale o registro de que há vida pós-pandemia.

Clique aqui para ler todos os nossos textos sobre hotelaria e coranavírus

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Piscina na cobertura do hotel The One, em Barcelona

Hotel Inspectors Awards: melhores hotéis de 2019, parte 2

Nestas últimas semanas do ano estive na Europa, enquanto a inspector Mari Campos viajava pela África. Voltamos com uma lista de novas resenhas dos hotéis nos quais nos hospedamos. E, também, com novidades do mercado hoteleiro. Mas ficam para 2020. Antes disso deixo aqui o meu top 5 de melhores hotéis de 2019. Em ordem cronológica, e não de preferência.

Você confere o Hotel Inspectors Awards da Mari clicando aqui.

La Réserve Paris Hotel & Spa. Final de março, início de primavera ainda com jeito de inverno, voltei a este hotel boutique de luxo, onde me hospedei em uma suíte com vista para a cúpula do Grand Palais. Ao longo de 2019, o La Réserve, com apenas 40 quartos e suítes, acumulou prêmios. Entre eles, foi eleito o melhor hotel de Paris pela revista americana Travel+Leisure, por conta da gastronomia, da localização e do serviço. Em seguida, ganhou o prêmio de melhor experiência gastronômica durante a Virtuoso Travel Week, evento anual que reúne os membros da associação de viagens de luxo.

Melhor lembrança: a piscina no subsolo, extensa o suficiente para nadar.

A minha review do La Réserve Paris está neste link

A piscina do premiado hotel La Réserve Paris
A piscina do premiado La Réserve Paris | Foto de Carla Lencastre

Mandarin Oriental Hyde Park London. Um mês depois da experiência no La Réserve, me hospedei no então recém-reaberto Molon, um hotel excepcional. E premiado também pela Virtuoso: a gerente geral, Amanda Hyndman, foi eleita a hoteleira do ano. Depois de passar pela maior renovação da história do prédio centenário, o hotel de 181 quartos, entre o Hyde Park e a movimentada Knightsbridge (endereço da Harrods), está deslumbrante. Serviço primoroso, arte por toda a parte, gastronomia de primeira.

Melhor lembrança: reconhecimento facial, algo que sempre me impressiona em um hotel. Fui chamada pelo nome desde o momento que saí do táxi.

Você pode ler a resenha sobre o Mandarin Oriental Hyde Park London aqui

Leia mais: Os novos hotéis e spas cinco estrelas no Forbes Travel Guide 2020

Sala de uma das suítes do renovado hotel de luxo Mandarin Oriental Hyde Park London
Sala de uma das suítes do renovado Mandarin Oriental London | Foto de Carla Lencastre

The Inn at Death Valley. No deserto californiano do Vale da Morte, a 86 metros abaixo do nível do mar, há um oásis glamouroso e sustentável. Cercado por uma paisagem surreal que parece de outro planeta, este resort com 66 quartos e 11 casitas, renovado em 2018, fica a apenas duas horas de carro de Las Vegas, no Oasis at Death Valley. Foi uma das boas (e quentes) surpresas do ano, às vésperas do verão nos EUA. Detox digital incluído.

Melhor lembrança: os terraços ao ar livre para observar o céu estrelado.

A review do The Inn at Death Valley está aqui

A paisagem do surpreendente hotel Inn at Death Valley, na Califórnia, que fica em um oásis no deserto do Vale da Morte
O cenário do surpreendente Inn at Death Valley, na Califórnia | Foto de Carla Lencastre

Memmo Príncipe Real. Hotel boutique de luxo, onde me hospedei no outono de Lisboa, há menos de um mês. Fica no animado e elegante Príncipe Real, com vistas incríveis para a cidade. Quartos modernos e repletos de detalhes charmosos, bom restaurante, ótimo serviço. Em breve conto mais.

Melhor lembrança: as amenidades no quarto, dos pastéis de nata feitos no próprio hotel ao kit completo para preparar um Portônica.

Quarto com vista para Lisboa no hotel boutique de luxo Memmo Príncipe Real
Quarto com vista para Lisboa no Memmo Príncipe Real | Foto de Carla Lencastre

The One Barcelona. Estive em Barcelona logo depois de Lisboa, a caminho da ILTM Cannes. Ao lado da La Pedrera, de Gaudí, e quase na esquina do Passeig de Gràcia, The One tem ótima localização e um delicioso restaurante de alta gastronomia, o Somni. Outro hotel sobre o qual você ainda lerá aqui.

Melhor lembrança: a cobertura com piscina (foto no alto do texto) e vista para as torres da Sagrada Família, de um lado, e o terraço de La Pedrera, do outro.

Como é se hospedar no The One Palácio da Anunciada, novo hotel de luxo em Lisboa

Na ILTM Cannes, Rosewood anuncia data de abertura do hotel em São Paulo

Este é o último texto do Hotel Inspectors este ano. Voltamos em 2020 na semana de 6 de janeiro. Ao longo de 2019 vimos nossa audiência crescer muito e só temos a agradecer pela companhia e o interesse.

Entre nossos textos mais lidos há temas tão diferentes quanto o novo Fairmont Rio de Janeiro, os bangalôs overwater de Bora Bora, os lodges africanos de safári, a hotelaria nas Maldivas. Em 2020 tem muito mais.

Obrigada pela leitura, boas festas e feliz Ano Novo!

PS. Você pode conferir os melhores hotéis do meu 2018 aqui e aqui.

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Novidades na hotelaria novaiorquina

Já tem um tempinho que Nova York entendeu que era preciso inovar para renovar a hotelaria da cidade. Nos últimos cinco anos, diversos hotéis passaram por renovações e super liftings, e vários novos hotéis abriram suas portas na cidade, em distintos cantos.

Uma grande mudança foi a abertura da segunda unidade do grupo Four Seasons na até então mais isolada Downtown em 2016. O Four Seasons New York Downtown contribuiu enormemente para redesenhar a região, que se configura cada vez mais como uma excelente localização de hospedagem para quem quer explorar a cidade tanto em distintos cantos de Manhattan como também em outros distritos e vizinhanças. E o hotel ainda tem um belíssimo spa e uma filial do CUT by Wolfgan Puck.

Hoje, Downtown conta com um clima muito mais gostoso e tipicamente novaiorquino, com excitantes novos bares, novos cafés, novos restaurantes e dois grandes complexos de compras mais upscale, o Brooksfield Place e o mall Westfield, anexo à genial obra de Calatrava, o Oculus – e com muito menos fluxo de turistas que outros cantos da cidade. A região também ganhou diversas novas atrações, como o imperdível One World Observatory e o Museu e Memorial de 11 de setembro. E ganhou também novas opções em hospedagem, como as residências do AKA Wall Street, hotel membro da Preferred Hotels, para quem fica mais tempo na cidade e quer contar com a conveniência de um apartamento completo, com serviço incluído.

Mesmo os hotéis mais clássicos entenderam que é preciso reinventar e se adaptar aos novos tempos e novos perfis de público – principalmente na hotelaria de luxo. Um caso excelente é o do Mandarin Oriental New York que passou por remodelação, mas segue sendo um clássico na cidade – e adicionou aos seus atrativos grandes sacadas, como o genial bar The Aviary, filial da unidade premiada de Chicago. Instalado no 35o andar, oferece pratos e drinks fora do comum (espere malabarismos, cozinha molecular, nitrogênio líquido etc) e vistas panorâmicas para o Central Park.

Detalhe de uma das estrelas do cardápio do The Aviary, no Mandarin Oriental New York. Foto: Mari Campos

Fora de Manhattan, hotéis cada vez mais transados e focados nos millennials e hipsters entenderam que uma bela vista é fundamental para quem explora outros boroughs. Bom exemplo disso são os novos hotéis no Brooklyn e Williamsburg, sempre investindo em rooftop bars e/ou piscinas externas com vista. O belo Equinox Hotel New York, aberto recentemente em Hudson Yards, também entendeu esta máxima rapidinha e acertou imensamente nos janelões dos quartos, no delicioso rooftop e na escandalosa piscina com vista para Manhattan e uma visão privilegiada do The Vessel (que já é, aliás, o monumento mais fotografado de Nova York hoje).

O The Vessel visto do rooftop do Equinox Hotel, em Nova York. Foto: Mari Campos.

Em visita à cidade na semana passada (com apoio do NYCgo e da Copa Airlines), acompanhei pessoalmente a abertura de outros dois novos hotéis de estilos e budgets bem diferentes, e em pontos distintos de Manhattan. Primeiro, o belo Conrad New York Midtown, que abriu suas portas oficialmente no último dia primeiro de setembro. O hotel, que ocupa o edifício do antigo London Hotel, passou por um extreme makeover e reabriu inteiramente reformado.

Os quartos (que incluem sempre cápsulas de café e chás sem custos) ficaram todos espaçosos e elegantes, com cores discretas, e há obras de arte espalhadas por toda a propriedade. As suítes mais caras ficam nos andares mais altos e têm belas vistas para a cidade – como a suíte presidencial, com dois andares e vista para o Central Park. Há bom serviço de conciergerie e atendimento em geral bastante simpático. E o hotel ganha ainda um novo bar e restaurante até o final desta semana; com jeito de brasserie, a ideia do hotel é que o espaço atraia tanto turistas quanto novaiorquinos no almoço e no jantar.

Com foco nos millennials, a Moxy Hotels, marca budget jovem da Marriott Hotels, acaba de abrir no East Village o Moxy East Village, bem em frente ao lendário Webster Hall. Com design do Rockwell Group, o décor das áreas comuns chama a atenção, com homenagens a figuras históricas da música e da região. Os 286 quartos são em sua grande maioria bastante espartanos, com cama e banheiro integrados, inspirados nas cabines de navios – incluindo alguns com beliches. Mas as roupas de cama são de ótima qualidade e os chuveiros também.

Não há coffee/tea facilities nos quartos e água engarrafada custa exorbitantes (para uma propriedade que se diz econômica) 5 dólares a garrafa – mas há café e chá disponíveis gratuitamente no lobby pelas manhãs cedo. Há acesso gratuito à academia e empréstimo de bicicletas. Mas os maiores atrativos do hotel estão mesmo nas áreas sociais: no gostoso Alphabet Bar&Café no lobby, no belo restaurante de cozinha mediterrânea by Jason Hall Cathédrale e no underground lounge Little Sister, que mal abriu e já anda concorrido. O hotel anunciou também que tem planos de abrir um rooftop bar na primavera americana do ano que vem.

Em breve vai dar para ler review completinha destes hotéis clicando aqui.

Utilizei mais uma vez em Nova York os serviços de transporte da Blacklane, principalmente entre Manhattan e o aeroporto JFK. São sempre infalíveis na qualidade (do carro e do motorista) e na pontualidade.

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Hall dos elevadores do Mandarin Oriental Hyde Park London

Como é se hospedar no renovado Mandarin Oriental Hyde Park, em Londres

Welcome, Ms. Lencastre, me disse o porteiro assim que abriu a porta do táxi na entrada do Mandarin Oriental Hyde Park London. Reconhecimento facial pelos funcionários é um luxo da hotelaria que sempre me impressiona e não poderia ter começado melhor minha hospedagem no Molon.

O hotel pegou fogo em junho do ano passado, logo depois de o prédio centenário ter passado, ao longo de dois anos, pela maior renovação da sua histórica. O jeito foi, como diz o clichê, renascer das cinzas. E que renascimento. Mês passado, a gerente geral, Amanda Hyndman, que assumira a função poucos dias antes do incêndio, foi escolhida a hoteleira do ano pela associação de viagens de luxo Virtuoso. E tanto o hotel quanto o spa são reconhecidos com cinco estrelas no Forbes Travel Guide.

Leia mais: Os novos hotéis e spas na edição 2020 do Forbes Travel Guide

Depois de seis meses fechado, no final de 2018 o Molon reinaugurou seus três restaurantes, o bar e o spa. A reabertura para hóspedes foi em 15 de abril deste ano. Fiz check-in dias depois, a convite do VisitBritain, órgão de promoção do turismo britânico. A seguir, alguns destaques da hospedagem.

Localização. Um dos hotéis mais luxuosos de uma cidade repleta de estabelecimentos de primeira, o Mandarin Oriental Hyde Park London fica no elegante bairro de Knightsbridge, em frente à loja de departamentos Harvey Nichols e perto da Harrods e do V&A Museum. A estação de metrô de Knightsbridge está na calçada em frente, a cem metros. A escada na entrada do hotel leva ao lobby com mármores em diferentes cores, colunas e imenso lustre de cristal que lembra uma flor aberta.

A outra fachada é voltada para o parque, como o nome do hotel indica, onde há uma entrada usada apenas pela Família Real e convidados especiais, geralmente chefes de Estado. A rainha Elizabeth II e sua irmã, princesa Margaret, tiveram aulas de dança no ballroom, na primeira metade do século 20. O prédio em estilo eduardiano é de 1889. Funciona como hotel há 117 anos, e como Mandarin Oriental desde o ano 2000.

Quartos. O novo design dos 181 quartos é assinado por Joyce Wang, que vive entre Londres e Hong Kong. A ideia foi “trazer o parque para dentro do hotel”, e há muitas referências a folhagens, patos e cavalos, inclusive na bela curadoria de obras de arte moderna distribuídas por toda a propriedade. O mobiliário tem referências art déco e o resultado é sofisticado e acolhedor.

A espaçosa suíte onde me hospedei, voltada para a Knightsbridge, era silenciosa, com sala, quarto e dois banheiros em mármore, um deles com banheira, ambos com vasos sanitários japoneses, com aquecimento. No quarto, há mesa, poltrona e tomadas e entradas USB por toda a parte. Na sala, sofá, poltrona, mesa de centro, mesa de trabalho, estante com livros interessantes e um bonito armário com frigobar e máquina de café expresso. Menção especial para as lindas luminárias em todos os ambientes.

A água mineral vem da fonte do Blenheim Palace, palácio onde nasceu Winston Churchill a cerca de cem quilômetros a noroeste de Londres. O primeiro-ministro britânico foi um dos muitos hóspedes ilustres do hotel, e é homenageado também na carta de drinques do bar.

Gastronomia. O Molon é o endereço do Dinner, restaurante do chef britânico Heston Blumenthal, com duas estrelas Michelin. E, também, do sempre bom Bar Boulud, menos formal, do chef francês radicado em Nova York Daniel Boulud. Como bom hotel inglês, tem um concorrido afternoon tea com champanhe servido no bonito Rosebery, um salão de chá que funciona desde 1920, e um bar com drinques inspirados na história e na localização do prédio. O café da manhã, com bufê e serviço à la carte, é servido salão do restaurante de Blumenthal, com janelões voltados para o Hyde Park. O Bar Boulud tem entrada independente pela rua. O novo décor do bar, os restaurantes e do spa no subsolo, com piscina de 17 metros de extensão e 13 salas de tratamento, é assinado pelo designer nova-iorquino Adam D. Tihany.

Serviço. Impecável, como se espera em um hotel deste porte. Do reconhecimento na chegada aos pequenos detalhes, como um pequeno prendedor em velcro para manter enrolados os fios dos eletrônicos espalhados pelo quarto. Funcionários gentilíssimos em todas as áreas.

No Instagram do Hotel Inspectors, no destaque Londres, há outras imagens do Mandarin Oriental Hyde Park, incluindo vídeos.

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Santiago abre o primeiro Mandarin Oriental da América Latina

O antigo Grand Hyatt Las Condes, em Santiago, Chile, virou agora Hotel Santiago by Mandarin Oriental e, a partir do final deste ano, passará a ser Mandarin Oriental Santiago, o primeiro hotel da rede asiática na América Latina. E fui convidada a me hospedar na propriedade em maio último justamente para conferir como anda esse processo de transformação.

Em pleno funcionamento durante todo o rebranding e readequação aos padrões de instalações e serviços da rede Mandarin Oriental, o Hotel Santiago tem localização privilegiada em Las Condes, com acesso fácil a bares, restaurantes, atrações turísticas e o Shopping Parque Arauco, logo ao lado. 

Na entrada, já chama a atenção o novo e impactante lobby, inteiramente decorado com obras e peças de artistas mulheres chilenas. O pé direito muito alto, tanto do lado da recepção quanto do lado com acesso à piscina, permite muita entrada de luz natural durante todo o dia. O novo décor do lobby fez ótimo uso do enorme vão central do hotel com uma instalação artística que cria a sensação de um “teto falso”. Enormes peças de tecidos coloridos dão leveza à divisão do lobby com o hall dos elevadores – panorâmicos, por sinal. 

Os 310 quartos do hotel estão distribuídos em 19 andares e têm grandes janelas que ocupam quase toda a largura da parede, com vista para a cidade emoldurada pela Cordilheira dos Andes, ao fundo. O décor definitivo dos quartos ainda não foi implementado e a maioria permanece com o visual da última remodelação dos tempos de Hyatt (a nova cartela de cores deve vir muito mais arejada e delicada). A afinada equipe de pâtisserie se encarrega de belas amenidades de boas vindas e cafeteiras Nespresso também devem ser instaladas em todos os quartos em breve.

Ganha destaque a belíssima área externa do hotel, com paisagismo cuidadoso e um enorme piscina em estilo lagoa, com direito a cascata e tudo, um feature que realmente faz falta na maioria dos hotéis de luxo de Santiago – e rodeada de espreguiçadeiras e futons.

O ótimo restaurante mediterrâneo Senso deve puxar o carro da alta gastronomia que deve se instalar em definitivo no hotel até o final do ano: pratos muito saborosos, bela apresentação e serviço irretocável. E são responsáveis também pelo ótimo serviço de quarto, que testei e aprovei durante minha estadia. 

Por enquanto, há também um restaurante japonês, o Matsuri, e o Atrium Lobby Lounge, que serve diariamente drinks, chá da tarde e lanches e pratos rápidos.  O hotel deve reformular por completo o visual ultrapassado de seu enorme Duke’s Bar, abrindo um esperado bar especializado em gim em outubro, comandado pela celebrada mixologista Chabi Cádiz.

Há ainda spa, fitness center e um belo Executive Lounge de dois andares, com vista panorâmica, que servia até pratos trufados para alguns hóspedes na época em que me hospedei. As laterais do lobby devem ganhar em breve unidades de duas grandes marcas de luxo da moda.

O serviço do hotel em geral, como em todo rebranding, ainda passa por treinamentos para chegar aos padrões Mandarin Oriental e deve sofrer pequenos ajustes nos próximos meses.

Em agosto, a diretora de comunicação do hotel, Margarita Pereira, esteve no Brasil para confirmar a inauguração oficial da propriedade na primeira semana de dezembro. O dia exato deve ser definido em breve pelo Feng Shui Master do grupo Mandarin Oriental, que leva em conta fatores como a data e o horário de nascimento do gerente-geral Ignacio Rodríguez para fazer sua escolha.

Por aqui, estamos ansiosas para ver as mudanças no design e na gastronomia que devem acontecer nos próximos meses. Espiei os projetos do novo décor dos quartos, por exemplo, e deve ficar incrível. O hotel vem investindo pesado também em atividades que tragam moradores locais para seus espaços públicos (restaurantes, chá da tarde, lojas, desfiles de moda etc) e tem tudo para se tornar realmente um ícone na cidade nos próximos anos. 

As novidades não devem parar por aí, não: durante a ILTM Latin America representantes do grupo Mandarin Oriental nos contaram que um segundo hotel da rede será aberto nos próximos anos, também no Chile, na vizinha Viña del Mar. Tem tudo para virar uma dobradinha perfeita!

Desta vez, voei a Santiago experimentando a nova rota da Sky Airline. Como o hotel não oferece ainda serviço próprio de traslados executivos, utilizei os ótimos serviços de transfer da Blacklane para chegar e sair para o aeroporto.

Dá pra conferir minha review completa do Mandarin Oriental Santiago também aqui.

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